sábado, 7 de junho de 2014

A ENTREVISTA DE FRANCISCO NO AVIÃO

Crónica de Anselmo Borges 

O primeiro obstáculo sou eu", disse o Papa Francisco, já no avião, de regresso ao Vaticano, depois da visita à Jordânia, à Palestina e a Israel. Estava a responder aos jornalistas, que lhe perguntaram pelos obstáculos na reforma da Cúria. Uma resposta com risos, mas também com ironia, pois ele sabe que o cardeal Maradiaga, que preside ao G8 cardinalício, disse recentemente, nos Estados Unidos, que há um cardeal muito conhecido que vai atirando ter sido "um erro" a eleição de Bergoglio e que há muitos, na Cúria e fora dela, que, ao perderem poder e privilégios, verrinam: "O que é que esse argentinozito pretende?"

ÍLHAVO: GRANDE PEDALADA



No próximo dia 10 de junho, vai realizar-se a XIV edição da Grande Pedalada, organizada pela Câmara Municipal de Ílhavo, numa aposta de promoção de hábitos de vida saudável e de prática de atividade física.
Esta iniciativa é direcionada a participantes de todas as idades, motivados pela importância na aquisição de hábitos de vida saudável, aliada aos modos suaves de transporte (bicicleta) e amigos do ambiente, num dia de convívio, percorrendo e usufruindo da beleza e da riqueza natural do Município de Ílhavo.
A Grande Pedalada 2014 terá início pelas 10 horas na Praça do Centro Cultural de Ílhavo, passando depois por vários pontos do Município e terminando cerca das 17 horas na Piscina de Vale de Ílhavo que nesse dia reabre ao público.
O almoço/piquenique (cada um deve levar o seu) será realizado no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré, e no final serão sorteadas bicicletas e outros prémios surpresa entre os participantes.

Fonte: CMI


ABRI O CORAÇÃO AO SOPRO DE JESUS

Uma reflexão semanal 
de Georgino Rocha

«O sopro de Jesus dá “rosto” expressivo ao sopro de Deus que estabelece a harmonia no caos original e faz humano o ser criado. O sopro de Jesus é portador de vida em todas as situações de morte como no seu processo de condenação que abre as portas à feliz ressurreição. O sopro de Jesus, tal como nos discípulos, impele a Igreja a abrir as portas e a sair ao encontro, a testemunhar a alegria que a invade, a esperança que a anima. O sopro de Jesus gera em nós um coração novo, um olhar puro, uma audácia ousada, uma experiência feliz que nos impulsiona a partilhar esta força que nos anima e eleva, fortalece e equilibra; que nos leva a desejar a purificação da consciência e a fazer festa de comunhão; que nos faz amar a verdade que liberta e a honestidade que nos responsabiliza.»

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"BELLE ÉPOQUE" NO MUSEU ARTE NOVA


Casa Major Pessoa


O Museu Arte Nova, em Aveiro, acolhe a exposição “Palavras da Belle Époque – Retratos da sociedade através do bilhete-postal”, uma coleção de postais que transmite os costumes e as modas da Belle Époque e representa a mutação da sociedade entre o final do século XIX e o início do século XX.
Até ao próximo dia 28 de setembro o ambiente e o espírito da Belle Époque habitam o edifício Arte Nova e o museu ganha sentido e cor com as palavras e as imagens dos cartões-postais expostos.
A exposição pode ser visitada de terça-feira a sexta-feira, entre as 9h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 18h00 e, ao fim-de-semana, entre as 14h00 e as 18h00.

Fonte: CMA


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Esposende 1979/80

Crónica de Maria Donzília Almeida

Paço d'Anha


Apesar de Portugal ser um país de pequenas dimensões, comparado com grandes metrópoles mundiais, reúne ainda assim, uma diversidade paisagística notável.
Se compararmos a exuberância duma paisagem minhota com a planura alentejana ou com o litoral escarpado da costa vicentina, deparamos de imediato com enormes diferenças e peculiaridades.
Tive o privilégio, no meu périplo docente de ir conhecendo um pouco dessa riqueza patrimonial e devo confessar que me encantei com a paisagem minhota durante os quatro anos em que com ela me imiscui.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

CONDECORAÇÕES PARA INSTITUIÇÕES SOCIAIS



«O presidente da República condecorou hoje várias instituições que se têm distinguido na luta contra a exclusão social e elogiou o trabalho em prol da "dignificação" das pessoas.
"Todas estas instituições têm procurado, de forma inovadora, com novos projetos e novas ideias, ser um referencial de esperança para milhares de pessoas que são tocadas pela generosidade e o altruísmo de todos os que com elas colaboram", afirmou, no Palácio de Belém.
Aníbal Cavaco Silva atribuiu o título de membro honorário da Ordem da Liberdade à Comunidade Vida e Paz (CVP), do Patriarcado de Lisboa, e de membros honorários da Ordem do Mérito à Associação Cais, Associação Portuguesa de Deficientes, Casa dos Rapazes, Liga Portuguesa Contra a Sida e SAOM – Serviços de Assistência Organizações de Maria.»


NOTA: Penso que os meus amigos sabem bem quanto valorizo os serviços voltados para os feridos da vida e para os que, por razões diversas, necessitam de ajuda que os dignifique. As condecorações, para quem trabalha sem pensar nelas, podem, no entanto, ser uma mais-valia para os que nunca experimentaram a alegria de se darem aos pobres dos pobres, os que vivem com falta de trabalho, de pão, de amor. 

AVEIRO: FEIRA DO LIVRO

Mercado Manuel Firmino: 
 6 a 22 de junho 






De 6 a 22 de junho, vai realizar-se a 39.ª Feira do Livro de Aveiro – “No Mercado” – com  organização da Câmara Municipal de Aveiro e da Associação de Livreiros, contando ainda com o apoio de diversas instituições e associações locais que irão dinamizar diferentes atividades ao longo dos 17 dias do certame. 

