quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aveiro na História



«Oxalá que estas despretensiosas páginas, agora [maio de 1997] revistas, corrigidas e ampliadas, sirvam para ajudar os homens e as mulheres de Aveiro a serem mais aveirenses, no carinho pela sua terra, no amor pela sua tradição, no respeito pelos seus antepassados, no interesse pelo seu progresso, no rumo pela sua liberdade. Estou convencido de que, para não se perder a identidade própria, não é possível construir-se o futuro sem se ir às raízes do passado.» 

João Gonçalves Gaspar, 
em “Explicação”, a abrir o seu trabalho

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Arquivo Secreto do Vaticano abre uma nova janela



Descobrimentos: 
Trilogia revela arquivo secreto do Vaticano

 Maria João Costa

Abre-se uma nova janela sobre o arquivo secreto do Vaticano, com o lançamento, para breve, em Portugal, de três livros que revelam o que está guardado sobre os Descobrimentos portugueses naquele arquivo. A recolha foi feita por duas dezenas de investigadores, ao longo de vários anos. São mais de três mil páginas, em três volumes, que reflectem 15 anos de trabalho de 20 investigadores que mergulharam no arquivo secreto do Vaticano. O fundo da Nunciatura de Lisboa foi alvo de pesquisa. “É um arquivo como outro qualquer, de qualquer Estado, que vai guardando a documentação de carácter administrativo referente à governação de um determinado Estado”, explica o coordenador da investigação, José Eduardo Franco. O investigador acrescenta que, “neste caso, trata-se do Vaticano e da Igreja e as implicações que a governação da Igreja tem”.
O olhar dos investigadores recaiu sobre milhares de documentos em diversas línguas, que falam sobre a construção da Igreja no tempo dos Descobrimentos. “Esta obra veio revelar o mundo extraordinário que, entretanto, se abria aos olhos europeus pelas navegações portuguesas e que permitiu, também, desenvolver de uma forma exponencial o ideário de universalização do cristianismo, através da construção da Igreja ultramarina, extra-europeia”, sublinhou José Eduardo Franco. Mas, além de “todas as dificuldades”, esta obra mostra também “os sucessos, os avanços, os progressos desse mesmo processo de construção [da Igreja extra europeia]”. A obra, editada pela Esfera do Caos, teve a colaboração das universidades de Lisboa e Católica.

"Poesia, saudade da prosa": Uma antologia pessoal de Manuel António Pina

Manuel António Pina


A um jovem poeta

Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser

que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças

como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.

Talvez possas então
escrever sem porquê.
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.

Manuel António Pina

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Cedências ao supérfluo são provocadoras e escandalosas



Tiques de riquismo 
com a pobreza em pano de fundo

 António Marcelino

«Os tiques de riquismo são ofensivos, as cedências ao supérfluo são provocadoras e escandalosas. Todos são chamados, à medida de cada um, a entrar no processo da recuperação necessária e urgente do país. Não é trabalho apenas dos governantes. Pouco ou nada se conseguirá se cada um não se impuser a si próprio, atitudes de austeridade e gestos de partilha e a quem governa decisões certas e exemplo convincente. Urge que todos digamos, de modo consequente, que somos pessoas responsáveis e solidárias, irmãos e cidadãos com iguais direitos e deveres»

terça-feira, 7 de junho de 2011

Recordando um amigo com natural emoção

Flor do meu jardim para o José Carlos


Participei hoje, em Braga, no funeral de um amigo, que conheci desde tenra idade. José Carlos Chaves Fernandes, 45 anos, cardiologista, faleceu vítima de um acidente de viação. As causas do acidente estão por esclarecer. Casado com a Paula, com dois filhos, a Rita e o Francisco, foi um marido exemplar e pai amoroso, filho e irmão dedicado. Os seus pais, Nazaré Chaves e António Fernandes, e demais familiares, tal como os amigos de sempre, marcaram presença emocionada junto dos seus restos mortais, nas cerimónias religiosas e no momento da descida à terra do repouso final neste mundo. A sua alma, de homem generoso e sensível, está no seio de Deus.
Recordo-o com saudade, animado pela certeza de que ele continuará connosco, nos seus familiares e amigos, mas em especial nos seus filhos, que ele tanto amava. Animado, ainda, pela convicção de que o seu exemplo de amor acrisolado à família e de espontânea amizade fraterna para com os amigos hão de permanecer connosco.
Como poderei esquecer a sua natural alegria de viver, inúmeras vezes manifestada junto dos que o rodeavam? Como poderei olvidar o sentido profissional de proximidade com os seus doentes, que o levava a uma atualização permanente para mais e melhor ajudar quem sofre? Como poderei permitir que da minha memória fujam os cuidados que o José Carlos tinha em saber do meu estado de saúde, em momentos menos bons?
Recuando no tempo, estou a vê-lo a brincar com os meus filhos, a estudar com gosto pelo saber, a singrar na carreira profissional que escolheu, a especializar-se em cardiologia, área que abraçou com paixão.
Há poucas semanas, em Braga, tivemos, com minha esposa e um filho, sem o podermos imaginar, o último encontro. Lanche em casa dos seus pais e jantar em sua casa, com toda a família a trabalhar na cozinha. Foi muito bonito e muito saboroso. Jamais esquecerei esse como outros momentos semelhantes, de abertura à manutenção da amizade de décadas, de convívio franco e amigo, de recordações de vivências que perduram no tempo. Paz à sua alma.

