domingo, 19 de março de 2006

Museus Vaticanos reinauguram secção paleocristã

MUSEU DO VATICANO: Um conjunto de monumentos, galerias e palácios pontifícios
O Museu Cristão, um espaço artístico que fica dentro do complexo dos Museus Vaticanos, foi reinaugurado, após sua ampliação, por ocasião do 500º aniversário dos museus do Vaticano.
A secção paleocristã foi reformada, expondo objectos e formas decorativas desse período, reunidos a partir das colecções das famílias nobres romanas no século XVI.
O Museu Cristão foi criado em 1756 para reunir e preservar diversos objectos que, no decorrer da primeira metade de 1700, se tinham misturado com as colecções da Biblioteca Vaticana, com a explícita finalidade de "promover o esplendor de Roma e afirmar a verdade da religião cristã".
A colecção incluí, sobretudo, antiguidades paleocristãs, na sua maior parte objectos provenientes de cemitérios, como medalhas, vidros talhados e objectos de bronze de pequenas dimensões.
Os Museus Vaticanos nasceram com uma pequena colecção privada de esculturas pertencentes a Júlio II (Papa de 1503 a 1513), situada no chamado “Pátio das Estátuas do Belbedere”, hoje “Pátio Octogonal”.
Os Museus, 12 ao todo, ocupam no conjunto uma área de cerca de 40 mil metros quadrados e recebem todos os anos perto de três milhões de visitantes. Na sua forma actual, os Museus Vaticanos são um conjunto de monumentos, galerias e palácios pontifícios que começaram a ser construídos durante o século XVIII, nos pontificados de Clemente XIV e Pio VI.
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Fonte: Ecclesia

Claudette Albino expõe fotografias

“Patrimónios”
na
Galeria Morgados da Pedricosa
Na Galeria Morgados da Pedricosa, em Aveiro, está patente ao público, até ao dia 4 de Abril, a exposição de fotografia “Patrimónios”, da autoria da artista aveirense Claudette Albino.
A mostra apresenta diversas fotografias, de grandes dimensões, impressas sobre tela, que retratam, em imagens de grande beleza natural, a força do mar contra rochosas falésias, algures numa praia.
A par dessas, esta mostra fotográfica é ainda constituída por dezenas de fotos, de menores dimensões, impressas sobre papel, que retratam puxadores, batentes, ferrolhos e “tramelas” de portas, o que forma um interessante conjunto de relevância para o estudo da evolução desses acessórios de portas e portões.
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Fonte: Correio do Vouga

Um artigo de Anselmo Borges, no DN

Em Vilnius o Cristo pensador
Karl Rahner, talvez o maior teólogo católico do século XX, deixou escapar um dia, numa aula, uma daquelas observações que nunca mais se esquecem: na Igreja Católica é obrigatório confessar os pecados graves e mortais, mas não estava a ver que algum bispo ou padre ou superior religioso, ministro ou professor católico se tenha confessado do pecado grave e, frequentemente, mortal, da ignorância culpada, da incompetência fatal, da inteligência irresponsavelmente menorizada.
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(Para ler todo o artigo, clique aqui)

Editorial de António José Teixeira, no DN

Atoleiro
Três anos após o início da invasão do Iraque, o mundo está mais perigoso. Pouco antes de ordenar o ataque, George W. Bush declarava: "Após a sua libertação, o Iraque poderá mostrar o poder que a liberdade tem para transformar aquela região vital, enchendo de esperança e progresso as vidas de milhões de pessoas." Três anos volvidos sobre a mentira das armas de destruição maciça, o Iraque é provavelmente o país mais inseguro do planeta. Ingovernável, apesar de já ter ido a votos, sem esperança nem progresso, tornou-se campo de batalha permanente, atoleiro terrorista por excelência. Não passou muito tempo para que boa parte da desesperada população iraquiana tenha chegado a sentir saudades da ditadura sádica de Saddam Hussein.
: (Para ler todo o Editorial, clique aqui)

AVEIRO: Imagens doutros tempos

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Aveiro: Avenida Dr. Lourenço Peixinho.
Ao fundo vê-se a Estação da CP (1928).

Gotas do Arco-Íris - 9

QUE AS FADAS SE CUIDEM...
Caríssimo/a:
Sempre fadas e contos infantis nos levaram para regiões de sonho... Um dos contos que marcaram, por muitos anos, o imaginário das nossas crianças terá sido aquele em que entravam os dez anõezinhos da tia Verde-Água... Creio que todos o recordamos e que a estória tem um fim que surpreende a nossa trabalhadeira:
: “– Ai, minha Tia, os seus dez anõezinhos fizeram-me um servição; trago agora tudo arranjado, e o meu homem anda muito meu amigo. O que lhe eu pedia agora é que mos deixasse lá ficar. A velha respondeu-lhe: – Deixo, deixo. Pois tu ainda não viste os dez anõezinhos? – Ainda não; o que eu queria era vê-los. – Não sejas tola; se tu queres vê-los olha para as tuas mãos, e os teus dedos é que são os dez anõezinhos. A mulher compreendeu a causa, e foi para casa satisfeita consigo por saber como é que se faz luzir o trabalho.”
: Mas a que propósito é que vêm aqui e agora os dez anõezinhos, perguntarás? Ali mesmo à minha frente, no outro banco do autocarro fascinam-me os dedos que percorrem o teclado do telemóvel: que maravilha! Sem olhos que os guiem, lá vão pousando delicadamente nas teclas e o trabalho deve estar perfeito, porque no rosto da jovem nem um músculo se mexeu... Passados alguns segundos, um toque introdutor de encantadora sinfonia;... ligeiro relance do olhar sobre o visor ...e lá voltam os dedos para a sua dança mágica. E digo mágica porque quase se não mexem, é um ligeiro movimento ondulante que afaga as teclas... E este bailado deve encantar quem está do outro lado, porque a melodia responde à dança... E vamos nisto toda a viagem. Saio na minha paragem, passada uma boa meia hora, e a moura encantadora continuava na sua dança... Mas pensando bem, afinal, ela fazia o bailado apenas com os cinco dedos da mão direita que a esquerda pegava no aparelho... E é aqui que eu digo: “que se cuidem as fadas que agora para que o serviço fique bem feito não mais do que cinco anões são necessários...” E neste dia do Pai, pois claro, que se cuidem os Pais, que as fadas já pouco ajudam. Manuel

DIA DO PAI: 19 de Março

Mensagem da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

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PAI: UM DOS BENS
MAIS PRECIOSOS
Um Pai é um dos bens mais preciosos que um ser humano pode ter.
O Pai representa a protecção e o amparo, contra os medos e perigos, reais ou imaginários, das crianças.
Através do Pai, os rapazes aprendem a ser homens, e as raparigas aprendem a ser mulheres. Os laços de afectividade e segurança que podem emanar de um pai são extraordinários.
Se todos os pais se apercebessem da importância do seu papel, é provável que não houvesse tantos órfãos de pais vivos.
Os órfãos de pais vivos são aqueles que, infelizmente, têm pai mas são por ele abandonados, esquecidos, ou rejeitados.
Órfãos de pais vivos são os filhos de casamentos desfeitos, de famílias destroçadas cuja cura é extremamente difícil. Vítimas de perda irreparável, os órfãos de pais vivos repetirão, muito provavelmente, o padrão de comportamento que viram no seu próprio pai.
Porque um pai presente é um pai que ensina os filhos homens pelo seu exemplo e pela sua presença. O seu exemplo e a sua autoridade podem fazer a diferença, quando se trata de afastar o filho de caminhos tortuosos como a criminalidade ou as drogas.
Também na educação da filha a presença do pai é fundamental. Ela aprende, através dele, a ter uma relação assexuada com o sexo oposto. Ou seja, aprende que é possível a amizade com um homem, sem implicar, necessariamente, mergulhar num tipo de relação que muitas vezes não deseja.
O Pai é um bem. É um tesouro. É uma certeza, para toda a vida.
Assim, a APFN deseja a todos os pais que se apercebam do seu importantíssimo papel na Família e que nunca desistam de educar os seus filhos, para que, um dia, eles também se tornem homens e mulheres saudáveis capazes de construir as suas próprias famílias.
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A APFN deseja a todos um excelente dia do pai!

sábado, 18 de março de 2006

CUFC apresenta outras religiões

“Conhecer
a Religião Bahá’í” No CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), vai ter lugar no próximo dia 22 de Março, quarta-feira, pelas 21 horas, a apresentação da Religião Bahá’í, em sessão aberta a todos universitários e demais pessoas interessadas em conhecer culturas e filosofias que dão corpo a outras espiritualidades. Mário Mota Marques, presidente da Comunidade Bahá’í de Portugal, será o convidado para desenvolver o tema “Conhecer a Religião Bahá’í” e para dialogar com os participantes.