Este ano a Feira do Livro de Aveiro conta com uma novidade que se prende com a localização no interior do Mercado Manuel Firmino, que estará aberto com diferentes operadores a aderirem para além do horário normal, como venda de flores, cafés, esplanadas etc. Lembramos também a disponibilidade de estacionamento subterrâneo desta estrutura. Na feira vão expor e vender nove livreiros/distribuidores/editores, estando representadas mais de 120 editoras. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Espelho do Centro Cultural

Centro Cultural

O Centro Cultural da Gafanha da Nazaré oferece regularmente atividades que merecem a nossa atenção, tanto de âmbito cultural como social e artístico. É, portanto, uma mais-valia para a formação das nossas gentes. Não o frequento tanto quanto desejaria, por razões várias, mas não posso deixar de reconhecer a sua importância.
Quando por lá passo, sou sempre desafiado a registar o seu espelho enorme, que capta, conforme as horas do dia, de céu aberto ou noite escura, tudo o que fica ao seu alcance, levando-me, com frequência, a mudar de posição para mais facilmente usufruir do que ele sabe e pode dar-me. 
A imagem que aqui partilho foi captada numa dessas passagens pelo Centro Cultural, mas os artistas-fotógrafos saberão aproveitar outros ângulos, que eu só por mera sorte me atreveria a descortinar. Mas vou tentando…

segunda-feira, 2 de junho de 2014

AVEIRO NA ROTA EUROPEIA DE ARTE NOVA




«A Rota Cultural da “Réseau Art Noveau” foi certificada pelo Conselho da Europa, em abril, como Rota Cultural Europeia. A cidade de Aveiro é membro da “Réseau Art Nouveau” e da Rota Cultural desde maio de 2008, associando-se a outras cidades com património Arte Nova, entre elas, Bruxelas (Bélgica), Barcelona (Espanha), Helsínquia (Finlândia), Nancy (França), Riga (Letónia), Viena (Áustria), Budapeste (Hungria), Glasgow (Escócia), Darmstadt (Alemanha). Com esta designação passam a ser 29 as Rotas Culturais certificadas pelo Conselho da Europa.

DIA DOS IRMÃOS

Dia dos Irmãos? Acho muito bem... Não é verdade que há dias para quase tudo? Então que venha depressa o Dia dos Irmãos. Eu, infelizmente, já não tenho fisicamente o meu único irmão, o Armando, mais conhecido por Armando Grilo, mas que na intimidade eu tratava por Menino... Ele chamava-me Mano. Mas se o não tenha presente fisicamente, garanto-vos que espiritualmente o Menino está sempre comigo. 
A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas veio com a ideia e até já avançou com a data 31 de Maio. Eu apoio incondicionalmenmte.

Ver notícia aqui 


SUCESSO

«Sucesso não é o final, falhar não é fatal: 
é a coragem para continuar que conta»

Winston Churchill  (1874-1965),
 político e estadista inglês

Li no PÚBLICO de ontem

domingo, 1 de junho de 2014

A CULTURA DO ENCONTRO

Li aqui

«Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros.»

Papa Francisco


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CORAÇÕES AO ALTO

Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO

«Nunca posso deixar de sorrir quando alguns católicos trazem ou pedem para trazer água do rio Jordão para o baptismo dos filhos ou dos netos, como se ela fosse dotada de especiais virtudes. O futuro de Jesus não veio dessa água, mas de um banho no Espírito recriador do mundo, a essência do baptismo cristão.»

sábado, 31 de maio de 2014

BANCO ALIMENTAR CONTA COM A NOSSA GENEROSIDADE

Li no OBSERVADOR


«Mais de 40.000 voluntários participam hoje na campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, que no ano passado distribuiu diariamente cerca de 95 toneladas de alimentos que chegaram à mesa de 375 mil portugueses.»

Nota: Com a crise económica e social, que tanto tem afetado as famílias e pessoas mais vulneráveis, o Banco Alimentar Contra a Fome tem valido a muita gente. Hoje e amanhã milhares de voluntários vão estar junto aos supermercados e hipermercados para receber as ofertas generosas dos que ainda podem comprar. Penso que as nossas contribuições não vão faltar.
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FRANCISCO NO MÉDIO ORIENTE. "CONSEGUIMOS!"

Crónica de Anselmo Borges
no DN


«E os três velhos amigos dos tempos de Buenos Aires - o rabino A. Skorka, o xeque O. Abboud e o agora Papa Francisco - abraçaram-se ali, junto ao Muro, e foi o grande abraço das três religiões abraâmicas. E Skorka, comentando o velho sonho em Jerusalém: "Conseguimos!" E Francisco regressou a casa, com a esperança fundada de em breve serem retomadas negociações sérias em ordem à paz.»

ACOLHE A MISSÃO QUE JESUS TE CONFIA

Uma reflexão semanal de Georgino Rocha

«O ressuscitado está presente nos sinais previamente escolhidos: a vida humana, a reunião fraterna, a oração a Deus, o bem-fazer aos necessitados, os factos sociais relevantes que indicam um novo rumo na humanidade, a escuta da Palavra, a celebração dos sacramentos na assembleia cristã, o valor do sofrimento por amor, a preocupação por comunicar aos outros a experiência da fé que se vai fazendo, a esperança no futuro definitivo e tantos outros.» 


quinta-feira, 29 de maio de 2014

SUBIR A MONTANHA

"Não é aos saltos que se sobe uma montanha, mas a passos lentos."

São Gregório Magno (540-640)


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AVEIRO COM SEDE VACANTE

Colégio dos Consultores lamenta atraso 
na nomeação do novo Bispo de Aveiro

«O Colégio quis expressar uma palavra sentida pelo tempo já decorrido sem haver qualquer informação ou nomeação do novo Bispo para a nossa Diocese de Aveiro. Nesse sentido, foi opinião aceite por todos de enviar uma mensagem ao Senhor Núncio Apostólico, fazendo-lhe sentir esta nossa preocupação.» Entretanto, o Colégio envia uma palavra de incentivo a todas as paróquias e diocesanos em geral, «pedindo-lhes as suas orações para que o Senhor da Messe nos surpreenda com a nomeação do novo Bispo e agradecendo todo o empenho manifestado em levar por diante o anúncio jubiloso do Senhor Ressuscitado neste tempo da Páscoa que vivemos». 

NOTA: Eu compreendo as dificuldades e as responsabilidades da escolha do novo prelado diocesano, mas temos de convir que o senhor Núncio Apostólico  sabia há muito que urgia apressar o processo. Quando soube da nomeação de D. António Francisco para a Diocese do Porto, devia ter agido em conformidade e com celeridade. Mas pelos vistos não o fez.  

quarta-feira, 28 de maio de 2014

UM SERVIDOR DEDICADO DA NOSSA COMUNIDADE




Manuel Sardo, 65 anos, casado com Mariana Sardo, duas filhas, eletricista, é um dedicado servidor da comunidade paroquial, com uma indesmentível capacidade de trabalho. Homem sereno, normalmente sorridente, faz parte do Conselho Económico e Pastoral, desde o tempo da Comissão Fabriqueira, há nove anos. Como nos confessou, não gosta muito de ocupar cargos de chefia, mas está disponível para colaborar no que for preciso.

terça-feira, 27 de maio de 2014

DEZ RAZÕES PARA RECORDAR A VISITA DO PAPA À TERRA SANTA

Li na RR



Uma boa síntese elaborada pela Rádio Renascença. Por ela, ficamos a saber o essencial desta visita histórica do Papa Francisco à Terra Santa. 

