quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

UM POEMA DE JOSÉ RÉGIO

José  Régio

TOADA DE PORTALEGRE 

Em Portalegre, cidade 
Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros, 
Morei numa casa velha, 
Velha, grande, tosca e bela, 
À qual quis como se fora 
Feita para eu morar nela... 
Cheia dos maus e bons cheiros 
Das casas que têm história, 
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória 
De antigas gentes e traças, 
Cheia de sol nas vidraças 
E de escuro nos recantos, 
Cheia de medo e sossego, 
De silêncios e de espantos, 
– Quis-lhe bem como se fora 
Tão feita ao gosto de outrora 
Como ao do meu aconchego. 
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada 
De montes e de oliveiras 
Do vento soão queimada 
(Lá vem o vento soão!, 
Que enche o sono de pavores, 
Faz febre, esfarela os ossos, 
E atira aos desesperados 
A corda com que se enforcam 
Na trave de algum desvão...) 
Em Portalegre, dizia, 
Cidade onde então sofria 
Coisas que terei pudor 
De contar seja a quem for, 
Na tal casa tosca e bela 
À qual quis como se fora 
Feita para eu morar nela, 
Tinha, então,
 Por única diversão, 
Uma pequena varanda 
Diante de uma janela. 
Toda aberta ao sol que abrasa, 
Ao frio que tolhe, gela, 
E ao vento que anda, desanda, 
E sarabanda, e ciranda 
De redor da minha casa, 
Em Portalegre, cidade 
Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos e sobreiros, 
Era uma bela varanda, 
Naquela bela janela! 
Serras deitadas nas nuvens, 
Vagas e azuis da distância, 
Azuis, cinzentas, lilases, 
Já roxas quando mais perto, 
Campos verdes e amarelos, 
Salpicados de oliveiras, 
E que o frio, ao vir, despia, 
Rasava, unia 
Num mesmo ar de deserto 
Ou de longínquas geleiras, 
Céus que lá em cima, estrelados, 
Boiando em lua, ou fechados 
Nos seus turbilhões de trevas, 
Pareciam engolir-me 
Quando, fitando-os suspenso 
Daquele silêncio imenso, 
Eu sentia o chão a fugir-me, 
– Se abriam diante dela 
Daquela 
Bela 
Varanda 
Daquela 
Minha 
Janela, 


Em Portalegre, cidade 
Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros, 
Na casa em que morei, velha, 
Cheia dos maus e bons cheiros 
Das casas que têm história, 
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória 
De antigas gentes e traças, 
Cheia de sol nas vidraças 
E de escuro nos recantos, 
Cheia de medo e sossego, 
De silêncios e de espantos, 
À qual quis como se fora 
Tão feita ao gosto de outrora 
Como ao do meu aconchego... 
Ora agora, 
Que havia o vento soão 
Que enche o sono de pavores, 
Faz febre, esfarela os ossos, 
Dói nos peitos sufocados, 
E atira aos desesperados 
A corda com que se enforcam 
Na trave de algum desvão, 
Que havia o vento soão 
De se lembrar de fazer? 
Em Portalegre, dizia, 
Cidade onde então sofria 
Coisas que terei pudor 
De contar seja a quem for, 
Que havia o vento soão 
De fazer, 
Senão trazer 
Àquela 
Minha 
Varanda 
Daquela 
Minha 
Janela, 


O testemunho maior 
De que Deus 
É protector 
Dos seus 
Que mais faz sofrer? 
Lá num craveiro, que eu tinha, 
Onde uma cepa cansada 
Mal dava cravos sem vida, 
Poisou qualquer sementinha 
Que o vento que anda, desanda, 
E sarabanda, e ciranda, 
Achara no ar perdida, 
Errando entre terra e céus..., 
E, louvado seja Deus!, 
Eis que uma folha miudinha 
Rompeu, cresceu, recortada, 
Furando a cepa cansada 
Que dava cravos sem vida 
Naquela 
Bela 
Varanda 
Daquela 
Minha
Janela


Da tal casa tosca e bela 
À qual quis como se fora 
Feita para eu morar nela... 
Como é que o vento soão 
Que enche o sono de pavores, 
Faz febre, esfarela os ossos, 
Dói nos peitos sufocados, 
E atira aos desesperados 
A corda com que se enforcam 
Na trave de algum desvão, 
Me trouxe a mim que, dizia,
 Em Portalegre sofria 
Coisas que terei pudor
 De contar seja a quem for, 
Me trouxe a mim essa esmola, 
Esse pedido de paz 
Dum Deus que fere ... e consola 
Com o próprio mal que faz? 
Coisas que terei pudor 
De contar seja a quem for 
Me davam então tal vida 
Em Portalegre; cidade 
Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros, 
Me davam então tal vida
 – Não vivida!, mas morrida 
No tédio e no desespero, 
No espanto e na solidão, 
Que a corda dos derradeiros 
Desejos dos desgraçados 
Por noites do tal soão 
Já várias vezes tentara 
Meus dedos verdes suados... 
Senão quando o amor de Deus 
Ao vento que anda, desanda, 
E sarabanda, e ciranda, 
Confia uma sementinha 
Perdida entre terra e céus, 
E o vento a traz à varanda ~
Daquela 
Minha 
Janela


Da tal casa tosca e bela 
À qual quis como se fora 
Feita para eu morar nela! 
Lá no craveiro que eu tinha, 
Onde uma cepa cansada 
Mal dava cravos sem vida, 
Nasceu essa acaciazinha 
Que depois foi transplantada 
E cresceu; dom do meu Deus!, 
Aos pés lá da estranha casa 
Do largo do cemitério, 
Frente aos ciprestes que em frente 
Mostram os céus, 
Como dedos apontados 
De gigantes enterrados...
 Quem desespera dos homens, 
Se a alma lhe não secou, 
A tudo transfere a esperança 
Que a humanidade frustrou:
 E é capaz de amar as plantas,
 De esperar nos animais, 
De humanizar coisas brutas, 
E ter criancices tais, 
Tais e tantas!, 
Que será bom ter pudor 
De as contar seja a quem for! 
O amor, a amizade, e quantos 
Sonhos de cristal sonhara, 
Bens deste mundo, que o mundo 
Me levara, 
De tal maneira me tinham, 
Ao fugir-me, 
Deixando só, nulo, atónito, 
A mim que tanto esperava 
Ser fiel, 
E forte, 
E firme, 
Que não era mais que morte 
A vida que então vivia, 
Auto-cadáver... 
E era então que sucedia 
Que em Portalegre, cidade
 Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros, 
Aos pés lá da casa velha 
Cheia dos maus e bons cheiros 
Das casas que têm história, 
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória 
De antigas gentes e traças, 
Cheia de sol nas vidraças 
E de escuro nos recantos, 
Cheia de medo e sossego, 
De silêncios e de espantos, – A minha acácia crescia. 
Vento soão!, obrigado 
Pela doce companhia 
Que em teu hálito empestado, 
Sem eu sonhar, me chegava!
 E a cada raminho novo 
Que a tenra acácia deitava, 
Será loucura!..., mas era 
Uma alegria 
Na longa e negra apatia 
Daquela miséria extrema Em que vivia, 
E vivera, 
Como se fizera um poema, 
Ou se um filho me nascera.

In "FADO"

"Outras Culturas, a Mesma Cidadania"

Posted by Picasa

Em Fátima, VI Encontro
de
Apoio Social ao Imigrante
Nos próximos dias 13, 14 e 15 de Janeiro realizar-se-á, em Fátima, Casa do Carmo, o VI Encontro de Apoio Social ao Imigrante, subordinado ao tema “Outras Culturas, a Mesma Cidadania”.
Com organização da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), Caritas Portuguesa (CP) e Agência Ecclesia (AE), este encontro pretende aprofundar a relação entre Educação e Identidade Cultural; favorecer na Igreja a educação para a Interculturalidade e Formação contínua dos agentes sócio-pastorais das migrações.
“Educar para a Interculturalidade” por Roberto Carneiro, Coordenador do Observatório da Imigração do ACIME; “Acesso à Educação e à Cultura: um direito adquirido?” por Célia Marques Pinho, investigadora em relações interculturais; “Os media na educação intercultural” pelo jornalista Ricardo Dias Felner; “Escola como lugar de Interculturalidade” pelo Pe. Miguel Ponces de Carvalho; “Educação para o dialogo inter-religioso” por Ramon Sarró, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e “Cidadania, Entretenimento e Desporto” por Henrique Pinto, da Associação CAIS, serão alguns temas a debater neste encontro.Com este evento nacional “queremos celebrar o 92º Dia Mundial do Migrante e Refugiado (“Migrações: sinal dos tempos”) que a Igreja, pela primeira vez, vai assinalar com uma única data para as Conferencias Episcopais de todo o mundo, sob a indicação do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI)” – referem os promotores.
(Para conhecer o programa, clique aqui)

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

NO CUFC, na quarta-feira, dia 4 de Janeiro

Posted by Picasa

Laurinda Alves
Laurinda Alves em Aveiro
com cinco ideias para ser feliz
A jornalista Laurinda Alves vai estar no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), em Aveiro, em mais uma sessão do “Fórum::Universal”, um espaço mensal de debate e encontro de ideias com figuras de relevo. O encontro está marcado para o dia 4 de Janeiro de 2006, quarta-feira, às 21 horas, e tem entrada livre. Laurinda Alves, que vai estar no CUFC pela segunda vez, é directora da revista “XIS", onde apresenta sempre propostas para pensar. "XIS" é uma revista que sai com o jornal "Público", ao sábado, apostando num jornalismo pela positiva, que dá gosto ler semana a semana. No CUFC, a jornalista vai partilhar os seus projectos sobre “escrever pela vida... o gosto de existir”, esperando-se que ofereça, ainda, aos que comparecerem, cinco ideias para ser feliz.