Um poema de Miguel Trigueiros


DEUS NO SOFRIMENTO

Chamaste por mim, Senhor?
Há pouco, (a tarde era calma
E o dia
Empalidecia
Com a nostalgia da cor)
Ouvi passos no caminho
No meu caminho interior ...
E bateram de mansinho
À porta da minha alma.
Fui abrir.
Nesse momento (Foi um momento sem fim!)
Dei guarida ao sofrimento
Dentro de mim.
Talvez um lobo do Vício
(A quem Tu, Senhor, não dês
O orgulho do sacrifício)
Tivesse medo...
Talvez.
Mas eu que vivo a buscar-Te
E sei que moras na Dor,
Eu que Te amo em toda a parte
Não senti esse temor.
Venho apenas perguntar-Te: -
Chamaste por mim, Senhor?

AVEIRO: Imagens doutros tempos

Aveiro: Zona das Pontes - 1950
NB: Um amigo fez-me chegar, via Internet, algumas fotos antigas, da cidade de Aveiro. Aqui as publicarei, a partir de hoje, como documentos históricos, que os meus leitores saberão apreciar.
Aceito, como é óbvio, outras fotos, da região de Aveiro, para as partilhar com os cibernautas.
F.M.

Um artigo de Francisco Sarsfield Cabral, no DN

Confusão e batota na defesa do País
Ainda há empresas onde o Estado português deva participar? Com que finalidades? E como?
João Cravinho levantou estas interrogações no DN do passado dia 27, criticando a falta de clareza estratégica do Governo na matéria.
De facto, reina aí a confusão, sentida sobretudo quando as privatizações entram em jogo e os governos pensam antes de mais no encaixe financeiro. Mas a confusão vem muito de trás.
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(Para ler tudo, clique aqui)

Dificuldades técnicas

Depois de um dia de ausência, por dificuldades técnicas a que fui alheio, cá estou de novo com os meus fiéis leitores e amigos.
FM

quinta-feira, 16 de março de 2006

Ajuda na área da saúde

Aprovada rede nacional de apoio a idosos e pessoas dependentes
O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que cria a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que se destina a prestar apoio a pessoas idosas doentes e a cidadãos em situação de dependência. "Os cuidados continuados integrados destinam-se a prestar cuidados de saúde a pessoas idosas doentes e a cidadãos em situação de dependência, independentemente da causa ou idade, e será aplicado de um modo transversal, visando cobrir as necessidades dos beneficiários do Serviço Nacional de Saúde", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O decreto "visa a prestação de cuidados continuados integrados e tem como objectivo eliminar uma das mais graves lacunas do Serviço Nacional de Saúde em articulação com os serviços da Segurança Social e com as instituições da rede solidária", segundo o Executivo.
O Governo afirma também que a rede será organizada em dois níveis de operacionalização - regional e local - e "é constituída por unidades e equipas de cuidados continuados de saúde (convalescença, média e longa duração), apoio social, e cuidados e acções paliativas com origem nos serviços comunitários de proximidade, abrangendo hospitais, centros de saúde, serviços distritais e locais da Segurança Social, a rede solidária e as autarquias locais".
"O programa é gerido em articulação entre os ministérios da Saúde e da Solidariedade, sendo os encargos partilhados entre ambos na proporção das suas responsabilidades directas na saúde e no apoio social", acrescenta ainda o comunicado do Conselho de Ministros.
Em conferência de imprensa, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, disse que o diploma será apresentado ainda esta tarde, detalhadamente, na Assembleia da República pelo ministro da Saúde, Correia de Campos. :
Fonte: "PÚBLICO" online

Fórum Mundial da Água

ÁGUA: Recurso amplamente desperdiçado
Inicia-se hoje, 16 de Março, o IV Fórum Mundial da Água, que o México acolhe até ao próximo dia 22, procurando encontrar formas mais justas de distribuição de um recurso mal repartido e amplamente desperdiçado.
O evento é realizado conjuntamente com o Conselho Mundial da Água, sendo esperada a presença de mais de 130 ministros, bem como jornalistas e participantes de todo o mundo.
O Fórum Mundial da Água é o evento mais importante no mundo, nesta matéria, em que se adoptam políticas públicas para o adequado uso da água. Este é um fórum não-governamental que vai retomar a discussão sobre os avanços dos Objectivos do Milénio, da ONU e abordar questões como as secas, inundações, poluição, acesso à água potável, irrigação e distribuição de água.
“Acções locais para um objectivo global” é o lema do Fórum Mundial da Água, procurando privilegiar as acções locais que constituem exemplos de gestão adequada. São cinco eixos temáticos: água para o crescimento e para o desenvolvimento; instrumentalização da gestão integrada de recursos hídricos; água e saneamento para todos; água para a alimentação e o meio ambiente; e gestão de riscos.
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(Para ler mais, clique aqui)

"Os Evangelhos 2006 Comentados"

Evangelhos

devolvidos ao povo

O acesso fácil à leitura dos Evangelhos e à Bíblia é algo de muito recente. Tão recente que nos pode espantar que tenha sido possível viver tantos séculos sem proximidade à “feliz notícia”. Na verdade, a proximidade à Palavra da Vida era feita de outras formas que não a leitura individual. Era feita de audição dos pregadores e de visão das esculturas e imagens das igrejas. As catedrais, como é vulgar dizer, eram “Bíblias esculpidas”, tal era a profusão de figuras e cenas bíblias que explicavam em pedra o que estava escrito em letras inacessíveis para a maioria do povo. E, além das esculturas havia as pinturas, os frescos, os vitrais. Entre católicos, só a partir do século XX foi possível que o simples cristão pudesse ler a Bíblia no recanto da sua casa sem sobre ele pairar a suspeita de “protestante”. Compreende-se. A história estava ensanguentada pelas divisões que o princípio da livre interpretação das Escrituras provocou entre cristãos. Mas o reverso da não permissão (ou pelo menos do não aconselhamento) de leitura da Bíblia por parte do catolicismo teve outras consequências negativas, que até nem são propriamente espirituais. A leitura popular da Bíblia, nos países protestantes, fez com que o analfabetismo desaparecesse mais rapidamente do que nos países tradicional e maioritariamente católicos. E quem diz analfabetismo, diz subdesenvolvimento. : (Para ler mais, clique CV)

Um artigo de D. António Marcelino

FORMAÇÃO
DO CORAÇÃO Os jornais diários noticiaram-no à saciedade: andam carrinhas com gente da Segurança Social por esse país fora, a fim de ajudar os idosos de oitenta anos e mais a preencher os papéis, que lhes poderão aumentar em vinte e cinco euros mensais, a sua magra pensão social. Ouvi, aqui há umas semanas, remoques partidários sobre a facilidade e a dificuldade dos idosos porem nomes e cruzes em tais papéis. Também pude saber que nas paróquias se estavam disponibilizando voluntários para tal tarefa. Dei-me, por tudo isto, ao trabalho de ler jornais, recheados de episódios, que dedicaram páginas a esta tarefa. Comovi-me. Eu sei que há muitas situações dramáticas e sei o que algumas instituições da Igreja estão fazendo para pagar medicamentos necessários e cada vez mais caros. Mais gente a necessitar deste apoio do que se pode pensar. À volta das senhoras do Estado, vindas de longe, sempre com horas contadas e pouco tempo para ouvir e guardar o que se ouve, muitos idosos abriram a sua alma e a sua vida, como quem se confessa. Uns surdos, outros analfabetos, alguns sem família ou mal amados dos filhos que vivem longe ou que pouco aparecem, baralham os dados, esqueceram o óbvio, não sabem o nome da rua onde moram, nem o país onde estão os filhos emigrantes… “- Quanto recebe de pensão?” “275 euros. Metade vai logo para a renda de casa e para os remédios”. –“Quanto tem no banco?””Cinco mil euros, que venho poupando há muito tempo para o meu funeral.” -“Sendo assim, não tem direito a receber…” Pobres dos pobres! Eu sei que o país está mal de finanças, que tem de haver normas, que há gente que não precisa e recebe, que as senhoras da Segurança Social cumprem ordens e regem-se pelo que vem de Lisboa, que umas delas são frias no trato a todos por igual, e que outras também sofrem com o que ouvem e têm paciência para explicar… O mundo dos pobres, e mais ainda dos idosos marcados pela solidão e por muitas dores, não se trata só com burocracias. Trata-se com amor e com o olhar do coração…Tão poucos são capazes de compreender esta gente, ferida no seu pudor por ter de dizer o que nunca dissera dos filhos menos gratos, penalizada pela preocupação de poupar para o funeral, tirando à boca o pão do dia a dia, regressada, depois disto, à noite das necessidades, sempre maiores, só porque ainda não tem oitenta anos ou porque o seu caso, bem doloroso, não cabe nas normas do ministério… Gente que descontou, numa longa vida de trabalhos e sacrifícios (nem só o dinheiro é desconto para o Estado), para criar um rancho de filhos, muitos deles, gente que hoje enriquece o país com o seu trabalho e poupança, aqui ou além fronteiras. Mesmo quando, por exigência das normas, se lhes negam vinte e cinco euros, os idosos têm direito a um sorriso, a um carinho, ao respeito silencioso de quem fez abrir seu coração com perguntas secas e a contra relógio. Leio na encíclica de Bento XVI “Deus é amor!” que àqueles que servem os mais feridos da vida, são isso mesmo os muitos milhares de idosos sós e roídos por carências e saudades, seja gente das instituições do Estado, seja das particulares, para além da competência profissional, sempre exigida, se lhe deve requerer também a “formação do coração”, nunca dispensada. Vivendo e praticando o amor, afectivo e efectivo, se poderá fazer entrar no mundo dos que sofrem, a luz indispensável de Deus, traduzida em amor humano. Mesmo para preencher papéis a quem não o sabe fazer, não se pode dispensar o olhar do coração.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Um artigo de Joaquim Franco, na SIC

