
domingo, 22 de outubro de 2006
O SORTILÉGIO DA SERRA

Um ARTIGO DE ANSELMO BORGES, NO DN
Gotas do Arco-Íris – 36
sábado, 21 de outubro de 2006
LÍNGUA PORTUGUESA
JOÃO PAULO II em desenho animado
PRIVILÉGIOS
ABORTO - 3
D. José Policarpo esclarece
declarações à comunicação
social sobre o aborto
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
NOVO BISPO DE AVEIRO
Desta vez a nossa homenagem vai para uma personalidade dos tempos presentes, para uma referência moral, cultural, eclesiástica e de esperança, que é o Dr. António Francisco dos Santos, nomeado já Bispo da Diocese de Aveiro, cargo de que, em 8 de Dezembro próximo, tomará posse. Pessoa simpática e contida, mas sabedora e construtiva, é, na verdade, uma referência intelectual e humana de rara expressão na nossa terra e mesmo na região e país.
A nossa homenagem, de estima e apreço, com votos das maiores felicidades futuras. Que o bem de todos, nós, será.
A foto é da nossa autoria, de há uns anos atrás, na Gralheira.
M.C. Pinto
ABORTO - 2
Rui Falcão
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Uma explicação
Gostei da sua participação no diálogo que se pretende animar à volta deste tema tão complexo. O silêncio é que é perigoso. Tenho ouvido e lido, de alguns testemunhos de mulheres que provocaram ou aceitaram o aborto (Hoje mesmo o ouvi na rádio), que jamais esquecerão o dia em que se dirigiram à casa onde abortaram. Claro que haverá gente que aborta e se fica a rir. Também admito que muitas ficarão alegres por se verem livres do feto. Também se sabe que há abortos não desejados, espontâneos. Mas não é desses que estamos a falar. Estamos a falar dos que são desejados e feitos, conscientemente, pelas mulheres, decerto por razões muito fortes... ou simplesmente porque não querem ter os filhos... O diálogo vai continuar... F.M.
UMA VENCEDORA
ABORTO - 1
Um artigo de D. António Marcelino
Um acontecimento da semana alegrou todos quantos têm os outros no horizonte da sua vida, mormente se mais marginalizados e sofredores. Muhammad Yunus, um homem de um dos países mais pobres do mundo, o Bangladesh, porque “soube mostrar que era um líder capaz de transformar as visões em actos concretos para benefício de milhões de pessoas…”, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz 2006.
Não o ganhou por um passe de magia, mas por um sopro de esperança traduzido em compromisso humanizador e que, pela competência científica e sensibilidade do coração, se tornou serviço efectivo aos menos protegidos da sociedade. O microcrédito ficará na história como uma das iniciativas mais bem sucedidas e mais humanas, a favor da pobreza que roça a miséria. Não se trata de uma teoria bonita, mas de uma prática concreta e geradora de vida e de confiança. De um projecto de desenvolvimento humano e social, nascido da solidariedade que ajuda a entender que a paz é fruto da justiça e projecto sempre a realizar-se.
Vai-se repetindo, aparentemente com convicção, que as pessoas são mais importantes que as coisas e o ser está acima do ter. Porém, alguém disse a propósito, que ninguém está totalmente convencido do que diz. Afirma-se o princípio, mas logo depois, com serenidade e desfaçatez, se age em sentido contrário.
Esta atitude que se vai generalizando, mostra bem que a sociedade se envolveu em contradições flagrantes a que já não se reage, porque a doença se tornou contagiante.Quando se toma consciência desta contradição, a que bem se pode chamar mentira social, umas vezes subtil, outras despudorada, logo se tenta, de mil modos, explicar o que se faz e não se faz. Há sempre razões para o justificar, mesmo que não se consiga apagar a evidente contradição entre o dizer e o fazer, entre a explicação e a coerência.
