terça-feira, 8 de maio de 2012

AVEIRO: PATRIMÓNIO CLASSIFICADO EM RUÍNAS

TEXTO E FOTO DE CARDOSO FERREIRA, NO DA




O facto do Conjunto de Armazéns de Sal do Canal de S. Roque, na cidade de Aveiro, estar classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP), desde 2003, não impede que esses antigos “palheiros” estejam em completa ruína, sendo mesmo um mau cartaz turístico para quem circula pela auto-estrada A25.
Os “palheiros” de sal que estão praticamente em ruína total são os que constituem o núcleo situado mais a montante. Neste conjunto, há alguns já em ruínas, com telhados caídos, paredes “esventradas” e inclinadas, tábuas soltas, portas e janelas partidas. No interior dos mesmos, há amontoados de madeira e lixo, o que pode representar um perigo, não só em termos de higiene e saúde pública, mas também de incêndio.
Ao contrário desses, alguns dos antigos “palheiros” de sal localizados mais a jusante, próximo do Bairro da Beira-Mar, foram restaurados e reconvertidos para novas utilizações, nomeadamente restaurantes e, até mesmo, para acolher as instalações de uma escola de bailado, a que se juntam alguns imóveis novos decorados exteriormente de forma a imitar os antigos “palheiros”, de que é exemplo o novo lar e centro de dia da Vera Cruz.

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Efeméride: Coca-Cola entra no mercado

8 de maio 



Nesta data, no já longínquo ano de 1886, a Coca-Cola é posta à venda pela primeira vez. Hoje deve vender-se quase em todo o mundo, sendo um ícone do capitalismo global. 
Em Portugal não atravessou a fronteira com facilidade. Salazar opôs-se tenazmente. E não deixou de indicar as suas razões a quem o tentou subornar! 
Muitos portugueses, contudo, sabiam da existência da Coca-Cola e até se imaginavam a saboreá-la, decerto. Mas cá no país não havia hipótese. 
A primeira vez que fui a Espanha, passando a fronteira da Galiza com um casal amigo, entrámos de imediato num café para beber uma Coca-Cola. Que bem nos soube. 
Vamos agora ver as razões do velho Salazar, em 1962, conforme as encontrei e li em “Os Costumes em Portugal”, de Maria Filomena Mónica. Ora leiam, por favor:

O ELOGIO DO SILÊNCIO

TEXTO DE JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA





Quando penso no contributo que a experiência religiosa pode dar num futuro próximo à cultura, ao tempo e ao modo da existência humana, penso que mais até do que a palavra será a partilha desse património imenso que é o silêncio. Já a bíblica narrativa de Babel ponha a nu os limites do impulso totalitário da palavra. Mesmo que construamos a palavra como uma torre, temos de aceitar que ela não só não toca cabalmente o mistério dos céus, como muitas vezes nos incapacita para a comunicação e a compreensão terrenas. Precisamos do auxílio de outra ciência, a do silêncio. Já Isaac de Nínive, lá pelos finais do século VII, ensinava: «A palavra é o órgão do mundo presente. O silêncio é o mistério do mundo que está a chegar».

segunda-feira, 7 de maio de 2012

MAIS UM LIVRO DE SARA REIS DA SILVA





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Pai de João Marçal


João Maria Marçal (1912-1988)


O meu leitor e amigo João Marçal, também um gafanhão de gema,  teve a gentileza de me remeter um texto em que recorda factos do ano em que nasceu seu pai, concretamente, 1912. Trata-se de um documento interessante pelos acontecimentos que evoca de há cem anos. Vale bem a pena ler o que o João escreveu e quis partilhar connosco. 

Ver aqui

NONA SINFONIA DE BEETHOVEN

NA RR ONLINE




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ADIG envia Carta Aberta à população da Gafanha da Nazaré




A questão dos limites da Gafanha da Nazaré continua em aberto, por razões incompreensíveis. Há muitos anos que se fala do assunto, mas a verdade  é que toda a gente se fecha, como se o tema não fosse pertinente. Eu tenho a certeza de que é, até me demonstrarem o contrário. Aqui deixo aos meus leitores e amigos a Carta Aberta que a ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) teve o cuidado de remeter aos nossos concidadãos.



«Caros Concidadãos:

Através de informações fornecidas pelo Instituto Geográfico Português (IGP), tudo leva a crer que a Gafanha da Nazaré não tem limites de freguesia oficialmente aprovados!!! Por isso é que, desde há décadas, a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) nos tem podido fazer tantas traquinices. Certos políticos da CMI, em vez de defenderem o nosso território, como lhes competia, avançaram por aí adiante, como no tempo de D. Afonso Henriques na reconquista de terra aos sarracenos?! Com uma diferença: enquanto o primeiro rei de Portugal lutava de espada em riste, à frente das nossas tropas, alguns dos autarcas ilhavenses do passado agiram como toupeiras, de forma sub-reptícia e por má-fé. Para o seu modo de pensar, estávamos a crescer depressa de mais. 
Sobre a triste história dos limites da nossa freguesia, podemos dizer o seguinte:»

PÔR DO SOL SOBRE A BARRA


Por gentileza do Ângelo Ribau, aqui partilho um pôr do sol com os meus leitores e amigos, na certeza de que o belo nos eleva e nos convida a procurar no céu cores, sombras e  sonhos que nos hão de tornar mais felizes. Boa semana para todos.