Nota: Na imagem, o Papa com dois amigos de duas religiões não cristãs.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

MANIFESTAÇÕES NO BRASIL CONTRA O MUNDIAL DE FUTEBOL

No Brasil, o maior símbolo do futebol, não falta quem se manifeste contra o Mundial. E razões não faltam para condenar as astronómicas despesas, quando não há dinheiro para pão, habitações dignas, saúde e misérias. Lembro-me que em Portugal aconteceu o mesmo, com a construção de estádios que depois de dois ou três jogos ficaram às moscas.

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PAPA FRANCISCO PROMOVE A PAZ NA TERRA SANTA


Gostei de ver o rei da Jordânia a conduzir o Papa Francisco para a missa. Sorridentes e sem protocolos. A humildade e a alegria ficam sempre bem nas sociedades humanas, porque é, ou pode ser, um ponto de partida para diálogos frutuosos. Neste caso, numa região do mundo onde a guerra nunca teve fim à vista. Mas desta vez, em mais uma tentativa agora do papa, a oração entre os presidentes israelita e palestino com Francisco,  agendada para o Vaticano, pode ser um grande passo.

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ELEIÇÕES EUROPEIAS: UMA LIÇÃO A RETER


Destas eleições para o Parlamento Europeu há, para já, uma lição a reter. Deixo essa tarefa aos analistas políticos e aos partidos. Porém, não posso deixar de referir a lição que todos pudemos constatar. O povo gosta mais de votar em pessoas, opção que sigo há muito. E votou, qual bofetada de luva branca, em Marinho Pinto. Daqui poderemos deduzir que as muito faladas listas uninominais serão bem-vindas. 
Eu sei que os Partidos Políticos são a mola-real da democracia, enquanto defensores de projetos personalizados, mas poderiam, muito bem, dar aos eleitores a possibilidade de escolherem pessoas que lhes são próximas e cujas qualidades políticas e humanas garantam a defesa dos interesses dos que os elegeram. Já viram como os partidos colocam como cabeças de lista personalidades que nada têm a ver com os distritos, no caso das eleições para a Assembleia da República, que nada lhes dizem?



ÉPOCA BALNEAR À PORTA



A época balnear está à porta. O primeiro dia de junho é ponto de partida para quem sonha e quer banhos de mar e sol. A reposição das areias  na Praia da Barra está em marcha, esperando-se que tudo decorra como esperado. Do lado norte do paredão sul há areia que baste. Do lado sul ainda falta muito, penso eu. Mas os veraneantes não podem nem devem ter medo. Há areal para todos.

domingo, 25 de maio de 2014

O queixume e o negrume das nossas elites

Crónica de Maria João Avillez
no Observador

"As nossas elites preferem disfarçar, fazer de conta, não destoar. Contemporizar. Queixar-se. Nunca ir contra a corrente nem comprometer-se. Nem Portugal nem os portugueses lhes devem nada."


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Deus activista dos direitos humanos? (2)

Crónica de Bento Domingues
no Público

1. A Amnistia Internacional iniciou, há semanas, a campanha Stop Tortura para denunciar uma situação vergonhosa: 30 anos após a assinatura, na ONU, da Convenção Contra a Tortura, esta prática bárbara continua a crescer, como se fosse a coisa mais normal do mundo. No entanto, na África, nas Américas, na Ásia-Pacífico, na Europa e Ásia Central, no Médio Oriente e Norte de Africa, alarga-se esta extrema forma de desumanidade, perante a indiferença internacional. Nos EUA, nenhum agente da CIA, envolvido em casos de tortura, foi levado a tribunal.

sábado, 24 de maio de 2014

"AH, O FAMOSO BISPO DO PORTO!"

Crónica de Anselmo Borges 

Foi com esta exclamação que João Paulo II, na sua visita ao Porto, se dirigiu a D. António Ferreira Gomes, quando ele, já bispo resignatário, apresentou os seus cumprimentos de despedida.
Morreu há 25 anos. Lembrando a data, o que aí fica quer ser tão-só uma homenagem ao homem e ao bispo, cujo lema era "de joelhos diante de Deus, de pé diante dos homens" e que, em todas as circunstâncias, foi o exemplo superior do que chamo a voz político-moral da Igreja.
Já na famosa Carta a Salazar, que pagou com um exílio de dez anos, exigia a liberdade de pluralismo partidário e sindical e de greve. E lembrava "dois problemas fundamentais" em ordem à paz: 1. "Os frutos do trabalho comum devem ser divididos com equidade e justiça social entre os membros da comunidade"; 2. Os indivíduos e as classes "nunca estarão satisfeitos enquanto não experimentarem que são colaboradores efectivos, que têm a sua justa quota-parte na condução da vida colectiva, isto é, que são sujeito e não objecto da vida económica, social e política." O equilíbrio financeiro "é óptimo", mas "nunca deve deixar de estar ao serviço do Homem".

sexta-feira, 23 de maio de 2014

DEIXA QUE O ESPÍRITO DA VERDADE VIVA EM TI

Uma reflexão semanal de Georgino Rocha

“O amor, sem estratégia, é aquele que dá a vida àquele que ama. 
O que seduz no cristianismo é esta economia do dom sem medida 
que o Filho encarna e que a Eucaristia torna presente”.
 José A. Mourão


«Não somos órfãos, temos família: a humanidade, a comunidade cristã. Não andamos enganados, seguimos a Verdade. Não vegetamos apenas, saboreamos desde já a vida abundante e aspiramos à sua plenitude. Não esgotamos a felicidade num momento, mas – como o sedento que se sacia da fonte de água fresca e confia na reserva para novas necessidades – integramos o momento no tempo e valorizamos a satisfação que nos proporciona.»


PAPA IRRITADO COM BANQUETE DE LUXO

«No dia em que os papas João Paulo II e João XXIII foram canonizados, cerca de 150 pessoas, entre elas, empresários, religiosos e jornalistas italianos, assistiram à cerimónia e desfrutaram de um luxuoso buffet, que custou 18 mil euros, num terraço com vista para a praça de São Pedro.»

Li aqui 

É claro que o Papa Francisco, um símbolo da humildade que defende uma Igreja pobre e atenta aos pobres, ficou irritado com um banquete luxuoso. E não é para menos. Agora, as instâncias vaticanas vão averiguar o que se passou e decerto repreender quem o ofendeu de forma descarada. Mas não tenhamos dúvidas de que na Igreja também há vendilhões do templo que nos envergonham. Que não falte coragem ao Papa Francisco para  correr com eles! São os meus votos.

BOMBEIROS DE ÍLHAVO VÃO TER NOVO QUARTEL

Atual quartel dos BVI

A Câmara Municipal aprovou a aquisição de três parcelas de terreno, necessárias à construção do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.
Com esta deliberação, a autarquia presta um importante apoio à construção do Novo Quartel dos Bombeiros, já que as atuais instalações se encontram no centro da Cidade de Ílhavo, em más condições estruturais, não servindo as reais necessidades da corporação, e contribuindo ainda para a degradação do bom ambiente urbano que se deseja para aquela zona.