Fernando Martins

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Eleições indicam novo rumo

O ruído ensurdecedor provocado por algumas intervenções na campanha eleitoral, e mesmo antes dela, esvaiu-se como nuvem de fumo brando. Ouvi de muita gente, preocupada com a situação política, social e económica do país, perguntas inquietantes sobre o que poderia acontecer depois da escolha dos portugueses. E afinal os portugueses escolheram e quando hoje acordei percebi que o clima estava sereno. Nada de grave aconteceu e a vida, quer queiramos ou não, prossegue com os ânimos agora renovados e esperançosos. O dia seguinte, como normalmente acontece, não passa de um dia normalíssimo, com os responsáveis políticos, vencedores e vencidos, a esforçarem-se por arrumar as suas casas, rumo ao futuro. 
Os novos governantes já sabem a verdade do que os espera nos próximos quatro anos: ou governam com sabedoria, prudência e sentido das responsabilidades, ou sofrem as consequências, porque o povo, soberano e inteligente, saberá impor a sua vontade e marcar o compasso. 
Estamos, realmente, numa democracia representativa, que não se esgota nos partidos políticos nem tão-pouco nas eleições legislativas ou outras. O povo descontente reagirá sempre em conformidade, e a sabedoria e sensibilidade de quem governa estarão na forma como se ouve ou se ignora  o povo. E se não o quiser ouvir, nem sentir os seus dramas e inquietações, então que espere pela resposta. 

FM

EXPRESSO: O silêncio não se deixou transformar por horas

Monge na Cartuxa

A vocação do silêncio:

José Luís Peixoto na Cartuxa de Évora 



José Luís Peixoto penetrou no praticamente inacessível mundo de contemplação do Convento da Cartuxa. Ali, dez monges vivem em isolamento total, movidos pela fé.




Caminhava com o prior ao longo dos claustros quando os sinos começaram a tocar. A dissolverem-se no céu ou a retinirem nas paredes de pedra, chamavam para as vésperas e, longamente, acompanharam-nos até à entrada da igreja. A tarde dobrava o ponto em que o calor se transformava em calma, primavera de Deus. No interior da igreja, era fresco o eco da lonjura. Quase indistinto dos objetos e das imagens, imóvel, sentado, com o capuz a cobrir-lhe a cabeça, estava um monge velho, curvado. O prior apontou-me um lugar, fez-me gesto para esperar ali e saiu. O monge e eu ficámos a respirar. Foi então que o silêncio começou. 
Calcular a passagem do tempo dentro do silêncio é comparável a contar segundos pela chama de uma vela ou por um abraço. Semelhante a estes dois exemplos, também o silêncio transporta um sentido imperturbável que é maior do que o tempo que pode ser medido. Como se acontecesse noutro lugar, como se ignorasse os minutos e, assim, lhes subtraísse toda a força da sua importância. O silêncio não se deixa transformar por horas, dias ou séculos. Aquilo que o silêncio era em 1084, quando São Bruno fundou a Ordem da Cartuxa, continua a ser, hoje, o silêncio.

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domingo, 5 de junho de 2011

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

(Clicar na imagem para ampliar)

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais


Verdade, anúncio e autenticidade de vida, 
na era digital

«A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.»

Ler toda a mensagem aqui



Os inícios da República em Aveiro




As primeiras frases:

«É por demais conhecido o pendor liberal das gentes de Aveiro evidenciado em factos históricos significativos que importa enunciar.
Como sempre acontece em questões desta natureza, “trata-se de fenómeno não simples nem unívoco, mas complexo, multifacético, em que diversas vias se entrecruzam e reciprocamente se influenciam, em diferentes planos ritmos e tempos”.»

Elaborado por Flávio Sardo e António Neto Brandão, dois conhecidos causídicos aveirenses, “Aveiro — Roteiros Republicanos” bem merece uma leitura atenta, para um melhor conhecimento dos inícios da República na nossa região.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 240


DE BICICLETA ... ADMIRANDO A PAISAGEM - 23



AS NOSSAS BICICLETAS - IV 

Caríssima/o:

Pode ser que esta lembrança de meu irmão Artur nos faça, pelo menos, acenar a cabeça e a remoer imagens que teimam em se afastar cada vez mais do nosso quotidiano: 