Bispo de Aveiro pediu «novo humanismo» aos finalistas universitários



O bispo de Aveiro presidiu este domingo no recinto da universidade local à bênção das fitas dos finalistas, a quem pediu a construção de um “novo humanismo” que ofereça um “suplemento de alma e de esperança” ao mundo.
Na homilia da missa, enviada à Agência ECCLESIA, D. António Francisco lembrou os 25 anos do Centro Universitário Fé e Cultura, que se assinalam em 2012.
A instituição representa a vontade de os católicos quererem ser “presença constante e atuante da Igreja no mundo universitário de Aveiro”, disse o prelado, que recordou a visita pastoral de dois dias à universidade aveirense, realizada a 20 e 22 de março.
“Esta bela e única experiência que constituiu para mim um abençoado momento de aprendizagem dos novos campos do saber, de abertura aos desafios fascinantes da investigação e de diálogo entre a fé e a cultura”, afirmou.
D. António Francisco Santos desejou que os finalistas concluam o curso com “o fascínio de um saber límpido e aberto ao universal, sólido e profundo, exigente e prestigiado, capaz de ampliar o valor absoluto e o sentido transcendente da vida”.

RJM

Fonte: Ecclesia

O diálogo com a cultura no espírito do Concílio





Junho é o mês das Jornadas da Pastoral da Cultura. Quem já participou em outros anos, ou quem puder estar presente pela primeira vez, contactará com uma experiência eclesial marcante, mesmo na sua simplicidade: esta de escutar o que o mundo diz à Igreja e o que a Igreja deste tempo diz ao coração humano. A cultura é um lugar polifónico assim, onde a palavra e a escuta mutuamente se iluminam, onde o encontro verdadeiro se torna condição do caminho.

O tema deste ano vai buscar inspiração literal à “Gaudium et Spes”, num ano em que se assinala o aniversário do início do Concílio Vaticano II. Mas queremos não apenas comemorar: se revisitamos a palavra do concílio é para perceber como ela pode inspirar o nosso presente histórico. Há uma alegria e uma esperança para nós? Como falam delas os nossos bispos e teólogos, os nossos poetas e criadores do mundo do teatro, os universitários e pintores, os músicos, os cineastas e os que se empenham nas causas civis? Razões que tornam estas Jornadas uma oportunidade que todos aqueles e aquelas que vivemos interessados e empenhados na Pastoral da Cultura não podemos perder. Dia 22 de junho encontramo-nos em Fátima.

P. José Tolentino Mendonça

Ver Programa

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domingo, 6 de maio de 2012

DIA DA MÃE

TEXTO DE MARIA DONZÍLIA ALMEIDA




O Dia da Mãe é uma data comemorativa, que em Portugal, se celebra no primeiro domingo do mês de Maio.
Chegou a ser celebrado a 8 de Dezembro, mas passou para o 1º Domingo de Maio, em homenagem à Virgem Maria, mãe de Cristo. A data é uma homenagem a todas as mães e serve para reforçar e demonstrar o amor dos filhos pelas suas mães.
Neste dia, os filhos costumam organizar e oferecer surpresas às suas mães, para lhes demonstrarem o quanto gostam delas e para agradecer todo o empenho e dedicação destas ao longo dos anos.
Remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, celebrava-se no 4º domingo de quaresma, um dia chamado “Domingo da Mãe”, que homenageava todas as mães inglesas.
Nos Estados Unidos, em 1904, quando Anna Jarvis, perdeu a sua mãe, ficou muito triste. As suas amigas decidiram organizar uma festa em memória à sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no primeiro domingo de Maio.
Desde os meus frescos 15 anos, que elegi este soneto, para fazer a homenagem às mães portuguesas. Reporta-se à época dos descobrimentos, em que o papel da mulher/mãe, ficou na história, como baluarte da resistência e da abnegação. Faço minhas as palavras do poeta!


MATER DOLOROSA


Quando se fez ao largo a nave escura,
Na praia essa mulher ficou chorando,
No doloroso aspecto figurando
A lacrimosa estátua da amargura.

Dos céus a curva era tranquila e pura;
Das gementes alcíones o bando
Via-se ao longe, em círculos, voando
Dos mares sobre a cérula planura.

Nas ondas se atufara o Sol radioso,
E a Lua sucedera, astro mavioso,
De alvor banhando os alcantis das fragas...

E aquela pobre mãe, não dando conta
Que o Sol morrera, e que o luar desponta,
A vista embebe na amplidão das vagas...


Gonçalves Crespo

Rio de Janeiro, 11 de Março de 1846 — Lisboa, 11 de Junho de 1883
poeta e jurista de influência parnasiana,







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POESIA DE FERNANDO PESSOA PARA ESTE DOMINGO

Sugestão do caderno ECONOMIA do EXPRESSO



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ESTE MUNDO DARÁ PARA TODOS?

