sábado, 22 de abril de 2006

DIA DA TERRA

Quercus aponta
os cinco pecados
ambientais portugueses
Portugal continua a ter um mau desempenho a nível ambiental, continuando a praticar cinco grandes "pecados ambientais" - elevadas emissões de gases produtores do "efeito de estufa", erosão costeira, perda gradual da biodiversidade, excesso de construção e enorme desperdício de água - acusou hoje a associação ambientalista Quercus, no âmbito do Dia da Terra. Em comunicado, aquela organização denuncia a manutenção, em Portugal, de elevadas emissões de gases produtores do "efeito de estufa", contribuindo para o aquecimento global e para alterações climáticas, "provavelmente o maior problema do século XXI".
Recordando o Protocolo de Quioto, assinado por países de todos os continentes para tentar limitar as emissões de cada nação, a Quercus lamenta que Portugal seja "dos [países] que apresentam maior distância em relação ao objectivo".
As emissões portuguesas rondam, segundo os cálculos da organização, os 40 por cento acima das de 1990, quando, de acordo com o Protocolo de Quioto, deveriam quedar-se nos 27 por cento, e só nos últimos dois anos subiram 1,5 por cento.
O segundo "pecado" apontado pela Quercus é o da erosão costeira, que nos últimos anos atingiu em alguns locais nove metros por ano, um problema que afecta 28,5 por cento da extensão da costa nacional, principalmente no Norte e Centro.
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António Marto é o novo Bispo de Leiria-Fátima

Bento XVI aceitou a renúncia do governo pastoral da diocese de Leiria-Fátima, apresentada por D. Serafim Ferreira e Silva, segundo o cân 401§1 do Código de Direito Canónico, e nomeou, como seu sucessor, D. António Augusto dos Santos Marto, até agora bispo de Viseu.
A notícia foi dada a conhecer pela Santa Sé, neste Sábado 22 de Abril, precisamente, dois anos depois de D. António Marto ter sido nomeado, por João Paulo II, bispo da diocese de Viseu.
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O recém-nomeado Bispo de Leiria-Fátima nasceu a 5 de Abril de 1947, em Tronco, Concelho de Chaves. No Seminário da Diocese, Vila Real, fez os estudos humanístico-teológicos, que prosseguiu no Seminário Maior do Porto. Já em Roma, foi ordenado presbítero a 7 de Novembro de 1971. Aí prosseguiu estudos de especialização em Teologia Sistemática na Pontifícia Universidade Gregoriana (de 1970 a 1977) onde fez a licenciatura e o doutoramento, que concluiu com a tese sobre “Esperança cristã e futuro do homem. Doutrina escatológica do Concílio Vaticano II”.
Quando regressou a Portugal, nesse ano de 1977, dedicou-se à formação no seminário da Diocese do Porto e, sobretudo, ao ensino superior: foi Prefeito no Seminário Maior do Porto; professor de Teologia do Instituto de Ciências Humanas e Teológicas-Porto, no Centro de Cultura Católica do Porto, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica (Centro Regional do Porto, nomeadamente) e na Faculdade de Direito da UCP.
Antes da ordenação episcopal, era Director-Adjunto da Faculdade de Teologia da UCP, no Núcleo Regional do Porto, Sócio da Sociedade Científica da UCP e da Associação Europeia de Teólogos Católicos. Colabora nas revistas “Humanística e Teológica”, “Communio” e “Theologica”.
Das suas actividades pastorais, destacam-se: colaborador regular na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, e na paróquia do Bom Jesus de Matosinhos. Trabalhou com o Movimento de Estudantes Católicos (MCE) e com a Liga Operária Católica (LOC).
Trabalhou também na catequese de adultos , na Diocese do Porto e, em colaboração com D. Manuel Pelino, publicou o livro “Catequese par ao Povo de Deus”, em 2 volumes.Nomeado para Bispo Auxiliar de Braga, com o título de Bladia, a 10 de Novembro de 2000, a ordenação episcopal celebrou-se na sua Diocese Natal, em Vila Real, a 11 de Fevereiro de 2001, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
No dia 22 de Abril de 2004 foi nomeado Bispo de Viseu.Desde 2002, assegura a presidência da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e a Doutrina da Fé. Foi um dos dois Bispos portugueses presentes no Sínodo dos Bispos, em Outubro de 2005.
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Fonte: Ecclesia

Para rir..

