segunda-feira, 21 de junho de 2010

Centenário da Gafanha da Nazaré: Exposição no Centro Cultural


“Gafanha da Nazaré — Uma História entre a Terra e o Mar”


Integrada nas celebrações do centenário da freguesia, promovidas pela Paróquia, Junta de Freguesia e Câmara Municipal, vai ser inaugurada uma exposição no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, na quarta-feira, 23 de Junho, pelas 21.30 horas, subordinada ao tema “Gafanha da Nazaré — Uma História entre a Terra e o Mar”.
Neste dia será recordado, em especial, o decreto do Rei D. Manuel II, com a mesma data, que autoriza a criação da freguesia e paróquia, pelas entidades competentes.

Faleceu Marcos Cirino: um amante da nossa terra



Ontem, quando à noite me dirigia para a inauguração do Centro Cultural, soube do falecimento do senhor Marcos Cirino, que tive o gosto, há meses, de  entrevistar para o Timoneiro. E não pude deixar de pensar quanto ele apreciaria estar nesta festa, como amante da sua e nossa terra que sempre foi.
Embora nem sempre concordasse com a forma como enfrentava as injustiças contra a Gafanha da Nazaré, tenho de reconhecer que a paixão que nutria pela nossa terra e suas gentes era sinal evidente de um amor acrisolado.
Na entrevista que me concedeu, quiçá a última da sua vida, teve a oportunidade de falar, com entusiasmo, daquilo de que gostava: Gafanha da Nazaré, sua história, seus usos e costumes, muitos dos quais caíram em desuso, mas sobretudo dos barcos da ria, de caravelas dos descobrimentos, de pessoas. A sua casa, qual museu lagunar, estava cheia de modelos por si executados e que haviam sido expostos em diversas localidades. Ostentava um natural orgulho não disfarçado, face aos elogios legítimos que eu lhe dirigia. A falar de barcos estava nas suas sete quintas.
Se é verdade que dissertar sobre o seu mundo, de barcos, velas, remos, salinas e gentes, o entusiasmava, logo a seguir saltava para as injustiças, bem registadas na sua alma e provenientes de quem não compreendia a importância da Gafanha da Nazaré no contexto regional e nacional.
Frequentemente me alertava para a premência de se lutar pelo que considerava fundamental para o nosso progresso. Mas não o fazia de ânimo leve, pois que me exibia de imediato a documentação e legislação em que sustentava as suas teses. Que ao menos o seu amor à Gafanha da Nazaré deixe seguidores.
Que Deus o receba na sua glória.

Fernando Martins


domingo, 20 de junho de 2010

Festa no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré



Mais um bom momento aplaudido na festa da inauguração do Centro Cultural da Gafanha da Nazaré.

Gafanha da Nazaré: Festa no Centro Cultural

Fogo na noite escura


Neves Vieira, Ribau Esteves e Fernando Caçoilo
Aspecto exterior do Centro Cultural


Padre Francisco Melo e Manuel Serra, respectivamente, Prior e Presidente da Junta de Freguesia

Mais fogo na festa

Um bom ponto de encontro entre as pessoas

Reabriu hoje as portas, depois de profundas obras de requalificação levadas a cabo pela Câmara Municipal de Ílhavo, o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. Em festa e sob os olhares felizes do nosso primeiro Prior, Padre Sardo, que, do seu pedestal no Jardim 31 de Agosto, pôde descer para estar com o seu povo.
Centenas de pessoas participaram na inauguração, ou reinauguração, presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), Ribau Esteves, que não escondeu a sua satisfação pela prenda que a autarquia entregou aos gafanhões, neste ano do centenário da criação da freguesia e paróquia da Gafanha da Nazaré.
A obra, que importou em 2,4 milhões de euros, foi comparticipada pelo Programa Operacional Regional do Centro com 1,2 milhões, vai proporcionar uma actividade cultural em complementaridade com os demais espaços concelhios vocacionados para esta área, nomeadamente com o Centro Cultural de Ílhavo.
Referindo-se a este novo equipamento, o presidente da CMI salientou a sua «qualidade estética e funcional», desejando ainda que este Centro Cultural seja «um bom ponto de encontro entre as pessoas», fortalecendo a nossa comunidade.
A festa multimédia, com fogo, música, luz e imagens, gerou uma envolvência humana bastante significativa, no Jardim 31 de Agosto, que é, de per si, uma homenagem à criação da freguesia e paróquia, que ocorreu precisamente há um século.

FM

Regata dos Portos do Centro


Êxito para o primeiro dia da Regata dos Portos do Centro


A embarcação Mike Davis/Porto de Aveiro (de Delmar Conde, Aveiro) venceu na classe IRC, com FUSIB (de Sérgio Fernandes, Aveiro) a conquistar o primeiro posto na classe AMC e ARPEGE (de Carlos Santos, Figueira da Foz) a vencer na classe OPEN.

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O arroz faz dos portugueses os mais asiáticos da Europa




O segredo do arroz seco

O PÚBLICO, na sua revista PÚBLICA, apresenta hoje um trabalho de Francisca Gorjão Henriques sobre o arroz, em que revela que aquele cereal «faz dos portugueses os mais asiáticos da Europa». Diz que «somos loucos por arroz» e que cada «português come em média 17,5 quilos de arroz por ano». «Provavelmente porque o cozinhamos de todas as maneiras e feitios», adianta.
Confesso que não sabia. Sabia que um bom gafanhão tem de gostar e de comer batatas todos os dias. Aliás, nos princípios do século XX e por aí adiante as batatas da Gafanha eram as preferidas nos mercados de Aveiro e Ílhavo.
Quanto ao arroz, que não terá entrado nos nossos hábitos alimentares por essas alturas, não caía bem. Porém, depois passou a reinar na cozinha portuguesa e, naturalmente, na gafanhoa. De tal modo que hoje quase não há refeição sem arroz.
Nos meus tempos de estudante, estranhei que no Porto o arroz estivesse sempre na mesa, para qualquer comensal se servir, fosse qual fosse a base da refeição diária. Com carne ou com peixe, com cozidos ou estufados, assados ou fritos. O arroz era rei.
Também é verdade que o cozinhamos de todos os modos e feitios. Pessoalmente verifico isso mesmo e quase até identifico quem o faz cá em casa. Esposa ou filha, filhos e eu próprio. Cada um com seus gostos e com seu segredo. E também é verdade que a habilidade de preparar um bom prato de arroz se aprende e se treina.
Há muitos anos participei numa boda de casamento em que a cozinheira foi a senhora Esperança Merendeiro, exímia em preparar bons pratos. De arroz e de outros produtos. O arroz que apresentou, saboroso e seco, despertou-me a atenção. E um dia perguntei-lhe qual era o seu segredo. E ela lá foi explicando com o seu sorriso permanente. E no fim, para não revelar tudo, jurou: «Isto está tudo na mão da cozinheira.»
Aqui fica a minha singela homenagem a uma gafanhoa a quem muitos de nós devemos alguma coisa.

