sábado, 22 de agosto de 2009
Crónica de Férias: Bacalhau
Laurinda Alves entrevista António Barreto no i de hoje
Gripe A e teologia
Médicas e médicos amigos que muito considero e prezo pediram-me que escrevesse um artigo sobre a gripe A e a comunhão na Missa. Seria um contributo para a saúde pública.
É o que vou tentar, consciente de que se trata, paradoxalmente, de um tema melindroso para alguns, dado o facto de os católicos ao longo de tanto tempo terem sido educados no quadro do preceito eclesiástico estrito de comungarem na boca. Uma prova do melindre está em que, apesar de ter tentado delicadamente levar as pessoas a comungar na mão, não tive ainda êxito pleno.
Em primeiro lugar e referindo-me ao tema de modo genérico, penso que a questão da gripe A deve ser encarada com responsabilidade, o que significa, em termos simples, sem leviandade, portanto, seguindo as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas também sem histerismo. E não me passa pela cabeça que alguém cometa a infâmia de contagiar seja quem for intencionalmente. Espera-se que o Ministério da Saúde continue operante, eficaz e gerindo o problema com dignidade responsável.
Será neste quadro da responsabilidade que há-de situar-se uma colaboração sadia dos bispos e do Ministério no referente a grandes ajuntamentos religiosos, como Missas ou peregrinações.
É neste âmbito também, embora indo para lá dele, que apelo vivamente à comunhão na mão. De facto, é preciso reconhecer que a comunhão na boca está sujeita a grande perigo de contágio, como qualquer pessoa minimamente atenta pode constatar. Assim, devendo os católicos ser responsáveis e exemplos de responsabilidade, não podem pôr em perigo a saúde dos outros nem a própria. Todos reconhecerão, pois, facilmente que é um dever moral todos comungarem na mão e não na boca. Aliás, não faltará - e bem - quem associe, no caso, ética e estética: quem duvida que é mais estético receber a hóstia na mão aberta do que na língua estendida?
Mas, aqui, surgem debates aparentemente teológicos. Por exemplo: que comungar na boca é sinal de respeito pela presença de Cristo na hóstia consagrada. Mas eu pergunto: será porventura a língua mais digna do que as mãos? As pessoas pecam com as mãos: desvio dos bens alheios, assinaturas falsas ou indevidas, tráfico de drogas, armas assassinas, toques de traição... E com a língua não pecam? Ai!, as maledicências, as calúnias, os perjúrios, as promessas incumpridas, as palavras de amor-ódio, aquelas palavras que derrotam e matam o outro, contratos imorais e mortais...
Afinal, tão digna é a mão como a língua. É com a língua que falamos, e a linguagem duplamente articulada é característica específica humana. Mas foi quando o nosso antepassado se ergueu sobre os dois pés que se libertou a mão e se desenvolveu o cérebro e surgiu o que se chama Homem. Saudamo-nos falando e também apertando-nos as mãos.
Depois, vem o que é teologicamente mais significativo. Quem nunca reparou que só damos de comer na boca às crianças e às pessoas impossibilitadas de o fazerem elas próprias? E é um enorme gesto de afecto e ternura. Mas é também um sinal de dependência. Os adultos, em princípio, levam a comida à boca com as suas próprias mãos.
Neste sentido, não quereria ir tão longe como aqueles e aquelas que dizem que com a comunhão na boca a Igreja hierárquica acabou por infantilizar os fiéis. Ora, a Igreja deve ser a assembleia dos fiéis a Cristo, daqueles e daquelas que viram e vêem nele o enviado de Deus e o salvador e se entregam por ele confiadamente a Deus como sentido último da sua vida. Todos igualmente responsáveis, embora com ministérios e tarefas diferentes. Não se pode infantilizar os fiéis e a seguir queixar-se pela sua falta de responsabilidade e participação na vida da Igreja e na transformação do mundo, como Cristo quer.