Os melhores anúncios
dos placard’s paroquiais
Asseguram que são textos reais, escritos em paróquias autênticas; o riso, certamente, será autêntico. Alguém se dedicou a copiar alguns avisos de placard’s paroquiais e a fazê-los circular pela Internet. É uma chamada de atenção para o que se escreve e como se escreve nas nossas igrejas! ANÚNCIOS PAROQUIAIS Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças. Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia. O torneio de basquet das paróquias continua com a partida da próxima quarta-feira à tarde: vinde animar-nos, enquanto procuramos derrotar Cristo Rei. Por favor, metei as vossas ofertas dentro de um sobrescrito, juntamente com os defuntos que quereis fazer recordar. O pároco acenderá a sua vela na do altar. O diácono acenderá a sua na do pároco e, voltando-se, acenderá um a um todos os fiéis da primeira fila. Quarta-feira à tarde, ceia à base de feijocas no salão paroquial. Seguir-se-á o concerto. O custo da participação na reunião sobre “oração e jejum” inclui as refeições. O grupo de recuperação da confiança em si mesmos reúne-se na quinta-feira, às 7 da tarde. Por favor, usai a porta de trás. Na sexta-feira, às 7 da tarde, as crianças do Oratório representarão “Hamlet” de Shakespeare, no salão da igreja. A comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia. Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos. O coro das pessoas de sessenta anos dissolver-se-á durante todo o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia. Na quinta-feira, às 5 da tarde, haverá uma reunião do grupo das mamãs. Roga-se a todas as que queiram fazer parte das mamãs que se dirijam ao pároco no cartório paroquial. Tema da catequese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”. A catequese de amanhã: “À procura de Jesus”.
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Nota: Texto enviado por um amigo, via Net

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Cardeal Martini: preservativo é um "mal menor"

Cardeal Martini defende o uso do preservativo
como "mal menor" El arzobispo emérito de Milán, el cardenal Carlo Maria Martini, ha defendido hoy el uso del preservativo como "mal menor" en las relaciones sexuales entre parejas casadas en las que uno de los dos tenga el sida. Pese a los matices, la postura de Martini se opone a los postulados que de siempre ha mantenido la Iglesia Católica y que Benedicto XVI ha refrendado desde el comienzo de su papado.
En una entrevista con el prestigioso médico italiano Ignazio Marino en las páginas del semanal L'Espresso, el jesuita de 79 años y representante de la corriente progresista en la Iglesia ha dicho que "es necesario hacer todo lo posible para combatir el sida". "Ciertamente –ha apuntado-, el uso del preservativo puede constituir en algunas situaciones el mal menor". "El esposo aquejado de sida está obligado a proteger a su pareja y éste también debe poder protegerse", ha explicado. "Creo que la prudencia y la consideración de las diversas situaciones locales permitirá a cada uno -Iglesia y autoridades- contribuir eficazmente en la lucha contra el sida sin favorecer con ello los comportamientos no responsables", ha resumido.
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(Para ler mais, clique El Pais)

D. Manuel Clemente na antiga Capitania

Eng. Carlos Santos, representante da CMA,
D. Manuel Clemente e D. António Marcelino
: A arte cristã
é a manifestação
de Cristo na arte
“A arte cristã é a manifestação de Cristo na arte.” Esta foi uma das muitas afirmações de D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa, na conferência que proferiu na sede da Assembleia Municipal, antiga Capitania de Aveiro, ontem, acção que foi amplamente divulgada. A presença de D. Manuel veio enriquecer a exposição “Sentido da vida: Que horizontes?”, organizada pela Comissão Diocesana da Cultura, em parceria com a associação AveiroArte e a Câmara Municipal de Aveiro, que cedeu o espaço. O Bispo Auxiliar de Lisboa sublinhou, ao longo da sua comunicação, que “Cristo na vida é melhor que vida cristã”, enquanto recordou o célebre testemunho de S. Paulo, quando afirmou, na Carta aos Gálatas: "já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim.”
D. Manuel lembrou que a representação de Cristo e de outros símbolos da divindade não foram momentos pacíficos na história, mesmo entre cristãos, não obstante “o próprio Deus se representar em Jesus Cristo”. Ao longo dos séculos, porém, foram muitíssimos os artistas que se debruçaram sobre a temática religiosa, crentes ou não crentes, tanto nas artes plásticas como na literatura, tanto na música como na arte cénica e na arquitectura. No período de perguntas e respostas, D. Manuel Clemente referiu que é fundamental valorizar a educação estética e aprender a encontrar a grandeza da arte na pequenez das coisas. Afirmou que há imensas expressões plásticas de que as pessoas nem sempre se apercebem, e que os nossos templos e símbolos religiosos, carregados de sentido, precisam de ser muito mais conhecidos. Considerou ainda que é importante dar razões de esperança através da arte, mas não deixou de frisar, citando o Cardeal Martini, que “a beleza que salva o mundo é o amor que partilha a dor”. Fernando Martins

