domingo, 19 de agosto de 2012

Dia Mundial da Fotografia

Fotos de Donzília Almeida, para este dia...

Gatinho lindo


Pardalinho no prato


Pardalinho na rosa


Boris com capa, sentado


Menino Jesus

sábado, 18 de agosto de 2012

A Lei da Vida

Ana Rita Ribau teve a gentileza de me facultar um texto, já premiado, inspirado no seu avô Ângelo Ribau, falecido há dias, como anunciei neste meu blogue, no qual ele colaborou. A Ana Rita como que pressentiu, tempos antes do desenlace do seu avô e meu amigo, e disso deu conta nesta história carregada de amor e de ternura, que o seu fim estaria próximo, como realmente aconteceu. Felicito a Ana Rita, na certeza de que ela continuará a escrever, dando assim seguimento aos gostos e sensibilidade do seu querido avô.

Fernando Martins

Ana Rita com seu avô Ângelo


A LEI DA VIDA 

Ângelo era um velho que há muito tempo combatera em África na Guerra Colonial. Todas as suas vivências, experiências e aventuras ficaram gravadas na sua memória, por isso era um homem cheio de sabedoria, sempre pronto a partilhá-la com quem tivesse paciência para o escutar. 
Ângelo tinha o aspeto típico de um avô: usava grandes óculos, era careca, tinha uma grande barriga, um nariz batatudo, caminhava com um ar pesado e tinha uma voz grossa, envelhecida pelo tempo. Os seus dias eram passados na sala de sua casa, sentado numa poltrona, lendo os seus livros de imensas páginas, sempre com um aquecedor antigo junto aos pés. Uma das muitas qualidades do velho Ângelo era a sua extraordinária sensibilidade para a escrita. 
Não se sabe se era por entretenimento ou se por querer deixar marcados os seus pensamentos e memórias, o certo era que Ângelo escrevia um livro: relatos de um ex-combatente da Guerra. Um grande conjunto de páginas cheias de histórias contadas na primeira pessoa, aquela que no presente vivia para contar aquilo que sentira no passado: os medos, as angústias, as alegrias, tudo o que a sua cansada memória o deixava lembrar. A sua neta Ana Rita incentivara-o a escrevê-lo. A ela o dedicava, porque a sua relação com aquela menina, a sua primeira neta, sempre fora muito natural, com afeição e carinho. 
Ao longo dos anos, ela foi crescendo, as responsabilidades também iam aumentando e o tempo que eles passavam juntos ia diminuindo. Ela adorava a escola e dedicava-se em absoluto aos estudos. Ele mentalizava-se que a idade ia avançando e que o corpo já não estava jovem.

São sempre os mesmos

Pacheco Pereira pergunta, e muito bem, por que razão são sempre os mesmos a ocuparem certos cargos. Eu também acho. Os comentadores das nossas Rádios e Televisões e até de alguns jornais também são sempre os mesmos, dos arredores de Lisboa e do Porto. Não haverá mais no país.  Os cargos de sinecuras (que devem dar bom dinheiro e pouco ou nenhum trabalho) são, igualmente, uma vergonha, cá para mim. Mas que são uma realidade, lá isso são.

Ver o texto de Pacheco Pereira aqui 

Os Papas e o desporto


Por Anselmo Borges



«João Paulo II, o papa dos desportistas, disse-lhes: "Sede conscientes da vossa responsabilidade. Não apenas o campeão no estádio, também o homem com toda a sua pessoa deve converter-se num modelo para milhões de jovens, que têm necessidade de 'líderes' e não de 'ídolos'." E exortou: "Que o desporto esteja sempre ao serviço do homem e não homem ao serviço do desporto." Neste sentido, Bento XVI afirmou que, para os cristãos, a luz da chama olímpica "remete para o Verbo encarnado, luz do mundo que ilumina o homem em todas as dimensões, incluindo a desportiva."»

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A beleza da natureza

Recebido por e-mail



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A Amizade


Li, no ZENIT, este aforismo

"Amizade é escutar os outros
como gostarias que te escutassem"



Nota: O problema está nas nossas vaidades, no egocentrismo que nos anima, na ânsia de protagonismo. O problema é esse. Eu assumo esses defeitos, apesar de lutar contra eles há muito tempo. Mas quando é que estarei curado?


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O meu pai


O Meu pai nasceu em 1913 e faleceu em 1975. Era novo ainda e um homem cheio de saúde. Nunca o vi doente. Mas um dia sofreu um enfarte do miocárdio e não resistiu. Na Casa de Saúde da Vera Cruz, em Aveiro, durante quase um mês, lutou para sobreviver. Acabou por falecer. Desde esse dia, a sua imagem e a sua voz nunca me abandonaram. Hoje, contudo, reavivou-se, de forma inesperada, no Navio-museu Santo André, de que foi contramestre a partir da primeira viagem daquele arrastão.
 Na abertura do Festival do Bacalhau, num painel por detrás da mesa onde Ribau Esteves, presidente da Câmara, procedia à inauguração da festa de homenagem ao "fiel amigo", lá estava o nome do meu pai na lista dos antigos tripulantes do Santo André. Armando Lourenço Martins. Que emoção tão grande quanto  pessoal me envolveu, sem ninguém perceber.

VOAR

Por Tolentino Mendonça







Sei de uma rapariga que voa. Chama-se Natsumi Hayashi, é fotógrafa e vive em Tóquio. Digo que ela voa, por ver as suas fotografias, de que gosto tanto. A bem dizer não tenho outras provas. Mas nas suas fotografias, acreditem, ela está sempre a voar. E são muitas centenas de imagens, a horas diferentes, em lugares distantes. Onde quer que se faça ver, Natsumi Hayashi levita, como se pudesse deslocar-se em voo. Às vezes surge um registo por dia, no esplêndido diário, em forma de blogue, que ela mantém. Se quiserem ir espreitar, o endereço é o seguinte: http://yowayowacamera.com/ . Quem lá for fica a saber que esta conversa é a sério e passará a conhecer alguém que voa.

