segunda-feira, 15 de maio de 2006

Conímbriga - Ruínas merecem uma visita





Imaginar e “ver” o passado foram sempre para mim um prazer. Daí que, nos meus passeios, procure ver vestígios de outras civilizações, com tudo o que eles preservam. A beleza, a arte inventiva, a riqueza e as marcas de povos que ocuparam o território que é o Portugal de hoje encantam-me sobremaneira. Desta vez fui a Conímbriga para me reencontrar com as civilizações pré-romana e romana. Sem pressas, porque o tempo era e é todo meu. 
Os romanos terão conquistado Conímbriga em 136 antes da era cristã, durante a expedição de Décimo Júnio Bruto, mas só no reinado de Augusto a cidade se remodelou à maneira romana, diz o Guia das Ruínas, com texto de Virgílio Hipólito Correia. 
As ilustrações, de diversos autores, são muito belas. Quem chega, os seus olhos deparam com uma muralha imponente, construída nos finais do século III depois de Cristo. Nela, os seus moradores empregaram materiais de algumas habitações e outras construções públicas, como o anfiteatro. Mas o que ficou e depois foi soterrado com a decadência da cidade pode nos nossos dias encantar-nos, se gostarmos de apreciar a pré-história e história. 
A Casa dos Repuxos é uma excepcional obra de arquitectura, que corresponde à remodelação de um edifício anterior, lê-se no Guia das Ruínas, que recomendo a quem lá for. O vestíbulo, o peristilo central (pátio interior, com repuxos que funcionam), o triclínio (leito onde os romanos se reclinavam para comer e conversar) e outras dependências da casa estão bem à vista do visitante. 
Termas, casas com os seus mosaicos polícromos que reflectem cenas da vida e do mundo mental dos romanos, basílica paleocristã, aquedutos, ruas e lojas podem ser admirados, com leitura obrigatória das explicações bem visíveis junto de tudo o que há para ver. No Museu, preservam-se as mais variadas peças (utensílios domésticos, estatuária, armas, moedas, pedras tumulares, inscrições, ornatos, etc.) encontradas durante as escavações, sobretudo a partir de 1899. Se passar por Coimbra, não deixe de ir a Conímbriga. Este é o meu conselho. 

Fernando Martins 


NB: As fotos servem para abrir o apetite.

Confissões Religiosas

Nomeados os membros
da Comissão do Tempo
de Emissão
das Confissões Religiosas
A presidência do Conselho de Ministros e o Ministério da Justiça nomearam, em despacho publicado no “Diário da República” – II Séria, n.º 71, de 10 de Abril de 2006, os membros da Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas, após consulta à Comissão da Liberdade Religiosa.
Em representação da Igreja Católica foi nomeado o Cónego António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, que já desempenhava idêntica missão, no âmbito do programa “«A Fé dos Homens»".
Em representação da Aliança Evangélica Portuguesa foi nomeado Samuel Pinheiro Pinto; em representação da Comunidade Israelita foi nomeada Ester Mucznik; em representação da Comunidade Islâmica de Lisboa foi nomeado Mahomed Abed Gulano; e em representação da Comunidade Bahá i foi nomeado Mário Mota Marques.
O Artigo 25.º da Lei Liberdade Religiosa, relativo aos tempos de emissão religiosa, determina que “nos serviços públicos de televisão e de radiodifusão é garantido às igrejas e demais comunidades religiosas inscritas, por si, através da respectiva organização representativa, ou conjuntamente, quando preferirem participar como se fossem uma única confissão, um tempo de emissão, fixado globalmente para todas, para prossecução dos seus fins religiosos” (nº1).
A atribuição e distribuição do tempo de emissão é feita tendo em conta a representatividade das respectivas confissões e o princípio da tolerância, por meio de acordos entre a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas e as empresas titulares dos serviços públicos de televisão e de radiodifusão.
O número 3 deste artigo define que “a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas é constituída por representantes da Igreja Católica e das igrejas e comunidades religiosas radicadas no País ou das federações em que as mesmas se integrem, designados por três anos por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da justiça e da comunicação social, depois de ouvida a Comissão da Liberdade Religiosa”.
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Fonte: Ecclesia

CUFC: Encíclica de Bento XVI

Hoje, pelas 21.30 horas
Palestra sobre
a encíclica
"DEUS É AMOR"
Carlos Furtado vai proferir uma palestra sobre a encíclica de Bento XVI “Deus é amor”. Formado em Psicologia e Teologia, o sacerdote dominicano fará uma leitura da “imagem de Deus” e do “amor humano”, com base na primeira encíclica do Papa. O encontro está marcado para as 21.30 horas do dia 15 de Maio, no Centro Universitário Fé e Cultura.

Dia Internacional da Família - 15 de Maio

Papa valoriza
família fundada
sobre o matrimónio
É preciso defender “a família fundada sobre o matrimónio” porque essa é “o pilar da sociedade e isso interessa crentes e não crentes”, afirmou Bento XVI aos participantes da Assembleia Plenária do Conselho Pontifício para a Família, que celebra 25 anos de fundação.
O pontífice falou das “uniões de facto que, apesar de recusarem as obrigações do matrimónio, pretendem gozar dos direitos equivalentes”, e das tentativas de “legalizar as uniões homossexuais, atribuindo a essas o direito de adopção de filhos”.
“A família fundada sobre o matrimónio, constitui um património da humanidade”, frisou Bento XVI, dirigindo-se a todos os Estados que, acentuou, devem ter pela família “a máxima consideração”.
O Papa lembrou que “está a crescer o número de separações e de divórcios, que rompem a unidade familiar”, acentuando os “não poucos problemas” criados às crianças, “vítimas inocentes de tais situações” de instabilidade familiar.
Nesse sentido Bento XVI convida os cônjuges “a superarem as dificuldades e a manterem-se fiéis à sua vocação, recorrendo ao sustento de Deus com a oração e participando assiduamente nos sacramentos, de modo particular na Eucaristia”.
Citando a sua primeira Encíclica, «Deus Caritas Est», Bento XVI sublinhou ainda que o “eros degradado em puro «sexo»” torna-se “uma simples coisa que se pode comprar e vender”, e que, “na realidade, encontramo-nos perante uma degradação do corpo humano”. Contudo, releva, “graças a Deus, não poucos, e especialmente entre os jovens, que vão descobrindo o valor da castidade, que aparece cada vez mais como uma garantia segura de amor autêntico”.
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Fonte: Ecclesia
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Sobre Dia Internacional da Família,
pode ler mais aqui e aqui