O inexplicável que inquieta
Não há percurso sem obstáculos, nem obstá-culos sem uma "pas-sagem". Há sempre uma "passagem" num caminho sinuoso. E mesmo quando o obs-táculo se apresenta inultrapassável, há sempre um impulso no âmago da convicção, seja a teimosia do instinto ou uma qualquer inter-venção do transcendente.
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Os judeus evocam a Páscoa como a passagem do "anjo da morte" ao lado da casa dos filhos de Israel, poupando-os ao sacrifício. Mas fazem a festa como celebração da liberdade e encontro com a "terra prometida" após uma "passagem" pelas adversidades do deserto.
Os cristãos, moldados pela fé na vitória sobre a morte que é esperança de salvação do espírito, reenquadraram o sentido da "passagem" na inevitabilidade da própria vida. A Quaresma, vivida no contexto cíclico de uma natureza que tem de "morrer" para voltar a ser fértil, remete para o sentido das limitações. Para o óbvio das dificuldades vividas ou por viver.
"Morrer" nas contingências do quotidiano, para "nascer" de novo e descobrir a "passagem" dos obstáculos que atormentam. O deserto que os calendários religiosos lembram por estes dias é por isso uma metáfora da própria existência. No limite do inexplicável, a liturgia cristã deste tempo lembra o episódio de um homem que, no extremo do sofrimento, perdoa os que não o compreendem e lhe causam a morte.
Um absurdo? Embora transversal e inevitável nas relações, o "perdão" é hoje uma palavra gasta, um valor incompreendido. Implica dois sentidos. Só perdoa quem promove sinceramente a valorização do outro para voltar a fazer encontro. A paz, na dimensão utópica da plenitude ou na concretização pontual e verdadeira, é sempre uma "passagem" no final de um percurso com difíceis atalhos de perdão…

DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR: 15 de Março

Consumidores devem
informar-se sobre
os seus direitos
Celebra-se hoje, 15 de Março, o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, boa razão para que todos tomemos consci-ência dos nossos direitos. Não para simplesmente os ficarmos a conhecer, mas sobretudo para que saibamos exigir, na hora da aquisição de bens ou serviços, que nos respeitem enquanto consumidores. : O consumidor tem direito: a) À qualidade dos bens e serviços; b) À protecção da saúde e da segurança física; c) À formação e à educação para o consumo; d) À informação para o consumo; e) À protecção dos interesses económicos; f) À prevenção e à reparação dos danos patrimoniais ou não patrimoniais que resultem da ofensa de interesses ou direitos individuais homogéneos, colectivos ou difusos; g) À protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta; h) À participação, por via representativa, na definição legal ou administrativa dos seus direitos e interesses. : Claro que esse conhecimento exige algum esforço na procura do conhecimento e das leis que regem o consumo. Há literatura sobre isso e há, nas autarquias, gabinetes especializados para prestarem todos os esclarecimentos aos consumidores, quando estes se sentem prejudicados, mas sobretudo antes, a fim de se evitarem problemas. Para que isso não aconteça, importa conhecer, no mínimo, a legislação sobre o assunto, que está resumida em desdobráveis postos à disposição das pessoas. Só que, raros são os consumidores que os procuram. Talvez fosse útil que as autarquias, associações e gabinetes do consumidor organizassem sessões de esclarecimento, no sentido de levarem ao maior número de pessoas os direitos do consumidor, mas lembrando-lhes que também têm obrigações.
F.M.

Um artigo de Jorge Pires Ferreira, no Correio do Vouga

Para não deixar sabotar o Concílio
"Talvez Bento XVI seja verdadeiramente o primeiro papa pós-conciliar. E isso pode ter várias interpretações: significar que o Concílio está devidamente assimilado, por-tanto não será preciso a ele voltar; ou significar que é preciso esquecê-lo, relegá-lo para um lugar secundário, voltar a trás ou, quem sabe, dar um passo em frente e convocar um Vaticano III." : (Para ler mais, clique aqui) :
"Vaticano II, 40 anos depois"
Organizador: Ângelo Cardita
Textos de: Ângelo Cardita, José Eduardo Borges de Pinho, José Carlos Carvalho e João Duque.
Ariadne Editora
156 páginas

Efeméride aveirense: Convento das Carmelitas

1905: Os aveirenses dirigiram-se a El-Rei, pedindo-lhe que obstasse à projectada demolição do Convento das Carmelitas, "que redundaria em ofensa ao amor com que a cidade quer respeitar as suas tradições e quanto lhas pode lembrar".
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Fonte Calendário Histgórico de Aveiro

Séneca: Citação

A Sabedoria e a Alegria
Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores. Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falacioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.
: Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
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Fonte: Citador

Um artigo de Alexandre Cruz

Opas grandes.
E os pequenos?
1. Nos últimos tempos as grandes Opas (operações públicas de aquisição), como estratégia económica dos grandes grupos, têm sido notícia destacada. São mais que milhões em jogo, corridas e silêncios na táctica de surpreender, grandes oportunidades para uns e fim de ciclo para outros. Tem-se ouvido mesmo que “nada será como dantes”, e que tais opas, as maiores de sempre na nossa economia, são sinal de vitalidade, retoma, mobilização criativa do nosso mercado… Duvidamos. Se é certo que o apurar contínuo da qualidade e exigência deverá fazer parte de qualquer instituição ou entidade (também da área financeira), já temos dúvidas que tais “trilhões” em jogo sejam esse sinal de vitalidade e reequilibro de vida dos portugueses. Mesmo pressupondo toda a saudável liberdade que também tem a sua expressão com equilíbrio na área económica, num ambiente em que o mercado corrige os exageros (quer de paralisantes proteccionismos ou de economicismos desumanos) parece-nos que esta crua “lei do mais forte”, qual combate na arena, acabará por criar cada vez “mais fracos”, semeando ainda mais desigualdades sociais. Mesmo para os leigos na matéria económica, para aqueles que nunca pisaram qualquer bolsa de valores e estão distantes na teoria das micro ou macro economias, a forte sensação de que cada vez são menos a terem mais e mais a terem menos é algo que deixa uma profunda inquietação. 2. O saber-se que, para além dos sempre possíveis excessos de endividamento de muitas famílias (também num ambiente de profunda instabilidade, dramática mesmo, no mundo do trabalho), a pobreza de uns é a riqueza dos outros é algo que se parece mais com um jogo de bola que propriamente com a vida e a dignidade das pessoas. Repare-se que no ano 2005 a banca cresceu, enriqueceu fortemente, facto a que não será alheio toda a gama de pormenores, vírgulas aliciantes capazes de captar, tantas vezes, a ilusão do cliente que ficará prisioneiro e altamente “jurado” por toda a sua vida. Opas, serão sinal de dinamismo económico para um progresso humano, justo e social? Não sabemos… Mas o que claramente sabemos é que serão os mesmos a crescerem ainda mais. Onde e como estão os outros, a classe média? É nela que vemos a verdade do país, é nela que percebemos a verdade sobre o desenvolvimento humano e social, e a este respeito as coisas não terão Opa instantânea que resolva. E os “pequenos”? Entre os muitos níveis, os daqueles que o são por própria cabeça (perguiçosamente e mal!) e os que heroicamente tudo fazem todos os dias para avançar na vida…, que dizem as opas de preocupação social com os mais “pequenos”? Que olhar inclusivo há para a verdade total da sociedade, ou trata-se só de ter mais lucro, dinheiro e poder? Os “pequenos” que sobrevivem em muitos dos “grandes” serão só para produzir sem olhar a meios dignos? E os “pequenos” com vícios de grandes ou que se deixaram ficar na praia a ver a vida a passar…sentirão este “safanão” como um forte impulso e desafio a agarrar cada dia presente como uma oportunidade a não adiar? 3. A forte aposta na qualificação e formação contínua de todos, certamente que quererá caminhar a par de uma ética da responsabilidade quer pessoal quer empresarial; só assim os desafios do presente construirão futuro, e os sinais de “impulso” da economia serão mesmo construção social, onde o mínimo de dignidade para cada um seja a realidade. Não é palavra oca, é a crua “outra face da moeda” também: que dirão as bem mais de duzentas mil pessoas que passam fome todos os dias das gigantes Opas. Que dirão as Opas (para além do seu próprio umbigo) da realidade social portuguesa e do seu maior compromisso social? Sem que isso signifique permissividade ao perguiçoso “deixar andar”, e mesmo naturalmente na valorização do mérito, haverá, contudo, mais algum espaço para uma maior distribuição dos bens entre todos na nossa economia? Com uma essencial e futurista finalidade: construir um ambiente sócio-económico onde haja mais equilíbrio entre todos. Se assim não for, a médio / longo prazo, não haverá nem dignidade (para os “pequenos”) nem mérito (dos “grandes”). Hoje, quando falamos de economia, falamos de pessoas, vidas, famílias…e, desse a volta que se lhe der, nunca haverá futuro num país / mundo onde que poucos têm quase tudo. O primeiro sinal de subdesenvolvimento é, precisamente, esse fosso e desequilíbrio entre ricos e pobres. Vale a pena pensar nisto!...