OBRAS E BUGAS DE AVEIRO CANDIDATAS AO PRÉMIO TURISMO

Posted by Picasa Praça Marquês de Pombal
Segundo informou a Rádio Terra Nova, a Câmara Municipal de Aveiro formalizou a sua candidatura ao Prémio Turismo – Valorização do Espaço Público. Trata-se de um galardão atribuído pelo Instituto de Turismo de Portugal, que distingue Obras e Serviços. As Obras candidatas ao referido Prémio são a recuperação da calçada na Praça Marquês de Pombal e a requalificação do espaço paralelo ao Canal de S. Roque. Na área dos Serviços foi apresentada a candidatura das Bugas, as célebres bicicletas que podem ser utilizadas, gratuita e livremente, por quem desejar passear ou movimentar-se pela cidade.

ENDIVIDAMENTO FAMILIAR

ALERTA DE ESTUDO DA UE Perigos do endividamento familiar
Um estudo da Comissão Europeia (CE), intitulado «O comportamento das famílias numa união monetária: o que podemos aprender do caso português?», alerta para os perigos do endividamento familiar no crescimento da economia nacional. O relatório mostra que os lares portugueses têm um dos níveis de endividamento mais elevados da Zona Euro e não escapam aos efeitos da subida dos juros já iniciada este ano e que se prolongará por 2006.
Como avança a Rádio Renascença, o documento da Comissão Europeia aponta para que a economia nacional sofra com as dívidas, sobretudo dos particulares, sendo que, com a crise estrutural em que o país se encontra, Portugal está particularmente vulnerável.
As famílias nacionais estão assim mais expostas à subida das taxas, sendo que o relatório refere mesmo que será difícil evitar uma subida com os custos com os créditos bancários, o que prejudica o rendimento disponível dos particulares e logo o seu nível de consumo.

MILÃO: ENCONTRO EUROPEU DE TAIZÉ

Posted by Picasa Jovens em Milão
Alargar os corações
Encontro Europeu de Jovens em Milão - balanço e perspectivas
50 mil jovens juntaram-se em Milão, de 27 de Dezembro a 1 de Janeiro, para mais uma aventura vivida sob o signo Taizé. O novo prior da comunidade, o irmão Aloïs, assumiu pela primeira vez a orientação de um Encontro Europeu de Jovens, apresentando a todos os participantes uma série de intervenções sobre temas chave da reflexão promovida, há décadas, por esta comunidade ecuménica.As suas meditações na oração que encerrava os dias do encontro mostraram que a morte de Frère Roger não irá alterar a vontade dos monges de Taizé em testemunharem o seu compromisso em favor da unidade dos cristãos, da paz e da reconciliação, procurando contagiar os jovens com o testemunho de uma vida simples, na oração.“Cada um pode estar mais atento a aliviar as penas e os tormentos dos que estão mais próximos.
Pela abertura do nosso coração, ao tornar mais feliz uma só pessoa que precise, tornamos o mundo mais humano”, disse no último encontro com os jovens, retomando uma marca central nas intervenções que o irmão Roger costumava fazer: a valorização da simplicidade e da humildade.
A Carta do irmão Roger para este Encontro, que ficou por acabar, dominou as atenções. Não há a intenção de continuar o texto, mas fica o desafio do novo prior: “É agora, através da nossa vida, que todos nós gostaríamos de a completar. Será através da nossa vida que iremos procurar formas de responder a este chamamento do irmão Roger para «criarmos na família humana possibilidades para alargar…»”.“A morte violenta do irmão Roger foi uma grande prova para a nossa comunidade. Esta morte trágica continua para nós um mistério.
Ao longo da sua vida, o irmão Roger colocou frequentemente a questão: porquê o sofrimento dos inocentes? E eis que ele mesmo se juntou ao número daqueles cuja morte permanece sem explicação”, reconheceu o irmão Aloïs.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

Um artigo de António Rego

O regresso
Para muitos, o Natal também é a visita breve ao planeta da infância, da pequena terra, da casa à medida da primeira história pessoal e familiar. Esse retorno é muito mais que mítico ou fantástico. É uma viagem real ao que fomos e somos. Noutra dimensão, espaço e convivência. Trata-se duma verdadeira fuga ao quotidiano, à rotina, ao pão ganho com o suor do rosto, aos cálculos minuciosos na gestão dos dias e das horas, do que se tem e do que falta. É uma verdadeira viagem ao paraíso perdido por razões aparentemente óbvias mas realmente inexplicáveis.
E, todavia, para os sempre urbanos que “não têm terra para visitar no Natal” há uma nostalgia íntima que se não sabe explicitar mas que tem a ver com outro espaço, único porventura, que todo o ser humano precisa para se situar, referir, explicar, personalizar sob o signo do afecto pela terra, pelos sabores, horizontes, pela aproximações familiares aos objectos e recantos por onde a imaginação nunca deixou de vaguear. A peregrinação da vida tem a ver com o nosso passado e com o nosso futuro. Nunca teremos suficientemente clarificada a infinitude de razões que nos situam onde estamos e encorajam na viagem para onde queremos ir. Ficou-nos no coração a magia desta semente na caminhada para o infinito mais ou menos definido. Vamos passando por pequenas fontes, sempre convictos de que a sede voltará outra vez, até que um dia sejamos definitivamente saciados. A plenitude como desiderato é sempre um propulsor de recriação e conversão dos nossos pequenos e grandes passos.
Tudo isto a quê? À necessidade de ampliarmos as nossas experiências estreitas e breves para um Além que nos atrai irresistivelmente. O mistério do Natal ora vivido veio, com especial vitalidade de símbolos e vivências aparentemente insignificantes, projectar-nos numa área do infinito de Deus revelado na insignificância exterior do Seu Filho num presépio. Muitos dos nossos passos foram errantes e sequiosos duma Estrela como a que guiou os Magos até ao local onde Jesus nasceu. Regressamos ao quotidiano com a convicção interior de que há horizontes e experiências para além do colete de forças a que frequentemente nos sujeitamos.

Um artigo de Francisco Perestrello, na Ecclesia

O Cinema no Natal
Chegado o Natal é tempo de estreias relacionadas com a época. Como escasseia o Cinema europeu e o do Sul da Europa, é um contributo para o esquecimento das nossas tradições e comemorações do verdadeiro Natal, para nos rendermos à neve, ao pinheiro e ao Pai Natal, figura simpática de origem nórdica com uma certa inspiração em São Nicolau.
Vimos este ano «Um Milagre de Natal» e «Matança de Natal», este último uma comédia inócua de espírito bem pouco natalício mas relacionando-se sem dúvida com a época.
Mas importante, mais pelo tema que pelo tratamento cinematográfico, temos «Feliz Natal», uma co-produção europeia sobre um acontecimento da I Guerra Mundial. Partindo de uma situação real, mas com componentes fictícias, o filme tem um objectivo de denúncia da guerra, em si mesmo absurda. Tropas que se confrontam, se matam mutuamente, pertencendo, afinal, ao mesmo género humano.
Facto abafado pelas autoridades militares até ao limite que lhes foi possível, o Natal de 1914 foi marcado por tréguas em algumas zonas da frente. E o caso narrado, bem especial, centra-se na situação criada por uma simples canção tradicional mundialmente conhecida. Cessados os tiros ouviu-se o “Stille Nacht” na voz de um tenor da Ópera de Berlim. Escoceses e franceses, bem como os alemães, abandonaram os postos de combate e confraternizaram na terra de ninguém. Tal permitiu, na manhã seguinte, que se enterrassem os mortos e se disputasse depois uma amigável partida de futebol...
Mas a guerra tinha de continuar.
Os mesmos homens voltaram a matar-se mutuamente e foram vítimas de sanções disciplinares. O Natal venceu por pouco tempo, mas mostrou bem que na alma dos combatentes ainda restavam sentimentos mais fortes que o ódio ao inimigo.
Christian Carion adaptou os factos ao argumento cinematográfico e realizou o filme. Deu a conhecer ao mundo um facto que até à data tinha tido uma divulgação relativamente restrita.