Fonte: CMI

NOTA: Felizmente, o novo quartel dos BVI está em vias de construção. Isto significa que todos os ílhavenses e gafanhões vão ter uma excelente oportunidade de dar as mãos para o apoio indispensável aos bombeiros do nosso concelho, que estão sempre disponíveis para responder a qualquer solicitação feita pelas populações. Todos não seremos muitos para ajudar quem faz da sua missão uma permanente ajuda a quem precisa. 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

O FESTIVAL DO BACALHAU JÁ ESTÁ NA FORJA


O Festival do Bacalhau já está na forja para ser moldado à medida dos desejos e gostos dos amigos dedicados do Fiel Amigo. Vai ser, mais uma vez, um mar de gente no Jardim Oudinot para degustar um prato que nunca enjoa, antes se apresenta sempre apetecível. É preciso reservar nas nossas agendas o período de 13 a 17 de agosto. 

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AVEIRO: Ordenação dos primeiros diáconos permanentes

Momento profundamente marcante


 Ilustração e arranjo gráfico
de Jeremias Bandarra


Hoje, 22 de maio, os primeiros diáconos permanentes da Diocese de Aveiro celebram o 26.º aniversário da sua ordenação. Foram eles Afonso Henrique Campos de Oliveira, de Recardães, Águeda; Augusto Manuel Gomes Semedo, de Águeda; Carlos Merendeiro da Rocha, da Gafanha da Nazaré; Daniel Rodrigues, da Glória, Aveiro; Fernando Reis Duarte de Almeida, de Óis da Ribeira, Águeda; João Afonso Casal, da Glória, Aveiro; José Joaquim Pedroso Simões, da Gafanha da Nazaré; Luís Gonçalves Nunes Pelicano, da Palhaça, Oliveira do Bairro; e Manuel Fernando da Rocha Martins, da Gafanha da Nazaré. A cerimónia decorreu na sé de Aveiro, sob a presidência de D. António Baltasar Marcelino, estando presente o Bispo Emérito de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade.
Evoco, com emoção, esse dia, enquanto recordo, com saudade, os que já partiram para a morado do Pai: Carlos Merendeiro da Rocha, Daniel Rodrigues e João Afonso Casal. De Deus terão recebido o aconchego do seu regaço maternal.

Saúdo, com fraternal amizade, os meus colegas do primeiro grupo de Diáconos Permanentes, bem como todos os demais que laboram na Vinha do Senhor, em plena comunhão com a Igreja Universal.

Ler mais sobre o Diaconado Permanente em Aveiro 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

FOME EM AVEIRO

Não será novidade para ninguém que há dois milhões ou mais de portugueses que vivem em pobreza extrema. O Jornal de Notícias de ontem afirmava: «Mais do que as horas de espera, é a fome que lidera as queixas apresentadas por doentes e seus familiares, quando acorrem à Urgência do Hospital de Aveiro.»

terça-feira, 20 de maio de 2014

TRANSAÇÕES SUSPEITAS NO VATICANO

«Duzentas e duas transações suspeitas foram comunicadas no ano passado à Autoridade de Informação Financeira (AIF) do Vaticano, mas apenas cinco casos foram transmitidos à justiça da Santa Sé, anunciou o diretor do organismo.»


NOTA: O Papa Francisco vai ter muito que fazer neste setor do Vaticano 

ALIMENTAMO-NOS UNS DOS OUTROS



«É verdade que à mesa não nos alimentamos apenas ao mesmo tempo e dos mesmos alimentos. Alimentamo-nos uns dos outros. Somos uns para os outros, na escuta e na palavra, no silêncio e no riso, no dom e no afeto, um alimento necessário, pois é de vida (e de vida partilhada) que as nossas vidas se alimentam.»


Em “O Hipopótamo de Deus 
— Quando as perguntas que trazemos valem mais 
do que as respostas provisórias que encontramos”, 
de José Tolentino Mendonça




segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEMÓRIAS SOLTAS

Os habituais amigos e visitantes dos meus blogues têm agora mais um espaço em que procurarei partilhar recordações, vivências, estórias e pessoas. Sem pretensões, mas como humildade, tentarei escrever textos simples, ao meu jeito. Admito que possa tornar-se um espaço acolhedor e fraterno. Chama-se Memórias Soltas.  

DEFENDEM OS BISPOS PORTUGUSES

«Votar por uma Europa melhor»

POSTAL ILUSTRADO: Jardim 31 de Agosto



O Jardim 31 de Agosto está localizado no centro da cidade da Gafanha da Nazaré, sendo hoje uma verdadeira sala de visitas da nossa terra. O nome que lhe foi dado corresponde a uma justa homenagem à data do decreto da criação da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré assinado pelo Bispo-Conde de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina, em 1910, a cuja diocese pertencíamos.
Os visitantes, gafanhões e outras gentes, têm à mão diversos serviços, alguns dos quais são visíveis na imagem que publicamos: Igreja matriz, cemitério, centro cultural com várias valências, parque infantil, campos de ténis e outros jogos, USF (Unidade de Saúde Familiar), CTT, Junta de Freguesia, supermercados, farmácia, parques de estacionamento, bares, cafés e restaurantes, Igreja Evangélica e outros estabelecimentos comerciais. Sobretudo no verão, não faltam as festas, festivais e outros espetáculos, para animar o povo.
Pensamos que esta sala de visitas é bem frequentada todos os dias, especialmente em tempos de lazer. Há sempre gente que gosta de usufruir daquele espaço, quer em momentos de descontração pessoal, quiçá de meditação, quer em animadas conversas de quem precisa de cavaquear.
Em lugar de destaque sobressai a estátua do Padre João Ferreira Sardo, nosso primeiro prior, que muito se bateu pela criação da freguesia e paróquia da Gafanha da Nazaré.

ESTOU DE VOLTA




Já cá estou depois de um período de descanso, penso que com energia suficiente para guiar, ao leme, esta barca de partilha com o mundo a que pertenço. Sempre com a preocupação de agir pela positiva. Uma saudação especial para todos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

PARAR PARA DESCANSAR

Para descansar, estarei retirado por uns tempos. Voltarei um dia destes, quando as saudades apertarem. Aos meus habituais colaboradores e leitores,  peço desculpa.

Fernando Martins

domingo, 27 de abril de 2014

GAFANHA DA NAZARÉ – Notas Soltas




De acordo com várias fontes, a região das Gafanhas começou a ser habitada por modestos agricultores no século XVII, havendo registo de um batizado, em 1686, como sinal de que as pessoas começaram, antes dessa data, a viver nestes areais dunares. 
Em 1758 era já uma povoação com 14 vizinhos ou fogos e 140 pessoas de sacramento, como se lê em carta de Joaquim da Silveira publicada, em nota de rodapé, na Monografia da Gafanha, 2.ª edição, com data de 1944, do Padre João Vieira Rezende, primeiro prior da Gafanha da Encarnação. 