Fernando Martins


Saramago visto por Eduardo Lourenço


Humanidade unicamente humana

Em todos os sentidos, como destino e como autor, [José Saramago] é um caso paradoxal. Aparece tarde no horizonte da ficção portuguesa, quando já ninguém o esperava, provavelmente nem ele. E isso é já em si um paradoxo e sobretudo um milagre cultural. À sua maneira, era uma versão nossa da Gata Borralheira.
Para imitar Saramago, também ele se levantou do chão, de um sítio sem memórias eruditas canónicas, apoiado na sua extraordinária experiência dos homens, sonhando e ressonhando que foi para ele matricial. Refiro-me à Bíblia.
Quase todos os seus livros célebres são um diálogo com a mitologia bíblica, que ele vai submeter a uma estranha desmitologização, fazendo com ela um mundo às avessas ou antes um mundo onde as mais famosas histórias bíblicas se tornam a história mesma da humanidade unicamente humana.
Provavelmente com a queda da utopia que foi assumidamente a dele, essa espécie de diálogo dramático com a mundovisão religiosa de raiz bíblica foi o que o salvou, não só literariamente, do traumatismo ideológico e ético.
Deportou o essencial da sua utopia para paragens onde esse autêntico apocalipse político fosse substituído pelos sonhos de uma humanidade que pudesse ter perdido uma guerra mas nunca a ilusão que a faz viver.

Eduardo Lourenço


PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

Uma flor para começar o domingo


Uma flor é sempre um bom princípio. Para oferecer à mãe e à noiva, à criança e à jovem, à esposa e à amiga. Num dia de festa ou de luto, numa vitória ou numa derrota. Na alegria ou na tristeza, na partida ou na chegada. Por amor ou por amizade. Para todos ela aqui fica neste domingo de sol.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 189

PELO QUINTAL ALÉM – 26


A FAVA
A
Romeiros de S. João e
Manuel Ribau


Caríssima/o:

a. Já houve melhor produção, no quintal, mas chega sempre para fazer uma sopa ou então o tradicional bacalhau com favas. Ainda as reacções da criançada são as mesmas do tempo que já lá vai: uns gostam delas cruas, outros preferem cozidas com casca, outros sem casca...

e. ...tal e qual como em casa de minha falecida Mãe. Para a canalha não havia melhor manjar do que encher a barriga de favas cruas sentados no faval do alheio! Fartura que ia enganando a fome de pão.
Agora que se aproxima a festa do S. João, as favas eram muito procuradas por causa das palhas: a fogueira ao Santo não se podia apagar com falta das ditas...

i. Todos sabemos que a fava é uma planta da família das leguminosas, não trepadeira que produz vagens grandes, dentro das quais se formam as sementes usadas na alimentação humana e animal. Em algumas regiões (por exemplo, Trás os Montes), também se come a vagem onde o grão se contém, enquanto verde.

o. Na nossa região não se usa a fava para fins medicinais mas os benefícios para a saúde são grandes em certas situações nomeadamente na convalescença de doenças infecciosas (... dizem...).

u. E aí ficam umas curiosidades:

sábado, 19 de junho de 2010

Deus está no cérebro?

No PÚBLICO de hoje


«As neurociências são o grande continente para o século XXI. Nisto acredita Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia da Universidade de Coimbra»

Leia aqui um texto que pode suscitar uma boa reflexão durante este fim-de-semana

Centro Cultural da Gafanha da Nazaré vai ser inaugurado amanhã


Amanhã tudo estará em ordem

Amanhã, domingo, pelas 21 horas, vai ser inaugurado o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, depois das obras de remodelação bastante significativas por que passou.
Depois da inauguração será apresentado um espectáculo de multimédia.
Todo o povo é convidado a estar presente.

Diário de Aveiro faz anos


O Diário de Aveiro completa hoje a linda idade de um quarto de século. Num tempo como o nosso marcado por graves crises em todo o lado e, em especial, na comunicação social, é de louvar o esforço que este jornal tem feito para se manter atento aos anseios da região e suas pessoas, em luta permanente pela justiça, pela verdade e pelo progresso sustentado. Os meus parabéns a quanto, dia após dia, fazem o Diário de Aveiro.

"O pior é possível, incluindo a desarticulação europeia"





O declínio da Europa
Anselmo Borges

Não faz falta o pessimismo para sentir perplexidade e desalento face ao futuro da Europa. Jorge Semprún, por exemplo, esse grande espírito europeu, não sabe se o euro vai desaparecer, mas diz que é possível que desapareçam várias aquisições e teme o pior, pois precisamente "o pior é possível, incluindo a desarticulação europeia". E proclama: depois do esgotamento da luta contra o passado nazi e fascista, de um lado, e contra o totalitarismo estalinista, do outro, "a Europa precisa de um novo motor ideológico e moral".
Donde vem a crise? Já em 1918, Oswald Spengler escreveu a obra polemicamente célebre: A decadência do Ocidente. De modo agudo, o eminente filósofo Edmund Husserl pronunciou, em Maio de 1935, em Viena, uma conferência famosa, subordinada ao tema A crise da humanidade europeia e a filosofia. A crise, segundo ele, deriva do positivismo, portanto, da redução das ciências ao puro conhecimento dos factos, esquecendo a subjectividade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu José Saramago

Hoje, em Lanzarote, Espanha, morreu José Saramago, o mais internacional dos escritores portugueses. Polémico pela sua frontalidade, mas grande escritor. Não faltarão nos mais diversos órgãos de comunicação social os elogios ao único Nobel da Literatura do nosso País. Todos recordarão os livros de Saramago que leram e não deixarão de reconhecer que algumas das suas obras incomodaram muita gente. Sobre isto, penso que ainda nem toda a gente aprendeu a reconhecer a grandeza dos artistas, para além das suas opções políticas, sociais ou religiosas. É um caminho que todos devemos aprender a fazer.

No centenário da implantação da República




O ELOGIO DA IGUALDADE

José Tolentino Mendonça


«No ano em que se comemora o centenário da implantação da República, os católicos portugueses têm de perder o medo de confrontar-se com o ideário tricolor da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Somos sim chamados a descobri-los como constituintes do património mais íntimo da própria formulação cristã e a traduzi-los de uma forma culturalmente criativa e existencialmente profética. Sobre a Igualdade, por exemplo, há que recordar que só tratamos o outro como igual, quando atendemos profundamente à sua alteridade infinita.»