As saídas

Há sempre ganhos e perdas
Uma saída de casa, por mais curta que seja, pode implicar ganhos e perdas. Foi o que me aconteceu com este último fim-de-semana. Se ganhei em descanso e no reencontro com as civilizações pré-romana e romana, na visita que fiz a Conimbriga, perdi na pouca atenção que dei ao que aconteceu durante esse período. Fátima, com a maior peregrinação dos tempos recentes, Santa Joana, padroeira da cidade e diocese de Aveiro, sempre venerada no 12 de Maio, data da sua passagem para a vida, mais íntima, com Deus, entre outros acontecimentos, não tiveram neste espaço o tratamento que mereciam. Os meus leitores vão desculpar-me, com certeza. Fernando Martins

domingo, 14 de maio de 2006

CSPVC - Histórias De/Em Família




Integrada no seu Plano Anual de Actividades, o Centro Social Paroquial da Vera Cruz vai viver mais uma semana temática, intitulada "Histórias De/Em Família" e que tem como principal objectivo promover o estreitamento de laços familiares.
Esta semana ocorre entre os dias 15 e 20 de Maio e, havendo iniciativas em todos os 6 dias, cada dia vai ter uma magia própria onde a colaboração familiar é fulcral.

(Para ler mais e para conhecer
o programa, clique SOLIDARIEDADE)



Um artigo de Anselmo Borges, no DN

Religião: promessas e ópio?
Entendo - ou julgo entender - as promessas a Nossa Senhora de Fátima, ao Santíssimo Sacramento, ao Senhor dos aflitos ou aos santos.
Habituadas a verem a sobre-vivência, a saúde e a sua vida em geral dependentes de senhores e senhoras "omnipotentes", egoístas, arbitrários e tiranos, as pessoas atiram para cima de Deus todos esses atributos. Então, como diante dos senhores deste mundo se põem de joelhos, oferecem como presente o que lhes faz falta, metem cunhas - como é que os pobres chegam a uma operação no hospital sem uma cunha? -, também fazem promessas a Deus e a Nossa Senhora, andam de rastos, oferecem sacrifícios, na esperança de que talvez desse modo Deus e a Nossa Senhora se comovam e tenham compaixão.
Num diálogo com Óscar Lopes, em 1970, no Seminário da Boa Nova, Valadares, sobre a crise da fé, D. António Ferreira Gomes, cujo centenário do nascimento se comemorou no passado dia 10, deixou um pronunciamento polémico. Referindo-se à religião de Fátima, disse: "Sabemos que para baixo de Fátima ainda há todo o culto mágico que, tomado a sério, é uma ofensa profunda a Deus, porque na realidade a magia está a embotar o sentimento religioso do povo. A magia é uma vontade de encadear, de prender as forças sobrenaturais, consideradas mais como malignas do que como benéficas. Ora, isto, em relação à religião cristã, é a maior ofensa que se pode fazer a um Deus de bondade. Mas nós lidamos com isto, lidamos com a religião utilitária, do 'dou para que dês'. Eu prometo, eu faço uma promessa para que Deus me faça isto ou aquilo. Faço um negócio, um contrato. E para quê? Evidentemente, para a vida, para a saúde, para o dinheiro, para isto tudo. Ora, isto, com muita piedade e muita fé no nosso povo, isto não é religião cristã de forma nenhuma."
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(Para ler mais, clique aqui)

Gotas do Arco-Íris - 17

NÃ, NÃO HÁ A COR PRETA
NO ARCO-ÍRIS!...
Caríssimo/a: Ainda bem, ainda bem! Como tudo é diferente daquele Maio de 1945 que marcou o final da 2.ª Grande Guerra Mundial! Vendo as imagens de um qualquer álbum que recordem essa época... Bem, o melhor é esquecer! E também as estórias que rememoram esse período estão estafadas e a juventude habituada a leituras fáceis de iPod e meios parecidos – que até podes levar e pagar depois .. - dizia eu, a juventude nem suporta ouvir o velhote começar “naquele tempo...”. «Pois se era naquele tempo que nos deixe em paz que agora os tempos são outros!...» E eles têm razão!... Que interessa que os rapazes (porque as raparigas não precisavam de ir!...) levassem para a Escola e lhes serviriam de almoço uns nacos de broa com duas petingas cozidas (aquelas que a Mãe fizera sobrar da ceia da véspera...), embrulhadas em envelhecido papel de jornal... Pois claro, esquece!... E no regresso das aulas (lá pela tardinha, que nesse tempo o horário ia muito para além do que estava estabelecido...), com o aperto da fome, o nosso aluno a devorar as ervilhas e quando levantou os olhos e viu ali à sua frente o ti Gandarinho, o dono da terra, que lhe sorria e certamente bendizia a Deus que criou aquelas ervilhas para matar a fome daquele triste!... Ervilhas verdes... fome negra... mas que seca! A cor preta não há no Arco-Íris! Os jovens têm razão! Haja esperança! Manuel

quinta-feira, 11 de maio de 2006

A Queima das Fitas

Não poderá haver alegria
sem excessos
alcoólicos? Os órgãos de comunicação social deram notícia da Queima das Fitas de Coimbra, quiçá a festa académica de mais repercussão no País. As tradições da academia de Coimbra, com séculos de história, justificam que assim seja. De tal maneira, que não há estudante que tenha passado pela velha universidade que não guarde gratas recordações para o resto da vida. Acontece, porém, que a Queima das Fitas da cidade dos estudantes, tal como acontece nas demais cidades que albergam outras universidades, mostra sempre os excessos de uns tantos, que em nada enriquecem a tradição. Pelo contrário, mostram uma alegria que, envolvida nas bebidas alcoólicas, a empobrecem grandemente. Para mim, e julgo que para muitos, a alegria, justificável para quem acaba um curso superior, não precisa das bebedeiras que atiram dezenas e dezenas de estudantes em estado de coma para os hospitais, para além da triste figura que fazem. Quando, há anos, se iniciaram os cortejos académicos na cidade de Aveiro, também não resisti à atracção que eles exercem em alguns de nós. Logo, contudo, os deixei de ver, por notar que o vinho e a cerveja passaram a dominar e a estragar o ambiente festivo. De garrafas na mão, completamente ébrios, não raro diversos estudantes se abeiravam da multidão assistente com conversas e atitudes estúpidas, que tão-só mostravam que algo vai mal nestes festejos. Por que razão não convencem esta gente jovem, sobretudo a que julga que não há festa sem vinho em demasia, a cultivar uma alegria sã, sóbria, delicada, engraçada, crítica, sem cair no exagero sem sentido do álcool? Não poderá haver alegria sem excessos alcoólicos? F.M.