Uma correcta gestão da água

"ÁGUA, fonte de vida, património da humanidade"
Está a decorrer, até ao próximo dia 19 deste mês, a semana Cáritas, que este ano é subordinada ao tema «Água, fonte de vida, património da humanidade». Em declarações à Agência ECCLESIA Eugénio da Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa, sublinhou que esta "é uma ocasião para revitalizarmos a partilha de bens". Cada vez mais, os cristãos "têm a consciência que é um imperativo a atenção aos problemas dos irmãos". E acrescenta: "esta é uma das recomendações de Bento XVI na encíclica «Deus Caritas Est».
"O tema da água está em destaque nesta semana porque "não sei se todos têm consciência que estamos a falar de um recurso esgotável e indispensável à nossa sobrevivência" - disse o presidente da Cáritas.
Na linha de S. Francisco é-nos pedido que "conservemos a criação e a respeitemos". Devido à sua escassez, a água está a ser alvo "da cobiça por parte de particulares", mas esta tem de ser colocada "à disposição de todos" - referiu Eugénio da Fonseca. "Nós defendemos uma correcta gestão deste recurso" - esclareceu.
Comparando com outros países, Portugal é um privilegiado neste campo. Se não fossem os incêndios que têm fustigado o nosso país nos últimos anos e têm criado alguma desertificação, "existia uma maior abundância de água". E lamenta: "temos irmãos de outros países que são vítimas de longas secas".
Durante a semana decorrente, as várias cáritas diocesanas estão a realizar iniciativas: simpósios, assembleias de esclarecimento, recolha benévola de sangue e o peditório público que irá decorrer de 16 a 18 de Março. Actividades para assinalar esta semana que "está no coração da Quaresma" - finaliza Eugénio da Fonseca.
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Fonte: Ecclesia

terça-feira, 14 de março de 2006

FEIRA DE MARÇO

Feira de Março:
a maior festa da região
A secular Feira de Março, a maior festa da região de Aveiro, vem aí, para gáudio de quantos apreciam a alegria. O povo de Aveiro gosta da Feira de Março, com tudo o que ela tem, mesmo que seja quase sempre uma cópia das edições anteriores. A abertura, como habitualmente, é no dia 25 de Março.
Cá por mim, não deixarei de lá ir, quanto mais não seja para saborear uma fartura, já que durante o ano estou privado de doçuras.
Segundo consta, a Feira de Março vai ser animada, esperando-se, como é normal, a adesão das gentes das redondezas, e não só. Quando lá vou, costumo encontrar pessoas de longe, sinal de que a feira, afinal, é de todos.

Um artigo de António Rego

Os merceeiros globais
Ao ouvir eminentes mestres e executantes de economia na Semana Social de Braga, fui acometido duma frase que por vezes me visita: a ciência tem mais dúvidas que a fé. E se algumas vezes isso diz respeito às origens do mundo e evolução do cosmos, outras diz respeito ao homem, selecção única e irrepetível de milhões de hipótese expulsas do carreiro em direcção à vida. E quando o homem se combina, em afecto, em bando, em tribo, em comunidade social ou religiosa, mais complexa se torna - para não dizer impossível - essa ciência rígida sobre comportamentos e previsões.
Ao procurar explicações claras para todas as crises e casas sem pão, enreda-se na sua própria linguagem, mistura certezas com hipóteses, futuros com futuríveis. Mesmo nas barras e nos números. Eis um terreno minado pela surpresa constante dos mercados, pela mala às costas com que andam as empresas – como feirantes de rua – a ver onde se engana mais, se explora melhor, se compra barato e se vende mais caro. Para um sustentado crescimento económico – diz-se.
Tudo isso, segundo os tecnocratas, toma nomes empolgantes, modernos, inglesados, científicos, como se se tratasse da descoberta duma nova fórmula mágica que explica e resolve todos os problemas, menos os dos mais pobres, em todos os países do mundo.
Em grandes linhas, temos a experiência do mercado que cria leis, livremente, segundo o apetite dos compradores – inclusive de dinheiro, e esse outro que, inspirado em Marx, parecia, no papel, apaziguar algumas utopias sociais, mas que teve, como se sabe, um estrondoso desfecho de falência, com estilhaços que ainda andam por aí.
Continuam a esboçar-se mini sistemas. Alguns pedindo à economia o que ela menos gosta de dar: respeito pela pessoa, com ética a preceder a eficácia. O outro caminho é o da sacralização das regras cegas do mercado, salvando a economia e levando na frente quanto e quantos tenha de levar. Com total impotência para oferecer a cada ser humano o digno pão de cada dia.
É volumoso e duro o recente Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Reúne o pensar e o dizer do Evangelho com incursões pela economia de vários tempos incluindo o nosso. Marcando, com clareza, os terrenos da eficácia e as áreas sagradas da ética e do homem: “o destino universal dos bens está na base do direito universal ao uso dos bens… Trata-se dum direito natural, inscrito na natureza do homem… É inerente à pessoa, a cada pessoa, e prioritário a qualquer intervenção humana..” (nº172).
A economia não pode ficar entregue a contas de merceeiros globais… sem escrúpulos.