Bispos portugueses não querem Igreja Católica envolvida nas Presidenciais

Gostei de saber que os bispos portugueses não querem a Igreja Católica envolvida nas presidenciais. Que os clérigos e os leigos, enquanto cidadãos, com direitos e deveres cívicos, o façam, acho bem. Mas meter a Igreja nesse assunto, já não posso apoiar. Como não apoio que padres, nas cerimónias religiosas, nomeadamente, nas homilias das missas, aproveitem o púlpito para debitar opiniões ou indicações de voto.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Marchas são-joaninas no Município de Ílhavo

Uma acção de interesse popular e turístico

A Câmara Municipal de Ílhavo vai promover a edição de 2010 das Marchas São-joaninas de Ílhavo, nos próximos dias 18, 19 e 26 de Junho, em parceria com algumas Associações Culturais do Município, nomeadamente, Associação Cultural - Grupo de Dança “Pestinhas”; Grupo de Jovens “A Tulha”; Os Amigos da Praia da Barra; Rancho Folclórico “Os Palheiros da Costa Nova”; e Associação de Pais e Amigos das Crianças da Gafanha da Encarnação.
Os três desfiles terão lugar nos seguintes dias:

18 de Junho, sexta-feira, na Gafanha da Nazaré, perto da  Junta de Freguesia;
19 de Junho, sábado, na Praia da Barra, Av. Fernão Magalhães;
26 de Junho, sábado, em Ílhavo, no Pavilhão Cap. Adriano Nordeste.

Esta iniciativa contribui para a preservação da tradição desta festa popular, bastante participada e vivida pelas gentes do Município de Ílhavo.

Lembranças do Santo André

Depois da alegria vinha a tristeza... Mais uma estória que recordo com emoção. Veja aqui.

A procura de caminho tem de começar por nós


Cultura do povo, sucesso económico e resposta à crise

António Marcelino

Alguém se interrogava há dias no jornal “Expresso” se a cultura do povo pode ajudar a resolver a crise que nos toca e provocar sucesso económico. A pergunta, a meu ver, não é destituída de sentido. Quem pergunta tem interesse em ver mais claro, põe-se a caminho à procura de resposta, leva outros a reflectir. Foi o caso.

Dificuldades, pessoais e sociais, sempre as teremos. A solução possível está mais nas pessoas que as sofrem do que nas leis e normas prescritas por outros. Nunca virá luz dos que só fazem lamentações e críticas não comprometidas, dos que olham para o lado à procura dos eternos culpados de tudo, de quem cai em revolta e se esgota em acusações raivosas. Mesmo quando somos vítimas das incompetências de outrem, a procura de caminho tem sempre de se fazer começando por nós.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O celibato deve ser discutido


A libertação sexual não foi tomada a sério pela Igreja

O celibato deve ser discutido, a Igreja não levou a sério a revolução sexual dos anos 60 e nas questões da homossexualidade "há vivências dramáticas" e "discriminações" às quais a Igreja deve atender. Opiniões de Antonio Autiero, referência da teologia moral católica, que diz ser legítimo que, no caso dos abusos sexuais, se exija mais da Igreja.

Por António Marujo

Ler entrevista aqui

Os tiques de Cristiano Ronaldo


Os milhões do futebolista e as perguntas a propósito

A revista “Sábado” dedica várias páginas do seu último número (9/16 de Junho), aos milhões de Cristiano Ronaldo e à sua proveniência. 30 milhões de euros por ano, 82 mil por dia, 3500 por hora, 57 por minuto, 1 por segundo! Assim se lê logo na capa.
Uma torneira que jorra sempre e já se prevê que o Mundial vai engrossar ainda mais o jorro já bem abundante.
Ouvi uma longa entrevista e o rapaz até aparece sensato, simples e cordial. Muito ligado à mãe e aos irmãos. E com sorte por beneficiar de quem o aconselha nos investimentos que faz e impede que tanto dinheiro depressa o leve o vento.
Apesar disto tudo, não se podem iludir perguntas normais sobre a desproporção do que se faz e se ganha, a diferença de remunerações entre colegas porventura menos habilidosos, mas não menos eficientes em campo, o como é dos impostos, o receber milhares por emprestar a cara a uma entidade bancária que, como outras, suga nos juros e aperta o gasganete aos aflitos, o descontrolo social entre o que faz tanta gente e os ordenados que recebe quem trabalha, o fazer do futebol a mais importante actividade social…
E, em relação ao jovem futebolista, a ostentação do supérfluo, os tiques e exageros de um novo-riquismo, as vivendas luxuosas, os carros topo de gama, as viagens de avião privado… E já nem se fale das mulheres encandeadas e do histerismo que as toca.
Mas há ainda a perguntar por onde passa o ideal de vida a propor à gente nova. A verdade é que Ronaldo é para muitos portugueses, embebedados pelo futebol, o herói nacional que tem valor e sorte…

António Marcelino

Cursos de Verão no ISCRA


O ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro) vai promover dois Cursos de Verão, ambos de 25 horas. O primeiro, de 22 a 24 de Julho, orientado por P.e Júlio Franclim, terá como tema “O livro do Apocalipse num mundo de apocalipses”. O segundo, orientado por João Duque, decorre de 29 a 31 de Julho, tendo como tema “Cristianismo e Cultura – conflito ou diálogo?”
Os cursos estão abertos a todos os interessados sendo de realçar que foram acreditados como acção de formação pelo CCPFC (Braga). Mais informações e inscrições (até 30 de Junho): anaferreira.iscra@netvisao.pt.

A Figueira vista do meu terraço



Do meu terraço, a Figueira da Foz oferece-nos este panorama. Com muito vento, é certo, mas agradável de ver.

Mundial de Futebol: contributo para a reconciliação


Nação arco-íris
Paulo Rocha

À distância, as expectativas só podem ser positivas. A realização de um campeonato do mundo de futebol no Continente africano gera inevitáveis esperanças para uma região à espera de conquistar dignidade, justiça e paz para a vida de todas as pessoas.
Segurança, construção de estádios e garantias de que toda a logística seria cuidada ao pormenor parecem ter sido as condições impostas por Zurique. Delas dependeria a realização de um evento global semelhante, nesta como noutra qualquer parte do mundo. Mas a escolha da África do Sul pela FIFA constitui um contributo decisivo para que o mundo conheça um povo, uma sociedade, uma Nação.
Europeus, asiáticos, africanos e, sobretudo, a mestiçagem crescente de culturas e peles. Assim se caracteriza essa "nação arco-íris", escrita, lida e vista no mundo inteiro no contexto do mundial do futebol.

Centro Cultural de Ílhavo: “Nicolau”, com Nicolau Breyner

Sexta-feira, 18, às 22 horas


Prestes a comemorar 50 anos de carreira, Nicolau Breyner faz uma reflexão sobre os muitos papéis que já interpretou e sobre a relação que hoje tem com o mundo. Num tom intimista partilha com o público as histórias mais divertidas dos bastidores do teatro, cinema e televisão, bem como algumas das suas inquietações actuais. “Porque é que os computadores nunca funcionam?” ou “quem é que se lembrou de criar casas-de-banho inteligentes?”, são algumas das irritações que confessa.
Ao longo do espectáculo, Nicolau canta algumas canções, sendo acompanhado ao vivo por um trio de músicos.
Em palco estará também um ecrã no qual se projectam vídeos com cenas de arquivo, representativas de vários momentos da sua carreira.