Ler mais aqui

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Casal amigo por terras brasileiras

Em Gramado



A menos de 12 horas de deixarmos ao Rio de Janeiro, depois de uma ausência de quase uma semana, por terras do Rio Grande do Sul, apetece-me dizer como Gilberto Gil: "O Rio de Janeiro continua lindo...", rumo a Portugal e já a mais de 12 horas de termos deixado terras Gaúchas, onde vivemos cinco dias, muito bem vividos, a convite de uns sobrinhos que foram espetaculares, no acolhimento, na disponibilidade, na simpatia, enfim, em tudo. Daqui o nosso muito obrigado e até Portugal, no Natal de 2013.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dia Internacional do Canhoto

Por Maria Donzília Almeida



Ser canhoto foi durante muito tempo um “defeito” que impunha ser corrigido. Ser dextro era a forma correta e normal de funcionar com os membros superiores e inferiores, apesar de ser mais visível no uso da mão direita para escrever e pegar nos objetos.
Ainda não se chegou a uma conclusão sobre a razão porque algumas pessoas utilizam preferencialmente a mão ou o pé esquerdos. É atribuído à genética, já que a incidência nos filhos de pais canhotos é maior - na família real britânica, os reis George II e VI, as rainhas Victoria e Isabel II e os príncipes Carlos e William são canhotos.
No entanto, durante muito tempo, foram olhados com desconfiança e obrigados a usar a mão direita para escrever, com a esquerda amarrada atrás das costas. As crenças antigas também associavam o lado esquerdo a algo conotado como negativo e o exemplo está em expressões como "acordar com o pé esquerdo" para simbolizar que alguém teve um dia mau.
Comemorado a 13 de Agosto desde a década de 70, o Dia Internacional do Canhoto foi instituído com o objectivo de desmistificar o uso da mão esquerda para tarefas habitualmente realizadas com a direita. E, tendo em conta a lista de personalidades canhotas, onde se destacam génios como Albert Einstein, Leonardo da Vinci ou Beethoven, ser canhoto está longe de ser um defeito. Pode ainda ser associado a um caso de genialidade, relacionada com a habilidade artística e visual, uma vez que é o hemisfério direito do cérebro que está nos comandos.
Contam-se entre os esquerdinos famosos:

domingo, 12 de agosto de 2012

Dia Internacional da Juventude


Por Maria  Donzília Almeida 

Donzília na sua juventude

“Nunca ousei ser um radical na juventude. 
Tinha medo de me tornar um conservador depois de velho.” 

Robert Frost

Quando este tema é abordado pela idade sénior, há uma tendência para se assumir o ar paternalista de quem é dono da verdade e para quem a juventude é uma faixa da população a abater! 
Esquecem-se esses que assim pensam, que também já passaram pela mesma fase, cometeram os mesmos erros e as irreverências próprias da idade. 
A juventude que todos invejam, quando já a passaram, é a fase da vida de todos os sonhos, de todas as conquistas, de todas as descobertas. Quem já a ultrapassou, há bastante tempo, sente agora a nostalgia dos “bons velhos tempos”! 
Reportando-me à minha, que decorreu na gloriosa década sessenta/setenta, do século XX, evoco aquela energia incontida, aquele desejo de reformar o mundo! Surge então a época da contestação do status quo, alimentada pelos movimentos pacifistas americanos, que dão corpo a toda a contestação juvenil, um pouco por todo o mundo. Também, por cá, apareceram hippies; também andei de flor no cabelo, também vesti bermudas de ganga, pelo joelho, com franja esfiapada, também partilhei da contestação política que se esboçava na vida académica.... etc

sábado, 11 de agosto de 2012

Faleceu o Ângelo Ribau


O Ângelo na guerra


Faleceu, hoje à tarde, o meu amigo Ângelo Ribau. Amigo desde tenra idade e até ao fim dos seus dias.  E mesmo para além deles, admito eu. Sinto a sua morte como se tratasse a de um familiar muito próximo. O Ângelo também era um assíduo leitor e colaborador dos meus blogues, cujas mensagens comentava e criticava com uma envolvência rara, quer diretamente, quer por e-mail, quer, ainda, pelo telefone.
Estranhei há dias o seu silêncio. Como que adivinhando algo de menos agradável, telefonei e o seu filho Miguel informou-me do internamento do Ângelo no Hospital de Aveiro. Tinha já regressado a casa. Fui visitá-lo no domingo seguinte e percebi claramente que o meu amigo não estava bem. Aguardava a hora de uma intervenção cirúrgica, o que veio a acontecer dias depois. Fui informado que tudo tinha corrido bem. Esperavam-se melhoras, mas aconteceu o pior. O Ângelo já faleceu.

Golpe de Estado Financeiro

Por Anselmo Borges, 
no DN

José Ignacio Calleja

O pior que pode acontecer é o medo, porque não há confiança nem horizonte a abrir caminho. Mesmo sem se ser pessimista, percebe-se que a humanidade se encontra numa encruzilhada e é preciso estar preparado para o pior.
Nestas circunstâncias, não bastam boas intenções. É preciso reflectir e tentar ver claro. Deixo aí alguns pensamentos sobre a crise, a partir de reflexões do teólogo José Ignacio Calleja, prestigiado professor de Teologia Moral Social na Faculdade de Teologia de Vitoria, num texto em que afirma precisamente que "há um golpe de Estado financeiro no mundo, gerido por políticos", sendo necessário "impedir o fascismo social, para poder sair da crise".
É verdade que a crise é também de cultura moral e espiritual, mas não é possível avançar sem uma implicação séria e a fundo na social. Não se pode pretender fugir ao problema social, invocando apenas o caminho da crise espiritual e de valores. "Nada mais alienante e falso do que a religião desencarnada."
Aí ficam, pois, algumas reflexões fundamentais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"Tou quinda!"


Chega de Bois

Numas férias de agosto, em Chaves, fomos, com uma família amiga que nos acolhia com imensa amizade, a família Fernandes, de António (infelizmente já falecido) e Nazaré, até Montalegre, com o destino assente na Chega de Bois, tradição daquela zona. Dia quente, com temperatura abafada, prenunciando trovoada, no dizer dos entendidos. A viagem correu bem, apesar das curvas e contracurvas desgastantes.
Tinha ouvido falar e lido bastante sobre a etnografia transmontana, graças aos trabalhos publicados, na altura,  por Barroso da Fonte, Lourenço  Fontes (o célebre Padre Fontes, de Vilar de Perdizes), Alberto Machado, Santana Dionísio e outros. A curiosidade era muita, apesar de não gostar de lutas brutais, quer entre pessoas quer entre animais, mas conhecer a tradição, ao vivo, aguçou-me o desejo.
Quando chegámos a Montalegre, o céu estava pesado de negro, fazendo adivinhar chuva forte e trovoada rija. Assim foi. Bem lá no cimo, perto do Castelo,  a chuva, grossa e intensa, parecia adivinhar um dilúvio. Em simultâneo, cai sobre nós, assustados nos carros, uma girândola de trovões e relâmpagos como nunca tínhamos visto. Era, realmente, de meter medo ao mais corajoso. E nunca mais acabava aquela cena aterradora.
O tempo, de curtos minutos terríveis, parecia sem fim. Mas lá passou e de imediato depois solta-se um sol radioso. Haverá Chega de Bois? — foi pergunta que ficou no ar.