«O FUNERAL E A BICICLETA 

Nos tempos da minha infância, os funerais saíam da casa do falecido e todos os acompanhantes iam a pé, com o tempo que estivesse nesse dia, ou chuva ou vento. 
Assisti a muitos funerais; este foi no Farol da Barra e, como sempre, a garotada acompanhava estes actos para levar as bicicletas. 
Mas havia dois problemas: os que não sabiam andar com as mesmas não tinham sorte; ou então tinham que mentir porque o que eles queriam era aprender a andar! 
Este funeral era de um senhor que tinha uma loja, era muito conhecido e foi muita gente. 
Quanto a mim tive a sorte de levar a bicicleta dum senhor conhecido, sargento da Marinha: era uma bicicleta nova de marca estrangeira! 
Chegou-se ao pé de mim e disse-me: «Vais levar a minha bicicleta, porque sei que sabes andar! Tem muito cuidado com ela!» 
Quando ouvi aquelas palavras, fiquei um pouco admirado e quando ma entregou parece que nem acreditava. De facto, fui muito cuidadoso para que não houvesse nenhum problema. 
Quando o funeral acabou, cada garoto estava junto da respectiva bicicleta. Se virmos bem a coisa, dava a impressão que havia compra e venda de bicicletas, pois cada garoto esperava a recompensa. 
Ao chegar junto da bicicleta, o senhor sargento, a primeira coisa que fez, foi dar uma vista de olhos e como estava tudo normal, tirou do bolso 2$50 (vinte e cinco tostões!) e deu-mos. Fiquei radiante e disse-lhe «muito obrigado». (Ele podia fazer isso porque ganhava bem naquela altura.) 
E foi assim que aconteceu nesse funeral, porque quanto a outros não tinha sorte de me darem nada. Mas já era um grande prazer andar de bicicleta! 
Quando em certos dias só se viam garotos de bicicleta na estrada, logo se sabia que havia um funeral.» 

Pela cópia Manuel

sábado, 4 de junho de 2011

Meninos da Obra da Criança agradecem...

Trabalho elaborado pelos meninos da Obra da Criança


Meninos da Obra da Criança expressam a sua gratidão ao Rotary Club de Ílhavo por todo o apoio que este clube tem dado àquela instituição. Do mesmo modo, o Rotary de Ílhavo manifesta o seu profundo reconhecimento a todos os participantes, patrocinadores, voluntários, associações e clubes, bem como a todos os que, de uma forma mais ou menos anónima, deram o seu contributo para a realização da Rota do Bacalhau, em favor da Obra da Criança. 

"Nós, os meninos da Obra
Queremos agradecer 
Tudo o que fizeram por nós 
E que a nós nos faz renascer 
E aumentou nosso desejo de viver... 

É bom saber que alguém nos quer ver rir 
Felizes e com esperança, 
E sentir... 
Que há quem se interesse por nós 
Crianças...

Sem mais a acrescentar, 
Um grande obrigado vem a calhar 
Por tudo o que nos têm dado!"

Ares de Tete - Moçambique

Paisagem: embondeiro

Aldeia

Paisagem: Ao fundo, a laguna

Embondeiro

Fotos gentilmente enviadas pelo Jorge Ribau

Cada vez mais adultos procuram catequese


«Há muitos adultos a frequentar a catequese, movidos pela procura de bem-estar espiritual ou para a realização de sacramentos nunca iniciados ou interrompidos.»

Texto e vídeo aqui

Poesia para este tempo




“Tenho que escolher o que detesto —
ou o sonho, que a minha inteligência odeia,
ou a acção, que a minha sensibilidade repugna;
ou a acção, para que não nasci,
ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos,
não escolho nenhum;
mas, como hei-de, em certa ocasião,
ou sonhar, ou agir,
misturo uma coisa com outra.

Bernardo Soares (Fernando Pessoa)
“Livro do Desassossego”

Publicado no caderno Economia do EXPRESSO

O ser humano é o ser da pergunta



A dúvida, a pergunta, 
o transcendente

Anselmo Borges

Há um texto de Joseph Ratzinger, em 1968, ainda só professor, que dá que pensar. "Não há fuga possível ao dilema do ser humano. Quem quiser escapar à incerteza da fé terá de experienciar a incerteza da descrença, que, por sua vez, nunca pode dizer com certeza definitiva se não é a fé que é a verdade. Ninguém pode tornar Deus e o seu Reino evidentes aos outros nem a si mesmo. Tanto o crente como o não crente, se não se ocultarem a si próprios e à verdade do seu ser, participam, cada um à sua maneira, na dúvida e na fé. Nenhum deles pode escapar completamente à dúvida, nenhum pode escapar completamente à fé; para um a fé torna-se presente contra a dúvida, para o outro mediante a dúvida e sob a forma da dúvida. É a figura fundamental do destino humano: só poder encontrar a definitividade da sua existência nesta rivalidade sem fim de dúvida e fé, perplexidade e certeza. Talvez assim precisamente, a dúvida, que impede um e outro de se fecharem em si mesmos, possa tornar-se o lugar da comunicação. Ela impede-os de se encerrarem totalmente em si próprios, abre o crente ao que duvida e o que duvida ao que tem fé; para um é a sua participação no destino do descrente, para o outro a forma como a fé, apesar de tudo, permanece um desafio."