CRÓNICA DE BENTO DOMINGUES NO PÚBLICO DE HOJE




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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 289


PITADAS DE SAL – 19



DO REBOCHO AO MONTE FARINHA


Caríssima/o:

Para nós, os da Beira-Ria, há nomes que se nos pegaram na memória desde tenra idade, faziam parte da nossa vida: Cambeia, Portas de Água, Regueirão, Esteiro, Paredão Arrunhado, Traveses, ... Rebocho, Monte Farinha...
Para chegarmos às Marinhas forçoso era rumar ao Rebocho ou ao Monte Farinha e isso mesmo nos diz meu irmão Artur neste pequeno escrito em que nos revela o quão importantes eram essas investidas:

«Quantas e quantas vezes, aos domingos, íamos nós os três, eu, o pai e o tio António, no bote, em direcção ao Rebocho. A viagem era feita quando a maré vazava; o meu tio puxava a corda à sirga; eu ia sentado à frente; e o meu pai ia atrás com o remo que fazia de leme.
Como no esteiro Oudinot havia muitas árvores de fruto, o tio António, de vez em quando, lá atirava uma pera para dentro do bote e assim quando chegávamos ao fim da viagem já tínhamos fruta para comer ao meio-dia.
Chegados ao Rebocho, íamos para as marinhas e lá começava o meu tio à foice, enterrado na lama até à cinta. De quando em quando, lá vinha uma enguia; verdade seja que ele tinha o dom para aquele tipo de pesca. Ele e o meu pai lá continuavam com a foice e as enguias voavam até à praia, onde eu tinha que as apanhar.
Também tinha de cortar erva para os coelhos.
O bote vinha carregado com os sacos da erva, que eram bastantes, e uma grande caldeirada de enguias.
A casa só chegávamos a meio da tarde...»

Não era só a caldeirada para a minguada mesa da família; à espera duma refeição mais farta, os coelhos e outra criação saltavam contra as redes de vedação quando os pescadores se estiravam no banco de madeira para lavar os pés da lama incrustada. Talvez valha a pena esclarecer que, nesses recuados tempos, a erva para os animais era escassa para quem não tinha terras: rapidamente se esgotava a que nascia nos caminhos ou nas bermas das estradas.
Conforme a maré, o destino podia variar para o Monte Farinha que então cavalos e não só por ali andavam em liberdade. Com pequenas variantes, o programa era idêntico e os proventos equivaliam-se. Talvez a imagem desta ilha perdure mais pelos animais: era sempre motivo de brincadeira o relinchar dos cavalos, os seus pinotes e cabriolas.
Anos mais tarde, outras viagens e com uma única motivação: o passeio e o recreio...
Mas essas ficarão para outra pitada...


Manuel

sábado, 5 de maio de 2012

UNIDOS A CRISTO DAMOS FRUTO QUALIFICADO


Reflexão de Georgino Rocha, para este fim de semana


Galileia

Em linguagem simples e poética, familiar aos discípulos, Jesus prossegue os ensinamentos sobre a realidade profunda da sua união a Deus Pai e da relação entre aqueles que acreditam na sua mensagem. Recorre a uma imagem tirada da vida agrícola – a da vinha em que se destaca uma videira por ser única, verdadeira, autêntica. E extrai, de forma singular, as “lições” que ela insinua, desvendando o seu sentido profundo.
Os discípulos, como homens da Galileia, estavam habituados a ver os campos e as vinhas, os trabalhos dos agricultores e vinhateiros, os cuidados a ter com cada vide. E a aguardar, em paciente espera o tempo da vindima, a apanha das uvas amadurecidas desejadas. Certamente, não teriam qualquer dificuldade, em entender o que lhes era confidenciado em ambiente tão marcante, como o da “ceia de despedida”, em que Jesus realça o amor como realidade “envolvente” de todos.

Não queiras saber tudo...

"Não queiras saber tudo.
 Deixa um espaço livre para te saberes a ti."


Vergílio Ferreira

Karl Marx nasceu neste dia



Karl Marx nasceu no dia 5 de maio de 1818. Filósofo e revolucionário, marcou indelevelmente a história com as suas ideias e teses. Todos sabem que as ideias socialistas, desde as mais moderadas até às mais extremistas, tiveram por Marx grande projeção no mundo, sobretudo no século XX. Do que sei, e não é muito, as suas teorias estão refletidas na sua obra "O Capital".
Esta curta nota tem como único  propósito levar os meus leitores e amigos a ler algo relacionado com este pensador que tantas gerações influenciou. Faleceu em 1883.

Ler  aqui

Um provérbio ainda por concretizar


"Maio me molhou; Maio me secou."

Ética de mínimos e ética de máximos

Por Anselmo Borges, 

no DN

Adela Cortina

Para lá da síntese que aqui apresentei, na semana passada, do estudo sobre "Identidades Religiosas em Portugal: Representações, Valores e Práticas - 2011", da Universidade Católica, há outros dados significativos sobre os quais é importante reflectir.
Apesar da descida de 7,4% nos últimos 12 anos, 79,5% da população continua a afirmar-se católica em Portugal (quatro em cada cinco portugueses). Quanto à prática religiosa, 31,7% dizem que vão à missa pelo menos uma vez por semana. Somando os 14% que dizem ir pelo menos uma ou duas vezes por mês, o total perfaz 45,7%. Esta percentagem, por razões que a sociologia explica, deve ser exagerada. Seja como for, quase metade dos católicos considera-se não praticante (43,9%).
Quanto às práticas orantes, a sondagem mostra que, juntando os que dizem rezar todos os dias e os que rezam algumas vezes na semana, obtemos o total de 59,7%.

DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO: Há quem fale com o coração nas mãos

Texto de Maria Donzília Almeida



“Le coeur a des raisons que la raison ne connait pás!"

Blaise Pascal 


Disse, um dia, a um conceituado cardiologista, meu conterrâneo, que ele deveria estar muito orgulhoso da profissão que abraçara, nomeadamente, da sua especialidade clínica! Expliquei: para mim, o coração é....a caixinha dos sentimentos, onde se guarda aquilo que mais prezamos na vida, o Amor! Está no imaginário popular, a mesma ideia que refere o coração como depositário desses mesmos sentimentos. Logo, um cardiologista deve ser muito apreciado pelo comum dos mortais! Cuida e trata dessa preciosa “caixinha”! 
As expressões populares “ter bom coração” ou “ter mau coração”, conforme os sentimentos nele albergados, atestam, precisamente, o que atrás foi dito. Mas, ouçamos o que dizem os especialistas, que falam racionalmente! 
O coração humano é o órgão responsável pelo percurso do  sangue bombeado, através de todo o organismo, que é feito em aproximadamente 45 segundos em repouso. Bate cerca de 109.440 a 110.880 vezes por dia, bombeando aproximadamente 5 l de sangue. 
Neste tempo, o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigénio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Uma lição de história: Visita de estudo a Conímbriga

Texto de Maria Donzília Almeida 


Casa dos repuxos

Ontem, dia 3 de Maio, rumou da nossa escola, um grupo de alunos do 5.º ano, para uma visita de estudo, com destino a Conímbriga. Apesar das condições atmosféricas adversas, lá partimos, com a chuvinha a cair certinha e a embaciar as janelas da camioneta. Contudo, a alegria e o entusiasmo desta gente miúda é alheia a qualquer contratempo. 
Como primeiro destino, tivemos as ruínas de Conímbriga. Aquilo que as criancinhas aprendem, em contexto de sala de aula, é confirmado e para sempre gravado naquelas memoriazinhas em crescimento. Depois da gravação na pedra, que os Romanos deixaram para a posteridade! Conímbriga localizava-se na via que ia de Olissipo, a Bracara Augusta. Foi ocupada pelos romanos durante as campanhas de Décimo Junio Bruto, em 139 a.C. No reinado do imperador César Augusto (século I), a cidade sofreu importantes obras de urbanização, tendo sido construídas as termas públicas e o Fórum.

PACHECO PEREIRA AFIRMA: HOUVE HUMILHAÇÃO DE PESSOAS

Li no NEGÓCIOS ONLINE

"Há muita gente que está a sofrer e com muita dificuldade e, não se podendo evitar o sofrimento e a austeridade, há, no entanto, que ter extremo cuidado no tratamento das pessoas, em particular com a sua dignidade”. Para Pacheco Pereira houve, nesta acção, humilhação de algumas pessoas. “Posso atirar um saco de moedas ao ar e as pessoas atiram-se para apanhar. Foi um bocado o que aconteceu. Quem foi lá apanhar as moedas ficou contente, mas sabe que se teve de se pôr no chão. E aí há uma certa humilhação”."

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Um provérbio para nos animar



"Maio tardo e ventoso faz o ano formoso"

Os Bombeiros merecem o nosso apoio, o nosso estímulo, a nossa atenção



Celebra-se hoje, 4 de maio, o Dia Internacional do Bombeiro. Foi instituído a 4 de janeiro de 1999, em memória de cinco bombeiros que faleceram num incêndio na Austrália. Depois, optou-se pelo 4 de Maio, dia de São Floriano, patrono dos bombeiros. 
Se há motivos que justificam dias assinaláveis, este é seguramente um deles. Os bombeiros, soldados da paz e símbolo grande de bem-fazer e de solidariedade, merecem, naturalmente, a nossa admiração e o nosso apoio incondicional. Numa época marcada por egoísmos tantas vezes incompreensíveis, os bombeiros voluntários e mesmo os profissionais são testemunho eloquente do serviço às pessoas e comunidades, sacrificando com frequência a própria vida. Não há, julgo eu, quem não os admire pela sua ação em momentos dramáticos, de desastres, de incêndios, de calamidades, de ajuda imediata a quem sofre, seja de dia ou de noite. Os bombeiros merecem, por isso, o nosso apoio, o nosso estímulo, a nossa atenção.

Mais vale tarde do que nunca...

Texto de Catalina Pestana, 

no SOL



Efeméride: Inauguração do Lar Nossa Senhora da Nazaré


Inauguração do Lar

Recordo hoje a inauguração do Lar Nossa Senhora da Nazaré, que aconteceu a 4 de maio de 1991. Ver aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

AVEIRO - FESTAS DO MUNICÍPIO

"De 4 a 20 de maio vão decorrer várias atividades das "Festas do Município", em vários espaços da cidade de Aveiro: Gala do Município de Aveiro e Sessão Solene de Entrega das Distinções Honoríficas, Procissão de Santa Joana, Concerto Coral – II Encontro Lopes da Graça, Concerto de Tereza Salgueiro, exposições, teatro, música, dança e etnografia.
O Feriado Municipal de Aveiro comemora-se a 12 de maio, sábado, dia dedicado à Padroeira da Cidade – Santa Joana Princesa, sendo que os munícipes terão um programa de diversas atividades a partir do dia 4 de maio, prolongando-se até ao dia 20 do mesmo mês.