Estrela Polar

"Os ideais são como a Estrela Polar: inatingível, mas mostra o caminho certo"

Nota: É bem verdade. A Estrela Polar orientou, ao longo de séculos, navegadores e viajantes. Ainda hoje ela nos fascina. Também os ideais nos fascinam e nos guiam, mesmo sabendo que jamais os atingiremos.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Violência contra idosos






"Entre 2000 e 2011, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) registou 6249 casos de idosos vítimas de crimes e de episódios de violência, um número que aumentou para mais do dobro durante esse período. As vítimas são sobretudo mulheres, entre os 65 e os 75 anos."

Ler mais aqui

Nota: Esta notícia é dramática. No fim da vida, há idosos maltratados. E se soubermos que há filhos agressores, então o caso é gravíssimo. Violentar quem nos deu a vida, quem nos ensinou a andar e a falar, quem nos educou e amou, é repugnante.
Os idosos estão numa fase da vida em que precisam mais de carinho do que de pão para a boca. E quem os trata mal, quem os marginaliza, quem os despreza e humilha, não pode ser uma pessoa respeitável e respeitada. Não defendo o olho por olho, dente por dente, mas sugiro que estes malfeitores sejam obrigados a tratamento psicológico ou psiquiátrico, porque são doentes graves.


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O Castro de Carvalhelhos

Castro de Carvalhelhos

Numas férias de agosto, em chaves, quis mostrar aos meus filhos, ainda pequenos, o Castro de Carvalhelhos, que ficava perto das águas do mesmo nome e bem conhecidas. Tudo o que fosse histórico e pré-histórico fazia parte das minhas agendas de férias. Para isso, documentava-me nos postos de turismo, onde existiam, ou na literatura adequada.
Combinada a partida, lá seguimos em direção a Carvalhelhos, onde também gostaríamos de visitar a central de engarrafamento da conhecida marca de água medicinal, como então por ali era conhecida. Como, aliás, aconteceu.
Em determinada altura da viagem, resolvi parar junto de uma patrulha da GNR, para colher algumas informações.
— Ó senhores guardas; por favor podem indicar-me onde é que fica o Castro de Carvalhelhos?
Os guardas olham um para o outro, coçam os queixos, e um responde de pronto:
— Sigam em frente. O Castro é funcionário das águas.
Agradeci e segui viagem. No carro, houve gargalhada geral.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Casal amigo partilha connosco viagem ao Brasil


Paisagem do Rio de Janeiro


Ontem, terça-feira, fomos novamente ao Pão de Açúcar, pois o tempo estava mesmo muito bom e o Abel (meu cunhado) fez questão de tirar mais fotografias a ver o Monte da Gávea e o Cristo Corcovado e também o monte São Conrado, de onde saem os parapentes, que vimos às dezenas a aterrarem na Praia do Pepino num bairro chique que tem o mesmo nome de São Conrado.
De lá, pudemos rever de cima as Praias de Copa Cabana e todo o Botafogo, com os Montes dos Dois Irmãos e outras coisas bonitas, como em baixo do Monte da Urca (Monte que fica a meio do Pão de Açúcar e onde o Bondinho pára) a casa do cantor muito conhecido de todos nós, o Roberto Carlos. E já agora lembrei-me do nosso Pe. António Maria muito conhecido entre os cantores brasileiros, pela sua voz, mas também pela sua Obra a favor das crianças. Viva o Pe. António Maria!

Medalha de prata para Portugal na canoagem



Os medalhados (foto do PÚBLICO)

«Fernando Pimenta e Emanuel Silva ficaram em segundo lugar na final de K2 1000 metros na canoagem e conquistaram a primeira medalha para Portugal em Londres 2012. A dupla terminou a apenas 53 milésimos do ouro.
Os portugueses seguiram na luta pelas medalhas durante toda a prova, mas na parte final aproximaram-se mesmo do ouro, tendo terminado a apenas 53 milésimos do primeiro lugar. A dupla portuguesa gastou 3.09,699 minutos e foi apenas batida pelos húngaros Rudolf Dombi e Roland Kokeny (3.09,646). Na terceira posição ficaram os alemães Martin Holstein e Andreas Ihle (3.10,117).
Esta é a 23.ª medalha olímpica de Portugal (1.ª na canoagem) e 8.ª de prata.»

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dia para amigos e familiares



Camarinhas

Hoje foi dia dedicado a familiares e amigos, com passagem obrigatória pela Torreira, praia da infância e juventude da Lita, minha mulher. Foi um dia cheio, de conversas prolongadas, não tanto como eu desejava. Se calhar falei mais do que ouvi. Para a próxima tentarei conter-me, que os outros ficaram com muito que dizer, julgo eu. 
A Torreira está com lugar cativo no coração da Lita. Natural de Pardilhó, onde viveu alguns anos, antes de se instalar com armas e bagagens em Aveiro e depois na Gafanha da Nazaré, os tempos das suas férias na Torreira saltam frequentemente à baila. Por isso, a viagem anual. 
O prometido dia de um certo calor não surgiu. Um vento agreste, fresco mesmo, levou-nos a procurar o sol para o aquecimento desejado. Olhar o areal e o mar, embarcações ao longe e o vento num rodopio para nos incomodar. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A "ideologia" enche a barriga?

Camilo Lourenço explica no Negócios online


"Em Portugal usa-se e abusa-se da "ideologia". Fala-se de Saúde e lá está ela. Fala-se de Educação e em privatizações "et voilà". Fala-se em cortar despesa e logo aparece alguém a gritar "neoliberalismo"."



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Sensação de férias






Acordei hoje com uma sensação estranha. Uma certeza de que estava a gozar férias tranquilamente. Estando oficialmente de férias, como aposentado que sou, nada fazia prever que acordasse assim. Mas aconteceu.
Um dia sem horários, sem obrigações na agenda, sem projetos nem compromissos, por casa me quedei, lendo umas páginas de livros que aguardam hora e vez para serem lidos. Mais para me decidir...
Foi bom e saudável pensar em viagens imaginadas, recordar férias em agosto, durante anos a fio, com filhos pequenos, um pouco pelo país, tentando descobrir sinais da história local das terras circundantes onde assentávamos arraiais. Terras que me deixaram recordações cheias de estórias que um dia hão de vir a lume, quando encontrar alguma serenidade no meu dia a dia. Provavelmente ainda este mês que ainda me não aqueceu.
Hoje voltei ao Jardim Oudinot. Era hora de fim de festa. Tendas desertas ou quase desertas, seria o sinal adequado para ausência de gente. Não era o caso, porém. Famílias inteiras gozavam férias. Banhistas, atletas ou futuros atletas nos campo desportivos ou de manutenção, passeantes, sonecas à sombra, farnéis no momento dos lanches, crianças que corriam obrigando os pais a correr também, um ou outro conhecido que passa e nos saúda. Foi uma tarde tranquila que explicou férias para quem tem de ficar. Ou por opção legítima. Afinal, as férias são sempre que o homem quiser. Se puder, claro.