Um artigo de D. António Marcelino

PODE A CIÊNCIA
SER DOGMÁTICA
E O SABER
INDISCUTÍVEL?
Muitas décadas atrás, num esquema cultural como o nosso, no geral pouco aberto a confrontos com outros saberes e pareceres, a tendência para dogmatizar, por parte dos poucos que iam tendo acesso ao que de novo aparecia no campo cientifico menos vulgarizado, era muito frequente. Lembro-me que foi assim com as teorias de Freud, um homem de ciência de que se comemoram agora, por todo o lado, os 150 anos do seu nascimento. Uma boa ocasião para reflectir. Quem já então andava com livros na mão para aprender mais do que aquilo que se exigia ao comum, ou quem tinha de ensinar ciências que tinham a ver com o conhecimento da pessoa e os comportamentos humanos, não podia passar ao lado de Freud, mas também não podia deixar de procurar outros pontos de referência para uma compreensão mais adequada. A compreensão no campo científico nunca fecha portas a novas aquisições ou à melhor clarificação daquilo a que já se teve acesso. Foi assim comigo. Não pretendendo ser, neste aspecto, um cientista, a responsabilidade de educador e de professor de gente que havia de ser útil a outros, sempre me levou além do livro de texto e do que fazia parte da sua constelação. Procurei estudar Freud, ir pela sua mão um pouco mais além para desvendar a importância do inconsciente e sua influência, perceber o que no seu entender significavam os meios propostos para o conseguir. Pela formação humanista e filosófica e uma compreensão mais alargada da pessoa e das suas riquezas e capacidades naturais, sem retirar à sexualidade o seu sentido e dimensão, cedo achei exagerado o postulado freudiano que referenciava de algum modo ao sexo e à sua influência, os problemas que afectavam as pessoas. Freud era um psiquiatra, aí se desenvolvia o seu mundo. Ele passou, então, a ser a pedra de toque do valor indispensável dos psiquiatras, os novos “gurus” da sociedade, todos a confessarem-se freudianos, porque, em geral, não tinham outro horizonte que as escolas europeias que os haviam formado. Foram muitos destes que passaram a fazer escola entre nós. As novas gerações falavam, assim, a mesma linguagem, Aparecem agora cientistas abalizados, nacionais e estrangeiros, a ler com serenidade as aquisições de Freud e os aspectos em que enriqueceu o património científico mas, ao mesmo tempo, a relativizar, com igual serenidade, os seus dogmatismos redutores, continuados pelos discípulos mais fieis e menos críticos de ontem e de hoje. Certamente que os psiquiatras, psicanalistas e psicólogos, cada um no seu campo próprio, mais preparados e sempre a actualizar-se, abriram seus horizontes e, sem fecharem os livros de Freud, sabem relativizar os absolutos de então, conscientes de que na ciência eles são empobrecedores e paralisam a capacidade e a vontade de estar disponível para ir mais além. Hoje, para muita gente e cada vez para mais gente, o divã do psicanalista e o consultório do psiquiatra e do psicólogo, tornam-se indispensáveis. Perante situações doentias sem especiais sinais orgânicos, ouve-se dizer se “já foste ao psiquiatra” ou se “já fizeste psicanálise”. O estilo de vida que por aí se vive, sem controle dos sentimentos, das apetências, do domínio do tempo, um estilo descomprometido de valores e de regras, de recurso diário à leitura sentimental, com preito ao superficial e ao efémero, não pode deixar de esvaziar as pessoas, levar à perda do sentido, fechar os horizontes da liberdade interior, fazer entrar em agonia ou em incapacidade de luta, privar de protagonismo e de vontade de libertação. Não pode deixar de gerar doentes, cada vez mais graves e menos adaptados à vida e aos desafios normais que ela comporta. Será que tudo isto encontra no divã e no consultório a solução e a cura? A pessoa humana, em toda a sua dimensão, leva consigo horizontes de vida e de vivência que são gritos, profundos e incontidos, de regresso às suas origens mais recônditas. Gritos que não se satisfazem apenas com o conhecimento do inconsciente e da sua influência. O médico da psique sente tanto as suas limitações, como o que põe o seu saber ao cuidado da saúde física e que já não se pode dispensar de ver a pessoa no seu conjunto e na sua história. O homem será sempre o “grande desconhecido”, mesmo quando se vai conhecendo melhor.

Alertas de Bento XVI no Vaticano

Matrimónio não é equiparável a outras formas
de união Bento XVI pediu hoje que se evite qualquer "confusão" entre o casamento e "outros tipos de união baseados num amor débil", como as uniões de facto ou as uniões homossexuais.“A diferença sexual que conota o corpo do homem e da mulher não é um simples dado biológico, mas reveste-se de um significada bem mais profundo: exprime aquela forma de amor com que o homem e a mulher se tornam uma só carne, podendo realizar uma autêntica comunhão de pessoas abertas à transmissão da vida e cooperam, assim, com Deus para a geração de novos seres humanos”, disse o Papa, falando no Vaticano aos participantes de um Congresso Internacional sobre a família e o matrimónio. "Só a rocha do amor total e irrevogável entre homem e mulher é capaz de fundar a construção de uma sociedade que se converta em casa para todos os homens", acrescentou.Bento XVI lembrou os ensinamentos de João Paulo II sobre o amor e pediu a superação de "uma concepção privada do amor, hoje tão difundida". "A comunhão da vida e do amor, que é o casamento, configura-se, assim, como um autêntico bem para a sociedade", sustentou o Papa. O Instituto Pontifício João Paulo II para os estudos sobre Matrimónio e Família, da Universidade Pontifícia Lateranense, promove por estes dias o Congresso “A herança de João Paulo II sobre o matrimónio e a família: amar o amor humano”. Bento XVI lembrou que no dia 13 de Maio de 1981, em que sofreu um atentado contra a sua vida, João Paulo II preparava-se exactamente para anunciar a criação deste Instituto. O Papa referiu-se a dois elementos que caracterizam “a novidade do ensinamento de João Paulo II sobre o amor humano”: primeiro, que o matrimónio e a família têm a sua raiz “no núcleo mais íntimo da verdade sobre o homem e o seu destino”; segundo, que em Cristo “se manifesta também a verdade plena da vocação do amor humano”. Lembrando a sua primeira encíclica, "Deus caritas est", Bento XVI sublinhou que “a estreita relação que existe entre a imagem de Deus Amor e o amor humano permite-nos perceber que à imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico”.
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Fonte: Ecclesia