Dia Internacional do Livro Infantil - 2 de Abril

O destino dos livros está escrito
nas estrelas Ján Uličiansky Os adultos perguntam com frequência o que acontecerá aos livros quando as crianças deixam de os ler. Talvez esta seja uma resposta: «Nós carregá-los-emos todos em enormes naves espaciais e enviá-los-emos para as estrelas!» Uau...! Os livros são realmente como estrelas num céu nocturno. Há tantos, não podem ser contados e frequentemente estão tão longe de nós que não ousamos procurá-los. Mas imaginem só como ficaria escuro se um dia todos os livros, esses cometas no nosso universo cerebral, partissem e cessassem de fornecer essa energia ilimitada da imaginação e do conhecimento humanos... Valha-nos Deus! Vocês dizem que as crianças não podem compreender uma ficção científica como esta?! Muito bem, eu viajarei para a terra e permitir-me-ei recordar os livros da minha própria infância. De qualquer maneira, isto é o que me veio à mente quando eu estava a olhar para a Ursa Maior, a constelação a que nós, Eslovacos, chamamos «Grande Carroça», porque os meus livros mais preciosos me chegaram numa carroça... Isto é, não chegaram inicialmente a mim, mas à minha mãe. Foi durante a guerra. Um dia, estava ela à beira da estrada quando passou chocalhando uma carroça – uma carroça de feno atulhada de livros e puxada por uma parelha de cavalos. O condutor disse à minha mãe que estava a transportar os livros da biblioteca da cidade para um lugar seguro, para impedir que fossem destruídos. Nesse tempo a minha mãe era ainda uma menina pequena, ansiosa por ler, e à vista daquele mar de livros os olhos dela iluminaram-se como estrelas. Até então só tinha visto carroças cheias de feno, palha ou talvez estrume. Para ela uma carroça cheia de livros era como algo saído de um conto de fadas. Arranjou coragem para pedir: «Por favor, não poderia dar-me ao menos um livro dessa grande pilha?» O homem sorriu, assentiu, saltou da carroça abaixo, desatou um dos lados e disse: «Podes levar para casa todos os que caírem no caminho!» Alguns volumes caíram ruidosamente na estrada poeirenta, e pouco depois aquela estranha carroça já tinha desaparecido numa curva da estrada. A minha mãe apanhou os livros, com o coração a bater furiosamente de excitação. Depois de lhes limpar o pó, verificou que entre eles, perfeitamente por acaso, havia uma edição completa dos contos de Hans Christian Andersen. Nos cinco volumes de várias cores não existia uma única ilustração, mas aqueles livros iluminaram milagrosamente as noites que a minha mãe tanto temia. Isso acontecia porque durante aquela guerra ela tinha perdido a sua própria mãe. Quando lia aqueles contos ao serão, cada um deles era para ela um pequeno raio de esperança, e com uma imagem tranquila no coração, pintada com pestanas meio fechadas, podia adormecer sossegadamente, pelo menos durante um bocado... Os anos sucederam-se e aqueles livros passaram para mim. Eu levo-os sempre comigo pelas poeirentas estradas da minha vida. De que poeira é que eu falo, perguntam vocês? Ah! Talvez eu estivesse a pensar na poeira de estrelas que se instala nos nossos olhos quando nos sentamos numa cadeira a ler numa noite escura. Isto é, se estivermos a ler um livro. No fim de contas, nós podemos ler todo o tipo de coisas. Uma face humana, as linhas da palma de uma mão, e as estrelas... As estrelas são livros num céu nocturno e iluminam a escuridão. Sempre que eu duvido se vale a pena escrever mais um livro, contemplo o céu e digo para mim próprio que o universo é realmente infinito e que ainda deve haver lugar para a minha pequena estrelinha.
: Ján Uličiansky nasceu em 1955 em Bratislava. Tendo estudado dramaturgia, é autor de peças de teatro e contista, tendo sido director do Teatro de Marionetas de Košice e trabalhando actualmente como dramaturgo na rádio eslovaca. Diversas vezes premiados, os seus livros para crianças parecem buscar uma nova coerência na relação entre a lógica infantil e a lógica adulta. Humor, paródia, aventura são aspectos recorrentes na sua escrita, que explora de modo criativo o ludismo verbal. Dos seus livros destacam-se As Ilhas dos Bonecos de Neve (1990), Temos a Ema (1993), Histórias Extraordinárias dos Sete Mares (2003) e Um Rapaz Mágico (2005). : Versão portuguesa: José António GomesAutor do cartaz: Peter ČisárikO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL É UMA INICIATIVA DO IBBY (INTERNATIONAL BOARD ON BOOKS FOR YOUNG PEOPLE), REALIZADA ANUALMENTE DESDE 1967. O PATROCINADOR DE 2006 É A SECÇÃO NACIONAL DO IBBY DA ESLOVÁQUIA.DIFUSÃO EM PORTUGAL: APPLIJ – SECÇÃO PORTUGUESA DO IBBY

Um artigo de José Manuel Barroso, no DN

Religiões, guerra e paz
"Independentemente do posicionamento de cada um perante a religião, é incontestável que a raiz dos valores essenciais das nossas sociedades tem a ver com o cristianismo. A luta da Europa pelos seus valores - o que não significa guerra de civilizações, mas não impede choque de civilizações - é vital para a manutenção desses valores. Incluindo os da sociedade laica, só presentes nas sociedades de raiz cristã. A arquitectura cultural, social, jurídica e política do nosso mundo baseia-se neste legado."
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(Para ler todo o artigo, clique aqui)

Casas do Gaiato com novo modelo

OBRA DA RUA tem um projecto pedagógico próprio
A Casa do Gaiato, em Coimbra, dá posse esta terça-feira ao primeiro conselho pedagógico-social para acompanhamento dos jovens, que será constituído, entre outros, pelo próprio director, o psicólogo e professores das casas, representantes dos jovens e ainda por duas personalidades exteriores à instituição de acolhimento, mas com ligação à Igreja.
Este formato procura pôr cobro a alguns problemas surgidos do facto da Obra de Rua, criada pelo Pe. Américo, ter um projecto pedagógico próprio, que nem sempre se encaixa na visão que os sucessivos governos têm para esta área.
Em declarações à Agência ECCLESIA, Lages Raposo, membro da comissão criada há mais de um ano pelo Governo para acompanhar a situação na Casa do Gaiato, garante que as mudanças em curso "estavam a ser preparadas há meses e nada têm a ver com os casos noticiados mais recentemente".“As pessoas que estão a ser integradas neste Conselho já lá estavam, quase todas, apesar de se estar a alargar a presença externa”, acrescenta.
As Casas do Gaiato nasceram da intuição da necessidade sentida pelo Padre Américo Monteiro de Aguiar, visitador dos pobres e dos bairros degradados.
A finalidade de cada Casa do Gaiato é acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.
O novo modelo procura respeitar a intuição original do Padre Américo, dando-se como exemplo o facto dos “maioriais” (gaiatos mais velhos) estarem presentes no conselho pedagógico-social, na linha do regime de “autogoverno” preconizado pela Obra.
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Fonte: Ecclesia

segunda-feira, 13 de março de 2006

Material didáctico para a Guiné-Bissau

Até Maio,
Universidade de Aveiro
lança campanha de recolha de materiais
lúdicos e didácticos para a Guiné-Bissau
No âmbito do Projecto «Melhorar a Educação de Infância na Guiné-Bissau», está a decorrer na Universidade de Aveiro uma campanha de recolha de livros, brinquedos, jogos e materiais didácticos. O objectivo é apetrechar um Centro de Recursos Educativos na Guiné-Bissau. Em Março, Abril e Maio junte livros, brinquedos, jogos e materiais didácticos para crianças entre os 2 e os 8 anos e deixe-os num dos seguintes locais de recolha da Universidade de Aveiro: átrio da Reitoria, Departamento de Ciências da Educação, Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa, CIFOP, CUFC, CUA, ou ainda nos jardins-de-infância da Prática Pedagógica e escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da Prática Pedagógica.
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(Para mais informações, clique aqui)

V JORNADAS SE SAÚDE MENTAL DO IDOSO

Amanhã e quarta-feira, na Universidade de Aveiro
Com o apoio da Universidade de Aveiro, a CMStatus, empresa de organização de eventos científicos e culturais, leva a cabo, nos próximos dias 14 e 15 de Março, no Auditório da Reitoria e no anfiteatro do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA, as V Jornadas de Saúde Mental do Idoso. A organização oferece 20 entradas livres a docentes da Universidade de Aveiro.
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(Para saber mais, clique UA)

"MÚSICA NA ESCOLA"

FILARMONIA DAS BEIRAS APRESENTA "MÚSICA NA ESCOLA"
O Projecto “Música na Escola” vai ter lugar nos dias 14, 15 e 17 de Março de 2006, pelas 9.45 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.A cargo da Orquestra Filarmonia das Beiras, o projecto “Música na Escola” tem por principal objectivo a divulgação, sensibilização e formação de público infantil para a música.
Segundo o Vereador responsável pelo Pelouro da Educação, Pedro Ferreira, “esta iniciativa é muito importante para o desenvolvimento de cada criança da educação pré-escolar e do primeiro ciclo, visto que ficam sensibilizadas para esta área de formação que é a música”.
Cerca de 2000 crianças do primeiro ciclo e dos jardins-de-infância dos Agrupamentos de escola de Aradas, Aveiro, Cacia, Eixo, Esgueira, Oliveirinha e São Bernardo, vão assistir ao Concerto “O Carnaval dos Animais” de Camille Saint-Saëns, uma das peças mais utilizadas nas actividades de divulgação e de sensibilização do público infantil e juvenil à música, em geral, e à música orquestral, em particular.
Esta obra encerra uma série de características que a tornam extremamente apelativa e apropriada para concertos pedagógicos, como por exemplo, o carácter descritivo das várias peças, a variedade de instrumentos utilizados e a exploração das suas possibilidades específicas, a dimensão de cada secção, a evocação dos animais e o espírito geral muito bem disposto – satírico, por vezes, da obra.
Por outro lado, a obra permite aos professores desenvolverem e explorarem conteúdos relacionados, de outras áreas – várias ciências, como por exemplo, a biologia, a geografia, a língua, entre outros – que são suscitados pelo conhecimento e audição do “Carnaval dos Animais”.
Com esta iniciativa, pretende-se que a experiência de assistir a uma sessão pedagógica e a um concerto não comece e acabe nesses momentos, mas que venha já da sala de aula e regresse a ela depois, de forma a consolidar e sedimentar essa mesma experiência. Deste modo, o aluno trabalha na sala de aula com o seu professor alguns dos assuntos e aborda alguns conteúdos programáticos.
Depois o aluno vai assistir a uma sessão com a Orquestra Filarmonia das Beiras, comentada e interactiva, em que pode experimentar, ouvir e constatar parte dos conteúdos que já abordou.
De regresso à escola, o aluno faz trabalhos relacionados com o concerto a que assistiu e pode preparar algum material para o concerto final – dia 19 de Março, às 16 horas, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro -, no qual poderão colaborar com a Orquestra. Por último, é proposto ao aluno a realização de um trabalho individual sobre o concerto final a que assistiu com a família.
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Fonte: "Site" da CMA