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comissão Europeia: É assim que se ensina a poupar?




«Enquanto exige aos países da zona euro mais austeridade para reduzir o défice, a Comissão Europeia (CE) não tem refreado os seus próprios gastos. De acordo com uma investigação jornalística, os comissários europeus gastaram cerca de oito milhões de euros em jactos privados, festas e férias luxuosas.»

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NOTA: Não vejo mal nenhum em aconselhar os Estados a poupar. Em tempo de crise e até de fartura. Poupar, como me ensinaram, tem de ser cultura diária para toda a gente. Mas já viram quanto gasta e em quê a Comissão Europeia? Não seria melhor dar o exemplo de vida sóbria, sem gastos supérfluos? 


ÍLHAVO: Vigilância e Segurança nas Praias

Praia da Barra

O Executivo Municipal  aprovar o Protocolo de Cooperação a estabelecer entre a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), a Administração do Porto de Aveiro (APA), a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo (AHBVI) e a Associação de Concessionários de Praia da Beira Litoral, para a vigilância e segurança balnear no ano de 2011 nas Praias da Barra e da Costa Nova e para a gestão, manutenção e exploração do Bar de apoio ao Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Costa Nova.

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A natureza fez de mim um jardim


Sátira

A natureza se enganou
E fez de mim um jardim,
Pois, "cravos" em mim, plantou
E tão bem os adubou
Que eles crescem ‘inda assim!

Flores nas jarras gosto,
Ou no jardim a crescer
Mas juro e até aposto
Que ninguém tem esse gosto
Tão bizarro a meu ver!

Alguns maus tratos lhes dou
E ácido até lhes ponho
Mas o cravo que vingou,
Como remédio o tomou
E alimentou o seu sonho.

E, as mãos tão veneradas
Numa anterior situação
De novo são solicitadas
E decerto apreciadas
Nesta botânica operação!

Que os cravos decapite
Atenda esta prece minha!
E o Doutor não hesite
Que eu vou tendo o palpite
Que lhos deixo numa jarrinha!

Mª Donzília Almeida
Junho de 2000

Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ares de Maputo



Maputo, com a Costa do Sol bem à vista


O meu amigo e conterrâneo Jorge Ribau, algures em Moçambique, onde respira outros ares e trabalha no seu ofício, teve a gentileza de me enviar fotos que registou à chegada. Longe da Gafanha da Nazaré, marca, desta forma, a sua presença entre nós. Daqui o saúdo, com votos dos melhores êxitos profissionais.

Regresso ao passado — Senti-me recuada no tempo

Escola primária do centro

Dizem as más-línguas, é bom… ser aluno!

Maria Donzília Almeida

Por contingências da profissão docente, senti-me recuada no tempo, cerca de meio século e colocada na Escola Primária onde aprendi as primeiras letras. As primeiras e as últimas, já que foi desta escola, que preparada pela D.ª Arminda Moreira, na 4ª classe, parti... à descoberta do mundo. Aqui fica o meu agradecimento a esta senhora que tão bem me preparou para o prosseguimento de estudos. Ainda, há pouco, me cruzei com ela e regozijei-me com o seu bom aspeto, que elogiei. Acusou-me de miopia, causa da minha visão desfocada da sua imagem!!! 
— Ah, mas eu já uso óculos desde os meus 17 anos, pelo que o defeito já deve estar corrigido, há muito tempo! — Retruquei, na ânsia de dar consistência ao elogio que fizera. 
Foi num misto de nostalgia e revivalismo, que calcorreei os corredores da escola carcomidos pelo caruncho e pelas marcas do tempo Os pezinhos das crianças a correr e a saltar evocam em nós os tempos em que também fazíamos parte do grande bando de passarinhos à procura de alimento para a alma. 
Se agora todos os alunos chegam à escola calçados, com sapatos ou sapatilhas de marca, rivalizando uns com os outros, eram raros, naquele tempo, aqueles que usavam calçado, sendo os tamancos e as chancas, os precursores do moderno e diversificado calçado da nossa época.