As pessoas que na Gafanha se instalaram, nos inícios do povoamento, eram gente humilde, oriunda dos concelhos de Vagos e Mira, que buscou terras para cultivar, semelhantes às dos seus antepassados. Com esforço sobre-humano, os gafanhões conseguiram transformar dunas estéreis em solo produtivo, aproveitando os moliços que as marés depositavam na borda-d’água e o esterco. Nesses tempos, os gafanhões não se aventuravam na ria e no mar, mas cedo descobriram a riqueza que dali podia advir. E a adaptação, paulatina mas corajosa, prova à evidência que este povo possuía capacidades para vencer todos os obstáculos, como de facto continuou a acontecer.

A certeza de que os primeiros habitantes vieram dos concelhos de Vagos e Mira está bem patente nos apelidos que perduraram até aos dias de hoje: Domingos da Graça, Vechinas, Rochas, Ritos, Covas, Merendeiros, Caçoilos, Sarabandos, Esgueirões, Maguetas, Estanqueiros, Apolinários, Carapelhos, Frescos, Patas, Cardosos, Costas, Retintos e Creoulos, entre outros.

DOMINGO DE CANONIZAÇÕES

Por Frei Bento Domingues,
no PÚBLICO de hoje



1. Hoje é domingo de canonizações, de surpresas e decepções. Fizeram-me, a este respeito, uma pergunta estranha: será verdade que uma canonização envolve a infalibilidade pontifícia?
Digo estranha porque, nas questões de ordem teológica, o que me preocupa, em clima cristão, é saber se um determinado acontecimento, atitude, gesto ou palavra servem a dimensão imanente e transcendente dos seres humanos, como criaturas de relação e de interajuda. Respondi que uns teólogos dizem que sim e outros dizem que não. Sabem tanto uns como outros. Estamos, portanto, em matéria opinável. Como a própria noção de infalibilidade tem pouco de infalível, é melhor não ligar muito a esse género de preocupações.
Além disso, o essencial da vida cristã não passa por aí e a Festa de Todos os Santos é muito mais inclusiva e democrática do que todos esses processos de levar gente aos altares. São, aliás, rápidos para uns, muito demorados para outros e impossíveis para quase todos. Preencher os requisitos previstos para obter esse diploma de santo, não é para qualquer um. Um bom currículo não basta. O júri que o avalia não goza de nenhuma garantia divina de imparcialidade.

sábado, 26 de abril de 2014

HÉLDER RUIVO VAI SER ORDENADO PRESBÍTERO

Domingo - 27 de abril  - 17 horas - Sé de Aveiro



O Diácono Hélder Ruivo nasceu em Coimbra em 24 de julho de 1986, frequentou o Pré-Seminário de Aveiro, o Seminário dos Olivais e concluiu recentemente o mestrado na Faculdade de Teologia na Universidade Católica Portuguesa – Lisboa.
Foi ordenado Diácono no dia 7 de abril de 2013 e desde setembro do mesmo ano colabora pastoralmente nas paróquias da Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação e Gafanha do Carmo.
Presidirá à ordenação o Sr. D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro entre 2006 e 2014 e atualmente, Bispo do Porto.
A Diocese de Aveiro alegra-se com mais esta ordenação para o serviço da Igreja de Cristo em Aveiro.
A celebração será transmitida em direto no canal tv da Diocese.


NOTA: Felicito o ainda Diácono Hélder Ruivo pela sua ordenação presbiteral, enquanto formulo votos de  longa e alegre  dedicação ao serviço do Povo de Deus da Diocese de Aveiro, tendo em conta os mais frágeis da sociedade, crentes ou não crentes. Estou certo de que os estímulos divinos nunca lhe faltarão.

LIBERDADE

"Nada no mundo pode impedir o homem de se sentir nascido para a liberdade. Jamais, aconteça o que acontecer, ele pode aceitar a servidão: pois ele pensa"

Simone Weil 
(1909-1943)
filósofa francesa

Li no PÚBLICO de hoje

FÉRIAS PARA PAIS DE PESSOA COM DEFICÊNCIA



O Santuário de Fátima oferece uma semana de repouso aos pais que têm filhos deficientes com certa gravidade em suas casas, responsabilizando-se, através duma equipa de voluntários, a cuidar dos filhos. Os pais, querendo, podem ficar com os filhos em Fátima. O Santuário responsabiliza-se pelas despesas, exceto as viagens.

Os turnos são nas seguintes datas:
1º - de 30 de julho a 5 de agosto
2º- de 8 a 14 de agosto
3º- de 18 a 21 de agosto
4º - de 28 de agosto a 3 de setembro

Os  pedidos de informação devem ser enviados ao Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, Santuário de Fátima, Apartado 31, 2496-908 Fátima. Correio eletrónico: mmf@fatima.pt ou sedo@fatima.pt

Li aqui 
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NOTA: Uma excelente iniciativa promovida pelo Santuário de Fátima e dirigida a quem mais precisa de descansar uns dias. Já conhecia este serviço do Santuário de Fátima, mas seria interessante que outras instituições seguissem este exemplo.


S. JACINTO SEM FERRY



S. Jacinto vai ficar privado da ligação por ferry, a partir da próxima segunda-feira, por motivo da necessidade de manutenção daquela embarcação. Isto mesmo foi anunciado hoje pelo Diário de Aveiro, que  informa ainda que o ferry deverá retomar o serviço no início do próximo mês de junho. 
S. Jacinto, que pertence ao concelho de Aveiro, tem sempre nos seus horizontes este problema da sua ligação à sede do município. Há décadas alvitrou-se a hipótese da construção de uma ponte, semelhante à da Varela, que liga Murtosa à Torreira, mas os políticos de então não tiveram coragem para se bater por  ela. Contudo, a ideia pode ressuscitar. Ou será mesmo inviável?