domingo, 1 de janeiro de 2006

MENSAGEM DE ANO NOVO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Posted by Picasa Jorge Sampaio apela à participação nas próximas presidenciais
O Presidente da República, Jorge Sampaio, apelou hoje à participação dos portugueses nas eleições presidenciais do próximo dia 22, afirmando que o escrutínio será marcado por um forte consenso nacional sobre o papel do chefe de Estado. As palavras de Jorge Sampaio foram proferidas na sua última mensagem de Ano Novo enquanto Presidente da República, durante a qual considerou que 2005 ficou marcado por "dificuldades internas e externas" e "foi o pior ano da crise europeia".
"A próxima eleição presidencial vai ter lugar num quadro de estabilidade constitucional, marcado por um forte consenso nacional sobre o estatuto institucional do Presidente da República e sobre a função presidencial", declarou.
"Apelo aos portugueses a que participem nesta escolha tão importante para o nosso futuro", acrescentou o chefe de Estado que termina o mandato de dez anos (1996-2006) em Belém no dia 9 de Março.
Sublinhando a crise em que o país se encontra, Sampaio manifestou-se preocupado com os "muitos portugueses que enfrentam grandes dificuldades no seu emprego e na sua vida" e sublinhou a "urgência" de Portugal realizar "reformas políticas, económicas e orçamentais".
O Presidente defendeu que, ao dar maioria absoluta ao PS, os portugueses fortaleceram as condições de estabilidade "indispensáveis" para efectivar essas reformas, para as quais disse ter alertado os governos socialistas e PSD/CDS-PP.
"Todos eles puderam contar com a solidariedade institucional do Presidente da República e com o meu empenho constante em revelar toda a extensão dos problemas, de modo a poder mobilizar a vontade nacional para os resolver", adiantou.
(Para ler mais, clique PÚBLICO)

PATRIARCA DE LISBOA CONTRA INVESTIGAÇÃO DE EMBRIÕES

Posted by Picasa Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo contra investigação em embriões excedentários
O cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, manifestou-se hoje, durante uma homilia em Lisboa, contra a investigação em embriões excedentários a propósito da preparação da legislação portuguesa sobre fecundação assistida. Para D. José Policarpo, a actual preparação da legislação que regule a procriação medicamente assistida em Portugal é "um exemplo preocupante" e "nem todas as descobertas da ciência, aplicadas sem o rigor ético de defesa da dignidade da pessoa humana, são factores de paz".
Quatro projectos de lei sobre a procriação medicamente assistida foram aprovados em Outubro na Assembleia da República e encontram-se em discussão na especialidade. Apesar de se praticar desde 1986, a procriação medicamente assistida nunca foi regulamentada em Portugal.
O cardeal patriarca de Lisboa defendeu que "a dignidade da procriação humana, ligada à família e ao amor, os direitos inalienáveis do nascituro, entre os quais sobressai o direito de ter uma família, com um pai e uma mãe, sobrepõe-se, do ponto de vista moral, ao entusiasmo de aplicar, ao sabor dos critérios individuais, todas as possibilidades que a ciência abriu".
Falando na Basílica doa Mártires, a propósito do Dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e do Dia Mundial da Paz, D. José Policarpo considerou que o processo técnico-científico devia evitar a existência de embriões excedentários (resultantes de tratamentos contra a infertilidade e que não foram implantados no útero).
Em nome da "dignidade do embrião humano", o cardeal patriarca manifestou-se contra "qualquer investigação, por mais promissora que seja".

Uma reflexão do padre João Gonçalves, pároco da Glória

Posted by Picasa Padre João Gonçalves
Guardar no coração Há por aí muitos cofres, onde se guardam as mais variadas coisas; há cofres para o ouro, para os documentos, para as recordações, para a história; há também coisas que vale a pena guardar e preservar, outras não. Mas há coisas que se guardam na memória e no coração.
Diz-se de Maria que Ela ia fixando e guardando no coração o que se dizia de Seu Filho, acabado de nascer. E tinha razões para isso. O que se diz de Jesus Cristo e, particularmente, o que Ele nos diz, é para ser guardado no mais íntimo de nós, de modo a mobilizar também o que há de mais profundo em nós: o coração e a consciência.
Cada Homem devia ser detentor de grandes valores: os da Paz, os da Caridade, os do Respeito, os da Partilha, os da Justiça, e tantos outros, de modo a poder ser sempre fonte de Bem; para si e para os outros; para os próximos e para os de longe.Maria deu-nos o maior Bem, porque se assumiu, livremente, como escrava, serva, disponível; e ensina, como Mãe, como se é Feliz e como se fazem Felizes os outros.
Aceitar a Vontade de Deus é aceitar viver e lutar por valores incontestáveis, a que o amor sempre conduz.
In "Diálogo", 1055 - DIA 1 de Janeiro - SANTA MARIA MÃE DE DEUS

Os médicos que vieram do frio

A maioria dos médicos vem da Ucrânia ou da Moldávia, mas há também imigrantes dos PALOP.
A média de idades ronda os 30 anos
A ideia partiu de uma dúvida. "Por que razão há em Portugal tantos imigrantes qualificados a fazer trabalho não qualificado?" A resposta chegou de uma certeza. "A maioria não tem dinheiro para pagar o reconhecimento da licenciatura." É desta forma simples que Luísa Vale, da Fundação Gulbenkian, explica como a instituição pôs mãos à obra e deu início a uma acção pioneira em Portugal ajudar médicos e enfermeiros a exercer a profissão no País.
O projecto começou em 2002. Três anos, 120 médicos e 59 enfermeiros depois, está para continuar, depois de ter permitido reforçar unidades de saúde de todo o País com mais de uma centena de clínicos. "Nunca pensámos ter uma taxa de sucesso tão elevada, esperávamos valores entre os 40 e os 50%.
Mas 105 dos 120 médicos já conseguiram a equivalência, o que representa 87%", explica Rosário Farmhouse, directora do Serviço Jesuíta aos Refugiados, a organização não governamental que fez a selecção dos candidatos.
(Para ler todo o texto, clique DN)

MILÃO: ENCONTRO EUROPEU DE TAIZÉ

50 mil passaram ano em oração no Encontro Europeu de Jovens
Como em todos os anos, os jovens participantes no Encontro Europeu de Taizé e as paróquias que os acolheram, em Milão, são convidados a entrar em 2006 de uma forma original. Em cada uma das paróquias de acolhimento terá lugar uma Vigília de Oração pela Paz, em comunhão com os povos que sofrem.Em fins de 2006, o Encontro Europeu de Jovens organizado pela Comunidade ecuménica de Taizé terá lugar em Zagreb, a capital da Croácia.
A notícia foi dada em Milão, local do Encontro de 2005, pelo Irmão Alois a cerca de 50 mil jovens, dos quais oitocentos são portugueses. O sucessor do Irmão Roger, fundador daquela comunidade religiosa em França, também anunciou a realização de um Encontro de Taizé na Índia, entre 5 e 9 de Outubro de 2006. “Os encontros europeus continuarão todos os anos.
O próximo terá lugar daqui a um ano, entre os dias 28 de Dezembro de 2006 e 1 de Janeiro de 2007, na Europa central. Ficaremos felizes por Zagreb acolhe em fins de 2006 o Encontro Europeu de Jovens sermos acolhidos na capital da Croácia, em Zagreb”, disse quarta-feira à noite o Irmão Alois. “Nestes últimos anos, jovens de diversos continentes vieram cada vez em maior número a Taizé. Também eles nos pedem para alargarmos a nossa peregrinação”, acrescentou.
O alargamento dos Encontros de Taizé a outros continentes é o resultado do “caminho que o Irmão Roger abriu”. “Para nos escutarmos uns aos outros e para apoiar uma esperança — anunciou o Irmão Alois —, teremos no próximo ano um encontro na Índia, entre 5 e 9 de Outubro de 2006. Reunirá jovens de toda a Índia, e também de outros países asiáticos e mesmo europeus.
Ele terá lugar em Calcutá”. As novidades não ficaram por aqui. “Nos anos seguintes – adiantou o líder da Comunidade de Taizé –, prepararemos encontros de jovens na América Latina, e depois na África. Para estes encontros – acrescentou –, apoiar-nos-emos uns aos outros. Eles serão um sinal muito humilde desta comunhão única que é a Igreja”.
Fonte: Ecclesia

Na verdade, a paz – esperança e compromisso

Manuela Silva, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, sublinha que "a ausência de paz é uma infelicidade
O Papa Bento XVI acaba de dar a conhecer a sua Mensagem para a celebração do próximo Dia Mundial da Paz de 2006, dando assim continuidade à tradição dos seus predecessores Paulo VI e João Paulo II.A mensagem é apresentada com o título sugestivo: “Na Verdade, a Paz”.
A escolha do tema de reflexão proposto assenta numa convicção profunda que o Papa exprime nestes termos: “sempre que o homem se deixa iluminar pelo esplendor da verdade, empreende quase naturalmente o caminho da paz” .
Desejar, procurar e praticar a verdade, na nossa vida pessoal como nas nossas relações sociais ou nas múltiplas instituições cívicas e políticas com que se tece a vida colectiva nas nossas sociedades, é, assim, um primeiro desafio incontornável para quantos se dizem amantes da paz.E todos desejamos a paz, porque esse bem supremo está de algum modo inscrito no mais profundo do nosso ser; é seu elemento constitutivo. Se derivas existem – e tragicamente as conhecemos – sentimo-lo como mal, como ruptura de humanidade. A ausência de paz é uma infelicidade.
(Para ler toda a reflexão, clique aqui)