Padre Vaz Pinto fala à Agência Ecclesia

Pe. António Vaz Pinto, o mentor dos "Leigos para o Desenvolvimento", espera uma consciência colectiva da neces-sidade de apoio aos países em vias de desenvolvimento
Portugal tem fraca
tradição de voluntariado
Movimento missionário, claramente cristão e católico, os «Leigos para o Desenvolvimento» comemoraram recentemente 20 anos de fundação. Nascido para ir ao encontro de populações e povos em vias de desenvolvimento, foi novidade no país. Em entrevista à Agência ECCLESIA, o sacerdote Jesuíta António Vaz Pinto, recorda as origens e avalia o presente.
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Agência ECCLESIA – Como é que nasceram os «Leigos para o Desenvolvimento»?
Pe. António Vaz Pinto – Eu estava em Coimbra a dirigir o Centro Universitário Manuel da Nóbrega (CUMN), quando em contacto com alunos dos últimos anos, de várias faculdades, eles se questionavam: o que vamos fazer a seguir? Curiosamente, quando fui para Lisboa fundar o Centro Universitário Pe. António Vieira (CUPAV), encontrei um grupo de pessoas com a mesma preocupação. “Vamos apenas ganhar dinheiro, fazer carreira? Não poderemos nós usar os nossos talentos ao serviço de uma causa mais nobre e, provavelmente, em relação aos países de língua portuguesa?” A ideia foi germinando... começaram a fazer-se os estatutos para obter personalidade jurídica e a dar a formação adequada. Foi um processo lento. Nessa altura, em Angola e Moçambique, havia guerras tremendas, e por isso não valia a pena pensar ir para esses países. Pareceu-nos que, ideal seria partir para São Tomé e Principe, com o acordo dos bispos locais. Foi então que partiu o primeiro grupo de seis voluntários, iniciando uma longa caminhada. Hoje, vinte anos depois, já são cerca de 250, os que partiram e voltaram.
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Jovens em Taizé, na Páscoa

Onze mil jovens durante as férias da Páscoa em Taizé
Durante as férias da Páscoa, 11 000 jovens de vários países da Europa e também de outros continentes sucederam-se em Taizé para participarem nos encontros internacionais. Entre os inscritos estavam mais de 5000 jovens alemães, 2700 franceses, várias centenas de portugueses, de espanhóis, de italianos e de escandinavos.
Durante a celebração de Sábado Santo, o primeiro irmão de nacionalidade húngara fez o compromisso para toda a vida na comunidade.
Nos próximos dias, alguns irmãos de Taizé partirão para Zagreb, para prepararem o vigésimo nono encontro europeu de jovens, o primeiro na Croácia, que terá lugar de 28 de Dezembro de 2006 a 1 de Janeiro de 2007.
Outros irmãos de Taizé irão a Calcutá, para prepararem um encontro asiático que terá lugar de 5 a 9 de Outubro de 2006.
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fonte: Ecclesia