25 DE ABRIL

 Presidente da República na sessão solene (Foto do DN)

«É legítimo contestar opções que se fizeram ao longo destes quarenta anos. Contudo, temos de ter presente uma realidade muito simples: só podemos contestar e criticar tais opções porque vivemos em liberdade e em democracia. A democracia não é apenas o melhor dos regimes. A democracia é o único regime que salvaguarda os direitos fundamentais da pessoa humana. E, num regime democrático, só há um critério para definir a legitimidade dos governantes: o voto expresso nas urnas. É isso que distingue a democracia de uma ditadura. Foi isso que Portugal conquistou há quarenta anos.»

na sessão solene comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril

40 ANOS DEPOIS

Por Anselmo Borges,


1- No dia 25 de Abril de 1974, o telefone tocou, estava eu ainda a dormir: "O que tu querias está a acontecer." Uma jovem amiga a dizer-me que estava na rua um golpe de Estado. Como quase toda a gente, fiquei preso às notícias, escassas.
Depois, é o que se sabe. O povo veio para a rua. A alegria explodiu. Os acontecimentos sucediam-se em vertigem. Não se dormia. Será que alguma vez se viveu tão apressada e intensamente como durante aqueles anos de revolução? É mesmo: o tempo não é todo igual. Aqueles foram tempos sobre os quais F. Alberoni teorizou, com o seu conceito de "estado nascente".
O problema foi passar do "estado nascente" à "institucionalização" da democracia, pois não se pode ficar eternamente no entusiasmo eufórico do novo nascimento. Aí, havia imensos interesses contraditórios, e então viveram-se várias revoluções ao mesmo tempo, para recuperar o tempo perdido em ditadura e atraso: uma revolução burguesa, uma revolução soviética, Maio de 68, a descolonização. Esteve-se à beira de uma nova ditadura.

O RESSUSCITADO VIVE CONNOSCO

Por Georgino Rocha


A desolação dos discípulos contrasta fortemente com a coragem de Jesus ressuscitado. Eles, amedrontados, estão refugiados em casa trancada, a temerem o que lhes podia acontecer na sequência da condenação do seu Mestre. Este, destemido, apresenta-se no meio deles, sereno e ousado, e saúda-os amigavelmente desejando-lhes a paz. O contraste não pode ser mais radical e provocador. A atitude de Jesus surpreende-os completamente e deixa-os expectantes. Eles ainda não o haviam reconhecido. Que carga de medo inibidor! Que urgência da “purificação” do coração e da mente para iniciar o caminho da fé no ressuscitado! Que importância atribuída à jovem comunidade reunida em assembleia neste “arranque” decisivo!


quinta-feira, 24 de abril de 2014

SONHO DE ABRIL

Um poema de Maria Donzília Almeida
para o 25 de Abril
Sonho de Abril

Após um longo período de tortura
O dia finalmente amanheceu
P’rà luz e para a vida renasceu
Com sonhos e revolta à mistura.

Para trás, ficaria a amargura,
Mordaças que o povo padeceu.
À ‘sperança o lugar aqui cedeu
Euforia venceu a desventura.

Quarenta anos são hoje volvidos
Sobre a data que a pátria resgatou
Naqueles sonhos vãos, aí renascidos.

Hoje, os ânimos ‘stão esmorecidos
E, ao povo, a natureza se aliou
Chorando pelos seus filhos traídos!

24.04.2014


SÉ DE AVEIRO COM GUIA PARA TURISTAS



A paróquia de Nossa Senhora da Glória, em Aveiro, lançou um guia traduzido em português, espanhol, inglês e francês onde dá a conhecer às pessoas a história e o património da igreja matriz local, que é também a Catedral diocesana.
De acordo com um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, "o desdobrável permite a quem visita a igreja do antigo Convento dos padres dominicanos de Aveiro percorrer o monumento em dezasseis paragens obrigatórias", com destaque para pontos como o Cruzeiro de São Domingos, o Oratório de Nossa Senhora de Fátima e a Capela da Visitação.
A compilação do guia contou com a participação da União de Freguesias da Glória-Vera Cruz - o documento contém também indicações sobre "o novo órgão de tubos que a igreja recebeu no ano passado", entre "outras informações relevantes".
"Com a oferta deste desdobrável pretende-se principalmente dar a conhecer aos milhares de visitantes um dos principais monumentos da cidade a igreja matriz de Nossa Senhora da Glória que é desde 1938 Catedral de Aveiro", refere a nota remetida à Agência ECCLESIA.
Os responsáveis por este projeto esperam, num "futuro próximo", poder abrir também o espaço museológico dedicado a todo o património artístico da paróquia, que está encerrado há mais de um ano.

JCP

AMAR E SER AMADO

"Ser amados profundamente por alguém faz-nos  fortes, amar profundamente torna-nos  corajosos"

Laozi 
(também Lao Tzu ou Lao Tse, 
VI século a.C. (?))

quarta-feira, 23 de abril de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

NOITE SERENA


Segunda-feira da Páscoa. Feriado Municipal para celebrar e para descanso. Segundo a tradição, o nosso povo corria à tarde para a Feira de Março. Penso que já não será como antigamente, mas admito que tenha havido enchente. Quase no fim do dia, com a meia-noite à porta, fui respirar um pouco de ar fresco e encontrei uma noite serena. E este ramo de um arbusto do nosso jardim, a querer chegar ao céu, desafiou-me para  o tornar público. Aqui fica ele. 

domingo, 20 de abril de 2014

ALELUIA

TERRA NOVA COMEMORA 25 ANOS DE EMISSÕES OFICIAIS



É urgente recuperar a nossa capacidade de sonhar



A que é hoje a Rádio Terra Nova (RTN) começou como “rádio pirata” em 12 de julho de 1986, num período de condescendência legal. Este período durou até 31 de dezembro de 1988. A 26 de março de 1989, domingo de Páscoa, reiniciaram-se as emissões… agora com o estatuto de órgão de comunicação social, lembrou Vasco Lagarto, fundador e diretor, desde o primeiro passo, da rádio que emite em 105 FM. Já lá vão, como estação oficial, sem interrupção, 25 anos. 

Olhando para a história, o nosso interlocutor sublinha que valeu a pena, acrescentando: «embora a rádio seja uma “coisa” de todos os dias, fez-se muito de que nos podemos orgulhar; uso aqui o plural porque existem muitas pessoas que ao longo dos anos contribuíram para que a Terra Nova conseguisse a notoriedade que tem hoje.»
Admite que não está propriamente «arrependido do que fez», pois julga que o trabalho desenvolvido ao longo destes anos «permitiu valorizar a nossa região, a nossa comunidade; contudo se pudesse voltar atrás, faria algumas coisas de forma muito diferente, sem dúvida…».

Vasco Lagarto, fundador e diretor da Terra Nova

Sobre o impacto da RTN na comunidade, o diretor Vasco Lagarto questiona-se sobre se a nossa rádio «toca» a alguém, mas logo sublinha que algumas boas reações, vindas de perto e de longe, o fazem mudar de ideias. «É o e-mail que se recebe de longe, é o comentário no “Facebook”, é a reportagem sobre a nossa vida e sobre as nossas pessoas, é o entusiasmo dos miúdos quando visitam a rádio…»
Defende e esclarece, porém, que «é preciso assumir-se que uma estrutura destas não vive só de sentimentos e sensações! Precisa de pessoas que, através do seu trabalho, nos transmitam ou permitam viver essas mesmas sensações…e para isso são precisos recursos financeiros! Se a comunidade à nossa volta está consciente disso... Penso que muitos não estarão… Quando digo que a Terra Nova custa, no mínimo, 250€ por dia, muitos ficam surpreendidos».
E como alerta à nossa consciência de ouvintes da RTN e cidadãos, que nos dizemos comprometidos na sociedade, frisa: «Como tudo na vida, muitas vezes valorizamos as coisas e as pessoas quando as deixamos de ter junto de nós!…Pode ser que o mesmo aconteça com a Terra Nova, ou seja, que se note o vazio quando desaparecer ou deixar de ser o que é hoje.» 