GOTAS DO ARCO-ÍRIS

Posted by Picasa QUAIS SÃO AS CORES DO ARCO-ÍRIS? Caríssimo:
A vida é um permanente desafio. Todos de acordo?
Bem, se assim é, e porque aqui estamos, vamos partir para uma conversa que, saindo da mesma vida, terá tanto de deslumbramento como de realismo…
Muitos de nós lemos um texto clássico do menino pobre que, vendo no céu um arco-íris com todo o seu esplendor, foi buscar a sua caixa de tintas e resolveu enchê-la com as cores que via no céu e tocavam na terra mesmo ali à frente. Correu, correu… Já conheceis o final da história… Pobre rapaz!
Mas que encerra magia…
A invernia tinha-se instalado e as garroas apanhavam os mais desprevenidos. É normal surgir um arco-íris… Mas que é isto: bem definidos projectam-se na esfera celeste quatro magníficos arcos coloridos, cada um no seu ponto cardeal!… O fascínio é total olhando para as águas da Ria!
O ar é de magia!…
… e todo o encanto do renascer…
O sorriso da Maria Inês, bem recortado, atravessa o arco-íris, de ponta a ponta. Bem no alto da curvatura, o Daniel deixa cair o seu xixi que se desdobra nas sete cores. A Francisca as recolhe e lança no espaço com a sua sonora gargalhada. Cá em baixo, o Manuel chuta a bola que ao pinar na base do arco faz com que ele se agite e bamboleie. Então a Sara mergulha e espreme as cores que ondeiam como se tocadas pela brisa. A Beatriz, que ensaiava o seu passo de dança e lançava os braços para longe do corpo, quase caía com tal agitação. Vem em seu auxílio a Mariana pedalando calmamente a sua bicicleta com as rodas na borda vermelha que se abaula pois o Tomás repuxa as costuras que unem as diversas cores…
O mundo é de fantasia… Também o André, a Margarida, a Íris, o Raphael, a Cassandra, o Ivan e tantos, tantos outros e outras aí têm o seu cantinho de guarida e de encantamento…
Saibamos nós recolher uma ou outra gota deste arco assombroso e que, pressentindo a nossa varinha de condão, se esfuma e nos deixa nos olhos a sede das cores…
Bom ano Manuel :: NB: Manuel é Manuel Olívio da Rocha, o novo colaborador dos domingos.

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

Posted by Picasa Papa Bento XVI «Na Verdade, a Paz»
1. Com a tradicional Mensagem para o Dia Mundial da Paz, ao início do ano novo, desejo fazer chegar afectuosos votos a todos os homens e mulheres da terra, e de modo particular a quantos sofrem por causa da violência e dos conflitos armados. São votos repletos de esperança por um mundo mais sereno, onde cresça o número daqueles que, individual ou comunitariamente, se empenham a percorrer os caminhos da justiça e da paz.
2. Desde já gostaria de prestar um sincero tributo de gratidão a meus predecessores, os grandes Pontífices Paulo VI e João Paulo II, clarividentes obreiros da paz. Animados pelo espírito das Bem-aventuranças, souberam ler, nos numerosos acontecimentos históricos que marcaram os respectivos pontificados, a intervenção providencial de Deus que jamais Se esquece da sorte do género humano. Repetidas vezes, como infatigáveis mensageiros do Evangelho, convidaram toda a pessoa a recomeçar de Deus para se conseguir promover uma convivência pacífica em todas as regiões da terra. É na esteira deste nobilíssimo ensinamento que se coloca a minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz: através dela, desejo uma vez mais reiterar a firme vontade da Santa Sé de continuar a servir a causa da paz. O próprio nome — Bento — que escolhi no dia da eleição para a Cátedra de Pedro, pretende indicar o meu convicto empenho a favor da paz. De facto, com ele quis fazer alusão seja ao Santo Patrono da Europa, inspirador de uma civilização pacificadora no Continente inteiro, seja ao Papa Bento XV, que condenou a I Guerra Mundial como um « inútil massacre » [1] empenhando-se para que fossem reconhecidas por todos as razões superiores da paz.
(Para ler toda a Mensagem, clique aqui)

sábado, 31 de dezembro de 2005

FÁBRICA DE CIÊNCIA VIVA DE AVEIRO


Em Janeiro com novas propostas


Em Janeiro, a Fábrica – Centro de Ciência Viva de Aveiro volta a estar animada com um conjunto de actividades que aguardam a sua visita. 
De Terça a Domingo, junte a família, apareça na Fábrica (antigo edifício das moagens de Aveiro) e conheça as exposições «Sentir.com» e «Jogos do Mundo», assista às projecções 3D «Viagem ao interior da célula» e «5000 metros debaixo do mar» e ponha as mãos na massa nas duas actividades que o espaço a Cozinha, que é um Laboratório, lhe propõe este mês.

Nova Iorque dedica uma rua a João Paulo II

JOÃO PAULO II HOMENAGEADO EM NOVA IORQUE


Depois da aprovação legal, o presidente da câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, disse , para justificar a homenagem, que João Paulo II, falecido a 2 de Abril deste ano, "deixou uma marca indelével" na cidade. 
A câmara de Nova Iorque também tem previsto renomear outras ruas como "reconhecimento a personalidades e cidadãos comuns que contribuíram para a vida da cidade". Assim, está previsto que receba igualmente esta distinção o jornalista e apresentador da televisão ABS Peter Jennings, que morreu de cancro no pulmão no passado mês de Agosto.
Também terão os seus nomes nas ruas nova-iorquinas os bombeiros e polícias que morreram nos atentados de 11 de Setembro de 2001 contra as Torres Gémeas, tal como como os soldados nova-iorquinos que perderam a vida na guerra no Iraque.

Fonte: RR

PORTO DE AVEIRO: Perspectivas para 2006



PORTO DE AVEIRO EM 2006

2006 ficará marcado, desde logo, pela abertura dos concursos da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro - Plataforma Multimodal de Cacia.
Prevê-se que a REFER avance com a abertura dos concursos já em Janeiro do próximo ano.
No segundo semestre de 2006 ficará concluída a dragagem das bacias de navegação dos novos cais.
Navios de maior calado passarão a escalar o Porto de Aveiro.
A APA vai iniciar, entretanto, a infraestruturação das áreas logísticas anexas ao Terminal de Granéis Sólidos (TGS) e ao Terminal de Granéis Líquidos (TGL).
Este é um passo decisivo para a fixação de indústrias na área sob a jurisdição da APA.
A empresa continuará a apoiar as diligências tendentes à implantação do Porto Seco de Salamanca, e do Centro Integrado de Mercadorias desta cidade espanhola.
Estas duas estruturas constituir-se-ão como a mola impulsionadora da cooperação entre operadores logísticos do Porto de Aveiro, do Porto de Leixões e de Castilla/León, criando linhas regulares de transporte de mercadorias entre as duas regiões, potenciando dessa forma o transporte marítimo.
Por decisão do Conselho de Administração da APA, a partir de 2006 passará a comemorar-se o Dia do Porto de Aveiro. A efeméride será assinalada a 3 de Abril, atendendo ao facto da abertura oficial da Barra se ter verificado a 3 de Abril de 1808. O programa dos festejos será anunciado oportunamente.
A institucionalização do Dia do Porto de Aveiro, com início já em 2006, tem também em linha de vista as comemorações dos 200 anos da abertura da Barra, em 2008.
É intenção do C.A. da APA envolver a Comunidade Portuária e a sociedade em geral nestas comemorações.

Fonte: "Site" do Porto de Aveiro

"UMA EUROPA SEM A UE SERIA UM LUGAR PERIGOSO"

Timothy Garton Ash, historiador britânico, afirmou, em entreevista ao DN, que "Uma Europa sem a UE seria um lugar perigoso". Para o influente académico britânico, "é urgente redescobrir um sentido de objectivo para o projecto europeu".

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

MISSIONÁRIOS CATÓLICOS ASSASSINADOS

Vinte e seis bispos, padres, religiosos ou leigos missionários católicos 
foram assassinados, em todo o mundo, ao longo do ano de 2005

Os dados foram revelados pela agência do Vaticano para as Missões, a Fides, e mostram um aumento de quase o dobro, em relação a 2004. Umas das piores situações é a da Colômbia, onde morreram quatro padres e uma religiosa, “que pagaram um pesado tributo pelo seu compromisso em favor da reconciliação e da justiça social, em nome do Evangelho”. 
Na República Democrática do Congo perderam a vida seis padres e um leigo. México, Brasil, Jamaica, Congo Brazzaville, Nigéria, Índia, Indonésia, Bélgica e Rússia constam entre os países referenciados pela Fides. O caso mais mediático aconteceu no Quénia, a 14 de Julho, com o assassinato do Bispo italiano D. Luigi Locati. Alguns destes assassinatos foram fruto de um contexto social marcado “pela violência, a miséria humana e a pobreza”.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o Cardeal Crescenzio Sepe, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, homenageia a coragem e a serenidade destes missionários, que partem para outros países “conscientes dos possíveis sacrifícios que lhes serão exigidos, indo até à morte”.“Quem dá a sua vida, semeia sempre alguma coisa, as pessoas não ficam indiferentes perante estes testemunhos”, indica.
O Cardeal lembra que, em 2005, houve casos em que a morte dos missionários gerou uma onda de comoção de “grandes multidões, envolvendo crentes ou não crentes, cristãos e não cristãos”.