Doutrina Social da Igreja indica vias para a paz

Cardeal Renato Martino encerrou Semanas Sociais em Braga A paz plena compreende
a verdade, a liberdade e a justiça
O presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e Paz (CPJP) espera que o Compêndio da Doutrina Social da Igreja seja lido em Portugal, inspirando as pessoas a modificarem a sociedade, através do seu pensamento e da sua acção.
O Cardeal Renato Martino, que esteve ontem no encerramento das Semanas Sociais Portu-guesas, em Braga, recordou que o Catecismo Social encara a paz como «vida plenamente huma-na».
Nesta perspectiva, a paz plena compreende a verdade, a liberdade e a justiça, sendo a única que permite chegar à ausência de guerra. O Cardeal defendeu ainda que «o agir humano em relação à natureza deve ser orientado eticamente».
A propósito das Semanas Sociais, o Cardeal Renato Martino referiu que elas são «um instrumento muito importante que deve ser plenamente valorizado para facilitar uma abordagem correcta dos numerosos problemas sociais, económicos e políticos que o nosso tempo propõe à consciência humana e para dar a esses problemas respostas culturais adequadas, inspiradas pelo Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja».
O orador disse que o Compêndio da Doutrina Social da Igreja «dá o seu aval à organização» destas iniciativas, que «são uma escola qualificada onde os fiéis leigos podem exprimir-se e crescer» e são capazes «de oferecer um contributo específico para a renovação da ordem temporal».
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Livro sobre as Semanas Sociais
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O presidente da Comissão Coordenadora Nacional das Semanas Sociais, Manuel Porto, revelou ontem que a organização da iniciativa vai editar em breve um livro com as comunicações proferidas durante os vários dias de reflexão. O responsável sublinhou que diversas intervenções proferidas pelos convidados foram escritas propositadamente para o evento.
Fazendo um balanço da iniciativa, que, desde quinta- feira e até ontem, decorreu em Braga, Manuel Porto disse que passaram pelas Semanas Sociais cerca de 500 pessoas, o que é motivo de «regozijo». O responsável destacou a presença verificada em termos de número, mas também de «qualidade».
Neste evento, promovido pela Comissão Episcopal do Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa, estiveram representados «todos os distritos e Dioceses, incluindo as regiões autónomas, e pessoas de diferentes entidades e qualificações », disse Manuel Porto, que focou o «alto nível das comunicações».
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, destacou o interesse que, através da sua presença, as Dioceses portuguesas tiveram no sentido do «conhecimento e da necessidade de concretizar a Doutrina Social da Igreja».
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Fonte: Ecclesia e Diário do Minho

domingo, 12 de março de 2006

As minhas escolhas

Pós-modernidade? Uma cosmovisão outra
O homem é no tempo, melhor, é temporal, pois o tempo é o modo como o ser finito se realiza. Somos seres históricos e, também para melhor nos situarmos, dividimos a História em épocas: a Antiguidade, a Idade Média, a Modernidade. Não falta quem fale já em pós-modernidade - outros dirão modernidade tardia, segunda modernidade... Não vamos entrar nesse debate. Partimos apenas do entendimento de que, com esse termo, se quer exprimir uma crise e que precisamos de uma nova cosmovisão.
(Para ler todo o artigo de Anselmo Borges clique aqui)

APRECIEM, POR FAVOR

COMENTÁRIOS PARA QUÊ?
NB: Enviado por João Caniço

Citação

“O retiro quaresmal não é para preparar a ressurreição futura. O importante é captar os fluxos de vida espiri-tual que percorrem o universo em novas experiências de trans-figuração da existência do quotidiano. Lamenta-se, e com alguma razão, que os grandes meios de comunicação social engordam quase só com notícias de desgraças e com a exibição de banalidades. Em vez de engrossar essas queixas, é preferível um longo jejum dessas imagens em troca da fruição da natureza, de boa música, de leitura, de meditação e oração, de partilha com os pobres, da presença aos doentes e idosos. Por aí corre a vida que mais vale. A surdez metafísica, poética e musical perde-nos do mundo da beleza. A falta de justiça e compaixão perde-nos de Deus e dos seres humanos.” : Frei Bento Domingues, in PÚBLICO

A foto do dia

Aveiro: Zona de lazer
junto ao Canal de São Roque
Quem resiste, com este lindo dia de sol, a ficar em casa? Depois do frio e da chuva, o sol voltou a brilhar, para nos convidar a uns passeios, em espaços que convidam ao encontro com a natureza.
Neste caso, de um lado está o Canal de São Roque, com pontes, água mais límpida e barquinhos. Do outro fica o IP5, com todo o movimento, que hoje não deve ser pouco, a caminho das praias. No centro fica uma zona de lazer, por onde se pode caminhar, enquanto se conversa.
Experimente e depois diga se vale ou não a pena esta minha sugestão para sair de casa.

Carta por Acabar, do Ir. Roger

P r o c u r a r a Reconciliação e a Paz “Procurar a reconciliação e a paz supõe uma luta interior. Não é um caminho de facilidade. Nada de duradouro se constrói na facilidade. O espírito de comunhão não é ingénuo, é coração que se alarga, é bondade profunda que recusa dar ouvidos à desconfiança. Para sempre portadores de comunhão, será que avançaremos, nas nossas vidas, pelo caminho da confiança e de uma bondade do coração sempre renovada? Nesse caminho encontraremos por vezes contratempos. Lembremo-nos então que a fonte da paz e da comunhão está em Deus. Em vez de nos desanimarmos, invocaremos o seu Espírito Santo sobre as nossas fragilidades. E, ao longo de toda a vida, o Espírito Santo ajudar-nos-á a retomar o caminho e a ir, de começo em começo, em direcção a um futuro de paz…” : Excerto da Carta por Acabar, Ir.Roger Mote para o Encontro Europeu de Taizé-Milão 2006 :
NB: Texto retirado do ROADBOOK – Caminhada de Quaresma
> Páscoa SDPJ, pág 23

Um artigo de Tiago Mendes, no Diário Económico

Deficiências
Um desejo:
que o tema dos direitos dos deficientes não fique apenas na agenda da Primeira Dama. Há uma magistratura de influência por cumprir
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Muitas coisas separam Portugal de Inglaterra. Uma é evidente: a forma como os deficientes se integram na sociedade. Algo que põe à prova, mais do que o sentido de justiça social, o valor da cidadania de um país. Em Oxford, não se sente o ostracismo relativamente aos deficientes que há em Portugal. Apercebemo-nos disto um pouco por toda a parte: das universidades aos teatros, das discotecas aos ginásios. E, claro, na rua, onde reaprendemos a olhar o deficiente como um cidadão igual aos outros. Sem qualquer reacção especial. Sem a escolha angustiante entre olhar e não olhar. A ”normalidade” no tracto social é um dado adquirido. O exemplo maior? Enquanto o português discute o politicamente correcto da denominação ”pessoa com deficiência” face a ”deficiente”, os ingleses têm, na famosa série ”Little Britain”, um personagem que anda de cadeira de rodas sem precisar dela, divertindo-se à custa do amigo. Já dizia Pessoa que um dos traços distintivos entre os homens é a qualidade da ironia, marca superior da civilidade.
O sentido de justiça para com os deficientes diz muito do país que somos. Sobretudo em relação aos que não têm qualquer responsabilidade pela deficiência que possuem. Em Portugal, existe uma miríade de leis por cumprir. Na Inglaterra, não. Os edifícios têm acessos adequados e os passeios estão rebaixados. As universidades garantem igualdade de oportunidades no acesso, na frequência e na avaliação dos estudantes. É comum vermos cadeiras de rodas mecanizadas e cães-guia pela cidade. Um cão-guia custa três anos de treino e cerca de 20 mil euros. As cadeiras não serão baratas. A diferença nos níveis de vida é real, mas acaba por ser uma questão menor: o importante é a igualdade de oportunidades na sociedade em que se vive.
Na política portuguesa há pouco interesse no tema, não obstante a minoria silenciosa de 500 mil portugueses com algum tipo de deficiência poder mudar uma eleição. Três razões ajudam a perceber o porquê disso. Primeira: a inveja, pouco convidativa a olharmos para aqueles que têm menos ”projecção social” do que nós. Segunda: uma débil consciência cívica, favorável à continuação do estado das coisas. Terceira: a dependência do Estado, uma forma de alívio rápido para as consciências de muitos. A Inglaterra notabiliza-se também aqui, por ter visto crescer, a par da liberdade, um forte espírito de comunidade, onde a participação do cidadão no espaço público é uma imagem de marca. E onde os ‘lobbies’ têm um papel natural, havendo alguns que lutam pelos direitos dos deficientes, algo pouco visto em Portugal. O que nos leva - no contexto da tomada de posse do novo Presidente da República - a juntar ao desejo de ”boa sorte”, este outro: que o tema dos direitos dos deficientes não fique apenas na agenda da Primeira Dama. Há uma magistratura de influência por cumprir.
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Publicado no Diário Económico, a 8 de Março de 2006