EGAS SALGUEIRO — Da EPA ao Teatro Aveirense e à Misericórdia

Egas Salgueiro, à direita, ao lado do Presidente da República, Américo Tomás

Ontem recordei no meu blogue Galafanha um aveirense ilustre, Egas Salgueiro, que muito contribuiu para o desenvolvimento da Gafanha da Nazaré e de toda a região. A sua principal empresa, a EPA (Empresa de Pesca de Aveiro), deu trabalho a centenas de gafanhões, homens e mulheres, que tinham orgulho em ser seus empregados. 
Penso que vale bem a pena recordar industriais como Egas Salgueiro, porque, se o não fizermos, acabarão por cair, injustamente, no esquecimento.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LEONARDO DA VINCE MORRE EM FRANÇA A 2 DE MAIO

NA RR


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FESTIVAL DE TEATRO EM ÍLHAVO






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Dóris com leme?





A propósito do livro de Álvaro Garrido, "Portugal no Mar - Homens que foram ao bacalhau", António Angeja escreve:

«Vi no site «PORTOS DE PORTUGAL» e depois no «O ILHAVENSE», junto de um texto sobre o livro «HOMENS QUE FORAM AO BACALHAU», uma réplica de um dory com LEME... e, francamente, nunca tive conhecimento que os ditos barcos no bacalhau tivessem leme... Os pescadores usavam um remo para guiarem o barco quando navegavam com velas...
Junto envio a réplica com leme e duas outras corretas...
Infelizmente parece já ninguém tem cuidado com aquilo que publica...»

Ler aqui

Purificação da Igreja, um exemplo que veio de cima

Texto de António Marcelino 





«A Igreja torna-se insignificante para a sociedade, sempre que a sua coerência não é transparente, olha mais para si própria e se apoia numa história, que não é a da salvação. Com olhos turvados por atavios inúteis, alheios ao exemplo de Cristo e do Evangelho e a uma sociedade mais esclarecida, a Igreja conciliar apaga-se. Os 50 anos do Concílio Vaticano II são um grito de alerta para quem o souber e quiser ouvir.»

ÍLHAVO: Festival de Teatro



O Festival de Teatro do Município de Ílhavo vai decorrer desde hoje a 27 de Maio, numa edição marcada por uma nova roupagem e novas iniciativas, mantendo contudo a forte e decidida aposta na divulgação desta arte tão nobre, com grande tradição no nosso Município, levando-a a vários espaços culturais e a diversos públicos, homenageando o teatro amador e incentivando em especial os grupos existentes no concelho.
Na edição deste ano, o Festival de Teatro, dedicará uma semana ao Teatro Infantil (de 2 a 4 de Maio), promovendo esta arte de palco e de rua junto dos Alunos do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico. No último dia (4 de Maio) a sessão de Teatro será dirigida aos Alunos do Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico de Escolas fora do Município de Ílhavo.Com uma aposta reforçada na formação, assim como na partilha de experiências e de percursos de vida, tendo o Teatro como elemento principal, o Festival de Teatro dedicará também um Atelier Projeto ao público Sénior, de 5 a 25 de Maio, no Centro Cultural de Ílhavo.

Fonte: CCI

terça-feira, 1 de maio de 2012

JOSÉ MATTOSO EM ENTREVISTA AO PÚBLICO DE ONTEM






É preciso recuperar as ideologias e os ideais, perdidos nas últimas décadas?

Tenho pouca confiança nas ideologias, nos ideais sim. Os ideais propõem-nos um horizonte que nunca conseguiremos alcançar: o ideal da pureza, da beleza, da abnegação - nunca lá chegaremos suficientemente. Jesus Cristo utiliza expressões extremas, porque são ideais: se te baterem numa face, dá a outra; devemos fazer o bem aos nossos inimigos. Isso é um ideal, ninguém chegará lá, porque é um horizonte sem fim, de tal modo exigente, que há sempre uma aproximação e a esperança de fazer mais. E as ideologias?
Os ideais são indispensáveis para o homem melhorar a sociedade em que vive. As ideologias, não sei de nenhuma que tivesse resolvido os problemas da humanidade a uma escala suficiente: marxista, socialista, conservadora... Até as próprias religiões, como sistemas de organização da vida. Elas traçam uma série de regras e, se as regras são absolutas, tornam-se como o homem que se submete [à lei e não a lei] para o homem; e se são instituições permissivas, não atingem os objectivos.
Apareceu um abaixo-assinado de 400 padres na Áustria. Há ali uma série de problemas concretos que a instituição-Igreja não aceita e, todavia, do ponto de vista evangélico, seria natural haver uma certa maleabilidade. Na Idade Média havia um subentendimento de outra forma de organizar a vida humana do ponto de vista moral e espiritual: as regras fundamentais eram apresentadas em toda a sua exigência, mas a prática era muito mais maleável e não considerava que houvesse casos sem solução.