Fonte: Ecclesia

Um artigo de António José Teixeira, director do DN

Hibridismo
Dêmos as voltas que dermos, há razões de sobra para que não nos orgulhemos muito do rumo do mundo. Ou da falta de rumo. Há sempre muitos candidatos ao leme, mas rareia clarividência, lucidez estratégica, sentido de civilização.
A Europa está parada, ocupada na contabilidade corrente, pouco ou nada empenhada em qualquer desígnio de futuro. E isso não acontece por acaso. Acontece em boa parte porque a Europa está velha, cansada, não tem dirigentes à altura das circunstâncias, mas também porque em tempo de impasses, de transição, tudo se torna fluido, híbrido. O filósofo e engenheiro Salvador Pániker dizia esta semana que vivemos na era do hibridismo "Os valores são cada vez mais relativos, móveis, provisórios." A plasticidade humana, a flexibilidade, as identidades múltiplas que cada um de nós pode assumir, os sentidos de pertença quantas vezes contraditórios, vão originando um mundo descaracterizado. Por vezes, mais rico, mais adaptável, desinteressado, mas interesseiro, quase nunca mais autêntico.
O caso do homem de negócios Silvio Berlusconi, que se envolveu na política para resolver os seus problemas com a justiça e foi eleito primeiro-ministro, demonstra bem até que ponto se relativizam valores mínimos de ética. Berlusconi chegou ao poder quando se avizinhava o cerco da justiça por inúmeras suspeitas de crimes graves. Depois de o socialista Bettino Craxi, seu protector, ter fugido para a Tunísia, Il Cavaliere conseguiu alterar leis a seu favor, obteve prescrições de processos graves e nem por isso foi beliscado na sua legitimidade democrática. Custa a dizer e a escrever "democracia"quando o voto popular tem permitido fazer do estado de direito gato-sapato. Mas essa é a realidade nua e crua com que a respeitável Europa se confronta há muito sem aparentar grande desconforto. Berlusconi não é o único num tempo em que tudo se vai relativizando, a palavra não vale grande coisa, a lei serve para se mudar ou cumprir às vezes, todos os que se interessam pelo poder são olhados pelo crivo do "mal necessário". Não espanta que Berlusconi continue a ser primeiro- -ministro, sempre sob suspeita, sempre a contornar a lei. Ao olhar dos híbridos, Berlusconi é um vencedor. Safa-se bem. Assim vai o mundo. Como diria um conselheiro tão arguto como malvado "As coisas estão tão mal que até parecem as do próximo ano..." É difícil ter esperança.

Espanha em luta contra o tabagismo

  

Espanha endurece guerra contra os fumadores 


O Governo espanhol está a endurecer a luta contra o tabagismo, que mata, por ano, naquele país, cerca de 56 mil pessoas com mais de 35 anos. O tabaco, para além das mortes que provoca, é ainda o primeiro responsável por doenças e por muita situações de invalidez. 
A guerra, que vai começar a partir de domingo, 1 de Janeiro, pretende reduzir, nos próximos dois anos, em cinco por cento, o consumo do tabaco, que Cristóvão Colombo introduziu na Espanha, quando regressou de uma das suas viagens pelas Américas.
A partir de domingo, será proibido fumar nos locais de trabalho, em bares e restaurantes, nos Hospitais e Centros de Saúde, nas Escolas e Universidades, em espectáculos que não sejam ao ar livre, nos centros comerciais e grandes superfícies, nos museus e espaços culturais, nos transportes públicos e nas estações de serviço, enfim, nos recintos fechados e onde houver menores que possam vir a sofrer as consequências do tabagismo. As multas para quem transgredir serão pesadas.
Os nossos irmãos espanhóis alinham, com esta medida, com a Irlanda, a Noruega e com a Itália, países que, no entanto, têm leis mais leves. 
E em Portugal? 
Em Portugal, com legislação mais branda, continua a haver medo de dar passos corajosos. E assim, em qualquer restaurante e noutos ambientes sem salas próprias para fumadores, qualquer pessoa que preze a saúde e goste de comer sem fumos arrisca-se a ter de suportar os fumadores que não respeitam nada nem ninguém. Exige-se, por isso, que o Governo tenha a coragem de imitar os países que olham, com olhos de ver, para os malefícios do tabaco.

Fernando Martins

Concerto de Ano Novo no Teatro Aveirense

Posted by Picasa Filarmonia das Beiras FILARMONIA DAS BEIRAS APRESENTA O SEU TRADICIONAL PROGRAMA DE ANO NOVO E REIS
Para este início de ano de 2006, a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direcção do maestro António Vassalo Lourenço, apresenta o seu já tradicional programa de Ano Novo e Reis, no Teatro Aveirense, no próximo domingo, às 18 horas. A música de Johann Strauss, tão característica e apropriada para esta quadra, preenche, em conjunto com duas obras do compositor português seu contemporâneo Augusto Machado, a primeira parte do programa. No concerto irão ser apresentados as valsas O Danúbio Azul e Sangue Vienense e as polcas Numa Caçada e Raios e Trovões entre outras.A segunda parte será constituída com música de filmes para todas as idades e inclui algumas das principais obras de John Williams e Andrew Lloyd Webber, entre outros. A música de filmes como Harry Potter, 007, O Feiticeiro de Oz, A Lista de Schindler e Evita constam do programa.

Porta-voz do Papa comenta 2005

Joaquin Navarro-Valls comenta ano marcado pela mudança de pontificado
Joaquín Navarro-Valls, o homem que o mundo se habituou a ver nos últimos dias de João Paulo II e após a eleição de Bento XVI, considera que 2005 ficará marcado na história da Igreja e do mundo por causa destes acontecimentos.
O director da sala de imprensa da Santa Sé, que tantas vezes assume as funções de “porta-voz do Vaticano”, considera que os momentos vividos em volta da morte de João Paulo II envolveram um número “inestimável” de pessoas, um pouco por todo o globo. “Recordo com enorme intensidade esses dias, as circunstâncias que ganharam uma dimensão extraordinária na opinião pública. Foram momentos em que quase se vê agir fisicamente o Espírito de Deus, não tanto nas multidões que se concentraram na Praça de São Pedro, mas na intensidade que se via nessas pessoas, que viviam um momento verdadeiramente religioso”, disse Navarro-Valls em entrevista à Rádio Vaticano.
O homem de João Paulo II e Bento XVI para a informação confessa que viveu, “como todos, a surpresa de ouvir anunciar o nome do Papa que fora eleito”. Sobre a mudança de pontificado, este responsável assegura que as pessoas já começaram a ver, sobretudo desde a viagem a Colónia, “a paternidade universal de um Papa, a percepção da unidade da doutrina católica no tempo, na passagem de uma pessoa à outra”.
“Há, naturalmente, diferenças de estilo e pessoais entre João Paulo II e Bento XVI, mesmo mudanças nas prioridades pastorais. Cada pontífice depende um pouco do seu tempo, das suas exigências e necessidades espirituais”, acrescenta.Em relação à relação entre o novo Papa e os fiéis, o director da sala de imprensa da Santa Sé admite que o número de pessoas que tem participado nos vários encontros com Bento XVI (cerca de 3 milhões) é “verdadeiramente surpreendente”.
Fonte: Ecclesia

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

POSTAL ILUSTRADO: Praia da Barra - Farol

 


Mesmo no Inverno, é sempre agradável passear por recantos bonitos, como este da Praia da Barra, onde o Farol, dos mais altos de Portugal, é o centro de muitas atenções.

Um artigo de Francisco Sarsfiel Cabral, no DN

Posted by Picasa
ESTADO
Anda toda a gente preocupada com o futuro da protecção social. Mesmo nos Estados Unidos, onde é baixo o nível da protecção, há recuos nos benefícios da segurança social e da saúde. Em Portugal, com uma economia bem mais pobre, temos redobrados motivos para receios. O fraco crescimento económico e o envelhecimento da população, com cada vez menos activos a pagarem as reformas de cada vez mais pensionistas, ensombram o horizonte. Mas pouco se fala do reforço da autoridade democrática do Estado, condição de igualdade e protecção essencial dos mais desfavorecidos. E até não envolve muito dinheiro.
A esquerda tem esquecido essa frente decisiva da justiça social. Talvez pela sua alergia à ideia de autoridade. Ora um Estado fraco, como o nosso, está à mercê das pressões dos poderosos, à custa dos mais fracos. É o terreno ideal para as corporações fazerem vingar os seus interesses sectoriais contra o interesse geral. E para o esbater das fronteiras entre negócios e política. Quando a corrupção é grande, como infelizmente é o caso português, lucra quem tem meios - dinheiro e influência política e social. Perdem os que são pobres e não dispõem de recursos para pressionar a máquina estatal, incluindo as autarquias. Exemplo desta iniquidade está no facto de termos uma justiça para ricos e outra para pobres.
Por isso reforçar o Estado não deveria ser apenas uma ideia para discursos de circunstância. Ao encerrar o debate orçamental, o ministro das Finanças prometeu "mudanças profundas na forma como o Estado se organiza e funciona". Mas parece que o Governo tem vergonha de proclamar, e assumir, o imperativo de dotar o País de um Estado digno desse nome. Esta deveria ser a prioridade. Não é apenas uma questão financeira e política. É sobretudo uma exigência de justiça social.