Mais preocupante ainda é ver que a sociedade se deixou enredar nesta teia e parece estar satisfeita. As pessoas acima das coisas! Mas como se entende isto numa sociedade corroída por um consumismo exacerbado, em que o supérfluo de uns não sente o mínimo incómodo com a miséria que mora ao lado? Como, se ouvimos que 250 mil portugueses esperam por um cirurgia e que muitos virão a ser chamados depois de terem morrido? Como, se assistimos a um declínio preocupante da natalidade, ao mesmo tempo que quem governa se vai empenhar, pessoalmente e em cheio, na legalização do aborto? Como, se grupos corporativos querem para si o impossível, sem olhar ao dever de fazerem o possível a favor da comunidade? Como, se somos bombardeados com os números que comandam as políticas, quebrando sempre a corda pelo lado dos mais fracos? Como, se os bancos, com saldos de milhões, são duros e inexoráveis para com os mais necessitados, tirando-lhes o guarda-chuva, como alguém escrevia há dias, precisamente quando começa a chover? Como, se em alguns serviços públicos e mesmo particulares, nem sequer a Igreja é sempre modelo, se mantém um tratamento diferente para as Marias e para as senhoras Donas Marias? Como, se a pobreza real e diversa deixou de nos incomodar e, em vez de acção, se multiplicam razões para não agir? Como, se a obsessão dos números da finança comanda a vida e trucida os que já vivem a meias? Como, se o compadrio com os que mais podem desvia a atenção dos que mais precisam?Solidários nas tragédias ocasionais, todos somos capazes de o ser. Solidários no dia a dia, são bem poucos os que arriscam um tal projecto de vida. Esperamos que o sopro se transforme em vendaval de esperança, porque, quer queiramos ou não, as pessoas valem bem mais que as coisas.
Não o reconhecer será uma omissão com muitas consequências.quarta-feira, 18 de outubro de 2006
"FESTIVAIS DE OUTONO"
Está a decorrer a 2ª edição dos «Festivais de Outono». Até 22 de Novembro não deixe de passar pelas várias salas de espectáculo da cidade para assistir a uma série de concertos, conferências, workshops e masterclasses. Bernardo Sassetti e Maria João Pires são apenas dois dos vários artistas de renome a marcar presença nos festivais. O evento, uma iniciativa da Universidade de Aveiro e da Fundação Jacinto Magalhães, conta também com o apoio da CMA, do Teatro Aveirense, do Museu e do Conservatório de Aveiro.POBREZA
UM ARTIGO DE LAURINDA ALVES
Encontro das IPSS do Distrito de Aveiro
A UIPSS (União das Instituições Particulares de Solidariedade Social) de Aveiro leva a efeito, no próximo dia 28 de Outubro, com início às 9.30 horas, no Centro Social Cultural e Recreativo de Avelãs de Cima, Anadia, um encontro aberto às instituições de solidariedade social do distrito aveirense, tendo por tema “Os novos desafios da solidariedade”.
O convite foi dirigido a 190 IPSS e os objectivos desta jornada têm a ver com qualidade dos serviços, redes de entreajuda e de cooperação, formação contínua e exercícios de solidariedade. Pretende-se, também, ajudar as instituições de solidariedade social a reflectir sobre a sua realidade, no sentido da descoberta de novas respostas para novos problemas sociais. Um artigo de Alexandre Cruz
1. Talvez, à primeira vista, poderia parecer que um cidadão banqueiro do Bangladesh nada poderia trazer de novo ao mundo, ou então que a sua entidade bancária – como estamos habituados - seria para enrique-cimento e lucro próprios, sugando o juro do seu pobre povo. Não é o caso e ainda bem que existem estes casos que merecem destaque pelo sinal que são em termos de urgente mudança de mentalidade.
O Nobel da Paz 2006, atribuído há dias ao “missionário” criador do Microcrédito, em dias em que se lembra a “chegada à lua” desta geração, “sonho” este espelhado no Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro), toda esta conjuntura quer despertar decisivamente uma boa parte do mundo distraído.
Muhammad Yunus, no seu reconhecimento, nem que seja só por uns dias, quer simbolizar que é possível ir muito mais longe; mostra-nos que a pobreza não é uma fatalidade, que o mundo pobre é capaz de empreender para construir um futuro melhor para si e para as suas famílias e nação. Desta personalidade vemos a convicção de que é possível mudar, mas para lá chegar há que dar a vida pelas causas em que se acreditam, assumindo o doloroso valor base da “resistência” no ideal que se procura… Tão diferente, por vezes, da tão “frágil” existência ocidental de quem já nasce com as mãos cheias de tudo!...