Um artigo de Alexandre Cruz

A força
do exemplo 1. Para o bem e para o mal, o exemplo cria laço, contagia, gera influência. O “exemplo”, que no sentido positivo contém em si a noção do “dever”, permite o passar do testemunho, a continuidade daquilo que se considera importante. Falar do “exemplo” é salientar bem alto que a força dos gestos e atitudes é muito mais forte que o volume das palavras. Em todos os contextos educativos, e a sociedade em geral é sempre a comunidade maior que capta o “sinal” do exemplo que vem de cima, se às palavras não correspondem os actos então o discurso cai por terra gerando um pesado mau estar. A célebre frase, que entrou na gíria popular, “olha para o que ele diz e não olhes para o que ele faz”, sublinha claramente que a incoerência entre as palavras e os actos, não sendo expressão de vida com autenticidade, descredibiliza cabalmente todas as boas intenções proclamadas teoricamente. Nestas coisas, como na defesa das “causas”, o “tempo”, enquanto sinal de resistência e convicção profunda, será o grande eixo de verdade pois as palavras sem os exemplos, acabarão por desabar; já ao contrário ideias com acções fazem persistir o caminho dos ideais, até no vencer das tempestades e inquietações da própria vida. 2. As coisas são simples e claras: o aluno olha para o educador professor, o filho para o exemplo do pai, o cidadão para o gestor da cidade, o eleitor olha para o deputado que elegeu. E este facto tão simples e natural não significa “criticismo”, significa natural hierarquia e noção de expectativas e dos deveres do educando em relação ao educador. Mal vai quando, porventura, o educador já se esqueceu do seu papel!… Claro que, seja qual for a dimensão do exemplo caberá à pessoa concreta (e acima de tudo) não a pura repetição (era o que faltava, cada Pessoa vai em si mesma construindo a síntese da sua vida com as referências e critérios que considera mais significativos); caberá a cada um considerar o que estará em conformidade com os ideais nobres que defende e o que, porventura, não estará em sintonia com o dever da função que representa. Ou seja: o pai não se pode esquecer do filho, o professor do aluno, o deputado do cidadão que o elegeu. No caso de esquecimento, rapidamente perdeu a sua identidade, deitando a perder, descredibilizando e desorientando aquilo que se considera o bem de todos, construído a partir da função de cada um. 3. Caso existam dúvidas, e para temperar com valor e dignidade os tempos da exacerbada liberdade, nem tudo será assim tão relativo em que cada um faça o que bem “quer” e entende. Querer, conscientemente, implicará dever (sem moralismos) em relação às responsabilidades assumidas. Caso assim não seja, então vale tudo…e nessa circunstância estaremos bem perto da desumanização, próximo do fim. A noção de “ética da responsabilidade”, para todos os quadrantes da vida pessoal e da sociedade, apresenta-se, assim, como o farol de referência para conseguirmos chegar a bom porto. Essa ética, qual tesouro que cria e apura sensibilidade e bom senso na vida em comunidade, cria imperativos de consciência, inalienáveis, que de todo jamais poderão perder a sua força. E se na vida pessoal (embora todos cidadãos do mundo!), cada um, naturalmente, fará o percurso e caminho que se sentir chamado a realizar, todavia, no que diz respeito à representatividade, ao serviço ao bem comum através da actividade política, então apura-se fortemente a noção da responsabilidade exigida, e na sua falta, a grave inquietação sobre “onde estão as referências que terão de vir de cima?!” 4. As pessoas, que vivem tempos tão difíceis e de muita exigência, e que lutam todos os dias (tendo uma grande multidão, por múltiplas causas, o salário mínimo nacional), não podem compreender o que se passou no parlamento na passada semana. E para ajudar à festa, as diversas justificações (que dão o sintoma do hábito)… O discurso está inquinado à partida, assim não vamos lá! Há muito ruído, e “sem obras” a mensagem não passa. Precisamos, e para credibilidade do “sistema”, de contributos eloquentes de espírito de serviço e de entrega exigente e abnegada, também especialmente dos que foram eleitos pelo povo. E tudo isto sem nunca generalizar (com toda a delicadeza nunca generalizamos, mas este “sinal” fruto do sentir do dia-a-dia parlamentar perturba), até porque ainda bem que em muitíssimas instituições públicas, escolas, universidades, hospitais, IPSS, empresas, entidades culturais,… não se segue esse mau exemplo (assinado e faltado) que veio de cima. Não será uma questão de mais e mais legislação para controlar as faltas no parlamento, meu Deus, como estamos tão longe…! Será uma questão essencial da consciência do imperioso dever de cada eleito, do serviço e de sofrer (um pouco mais que seja) com os sacrifícios dos portugueses. E os mínimos desta empatia com o Povo é a responsabilidade de estar presente em físico e em espírito dando palavras e acções que sejam contributo positivo para o país. Nesta realização, todas as horas e todos os dias de trabalho (como ao comum dos portugueses) são importantíssimos. Ou não será assim?!

Um artigo de Maria José Nogueira Pinto, no DN

"Todas as línguas que fazem a nossa"
Domingo de Ramos, cidade de São Paulo, meio-dia, um sol a pique, paulistas, de diversas idades, classes sociais e raças, fazem fila para comprar o bilhete de acesso ao Museu da Língua Portuguesa, recentemente inaugurado e instalado no edifício da estação da Luz.
As grandes faixas afirmam peremptoriamente que "a língua é o que nos une". Deve ser porque acreditam que assim é que ali estão disciplinados, pacientes, alegres, gastando as horas de domingo e os reais do bolso, comprando um picoli ou um guaraná que a famosa "economia paralela" põe à disposição da fila, com rápido e eficaz sentido de negócio.
Também lá estou. Unida por maioria de razão. Curiosa e interessada mais ainda, se possível, por ter lido de rajada três autores lusófonos, fascinada com a riqueza que trazem à minha (nossa) língua, que assim vai ganhando sons, cheiros, formas, uma plástica riquíssima sem nunca perder a matricial gestação: Nélida, Chico Buarque, Pepetela, Vozes do deserto, Budapest, Os Predadores.
Sei, como Auro Dicério, que a nossa matéria-prima é a palavra. Nosso som, nossa senha, nosso sentido, nossa argamassa.
Sei, como Pessoa, que a língua é a minha Pátria. Sei como Guimarães Rosa que a linguagem e a vida são uma coisa só. E que a linguagem corre através da vida, e a vida molda a linguagem. E os escritores são os que dão, a cada palavra, o seu momento de respiração, e na escolha da palavra certa, a agarram definitivamente a um sentir colectivo.
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quinta-feira, 20 de abril de 2006