PELA-POSITIVA aposta em novos colaboradores

A partir do próximo domingo, 1 de Janeiro, PELA-POSITIVA vai contar com mais um colaborador. É ele Manuel Olívio da Rocha, um amigo que se mantém fidelíssimo desde a juventude e que é dono de uma escrita muito saborosa, ou não fosse ela cheia de optimismo.
Radicado no Porto há muitos anos, nunca esqueceu as suas raízes gafanhoas, que tantas vezes recorda com graça e arte, por escrito ou de viva voz, quando evoca a sua meninice ou juventude, passadas no lugar da Cambeia da Gafanha da Nazaré, com o esteiro da Ria a acariciá-lo tantas vezes.
Um bem-haja pela sua disponibilidade para oferecer a todos os meus leitores as suas reflexões, os seus comentários, as suas memórias, os seus gostos e as suas opções espirituais, mas não só. Todos os domingos aqui vai estar, entre nós, sempre pela positiva, porque só assim dá gosto viver, neste mundo onde o pessimismo teima em ficar. Outros colaboradores, por certo, hão-de surgir neste espaço, porque acredito que ainda há quem sinta prazer em partilhar ideias e impressões, sentimentos e emoções.
O futuro o dirá. Fernando Martins

Ética ao serviço da competitividade

José Roquette traça um breve balanço do projecto de Código de Ética da ACEGE
Mentiria se dissesse que esperava uma tão grande receptividade e uma tão pronta adesão ao Código de Ética dos Empresários e Gestores que em boa hora a ACEGE promoveu junto da comunidade empresarial portuguesa.
De facto, centenas de empresários e gestores assumiram já, de forma totalmente voluntária, o compromisso público de respeitar os princípios orientadores enunciados no Código, abrindo assim a reconfortante perspectiva de as nossas empresas verem melhorada a qualidade do seu quotidiano, com reflexos positivos evidentes no seu relacionamento com a comunidade envolvente.
Como coordenador do trabalho que conduziu à elaboração deste Código, sinto-me desde já amplamente recompensado pelo movimento de adesão espontânea que o projecto mereceu, na certeza de que os principais interessados e beneficiados serão os empresários portugueses, cuja imagem é tantas vezes apresentada de forma injustamente distorcida, nomeadamente através de uma generalização de aspectos negativos que a realidade não confirma.
Mas, afinal, o que é este Código de Ética e qual a sua importância no contexto actual do mundo dos negócios?
Em termos muito simples, direi que o Código é um conjunto formador de princípios que deve estimular cada empresário e cada organização a criar o seu próprio código de ética, aquele que melhor se adapte às suas especificidades, na certeza de que a ética empresarial significa confrontar, permanentemente, a procura de uma maior rentabilidade com a defesa intransigente do Homem.
Estamos pois perante um conjunto de normas de conduta que têm o Homem e a Empresa como principais pilares, tentando orientar a resposta dos decisores perante as várias situações de conflitos de interesses que o quotidiano empresarial coloca e que implicam opções complicadas nos mais diversos planos, incluindo o moral e o ético.
(Para ler mais, clique aqui)

Um texto de António Pinheiro



2005 – o ano em revista Janeiro


: 2005 iniciou-se com a celebração do XXXVIII Dia Mundial da Paz, à volta do tema “Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com bem”. Neste ano assinalavam-se os 60 anos da libertação dos prisioneiros dos campos de concentração de Auschwitz e, mais adiante, os 40 anos da promulgação da declaração Nostra aetate que, de facto, abriu caminho ao diálogo entre judeus e católicos. O Papa não podia deixar de sublinhar os dois aniversários: fá-lo publicando uma mensagem. Fevereiro 


: No início deste mês começou a dramática sequência que em menos de noventa dias levaria à morte de Karol Wojtyla, e à eleição de Bento XVI, absorvendo, praticamente, toda a actividade da Santa Sé. Entre os dois internamentos de João Paulo II, é publicada a carta apostólica «O rápido desenvolvimento» que celebra, o 40º aniversário do decreto conciliar Inter Mirifica, dedicado aos meios de comunicação social. O mês regista também a morte de duas personalidades da Igreja muito ligadas, por razões diferentes, a João Paulo II: a Irmã Lúcia, a última vidente de Fátima, no dia 13 e Mons. Luis Giussani, fundador de Comunhão e Libertação, no dia 22.~ Março 


: O internamento de João Paulo II, até ao dia 13, mostra à Igreja e ao mundo a possibilidade de que a longa batalha do Papa com a doença tenha entrado numa fase crítica. Um facto que se pode observar com maior clareza quando, após o regresso ao Vaticano, não se conseguiu ouvi-lo falar em público, não obstante as repetidas tentativas. No dia 31 de Março, pouco depois das 11 horas, o Papa, na capela para a celebração da Missa, é colhido por um arrepio devastador, ao qual se segue uma subida de temperatura com febre a 39,6º. É uma complicação, bastante temida para os doentes como ele, uma infecção das vias urinárias, com gravíssimo choque séptico e colapso cardio-circulatório. Abril 


: O dia 1 de Abril contou com três declarações do director da Sala de Imprensa da Santa Sé: o Papa está muito sereno. Mais tarde, as suas condições gerais e cardio-respiratórias agravam-se, ao ponto de se difundir nos ambientes do Vaticano a convicção de que dificilmente João Paulo iria superar a noite. No dia 2, às 07h30 é celebrada a Missa na presença de João Paulo II, que no fim da manhã recebe a visita do Cardeal Sodano. Por volta das 15h30 com voz muitíssimo débil e palavras quase incompreensíveis, em polaco pede : «deixem-me ir para a casa do Pai». Entra em estado de coma antes das 19 horas: segundo uma tradição polaca uma pequena vela acesa ilumina a penumbra do quarto. Ás 20 o secretário D. Dziwisz, o Cardeal Jaworski, Mons. Rylko e Mons. Mokrzycki celebram, aos pés da cama do Papa, a Missa da festa da Divina Misericórdia. Às 21h37 João Paulo II adormece no Senhor. A 18 de Abril, 112 Cardeais eleitores entram em Conclave para eleger um novo Papa, o que acontece no dia 19: é eleito o Cardeal Joseph Ratzinger, desde 1981 prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, como 264º sucessor de São Pedro, assumindo o nome de Bento XVI. Maio 


: A primeira e, até agora, mais importante decisão de governo do novo Papa foi tornada pública no dia 13, e refere-se à nomeação do seu sucessor como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. A escolha caiu sobre D. William J. Levada, norte-americano de origem portuguesa, 69 anos, arcebispo de São Francisco desde 1995. No dia 14 celebram-se em São Pedro as primeiras beatificações do novo pontificado, mas não são presididas por Bento XVI, antes pelo seu delegado o Cardeal D. José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Junho


: O empenho que Bento XVI quer reservar à promoção da unidade entre os cristãos encontra uma confirmação no dia 16, quando recebe o Secretário do Conselho Ecuménico das Igrejas, pastor Samuel Kobia. No dia 28 é apresentado o Com-pêndio do Catecismo da Igreja Católica, fruto de uma iniciativa que Bento XVI, quando ainda era Cardeal, tinha patrocinado junto de João Paulo II. 


:: (Para ler mais, clique aqui)

Um artigo de António Rego, na Ecclesia

Posted by Picasa Adivinhações?
Sobre o futuro, tudo se pode dizer. Mas, pergunta-se, como é possível que sobre a mesma névoa do porvir alguns vejam estrelas a brilhar e outros apenas cometas em fim de carreira, ou até borrascas em aproximação de alta velocidade? Andam os astrólogos e cartomantes no encalço de notícias tranquilizantes e passes de magia para apaziguar corações inquietos. Andam investigadores à procura de antivírus que travem doenças humilhantemente incuráveis, ou sustenham ameaças de pandemias que podem abalar os esquemas adquiridos por civilizações inteiras. Tentando adiar a morte para os limites do quase impossível.
E continua por encontrar a pedra filosofal que transforme em felicidade de oiro, os metais perecíveis de todas as inquietações que, em tempos obscuros ou iluminados, nos ameaçam. E assim se olha o futuro: como equação cega e sem dados, ou como somatório inteligente e sequencial, que vai polvilhando a história de factos absurdos ou coerentes, pelo menos na sua leitura imediata ou no possível encaixe das suas múltiplas peças. Como se a história fosse um puzzle feito de acasos com encaixe forçado pelos grandes senhores do poder, da economia, ou das modas preponderante de cada época. Assim se foram construindo compêndios de história que, mais do que um aglomerado de factos, se transforma em edifício humano onde todos têm o seu lugar e o seu dinamismo. É no todo ultra-racional que encaixa o lugar de Deus. Na leitura do tempo em banda larga, na contagem dos séculos e milénios por uma outra escala de densidade, pormenor ínfimo, atómico, ou por milhões de anos luz dum qualquer asteróide dum sistema desconhecido tanto pelos amadores de astronomia como pelos sábios apetrechados dos mais sofisticados instrumentos de observação. Prestar atenção apenas aos dados sociais, económicos ou técnicos do mundo é um erro. As intuições dos artistas e a profecia dos crentes é mais definitivo que todas as adivinhações.
A fé, apenas a fé, consente um sorriso sereno ao olhar da história e ao vislumbrar das estrias do futuro. Sem desresponsabilizar o homem pela feitura do passado e pela configuração do futuro (antes pelo contrário),somente com um olhar benevolamente emprestado por Deus se pode ler o que aconteceu e intuir o que há-de vir. A ciência e a fé completam-se neste dueto de notas sublimes e algumas desafinações. A crendice e a adivinhação apenas complicam as evidências e despistam o peregrino no encalço da montanha.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Um texto de Francisco Sarsfield Cabral, na Ecclesia