O século XXI será o século das pessoas em fuga

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, advertiu hoje que o século XXI “será o século das pessoas em fuga”, apelando a um debate internacional para se enfrentar este desafio.

Leia mais aqui

Nota: Quem, conscientemente, ignora isso? Em fuga e revoltadas... Não podemos ser catastrofistas, mas também não podemos esconder a cabeça na areia. Desemprego e mais desemprego, mais fome e mais fome, que poderemos esperar no futuro?


terça-feira, 15 de junho de 2010

Crónica de um Professor: a grande depressão



Recessão
Maria Donzília Almeida


Hoje, chegou-me, inopinadamente aos ouvidos, a notícia de mais uma maleita que aflige a sociedade portuguesa.
Ainda, há bem pouco fomos infestados pela pandemia da gripe A e já uma nova moléstia se prepara para nos dizimar. Nada de estranho haveria nesta doença, não fosse o nome pomposo pelo que passou a chamar-se – Recession depression, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos em 1929 – a grande depressão.
Uma crise económica que atingiu os Estados Unidos e se propagou para quase todo o mundo, trouxe consequências desastrosas com o desemprego que causou e as miseráveis condições económicas em que deixou a população.

Figueira outra vez...


Mais uns quatro dias na Figueira da Foz. O mar sempre presente na minha vida...

Centenário da República em Portugal

Este ano, em 5 de Outubro, também se celebra o centenário da República. Por aquilo que tenho ouvido e lido julga que os portugueses sabem pouco sobre o novo regime nascido depois da queda da Monarquia. Há ideias feitas com base na propaganda dos defensores da República, que pretendeu impor-se, não pelas virtudes dos seus princípios, mas tão-só pelos fracassos dos últimos anos do regime monárquico. A leitura de uma entrevista sobre República e Fátima pode elucidar. Veja aqui.

Santa Maria Manuela


Nós, os que temos o mar e navios na memória, somos uns privilegiados. Quem pode ficar indiferente a esta imagem do Santa Maria Manuela a entrar na Barra de Aveiro?

Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré: Um pouco da sua história

Pode ler aqui um pouco da história da Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré.

DOMINGO: Festa na Gafanha da Nazaré


Centro Cultural vai ser inaugurado

Depois de passar por profundas obras de ampliação e requalificação, no sentido de proporcionar melhor ambiente para quem trabalha e assiste, o Centro Cultural vai abrir as portas, com festa, no próximo domingo, 20 de Junho, pelas 19.30 horas. Depois da cerimónia de inauguração, teremos um espectáculo multimédia, no exterior.
Todos estão convidados…

ELOGIO DA IGUALDADE

6.ª Jornada da Pastoral da Cultura


 
"O Cristianismo deu um contributo decisivo no sentido da Igualdade... Mas ninguém é absoluto, antes relativo, pois só na interdependência das diferenças se realiza como pessoa, isto é, ser em relação.
Por isso também, o género ou a raça, a localização e cada cultura, não são necessariamente “limite” à igualdade essencial a realizar, mas possibilidades de ser com os outros, dando e recebendo mutuamente, porque os outros são na verdade outros e nós os outros dos e para os outros.
Quererá isto dizer que a igualdade só pode acontecer entre seres distintos que partilhem o que têm" (D. Manuel Clemente).
Estão abertas as inscrições para a 6.ª Jornada da Pastoral da Cultura. Conheça o programa e, no fim desta página, as ligações para as "perguntas e respostas" sobre o encontro e para o pré-registo pela Internet.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Na Semana da Eucação

Próxima reunião de Câmara de  Ílhavo
Escola Secundária da gafanha da Nazaré - 17 de Junho de 2010


Integrando a segunda reunião de Câmara do mês de Junho na Semana da Educação 2010 (16 a 23 de Junho), o Executivo Municipal deliberou realizar a mesma na próxima quinta-feira, dia 17 de Junho, às 15h30, na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré.
As audições públicas têm início a partir das 17h30.

No Ocidente, qualquer bizarria está mais defendida de críticas que a Igreja

«Não só o cristianismo é a única ideologia que hoje se pode atacar sem violar a tolerância, mas nele o padre é o aspecto mais desprezado. No Ocidente, a Igreja, mesmo se marginal, não goza do estatuto protector de minoria. Qualquer bizarria está mais defendida de críticas que ela. Tendo sido cultura dominante durante séculos, a crítica ao catolicismo é, no actual quadro de rebeldia adolescente, emblema de modernidade e progressismo, mesmo entre católicos. Aquilo que seria intolerável contra outros grupos sociais é comum com a Igreja em geral, e os padres em particular. Eles são, pode dizer-se, a menos respeitada de todas as profissões aceitáveis. Admira-se este ou aquele clérigo, mas o conjunto não presta. Assim, a surpreendente decisão de Bento XVI inclui uma serena mas contundente provocação à opinião dominante, levando os fiéis a meditarem sobre tudo o que a comunidade recebe das mãos e ministério dos sacerdotes.»

João Cesár das Neves no DN de hoje

Ainda o falecimento do Padre Lé

Padre Lé

Da homilia do Bispo de Aveiro, D. António Francisco

«De si, caríssimo Padre Lé, conservarei sempre o testemunho exemplar de quem acolhe, agradece e vive o sacerdócio como dom gratuito do amor eterno de Deus e como serviço permanente àqueles a quem Deus o enviara. Recordarei a fidelidade exigente à oração, a centralidade dada à Eucaristia diária, o sentido de comunhão e de delicadeza com o seu bispo e um jeito tão amigo, alegre e fraterno de ser irmão dos sacerdotes. Sempre que aqui o visitei sentia-o envolto no carinho daqueles a quem se deu por inteiro e por que não referir a ternura com que os mais pequeninos do Jardim de Infância do nosso Centro Social Paroquial o saudavam e identificavam a sua Escolinha com o nome do seu Fundador! Louvo a sua liberdade interior, a sua determinação nas convicções e o seu despojamento, sempre revelado numa vida simples que todos admirávamos.»

É hora de voltar...

Resolvi regressar à primeira casa. Afinal, não há amor como o primeiro. Bem tentei frequentar novos ares, mas não me adaptei. É certo que gosto de mudanças, de mudar de sítio, de procurar novos horizontes em todas as janelas e portas da casa que habito.
Obrigado pela vossa compreensão.

Fernando Martins

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Hora de mudar

Pela-Positiva mudou para aqui

Obrigado pela visita

Fernando Martins

Crónica de um Professor: De pequenino se torce o pepino!

