quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

UTOPIAS

Utopia:

1. projeto de governo que,
a ser exequível, asseguraria a felicidade geral
2. projeto imaginário, irreal

Dos dicionários

As notícias que nos chegam sobre as reformas implementadas por Raul Castro em Cuba vêm provar que as utopias, muito bonitas e quiçá importantes, acabam, as mais das vezes, por deixar rastos de sofrimento e miséria. Tem sido assim na Cuba de Fidel Castro como foi na URSS e países satélites. Mais: Em quase todos os países liberais de mercado livre.
Se é certo que Fidel fez bem em combater o regime corrupto e ditatorial de Fulgêncio Batista, também é verdade que não soube retirar-se a tempo, dando liberdade aos seus compatriotas para optarem por um sistema político capaz de proporcionar mais felicidade para todos. Ficou enquanto pôde, numa postura cega à pobreza que o rodeava, para lá das muralhas do bem-estar em que vivia.
Seu irmão Raul, agora no poder, terá chegado à conclusão de que a utopia da revolução cubana não assegurou a felicidade geral, mostrando à evidência que as ideias de Fidel, levadas à prática, não passaram de um projeto irreal. Os desempregados que se multiplicam, os míseros salários que a maioria recebe e a pobreza que grassa por toda a parte provam que é preciso ter muito cuidado com utopias…
E de algumas podemos dizer: faliu o socialismo real, o comunismo; faliu o capitalismo e o liberalismo puro; faliram os fascismos e ditaduras. E que nos resta? Quem descobre por aí um regime democrático, mas com justiça social? Onde estará esse regime por que todos aspiram? Mais uma utopia?

FM

Quem dizem que é a Igreja?



O ex-director do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, vai estar hoje no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), pelas 21 horas, para mais uma "Tertúlia à Quarta", para responder à questão "Quem dizes os homens que é a Igreja Católica". Trata-se de uma iniciativa do ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas), em parceria com o Centro Universitário e com o semanário Correio do Vouga.
Quem não puder participar na tertúlia, pode acompanhar o que ali se passa pelo canal de TV Online da Diocese de Aveiro, http://www.diocese-aveiro.pt/tvonline.asp

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bento XVI: Não diz tudo o que pensa, mas dá a impressão que nada do que pensa fica por dizer


Um Papa tímido e sem medo

António Rego




Será exagero, ou talvez não. A entrevista que Bento XVI concedeu ao jornalista Peter Seewald diz mais sobre a sua visão do mundo, da história e do hoje, que o conjunto dos seus discursos. Exprime melhor a sua fé que os seus tratados de teologia. Define melhor o homem, o padre, o cidadão e o Papa que as imagens televisivas mais próximas dos momentos solenes do Sumo Pontífice. Porquê? Porque abre o coração de Joseph Ratzinger a um olhar íntimo, não esquematizado por ele mas pelas observações e perguntas que o jornalista lhe lança, envolvendo-o sempre na sua história pessoal e não na esfinge a que muitas vezes a imagem pública o condena.~

Apoio do Estado aos colégios é insuficiente

 
Bispo de Aveiro defende opção livre dos pais na escolha das escolas para os seus filhos
 
O Bispo de Aveiro diz que a alteração à lei que regula o apoio do Estado aos colégios privados vai dificultar a ação dos referidos colégios no ensino. A Lei foi promulgada pelo Presidente da República e a redução dos financiamentos de uma média de 114 mil euros por turma ao ano é reduzido para 80 mil. D. António Francisco Santos diz que é uma redução que causa problemas de gestão e que a Igreja crítica. “Não ficou satisfeita. Temos quatro colégios no espaço diocesano que vivem sob este acordo de contrato de associação que vão passar por muitas dificuldades e nós continuamos a defender a opção livre por parte das famílias para escolherem a escola que desejam para os seus filhos. Pensamos que o estado tem obrigação de dar a todos as mesmas possibilidades a as escolas particulares prestam serviço público. Por isso, continuaremos a bater-nos para ser possível esse direito e essa liberdade”, justifica D. António Francisco Santos.