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domingo, 5 de agosto de 2012

sábado, 4 de agosto de 2012

O trabalho, o ócio, festas e férias

Por Anselmo Borges

O negócio ocupou tudo e esqueceu o ócio, no sentido grego das palavras, como explica o filósofo Gabriel Amengual. Ócio (no grego scholê, no latim otium), em princípio, significa estar livre dos negócios políticos ou do Estado e do governo e de actividades económicas, que, na Antiguidade, se definiam como o não-ócio, o negócio (a-scholía), e implica a orientação para o âmbito do pensar e da contemplação. "Ter ócio" significava festejar, ter alegria e a ocupação própria do tempo descansado - debates, concertos, teatro, etc. -, passando depois a significar o lugar dessas actividades (a escola, scholê). "Ócio significa tempo livre, possibilidade, oportunidade de algo." Neste quadro, o ócio era, para Platão, o pressuposto para a filosofia, em conexão com a liberdade e a verdade. Num contexto de escravatura, era, pois, privilégio dos homens livres. Para superar a tirania e a escravidão, não é, portanto, do ócio para a liberdade e a verdade que precisamos?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Casal amigo em férias no Brasil






Mais uma semana prestes a passar e aqui, no Brasil, dadas as circunstâncias, o tempo ainda passa mais rápido. Comer, dormir e passear...
Na quarta-feira foi o dia destinado a uma volta de barco pela Baia de Guanabara, até Niterói, centro da cidade histórica. Vimos a Praça XV, a Sé Velha, a famosa igreja da Candelária e outros Monumentos do tempo do Império, que são muitos. Depois foi a vez de ver a Sé Nova, imponente, o Convento de Santo António e outros locais, para ficarmos a ter uma ideia da cidade do Rio de Janeiro.
Ontem, quinta-feira, fomos ao Santuário da Senhora Aparecida, outra obra majestosa e grandiosa, que fica a caminho de S. Paulo, a uns 260 quilómetros do Rio de Janeiro. Na ida, tivemos a oportunidade de conhecer o Seminário do Santo Frei Galvão, a casa onde nasceu este santo e a Igreja Matriz onde foi batizado. Foi um dia que começou às 7 horas e acabou, graças a Deus, muito bem, às 21.30 horas em casa.
Hoje, a seguir ao almoço, partiremos para Búzios, que dizem ser uma verdadeira maravilha da Natureza. Ficaremos lá até Domingo à noite. E assim tem sido a nossa vida no Rio de Janeiro, com todas as mordomias da Isabel e do Abel. Melhor não pode ser. Não há palavras...

Isabel e Quim



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Rir é coisa séria


Li no ZENIT

"Quem nunca ri não é pessoa séria"

Nota: Concordo inteiramente com este aforismo. O mundo está cheio de casmurros, de pessimistas, de gente tristonha. Apesar da crise, esforcemo-nos por sorrir, por rir às gargalhadas, por partilhar alegria, mesmo que a revolta nos incomode e nos solicite raiva. Um dia destes, o mundo será melhor!
Já agora, bom fim de semana, com um sorriso nos lábios.

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Bombeiros suspendem ameaça de greve

As notícias de hoje, a que já tive acesso, dizem-nos que os bombeiros portugueses suspenderam a ameaça de greve. Vai ser constituído um grupo de trabalho para apresentar propostas, tendo em vista garantir o transporte de doentes. Ainda bem que assim é.
Todos sabemos da importância do esforço dos bombeiros em várias frentes. Veja-se, por exemplo, a luta que travaram para combater os fogos florestais nestes últimos dias. Mas, para além disso, eles estão sempre prontos para acudir a quem precisa. Daí que seja de louvar todo o interesse das autoridades, e não só, para os apoiar.

Veja aqui


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Padres não deviam gerir instituições sociais

Li na Rádio Terra Nova online




Os Padres que, muitas vezes por inerência, ocupam lugares de gestão em instituições sociais, "não o deveriam fazer".
A ideia é defendida pelo Padre Manuel Rocha Pároco na Vera Cruz, em Aveiro, que é um dos administradores do Centro Social da Vera Cruz. Em entrevista à Terra Nova referiu que a "esmagadora" maioria dos Padres não tem formação e capacidade para gerir.
"Eu não estou formado para ser gestor ou director de uma instituição daquelas que, hoje, alberga milhentas situações, procurar dinheiro para pagar aos funcionários, a gestão profissional dos colaboradores, as Leis do trabalho, são situações que podem gerar conflitos", adiantando, "de que lado se posiciona o Padre", questionou.
"Se prego de um lado como Padre, não posso aparecer do outro a despedir pessoas, é muito desconfortável", disse.


Nota: Há muito que defendo estas ideias do padre Rocha. Quando há tanto que fazer no campo da evangelização, da catequese e da formação contínua dos cristãos, por que razão hão de os padres ocupar-se com outras atividades?
Já lá vai o tempo em que os sacerdotes pertenciam ao grupo restrito dos que estudavam. Nesse caso e nesses tempos, talvez se aceitasse que os padres fossem gestores de instituições sociais, mas hoje não se compreende que percam tempo com contas, deve e haver, contratação e despedimentos de empregados. Será que Jesus Cristo também lhes atribuiu essas funções? Penso que não. Um assunto pertinente levantado pelo padre Rocha, que muito bem conheço e admiro.


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MANOEL OLIVEIRA: exemplo a seguir




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terça-feira, 31 de julho de 2012

Por terras brasileiras

Joaquim Simões e Isabel, um casal amigo, tiveram a gentileza de partilhar connosco impressões da viagem que estão a fazer ao Brasil. Boa ideia, sim senhor. Que outros façam o mesmo, para mutuamente nos enriquecermos.






"Cá estou, depois de Brasília, no Rio de Janeiro, onde lhe garanto que já vi e já estive no Paraíso terrestre. Não há palavras para descrever o Rio, no que respeita às paisagens e às praias de Ipanema, Leblon e Capacabana, as mais conhecidas, para além de outras centenas tão boas ou melhores, mas cujos nomes não são das telenovelas.
Subir ao Cristo Corcovado e ao Pão de Açúcar e ver a paisagem de lá de cima é um espetáculo único. Subir ao Santuário de Nossa Senhora da Penha, com os seus 365 degraus escavados na rocha (feitos manualmente por portugueses), é coisa digna de uma visita.
Isto é o bonito, mas passar e ver as Favelas (agora não são mais favelas, mas sim comunidades) do Alemão e tantas centenas de outras, menos conhecidas, mas que existem, e sabermos que vivem lá irmãos nossos... aí já muita coisa perde a sua graça.
Hoje iremos conhecer a Barra da Tijuca, amanhã o Santuário de Nossa Senhora da Aparecida e na sexta, sábado e domingo iremos para a Praia de Búzios, que dista do Rio uns 250 quilómetros.
Do dia 9 a 13 de Agosto iremos para o Rio Grande do Sul - Porto Alegre, conhecer aquela zona gaúcha e, querendo Deus, lá para o dia 15 ou 16 de Agosto regressaremos a Portugal.