2. O percurso do Nobel diz-nos que a autêntica “cooperação” exige mesmo o regresso à terra natal e aí saber semear esperança, visão, empreendimento; ou seja: do “nada” criar “tudo”! Muhammad Yunus, vale a pena apercebermo-nos, é banqueiro e economista doutorado por prestigiada universidade norte-americana. Tendo sido convidado para lá ficar comodamente a leccionar, deixa o mundo rico dos EUA e vem para a sua terra natal, o pobre Bangladesh. Aí é integrado em universidade local, ficando responsável pelo programa de economias rurais.
Foi nesta qualidade que, em 1974, levou os alunos a uma visita de estudo às paupérrimas zonas rurais, onde espontaneamente emprestou dinheiro do próprio bolso (o equivalente a 21 Euros) a um grupo de artesãos de cestas de bambu na cidade de Jobra para que tivessem a oportunidade de expandir o negócio. Foi deste gesto tão simples, ele que depois manifestou a sua disponibilidade para a gestão de uma “empresa de aldeia”, que nasceu o que hoje se chama o Microcrédito que tem proporcionado ao longo de todos estes anos o apoio, “não dando o peixe mas ensinando a pescar”, a mais de 500 milhões de pessoas, sobretudo na Ásia, mas também já em Portugal.
3. O exemplo de Muhammad e todo o apoio pedagógico do seu Grameen Bank (pelo Microcrédito que concede empréstimos a pessoas muito pobres no valor médio de 247 Euros, sempre como estímulo ao empreendimento nomeadamente a pequenos negócios ligados à agricultura, comércio e serviços básicos), vem-nos sublinhar que é possível inverter o ciclo da história. Escusado será dizer ou contar os quantos milhões de pessoas que já foram “salvas para a sobrevivência” por esta modalidade que tem inspirado muitas instituições, no usar do Microcrédito, até que a própria ONU consagrou 2005 como o Ano Internacional do Microcrédito.
Nesta atribuição do Nobel da Paz 2006 ao cidadão do mundo e do pobre Bangladesh, vem a academia sueca colocar a luta contra a pobreza, a redução das desigualdades e a promoção do desenvolvimento humano, como condições essenciais para a paz na humanidade. Será a 10 de Dezembro, Dia dos Direitos Humanos que todos os pobres falarão nas palavras do galardoado quando este receber o Nobel; será uma autêntica “lição” para a humanidade em nome de vidas que morrem à sede e à fome e que não têm voz; mas será muitíssimo mais que isto: diz-nos este Nobel que os países pobres têm capacidades de visão, empreendimento e frescura de espírito inovador, e que todos nós temos, acima de tudo, que mudar a nossa mentalidade… Aquela ideia do mundo rico que suga os recursos naturais dos países pobres e mantém a seu interesse a guerra nos países que explora, esta ideia péssima, tem, felizmente, os anos contados!
4. O Nobel da Paz deste ano dá a todos um impulso de energia e compromisso, também a nós (triste e desmotivado) Portugal que é o país da Europa com maior desigualdade entre ricos e pobres. Do comentário ao compromisso, do “nada” à invenção de “um projecto”, da ideia de que tudo está mal ao agarrar “cada dia” com energia e motivação, do conhecimento científico dos livros ao sempre mais serviço das populações, de uma economia teórica à economia social ao serviço das pessoas concretas… estas entre tantas outras “lições” recebemos deste testemunho de vida que mudou milhões de vidas.
Poderemos, na nostalgia pessimista “agarrada” ao nosso ADN português, dizer, melancolicamente, que isso são os outros que são capazes pois eles têm a vida fácil (no Bangladesh?!), que está tudo mal (e que eu faço de bem?!), que somos sempre os piores… Nada disso! Será preciso passar da crítica de café (ou da “crisofilia” que nos fascina) ao compromisso de fazer tudo o possível por uma participada CULTURA DA VIDA e da dignidade humana para cada um e para todos!