Por Maria Donzília Almeida

Iniciar uma aula com gente miúda, depois de um intervalo alargado, é sempre um trabalho árduo para o professor. Aquietar aquele fervilhar constante, aquela energia incontida, é tarefa hercúlea para o docente que quer iniciar a sua aula de qualquer disciplina.
Quando as criancinhas, numa imitação pura do mundo dos adultos, começam a imiscuir-se no mundo dos afectos, surgem cenas inesperadas e até divertidas. Amores não correspondidos sempre foram o mote para divagações de poetas, artistas de vários quadrantes, até a sétima arte neles se inspira.
Percorria as coxias da sala de aula, quando observa a B.M. (sem W!!!) a desenhar coraçõezinhos no braço estendido do J.A. Este estava, embevecido, a seguir com os olhos o traço firme da mão da sua pretendida. Como a aula estava a começar, advertiu a teacher que deveriam acabar com a brincadeira, sem se ter apercebido da comunicação daquelas duas almas.


- Recolhe agora o braço, aconselhou, brandamente, num propósito pedagógico de dar início às actividades.
A custo, obedeceu à ordem, mas um misto de tristeza e contrariedade toldou o seu rosto vivo de sorriso fácil, sempre alojado ao canto dos lábios.
Após uma breve pausa, chamou de mansinho a teacher e falando quase em surdina, confessou-lhe:
- Agora que ela está a atirar-se a mim!
Considerando que ainda há bem pouco tempo, a donzela pretendida usava a força das mãos, para lhe dar com os pés, e de todo o seu dispêndio de energias posto na conquista, é de acalentar qualquer esforço de entendimento e de harmonização dos sentimentos……De pequenino se torce o pepino!
As aulas sucederam-se, o convívio manteve-se e as arremetidas do D. Juan subiram de nível.

10.02.10

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Malhas da Liberdade

Nas malhas da liberdade

PorAlexandre Cruz

1. O tecido social da comunidade só consegue fluir criativamente no princípio basilar da liberdade. Esta liberdade, em sociedade de democracia amadurecida, revela-se como o pilar estruturante que garante o exercício da pluralidade e da respeitosa tolerância. Conseguir conviver com a diferença de opinião, de ideia, crença, política, visão estratégica, eis os sinais claros de que a liberdade é nossa companhia constante e que esta preserva o exercício público de todos e o particular de cada um. No século XX, à medida que os poderes da comunicação foram crescendo, estes foram sendo um palco preferencial do exercício da opinião, conveniente quando vem a favor, inconveniente, quando a opinião não é favorável. Estamos a navegar em terrenos muito pantanosos, onde as fronteiras da liberdade devem coexistir com as da responsabilidade colectiva.


2. Não é preciso recuar muitas décadas de tempos idos para nos apercebermos dos poderes e contrapoderes que se combatem entre si, a ordem política e a comunicação social. A primeira usa a segunda na propaganda publicitária e anunciadora, mas quer silenciá-la nas horas denunciadoras do mau governo. O castelo de acontecimentos recentes no nosso país – que jamais se poderão silenciar – está num ponto de crescimento impensável. Já após o “alegadamente”, a rede do controle nos seus tentáculos sombrios terá atingido proporções que aprisionam a desejada liberdade de opinião, o mesmo é dizer, liberdade de existir em sociedade. “Nem ao mar, nem à serra”; sendo de pressupor todos os contraditórios e todas as justificações, a verdade é que nada poderá justificar um beliscar que seja a liberdade de informação.

3. O apocalíptico caso da “escutas” já não sabe se se consegue escutar a si próprio, cheio que está de tanto ruído que parece não só não ter fim, como vai-nos conduzindo ao precipício, atacando por todos os ângulos da questão as malhas da liberdade. Não se sabe e ninguém sabe o que fazer: é o pior. Pelo andar, são naturais os medos: estes, espelham a não liberdade? Há condições para continuar(mos)?

Alexandre Cruz

Um poema de Rainer Maria Rilke



O Homem que Lê



Eu lia há muito. Desde que esta tarde
com o seu ruído de chuva chegou às janelas.
Abstraí-me do vento lá fora:
o meu livro era difícil.
Olhei as suas páginas como rostos
que se ensombram pela profunda reflexão
e em redor da minha leitura parava o tempo. —
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz
e em vez da tímida confusão de palavras
estava: tarde, tarde... em todas elas.
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já
as longas linhas, e as palavras rolam
dos seus fios, para onde elas querem.
Então sei: sobre os jardins
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus;
o sol deve ter surgido de novo. —
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança:
o que está disperso ordena-se em poucos grupos,
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas
e estranhamente longe, como se significasse algo mais,
ouve-se o pouco que ainda acontece.


E quando agora levantar os olhos deste livro,
nada será estranho, tudo grande.
Aí fora existe o que vivo dentro de mim
e aqui e mais além nada tem fronteiras;
apenas me entreteço mais ainda com ele
quando o meu olhar se adapta às coisas
e à grave simplicidade das multidões, —
então a terra cresce acima de si mesma.
E parece que abarca todo o céu:
a primeira estrela é como a última casa.

Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Tradução de Maria João Costa Pereira

Jorge Sampaio, por muito menos, não demitiu Santana Lopes?

A triste sina de Portugal


Desde que me conheço, sempre senti que o nosso País teve de enfrentar enormes desafios para prosseguir na sua caminhada rumo ao futuro. Em alguns períodos da sua história, porém, soube ocupar um lugar cimeiro no concerto das nações. Nos Descobrimentos, por exemplo.
Nos dias de hoje, o caos que se tem instalado entre nós, visível por todos os que sabem ver, não nos pode conduzir a lado nenhum, de progresso e de dignidade. Quem está atento ao que se diz na comunicação social não pode deixar de reconhecer que assim é.
António Capucho, Conselheiro de Estado, defendeu ontem que, face aos escândalos justa ou injustamente ligados ao primeiro-ministro, o PS deveria propor ao Presidente da República um seu militante para ocupar o lugar de José Sócrates, já que ele não apresenta a sua demissão.
Penso que Portugal está farto de políticos, quando precisa de estadistas impolutos, respeitados e respeitadores. Afinal, o Presidente Jorge Sampaio, por muito menos, não demitiu Santana Lopes?

FM

História de Portugal de Rui Ramos

A História de Portugal de Rui Ramos, nas bancas há meses, tem recebido os maiores elogios. Ainda não a comprei nem li. Mas na primeira oportunidade terei de o fazer. Ainda agora, ao ler no PÚBLICO a habitual crónica de Vasco Pulido Valente, confirmei a necessidade de ler aquela História que, tanto quanto me parece, nos oferece uma leitura mais realista  e crítica do que foi o nosso passado enquanto povo.

Nem tudo é mau em Portugal

Portugal é o 21.º melhor país para se viver

«A revista International Living coloca Portugal na 21.ª posição da sua tabela anual de melhores países para se viver, que classifica 194 nações a partir de um conjunto de indicadores que vão do custo de vida até ao clima, passando pela cultura e entretenimento, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estruturas e segurança. Em relação ao ano anterior, Portugal subiu quatro posições.»