Aliás, Cristo, na primeira Eucaristia, na Última Ceia - celebração da Palavra e do Pão -, tomou o pão e partiu-o, dizendo: "Tomai todos e comei, isto é o meu corpo, a minha vida, entregue por vós." E neste sinal os discípulos souberam que Deus é amor. Como ainda hoje, nalgumas casas, o pai ou a mãe partem o pão, distribuindo-o por todos, comendo cada um com a sua própria mão: é a partilha da vida.
Anselmo Borgessexta-feira, 21 de agosto de 2009
Num espaço do Mercado da Gafanha da Nazaré: 1.ª EXPOSIÇÃO colectiva de modelismo
O TEAM ( Truques & Engenhocas Associação de Modelismo) tem patente ao público, num espaço do Mercado da Gafanha da Nazaré, até ao próximo domingo, 23 de Agosto, a sua primeira exposição colectiva de modelismo. De futuro, haverá mais iniciativas relacionadas com o nautimodelismo. Apoio da Junta de Freguesia. O que me move é a felicidade
Um poema de Turíbia: Casa das Memórias
CASA DAS MEMÓRIAS
Sobre o meu corpo, o teu sorriso,
como fonte, como rio, como mar.
Nenhuma palavra diria a corrente,
verso algum cantaria a magia,
sôfrega sede no incêndio a crepitar.
Sobre a minha boca, o teu sorriso,
como música, sino em dia de Jesus Menino,
como cotovia a cantar.
Nenhum gesto dirá a saudade,
poema algum nos levará aos ramos do amor.
Era outono nas noites frias ao luar.
Era verão nos gestos quentes da idade.
O tempo permanece intacto como flor,
artíficio humano em jarra encarnada.
E eu permaneço na casa das memórias,
exígua e rasa.
Turíbia
Diocese de Aveiro em missão em Angola
TELHADOS DE VIDRO, de Joaquim Franco, na SIC Online
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
RAUL, de José Manuel dos Santos, no EXPRESSO
Arrastão "Maria Teixeira Vilarinho"
A ESQUERDA É PODER ESCOLHER
Pergunta pertinente
Recebi, há momentos, um e-mail interessante, que aqui partilho, pela sua oportunidade e graça. Se calhar, o ancião até terá alguma razão, embora saibamos que há muitos jovens que, pela sua formação, capacidade criativa, envolvimento social, cultural, espiritual, político, artístico e científico, são bastante dignos das gerações passadas e futuras.
FM
Não vale a pena votar para as legislativas no PSD?
Efemérides Aveirenses: Mendes Leite
20 de Agosto de 1887
Neste dia, em 1887, faleceu na sua casa, na rua do Seixal, o insigne aveirense Dr. Manuel José Mendes Leite, soldado-combatente, jornalista, deputado, governador civil, impoluto cidadão e, sobretudo, legislador-parlamentar, a quem se ficou a dever a proposta da abolição da pena de morte em Portugal, nos crimes políticos.
Fonte: Calendário Histórico de Aveiro
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
FESTIVAL DO BACALHAU: A festa já começou
Crónica de Férias: Passeio na marginal
terça-feira, 18 de agosto de 2009
SOL DA MEIA-NOITE
O Gafanhão humanizou a duna
ÍLHAVO: Mar Agosto 2009 - Festas do Município
Padre Jeremias Vechina entre nós de férias
Quando cheguei a casa, veio-me à memória o tempo da escola. E dele recordei a alegria natural e permanente, bem como a facilidade com que fazia amizades com todos os colegas. Ainda recordei a sua caligrafia, com a inclinação para trás, ao contrário do que era habitual.