O ano do pessimismo
Ao longo do ano predominou em Portugal um clima de pessimismo, decorrente sobretudo da má prestação da economia, ao que se somaram uma terrível seca e uma série de devastadores incêndios florestais. Depois de nos termos aproximado das médias europeias, desde há anos que voltámos a afastar-nos delas. As nossas empresas perderam competitividade e o desemprego naturalmente aumentou.
No ano que agora finda ainda pouco se avançou no sentido das indispensáveis mudanças estruturais. Só estas poderão levar-nos a escapar à tenaz que nos estrangula: já não somos capazes de competir com base nos baixos salários (porque outros países, a começar pela China, dispõem de mão-de-obra muitíssimo mais barata) e ainda não produzimos em escala significativa bens e serviços tecnologicamente evoluídos.
:
Maioria absoluta
:
Com a nossa atávica dependência do Estado, esperamos dos políticos que nos resolvam este problema. Em 2005 o Partido Socialista teve a primeira maioria absoluta da sua história.
Concorde-se ou não com aquilo que os socialistas preconizam para o País, é bom que um partido possa governar sem ter de fazer acordos mais ou menos pontuais com outras forças políticas, pois só assim poderá ser plenamente responsabilizado. E o Governo de Sócrates tomou já algumas medidas corajosas na redução de certos benefícios em matéria de segurança social e de saúde, em particular dos servidores do Estado.
Mas ainda não se vê no horizonte a viragem que nos coloque, de novo, na rota de aproximação aos níveis médios de bem estar na União Europeia. Quase no final do ano, Portugal conseguiu um bom resultado na negociação dos dinheiros comunitários para o período 2007-2013.
Os fundos que iremos receber apenas ficarão 10 por cento abaixo dos que vieram nos sete anos anteriores, não obstante a União Europeia ter agora mais dez Estados membros, de modesto nível de riqueza. Mas o dinheiro fácil não induz geralmente a boas apostas de investimento. Não será daí que virá a tão desejada recuperação económica.
(Para ler mais, clique aqui)

BOM ANO DE 2006 PARA TODOS

As festas natalícias que agora terminaram foram riquíssimas em manifestações de solidariedade e de confraternização. De solidariedade para com os mais pobres, através de gestos que mostraram, mais uma vez, que os portugueses são pessoas generosas e sempre disponíveis para apoiar quem mais precisa. Os sem-abrigo e os sem pão certo para todos os dias puderam sentar-se a mesas fartas, onde nada faltou, desde o tradicional bacalhau até aos doces típicos, onde também o bolo-rei marcou presença. Também empresas, instituições e grupos profissionais souberam confraternizar, mostrando à saciedade que, apesar dos problemas e dificuldades sociais, é sempre possível, quando há boa vontade, juntar dirigentes, empresários e trabalhadores para partilharem sentimentos de amizade. A ternura do Deus-Menino, que tanto propicia a alegria, também é capaz de nos ensinar a viver com os olhos postos na paz, na compreensão mútua, na delicadeza para com os que nos cercam, na busca da fraternidade. Por isso, o Natal é sempre esperado com uma certa ansiedade, como quem aguarda a chegada de um tesouro de incalculável valor, que o é, de facto. Porém, terminadas as festas, tudo volta à normalidade, quantas vezes de gestos frios e de indelicadezas, de indiferenças perante os que sofrem e de guerrinhas entre uns e outros, quando poderíamos, muito bem, se todos quiséssemos, prolongar o espírito natalício por todos os dias do ano.
Agora que um novo ano se aproxima, já começamos a formular votos de um 2006 próspero e cheio de paz. E é bom que o façamos. No entanto, apetece-me lembrar, hoje e aqui, que o próximo ano poderá ser, em grande medida, aquilo que nós quisermos que ele seja. Não são os outros que o hão-de fazer melhor. Somos nós todos que temos de lutar, no dia-a-dia, no pequeno mundo que nos rodeia, para que ele seja, realmente, muito melhor do que os anos que já passaram. Um ano de prosperidade para todos, com menos desigualdades e mais justiça social, um ano de mais paz e de mais partilha com os que menos têm, um ano com menos barracas e com habitações condignas para todos os nossos compatriotas, um ano em que não haja portugueses de primeira e de segunda classe.
Então, Bom Ano, com a colaboração de todos os homens e mulheres de boa vontade. F.M.

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Um poema de José Saramago

  


É TÃO FUNDO O SILÊNCIO 


É tão fundo o silêncio entre as estrelas. 
Nem o som da palavra se propaga, 
Nem o canto das aves milagrosas. 
Mas lá, entre as estrelas, onde somos 
Um astro recriado, é que se ouve 
O íntimo rumor que abre as rosas. 

n “Provavelmente Alegria”

DIRECTORA DA "XIS" no CUFC

Posted by Picasa Laurinda Alves Laurinda Alves em Aveiro com cinco ideias para se ser feliz
A jornalista Laurinda Alves vai estar no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), em Aveiro, em mais uma sessão do “Fórum Universal”, um espaço mensal de debate e encontro de ideias com figuras de relevo. O encontro está marcado para o dia 4 de Janeiro de 2006, quarta-feira, às 21 horas, e tem entrada livre.
Laurinda Alves, que vai estar no CUFC pela segunda vez, é directora da revista “XIS", onde propõe sempre ideias para pensar. "XIS" é uma revista que sai com o jornal "Público", ao sábado, apostando num jornalismo pela positiva, que dá gosto ler semana a semana.
No CUFC, a jornalista vai partilhar os seus projectos sobre “escrever pela vida, o gosto de existir”, esperando-se que ofereça, ainda, aos que comparecerem, cinco ideias para se ser feliz.

Morte de João Paulo II marcou o ano televisivo

Posted by Picasa JOÃO PAULO II: o Papa mais mediático
O “ano televisivo” que está prestes a terminar foi marcado pela morte do Papa João Paulo II, ocorrida no início do mês de Abril, personalidade a quem todos os canais portugueses deram grande destaque, quer no acompanhamento informativo da sua doença, que se agravou consideravelmente no primeiro trimestre de 2005, quer durante o longo período da sua agonia e morte. As exéquias do Papa polaco mereceram, inclusivamente, uma das mais prolongadas emissões da história da televisão. Desde a sua morte até ao momento da sepultura na Basílica de São Pedro, todos os canais nacionais deram ainda grande destaque à vida e à mensagem do “Papa Peregrino”, apresentando diversos documentários, reportagens e entrevistas relacionadas com a personalidade do Sumo Pontífice.
Considerado por muitos como “a mais importante figura do século XX”, João Paulo II é tido como o “Papa mais mediático” da História da Igreja, sendo acompanhado, no seu sofrimento e morte, por biliões de telespectadores em todo o planeta. Não admira, pois, que durante esta semana, em que as televisões fazem um “balanço” dos acontecimentos mais importantes ocorridos durante o ano de 2005, a figura de João Paulo II esteja de novo em destaque. Mas se o Papa polaco marcou o “ano televisivo”, também outros acontecimentos mereceram realce nos canais portugueses ao longo dos últimos doze meses, acontecimentos que durante esta semana serão recordados por todas as estações televisivas.
De entre esses eventos, evidenciamos, no que diz respeito ao mês de Janeiro, a morte do actor português Henrique Canto e Castro, falecido aos 74 anos de idade.
No mês de Fevereiro, outra morte marcou os espaços informativos das televisões: o falecimento da Irmã Lúcia, ocorrido dias depois da morte de Adriano Cerqueira, um dos rostos mais conhecidos da televisão portuguesa e bracarense de origem.
O mês de Março ficou marcado, sobretudo, por um sismo ocorrido na Indonésia, na sequência do qual morreram cerca de duas mil pessoas e que, pela sua intensidade (8,7 graus na escala de Richter) fez temer por uma “reedição” do tsunami ocorrido em Dezembro de 2004 no sudeste asiático, e que matou 280 mil pessoas.
Em Abril, para além da morte de João Paulo II, o destaque televisivo foi para a eleição do novo Sumo Pontífice (Bento XVI), que recaiu sobre o Cardeal alemão Joseph Ratzinger, de 78 anos, que ocupara, durante o pontificado do Papa polaco, o cargo de Prefeito da Congregação da Fé.
Ainda durante o quarto mês do ano, a televisão deu especial realce à morte do Príncipe Rainier, do Mónaco, embora o facto de este óbito ter ocorrido aquando do falecimento de João Paulo II lhe tenha retirado grande parte do “impacto mediático”.
Fonte: Ecclesia, citando Diário do Minho

ANTÓNIO GUTERRES eleito personalidade do ano

Posted by Picasa IMPRENSA ESTRANGEIRA QUE TRABALHA EM PORTUGAL ESCOLHE ANTÓNIO GUTERRES PARA PERSONALIDADE DO ANO NO NOSSO PAÍS
A Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP) escolheu António Guterres como personalidade portuguesa do ano de 2005, informou a TSF. Segundo o presidente daquela associação, Ramón Font, a escolha ficou a dever-se, sobretudo, à nomeação do ex-primeiro-ministro de Portugal para a missão de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A AIEP sublinha que “A nomeação para este cargo representa um reconhecimento do prestígio internacional e do perfil humanista do ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Internacional Socialista”. E diz, também, que a chegada de um português ao cargo da ACNUR “eleva ainda mais o prestígio e a notoriedade internacional de Portugal”. Quando é certo que nem sempre somos justos para com os nossos compatriotas que se distinguem pelo seu trabalho em prol dos outros, esta escolha da Imprensa Estrangeira que trabalha no nosso País veio mostrar que, por vezes, os que estão de fora vêem melhor os nossos valores do que nós próprios. Permitam-me que enalteça esta escolha pela justiça que representa para um homem que, para além de político, nunca deixou de ser um cristão com enormes preocupações sociais, sendo hoje considerado um grande humanista, de quem depende o futuro de milhões de refugiados em todo o mundo. F.M.