Um Grande Abraço

Isabel e Quim"


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"PIO XII - Defensor do Homem"





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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Eunice Muñoz nasceu neste dia




30 de julho de 1928

Eunice Muñoz, uma das mais talentosas artistas do nosso tempo, celebra hoje o seu aniversário natalício. Haverá algum português que a não conheça, quer no teatro, no cinema ou na televisão? Julgo que não.
Aqui a recordo, em jeito de homenagem simples, tanto mais que a consagrada artista tem continuado a trabalhar, dando a todos os portugueses um belo exemplo de amor à vida e à arte que apaixonadamente abraçou desde muito cedo.

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Nomeações do Bispo de Aveiro




O Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, procedeu a nomeações para o serviço do Povo de Deus, recordando que  «vamos viver este ano em Missão Jubilar, ao celebrar setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese». E lembra que «aí  se centra o dinamismo mobilizador que dia a dia queremos imprimir ao agir pastoral de todos os membros do Povo de Deus, nesta Igreja diocesana e em todas as suas Comunidades, Movimentos e Grupos apostólicos».
D. António frisa a importância de «renovar e dinamizar as estruturas e serviços pastorais da Diocese “em ordem a sermos uma Igreja diocesana sólida e formada na fé, estruturada, funcional e interventiva no meio humano e na realidade em que vive, para ser âncora e farol de esperança na construção do Reino de Deus em Aveiro”.

Nomeações:

P.e João Manuel Marques Gonçalves, Assistente do Secretariado Diocesano de Animação Missionária (SDAM) e da Orbis-Cooperação e Desenvolvimento;

P.e Manuel Martins Simões de Melo, Pároco de S. Vicente de Sangalhos, no Arciprestado de Oliveira do Bairro;

P.e João Carlos de Almeida Carvalho, Pároco de S. Bartolomeu do Troviscal e de S. Martinho de Amoreira da Gândara, no Arciprestado de Oliveira do Bairro;

P.e Leonardo António Pawlak, Pároco de Santa Maria de Alquerubim, S. Paio de Frossos e S. João de Loure, no Arciprestado de Albergaria-a-Velha;

P.e Ivanil José Portela, Pároco de S. João Baptista de Cedrim, continuando Vigário Paroquial de Santa Maria de Sever do Vouga e de Nossa Senhora do Loreto de Paradela, no Arciprestado de Sever do Vouga;

P.e Manuel Lopes Ribeiro, Sacerdote da Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, Pároco de S. Salvador de Covão do Lobo e de Santa Catarina, no Arciprestado de Vagos.

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domingo, 29 de julho de 2012

Pão para todos


Bento Domingues vai de férias e volta em setembro às páginas do PÚBLICO, para gáudio dos seus leitores e admiradores. As suas crónicas são sempre uma reflexão oportuna e desassombrada sobre a Igreja e sobre o mundo no qual ela se insere de pleno direito. Cronistas como Bento Domingues fazem falta na nossa sociedade acéfala em muitos quadrantes. Com capacidade de síntese, domingo após domingo indica-nos caminhos possíveis inspirados na Boa Nova, apontando metas que nos conduzem a uma fraternidade desejável. 
Ficamos à espera.




sábado, 28 de julho de 2012

Poesia para este tempo

Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO


Reservado ao Veneno


Hoje é um dia reservado ao veneno
e às pequeninas coisas
teias de aranha filigranas de cólera
restos de pulmão onde corre o marfim
é um dia perfeitamente para cães
alguém deu à manivela para nascer o sol
circular o mau hálito esta cinza nos olhos
alguém que não percebia nada de comércio
lançou no mercado esta ferrugem
hoje não é a mesma coisa
que um búzio para ouvir o coração
não é um dia no seu eixo
não é para pessoas
é um dia ao nível do verniz e dos punhais
e esta noite
uma cratera para boémios
não é uma pátria
não é esta noite que é uma pátria
é um dia a mais ou a menos na alma
como chumbo derretido na garganta
um peixe nos ouvidos
uma zona de lava
hoje é um dia de túneis e alçapões de luxo
com sirenes ao crepúsculo
a trezentos anos do amor a trezentos da morte
a outro dia como este do asfalto e do sangue
hoje não é um dia para fazer a barba
não é um dia para homens
não é para palavras

António José Forte
Uma Faca nos Dentes
Prefácio de Herberto Helder
Parceria A.M. Pereira
Livraria Editora, Lda.


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A monja e o capitalismo não ético

Por Anselmo Borges, 
no DN

Teresa Forcades

Nasceu em Barcelona em 1966. É doutorada em Medicina e em Teologia. Muito conhecida pelas suas posições feministas e pelas críticas às multinacionais farmacêuticas, Teresa Forcades é uma monja beneditina do Mosteiro de Sant Benet de Monserrat.
Conheci-a em Julho de 2011, em Santander, num Congresso de Teologia e Ética, e a impressão que me ficou foi a de uma mulher séria e agradável, descontraidamente inteligente e interventiva.
Foi recentemente convidada para a conferência inaugural de um encontro de empresários, talvez o mais importante da Catalunha, com a presença de umas seiscentas pessoas.

Ser bom...

"Ser bom e viver uma vida boa significa dar às pessoas mais do que nós recebemos delas"

Nota: Se assim fizéssemos, o mundo seria muito melhor.