Um livro do jornalista António Marujo

Livro sobre Papa Bento XVI aborda diálogo inter-religioso e o maior cuidado na nomeação de bispos
«Um Papa (In)esperado»
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O livro «Um Papa (In)esperado», de António Marujo, que identifica alguns sinais do que será o pontificado de Bento XVI, tais como o diálogo inter-religioso e o maior cuidado na nomeação de bispos, é hoje lançado, em Lisboa. No prefácio, o jornalista do Público especialista em informação religiosa, explica o título da obra confessando que o inesperado começou há um ano, quando do conclave que se iniciou a 19 de Abril para a eleição do novo líder da Igreja Católica, sucessor de João Paulo II. O cardeal Joseph Ratzinger não era a opção do autor entre os 115 elegíveis, que esperava antes a escolha «mais natural» de um representante da América Latina, porque «ali vivem actualmente cerca de 500 milhões de católicos (quase metade dos 1.100 milhões do mundo inteiro)». Na obra, António Marujo ressalva que este livro não tem como objectivo fazer um balanço de um ano de exercício do Papa, nem de tentar adivinhar como será a sua continuação. Mas dos textos e discursos apresentados por Bento XVI neste período, considera possível «tentar perscrutar o que pode ser o pontificado», identificando alguns sinais mais evidentes prenunciadores do futuro da liderança da Igreja Católica.
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Refugiados e Deslocados no mundo

Menos refugiados
no mundo
e mais
deslocados
internos
O número de refugiados no mundo é hoje de 9,2 milhões, o mais baixo em 25 anos, mas a instabilidade no regresso é ainda preocupante, alerta o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres.
Num relatório divulgado esta quarta feira, em que é analisada a evolução dos fluxos de refugiados nos últimos cinco anos, esta agência das Nações Unidas refere que o regresso de pessoas ao Afeganistão, Angola e Serra Leoa "contribuiu para a diminuição do número de refugiados".
No entanto, de acordo com o documento, a instabilidade em alguns países como a República Democrática do Congo ou o Sudão impedem que o regresso seja durável e que surja "um novo desafio" que são os deslocados internos.
No prefácio do relatório, editado em livro sob o título "Refugiados no Mundo: deslocados no Novo Milénio", o responsável pelo ACNUR, António Guterres, destaca que o facto de haver menos conflitos entre Estados "resulta num menor número de refugiados, mas provoca um aumento de deslocados internos".
O ex-primeiro-ministro português dá como exemplo a República Democrática do Congo e o Sudão, onde havia no conjunto 7,5 milhões de deslocados internos em 2005, de um total de 25 milhões, que, apesar de não estarem contemplados pela Convenção dos Refugiados, de 1951, "precisam urgentemente de ajuda".
Por decisão das Nações Unidas, o ACNUR passa agora a ter responsabilidade pela protecção de deslocados internos e Guterres considera que se trata de um período "crucial" para a organização.
O relatório refere ainda o elevado número de refugiados - 5,7 milhões dos 9,2 milhões - que vivem no exílio há mais de cinco anos "muitas vezes confinados em centros ou em condições difíceis nos centros urbanos dos países em desenvolvimento" e que "a maior parte já caiu no esquecimento".
A este propósito, António Guterres destaca o perigo que representa para os requerentes de asilo e para os refugiados serem confundidos com imigrantes ilegais, defendendo que "dissociar as duas situações necessita de intervenções de protecção no momento adequado para identificar as pessoas cujas necessidades são fundamentadas".
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Fonte: Ecclesia

LISBOA: Massacre de judeus há meio milénio

500 anos para lembrar e pedir perdão
"Sejamos honestos... Há alguém que goste de judeus?" A frase não é de um dos frades dominicanos que terão incitado as gentes lisboetas ao massacre de 4 mil cristãos-novos, em 1506, durante a "semana santa". Não tem cinco séculos, nem sequer um: é de há dias, escrita na Internet como comentário anónimo à iniciativa de Nuno Guerreiro Josué, que no seu blogue ruadajudiaria.blogspot.com propôs o assinalar da data com uma vigília no Rossio.
Mas às sete da tarde, hora para a qual a comunidade israelita de Lisboa marcou a leitura de uma oração aos mortos, as pessoas reunidas no Largo de São Domingos, junto à igreja de mesmo nome onde terá tido início o massacre, não chegam à centena, contando com vários membros da comunidade israelita, identificáveis, no caso dos homens, pelo uso da kippah (solidéu).
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(Para ler o artigo todo, clique Diário de Notícias)