Os governantes não podem usar óculos que os impeçam de ver ao longe e ao largo



Um artigo infeliz eivado 
de preconceitos

António Marcelino

Vital Moreira, professor de Direito na Universidade de Coimbra, antigo militante do PCP e, até ver, deputado pelo PS no Parlamento Europeu, escreveu, no diário “Público” de 10 de Maio, um artigo titulado “O casamento da ideologia com os interesses”. Um artigo que, a meu ver, no que diz respeito à educação e liberdade de ensino, é infeliz porque ideologicamente redutor e prenhe de um pendor estatizante. No campo educativo escolar, Vital não admite nada que não seja estatal, venha de onde vier, e, pelos seus velhos preconceitos, menos ainda se vier do lado da Igreja Católica.
Em apoio do chefe, de quem se tornou a “voz inteligente” que tenta transformar em teses as intervenções políticas mais incríveis, Vital ataca, logo de início, o programa do maior partido da oposição, que classifica, pelas suas opções como “um manifesto ideológico contra o Estado”. Quando a leitura do que quer que seja é enviesada, o raciocínio não pode ser direito. Não entro nessa discussão. Chamo apenas a atenção para as tendências que, a pretexto de uma interpretação socialista do Estado social, se tornam estatizantes e ditatoriais, porque não respeitam as pessoas e os direitos humanos, os postulados elementares da democracia, o bem dos portugueses, e nem sequer as capacidades de um país que gasta o que não tem e despreza o que tem.

A beleza de Aveiro é um dogma





«É um dogma a beleza de Aveiro.
Não se discute, nem na qualidade,
que é da natureza do cristal,
nem na profundeza,
que é da categoria do mistério.
Nem é de discutir;
aos nossos olhos se ostenta
com uma tal evidência e tão constante
que, só mentindo às instâncias da consciência,
poderíamos negar-lhe o domínio e o afago
que em nossos sentidos e em nossa contemplação
subtilmente se insinua.»

Jaime de Magalhães Lima
Em “O Democrata”, 29-03-1930

Citado por João Gonçalves Gaspar em “Aveiro na História”

Nunca aprendemos as lições da história



Quantos pães tendes?

António Rego

Somos nós e a terra, o pão, a cultura, o espírito, a esperança, convivência, a alegria do presente do futuro. Tudo isto é pão essencial na nossa mesa.

Diz-se, com ironia, que a única lição que aprendemos da história é que nunca aprendemos as lições da história. Muitas vezes olhamos para ela como uma espécie de penumbra, com antepassados mesmo recentes de tipo homúnculo, distantes das luzes que generosamente nos iluminam. Se recapitularmos os dois últimos séculos do nosso país à procura de realidades como crise, falência, bancarrota, notamos que sempre que isso aconteceu isto é, sempre que se chegou a uma situação social limite, sem recuo, logo surgiram soluções drásticas de emergência conhecidas como revoluções, golpes, ditaduras mais ou menos sangrentos. E, aqui e agora, no dia em que os cofres ficarem vazios, os salários, reformas, subsídios, economias reduzidos a zero, as mesas sem pão – poderá chegar um qualquer salvador, verdadeiro ou falso, seja qual for a sua cor, partido ou qualidade que cairá nos braços do povo. Com carta branca para enterrar muitos dos nossos sonhos.

ÍLHAVO: Dia Mundial da Criança — 1 de junho



Celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança, quem dera que todo ele voltado para a construção de um futuro risonho para os meninos e meninas dos nossos dias. Que o mesmo é dizer, para um futuro coletivo mais aberto à partilha solidária e à convivência fraterna.
Andam bem as autarquias e demais instituições, nelas incluindo as famílias, se souberem e quiserem nesta data criar alicerces que sejam autênticos suportes de mais felicidade para todos. Sei, por notícias que me chegam, que no concelho de Ílhavo, por iniciativa da autarquia, haverá um programa especialmente dirigido às crianças da rede Pré-Escolar e das IPSS, tendo como tema de fundo  “A Cultura do Mar e das Atividades Náuticas”, que aposta na dinamização de três ateliês repletos de motivos marinhos, jogos, artes e muita animação, não esquecendo também um espaço dedicado aos tão apreciados insufláveis. Esta iniciativa terá lugar no Centro Cultural de Ílhavo e respetiva praça, realizando-se das 9.30 às 12 horas e das 14 às 16.30 horas, envolvendo cerca de 900 crianças.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Efeméride: Santo António é canonizado

31 de maio de 1232





Fernando Bulhões 
— Santo António — 
é canonizado

Filipe d’Avillez

Quando, em 1232, o Papa Gregório IX canonizou Fernando Martins de Bulhões, o homem, que tinha mudado o nome para António quando entrou para a ordem Franciscana, tinha morrido há menos de um ano.
Santo António é, assim, um dos santos cujo processo de canonização foi mais célere, o que atesta bem a fama de santidade que acompanhava o pregador nascido em Lisboa, mas que ganhou fama em Itália, em particular, na cidade de Pádua.
Santo António é hoje um dos santos mais populares da Igreja universal, festejado e venerado em várias partes do mundo, sobretudo, nos que foram evangelizados pelos portugueses, mas não só.

Cegos podem navegar à vela



Um cego consegue navegar sozinho à vela e até participar em competições? Pode e esse é um objectivo do Sporting Clube de Aveiro (SCA) que iniciou agora uma “nova vida”, disse ao Diário de Aveiro o director da academia do clube, Nuno Silva, enquanto acompanhava um grupo de invisuais e amblíopes, numa manhã que marcou o arranque deste projecto náutico designado por “Vela sem limites” na Ria.