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Saciar esta fome é dever de todos

PÃO REPARTIDO SACIA MULTIDÃO

Por Georgino Rocha





A atitude da multidão denota o alcance da acção missionária de Jesus. Vê o que faz aos doentes e sente-se atraída. Deixa o rame-rame da vida e segue-o. Deleita-se com os ensinamentos que ouve e nem sequer se preocupa com a fome que lhe consome as energias. Experimenta o olhar compadecido de Jesus e aguarda paciente a palavra/resposta às necessidades prementes. Obedece à ordem de Jesus dada pelos apóstolos e senta-se na erva dos campos. Agrupa-se, recebe o pão que lhe é entregue e come até ficar saciada. Conserva o que sobra e deposita-o nas mãos dos encarregados da recolha. Admira a acção extraordinária de Jesus – sinal de uma outra realidade ainda mais sublime - e entusiasma-se tanto que o identifica com o profeta prometido e se propõe aclamá-lo rei. Desolada, vê-o partir sozinho para o monte, como fazia de vez em quando, e fica na expectativa.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jogos Olímpicos em Londres


Hoje, pelas 21 horas, poderemos assistir, na televisão, à abertura dos Jogos Olímpicos em Londres. Será, como se tem apregoado, um espetáculo imperdível. Portugal estará representado por 77 atletas.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A história ampliou as suas mazelas e calou as suas grandezas






TESTEMUNHO QUE É APELO PERMANENTE A TODA A IGREJA

Por António Marcelino

O decreto conciliar sobre a Vida Religiosa está orientado no sentido da sua renovação. A Constituição sobre a Igreja dedicara já um capítulo aos religiosos, como parte privilegiada do Povo de Deus. Aí se insiste que a profissão dos conselhos evangélicos tem o valor de “um sinal que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja a cumprirem com diligência os deveres da vocação cristã”. Neste sentido, se pode dizer que a vida consagrada é um dom de Deus à Igreja, que entra na sua estrutura, não pela via hierárquica ou institucional, mas carismática e profética. É, portanto, um dom divino que se traduz como resposta a necessidades do Povo de Deus ou da comunidade humana.

Dia Mundial dos Avós

Por Maria Donzília Almeida




Avozinho Zé



Guardam no olhar e na pele as marcas de toda uma vida. Guardam em si uma infinidade de conhecimentos que nos transmitem, é com eles que aprendemos. Aprenderam a lidar com as "feridas" de uma forma admirável. Dão-se intensamente em cada dia... Devolver-lhes o amor é o mínimo que podemos fazer.
Blue Shell
O dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo, foi a fonte de inspiração para efeméride de hoje, Dia dos Avós. Em 1879, o papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana de Joaquim), estendeu a sua festa a toda Igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.
Conta a história que, no século I a.C., Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas rezavam, pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada, a quem batizaram de Maria.

Dia do Exército Português

Por Maria Donzília Almeida




A História do Exército Português está diretamente ligada à História de Portugal, desde a sua primeira hora. As forças terrestres estiveram presentes na luta dos Portugueses pela sua independência contra leoneses e muçulmanos no século XII, contra os invasores castelhanos no século XIV, contra os ocupantes espanhóis no século XVII e contra os invasores franceses no século XIX. Participaram ainda nas campanhas portuguesas no ultramar e exterior, desde o século XV, na África, Ásia, América, Oceânia e Europa. No século XX destaca-se a participação do Exército Português na Primeira Guerra Mundial, em França e África e a Guerra do Ultramar de 1961 a 1975 em Angola, Índia, Moçambique, Guiné e Timor. No século XXI é de destacar a intervenção do Exército Português nas diversas missões de apoio à paz, em que Portugal tem participado: Bósnia, Timor-Leste, Kosovo, Macedónia, Afeganistão, Líbano etc.

terça-feira, 24 de julho de 2012

"Que se lixem as eleições...

"Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal"

Esta afirmação, tal como está escrita, foi proferida pelo nosso primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Assim a ouvi e li na comunicação social. Não sou nenhum puritano, mas recuso-me a aceitar que um chefe de governo use uma linguagem menos própria. Penso que a boa educação deve ser norma de conduta de qualquer cidadão, muito mais se ele exercer funções de estado, educativas, religiosas ou  sociais. Ao usar o calão, Passos Coelho arrisca-se a ouvir qualquer português a responder-lhe na mesma moeda...


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O mundo é dos otimistas

Li no ZENIT


"O mundo é dos otimistas. Os pessimistas não passam de espectadores"

Verdade pura. Quantos pessimista vejo e ouço eu, que dizem mal de tudo e de todos, que só veem nuvens negras no horizonte e nunca são capazes de alimentar esperanças?


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

domingo, 22 de julho de 2012

A possibilidade de reencontrar a vida

Por José Tolentino Mendonça





Este vaivém que julho e agosto introduzem (com viagens mais próximas ou longas, tráfegos de vária ordem, alterações ao quadro de vida corrente…) constitui, para lá de tudo o mais, uma espécie de coreografia interior. Dir-se-ia que a própria vida solicita que a escutemos de outra forma. De facto é disso que se trata, mesmo que se não diga. É com esse imperativo que cada um de nós, mais explícita ou implicitamente, luta: a necessidade irresistível de reencontrar a vida na sua forma pura.

Economista do FMI demite-se envergonhado



«Peter Doyle, economista do Fundo Monetário Internacional (FMI) há 20 anos, apresentou a sua demissão no passado dia 18, numa carta, agora divulgada, com fortes críticas à organização liderada atualmente por Christine Lagarde."Envergonhado por ter estado associado com o Fundo", Peter Doyle dirigiu-se ao decano do conselho de administração, o egípcio Abdel Shakour Shaalan, para criticar o FMI pela falta de avisos prévios quando das crises mundiais de 2007 e 2009 - de acordo com a CNN, que teve acesso à carta.
A sonegação de informação sobre as crises, incluindo a que afeta agora a zona euro, foi considerada por Doyle como um "falhanço em toda a linha".»

Ler mais no EXPRESSO

Nota: Peter Doyle, economista do FMI, demitiu-se da organização, envergonhado, denunciando «a sonegação de informação sobre as crises». É preciso ter coragem para acusar, publicamente, uma das organizações responsáveis pela economia mundial. O FMI sonegou as crises que nos afetam, mas continua a impor as suas decisões, decerto para defender os grandes interesses e grupos que mandam na economia dos países, quiçá do mundo, manifestando pouco ou nenhuma pena pelos que sofrem as consequências da exploração dos que vivem apenas do seu trabalho. O FMI, como diz aquele economista, falhou «em toda a linha», mas jamais dará o braço a torcer. É esta gente que nos pretende amarfanhar, sem dó nem piedade. E já agora, também não foram economistas que sonegaram os roubos do BPN, que ignoraram os negócios pouco limpos do BPP, que não previram as crises que tínhamos à porta, etc.,  etc.?

FM

sábado, 21 de julho de 2012

Poesia para este tempo

No Caderno ECONOMIA do EXPRESSO


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A música, a transcendência e a paz

Por Anselmo Borges


Ludwig van Beethoven


Sobre o poder encantatório da música disse Homero na Odisseia. Era tanta a beleza, a doçura, o fascínio e o feitiço do canto das sereias que, para não correrem o perigo da atracção e da morte, Ulisses ordenou que tapassem com cera os ouvidos dos marinheiros e a ele o amarrassem sem possibilidade de fuga ao mastro do navio.