Portugal com maus indicadores económicos

Portugal quase estagnado
num mundo em expansão
Portugal é, entre as economias classificadas como "avançadas" pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), aquela que piores indicadores económicos deverá apresentar durante este ano.
As previsões publicadas ontem no relatório de Primavera pela entidade sedeada em Washington colocam Portugal como o país, entre os 29 mais ricos do mundo, em que a taxa de crescimento económico será menor este ano e, como se não bastasse, o segundo que irá registar maiores desequilíbrios tanto na balança externa como na orçamental. E mesmo ao nível da taxa de desemprego, indicador em que tradicionalmente a comparação internacional era mais favorável, a posição conseguida por Portugal em 2006 é já na metade da tabela com um valor mais elevado.
O FMI corrigiu em baixa a sua previsão de crescimento para Portugal em 2006 para 0,8%. Em Setembro do ano passado antecipava uma variação do PIB de 1,2% . Com a nova estimativa ontem apresentada, o FMI adopta o mesmo valor projectado pelo Banco de Portugal e assume uma expectativa mais pessimista do que o Governo, que continua a apostar num crescimento de 1,1% este ano. Para 2007, o FMI coloca a economia nacional a crescer a uma taxa de 1,5%, um valor que é bastante mais favorável que a projecção do Banco de Portugal (1%), mas que ainda assim não chega aos 1,8% que o Governo inscreveu no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
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(Para ler o artigo de Sérgio Aníbal no Diário de Notícias, clique aqui)

BENTO XVI: Deus encontra a pessoa ideal para cada momento

Pontificado de serenidade e espontaneidade
O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, sublinhou ontem “a serenidade” e a “espontaneidade coloquial” do Papa Bento XVI neste primeiro ano de pontificado, que hoje se completa.
Fazendo uma breve análise do primeiro ano de Bento XVI à frente da Igreja Católica, D. Carlos Azevedo disse, em Fátima, que “a sua profundidade teológica” tem sido fundamental para os cristãos e destacou a “solidez doutrinal do Papa”.
No final do Encontro das Presidências das Conferências Episcopais de Espanha e Portugal, o secretário da CEP disse ainda que Bento XVI provou, com a sua encíclica “Deus caritas est”, que “os projectos pastorais necessitam de se centrar no fundamental”, deixando o acessório.
Por seu turno, o Pe. Martinez Camino, porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola, disse que, “depois do pontificado tão excepcional e grande de João Paulo II”, é possível ver agora “como o Papa é um dom de Deus e como o espírito de Deus encontra a pessoa ideal para cada momento”.
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Fonte: Ecclesia

Na antiga Capitania, conferência de D. Manuel Clemente

Sentido da vida à luz da arte cristã
Hoje, quinta-feira, pelas 21.30 horas, na sede da Assembleia Municipal de Aveiro, antiga Capitania, D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa, fará uma conferência, subordinada ao tema "O sentido da vida à luz da arte cristã".
Trata-se de uma iniciativa da Comissão Diocesana da Cultura, em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro e a associação AveiroArte, integrada na exposição que está patente ao público no mesmo local, até ao dia 23 do corrente.Nesta exposição, 48 artistas assumiram expressar o que pensam, em termos artísticos, sobre "O sentido da vida: que horizontes?"
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Nota: Insisto na notícia, na esperança de sensibilizar os meus leitores para que participem nesta acção cultural. É verdade que muita gente tem um certo horror a estas coisas da cultura, mas também é correcto pensar que nem só de futebol e de espectáculos medíocres podem as pessoas viver.
Alguém me dizia um destes dias que, se trouxéssemos a Aveiro um qualquer ídolo do desporto ou das telenovelas, não faltariam multidões para ouvir banalidades. Assuntos da História Universal, da Igreja, da Arte e da Cultura parece que afugentam a nossa gente.
No entanto, há sempre alguém que gosta de se enriquecer, aproveitando oportunidades como esta. D. Manuel Clemente é um Bispo, mas é também um profundo conhecedor da História, da Igreja e não só, e da Arte, e é ainda um grande comunicador.
De qualquer modo, penso que temos a obrigação de insistir nestas informações, na tentativa de sensibilizar alguns. Se com isto eu conseguir um participante, já não será mau. Então, até logo, às 21.30 horas, na antiga Capitania de Aveiro.
F.M.