GOTAS DO ARCO-ÍRIS - 8

E DEUS FEZ UMA ALIANÇA!...
Caríssimo/a:
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Andávamos nós muito divertidos, quando fomos confrontados com a doença... Ainda bem que tudo parece ultrapassado pois, de repente, surge-nos um texto que responderá ou não às nossas inquietações e perplexidades: traz-nos a própria voz de DEUS.
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“DEUS disse a Noé e seus filhos: Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra...
DEUS disse ainda: Este é o sinal da aliança que estabeleço convosco e com todos os animais que vivem entre vós, por todas as gerações futuras: FAREI APARECER O MEU ARCO SOBRE AS NUVENS, QUE SERÁ UM SINAL DE ALIANÇA ENTRE MIM E A TERRA. Sempre que eu cobrir a terra de nuvens e aparecer nas nuvens o ARCO, recordarei a minha aliança convosco e com todos os seres vivos e nunca mais as águas formarão um dilúvio para destruir todas as criaturas.”
E se DEUS disse, está dito!...
Sobre a semana que passou apenas duas pequenas gotas que, na sua frescura, me permitam prestar homenagem sentida a João Cidade e à Mulher.
João Cidade, português, mais conhecido no Mundo por S. João de Deus, é um exemplo vivo de louco pelo Homem! Arco altaneiro que abrigou e continua a abrigar os mais de menos que a sociedade enjeita e repele...A sua obra aí está para quem quiser ver.
À Mulher e da Mulher outros dirão o que é bom que se diga; por mim, levanto aqui o meu arco a todas as Mulheres que me têm ajudado (e continuam a ajudar) a crescer. E se as actuais o permitirem, gostaria de trazer para junto de nós aquelas heroínas que, na sua humildade e no seu labor silencioso, fizeram a nossa Terra. Bem hajam!
Manuel

Uma reflexão do padre João Gonçalves, pároco da Glória

Oferta estranha
Há quem dê do que sobra; há quem dê do que faz falta - já custa mais. Mas há quem se dê a si mesmo - em tempo, em presença, em vida por vida. Ao Patriarca Abraão foi pedido que oferecesse o próprio filho; a sua atitude interior foi de disponibilidade ainda que, certamente, de interrogações e sofrimento.
Deus fez o mesmo; quando entendeu necessário para nós, ofereceu-nos o Seu Filho Jesus. E se a Abraão Deus dispensou do acto da oferta de Isaac, com Jesus não fez o mesmo: deixou que o processo fosse até ao fim, e acabou em oferta de cruz.Era preciso salvar a Humanidade e recriar no Homem o sentido da esperança; e, quando se ama, faz-se tudo pelo amado, nem que vá até ao Calvário ou à morte.
Deus está por nós; está do nosso lado, apesar das nossas infidelidades; vem ao nosso encontro, por ruas e avenidas, pelos montes e vales; e não desiste de procurar quem se perdeu, e oferece sempre novas oportunidades, a maior das quais foi a oportunidade de Se fazer encontrar connosco, no Seu Filho muito amado, entregue em oferta por todos nós.
Da nossa parte há-de ficar sempre lugar para a gratidão, gentil e delicada. Afinal, amor paga-se com amor!
: In "Diálogo", 1065 - II DOMINGO DA QUARESMA - Ano B

sábado, 11 de março de 2006

AVEIRO: Feira de artes e ofícios

FEIRA ARTES E OFÍCIOS
12 DE MARÇO DE 2006
A Feira das Artes e Ofícios vai ter lugar no próximo Domingo, dia 12 de Março de 2006, das 8 às 19 horas, nas Praças 14 de Julho e Joaquim Melo Freitas.
De realçar que a Feira das Artes e Ofícios tem por objectivos reavivar tradições e mostrar o que de melhor se faz em artesanato, transmitindo cultura e saberes às gerações mais novas.

Presidente da CNIS aplaude José Sócrates

Rede Nacional de Equipamentos Sociais
vai ser alargada O Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) está satisfeito com as medidas hoje anunciadas por José Sócrates, para o Programa de Alargamento da Rede Nacional de Equipamentos Sociais (PARES). Este Sábado, o primeiro-ministro apresentou, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o programa que prevê um investimento de 450 milhões de euros, verba a aplicar nos próximos quatro anos, e que irá criar mais de 15 mil postos de trabalho e 45 700 vagas em creches, centros de actividades ocupacionais, lares residenciais, serviço de apoio domiciliário a pessoas com deficiência, centros de dia, lares de idosos e serviço de apoio domiciliário a idosos.
Para o presidente da CNIS, Pe. Lino Maia, “estas medidas são muito oportunas”, disse à Agência ECCLESIA, sublinhando que “serão estas as áreas em que é mesmo preciso apostar”.
O Programa PARES vai-se realizar através de parcerias com as câmaras municipais e com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e também com os privados.
Segundo o Pe. Lino Maia, não se trata de “apoio a instituições lucrativas” que, faz questão de salientar, “têm também um trabalho grande a desempenhar na área” mas, explica, “o que está em agenda é apoiar fundações que têm intervenção na área social e que não são propriamente lucrativas”. Esta foi, pelo menos, a explicação que o presidente da CNIS obteve do ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, num encontro que tiveram recentemente, revelou. “Do encontro que tive com o senhor ministro fiquei agradado e acho que está no caminho certo”.
O programa que José Sócrates hoje apresentou foi referenciado pelo próprio a 24 de Fevereiro no Parlamento, e sobre este o Pe. Lino Maia tinha manifestado à Agência ECCLESIA dúvidas em saber se os apoios anunciados para os equipamentos sociais contemplavam, ou não, as instituições com fins lucrativos. “Foram feitas afirmações que pareciam indiciar a disponibilidade para apoiar organizações lucrativas. Não houve um esclarecimento do que se pretendia de facto dizer”, comentou hoje o Pe. Lino Maia.
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Fonte: Ecclesdia
Foto de Dinis Alves, do Solidariedade

As minhas escolhas

No DN, pode ler "O Iraque e a revolução falhada", um artigo deFranc isco Sarsfield Cabral. No mesmo jornal, sugiro a leitura de mais este texto: "O que vai mudar nas nossas cidades" .
No Diário de Aveiro, há este texto que vale uma reflexão: "Sócrates pede a Aveiro para 'puxar pelo país'".