Não há nenhum povo sem música. Nada de tão material como a música: a voz, instrumentos de sopro, de percussão e de cordas e disso tudo resulta o que nos enleva, nos transporta para a transcendência, nos coloca lá no donde viemos e lá para onde verdadeiramente queremos ir e habitar. Feita de tempo, a música pára o tempo, transcende o tempo e tange o eterno. Ali, onde quereríamos estar sempre, e já não há morte.

VINDE COMIGO E DESCANSAI


Por Georgino Rocha




“Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco” é o apelo e a recomendação de Jesus, após ter acolhido e ouvido os discípulos regressados da primeira experiência missionária. A narração do que acontecera deixava perceber que a missão decorrera bem. As instruções tinham sido observadas. A confiança na palavra do Mestre estava confirmada. O êxito enchia de alegria contagiante o coração de todos. A sobriedade de meios, a simplicidade de vida, a itinerância doméstica, a eficácia do anúncio, a libertação do espírito oprimido pelas forças do mal são credenciais comprovadas e adquirem valor distintivo de quem é discípulo de Jesus em qualquer circunstância.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morreu o historiador José Hermano Saraiva


Hermano Saraiva (Foto de o Sol)


Morreu hoje, com 92 anos, em Palmela, o historiador José Hermano Saraiva, porventura o mais dinâmico divulgador da História de Portugal. Estou convencido que muitíssimos portugueses passaram a gostar mais da nossa história graças aos programas televisivos que ele preparou e apresentou ao longo da sua vida, com entusiasmo contagiante e usando um estilo muito próprio.
Recordo que a sua “História Concisa de Portugal” mereceu largos elogios dos especialistas, tendo um crítico sublinhado (cito de cor) que Hermano Saraiva conseguira num simples parágrafo, com grande poder de síntese, apresentar diversas informações.

Ler mais aqui 

Dia do Amigo


Por Maria Donzília Almeida

Conversa em Piódão


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo»
é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!



Alexandre O'Neill


“Possuir um amigo é ser dono de um tesouro! “ Esta parece ser, para o senso comum, quase uma verdade do Sr lapalisse, dada a evidência do significante. Na realidade, este conceito reveste-se de tal importância e significado, que a língua portuguesa dispõe de várias expressões para o designar. Assim, temos: amigo do peito, amigo do coração, amigo de Peniche, amigo da onça, amigo presente, amigo ausente... Há também os amigos do alheio, que proliferamm, na era moderna, como ratazanas em tubos de esgoto, et cetera!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Será que o Diabo existe?

Aqui está uma boa pergunta, que exige boas reflexões. Nunca é tarde para abordar um assunto com este. Cá por mim, sugiro que os meus leitores pensem um pouco... Depois, podem ler na Tribo de Jacob



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Formação dos novos padres e promoção vocacional


Por António Marcelino




«A crise vocacional, a nível do país, persiste. Numa ou outra diocese notam-se sinais de melhoria. O seminário menor foi dando lugar ao pré-seminário ou ao seminário em família, e decresceu em muitos padres e comunidades o interesse por novas vocações. Estas exprimem-se agora mais em idade adulta e com jovens vindos das universidades, alguns com cursos já completados.
Passados cinquenta anos, à luz ainda bem viva do Vaticano II, torna-se de novo necessária uma reflexão cuidada sobre escolas teológicas, seminários, vocações e formação pastoral dos novos padres.»

Cesário Verde: Ave Marias





Para lembrar o poeta
no dia da sua morte: 19 de julho de 1886











AVE MARIAS

          Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

          O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

          Batem os carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

          Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

          Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

          E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

          E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

          Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

          Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

          Vêm sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

          Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera os focos de infecção!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cortes na despesa do Estado


O acórdão do Tribunal Constitucional gerou a polémica esperada e o  Governo apressou-se a informar que respeitava a decisão dos juízes. Surgiram de imediato  ideias que levaram os cronistas e comentadores (sempre os mesmos) da comunicação social a avançar com a hipótese de aplicar os cortes dos subsídios (Natal e Férias) aos trabalhadores do setor privado, como se eles tivessem algo a ver com as despesas do Estado. Vai daí, o FMI diz que a solução só pode passar por cortes na despesa…do Estado.

Ver mais aqui 

Saber e Experiência arrumados em prateleira


Lojas de saber, ciência por um euro

Por António Marcelino

Professores universitários, carimbados de inúteis e dispensáveis por terem feito setenta anos, não resignados por se julgarem ainda capazes de muito, organizam-se, em Coimbra, sob a batuta do Prof. Pedroso de Lima, para, em favor dos outros, devolverem à sociedade o que esta investiu neles, para lhes proporcionar, ao longo dos anos de estudo e de magistério, o que lhes permitiu de saber e competência. Gente que ensinou dispõe-se agora a dar cursos de pequena duração, acessíveis às diversas idades e condições, com o alvo de proporcionar, sobretudo aos desempregados, meios que lhes permitam não desistir e serem, eles próprios, criadores e inovadores. Apenas um euro simbólico por participante e total gratuidade por parte dos mestres. As temáticas vão “da física à medicina, das ciências em geral às lições de vida”. Em maio arrancou a iniciativa com o curso “os Sons e a Vida”. Mais de cem participantes e, entre eles, alguns professores jubilados.
Uma lufada de ar fresco numa sociedade acomodada. Arruma-se, por vezes em prateleiras douradas, muito saber e experiência que fazem falta a muita gente. Menos mal que a livre iniciativa privada e a decisão de não morrer antes da morte dão lugar a coisas novas, orientadas para o bem e com a marca visível de uma gratuidade solidária.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os exageros de D. Januário





"Este Governo é profundamente corrupto, nestas atitudes a que estamos a assistir", disse, constatando que "Portugal, de facto, é um asilo". E pergunta: "Então isto é um exagero meu?!"

"O problema é civilizacional, porque é ético. Eu não acredito nestes tipos, em alguns destes tipos, porquê?, porque são equívocos, porque lutam pelos seus interesses, porque têm o seu gangue, porque têm o seu clube, porque pressionam a comunicação social, etc. O que significa que os anteriores, que foram tão atacados, quer dizer, eram uns anjos ao pé destes diabinhos negros, alguns, que acabam de aparecer", refere o bispo, que há pouco tempo já comparara o atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com António de Oliveira Salazar."