Um artigo de António Rego

Os tecidos
do sagrado O fio da história, como a caminhada de cada ser humano, não se percorre em linha recta. Antes, e visto sobretudo da altura de Deus, se constrói em sinuosidades desconcertantes, fazendo dos dias e dos séculos pretextos constantes de evolução. Somos compostos de micro - seres e de átomos e células surpreendentes que se movimentam segundo leis que os grandes investigadores muito pouco conhecem. Estão em recriação contínua nos novos circuitos que cada pessoa, povo ou civilização vai descobrindo e tecendo sob o olhar paciente de séculos e milénios. Há alturas em que tudo parece repetitivo e fatalmente cíclico. Outros tempos há em que os sobressaltos explodem em todas as direcções, lançando pânico ou festa na humanidade que se reencontra com o cosmos a que pertence e sempre o ultrapassa pela força anímica e inteligente que vence as energias que se entrechocam na evolução do universo. Nada, todavia, rola às cegas. O homem é o senhor da criação e Deus o Senhor do homem. Por isso a dimensão do sagrado parece escapar a todos os cálculos e predestinações, dando lugar à surpresa constante de Deus numa história que, aparentemente monótona, sempre se refaz na liberdade do homem. O divino, o sagrado, o transcendente, o invisível, invadem o nosso mundo tanto o chamado desenvolvido, como aquele que ainda não saiu do animismo ou do panteão dos mitos, nem teve acesso ao pensamento elaborado do oriente e do ocidente. A verdade é que, não obstante aquilo a que chamamos a Revelação como Palavra de Deus, crescem as buscas marginais, intimistas, puramente psicológicas, no encalço de energias que toquem a alma e o corpo e sublimem as vidas repassadas de angústias e depressões. Por isso o religioso se converteu muitas vezes em feitiço que exorciza fantasmas e oferece, noutro quadrante de procuras, uma felicidade serenante, imune à chuva dos males que atingem todo o ser. Dir-se-ia que se troca Deus por um objecto a que se chama religioso mas que não passa dum unguento rançoso que alivia sem curar e promete sem cumprir. Neste terreno trabalham muitos curiosos do espírito. A estes feitiços ainda dão crédito muitos baptizados que não entenderam o segredo da salvação derramado no Baptismo. Aí está a originalidade: Cristo é a referência fundamental de salvação. Para os cristãos, o religioso é Ele. Apenas Ele.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Presidências dos Bispos de Portugal e de Espanha reuniram-se em Fátima

Casamento homossexual
é agressão cultural
ao matrimónio
A recente aprovação de casamentos homossexuais, na Espanha, foi tema de reflexão entre os presidentes das Conferências Episcopais de Portugal e Espanha, no Encontro realizado, ontem e hoje, no Santúario de Fátima.
Sobre este facto os bispos referem, em comunicado final, que “a agressão cultural ao conceito matrimónio que acontece em Espanha, apresentada como se fosse um avanço e uma conquista da humanidade, exige um trabalho pastoral de esclarecimento fundamental da perspectiva cristã e uma clara defesa da verdade da natureza humana”. Também em cima da mesa, esteve a aprovação do Decreto-Lei que legisla a Procriação Medicamente Assistida (PMA), em discussão nos dois países, e que é motivo de preocupação comum para os responsáveis das Conferências Episcopais.
Neste Encontro os presidentes das duas Conferências Episcopais partilharam uma preocupação comum e, segundo o mesmo comunicado final, foram partilhados “documentos e argumentos éticos para estabelecer limites e denunciar práticas injustas que as leis facultarão”.
Em conferência de Imprensa, no final do Encontro, o Secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Pe. Juan António Martinez Camino, sublinhou que a Igreja é desfavorável à reprodução humana artificial porque “vai contra o direito fundamental à vida”, salientando que a Igreja não concorda com a concepção do embrião “como objecto e não como um ser com direitos inalienáveis”.
Estando Portugal e Espanha a aguardar lei relativa a esta matéria, o Porta-voz da CEE considera que as normas propostas, e em análise, “não estão pensadas do ponto das crianças produzidas em laboratório, mas do ponto de vista dos laboratórios”. “Não é um problema de ética sexual, mas um problema de justiça intergeracional, das relações entre pais e filhos e entre irmãos”, frisa o P. Juan António Camino, vincando que o que está em causa é “uma quebra das relações de paternidade, maternidade e fraternidade”, o que a Igreja não aceita.
Os bispos manifestaram ainda preocupação quanto ao ensino de religião e moral católica existente nos dois países, reconhecendo “a importância da Escola Católica para que os pais possam cumprir a missão que lhes é própria”, referem em comunicado.
Inserido no habitual ritmo de reuniões bienais dos dois episcopados, o Encontro das presidências da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) e da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) visa o intercâmbio de experiências e de reflexões, a comunhão de inquietações e a partilha de projectos.
Participaram na reunião o Presidente da CEE, Ricardo Blázquez Pérez, Bispo de Bilbao e o Presidente da CEP, Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo de Braga, o vice-presidente da CEP, António Montes Moreira, Bispo de Bragança-Miranda, o secretário geral da CEP, Carlos Moreira Azevedo, Bispo auxiliar de Lisboa e o Secretário geral da CEE, P. Juan António Martinez Camino.
A última reunião tinha tido lugar em Madrid em Janeiro de 2004.
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Fonte: Ecclesia