Ler toda a entrevista aqui


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segunda-feira, 30 de abril de 2012

EPITÁFIO: BORIS AMADO

ELOGIO FÚNEBRE POR MARIA DONZÍLIA ALMEIDA





MEU BOM AMIGO! MEU FIEL CÃOPANHEIRO!


Reverteram-se os papéis! Agora não és tu que falas dos donos, mas é a dona que fala de e para ti! Cumpriu-se a tua passagem pelo planeta, em que a tua morada foi o jardim, aquele jardim que tu tanto percorrias e onde tantas vezes te deitaste, a descansar. Às vezes, rebolavas-te, na relva, por puro prazer e via-se na tua carinha, uma expressão de felicidade! Como eu gostava de te observar!
A tua liberdade era total, nunca te sentiste acorrentado a cordas, a preconceitos. Ainda que a porta estivesse escancarada, tu não te evadias à procura de aventura! Tinhas tudo no teu ninho, alimento para o teu corpinho de pêlo castanho, tigrado e para a tua “alminha” que era tão pura. Havia um amor incondicional, que nunca encontrei em nenhum humano!
Tu davas tudo, sem procurar nada, em troca.

Dia Internacional do Jazz: 30 de abril

Texto de Maria Donzília Almeida


Jacinta



Hoje, quando deambulava... no sentido de descomprimir da dor provocada pela doença de um ente querido, ouvi, na rádio, a referência a esta efeméride que é celebrada pela primeira vez.
O jazz é uma manifestação artístico-musical originária dos Estados Unidos. Teria surgido por volta do início do século XX, na região de Nova Orleães e suas proximidades, tendo o seu berço, na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam.
O Jazz desenvolveu-se com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes,  chamada e resposta,  forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são os usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.
As origens da palavra Jazz são incertas. A palavra tem suas raízes na gíria norte-americana e várias derivações têm sugerido tal facto. O Jazz não foi aplicado como música até por volta de 1915. Earl Hines, nascido em 1903 e mais tarde celebrado músico de jazz, costumava dizer que "tocava  piano, antes mesmo da palavra "jazz" ser inventada".
Desde o começo do seu desenvolvimento, no início do século XX, o Jazz produziu uma grande variedade de subgéneros, como o Dixieland da década de 1910, o Swing das Big bands das décadas 1930 e 1940, o Bebop de meados da década de 1940, o Jazz latino das décadas de 1950 e 1960, e o Fusion das décadas de 1970 e 1980. Devido à sua divulgação mundial, o Jazz adaptou-se a muitos estilos musicais locais, obtendo assim uma grande variedade melódica, harmónica e rítmica.

Catitinha: achegas para a sua biografia

Catitinha. (Foto enviada por Joaquim Madeira)

No meu blogue Galafanha editei hoje um texto com achegas sobre o Catitinha, que referenciei no livro "Gafanha da Nazaré: 100 anos de vida". Um leitor, Joaquim Madeira,  conterrâneo do ancião que conheci na minha meninice, teve a gentileza de me enviar algumas notas curiosas. Pode ler tudo aqui.

domingo, 29 de abril de 2012

CRÓNICA DE BENTO DOMINGUES NO PÚBLICO

UM INQUÉRITO PARA ESQUECER?



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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 288

PITADAS DE SAL – 18 



AS SALINAS 


Caríssima/o: 

Sendo um mês de cinco domingos, oferece-nos a possibilidade de procurar na arca uma poesia: 

CENA V 

«AS SALINAS» 

(Salineiro, a solo, e côro) 


Anda o sol pela ria 
De manhã 'té noitinha; 
Marnotos à porfia, 
Botaram a marinha. 

A água vai entrando, 
- Espelho de cristal 
E o marnoto, cantando, 
Começa a rer o sal. 

Côro - Ó salineiro 
Anda ligeiro, 
Olha que a chuva 
Pode chegar. 

E a salina, 
Que é tua mina, 
Se vem a chuva, 
Tens de alagar. 

II 

Vai o sal para a eira, 
Branquinho, a cintilar, 
Em tardes de solheira 
Ou noites de luar. 

São montinhos de neve, 
Na luz do entardecer, 
Que o sol beija, ao de leve, 
P'ra os não enegrecer. 

Côro – Ó salineiro, etc. 

III 

E o marnoto - bom Deus! 
Vendo o sal, seu labor, 
Ergue os olhos aos Céus, 
Reza a Nosso Senhor. 

Depois, na canastrinha, 
Segue o sal seu destino. 
Serve para a cozinha 
E baptiza o menino. 

Côro - Ó salineiro, etc. 


in Gente Miúda, Teatro infantil, Letra de Manuel Craveiro Júnior; Música de Manuel Craveiro Júnior e Amadeu Santos, Livraria Figueirinhas – Porto, 1945 [Fantasia musicada em 2 Actos, 4 Quadros e 12 números de música] 

Manuel

sábado, 28 de abril de 2012

DAR A VIDA COMO O BOM PASTOR

REFLEXÃO DE GEORGINO ROCHA





João lança mão de uma pedagogia de sinais, imagens, metáforas, alegorias e de outros recursos típicos da cultura dos destinatários dos seus escritos para apresentar a identidade de Jesus, sem reduções nem exageros. Após a cura do cego de nascença e do diálogo tenso que a envolve, a narrativa faz-nos pressentir a necessidade de uma afirmação clara, de uma definição precisa, de uma interpelação forte dos interlocutores. E recorre à parábola do rebanho que tem pastores mercenários e um outro que o não é.