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"Praça da Alegria" em Ílhavo: 16 de Fevereiro, terça-feira de Carnaval

Jorge Gabriel e Sónia Araújo


No próximo dia 16 de Fevereiro, Terça-Feira de Carnaval, a praça mais simpática e animada da televisão portuguesa – “Praça da Alegria” –  vai estar ao vivo a partir do Jardim Henriqueta Maia, em Ílhavo.
Tendo como temas principais a época carnavalesca que se vive nestes dias, e com especial destaque para o original e tradicional Carnaval de Vale de Ílhavo e para as suas figuras inigualáveis, os Cardadores, assim como a nossa rica Cultura Marítima, nas suas várias vertentes, este programa, apresentado por Jorge Gabriel, Sónia Araújo e Hélder Reis, contará igualmente com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo,  Ribau Esteves, em mais uma excelente oportunidade de promoção do nosso Município, das suas Tradições e das suas Gentes no País e nas Comunidades Portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do Mundo.
Com início marcado para as 10 horas, é com todo o gosto que a Câmara Municipal de Ílhavo convida todos os munícipes a assistir a esta emissão do “Praça da Alegria”, num dia que, aliado à folia que caracteriza esta época festiva, será certamente muito bem passado e em excelente companhia.


Fonte: CMI

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Igreja matriz da Gafanha da Nazaré

Há 100 anos, tantos quantos tem a freguesia e paróquia da Gafanha da Nazaré, andava em construção o igreja matriz, para substituir a primeira, que o foi apenas dois anos. Em 1912, começaram no novo templo os serviços litúrgicos, embora as obras prosseguissem mais uns anitos. A documentação também envelheceu e desapareceu. O tempo não perdoa.
O Ângelo Ribau. neto de um grande mentor e coordenador da construção da igreja, Manuel Ribau Novo, encontrou a velha planta, que mandou reproduzir, graças a técnicas modernas. Teve a gentileza de me enviar o trabalho, que aqui mostro aos meus leitores e amigos. Aos poucos vamos ajudando a reescrever a história da nossa terra.

MANDELA saiu da cadeia há precisamente 20 anos. "Sou incapaz de descrever os meus próprios sentimentos"




"Lembro-me que ele saiu
da prisão com um sorriso"


Durante os anos em que Nelson Mandela esteve preso, a sua imagem estava interdita ou tinha sido diabolizada. Da prisão, surge um homem alto, de expressão digna, andar lento e sorriso sereno. Um gigante mas não no sentido que o apartheid lhe tinha querido dar.

Por Ana Dias Cordeiro

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PÚBLICO: Aveiro recebe 50 mil euros anuais para preservar Arte Nova

Casa Major Pessoa


« candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Aveiro aos fundos comunitários do projecto Art Nouveau & Ecologie, do programa europeu Culture 2007-2013, foi aprovada, segundo revelou ontem à Lusa uma fonte da autarquia.
O município de Aveiro vai passar a receber, durante cinco anos, um financiamento anual de 50 mil euros para acções no âmbito da preservação e divulgação do extenso património de edifícios do estilo Arte Nova, que constituem uma marca identitária da cidade. A candidatura da autarquia foi inserida no Plano Estratégico para o Concelho de Aveiro (PECA), considerado pelo presidente da câmara municipal, Élio Maia, como "um documento orientador para a próxima década, guião das opções de fundo e dos objectivos e dos tempos para os concretizar".»

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Crónica de um Professor: Evocação

Momentos agradáveis
na prática docente

Por Maria Donzília Almeida

Com este tempo invernoso que parece ter chegado para se instalar, de vez, cria-se nos espíritos mais sensíveis, um estado de melancolia, algo incómodo.
Para contrariar os efeitos nefastos desta situação, traz-se à memória a evocação de momentos agradáveis, nesta prática docente.
Ainda sobre as tão badaladas aulas de substituição, que com o surto das gripes têm aumentado, recordo aquele episódio ocorrido algum tempo atrás.
É de referir pela enésima vez que nenhum aluno aceita de bom grado, as aulas de substituição. É um tempo que na opinião das crianças, seria utilizado para mais umas brincadeiras, um convívio em espaço aberto e uma descompressão de energias.
Dirigia-se para a tal turma de gente miúda, a iniciar este ano a frequência daquela escola, quando, inesperadamente, contra todas as expectativas, ouve uma salva de palmas. Não querendo acreditar no que ouvira, entrou na sala e ouviu o comentário: Esta s’ôra é fixe!

O que para crianças é claro, nem sempre o é para pessoas crescidas


Verdade e interesses,
próprios e de grupos
Por António Marcelino

Diz a sabedoria popular que a garantia de o edifício resistir às tempestades é estar construído sobre rocha firme. Até as crianças sabem isto, de tal maneira é claro, e aprendido, praticamente, por intuição normal.
Porém, o que para crianças é claro, nem sempre o é para pessoas crescidas que se gastam a construir coisas que dão nas vistas, esquecendo que, mais tarde ou mais cedo, virá ao de cima a pobreza de não se ter sabido cuidar do essencial.
É assim em muitos sectores da vida: da política ao desporto, da gestão empresarial à economia do Estado, do privado ao público. Por vezes não ficam de fora nem sequer projectos de cariz religioso.
Temos assistido, ao longo dos últimos anos, à derrocada de bancos, clubes desportivos, partidos políticos, empresas e instituições. Tudo isto, porque parece que contaram mais os interesses imediatos ou só de alguns, em vez da verdade e do compromisso com o bem social e de todos, único alicerce firme que não pressagia desmoronamentos nem ruínas do edifício social.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Navio-Escola Sagres leva Ílhavo na Viagem de Volta ao Mundo

Foto reposta por ter desaparecido deste meu espaço


Teve início, no passado dia 19 de Janeiro, a Viagem de Volta ao Mundo do Navio Escola “SAGRES”, que conta com o importante apoio da Câmara Municipal de Ílhavo, numa oportunidade única de promover além fronteiras os Valores e a Cultura do Município que tem “O Mar por Tradição”.
Em parceria com a A.I.B – Associação dos Industriais do Bacalhau, a Câmara Municipal de Ílhavo faz parte do leque das 18 entidades patrocinadoras desta Volta ao Mundo Sagres 2010, a maior viagem de todos os tempos do Navio Escola que este ano comemora o seu 73.º aniversário.
Partindo do Cais da Alcântara, em Lisboa, e até ao dia 23 de Dezembro de 2010, o NRP Sagres, verdadeiro Embaixador de Portugal no Mundo, vai fazer escala em 18 Países (Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, México, EUA, Japão, Coreia do Sul, China e Macau, Indonésia, Timor-Leste, Singapura, Tailândia, Malásia, Egipto e Argélia) num total de 339 dias de viagem, 241 dos quais de navegação e 98 em portos, percorrendo ao longo destes onze meses de viagem 35.800 milhas náuticas.

Para a história do Gil Eanes



Não há família portuguesa, directa ou indirectamente ligada ao mar, em especial à pesca do bacalhau, que não tenha recordações do Gil Eanes, Navio-Hospital que muito apoiou os pescadores do fiel amigo. Aconselho, por isso,  uma visita a quem tem muito que contar sobre o mar e sobre o que lhe está associado. Veja aqui.