Fonte: Porto de Aveiro

O pepino mata mesmo?





A notícia dos pepinos que matam tem alarmado muita gente. Histórias destas são cíclicas e metem medo. Vi um pepino na gaveta do meu frigorífico e fiquei logo inquieto. Será que o mal, se o tem, passa para o que estava ao lado? E as mortes já registadas são mesmo de alguns pepinos importados?
Um comerciante de um mercado português garantiu que os pepinos que tem à venda na sua banca são seguros. Conhece a proveniência deles e sabe que não há qualquer espécie de contaminação.
Eu não sei se o alarmismo é boa tática ou se não seria mais conveniente indicar, com toda a naturalidade, umas boas maneiras de preparar os alimentos crus que temos de ingerir em segurança. Há anos, perante a cólera, bastava lavar as saladas em água com umas tantas gotas de lixívia para nos servirmos à vontade. E assim se fazia sem grandes custos. Hoje, com estas notícias bombásticas de gente que morre por causa dos pepinos, todos podemos ficar com a fobia por tal alimento. Eu, enquanto me lembrar de tudo isto que se tem dito, não toco em qualquer pepino, apesar de gostar de o saborear nas saladas.
Não seria mais educativo ensinar técnicas elementares para se evitar a eventual contaminação?

Ainda "A Árvore da Vida"

CINEMA: "A árvore da vida"



«Entre outras propostas de estreias, com resultados mais ou menos credíveis para problemas que atualmente afligem o Ocidente, a questão do sentido da vida é levantada por Terrence Malick em “A Árvore da Vida.
 O filme faz já furor e bateu o recorde da velocidade entre arrecadar a Palma de Ouro em Cannes e chegar a Portugal. É difícil classificá-lo porque o resultado não é um. São vários. O primeiro, talvez, uma belíssima história de época com um muito bem conseguido retrato de uma família americana dos anos 50.
 Jack, mais velho de três irmãos, cresce no seio de uma família tipicamente americana, entre um pai austero, trabalhador dedicado, fiel às missas na paróquia local, que conquista e ensina a conquistar a vida a pulso; e uma mãe dona de casa que se preocupa sobretudo em transmitir os valores do amor, da amizade, da cumplicidade entre os irmãos.»


Margarida Ataíde
Pode ler mais aqui

Fusão de Aveiro, Ílhavo e Vagos?

Ex-autarca de Vagos, João Rocha, recusa, no Diário de Aveiro, fusão dos concelhos 
de Aveiro, Ílhavo e Vagos



“Temos um ADN diferente e estamos muito bem assim”. É a resposta do antigo presidente da Câmara de Vagos, João Rocha, ao repto lançado pelo social-democrata Ribau Esteves, que recentemente defendeu a extinção de cerca de metade dos municípios do território nacional e a “fusão” de Ílhavo, Aveiro e Vagos. 
Segundo João Rocha, o concelho de Vagos é gandarez e ainda tem uma “costela” bairradina, pelo que “nada tem a ver” com Ílhavo e muito menos com Aveiro. “Possui 25 mil habitantes e uma identidade própria a defender”, declarou. 
Discordando frontalmente da posição assumida pelo edil ilhavense, o ex-autarca diz-se, no entanto, favorável à reforma administrativa, que inclua a fusão dos concelhos “mais pequenos, com menos de dez mil habitantes”, como sucedeu na Grécia, obrigada a reduzir os seus municípios para um terço. 
João Rocha, que admite não estar sozinho nesta “luta”, considera que não pretende alimentar “guerras com ninguém”. Porém, sempre vai dizendo que “há 150 anos Mouzinho da Silveira nos tirou as Gafanhas para Ílhavo”, e já então a questão não foi de todo pacífica." 

Eduardo Jaques

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Efeméride: o Mata-Frades extingue as Ordens Religiosas

30 de Maio de 1834

Joaquim António de Aguiar


Neste dia de 1834, Joaquim António de Aguiar, mais conhecido por Mata-Frades, fez publicar um documento que diz o seguinte: «Ficam desde já extintos em Portugal, Algarve, Ilhas Adjacentes e domínios portugueses todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e quaisquer casas de religiosos de todas as Ordens Regulares, seja qual for a sua denominação, instituto ou regra; os bens ficam encorporados nos Próprios da Fazenda Nacional...»
No seu livro "Aveiro na História", João Gonçalves Gaspar informa que os bens confiscados foram destinados ao pagamento de indemnizações aos heróis da causa liberal.

Aveiro: Feira do Livro com poucos visitantes


Hoje, ao fim da tarde, a Feira do Livro de Aveiro, no Rossio, tinha poucos visitantes. Não estava um tempo agradável, mas por lá andei. Comprei, desta vez, livros referentes a Aveiro. "Aveiro - Roteiros  Republicanos", de Flávio Sardo e António Neto Brandão;  "Aveirenses Notáveis", de Rangel de Quadros;  "Aveiro - Apontamentos Históricos", de José Reinaldo Rangel de Quadros Oudinot;  e "Aveiro na História", de João Gonçalves Gaspar. Depois, até ao fim da feira, logo se verá. Contudo, para já, não me falta que ler...