Um artigo de Alexandre Cruz

Abri as portas
do interior! Há problemas estruturais que não podem deixar ninguém descom-prometido. Ninguém pode “lavar as mãos” pelo que acontece, melhor, que vem acontecendo no referente ao planeamento do território nestas três décadas da democracia portuguesa. Basta colocarmo-nos no lugar do “outro”. Governos e oposições, sucessivamente, a par de um certo indiferentismo e ineficácia do colectivo nacional, fomos deixando o lindo interior de Portugal. Agora, quase tudo está consumado. Cada porta que se fecha tem por trás de si um sem número de causas que nos fazem pensar sobre o modo como temos sido regidos, o modo como afinal “somos” e vivemos. Apesar de tudo e por estranho que pareça, se nós próprios não somos capazes de “amar” e “agarrar” com alma este lindo país de sol, com gerações novas a quem importa passar um testemunho novo, corresponsável, com valor e na base dos valores fundamentais, o certo é que está garantido que há mesmo que goste das nossas terras. Só que, depois, quando vêm para habitar a terra abandonada por nós já nos sentimos mal, não gostamos. Afinal, em que ficamos? Abandonamos às “silvas” o interior mas depois temos complexo em “abrir mão”, sermos acolhedores, de quem vem tentar a sua sorte entre nós, dando vida às aldeias desabitadas…! É certo que “casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão!” Se calhar em termos estratégicos para com o interior de Portugal estamos um pouco assim. E não chega umas apostas esporádicas e publicitadas; “chega”, sim, do degladiar entre governos e oposições quanto a matérias vitais de sobrevivência! Quanto mais combatem mergulhados nos pormenores de algumas vírgulas em Lisboa, mais brilha a ineficácia da gestão do bem comum e menos os portugueses vislumbram um horizonte que os mova, ainda que com sacrifícios. Será preciso um forte e alargado pacto de regime reformista para repovoar o interior do nosso país. Uma total mudança de mentalidades. Hoje a realidade é bem dura. Somos muitos os teóricos a proclamar a “ida” para o interior, a urgência de mais acessos para mais indústria, instituições públicas, de famílias e novas gerações a re-habitar gerando vidas, futuro, esperança; mas somos poucos a seguir o que dizemos, apaixona-nos bem mais o litoral, o desenvolvimento em actividade e não o desenvolvimento a edificar, em geral gostamos mais do mar que da serra. Assim tem sido nestas últimas décadas, até ao ponto presente a que chegámos. Que soluções, que caminhos de renovação? Ou resignamo-nos e “fechamo-nos” diante dos factos. Seria bem interessante que num instante, num ano, a população influente de Lisboa ou do litoral desenvolvido fosse “acampar” para o interior. Que sensações!... Certamente que as medidas, os equilíbrios e as decisões, com a realidade bem presente e sofrida na pele, seriam bem mais realistas e impulsionadoras para todos. Falta-nos, tantas vezes e em tantos lados, a visão completa da realidade mais profunda; sim, daquela realidade crua sem “chavões” que não vem nos jornais e que existe dois anos antes de qualquer eleição ou da longe visita de qualquer autoridade importante. Escondemos a realidade procurando iludi-la!... Certamente que em todos os níveis faz-se aquilo que se considera que é o melhor para todos; um “melhor” no presente para o futuro. É um caminho que sempre custa, só que normalmente custa aos mesmos. Tal não pode (mais) acontecer. Há um fenómeno no nosso país recordista das desigualdades sociais: estas crescem desmesuradamente. E tantas vezes parece que as medidas (que sempre se esperam renovadoras no equilíbrio) ferem grandemente os já feridos e desesperados da vida. O mesmo acontece com as regiões de Portugal, as mais pobres mais podres e abandonadas serão, até ao abandono geral; os estudos estatísticos aí estão, e daqui a trinta anos, pelo andar da carruagem, “seremos” um interior sem gente que ainda “caímos todos ao mar”! Claro que tal não acontecerá! Porque o interior (afinal) também é Portugal, porque as medidas do futuro próximo, de forma globalmente consensual, serão de dar fortíssimos apoios humanos, sociais, fiscais, industriais, turísticos,… ao investimento no interior! “Todo o País vai dar ao interior!” Talvez seja este um bom slogan, mas não morto, bem vivo, onde os próprios filhos da nação nasçam com toda a alegria, segurança e esperança em terras de Luís de Camões! Assim seja, pois com “romendos” não se vai lá. “A ver vamos, como” dizemos nós…

quarta-feira, 10 de maio de 2006

NO CUFC, Palestra sobre encíclica de Bento XVI

"DEUS É AMOR"
Carlos Furtado vai proferir uma palestra sobre a encíclica de Bento XVI “Deus é amor”. Formado em Psicologia e Teologia, o sacerdote dominicano fará uma leitura da “imagem de Deus” e do “amor humano”, com base na primeira encíclica do actual Papa.
O encontro está marcado para as 21.30 horas do dia 15 de Maio, no Centro Universitário Fé e Cultura.

Desportistas de notícias

Brasil sem
jornais diários
desportivos José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e ideias e coordenador editorial da revista Visão, disse há dias, em Aveio, no CUFC, que o Brasil, decerto a maior potência mundial do Futebol, em termos de entusiasmo do povo, não tem jornais diários desportivos. Os apaixonados do Futebol vão aos estádios para viver a festa mais popular dos brasileiros, participando activamente, com a sua alegria, no espectáculo. E são mais de 180 milhões de pessoas. Em Portugal, com dez milhões de portugueses, há três diários desportivos, que ocupam os primeiros lugares ao nível das tiragens. E todos os outros quotidianos, mais os semanários e até os mensários, não dispensam as páginas consagradas ao desporto. O mesmo acontece com as rádios e com as televisões. Dá a impressão que os desportistas portugueses preferem ler os mexericos e guerrinhas que enchem esses jornais, deixando às moscas, a maioria das vezes, os belos estádios construídos para o Euro 2004. Ainda há tempos, no jogo que permitiu a festa da subida do Beira-Mar à Superliga de Futebol, o Estádio Municipal não conseguiu juntar mais de 7500 espectadores, ou seja, um quarto da capacidade das bancadas. Os nossos compatriotas são, afinal, desportistas de notícias, nanja do jogo propriamente dito. De tal maneira é assim, que até as televisões e rádios exploram essa faceta dos portugueses. A saída ou contratação de treinadores ou de jogadores, os candidatos a presidentes dos clubes, as tricas dos dirigentes e outras banalidades do mundo desportivo enchem os noticiários a todas as horas, até à exaustão. Tudo o mais é relegado para segundo plano. É pena. Fernando Martins