5. Claro que há muitas realidades que estão mal… Aí é que estará o desafio para construir…a força e o poder dos cidadãos unidos e motivados é mais forte que parece. Todavia, antes de tudo, só com duas “pobrezas” resolvidas é que o barco andará para a frente, são elas: a “ignorância / insensibilidade” e a “indiferença”. Que estas não cresçam mais!... Se desaparecer esta pobreza de valores solidários (que dramaticamente agrava o fosso entre ricos e pobres), então, apostamos que haverá pão, água e dignidade de vida para todos!...
terça-feira, 17 de outubro de 2006
PRÓS E CONTRAS
Um artigo de António Rego
A celebração do Dia Mundial das Missões como tempo de reflexão e oração traz sempre ressonâncias históricas de grande alcance ao longo destes 2000 anos. Não fora a chamada e a coragem na resposta, o cristianismo seria uma frustrada parábola de semeador com semente à beira do caminho ou entre espinhos. Um poema de Silva Peixe
Nota: Hoje, ao mexer em papéis guardados já nem sabia onde, encontrei três poemas do poeta popular ilhavense Silva Peixe, um tanto esquecido, ao que julgo. Um deles foi-me dedicado e ficará para meu uso pessoal, como prova da generosidade e da sensibilidade de um amigo que não esqueço. Este que aqui fica vem mesmo a calhar, nesta altura em que a Filarmónica Gafanhense, a Música Velha de Ílhavo comemora os seus 170 anos de existência, em prol da cultura musical.
NO CUFC: EXPOSIÇÃO DA CERCIAV
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
POLÍTICA A SÉRIO, de José António Saraiva
domingo, 15 de outubro de 2006
EFEMÉRIDE
Santa Teresa de Jesus nasceu no dia 28 de Março de 1515, na cidade de Ávila, Espanha, sendo seu nome de baptismo Teresa de Cepeda y de Ahumada. Entrou no Mosteiro Carmelita da Encarnação na sua cidade natal no ano de 1535. Iniciou a reforma do Carmelo Feminino em 1562 e juntamente com São João da Cruz, em 1568, iniciou a reforma no ramo masculino do Carmelo. É considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu, ocupando um lugar especial dentro da mística cristã. Santa Teresa morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de Outubro de 1582 e em 1622 foi proclamada santa. O Papa Paulo VI, a 27 de Setembro de 1970, reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Foi a primeira mulher a ser declarada Doutora da Igreja.
Um minuto em pé, até às 11 horas de amanhã
Universidades, organizações juvenis e câmaras municipais portuguesas vão aderir a uma iniciativa mundial para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que consiste em conseguir com que milhares de pessoas se levantem contra este mal. Um quinto da população mundial sobrevive em condições de extrema pobreza, dispondo de menos de 0,85 euros por dia. Em Portugal um quinto dos cidadãos vive no limiar da pobreza.
A iniciativa Levanta-te contra a Pobreza da campanha Pobreza Zero, visa levantar milhares de pessoas no mundo inteiro, durante um minuto, entre as 11h00 de hoje e as 11h00 de segunda-feira.Mais de 900 organizações internacionais em coordenação com organizações e movimentos sociais de base em mais de 100 países querem assim "promover a maior mobilização de sempre na história da luta contra a pobreza no mundo"."EXPRESSO" MOSTRA MUSEU DE AVEIRO

Um artigo de Anselmo Borges, no DN
GAFANHA DA NAZARÉ ANTIGA
O nevoeiro foi coisa de sempre nas Gafanhas. Mas também se sabe que "manhã de nevoeiro tarde de soalheiro". E assim nos fomos dando bem com o ditado, que é, por norma, sabedoria do povo tornada ciência certa. De tal modo, que o Ângelo Ribau não resistiu à ideia de registar, com a sua máquina, o nevoeiro no Forte da Barra, onde se pode ver o oásis que o Forte foi em tempos que já lá vão. Agora, com o Porto Comercial a dominá-lo, como fruto de um certo progresso, só podemos guardar estas imagens que a memória de muitos gafanhões não perdeu.
F.M.