A generosidade dos portugueses em época de crise



A presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, corrigiu hoje para 2.309 o número de toneladas de alimentos recolhidos este fim-de-semana, mantendo que o aumento em relação à campanha de maio foi de 14,9 por cento.


Veja aqui

domingo, 29 de maio de 2011

João Moreira vence 2.ª edição da Rota do Bacalhau

Festa do BTT


O vencedor

Com a participação de 750 ciclistas de BTT, decorreu hoje em terrenos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro a 2.ª edição da Rota do Bacalhau, numa organização do Rotary Clube de Ílhavo.
A partida dos ciclistas foi junto ao Museu Marítimo de Ílhavo. Ao mesmo tempo, centenas de acompanhantes dos atletas e populares da região fizeram uma caminhada, tendo como objectivo angariar produtos alimentares para o Banco Alimentar Contra a Fome.
A chegada dos ciclistas foi no Jardim Municipal, com a vitória do jovem aveirense João Moreira. Após a entrega dos prémios, decorreu o almoço na Escola Secundária, cuja ementa foi bacalhau cedido pela empresa Rui Costa e Sousa.
A receita deste evento reverteu totalmente para a Obra da Criança de Ílhavo.

Carlos Duarte

Caracol "adivinha" vitória do PSD nas eleições



Qual sondagem, qual quê! Hoje já há caracóis que evitam o imenso e por vezes inglório trabalho dos analistas políticos. Uns caracóis espertos e sábios resolvem a questão! Vejam aqui.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

(Clicar na imagem para ampliar)

Poesia para este tempo


E POR VEZES AS NOITES DURAM MESES...

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira

Nota: No EXPRESSO, na aridez da Economia

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 239

DE BICICLETA ... ADMIRANDO A PAISAGEM - 22

 

Caríssima/o:

Tal qual... deixar a roda rolar sem pedalar!... seguir o encantamento de pisar a dor 
que persiste para lá do horizonte...
então se de jóia se trata apresentá-la aos amigos
e juntos saboreá-la
como se último manjar de dia de reis!

A imagem é de Zé Penicheiro: 'a mulher da bicicleta'.

O poema está “identificado” com poucos elementos. Suficientes?


CLETA MARNOTA


AQUELA CUJAS RODAS ESTÃO FINCADAS NA ÁGUA
E CUJOS PEDAIS FAISCANTES SAEM DELA
CHEIOS DE ENGUIAS E SAL
ÀS VEZES DE LODO E DE PUS...
DOS PÉS GRETADOS NO ESPELHO
FEITO DE VENTO E DE LUZ

                                                 j. a., 11/NOV/1984



Boas pedaladas por entre os raios de Sol!


                                   Manuel  

sábado, 28 de maio de 2011

Efeméride: 28 de maio de 1926




Completam-se hoje 85 anos sobre o golpe de estado de Gomes da Costa que pôs fim ao caos da primeira república. Nasceu praticamente de forma pacífica o chamado Estado Novo, que foi derrubado, de caduco e fechado ao mundo, no 25 de abril de 1974. Com a revolução dos cravos, que nos deu a democracia, veio agora uma espécie de bancarrota, a terceira desde os sonhos que abril abriu. E talvez por isso não faltam os nostálgicos dos tempos da ditadura a clamar por um outro Salazar, que ponha ordem nisto, em vez de alimentarem a esperança numa democracia mais participada e de procurarem novos caminhos para um mundo melhor. Sem ditaduras de qualquer cor!


Como Saramago viu a Ria de Aveiro



A Ria de Aveiro, vista por José Saramago, em 1981 (data da edição do seu livro "Viagem a Portugal"), merece ser apreciada aqui. 

Petição sobre Políticas do Mar

José Luís Cacho

«ESCRUTINAR, TODOS OS DIAS, 
O MAR DE OPORTUNIDADES 
QUE O MAR NOS OFERECE»

«O Presidente da Associação dos Portos de Portugal (APP), José Luís Cacho, assinou a Petição para a criação da Comissão Parlamentar para as Políticas do Mar. “Escrutinar, todos os dias, o mar de oportunidades que o Mar nos oferece. É esse o lema das administrações portuárias portuguesas que integram a Associação dos Portos de Portugal. Trazer de novo, para o nosso seio, para potenciar sinergias, para bem de todos os países, os mundos que outrora demos ao Mundo, é um dos desideratos da recém-constituída Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP). Todos os esforços tendentes a trazer o Mar de novo para mais perto de nós, a colocá-lo no centro do debate e das estratégias de quem nos governa e nos representa democraticamente, são esforços positivos, salutares. Daí apoiarmos a criação de uma Comissão Parlamentar para as Políticas do Mar”, explica José Luis Cacho, que lidera também os Conselhos de Administração do Porto de Aveiro (APA) e do Porto da Figueira da Foz (APFF).»