Universidade de Aveiro por estes dias

Universidade de Aveiro com seus recantos e encantos (Para ver melhor, clique na foto)

FESTAS DO MUNICÍPIO

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS

Antiga Capitania

:: Escola de Belas Artes de Lisboa ::

Amanhã, dia 11 de Maio, pelas 18 horas, na Galeria da Antiga Capitania, será inaugurada a Exposição de Artes Plásticas, com obras de alunos finalistas da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Esta é uma inauguração itinerante, pois serão sequencialmente inaugurados os espaços de exposição da Galeria dos Paços do Concelho, do Bar-Café Teatro Aveirense, acabando no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. No âmbito do Programa de Actividades das Festas do Município, a Câmara Municipal de Aveiro, o Teatro Aveirense e a Universidade de Aveiro, com o apoio da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, organizaram uma Exposição de Artes Plásticas que estará patente em diversos locais da cidade: edifício da Antiga Capitania, Paços do Concelho, Teatro Aveirense e Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. A exposição, cujo objectivo é a divulgação de novos artistas na área da pintura contemporânea, contará com a participação de 47 jovens artistas, alunos finalistas da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e poderá ser visitada até ao dia 9 de Julho. O horário de visita é de terças a domingos, das 14 às 19 horas, nas Galerias da Antiga Capitania e dos Paços do Concelho; de quartas a sábados, das 10 às 12 horas e das 13 às 2 horas; e aos domingos das 14 às 19 horas, no Bar-Café Teatro Aveirense; e no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, de segundas a sextas-feiras, das 9 às 23 horas e aos sábados, das 10.30 às%

Um artigo de António Rego

A desesperança
de vida Vale ou não a pena o prolongamento da vida? Até quando? Para quê? Colocados inquestionavelmente os termos éticos - a vida humana é intocável desde o primeiro instante até ao último alento - pergunta-se por esse grande intervalo que é todo o tempo em que assumimos a existência desde o crescimento até ao declínio. É aí que se joga conscientemente a nossa breve felicidade. O respeito pela vida nesse tempo essencial ilumina toda a defesa da vida como um todo de alta dignidade que constitui cada segundo da existência humana. Mas as contas da segurança social (não só por cá) começam a deixar supor que viver muito custa caro, os idosos são um peso para os jovens, a chamada esperança de vida é um desespero para os contabilistas que não sabem como esticar os descontos de alguns anos de trabalho em favor de "muitos" anos de velhice, inactividade, despesa pública e, como se presume de alguns discursos, de desperdício de vida. Nesse caso, e usando legitimamente uma fracção de ironia, os hospitais poderiam colaborar, juntamente com as ambulâncias, as farmácias, os médicos, desmobilizando-se dos fatigantes esforços de prolongar a vida a quem já deveria produzir rendimentos públicos com a sua inofensiva ausência. Ainda por cima - e para fechar este capítulo de pressupostos indecorosos - com gente que, além de quase apenas vegetar, sente que já não faz nada nem nada de interessante tem a fazer cá por baixo. Importa aqui fazer breve viagem por outro circuito: o controlo da natalidade é um dado adquirido e inteligente do desenvolvimento. Toda a gente sabe que nenhum homem ou mulher deve ter o número de filhos que fisicamente é capaz de gerar. Mas o que parece óbvio é que à antiga ausência de contas demográficas sucedeu um cálculo estreito e acomodado a razões pragmáticas. Como referiu o Público, as "famílias de filho único representam um terço do total a nível nacional". O que gera, como se sente, uma sociedade de velhos pela simples razão de definir os filhos como um peso primário e como um deficit insustentável para o orçamento familiar. Aqui começa outra história: a lógica desta atitude infere-se de diversos recantos: cultura, economia, concepção de vida, amor, entrega gratuita, partilha radical do ser e do ter. Quanto a velhice, senectude, terceira idade, ou a eufemística expressão de idoso, presbítero, ancião, vetusto, provecto - tudo não passa duma sobrecarga de desafectos que tem origem na concepção da vida como um peso. Mesmo quando o não soube dizer bem - o cristianismo sempre celebrou a vida humana numa dimensão única, original e profética, sem margem para ambiguidades.

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

Encontro Mundial
das Famílias
abre os braços
a portadores
de deficiência
Associações de pessoas com deficiências físicas e psíquicas de todo o mundo estão a mobilizar-se para participar no V Encontro Mundial da Família (EMF), que a cidade espanhola de Valência acolhe de 1 a 9 de Julho. Segundo a agência AVAN, a organização irá colocar ao dispor das pessoas com deficiência “os voluntários necessários” para o que for necessário.
Desde países como o Panamá, República do Congo ou Suíça irão chegar membros da Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência (FRATER), a que se juntarão os que fazem parte do movimento cristão “Fé e Luz”, presente em 80 países, incluindo Portugal.
A transmissão da fé na família será o tema central do grande encontro mundial que deve reunir 1,5 milhões de pessoas. O próprio Bento XVI é uma presença confirmada no V EMF, nos dias 8 e 9 de Julho.
O Encontro Mundial das Famílias foi uma criação de João Paulo II, em 1994, que se repete de três em três anos, juntando milhões de famílias dos cinco continentes. O programa do Encontro está disponível em www.emf2006.org, página em que também se dão indicações sobre a forma de participar nos actos previstos.
De 1 a 7 de Julho têm lugar na Feira de Valência a chamada “Feira Internacional das Famílias” e, de 4 a 7 de Julho, o Congresso Internacional teológico-pastoral sobre a família.
Já com a presença do Papa, a 8 e 9 de Julho, têm lugar os actos conclusivos do Encontro: um momento de festa e testemunho das famílias, no sábado, e a Eucaristia final, no Domingo. A delegação portuguesa a este Encontro será presidida por D. António Carrilho, D. Amândio Tomás e D. Antonino Dias, da Comissão Episcopal do Laicado e Família.
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Fonte: Ecclesia