CÁRITAS PORTUGUESA e as vítimas do 'tsunami'

Cáritas agradece solidariedade dos portugueses para com as vítimas do sudeste asiático
No dia 26 de Dezembro assinalou-se o primeiro ano da tragédia que assolou o sudeste asiático. Foi um acontecimento que marcou a humanidade devido ao número de vidas ceifadas e à miséria que espalhou, mas também pelo “tsunami” de solidariedade que inundou todos os recantos do mundo.
Os portugueses deixaram-se envolver nesta enorme onda de solidariedade, manifestando, de novo, não serem indiferentes perante o sofrimento dos seus semelhantes, mesmo que não lhes conheçam o rosto e o nome. Nessa ocasião, sentimos a confiança que os portugueses depositam na Caritas, tendo-nos entregue os seus donativos que totalizaram a importância de 5.272.659,35€.
Com esta expressiva solidariedade realizámos, e continuamos a realizar, sob a coordenação da Caritas Internationalis, acções de socorro às vítimas e de reabilitação de habitações, de postos de trabalho e de equipamentos públicos.
É tudo isto que queremos dar a conhecer a todo o país, agradecendo tão generosa solidariedade. Não só é um dever, como um imperativo decorrente da necessidade de grande transparência que impõe a utilização de recursos que nos são confiados.
Nesta data não podemos esquecer todos aqueles que pereceram em consequência desta tragédia. Deste modo, no dia 26 de Dezembro, pelas 18 horas, foi celebrada uma Eucaristia, em todas as Dioceses de Portugal, de sufrágio pelas vítimas e de acção de graças pela solidariedade de todo o mundo, em particular dos portugueses.

sábado, 24 de dezembro de 2005

NATAL: Um texto do biblista Joaquim Carreira das Neves

Posted by Picasa Madona e o Menino, de Rafael O nascimento de Jesus segundo os Evangelhos
Todos os anos, ao celebrarmos o Natal de Jesus, nos encontramos com figuras e factos que evocam a memória desse Natal de há dois mil anos. Vivemos de memórias e somos uma memória viva. Não há história sem memória nem memória sem história. Ao lermos o Evangelho de S. Mateus, nos dois primeiros capítulos, cheios de encanto e significado, passam por nós os reis magos, a estrela, o encontro dos magos com Herodes, a adoração do Menino, a fuga para o Egipto, o massacre dos inocentes, o regresso do Egipto e a vinda para Nazaré, dois anos e tal depois de se refugiarem no Egipto. Porém, ao lermos o Evangelho de S. Lucas, também nos dois primeiros capítulos, deparamos com figuras e factos completamente distintos dos de S. Mateus: o anúncio do nascimento de S. João Baptista a seu pai Zacarias, o anúncio do nascimento e Jesus a sua mãe, através do arcanjo S. Gabriel, a visita de Maria a Santa Isabel, o nascimento e circuncisão de Jesus no Templo de Jerusalém, juntamente com Simeão e Ana, o regresso da Sagrada Família a Nazaré, apenas uns quinze dias depois do nascimento, e, finalmente, o encontro de Jesus no Templo.A apresentação destas figuras e factos tem um objectivo: fazer com que o leitor perceba que as figuras e factos narrados em S. Mateus não são os mesmos que em S. Lucas. De comum, os dois evangelistas só têm a conceição virginal de Jesus e o nascimento em Belém. Não seria mais normal que ambos apresentassem as mesmas figuras e factos? Não podemos, de modo algum, estabelecer uma concordância entre os dois evangelistas, pois o concordismo bíblico é mau conselheiro. Assim sendo, temos de concluir que o evangelista S. Mateus não conhecia S. Lucas e vice versa. Por outro lado, partindo do princípio que S. Marcos foi o primeiro a escrever um Evangelho, onde não aparece o “evangelho da infância”, significa que nas primeiras comunidades cristãs o problema não era abordado. S. Paulo é o primeiro a escrever, cerca de quinze anos antes de S. Marcos, e deixa-nos apenas dois breves apontamentos sobre o nascimento de Jesus. Na carta aos Romanos 1,3 escreve que Jesus “nasceu da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos”, e na carta aos Gálatas 4,4 escreve que “Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos”.
(Para ler todo o texto, clique ECCLESIA)

NATAL: Um poema de Fernanda de Castro

Posted by Picasa NATAL Natal. Nasceu Jesus. O boi e a ovelha deram-lhe o seu alento, o seu calor. De palha, o berço, mas também de Amor. Desce luz, desce paz de cada telha. Nem um carvão aceso nem centelha de lume vivo. A dor era só dor, até que a mão trigueira dum pastor floriu em pão, em leite, em mel de abelha. Natal. Nasceu Jesus. Dias de festa. Até o cardo é hoje rosa, giesta, até a cinza arde, como brasa. E nós? Que vamos nós dar a Jesus? Vamos erguer tão alto a sua Cruz que não lhe pese mais que flor ou asa. In “Natais… Natais”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Um Natal diferente



Com a chegada de Dezembro, o Zé Maria era outro. Mais alegre, mais comunicativo, mais solidário, mais delicado. Todo ele era disponibilidade para os outros, conhecidos e desconhecidos. Em casa, no trabalho, na rua, no café. E muitos estranhavam esta mudança brusca num homem humilde, sempre tão preocupado com o trabalho e com a família. Fui um deles. 
— O que é que se passa, Zé Maria? Saiu-te o Totoloto? Foste promovido na empresa? Andas tão diferente…
— Nada disso — respondeu-me, com um sorriso aberto e franco. — O Natal mexe comigo. Basta ouvir as melodias natalícias, ver os enfeites das ruas, apreciar os presépios das montras ou… simplesmente recordar-me da festa da família que a quadra nos lembra. 
O Zé Maria fazia parte do grupo sem fim dos “católicos não praticantes”. E disse-mo um dia em que conversámos, como velhos amigos da infância. Ainda lhe retorqui que isso de “católicos não praticantes” me custava aceitar. E até acrescentei que seria interessante ver um mecânico não praticante, na oficina em que ele trabalhava como especialista de motores diesel. 
Riu-se o Zé, sem acrescentar palavra. Nascido numa família católica, recebeu a educação tradicional. Doutrina na Senhora Mestra, onde aprendeu a papaguear orações, a toque de canada ao mais pequeno deslize, fez a primeira comunhão, confessava-se e comungava, enquanto jovem, pela Páscoa, casou pela Igreja. E pouco mais. 
O mundo do trabalho foi-o afastando do culto religioso. Muitas vezes me repetiu que a religião ficava à porta da oficina. Patrões, encarregados e trabalhadores, que até iam à missa ao domingo, alguns, esqueciam-se da fé, se é que a tinham, quando chegava a hora da labuta diária. Num ambiente do “salve-se quem puder”, das competições desenfreadas, da luta por cargos de chefia, facilmente se embrutecem os homens, desligando-se dos laços do Evangelho. 
No seu íntimo, no entanto, o Zé guardava algumas tradições. Na Quaresma não comia carne às sextas-feiras, na Páscoa recebia a Cruz em sua casa, no dia dos defuntos assistia a três missas. Mas o Natal, para o Zé Maria, tinha um sabor especial, que ele sentia sem saber explicar. Talvez a ternura que o Menino-Deus inspira, envolvida por cânticos que enchem a alma, o comovesse. 
— Ó Zé Maria, porque é que não descobres o porquê desta tua simpatia pelo Natal? 
— Mas como? — indaga ele, com cara de quem está um pouquinho interessado. 
— Penso que nas missas de Dezembro o nosso prior te poderá levar a compreender o sortilégio da espera e do encontro com o Menino que é luz que ilumina o mundo, de forma única, na noite de 24 para 25. 
O Zé ficou a olhar para mim. Era um homem maduro, com idade que convida a pensar bem no caminho que tem de traçar, para chegar com segurança às metas desejadas. Neste caso, metas de paz interior e de fraternidade, sonho que continuamente lhe bailava no espírito, como confessou, com uma expressão que denotava uma certeza próxima e bonita. 
Na missa de um domingo de Dezembro, quando pelo corredor central regressava ao meu lugar depois da comunhão, vi o Zé Maria. Olhei para ele e sorri. Ele sorriu também. Tempos depois, toca o telefone. Era o Zé. Não cabia em si de contente. E falou, falou sobre o Natal desse ano vivido na família e voltado para os vizinhos mais sós. 
— Foi um Natal diferente, que não pode ter fim. 
— Porquê? — questionei-o. 
— Porque descobri que tenho de o viver, com alegria, com optimismo, com esperança num mundo melhor, todos os dias da minha vida! — sublinhou o meu amigo Zé Maria. 

Fernando Martins

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

NATAL: Boas-Festas de amigos

Posted by Picasa A EQUIPA DA APA DESEJA-LHE
Paz. Solidariedade. Alegria. Prosperidade. Saúde. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Feliz Ano Novo. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Alegria. Prosperidade. Saúde. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Feliz Ano Novo. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Bom Natal. Excelente Ano Novo.
APA - Administração do Porto de Aveiro

Seguidores