Fonte: Porto de Aveiro

Igreja com Futuro



Que Igreja ainda tem futuro?

Anselmo Borges

Volto ao livro de Hans Küng, Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?), para reflectir sobre a Igreja com futuro.
Ao contrário do que pensam e dizem os seus detractores, Küng, teólogo e pensador de renome mundial, é um católico convicto, que dedicou toda a sua vida a pensar a fé no confronto com a modernidade e a pós-modernidade e a reflectir sobre o diálogo inter-religioso e um ethos global, com contributos fundamentais nestes domínios. Para ele, de facto, a teologia tem de ser ecuménica, no sentido de referida à ecúmena, isto é, a toda a terra habitada, defendendo, assim, o paradigma de uma teologia ecuménica crítica, com dois pólos em correlação: o primeiro pólo é o nosso mundo presente de experiência em toda a sua ambiguidade, contingência e expectativas, e o segundo, a tradição judeo-cristã, fundada, em última instância, no Evangelho de Jesus.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A vida é uma caixinha de surpresas!



A metáfora dos nossos dias: 
 21 de Maio de 2011 

Maria Donzília Almeida 

O dia amanhecera cinzento. “Um anímico véu de mistério cinzento,” citando Oliveiros Louro, parecia abater-se sobre a planície das Gafanhas. Era a natureza a associar-se, como elemento premonitório daquilo que estava para ocorrer. 
Na mente, revolvia-se a cena tantas vezes evocada, da ida do ancião para o monte. Reza a história que encontrando-se às portas da morte, um pobre homem fora transportado para o monte, onde acabaria os seus dias, à mercê das intempéries e das aves de rapina. No momento da despedida, divide a manta que lhe fora deixada para se proteger, nas duras noites de inverno, em duas partes e entrega-a ao filho, dizendo: — Toma lá, é para usares quando os teus filhos te vierem trazer aqui! 
Por muito cruel que pareça, esta história retrata bem a tristeza e abandono a que são sujeitos os idosos das sociedades modernas. Têm sido noticiados, nos últimos tempos, casos verdadeiramente dramáticos de pessoas solitárias que acabam por morrer ao abandono nas suas casas. Há referências, também, a familiares de pessoas idosas e doentes, que os despejam nos hospitais, por altura das festas em família. Por maior que seja o repúdio que sentimos por atitudes desta desumanidade, elas continuam a ocorrer com a frequência que a insensibilidade das pessoas consente. 

FEIRA DO LIVRO E DA MÚSICA DE AVEIRO NO ROSSIO



«A edição deste ano apresenta uma novidade em relação às edições anteriores: no Rossio, em frente ao Canal Central da Ria de Aveiro será construído um Oásis com uma área aproximada de 300 m2de areia branca sustentada por um muro de contenção em monoblocos. Será ainda colocado um deck de madeira com 9 X 5 m implantado sobre dois moliceiros na ria, uma barraca para venda de bebidas, café e gelados e uma esplanada composta por 10 puffes com cinco mesas de apoio; 10 mesas com quatro cadeiras e um guarda-sol cada e cinco espreguiçadeiras.»

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Banco Alimentar Contra a Fome em nova campanha

RECOLHA DE ALIMENTOS:28 E 29 DE MAIO


Graças à sua ajuda há cada vez mais sorrisos

«Os Bancos Alimentares Contra a Fome voltam a apelar à generosidade do público em mais uma campanha de recolha de alimentos no próximo fim-de-semana, 28 e 29 de Maio, em superfícies comerciais e na Internet.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome voltam a apelar à generosidade do público em mais uma campanha de recolha de alimentos no próximo fim-de-semana, 28 e 29 de Maio. A solidariedade sempre renovada dos portugueses volta a ser posta à prova num momento de particular dificuldade e necessidade: nunca como agora fez tanto sentido a ideia de que é possível fazer a diferença apenas com um pequeno gesto. A coincidir com a campanha de recolha de alimentos na rua, o Banco Alimentar apresenta ainda uma inovação que representa uma comodidade para muitos. A partir de agora, os donativos poderão ser efectuados através de uma plataforma electrónica, sem necessidade da deslocação tradicional aos estabelecimentos comerciais.»

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Júlio Pedrosa no Auditório Mãe do Redentor


Hoje, quinta-feira, no Auditório Mãe do Redentor, Gafanha da Nazaré, o Prof. Júlio Pedrosa, docente universitário e antigo ministro da Educação, vai falar sobre "A educação e a felicidade das pessoas". Trata-se de uma acção integrada nas "Conferências Primavera 2011" e destinada a toda a gente, em especial pais, educadores, professores e demais agentes ligados à formação de crianças, jovens e adultos. 
Haverá um momento musical a cargo do Coral do Porto de Aveiro. Às 21 horas, com entrada livre.

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