A Beleza para a Igreja não é um ornamento


A Igreja precisa
de um virar de página

Por José Tolentino Mendonça


Na linha dos seus predecessores, o Papa Bento XVI tem declarado que a Igreja precisa de celebrar um novo pacto criativo com o mundo das Artes. São palavras para tomar a sério e traduzir em cada realidade nacional. Não há razões para a Igreja realizar a sua missão (que tão intimamente se liga não só à Verdade e ao Bem, mas também à Beleza) de costas voltadas para os grandes criadores do seu tempo. Um catolicismo que descure a expressão da Beleza é seguramente um catolicismo diminuído.
A Beleza para a Igreja não é um ornamento. Se o Mistério de Deus se soletra pela tríade Verdade, Bem e Beleza, quer dizer que esta última integra o património íntimo que dá substância à própria Fé. Sem a Beleza a experiência cristã permanece incompleta, por que Deus é Beleza, esplendor, glória. Nós sabemos bem os riscos de um cristianismo puramente histórico, articulado simplesmente entre convicções e práticas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ÍLHAVO: "Coastwatch Europe 2010"

Ninguém pode proteger aquilo que desconhece

A Câmara Municipal de Ílhavo parte hoje, dia 8 de Fevereiro, para o oitavo ano consecutivo de dinamização do projecto europeu “Coastwatch”, assumindo novamente o papel de Coordenador Regional da iniciativa, que conta com a importante colaboração de dez Estabelecimentos de Ensino do Município.
Assim, e durante os próximos meses, centenas de voluntários das Escolas de 1.º Ciclo do Ensino Básico N.º 1 de Ílhavo, da Barra, do Corgo Comum, de Vale de Ílhavo, da Marinha Velha, da Cambeia, da Senhora dos Campos e da Chousa Velha e, também, da EB 2,3 da Gafanha da Encarnação e da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré vão andar “de olho no litoral”, promovendo a caracterização ambiental de toda a faixa costeira do nosso Município, num total de 50 quilómetros de costa (que acompanham toda a frente-ria e frente-mar), através do preenchimento de inquéritos de observação por cada bloco do 5 quilómetros.

Prof. Manuel Assunção toma posse como Reitor da Universidade de Aveiro


22 de Fevereiro às 11 horas

A tomada de posse do Prof. Manuel Assunção como Reitor da Universidade de Aveiro está agendada para segunda-feira, 22 de Fevereiro, às 11h00, no auditório da Reitoria. À noite, pelas 21h30, também no auditório da Reitoria e integrada na cerimónia de tomada de posse, realiza-se um concerto pela Orquestra Filarmonia das Beiras. Dirigida pelo maestro António Vassalo Lourenço, esta orquestra apresenta-se em palco acompanhada pela soprano Carolina Raposo, tenor João Cipriano Martins, barítono Tiago Matos, e apresentador Jorge Castro Ribeiro.

Jornal i de hoje: Receita contra a recessão: sair do marasmo mental



Estudemos, abramo-nos mais, criemos algo de novo, porque é com uma boa atitude mental que as crises se vencem. Temos à nossa disposição o melhor da cultura mundial, aproveitemo-la.

Texto de Francesco Alberoni

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O desespero da insegurança



A corrente do sistema
Por Alexandre Cruz

1. Há dias uma imagem da televisão, vinda da China, impressionou quem se deixa impressionar. Era um pai que, tendo-lhe sido roubada a filha mais velha, pegou no filho mais novo, de seus três anos, e amarrou-o com uma corrente a qualquer coisa fixa, não lhe fosse acontecer o mesmo destino trágico. O pai partilhava o desespero da insegurança, mas com a naturalidade de quem já está habituado à desumanidade. Tudo acontece na China, sistema que se vai afirmando com importâncias na cena internacional, mas no retrato nacional sofre os abalos de tamanhas condições de indignidade. Dizem os números, que não se podem calar, que são na ordem das cem mil crianças ano raptadas para os vários tráficos (de órgãos, de crianças, de prostituição) que persistem na era da globalização.

Um dos livros mais preciosos do mundo está em Portugal


O 22.º dos 99 exemplares do livro mais caro do mundo, "Michelangelo - La Dotta Mano" ("Miguel Ângelo - A Mão Sábia", em tradução literal), pode ser apreciado na Biblioteca Nacional, em Lisboa.
A capa reproduz em mármore e em tamanho natural (56,7 X 40,1 cm) o baixo-relevo «Madonna della Scala», de Miguel ângelo.
A obra, que pesa 24 quilos, foi originalmente avaliada em 100 mil euros.
O livro, editado pelo grupo italiano Marilena Ferrari, reúne 45 desenhos e documentos do artista italiano, além de 83 fotografias originais das suas esculturas.

Apreciem, por favor, o que mostra aqui

Um pedido especial: Quem estiver em Lisboa e puder apreciar o livro, conte-me, por favor, o que viu. Eu não posso deslocar-me a Lisboa, onde tanta coisa importante acontece, fundamentalmente para os privilegiados lisboetas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Universidade Italiana reconhece a Confraria Gastronómica do Bacalhau




A Universidade de Ciências Gastronómica de Pollenzo – Itália, entregou recentemente à Confraria Gastronómica do Bacalhau um diploma como reconhecimento pelo empenho desta instituição portuguesa no apoio aos jovens finalistas daquela Universidade que desde há cinco anos vistam Ílhavo, inseridos no projecto Viagem Didáctica.
Desde 2004 que os alunos finalistas da Universidade Italiana se deslocam a Portugal a fim de conhecerem a gastronomia nacional, sendo Ílhavo um destino onde os estudantes têm sido recebidos pela Confraria Gastronómica do Bacalhau, visitando o Museu Marítimo, o navio Santo André e empresas transformadoras de bacalhau, além de provarem as diversas ementas feitas com derivados de bacalhau e o bacalhau à posta.

Efeméride: Para lembrar Sebastião da Gama, no dia da sua morte



Poesia depois da chuva

Depois da chuva o Sol - a raça.
Oh! a terra molhada iluminada!
E os regos de água atravessando a praça
- luz a fluir, num fluir imperceptível quase.

Canta, contente, um pássaro qualquer.
Logo a seguir, nos ramos nus, esvoaça.
O fundo é branco - cai fresquinha no casario da praça.
Guizos, rodas rodando, vozes claras no ar.

Tão alegre este Sol! Há Deus. (Tivera-O eu negado
antes do Sol, não duvidava agora.)
Ó Tarde virgem, Senhora Aparecida! Ó Tarde igual
às manhãs do princípio!

E tu passaste, flor dos olhos pretos que eu admiro.
Grácil, tão grácil!... Pura imagem da tarde...
Flor levada nas águas, mansamente...

(Fluida a luz, num fluir imperceptível quase...)