terça-feira, 9 de maio de 2006

Banco Alimentar Contra a Fome

Recolha
de alimentos
foi mais um êxito Apesar da crise que o País atravessa e das dificuldades que muitos portugueses estão a viver, a recolha de alimentos levada a cabo pelo Banco Alimentar Contra a Fome, no último fim-de-semana, foi mais um êxito, ultrapassando os resultados do ano passado. Na campanha de Maio de 2005, a recolha totalizou 92 toneladas de alimentos, nos vários concelhos do distrito aveirense. Este ano, os valores ultrapassaram as 94 toneladas. Isto significa que a generosidade dos portugueses continua em alta. Nunca será de mais enaltecer o trabalho do Banco Alimentar Contra a Fome e de quantos, voluntariamente, o servem em todas as actividades, tanto na recolha como no armazenamento dos produtos alimentícios. Depois, os mesmos voluntários, ou outros, lá continuam, no dia-a-dia, a mostrar que sabem estar disponíveis para servir, sem esperar qualquer recompensa. Sabemos que os alimentos recolhidos se destinam a compatriotas nossos que vivem com sérias dificuldades. Desempregados, profissionais com salários baixos e, quantas vezes, em atraso, famílias numerosas e sem recursos, pobres, em suma, a quem falta o essencial para uma vida digna, estão à espera das ajudas do Banco Alimentar. Apesar de todos os discursos carregados de promessas, ainda há, em Portugal, um milhão de compatriotas nossos a passar fome. Quer queiramos quer não, a sociedade tem de olhar para eles, sendo urgente não esperar que o Estado faça tudo. O Estado é uma entidade abstracta, sem alma. Por isso, o povo tem de olhar para o lado para descobrir quem vive na miséria, não raramente de forma envergonhada. A partir daí, há que diligenciar para que a esses seja dado o necessário para viver com o mínimo de dignidade. O Banco Alimentar, como sempre, dará a sua ajuda, através das instituições de solidariedade social. Mas nem sempre estas conseguem ter acesso a quem mais passa fome. As populações têm aí um serviço a prestar, indicando os que, a seu lado, estão a precisar de ajuda. F.M.

A caminho de Fátima

Peregrinos a caminho de Fátima
(Foto do Santuário)
Milhares de peregrinos
rumam ao Altar do Mundo
Tenho muito respeito por quantos, com imensos sacrifícios, caminham em direcção a Fátima, para participarem em mais um 13 de Maio. Respeito pela fé que demonstram, sem complexos e sem medo de críticas; respeito pela coragem com que enfrentam as dificuldades próprias de longas caminhadas; respeito pela determinação que põem numa decisão decerto assumida em momentos de dor. Confesso que nunca admiti fazer, até hoje, qualquer promessa que me levasse a seguir o exemplo de muitos milhares de portugueses que, ano após ano, mês após mês, repetem estes sacrifícios de peregrinarem até ao Altar do Mundo, para ali dialogarem, em espírito de humildade e de fé, com a Senhora mais brilhante que o Sol, a quem recorreram em situações difíceis. Porém, nem por isso deixo de os acompanhar com toda a minha solidariedade cristã, na esperança de que no altar da Serra d’Aire recebam os dons do acolhimento espiritual, da paz interior e do fervor apostólico. Quando nas estradas me cruzo com tantos desses peregrinos, uns apressados e alegres e outros mais lentos e carregados de dores, bem visíveis, não posso deixar de os admirar, porque nos dão testemunhos tão eloquentes de amor a Nossa Senhora. Com certeza, durante a peregrinação, os peregrinos cantam e rezam, ajudam-se uns aos outros, usufruem de paisagens que jamais esquecerão, conhecem outras gentes, recebem o acolhimento de muitos que não ficam indiferentes aos seus sofrimentos, falam para a comunicação social sem receio de testemunharem a sua fé, riem e conversam uns com outros, partilham alegrias, tristezas, inquietações e conquistas. Assumem, no fundo, que são uma família especial, assente no amor à Mãe de Deus, que é também nossa Mãe, que nos conduz a Seu filho Jesus. E só a Ele, pois só Ele é o nosso Salvador. F.M.
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Conselhos
para peregrinar
com segurança até Fátima
Peregrino:
Faça-se “Cireneu” dos companheiros de viagem;
Complete as maravilhas do Senhor;
Ofereça a Deus todos os seus passos;
Ore com o seu coração;
Lembre-se da recomendação de Nossa Senhora;
Antes da peregrinação fale com o seu pároco e siga os seus conselhos;
Nas suas promessas tenha sempre em conta que Deus não quer mais do que cada um pode;
Se achar mais seguro, consulte o seu médico.
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Para ler mais, clique aqui
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Fonte: Ecclesia

Colaboração dos leitores

"As últimas edições
do Anticristo"
Publicou o "Diário de Notícias", edição do dia 8, do corrente mês, um artigo de opinião, da autoria do Professor João César das Neves, com o título "As últimas edições do Anticristo", no qual são abordadas algumas questões relativas ao livro (agora, também, filme) "O Código daVinci" e à recente publicação, por parte da «Maecenas Foundation for Ancient Art» e da revista «National Geografic», do evangelho apócrifo de Judas.
Apesar das intervenções, esclarecimentos e tomadas de posição que as autoridades eclesiais, designadamente o Vaticano, têm tomado sobre as referidas obras, nunca são demais todos os contributos que ajudem os cristãos a terem uma fé mais sólida e esclarecida. Creio mesmo que, se algum mérito existe com a publicação, em 2003, do "Código Da Vinci" e, em Abril docorrente ano, do conteúdo do evangelho apócrifo de Judas, é o de permitir que nós, cristãos e católicos em geral, possamos falar e esclarecermo-nos sobre todo um conjunto de assuntos que, de outro modo, seria pouco provável virmos a falar.Trata-se, pois, de um desafio, direi mesmo permanente, ao qual a Igreja, sempre que oportuno e necessário, deve continuar a dar respostas, serenas e vigorosas, que reponham o rigor e denunciem os erros e distorções, não só destas obras, mas, igualmente, daqueles que não olham a meios para manipular a verdade e utilizam a calúnia para atingir os seus fins, já que, para estes, quanto mais confusão melhor!
Como dizia, há algum tempo, a um amigo meu, cristão comprometido activamente na sua Paróquia: "grandes e poderosos são os interesses que se movem, à escala mundial, à volta destas temáticas, pretensamente de grande seriedade histórica e científica, mas que, em última análise, pretendem dar da Igreja a imagem de uma instituição fechada, obscura, recheada dos mais mirabolantes mistérios e fantasias, onde tudo, ou quase tudo, tem sido escondido aos seus membros, desde a sua origem até aos dias de hoje. Perante isto - continuei-, não podemos ignorar que estamos na presença de campanhas bem articuladas entre si e com um profundo cunho anticristão e anticatólico. Nada é por acaso!"
Já vou longo, naquilo que mais não é do que o partilhar uma informação, a que o meu Amigo dará o seguimento que melhor entender.
Vítor Amorim
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Nota: artigo de João César das Neves