Gafanha da Nazaré: cidade há cinco anos

Em menos de um século,
passou de modesta
povoação a cidade
Hoje, 19 de Abril, pelas 18.30 horas, em sessão solene que terá lugar na sede da Junta de Freguesia, comemora-se, oficialmente, a elevação da Gafanha da Nazaré a cidade. Em menos de um século, a modesta povoação que era esta terra chegou a cidade há cinco anos. Criada como freguesia em 1910, pouco antes da instauração da República, a Gafanha passa a vila em 1969 e em 2001 recebe os galões de cidade, vendo assim reconhecida a sua importância comercial, industrial, social e cultural. De terra de caseiros e foreiros, que foram transformando os areais estéreis em terra produtiva, os gafanhões, vindos de Vagos e de Mira, sobretudo, souberam, à custa de muito esforço, fazer uma cidade, passo a passo, orgulhando-se hoje da obra que fizeram. De humildes agricultores, passaram a dominar todas as áreas profissionais, nestes últimos cem anos. Envolveram-se no comércio, criaram indústrias, saltaram da terra agrícola para a ria a para o mar, emigraram, marcaram presença nas artes, nas ciências, no desporto, na solidariedade, no turismo, na religião e na cultura. Ainda acolheram quantos, vindos de todos os recantos do País e do estrangeiro, quiseram adoptar esta terra como sua, ajudando, de forma indelével, no seu progresso e na sua afirmação como cidade que o é há cinco anos. As comemorações, que neste dia se iniciam numa sessão solene, registam, logo a seguir, pelas 19.30 horas, a inauguração da III Exposição Colectiva de Jovens Artistas da Gafanha da Nazaré, no Centro Cultural. No sábado, 22 de Abril, há uma feira à moda antiga, a partir das 10 horas, na Escola Secundária, com gente vestida a rigor. No domingo, 23, pelas 15 horas, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré actuará com a arte que o caracteriza. Depois, não faltará teatro e baile, para todos manifestarem a sua alegria. Fernando Martins

ÍLHAVO: Concurso de Fotografia

"OLHOS SOBRE O MAR"
No seguimento do grande sucesso obtido com a realização das duas edições anteriores do Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar”, a Câmara Municipal de Ílhavo aprovou as Normas de Participação no III Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar”. Este concurso, e à semelhança dos anos anteriores, conta mais uma vez com o apoio do Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura, da revista FotoDigital e do Diário de Aveiro. O concurso será de âmbito nacional, nas categorias cor e preto/branco, decorrendo até meados de Junho. A entrega dos prémios acontecerá em Agosto, mês em que os 50 melhores trabalhos irão ficar expostos na Sala de Exposições Temporárias (Porão de Salgado) do Navio Museu Santo André.
Para mais informações, contactar a própria Câmara Municipal, através do telefone 234 329 602 ou do e-mail geral@cm-ilhavo.pt.

Clonagem viola a dignidade do ser humano

Parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
Clonagem
para fins reprodutivos
viola a dignidade
do ser humano
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) publicou um Parecer em que considera que a clonagem humana para fins reprodutivos deve ser proibida, porque viola a dignidade humana.“Independentemente da viabilidade da clonagem com finalidade reprodutiva, esta deve ser proibida porque viola a dignidade humana”, aponta o documento.
O parecer nº 48 do CNECV, sobre a Clonagem Humana, diferencia a “finalidade reprodutiva” e a “investigação biomédica”, afirmando que estas “suscitam problemas éticos específicos”.
Assim, diz-se que “a prática da clonagem para fins de investigação biomédica poderia ser recomendada ao abrigo dos princípios da utilidade e da solidariedade vistos os potenciais benefícios terapêuticos para os seres humanos”. Contudo, escreve o CNECV, “o juízo ético sobre o uso da clonagem depende da natureza que for atribuída ao produto da transferência nuclear somática”.
“Na presente situação de ausência de unanimidade ou ampla convergência científica e filosófica acerca da natureza do produto de transferência nuclear somática, considera-se dever aplicar o princípio ético da precaução”, pode ler-se no parecer.
Como princípios de solução, a CNECV incentiva “a investigação em células estaminais obtidas sem recurso à clonagem por transferência nuclear somática”.
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Fonte: Ecclesia

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