POESIA PARA ESTE TEMPO

No caderno ECONOMIA do EXPRESSO


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Menos católicos mais católicos?

Texto de Anselmo Borges, 

no DN de hoje




Foi publicada há dias uma síntese do estudo sobre "Identidades religiosas em Portugal: identidades, valores e práticas - 2011", realizado pela Universidade Católica.
A primeira nota a realçar é o nível científico do estudo, destacado por todos os peritos na matéria. Deve--se também sublinhar o patrocínio da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a transparência da publicação, apesar de os resultados não serem favoráveis à Igreja.
No estudo, mostra-se que o número dos católicos em Portugal caiu, entre 1999 e 2011, de 86,9% (1999) para 79,5% (2011). O número dos católicos diminuiu, mas aumentou a percentagem de pessoas com outra religião: de 2,7% em 1999 para 5,7% em 2011, sendo a posição dos protestantes e dos evangélicos a que mais cresceu: de 0,3% para 2,8%. Aumentou também o número dos sem religião: de 8,2% para 14,2% (neste universo dos que não têm religião, todas as categorias apresentam um acréscimo percentual: indiferentes, de 1,7% para 3,2; agnósticos, de 1,7% para 2,2%; ateus, de 2,7% para 4,1%).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A NATUREZA SE ENGANOU




SÁTIRA

A Natureza se enganou
E fez de mim um jardim,
Pois, cravos, em mim, plantou
E tão bem os adubou
Que eles crescem ‘inda assim!

Flores, nas jarras, gosto
E no jardim a crescer,
Mas juro e até aposto
Que ninguém tem este gosto,
Tão bizarro, a meu ver!

Alguns maus-tratos, lhes dou
E ácido até lhes ponho!
Mas o cravo que vingou,
Como remédio o tomou
E alimentou o seu sonho!

Essas mãos tão veneradas,
Numa anterior situação
De novo são solicitadas
E decerto apreciadas,
Nesta botânica operação!

Que meus cravos decapite,
Atenda esta prece minha!,
E o Doutor não hesite,
Que eu vou tendo o palpite
Que lhos deixo numa jarrinha!

Maria Donzília Almeida
21 de Abril de 2000



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ÍLHAVO - 1.º de Maio



Capela de Nossa Senhora dos Campos, na Colónia Agrícola

O Município de Ílhavo comemora o Dia do Trabalhador com um diversificado conjunto de iniciativas de índole cultural, desportivo e lúdico, numa organização conjunta da Câmara Municipal, A.D.C.R. Senhora dos Campos, Junta de Freguesia de São Salvador e Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo.
As comemorações têm início no domingo, 29 de abril, com o VIII Festival Karaoke da Senhora dos Campos, pelas 21 horas, no Largo da Capela da Senhora dos Campos. Na segunda-feira, 30 de abril, pelas 17.30 horas, terá lugar o tradicional Jogo de Futebol entre Autarcas e Dirigentes Associativos, no Complexo Desportivo do Grupo Desportivo da Gafanha, seguindo-se o Baile com o Grupo Musical “Ondas”, pelas 21.30 horas, no Largo da mesma capela.
Na terça-feira, 1 de maio, haverá uma tarde cultural com o XVI Festival de Folclore da Primavera. O festival inicia-se pelas 12 horas, com a receção aos Ranchos Folclóricos (no Quartel dos Bombeiros), seguindo-se o desfile dos Ranchos participantes, pelas 15.30 horas, (com concentração junto na Rotunda das Oliveiras – Senhora dos Campos). A atuação terá início pelas 16 horas.

Fonte: CMI


quinta-feira, 26 de abril de 2012

"MÁRIO DUARTE: O SPORTSMAN MAIS COMPLETO DE PORTUGAL"





«A cerimónia de lançamento do livro “Mário Duarte: o sportsman mais completo de Portugal” da autoria de Francisco Teixeira Homem que se vai realizar no próximo sábado, dia 28 de abril, pelas 16.30 horas na Biblioteca Municipal de Aveiro.
A obra sobre Mário Duarte é uma edição da Câmara Municipal de Aveiro e irá ser apresentada pelo neto de Mário Duarte, Manuel Alegre, numa cerimónia que irá contar com o autor e membros do Executivo Municipal.
“Recordar Mário Ferreira Duarte (1869-1939) é, simultaneamente, embarcar numa viagem a um tempo onde o ideal mens sana in corpore sano ganhou adeptos em Portugal a exemplo do que lá por essa Europa acontecia e, ainda, visitar uma cidade e uma sociedade aveirense numa época pouco conhecida, apesar de tão próxima. Foi, Mário Duarte, paladino de um desporto que, não sendo ainda de massas, conquistava progressivamente adeptos em todo o lado. Eclético nas modalidades que praticou não se restringiu apenas à atividade desportiva.»