Desemprego não pode deixar-nos tranquilos

Consciências não podem sossegar perante a falta de emprego
O presidente da Comissão Coordenadora das Semanas Sociais Portugueses considera que as consciências não podem ficar sossegadas perante o drama do desemprego, que afecta pessoas de todas as idades.«Por respeito para quem está em situações dramáticas de falta de colocação, não é sério ficarmos agarrados a ideias feitas ou atribuindo responsabilidades a quem, com realismo, não pode resolver todos ou a maior parte dos problemas», afirmou Manuel Porto.
Este responsável manifestou algumas inquietações, ao falar do «orgulho » com que os europeus falam do seu modelo social. «Temos o direito de o manter sem nenhuma alteração quando as estatísticas mostram que na “eurolândia” a taxa de desemprego é de 8,3 por cento, com uma taxa de crescimento que se queda por 1,6 por cento? », interrogou.
Em contraponto, apontou o bloco norte- -americano «criticável a muitos propósitos, “desconhecendo” incompreensivelmente carências básicas de tantos cidadãos, mas com índices de crescimento anual muito mais elevados – 3,6 por cento – e uma taxa de desemprego de 4,9 por cento, quase metade da “eurolândia”». «Talvez o caminho correcto esteja de permeio, numa sociedade com uma ampla cobertura social que permita, por isso mesmo, uma flexibilidade e uma participação maiores», afirma.
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Fonte Ecclesia

A foto do dia

Praia da Barra
O mar é sempre reconfortante. Quando o stresse nos invade, com o corre-corre da vida, vale sempre a pena deixar tudo, por uns simples momentos, e procurar a paisagem marítima que nos leva, quantas vezes em sonhos, para paraísos tranquilizantes. Neste fim-de-semana sugiro esta experiência, que não custa dinheiro.

sexta-feira, 10 de março de 2006

4º Lugar para padres futebolistas portugueses

2.º Liga Europeia de Padres Católicos em Futsal Sacerdotes futebolistas oferecem troféu
ao Santuário de Fátima A selecção portuguesa de sacerdotes futebolistas ofereceu ontem, 9 de Março, ao Santuário de Fátima o troféu obtido pela participação no campeonato europeu de padres futebolistas, realizado em Zabreb, na Croácia, a 7 e 8 de Fevereiro. Recorde-se que a selecção portuguesa trouxe de Zagreb um honroso 4.º lugar, após uma competição entre dez países europeu, e com o troféu a ficar em casa, para a equipa croata. A taça e um quadro com uma fotografia da equipa portuguesa foram entregues ontem ao Reitor do Santuário de Fátima, Mons. Luciano Guerra, na presença do Bispo de Diocese de Leiria-Fátima, D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, após um almoço/convívio oferecido pelo Santuário aos sacerdotes futebolistas. Durante a tarde, os sacerdotes visitaram a exposição “Fátima Luz e Paz”, mostra representativa das ofertas feitas ao Santuário ou a Nossa Senhora de Fátima. No local, puderam apreciar outras ofertas de devotos desportistas, como as camisolas do futebolista Romário e do campeão de ciclismo Joaquim Agostinho. O grupo dirigiu-se depois à Capelinha das Aparições, para uma oração individual, e visitou o local onde estão sepultados dos três Videntes de Fátima, na Basílica do Santuário.
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Fonte: Santuário de Fátima

Enciclopédia de Fátima

Mais de cem artigos na Enciclopédia sobre Fátima
O próximo volume da Documentação Crítica de Fátima sairá no próximo mês de Maio. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Científica para a Documentação Crítica de Fátima, referiu também que em relação à Enciclopédia sobre Fátima “os artigos estão todos entregues e metade da colaboração já chegou”. Ao todo esta obra terá mais de uma centena de artigos.
Em 2007, publicar-se-á também uma bibliografia e cronologia de Fátima.Com muita documentação, o próximo volume abrange cinco anos (1922-27): “do processo canónico até à criação da capelania” – realçou. O primeiro tomo do volume abrange de 4 de Maio de 1922 até 12 de Outubro de 1922. “Há muita documentação nesta fase porque há a primeira grande peregrinação onde vão cerca de 40 mil pessoas e dá muito brado na imprensa” – disse D. Carlos Azevedo.
Na reunião da Comissão Científica para a Documentação Crítica de Fátima ficou também decidido que o Santuário iria contratar um técnico superior de arquivo para ajudar na preparação do trabalho para a beatificação da Irmã Lúcia. “Recolher todas as cartas e catalogá-las para ser mais fácil o acesso aos documentos” – salientou.
Como serão digitalizados os primeiros mil números do jornal a «Voz da Fátima», no próximo dia 22 de Março haverá uma reunião com a participação da Biblioteca Nacional (BN), o Santuário de Fátima e a empresa responsável pela digitalização.
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Fonte: Ecclesia

Citação

"Os ventos não parecem favoráveis, mas o novo Presidente vislumbra 'brisas propícias', como Cabral quando partiu para o Brasil num mesmo dia de Março."
António José Teixeira, no "Diário de Notícias" de hoje
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As minhas escolhas

No DN, pode ler um artigo de Maria José Nogueira Pinto, intitulado "De ser mulher". No semanário Voz Portucalense, há uma boa entrevista ao padre Victor Melícias, intitulada "Multiculturalidade, unidade nas diferenças", na secção Especial.

ROTA DA LUZ CONSOME-SE A SI PRÓPRIA

Sede da Rota da Luz

Novo presidente da Rota da Luz, em entrevista ao Diário de Aveiro "A Rota da Luz tem um lado
autofágico e consome-se a ela própria"
Sente que é presidente de uma instituição fragilizada, já que os municípios têm dado sinais de descontentamento com o funcionamento da Rota da Luz e falam até na necessidade de criar outra entidade?
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Este é o momento em que os municípios, as administrações regionais e a administração central estão a pensar na reformulação do modo de encarar o turismo. Não é um exclusivo das autarquias – todos estamos a pensar quais os novos modelos adequados. É um momento importante porque os modelos se estão a definir. As regiões de turismo, por força de novas entidades que surgem mas também por causa dos novos paradigmas, têm de repensar a sua maneira de intervir. Estamos todos de acordo quanto a isso. O turismo é cada vez mais uma componente importante do PIB e percebemos que este modo de agir tem de ser muito mais bem organizado do que o foi até hoje.
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(Para ler toda a entrevista, clique aqui)

quinta-feira, 9 de março de 2006

CAVACO SILVA toma posse como Presidente da República

Presidente da República reafirma disponibilidade para cooperar com o Governo
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reafirmou hoje, durante a cerimónia de tomada de posse, que está a decorrer no Parlamento, a sua total disponibilidade para cooperar com o Governo de José Sócrates. Cavaco Silva propôs cinco desafios à sociedade portuguesa. O primeiro é a criação de condições para o crescimento mais rápido da economia, com o objectivo de proporcionar mais emprego aos portugueses e aproximar Portugal dos parceiros europeus.
O segundo desafio compreende a qualificação dos recursos humanos, tanto ao nível da educação dos jovens como da qualificação dos trabalhadores.
A terceira proposta feita por Cavaco Silva reside no reforço da credibilidade do sistema de justiça, com o intuito de criar um sistema de justiça "mais eficaz, credível e responsável".
O quarto ponto é a sustentabilidade do sistema social e a necessidade de se encontrar uma fórmula que permita manter o actual apoio social aos mais desfavorecidos, aos desempregos e aos reformados.
Por último, Cavaco Silva apontou a credibilização do sistema político como o quinto desafio a que Portugal tem de responder. "Os agentes políticos têm de ser um exemplo de cultura da honestidade, de transparência, de responsabilidade, de rigor na utilização dos recursos do Estado, de ética do serviço público, de respeito pela dignidade das pessoas, de cumprimento de promessas feitas", sublinhou.
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Um artigo de Bagão Félix, no Correio do Vouga

SER E TER
Fazem parte dos verbos fundamentais da nossa existência. Andam de mãos dadas e de pés atados: o ser e o ter. Às vezes sós, muitas vezes acompanhados do saber, do fazer, do dar, do amar. O nosso viver confronta-se invariavelmente entre a liberdade de se ser, a necessidade de se ter, a responsabilidade de se dar, a capacidade de se fazer, a exigência de se saber, o impulso de se amar. Mas, num tempo impulsionado cada vez mais pelas tecnologias poderosas e pela obsessão da circunstância, é entre o ser e o ter que nos vemos constantemente desafiados. É de tal modo assim, que na linguagem corrente nos deixamos aliciar pela hegemonia do ter, mesmo se com isso apenas estamos a ser. Usa-se e abusa-se do ter, para se expressar uma acção, um movimento, um processo, um estado de alma até. Já não sói dizer-se “penso”, mas “tenho uma ideia”, “quero” mas “tenho vontade”; ou um “tenho um desejo”, quando nos bastaria tão simplesmente a conjugação do verbo desejar. E, não raro, até nos damos conta de que, em vez de “sermos”, dizemos que “temos uma vida”… Este tipo de linguagem denuncia a supremacia quase inconsciente e perigosamente alienante do ter sobre o ser, no nosso quotidiano. Até os problemas que nos consomem em cada dia já não são do domínio do ser mas do ter. Por isso, dizemos “Eu tenho um problema” o que significa que transformamos a percepção do problema em qualquer coisa que passamos a possuir: o próprio problema!... E este vinga-se passando de possuído a possuidor. :
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