Luís Loureiro e Maria do Céu,
no programa "Pauta Desportiva",
agosto de 1986

Luís Miguel Loureiro, jornalista da RTP e docente universitário, que iniciou a sua paixão pela comunicação social na RTN, evocou o nascimento das rádios locais como resposta «a uma necessidade de levar mais longe a democratização do acesso dos cidadãos ao espaço público». Fazendo um pouco de história, disse que nessa época havia energia no seio das comunidades, qual «grito de liberdade» do poder local democrático, bem expresso nas instituições que se foram impondo e empenhando na valorização das sociedades. Referiu que «foi neste caldo que a rádio se formou», desempenhando, certamente, «um papel nessa época que é hoje irrepetível». Luís Loureiro adianta que foi «nesse ADN de forte ligação local a uma noção de comunidade que, apesar das distâncias físicas, se continua a definir pela sua identidade gafanhoa» muito grande, «onde quer que esteja», tendo aí a rádio um papel significativo. E esse papel, «por muita que tenha sido a evolução, ainda não tem substituto a altura».
O nosso entrevistado admite que o papel desempenhado pela Terra Nova «foi certamente fulcral na formação cívica de muitos jovens de então», sendo que «as horas e horas, os dias, os anos de dedicação quase totalmente graciosa ao projeto muito livre e sempre evolutivo da Rádio Terra Nova, resultaram num conjunto de pessoas que hoje desempenham um importante papel artístico e cultural, social, económico e político, um papel de cidadãos verdadeiramente comprometidos. Isso foi conseguido, não só mas também, pela Rádio».
Considerando-se crítico «da forma de governação caciquista e castradora da imaginação libertadora que marcou os anos noventa, em termos políticos e sociais», Luís Loureiro denuncia «o novo-riquismo bacoco em que nos entretivemos depois da adesão à UE», o que levou ao adormecimento das nossas comunidades. E afiançou: «A evolução global, de mercado, para sociedades altamente individualizadas viradas para o consumo e para a posse material, acabou com a possibilidade de nos reunirmos de volta e repensarmos o nosso papel como agentes de mudança e evolução social.»
Como desafios a levar à prática, o nosso interlocutor «gostaria que pensássemos em projetos de intervenção cultural que voltassem a provocar o encontro face a face», mas ainda «que nos instigassem a trabalharmos intergeracionalmente», os mais experientes com os menos experientes», devolvendo «às comunidades os desafios que as fizessem querer-fazer».
Luís Loureiro defendeu que é urgente recuperar «a capacidade de sonho, sob pena de, daqui a umas décadas, já nada restar do que fomos e, certamente, já nada de nós restar sequer como promessa de futuro em comum».

Fernando Martins

Nota: As entrevistas que serviram de base a este texto foram feitas por e-mail.



A RESSURREIÇÃO DA IGREJA

Por Frei Bento Domingues, 
no PÚBLICO de hoje



1. Não pretendo trazer para aqui a lista das significações que a palavra ressurreição tem na história religiosa e, particularmente, nas teologias cristãs. A ideia de insurreição contra os opressores, serviu a S. Paulo para destacar a vitória de Cristo sobre o pior e mais resistente dos inimigos, a morte, no tom de quem ganhou o desafio supremo e se ri da do fatal adversário: “morte, onde está a tua vitória, onde está o teu império? (1Cor 15).

Opto, este ano, por nomear uma questão recorrente e pouco atendida: a ressurreição da Igreja. Do ponto de vista histórico, foi a experiência de algumas mulheres que revelou aos discípulos, contra todas as evidências, que a morte não tinha sido a última palavra sobre a tragédia humana da Cruz. Por outro, as narrativas do Novo Testamento são, em parte, o fruto de um exame de consciência sobre a cegueira que impediu os Apóstolos de entender o sentido do percurso terrestre de Jesus de Nazaré.

AUSENTES DA VIDA NUNCA SERÁ SOLUÇÃO



A esperança de vida tem aumentado significativamente nos últimos anos. Um bem inestimável que temos o privilégio de usufruir, pese embora algumas “enxaquecas” próprias da idade. Para muitos reformados ou aposentados, chegou a hora de se dedicarem à concretização de projetos anos e anos adiados por força das exigências profissionais e familiares. E se para muitos é altura de nada fazer, porque já trabalharam o que tinham de trabalhar, para outros vem o prazer de fazer coisas diferentes, que mantém o corpo ativo e a mente em maré de rejuvenescimento. Parar é morrer, diz a sabedoria do velho provérbio, pelo que importa valorizar a ação, assente na procura de novos conhecimentos, que alimentam novos desafios e concretizam sonhos nunca alcançados. 
Aconselho os menos jovens a procurarem ocupações saudáveis, dando largas às suas próprias capacidades. Mas é óbvio que há diversos  caminhos ajustados às preferências de cada idoso: Ler, escrever, caminhar, andar de bicicleta, envolver-se no voluntariado, visitar doentes ou amigos que vivem na solidão, pintar, fotografar, conviver, partilhar experiências, saberes e sabores, enfim, fazendo tudo o que for possível para se sentirem úteis à sociedade e a si próprio. Ficarem parados, ausentes do mundo e da vida, nunca será solução.

F.M.


sábado, 19 de abril de 2014

PERSEGUIR OS SONHOS

"Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos 
porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas 
porque pararam de perseguir os sonhos"

Gabriel García Márquez 
(1927-2014), 
escritor colombiano

NOTA: Muita razão tem Gabriel García Márquez, o escritor recentemente falecido. Importa perseguir com força os sonhos, por mais utópicos que eles sejam ou pareçam. 

A JORNADA DE SÁBADO

Crónica de Anselmo Borges 



O pior do nosso tempo é a entrega desvairada ao consumismo, ao ruído e à satisfação imediata e saltitante de prazeres velozes e, conse-quentemente, à vozearia da insensatez que não pensa. Fica então o esquecimento do enigma da vida e da busca de respostas para as imensas e prementes perguntas que erguem o ser humano à sua estatura de homem: porque há algo e não nada, a questão do mal e do sofrimento, da felicidade e da morte, de Deus e do sentido último da existência.


GAFANHA DA NAZARÉ celebra aniversário de cidade


A Gafanha da Nazaré celebra hoje, 19 de abril, o 13.º aniversário da sua elevação a cidade. Sendo certo que esta efeméride evoca um crescimento a vários níveis, não podemos ignorar que a valorização duma cidade segue um processo sem fim à vista... 