Li no DN


Nota: Declaro, antes de mais, que não sou filiado em qualquer partido político, mas reconheço que eles são fundamentais numa sociedade democrática. Também declaro que tenho por princípio ético respeitar os poderes legitimamente eleitos e instituídos.
Depois disto, quero dizer que há muito tempo me habituei a ouvir Januário Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, como quem ouve um indivíduo que nem sempre pensa no que diz, porventura com o propósito de dar nas vistas.
Como bispo que é, acho que devia ser mais contido, sem, porém, deixar de ser frontal na denúncia do erro e no anúncio daquilo que considera correto para a construção de um mundo mais justo e mais fraterno. Nessa linha, as acusações que faz têm de ser provadas, para não passarem por gratuitas. Um cidadão com as responsabilidades que o bispo Januário tem não pode nem deve ficar isento de provar o que afirma em público. Espero, portanto, que o Procurador Geral da República tenha em conta que ninguém está acima da Justiça, seja bispo ou leigo.
Adianto ainda que Portugal está a passar um mau momento, com muitos portugueses a viverem dramas terríveis, mas nem isso me pode levar a ofender quem quer que seja, com a violência com que o Bispo das Forças Armadas o fez.
Sempre aprendi na Igreja Católica que devemos ser construtores de paz e não promotores de guerras. Januário Ferreira esqueceu-se disso.


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Passeio de fim de ano à Capital da Cultura

Por Maria Donzília Almeida




"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudi-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."

Carlos Drummond de Andrade


Para acabar em beleza, realizou-se o passeio de final de ano, no passado dia 13, como forma de encerrar as atividades do ano letivo, 2011/2012.
Este ano, o destino escolhido foi consentâneo com a nossa história e com o evento que decorre no Alto Minho.
Muito cedo, para desfrutarmos de um dia longo e bem preenchido, partimos da Gafanha às 7 h da manhã, rumo ao berço da nossa nacionalidade – Guimarães. O tempo prometia cumplicidade com o cansaço e a expetativa dos “turistas”!
A viagem decorreu sem incidentes e depressa nos colocámos na bela e antiga cidade de Guimarães. Parece que uma fada passara ali a sua varinha, pois a cidade airosa e fresca, ostentava um rosto lavado e o arranjo meticuloso dos seus jardins. Decerto, a autarquia providenciara para que a receção ao alto posto de capital europeia da cultura, fosse bem sucedida e acolhesse os forasteiros com graça e um aspeto de casa arrumada.

Crónica de Bento Domingues

No PÚBLICO de ontem




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domingo, 15 de julho de 2012

Ainda a licenciatura do ministro Relvas

Alberto João Jardim, líder madeirense, acredita que a sua experiência vai garantir-lhe tirar os cursos de veterinária, biologia, informática e astronomia. Desta vez, Alberto João teve graça. Não costumo achar graça ao que ele diz e faz, mas hoje dou-lhe razão, por graça.
Com o exemplo de Relvas, para quê estudar? E como ele fez, tenho cá para mim que outros já fizeram o mesmo. Se calhar, o que importa agora é descobrir a universidade que faça o trabalhinho mais barato!
Ao que Portugal chegou!

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RSI - Desempenhar tarefas úteis

Li no PÚBLICO


"Mota Soares quer que os beneficiários devolvam “um pouco do esforço que a sociedade está a fazer a essa mesma sociedade” (Foto: Rita Baleia)
O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou hoje que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) vão passar a ser obrigados a procurar trabalho, fazer formação profissional e desempenhar tarefas úteis à sociedade."


Ora aqui estão medidas acertadas. Haverá pessoas impossibilitadas de responder às exigências, mas as que puderem trabalhar devem fazê-lo, sim senhor. Sempre será melhor do que nada fazer.


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Poesia para este tempo

Li no caderno Economia do EXPRESSO



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sábado, 14 de julho de 2012

Formados por Jesus, enviados dois a dois

Por Georgino Rocha

Jesus marca o ritmo do tempo. Quer que o seu projecto entre numa fase nova: lançar os discípulos na primeira experiência da missão. Por isso, faz a escolha dos doze, símbolo da totalidade, confere-lhes poder sobre as forças do mal, define o anúncio da mensagem a proclamar e dá instruções claras e precisas.. Tudo em conformidade com o que tinha feito - e eles tinham visto e ouvido - nas viagens pelas aldeias e na ida às sinagogas, no contacto com as multidões, nas conversas em família.

A partícula de Deus

Por Anselmo Borges

Para que a teoria-padrão da Física fosse validada, estava previsto, desde há cerca de 50 anos, o famoso bosão de Higgs, para dar massa às outras partículas. No passado dia 4, festejou-se no CERN, porque, mesmo que se não tenha a certeza total da descoberta da célebre partícula, houve um novo avanço científico no sentido de percebermos melhor o mundo e nos entendermos melhor a nós próprios. Foi um acontecimento histórico, a ponto de Stephen Haw-king sugerir a atribuição do Nobel a Peter Higgs, que teorizou sobre a existência do bosão.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Limites da Gafanha da Nazaré

Sessão de esclarecimento na quarta-feira,
pelas 21 horas,
na Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré

Na próxima quarta-feira, 18 de julho, vai realizar-se, pelas 21 horas, no salão nobre da Junta de Freguesia, uma sessão de esclarecimento para apresentação da versão da ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) sobre os Limites da nossa freguesia.
Tanto quanto sei, trata-se de um assunto pertinente, que deve envolver os nossos conterrâneos preocupados com o progresso da Gafanha da Nazaré.
Este tema merece, da minha parte, algumas simples considerações:

1. Este assunto foi resolvido nos primórdios da nossa terra como freguesia e paróquia. Se o documento não foi homologado pelas entidades competentes, como seria normal, alguém terá errado;

2. Na falta de homologação, terá validade o usucapião, como se verifica em tantos casos;

3. Há anos, um técnico dos Serviços Cadastrais do Exército (penso que é este o nome correto) veio à Gafanha da Nazaré para identificar os referidos limites. Eu próprio o acompanhei, tendo-lhe indicado a Vala do Enjeitado, o local do Moinho do senhor Roque (numa esquina do aido), na Marinha Velha, e a casa do senhor Vicente, perto do senhor Hermínio, no mesmo lugar. O tal Moinho era de um antepassado do Prof. Roque. Penso que avô;

4. Esse técnico fez todos os registos, garantindo-me que estava esclarecido;

5. Não sei quem lhe indicou o meu nome e morada, mas a verdade é que, por outros motivos, também se repetiu a mesma cena;

6. Não sei qual é a razão por que a CMI e as Juntas de Freguesia da Gafanha da Nazaré e da Gafanha da Encarnação não conseguem, num regime democrático, sentar-se à mesma mesa para esclarecer o assunto. Será que o tema não tem relevância?

7. Também não compreendo o motivo por que os partidos políticos, uma mola-real da democracia, não tomam a iniciativa de avançar com uma qualquer proposta que conduza à descoberta de uma solução justa para o conflito, que vem de há tanto tempo.

Fernando Martins



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