Relva aparada é convite ao ócio. Cadeira de praia à altura da hora da digestão, protegido pela sombra de um arbusto, tive tempo, mais que tempo, para olhar o céu límpido. A paisagem não me deixou dormir. E nunca me cansei. Bom fim de semana para todos.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei
Reflexão de Georgino Rocha para o Domingo V da Páscoa
“A família é o santuário da vida e do amor, lugar da manifestação de «uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura» ”
Jesus, ao despedir-se dos discípulos, deixa-lhes em testamento o "mandamento novo: «Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei»". Este mandamento é uma síntese da Sua vida e um estatuto da comunidade cristã chamada a concretizar o projeto de Deus. Jo 13, 31-33a. 34-35
A recomendação feita por Jesus tem “sabores” muito ricos e plurais: testamento vital, espelho do amor mútuo a Deus seu Pai, núcleo fundamental e dinamismo permanente da comunidade cristã, credencial do testemunho dos discípulos, força e imperativo de humanização qualificada de toda a sociedade. Os momentos cruciais da vida de Jesus entram na “recta” final. É hora de abertura total, de confidências, de comunicação de “últimas” vontades. E o amor surge com toda a sua energia e amplitude. É um amor de entrega, de serviço, de perdão, de doação. A atestá-lo está a ceia de despedida, o lava-pés, o episódio de Judas.
quinta-feira, 12 de maio de 2022
AVEIRO na revista ILUSTRAÇÃO
Revista ILUSTRAÇÃO: 3.º ANO, NÚMERO 64, PREÇO 4$00, Lisboa, 16 de Agosto de 1928. Ilustração de Cunha de Barros.
Curiosidade: No interior da revista não há qualquer referência à nossa região. Jornalismo de outros tempos.
quarta-feira, 11 de maio de 2022
Princesa Joana, na noite anterior ao seu falecimento
No dia 11 de maio de 1490, já noite avançada, a Princesa Joana reuniu à volta do seu leito as religiosas do Mosteiro de Jesus, despedindo-se de todas e pedindo-lhes perdão de qualquer ofensa que dela tivessem. Estiveram ali também os bispos de Coimbra e do Porto e o prior do Convento Dominicano de Nossa Senhora da Misericórdia.
Nota publicada no Correio do Vouga,
semanário da Diocese de Aveiro
terça-feira, 10 de maio de 2022
Há 550 anos veio para Aveiro a Princesa Joana
O nosso Bispo, D. António Moiteiro, lembra, no convite enviado ao clero da diocese de Aveiro para as celebrações alusivas à Festa da nossa padroeira, 12 de Maio, que vamos comemorar os 550 anos da vinda da Princesa Joana para Aveiro. E sublinha do Memorial:
“Aos trinta dias do mês de julho chegou a senhora infanta dona Joana nossa senhora a esta vila de Aveiro com el-rei dom Afonso seu pai e o príncipe dom João seu único irmão e com sua tia a senhora dona Filipa, filha do infante dom Pedro, irmã de sua mãe. Aos quatro dias do mês de agosto do ano do Senhor de mil quatrocentos e setenta e dois, entrou a dita senhora princesa a senhora infanta dona Joana nossa senhora neste mosteiro de Jesus.”
A celebração eucarística será às 10 horas na Sé de Aveiro, para a qual o nosso Bispo convida os aveirenses e devotos de Santa Joana.
segunda-feira, 9 de maio de 2022
Modas de antigamente
Do livro "As mulheres do meu país"
de Maria Lamas
de Maria Lamas
Quando ando sem compromissos, volto aos meus livros cuja leitura me dá prazer. "As mulheres do meu país" vem à baila frequentemente. Desta vez, para sublinhar as modas de há uns 80 anos. Os chapéus de palha, tão em uso naquele tempo, evitavam que o sol do Verão queimasse a tez, que o rosto branco era mais fino. E os canos nas pernas? Hoje, toda a gente vai para a praia para se queimar um pouco. Antigamente era chique ter as pernas branquinhas. O chapéu, os canos e até as meias cumpriam a sua missão. Uma tem as mangas arregaçadas, mas era normal cobrirem os braços. Como mudam as modas!
Bons pastores
Crónica de Bento Domingues
no PÚBLICO
Repetir que o ser humano concreto, em todas as suas coordenadas, é o primeiro caminho da Igreja ou acusar a Igreja de atraiçoar o seu próprio programa não leva a lado nenhum.
1. Comunicaram-me que, no dia 3 deste mês, o PÚBLICO e o 7Margens iam lembrar-se de que, nessa data, se cumpriram 30 anos das minhas crónicas neste jornal. Não vou falar das crónicas, mas apetece-me relembrar a introdução que escrevi para o primeiro livro, editado pelo Mário Figueirinhas [1], porque tentei exprimir, por contrastes, uma teologia que implicava uma antropologia. Há, no entanto, nessa introdução, o uso do termo homem para significar homem e mulher, mas que oculta as mulheres. Por isso, desde há muito, utilizo sempre a expressão ser humano.
Recordei, nessa introdução, que em 1935 pediram a Yves Congar, OP, um diagnóstico sobre o inquérito, então realizado pela famosa revista La Vie Intelectuelle, sobre as razões da “descrença actual”. A análise teológica do longo processo do divórcio entre a Igreja e os movimentos científicos, culturais e sociais que agitaram a gestação do mundo moderno ficou condensada numa frase que sempre me impressionou: “A uma religião sem mundo, sucedeu um mundo sem religião.”
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