Fonte: RTN

Festa de Reis e Ano Novo na UA

Reitoria da UA


8 janeiro, no Auditório da Reitoria UA

Idosos da Região Aveirense vão partilhar o ANO NOVO em diálogo de gerações. Esta iniciativa vai estar integrada, desta feita, no Ano Europeu das Atividades de Voluntariado, que aposta na Cidadania Ativa.
A organização é do Voluntariado Vida Mais, havendo a colaboração da Provedoria do Estudante da Universidade de Aveiro e o apoio da Reitoria da UA e de SAS-UA.

Programa:

13.30h: Acolhimento no Grande Auditório Reitoria UA
13.45h: Saudações de abertura
14.00h: Momento musical e Auto de Natal apresentado pelas Instituições
14.30h: Fados e Guitarradas
14.50h: Tuna e Cantares do Alva (Albergaria-a-Velha)
15.20h: Rancho Folclórico de Ouca (Vagos)
15.50h: Tuna Universitária de Aveiro
16.20h: Encerramento

Associaram-se instituições de Albergaria-a-Velha, Avanca, Aveiro, Boa Hora, Bunheiro, Calvão, Cacia, Canelas, Costa do Valado, Fermentelos, Ílhavo, Murtosa, Gafanha da Nazaré, Oliveira do Bairro, Ouca, Pardilhó, Santo António de Vagos, Santa Catarina, São Bernardo, Soza, Troviscal, Vagos, Vale de Cambra e Eixo.

Indisciplina nas Escolas

«Quase 400 pedidos de ajuda para situações de indisciplina nas escolas foram registados na Linha SOS Professores nos últimos quatro anos. Esses contactos foram feitos, na sua maioria, depois da tentativa de que os conselhos executivos resolvessem os problemas.»
NOTA: Estes números impressionam qualquer cidadão, por mais friamente que queira analisar esta realidade. Há muito se fala da indisciplina e da agressividade nas escolas portuguesas. As causas que estão na base destas anomalias devem mesmo ser estudadas com rigor, se é que aspiramos a formar homens e mulheres para um Portugal mais saudável sob todos os pontos de vista. Em ambientes de indisciplina e de agressividade não será possível contribuir para uma sociedade para justa e mais fraterna. Culpa dos pais? Falta de meios humanos, em número e com capacidades para educar, nos estabelecimentos de ensino? Legislação inadequada para estes casos? Não sei, mas gostaria de saber.

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Reabriu ontem a Universidade Sénior



Farol da Barra de Aveiro

Retomei ontem, segunda-feira, a minha colaboração na Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo. O grupo que animo, como posso e sei, manteve-se firme na participação, com a abordagem habitual de alguns temas. Não registei desânimo nem falta de interesse pelos assuntos abordados na abertura do segundo período. Foi gratificante.
Por tudo isso, julgo que é de louvar o gosto manifestado pelos participantes no encontro. Digo participantes, porque me recuso aceitar a normal classificação de alunos, já que todos ensinam e aprendem, respeitando o princípio da troca de saberes.
Ontem, para além da abordagem dos chamados Casos da Semana, vieram à baila temas como a homenagem que é devida aos professores de qualquer grau de ensino, cabendo no mesmo espaço de tempo a evocação de professores que nos marcaram. E com que satisfação recordámos professores dedicados, mestres que forjaram carateres e inspiraram gostos pelo saber, enquanto nos educaram para a vida! Foi, sem dúvida, um momento muito bonito.
Noutra hora, trocámos impressões sobre o Farol da Barra de Aveiro, desde o reconhecimento da sua necessidade pelos governantes locais, até à sua inauguração, que ocorreu em 1893, passando pelas diversas fases do projeto e pela influência do grande parlamentar José Estêvão, para que a obra se realizasse.

FM