Depois, a minha memória continuou até que cheguei à admiração que D. Manuel de Almeida Trindade, que foi Bispo de Aveiro, tinha pelo padre Jeremias e pela sua cultura espiritual, como um dia me disse. E fui à cata de algum escrito de D. Manuel, onde essa admiração estivesse patente. Localizei, então, no livro do nosso antigo bispo - Apontamentos de Retiros - um retiro orientado pelo padre Jeremias, em Fátima, entre 13 e 17 de Junho de 1983. Só algumas passagens:
Conferência da manhã: “Uma conferência doutrinalmente profunda. O Padre Jeremias começou por evocar o centenário da morte de Santa Teresa de Ávila e o papel que ela desempenhou no século em que viveu. O seu papel foi servir de ponte: ensinou os teólogos (teólogos da escolástica decadente) a rezarem e a serem ‘espirituais’: e ensinou os espirituais a recorrerem à teologia (e aos teólogos) para que a sua espiritualidade tivesse fundamentos sólidos e não fosse devocionismo epidérmico.” Mais adiante, diz: “Belas palavras as do Padre Jeremias acerca da esperança a partir do pensamento de S. João da Cruz.”
Outra Conferência da manhã: “Bela conferência do Padre Jeremias sobre a maneira como o homem provocou a ausência de Deus e como Deus procura afirmar a sua presença de amor, chegando a sentar-se no banco dos réus, no lugar do homem… Esta ‘ausência’ de Deus é sentida pelos místicos da maneira mais viva. S. João da Cruz fala nas ‘noites escuras em que Deus parece que se esconde – os terríveis silêncios de Deus!” Fico-me por aqui para não cansar os meus leitores. Apenas quis recordar o meu amigo padre Jeremias, sublinhando, levemente, a sua espiritualidade e a admiração que D. Manuel de Almeida Trindade tinha por ele.
Fernando Martins
Centro Cultural de Ílhavo: Exposição de Trabalhos dos Alunos Finalista
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
AGOSTO: Férias de Emigrantes
Crónica de férias: estacionamento difícil nas zonas costeiras
O planeta Marte será o mais brilhante no céu nocturno a partir de Agosto?
Marte
domingo, 16 de agosto de 2009
Uma Gaivota
Como Marcelo Rebelo de Sousa vê a morte
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| Marcelo R. de Sousa |
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 144
Mulheres das secas
sábado, 15 de agosto de 2009
Concelho de Ílhavo: aproveite bem o programa Mar Agosto 2009
Sílvia Ribau celebrou Bodas de Ouro de Consagração
ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA
O padre espião
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ele tinha a paixão dos objectos
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Faleceu Rosa Branca Torrão
Miguel Guilherme em entrevista a Laurinda Alves, no i
Há pessoas mais criadas para a fé do que outras
"Praia dos Tesos" é a estrela do novo Jardim Oudinot
Comandante José Vilarinho, algures em cruzeiro
Iceberg
Casa cheia no Centro Cultural de Ilhavo para ouvir Jacinta
Quem tem amigos
não morre na cadeia
Vou apagar o que de errado fiz...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A nossa gente: Carlos Duarte na primeira pessoa
Lembrança dessa coisinha tão querida
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Viver um cristianismo com piada
Comandante José Vilarinho, algures em cruzeiro
Comandante José Vilarinho, ao centro, num Polar-Bar
Paquete do Com. José Vilarinho
Estou quase no final da minha temporada. Dentro de 15 dias desembarco para férias. Estou a terminar uma viagem de 23 dias, que nos levou desde a Alemanha, subindo toda a Noruega, depois todo o Spitzbergen, até aos 80 graus de Latitude Norte.
Daí cruzámos para as distantes paragens da Gronelândia, descendo a sua costa Leste até a uma pequena cidade chamada ITTOQOORTOMIT, que, para quem chega, é como chegar ao fim do mundo.
Da Gronelândia cruzámos para a Islândia, Ilhas Faroes, de volta ao Sul da Noruega, e vamos terminar na Alemanha, de novo.
A subida da Noruega é feita através das passagens maravilhosas dos famosos Fiordes, onde cada cidade visitada parece um paraíso, tirado de um livro de histórias de encantar, onde não faltam as lendárias personagens Norueguesas, chamadas TROLLS, a dar-nos as boas-vindas.

Bebé em terra de muito frio
Iceberg a caminho do Sul
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
JARDIM OUDINOT – Um Ano de Vida Nova
Casa-Museu Afonso Lopes Vieira
O odiado Pinho estava no bom caminho
Fotografia de Carlos Duarte na Costa Nova
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