Sebastião da Gama

Gafanha da Nazaré: Tomada de posse de dirigentes da comunidade

Em tempo de dificuldades
é preciso dar primazia ao que é positivo


Padre Francisco Melo

Os membros do CEP (Conselho Económico e Pastoral) e os corpos gerentes da Fundação Prior Sardo e do Centro Social e Paroquial da Gafanha da Nazaré tomaram posse hoje, domingo, na missa das 11.15 horas, presidida pelo Prior, Padre Francisco Melo. Associaram-se os presidentes da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, e da Junta de Freguesia, Manuel Serra. Depois da celebração, todos participaram num almoço, no Centro Comunitário, preparado por um grupo de voluntários.

É preciso testemunhar uma Igreja
organizada, aberta e inclusiva

Nas palavras que dirigiu aos empossados, o Prior Francisco Melo lembrou a necessidade de todos testemunharem na vida “uma Igreja organizada, aberta e inclusiva, comprometida na missão de Cristo e consciente de que os bens que possuímos se destinam a fazer cristãos e a partilhar”. Referiu a urgência de experimentarmos no dia-a-dia “a Igreja da caridade”, capaz de levar à prática a disponibilidade, o que permitirá tornar efectiva “a solidariedade e a fraternidade”.
“O mundo que nos é dado viver parece cheio de incertezas económicas, sociais, religiosas e culturais”, frisou o Padre Francisco. E acrescentou: “O homem pós-moderno e superdesenvolvido e a nossa sociedade em concreto parecem trilhar caminhos em que não conseguimos vislumbrar em que portos iremos atracar: se o da vida ou da destruição.”



Hugo Coelho
Universidade Sénior
para os que gostam de aprender

Hugo Coelho, presidente da Fundação Prior Sardo, afirmou que a instituição que dirige “é de todos nós” e que nasceu para ajudar os mais necessitados, apostando, por isso, em projectos cujos horizontes indicam “perspectivas de futuro”. Salientou a acção das equipas e técnicos para o projecto da prevenção  da toxicodependência, tido como  o melhor a nível distrital, e considerou uma mais-valia a recente criação da Universidade Sénior, “para os que gostam de aprender”, envolvendo 90 pessoas. Adiantou que a Fundação não existe só para apoios sociais, pois se empenha na defesa dos valores, enquanto dá muita importância às parcerias. “Qualquer instituição, para crescer, tem de estar acompanhada”, disse.

Bento Domingues no PÚBLICO de hoje: Uma inesgotável escola de espiritualidade


(Clicar na imagem para ampliar)

Os meus livros antigos: Cartas Familiares e Bilhetes de Paris, de Eça de Queiroz


Este livro, editado pela Livraria Chardron de Lélo & Irmão, do Porto, em 1922, faz parte da colecção Obras de Eça de Queiroz. Esta é a quarta edição. É curioso verificar como ao reler este livro sentimos como o grande escritor continua tão próximo do nosso tempo, pela acutilância e oportunidade dos temas abordados.

Ânimo revigorado e obediência pronta e generosa.


EXCELENTE TRABALHO

Por Georgino Rocha


Paulo classifica como excelente o seu trabalho. Pelo modo como o realiza, mas sobretudo pela graça de Deus que, por meio dele, vai agindo. Primeiro, transforma-o radicalmente. De perseguidor fanático, fá-lo apóstolo inexcedível de criatividade missionária. Depois, de observante fiel, converte-o em testemunha qualificada da ressurreição de Jesus Cristo. A ele que se considera como “o abortivo”, um ser humano incompleto e desfigurado.
A esta acção de Deus, corresponde Paulo com uma disponibilidade total, uma atenção absoluta, uma obediência pronta e fiel.
Outras pessoas seguem o mesmo exemplo e podem dar testemunho semelhante. É o caso – evocado hoje pelas leituras da celebração - de Isaías, de Jesus e de Pedro.
Trabalho excelente o de Isaías que se reconhece um pecador, a quem o enviado de Deus liberta da culpa e prepara para ser profeta em favor de todo o povo. E que grande missão desempenha este homem que vive no século VIII, antes de Cristo!

Poesia de Eugénio Beirão para este domingo



Vou partir

Vou partir,
montanha além.
Levo nos olhos
o fulgor do mar
e, no corpo cansado,
o sabor agridoce
da chuva
inesperada:
memória
adormecida,
sem palavras,
sem nada.

Eugénio Beirão
In Os Dias Férteis

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 170

PELO QUINTAL ALÉM – 7



A FIGUEIRA DA ÍNDIA
A
meu Pai

Caríssima/o:


a. Discreta presença, arrumada num canto muito sombrio, debaixo de ramada de videira americana, a nossa figueira-da-índia não tem ido muito longe; figos nem vê-los... Se ainda está viva e a ocupar espaço deve-o à grata memória que uma sua antepassada me deixou e à esperança de poder reproduzi-la em lugar mais solarengo ...

e. Nos longínquos idos de quarenta do século passado, tosse convulsa arreliadora se apoderou do meu dorido peito. Médicos? Medicamentos da farmácia? Privilégio de poucos...

Não sei onde meu Pai bebeu a informação mas, chegado a casa, foi-se à figueira da índia, cortou-lhe uma palma. Na cozinha, para uma bacia, cortou-a às rodelas que foi sobrepondo alternadamente com camadas de açúcar amarelo. No dia seguinte de manhã:
- Anda, filho, toma para te arrancar essa tosse de cão...
Desconfiado, abri a boca e sorvi o xarope que me fez esquecer o rufar do peito!...
A tosseira foi diminuindo... e ficou a vontade de renovar a colherada do tal xarope que entretanto se extinguiu...

Não sei que aconteceu a esta benfazeja piteira; certamente a sua sorte não foi diferente de umas tantas que que por aí vegetavam e nos ofereciam os figos em troca de umas valentes picadelas!... Teimávamos arrancá-los com os dedos desprotegidos...

i. A Figueira-da-Índia é um cacto lenhoso vivaz, originário da América Central. Em Portugal é subespontânea e é cultivado em jardins e para a formação de sebes artificiais no Alto Douro, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.

O fruto é comestível, mas deve ser consumido com moderação, para evitar a diarreia.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Um sínodo para repensar a Igreja?

Carta demolidora ao Papa
Por Anselmo Borges

O autor da carta, Henri Boulad, 78 anos, é um jesuíta egípcio de rito melquita. Não é um jesuíta qualquer: há treze anos que é reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter sido superior dos jesuítas em Alexandria, superior regional, professor de Teologia no Cairo. Conhece bem a hierarquia católica do Egipto e da Europa. Visitou quarenta países nos vários continentes, dando conferências, e publicou trinta livros em quinze línguas. A sua carta, inspirada na "liberdade dos filhos de Deus" e a partir de "um coração que sangra ao ver o abismo no qual a nossa Igreja está a precipitar-se", funda-se, pois, num "conhecimento real da Igreja universal e da sua situação actual".
A carta tem três partes: a presente situação, a reacção da Igreja, propostas.

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