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Portugal não é o campeão dos divórcios

Portugal continua a ser dos países com menor taxa de divórcio
A socióloga Anália Torres, investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, esclareceu hoje que, apesar de o número de divórcios em Portugal ter aumentado, é "completamente falso" que o país seja o "campeão dos divórcios". "O que aumentou foi o número de divórcios, que eram poucos em relação aos outros países", sublinhou a investigadora."
É verdade que o crescimento foi grande, mas o número de que partimos era muito baixo", afirmou Anália Torres.
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Virgem de Fátima no Vaticano

Imagem da Virgem de Fátima no Vaticano para o 13 de Maio
Uma das réplicas da primeira Imagem Peregrina da Virgem de Fátima estará no Vaticano, no próximo 13 Maio, no dia em que se celebram 25 anos sobre o atentado sofrido por João Paulo II na Praça de São Pedro.
A estátua será inicialmente recebida às 14.30 horas (hora local, menos uma em Lisboa) no Castelo de S. Ângelo, donde partirá a procissão em direcção à Praça de São Pedro, guiada pelo Cardeal Ivan Dias, Arcebispo de Mumbai (antiga Bombaim), Índia.
Às 17 horas, o Cardeal Camillo Ruini, vigário do Papa, celebrará uma Missa na Basílica de São Pedro. Após o final da celebração, uma grande festa será iniciada na Praça de São Pedro, em honra de João Paulo II, com um concerto e fogo-de-artifício.
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Fonte: Ecclesia

domingo, 7 de maio de 2006

Bênção dos Finalistas - 2006

Grupo de finalistas

Aspecto da Alameda


D. António Marcelino



Um mar de gente
invadiu hoje a Alameda
da Universidade de Aveiro 


Como era de esperar, um mar de gente invadiu hoje a Alameda da Universidade de Aveiro. A cerimónia da Bênção dos Finalistas, presidida pelo prelado aveirense, D. António Marcelino, atraiu à cidade dos canais milhares de pessoas, entre familiares e amigos dos estudantes universitários, que quiseram associar-se à alegria incontida de quem chega ao final de um curso superior. O colorido da festa em fundo negro dos trajes académicos marcou este dia para quantos participaram nesta iniciativa patrocinada pela Igreja Católica, através do Centro Universitário Fé e Cultura, sempre de braço dado com a academia. Logo de manhã cedo, a cidade acordou com gente que foi chegando até à hora da celebração. Nos rostos de muitos sentia-se um certo orgulho (ou vaidade?), por verem os seus familiares concluírem os cursos em que apostaram nos últimos anos, com imenso trabalho e inúmeros sacrifícios. Um grupo coral, constituído por estudantes, bem afinado, animou a celebração, que decorreu num ambiente sereno e de reflexão, reflexão essa que foi bem estimulada por D. António Marcelino, na hora da homilia. Dezenas de estudante colaboraram, voluntariamente, nas mais diversas tarefas, para que tudo decorresse com ordem e elevação, todos bem apoiados pelo dinâmico responsável do Centro Universitário, Padre Alexandre Cruz. “A história de quem já venceu é sempre estímulo a novos caminhos para andar com igual mérito. Mas, sendo assim, não se pode olhar demasiadamente para o piso esburacado dos caminhos da vida, que cada dia tem de andar. A vida, hoje, pede-nos faróis de longa distância. Os mínimos são facilmente, se não sempre, dispensáveis. SEMPRE VENCEDORES! É o que vos desejo, o que de vós espera a Escola que vos formou, o que de vós reclama a sociedade de que fazeis parte e que, em vós, alimenta a esperança de coisas novas.” Estas foram palavras do Bispo de Aveiro na mensagem que dirigiu aos finalistas de 2006. Na oração de Compromisso, dirigida ao Deus-Amor, os finalistas reconheceram que o caminho "foi duro, exigente, trabalhoso", mas também disseram e sentiram que o Senhor partilhou com eles "todas aquelas horas de sono perdido". Ainda se comprometeram a "contribuir para o bem-estar de todos, colaborando assim na construção de um mundo melhor, de uma humanidade mais justa e solidária no caminho da paz universal".

F.M.

Gotas do Arco-Íris - 16

OURO FURTA-COR,
NO ARCO-ÍRIS?...
Caríssimo/a: Mão amiga trouxe-me livro de boas recordações, ou não fosse ele todo recheado de imagens da nossa Terra. “Diccionario Geographico abreviado de Portugal e suas Possessões Ultramarinas”, da autoria de Fr. Francisco dos Prazeres Maranhão, e data de 1852. Bonita idade! Hoje, apenas duas transcrições:
1. Em nota da página 17, pode ler-se:
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“O peixe vermelho ou pimpão, de que hoje abunda o baixo Vouga e seus affluentes, parece ser a dourada chinesa (chyprinus auratus), que os inglezes trouxeram da China em 1611. Tendo o Dr. Leite em Aveiro muitos pimpões, estes, em 1800 pouco mais ou menos, fugiram do tanque para a immediata Ria, aonde se multiplicaram (antes da abertura da barra); e d'alli se communicaram aos rios, que n'ella entram. Encontram-se hoje não só vermelhos, mas tambem mesclados de branco, preto, &c. e alguns são totalmente de côr tirante á de truta com pintas d'ouro furta-côr. Pouca gente os come, por serem muito molles; porém no inverno fritos ainda não são máos.” [Peço desculpa se, ao tentar manter a ortografia da época, algo não correu bem... Só uma pergunta: alguém poderá esclarecer quem era o Dr. Leite?]
2.Das páginas 52 e seguinte:
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“No seculo 16.º tinha Aveiro 11:000 h. e 150 embarcações proprias; e em alguns annos armou 60 navios para a pesca do bacalhau no banco da Terra Nova: porém o jugo hespanhol, e as arêas que se accumularam na barra de Mira, tudo fizeram retrogadar. Hoje tem 1:403 fg. em duas FF. (Nossa Senhora da Gloria 814, Vera Cruz 589). ... A Ria d'Aveiro é uma especie de lago salgado e de pouco fundo, que communica com o mar pela barra velha (hoje quasi de todo obstruida) que fica perto de Mira; pela barra nova que a O. de Aveiro foi aberta em 1808 (com a despeza de cem contos de reis), e pela communicação, que o mar abrio em 1838 ao sul da barra nova...” Creio que a leitura deste naco não é muito difícil e que chama a nossa atenção pela imensa quantidade de informação em tão poucas linhas. Talvez um dia se retome a transcrição de mais alguns centímetros desta antiga prosa. Manuel