Um poema de Eugénio de Andrade
Gotas do Arco-Íris – 35
sábado, 14 de outubro de 2006
AS MINHAS REPORTAGENS
Quem chega ao Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho (CAFPC) não pode deixar de ficar surpreendido pelo dinamismo que ali se vive e pelo ar moderno que se respira. Mais ainda: o respeito pelos fundadores e pelos beneméritos que ao longo de 150 anos deram corpo e apoiaram esta obra é marca bem visível em quantos a dirigem e nela trabalham, mas também, decerto, em muitíssimos que por ela passaram, e continuam a passar, durante século e meio. sexta-feira, 13 de outubro de 2006
GAFANHA DA NAZARÉ ANTIGA
EUTANÁSIA
Há dias passou na SIC uma reportagem dramática. Uma doente terminal, mas aparen-temente lúcida, reclamava o direito de morrer. Melhor dizendo: o direito de provocar, voluntária e conscientemente, a morte; o direito de alguém lhe aplicar uma injecção letal. Alguns entrevistados alinharam pela mesma opinião, admitindo os direitos de morrer e de viver.
Calculo que uma pessoa numa fase dessas terá muita dificuldade em lidar com o sofrimento e que deseje a morte. Mas também sei que, enquanto há vida, tem de haver esperança. E ainda sei que a medicina, hoje, tem recursos que não tinha há anos.
Importa, a meu ver, que os serviços de saúde saibam apostar em ajudar os desanimados e os desesperados, aplicando-lhes os cuidados paliativos, de que tanto já se fala.
Contudo, não devem ser só os serviços médicos a olhar com olhos mais atentos para quem tanto sofre, numa busca constante de lhes proporcionar o bem-estar possível, uma qualidade de vida digna, mesmo nos momentos mais dolorosos. Porque eu penso que a vida, por muito agreste que ela seja, por muito sofrimento que ela provoque, tem de ser vivida na esperança de que amanhã tudo pode melhorar.
Aqui cabe, penso eu, um papel fundamental à família, próxima ou afastada, na perspectiva de ajudar os seus doentes em fase dolorosa, em especial na descoberta de um sentido para a vida, curta ou mais longa.
Sendo certo que os crentes terão outras razões para enfrentar o sofrimento, enquanto caminho de purificação interior e de abertura à redenção oferecida por Cristo, não posso deixar de acreditar que os não crentes também na dor saberão encontrar razões para dignificar a vida até ao fim. Dignificar, neste caso, significa saber estar com a realidade, testemunhando com coragem o valor da vida, mesmo durante sofrimento atroz. Há sempre momentos de amor, de ternura, que podem ajudar doentes terminais a sentirem uma certa felicidade.
Fernando MartinsUm artigo de Alexandre Cruz
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Um artigo de Manuel Oliveira de Sousa
E todos os portugueses começam a desconfiar que é muito provável ser verdade; corre-se sério risco de ver arruinada parte da nossa cultura, da arte (de desenrascar) nacional. Querem ver que é mesmo verdade, há corrupção em Portugal?! Não, não é possível! … Num país de costumes tão sérios!... Isto é algo de insofismável!?... Será o fim do império!?... Será que é mesmo verdade? Haverá corrupção em Portugal?JACINTA NO AVEIRENSE
UMA VOZ LUSITANA
QUE SE PROJECTA
PARA LARGOS VOOS
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A cantora de Jazz Jacinta, uma gafanhoa na senda da fama, actuou ontem no Aveirense, com casa cheia. Familiares, amigos e admiradores aplaudiram a artista de voz rara, uma voz lusitana que se projecta para largos voos.
Jacinta encheu o palco com a sua alegria, com a sua arte e com uma segurança enorme. Começou serenamente, como que para aquecer a voz, de timbre único e expressivo, e logo começou a crescer e a merecer os aplausos calorosos do público, sempre bem acompanhada pelos músicos que a completam nesta digressão pelo País. Músicos que estabelecem com a cantora um diálogo intenso, em desafios estimulantes que emprestaram ao concerto momentos únicos.
Foi um espectáculo para quem gosta de música, da boa música que nos enche a alma e nos conduz aos limites da beleza. A sua voz, perfeito instrumento musical, mostrou-se na sua plenitude e é um convite permanente para a termos connosco, nas nossas casas, em momentos de intimidade.
Hoje, voltarei a ouvi-la, graças à tecnologia que nos dá, no dia-a-dia, horas inesquecíveis de música, outrora apenas experimentadas nas salas dos concertos.
Jacinta é para se ouvir com frequência, numa busca constante da arte que a anima, na procura metódica das suas qualidades vocais, na apreciação da sensiblidade com que mostra famosos intérpretes, na leitura melódica do que canta.
F.M.
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