Recordemos um pouco de história

Criada freguesia em 23 de Junho de 1910 e paróquia em 31 de Agosto do mesmo ano, a Gafanha da Nazaré é elevada a vila em 1969. A cidade veio em 2001 por mérito próprio. O seu desenvolvimento demográfico, económico, cultural e social bem justifica as promoções que recebeu do poder constituído no século XX, a seu tempo reclamadas pelo povo.
A Gafanha da Nazaré é obra assinalável de todos os gafanhões, sejam eles filhos da terra ou adoptados. De todos os pontos do País, das grandes cidades e dos mais pequenos recantos, muitos chegaram e se fixaram, porque não lhes faltaram boas condições de vida.
A Gafanha da Nazaré é, hoje, uma mescla de muitas e variadas gentes, que, com os seus usos e costumes e muito trabalho, enriqueceram, sobremaneira, este rincão que a ria e o mar abraçam e beijam com ternura.
O Decreto-lei n.º 32/2001, publicado no Diário da República de 12 de Julho do mesmo ano, foi aprovado pela Assembleia da República em 19 de Abril de 2001, registando em 7 de Junho desse ano a assinatura do Presidente da República, Jorge Sampaio.
O povo comemorou a elevação a cidade com muita alegria, precisamente no dia da aprovação, pelo Parlamento, do desejo das autoridades e de quantos sentem esta terra como sua. A legitimidade popular consagrou essa data, 19 de Abril, como data de festa, sobrepondo-se à assinatura do Presidente da República. 
O título de cidade colocou a nossa terra com mais propriedade nos mapas e roteiros. Mas se é verdade que o hábito não faz o monge, temos de reconhecer que pode dar uma ajuda. Como cidade, passou a reivindicar infraestruturas mais consentâneas com esse título, podendo os gafanhões assumir este acontecimento como marco histórico da sua identidade, como cidadãos de pleno direito.


O Programa das Comemorações

09h00 - Hastear das Bandeiras na Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré

09h15 - Visita ao Mercado Municipal da Gafanha da Nazaré

09h45 - Visita à futura Casa da Música da Gafanha da Nazaré

10h45 - Visita à obra do Ecomare

11h30 -  Visita à obra de Saneamento Básico da Gafanha da Nazaré
(ponto de encontro na zona poente da Vala Pluvial do Esteiro do Oudinot)

12h00 -  Balanço das ações do dia na Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré

VIU E ACREDITOU

Reflexão de Georgino Rocha para este tempo



A manhã de Páscoa desperta serena com Madalena agitada a correr para o túmulo de Jesus. Era ainda escuro. Mas já raiava o clarão da aurora que se avizinha. Corre para sintonizar com o ritmo do seu coração, com o desejo de prestar os últimos cuidados ao cadáver de Jesus, com a vontade de certificar mais uma vez o sucedido, com o “pressentimento” de que algo de novo pode acontecer, pois o amor é mais forte do que a morte. A saudade revela-se um bom caminho para o encontro da verdade.
Chegada ao local, depara-se com o sepulcro vazio e tudo arrumado “a preceito”. Pelo seu espírito perpassa a certeza afirmada: Levaram o Senhor e não sabemos onde O puseram, certeza que transmite a Simão Pedro e ao discípulo amado. Estes partem imediatamente para confirmar a notícia, seguindo cada um a cadência do seu passo. Chegam, aproximam-se, observam, entram no sepulcro e vêem que a realidade condizia com o que lhes havia dito Maria Madalena.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

RECORDANDO A PÁSCOA

Crónica de  Maria Donzília Almeida



A festa da Páscoa, para o mundo cristão representa a vitória sobre a morte, consubstanciada na ressurreição de Cristo.
Coincidindo com o início da primavera, sente-se uma envolvência da natureza, numa súbita transformação da mesma. Esta que estivera em hibernação durante a estação cessante, desperta para a vida e em nosso redor é vê-la a desabrochar e encher-se de cor.
Antigamente, quando as Gafanhas viviam, em parte, da agricultura e as mulheres eram as maiores protagonistas do trabalho nos campos, a limpeza da casa ficava sempre em segundo plano. Aproveitava-se a pausa da Páscoa, em que as sementeiras estavam feitas e o sol começava a puxar por elas e fazia-se uma limpeza geral às casas. Quase todas revestidas a soalho de madeira e muito humildes no seu recheio, assumiam uma nova vitalidade e asseio nesta altura. Para esse efeito, era ver a dona de casa, mulher escafonada, pôr o chão a brilhar com o tradicional sabão amarelo, que p’ra mim, era mais cor de tijolo. 
Aqui, nas Gafanhas, a sala do Senhor mobilada apenas com uma cómoda e cadeiras, à volta, ganhava protagonismo, na receção à visita pascal. Ali, o crucifixo era entregue ao chefe de família que, por sua vez, o dava a beijar a todo o agregado familiar, cumprindo-se assim um ritual antigo, de muitas gerações.
Na comunidade, faz-se a comemoração religiosa em que os cristãos vivem a quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Exemplo disso são alguns sacrifícios/ privações, como o jejum e abstinência na 4.ª feira de cinzas e na sexta-feira santa.


Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Celebra-se hoje, 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que foi instituído em 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para a sua proteção, conservação, chamando a atenção para a sua vulnerabilidade.
Este ano o Dia internacional dos Monumentos e Sítios é dedicado ao tema Lugares de Memória.
De 12 a 20 de Abril, por todo o Território Continental e Regiões Autónomas terão lugar 640 atividades distribuídas por 170 concelhos e promovidas por 345 entidades públicas e privadas.
O acesso à maioria das atividades é gratuito.
As atividades promovidas nos Monumentos, Museus e Palácios da DGPC têm entrada livre.

Li aqui  

Ver ÍLHAVO

Ver AVEIRO

Falar e ser entendido

Editorial  de José Tolentino de Mendonça 




Durante muito tempo o desafio da renovação eclesial esteve centrado na necessidade de encontrar uma nova linguagem. Um dado era (e continua a ser) evidente: a linguagem habitual não só dos documentos, mas até da pregação da Igreja, já não é entendida pelos nossos contemporâneos. Podemos simplesmente cruzar os braços e denunciar a falta de uma formação cristã de base. Contudo, o desencontro entre a mensagem e os seus destinatários continua lá. E o “desencontro” não é só “ad extra”: dentro das nossas próprias comunidades contam-se pelos dedos os que resistem a uma leitura integral de um texto mais longo do magistério. Ora isso gera uma desarticulação e uma incomunicabilidade que só acentuam a fragmentação do corpo eclesial. Não funcionamos como arquipélagos, mas como desagregadas ilhas.

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