terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Faleceu Adília Lopes - A minha homenagem


Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a vida
porque achamos
que não presta

Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a fé
porque achamos
que é pirosa

Adília Lopes

No ano novo de 2025, o quê?

Crónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias 

Há regiões em que na noite de passagem de ano tudo o que é velho - roupas, pratos, mobília... - vai pela janela fora para a rua. E também é sabido que na noite de passagem de ano há licenças ao nível do álcool e até com a sexualidade que normalmente não são permitidas. É um pouco como se, retomando agora de modo secularizado os mitos cosmogónicos, se instalasse o caos primitivo, para, em seguida, como fizeram os deuses in illo tempore, ser reposta a ordem do cosmos.
Perante um ano novo que está aí à nossa frente, os sentimentos misturam-se: perplexidade, entusiasmo, dúvida, expectativa, temor, esperança... Que é que nos reserva o novo ano: para mim, para a minha família, para os meus amigos, para o país, para a Europa, para o mundo? Será melhor, será pior que o ano que passou? É preciso pensar, pois a perplexidade é gigantesca — pense-se nas guerras em curso e a ameaça nuclear, pense-se na situação periclitante da Europa no contexto da nova geoestratégia global, pense-se na crise climática mortal, pense-se, sem excluir as suas vantagens, nos perigos da inteligência artificial, do trans- e pós-humanismo...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Novo ano vem a caminho


Terminadas as festas do Natal, com as alegrias, doces e alguns excessos, o Ano Novo já vem a caminho. Que venha, que já estamos preparados para o acolher, com a esperança de melhores dias. O sonho de todos seria o fim das guerras que teimam em persistir, quebrando os sonhos de um mundo aberto à paz e à fraternidade.
Nasci com a segunda guerra mundial e não gostaria que o fim dos meus dias na terra fosse marcado pelos conflitos armados em todos os cantos do planeta, a par de calamidades geradas pelas ação humana, direta ou indiretamente.
Vamos apostar no otimismo, na esperança de que daí resulte o bem, o bom e o belo.

Bom ano para todos

Fernando Martins

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Bom Natal para todos

Este Menino vai estar connosco na ceia

O Natal está a chegar à meta, cumprindo a tradicional caminhada litúrgica a que nos habituamos. Ano a ano repetimos os mesmos gestos e saboreamos a doçaria própria da época,  mês a mês aguardados para nos fazerem crescer água na boca. 
Recordo bem os tempos da minha meninice com as cerimónias em honra do Menino-Deus que nasceu em Belém, como é sabido, mas da sua infância pouco é conhecido.
Há na Igreja a tradição de beijar o Menino acabado de nascer, como reconhecimento pela Sua vinda até aos homens e mulheres de todos os tempos.
As famílias que o aceitam como  Deus-Menino dão largas à sua alegria e até O convidam para morar em suas casas durante uns tempos, nos presépios feitos ao gosto e arte de cada um.
Hoje é o dia da consoada. As famílias reúnem-se à volta da mesa para a ceia da tradição e nas nossas bandas saboreando o bacalhau e os doces da praxe. A alegria é o símbolo do que nos vai na alma. Que assim se mantenha durante a vida de todos.

Boas festas para todos e que a Bêncão do Menino inspire o bem a todos nós.

Fernando Martins

domingo, 22 de dezembro de 2024

Um MENINO sem frio

O Natal cá por casa vive-se com  ternura, à volta de Menino  enroupado, não fosse Ele apanhar frio. Temos dois, um em cada sala. Fazem parte do espólio da Lita desde menina e moça. E continuarão enquanto formos vivos. Depois, passarão para os nossos filhos, na certeza de que terão por eles a mesma ternura que lhes deixaremos em herança.

PAPA recomenda

“Não vos esqueçais dos necessitados! E quando encontrares crianças necessitadas, pessoas necessitadas, olha-as nos olhos e toca-lhes na mão enquanto dás a esmola, perto delas, com aquela proximidade que só o amor dá. Não vos esqueçais das crianças necessitadas, ide à sua procura! E deem o vosso amor, a vossa companhia, e ajudem-nas.”

Papa Francisco

Jesus, figura determinante

Crónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias

Numa troca célebre de cartas entre o cardeal Carlo Martini, arcebispo de Milão, aquele que afirmou que a Igreja anda atrasada pelo menos 200 anos, e o agnóstico Umberto Eco, publicadas com o título “Em que crê quem não crê”, este escreveu: Mesmo que Cristo fosse apenas o tema de um grande conto, “o facto de esse conto ter podido ser imaginado e querido por bípedes implumes, que só sabem que não sabem, seria miraculoso (miraculosamente misterioso)”. O Homem teve, a dada altura, “a força religiosa, moral e poética, de conceber o modelo de Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferecida em holocausto pela salvação dos outros. Se fosse um viajante proveniente de galáxias longínquas e me encontrasse com uma espécie que soube propor-se este modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogónica, e julgaria esta espécie miserável e infame, que cometeu tantos horrores, redimida pelo simples facto de ter conseguido desejar e crer que tudo isto é a Verdade”.