Ler mais em CMA




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AS POLÉMICAS DO ÚLTIMO 25 DE ABRIL

Ontem foi para mim um dia de recordações à volta do 25 de Abril. 38 anos se passaram e as polémicas continuam, porque isso faz mesmo parte de uma vida saudável numa sociedade democrática. Mau seria se os homens e mulheres não se sentíssem livres para pensar, para tomar opções e para divulgar os seus ideais.
O 25 de Abril ofereceu-nos essa liberdade, quer alguns queiram quer não queiram. Sem ele, a sociedade em que vivemos seria muito mais pobre. Infelizmente, por razões que não importa abordar, aqui e agora, há muitos portugueses nostálgicos do passado. Talvez por memória curta. Daí as palavras e os gestos contra a democracia e contra as liberdades conquistadas em Abril de 1974.
Houve erros no percurso desde essa data? Claro que houve, como haverá sempre, porque a sociedade perfeita, feita à medida do pensar de cada um, não passa de uma utopia. As utopias, como toda a gente sabe, não passam de metas, impossíveis de alcançar.
Os Capitães de Abril resolveram não participar nas cerimónias oficiais. Eu acho que foi pena, mas respeito as suas decisões. Gostaria, portanto, que não se tivessem demarcado das festas oficiais, mas também gostaria que, com serenidade, apontassem saídas concretas e exequíveis para se ultrapassar a crise em que vivemos. A hora do diálogo deve ser uma constante em todos os momentos. Muito mais em momentos de dificuldades extremas, com tantos portugueses a passar fome, sem trabalho e sem futuro.
Queria ainda dizer, sobretudo aos nostálgicos de tempos que já lá vão, que não alinho com os que passam a vida a clamar que o Salazar faz falta. Eu nem quero imaginar a possibilidade remota de viver numa sociedade fechada, do "orgulhosamente sós", de tiranias, de pobreza, de analfabetismo, de PIDE, de exploração de trabalhadores, de perseguições, de guerras fratricidas, de opressões. Eu quero viver numa sociedade livre, democrática, de participação cívica, de progresso, de paz. Ainda nos falta muito? Lá chegaremos. Em liberdade.



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CANOAGEM NA BARQUINHA - ÍLHAVO

CAMPEONATO REGIONAL DE MARATONA CENTRO: FOTOS ENVIADAS GENTILMENTE PELO ANTÓNIO ANGEJA









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terça-feira, 24 de abril de 2012

"TARDES COM CULTURA" PROMOVE ENCONTRO NA OLIVEIRINHA




Terá lugar no dia 2 de maio, quarta-feira, pelas 18.00 horas a visita guiada “Tardes com Cultura” com ponto de encontro na Junta de Freguesia de Oliveirinha.
“Tardes com Cultura” segue na sua segunda sessão com uma visita à Casa da família Matoso Vasconcelos. O encontro irá contar com as intervenções de Carlos Alegre da Casa Museu José Luciano de Castro, Armando Vieira, Presidente da Junta de Freguesia de Oliveirinha, e Paulo Jorge Fernandes da Universidade Nova de Lisboa.

Ler mais aqui


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ÍLHAVO: PRÉMIO EM ARTES PLÁSTICAS E DESIGN

CONCURSO FINALISTAS 2012




Estimulando a criatividade e criação artística, a Câmara Municipal de Ílhavo vai distinguir os melhores alunos finalistas das Escolas de Artes Plásticas, Arquitetura e Design portuguesas, promovendo para o efeito a terceira edição do concurso FINALISTAS.
Abrangendo áreas da criação artística como a pintura, a escultura, a fotografia, o vídeo, a instalação, a arquitetura e o design, podem concorrer os alunos que frequentam o último ano dos cursos de licenciatura em Artes Plásticas, Arquitetura e Design em escolas de ensino superior portuguesas.

BISPO DO PORTO QUESTIONA PLANO NACIONAL CONTRA A FOME

NO JN DE HOJE



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Mais quadras de António Aleixo





Olá amigo, adoro António Aleixo e essas quadras são maravilhosas. Linda homenagem ao poeta. Aqui vão algumas quadras do poeta e que eu adoro. Beijos com carinho

Rosa-Branca


Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço,
Que, não parecendo o que são,
São aquilo que eu pareço.

Embora os meus olhos sejam
Os mais pequenos do mundo,
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo.

Eu não tenho vistas largas,
Nem grande sabedoria,
Mas dão-me as horas amargas
Lições de filosofia.

Uma mosca sem valor
Pousa co'a mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria.

Sou um dos membros malditos
Dessa falsa sociedade
Que, baseada nos mitos,
Pode roubar à vontade.

Finges não ver a verdade,
Porque, afinal, tu compreendes
Que, atrás dessa ingenuidade,
Tens tudo quanto pretendes.

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que ás vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência.

Nós não devemos cantar
A um deus cheio de encantos
Que se deixa utilizar
P'ra bem duns e mal de tantos.

Veste bem já reparaste
Mas ele próprio ignora
Que por dentro é um contraste
Com o que mostra por fora.

Eu não sei porque razão
Certos homens, a meu ver,
Quanto mais pequenos são
Maiores querem parecer.

António Aleixo

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