sábado, 6 de maio de 2006

Bênção dos Finalistas, na UA

Da Bênção de 2005 Da mensagem do Bispo de Aveiro: “O apaixonante da vida
não é alcançar a cadeira
repousante do tudo feito"
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Amanhã, 7 de Maio, vai ter lugar, na Alameda da Universidade de Aveiro, a Bênção dos Finalistas, em cerimónia presidida por D. António Marcelino. Espera-se uma participação de cerca de dez mil pessoas, entre estudantes, familiares e amigos. Hoje mesmo testemunhei a azáfama da preparação da festa, com o padre Alexandre Cruz, director do CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), a orientar todos os trabalhos preparatórios da Bênção, bem coadjuvado por muitos universitários que voluntariamente se disponibilizaram para o efeito. Cada grupo ensaiou o que lhe compete fazer na festa, desde o acolhimento aos cânticos, passando pela apresentação dos símbolos dos cursos, pela montagem do altar, pelos distribuidores de água e pelo peditório, entre outras tarefas, para que na hora certa tudo transpire uma boa organização, como aliás é habitual. Na mensagem que o Bispo de Aveiro dirigiu aos finalistas, que intitulou “Sempre vencedores!”, o prelado aveirense sublinhou que “o tempo das portas fechadas ou mal entreabertas tem de ser, também, o tempo de corações disponíveis e escancarados à esperança, capazes de empurrar a vida para mais longe, por pesada que ela seja”. D. António lembra que “o apaixonante da vida não é alcançar a cadeira repousante do tudo feito, construído e conseguido de uma vez por todas, mas sim a plataforma, nem sempre cómoda, que atira para o mais além, para uma renovada criatividade, para uma procura séria que vai gerando outras procuras que vão fazendo história”.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Papa recebeu Durão Barroso

Bento XVI debateu
futuro da Europa
com Durão barroso
O Papa Bento XVI recebeu hoje no Vaticano o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa audiência dedicada ao futuro da construção Europeia. De acordo com o porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, Durão Barroso falou «sobre o actual Estado da União Europeia, sobre os desafios que ela deve enfrentar e sobre o seu futuro». Depois de ter sido recebido pelo Papa, o presidente da Comissão Europeia reuniu-se com monsenhor Giovanni Lajolo, ministro dos Negócios Estrangeiros do Vaticano. Segundo Navarro-Valls, a rejeição do projecto de Constituição Europeia pela França e Holanda foi abordada no encontro. «Apesar das sombras que surgiram, foi dito que se pode ter confiança no processo de integração e de consolidação das instituições europeias». Uma declaração emitida pelo Vaticano concluiu que «durante o encontro, foram, em particular, abordados os ideais e os compromissos de solidariedade necessários, bem como o contributo que os cristãos devem dar» a esse processo. Por sua vez, Durão Barroso indicou, em comunicado, ter discutido com o Papa «o futuro da Europa, o diálogo entre as culturas e as religiões, as preocupações com os conflitos violentos no mundo e a luta contra a pobreza». «A experiência da construção europeia, orgulhosa da sua diversidade religiosa, cultural e linguística, é um exemplo do diálogo entre os povos», sublinhou o presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso disse ter «respondido a uma inquietação particular da Santa Sé», afirmando que «a liberdade religiosa é inegociável e deriva do direito comunitário».
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Fonte: "Expresso" on-line

Um artigo de Joaquim Franco, na SIC

Vocações para a crise?
O número de padres está a diminuir em Portugal a uma média de quase 50 por ano. O último anuário da Igreja Católica revela dados preocupantes para o futuro da estrutura eclesiástica. A quebra é progressiva e, segundo dados oficiais, haverá já menos de 3000 padres diocesanos em Portugal, para quase 4400 paróquias...
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As estatísticas referentes ao triénio 2000-2003 revelam que, neste período, o número de sacerdotes formados nos seminários diocesanos baixou de 3159 para 3029: menos 130.
O clero formado noutros institutos não tem uma redução tão acentuada, mas a tendência parece irreversível.
Em média, por cada dois padres que morrem, é ordenado apenas um e o número de seminaristas também está a baixar.
Mantendo-se esta diminuição de vocações, dentro de uma década a Igreja portuguesa só consegue garantir padres, com a formação clássica dos seminários diocesanos, em metade das paróquias existentes. É a própria estrutura hierárquica que está em causa.
São frequentes os apelos e os documentos do episcopado para uma sensibilização das famílias católicas para a vocação sacerdotal. Mas um outro problema desponta, próprio de um tempo e de uma sociedade - a europeia, onde Portugal se insere culturalmente - que promove a ambição e a competição.
O exercício do "sacerdócio" não estará a perder o sentido do "serviço" gratuito de missão para ganhar contornos de uma "carreira" com o conforto do respectivo exercício profissional?
No caso português, há também um dramático fosso "geracional" nos padres. O período pós revolucionário provocou uma descontinuidade nas vocações que começa agora a ter impacto.
À cabeça do debate sobre a falta de vocações surge normalmente o celibato; a menor influência das famílias na educação dos filhos; o "divórcio" entre a doutrina e a vivência dos católicos; a sociedade, que promove o "efémero" e facilita a "desistência", como sugeriu o Cardeal Patriarca de Lisboa no último Domingo de Ramos.
Têm surgido alguns problemas de integração entre jovens padres. As vocações não são imunes à "pressão" da sociedade contemporânea e começam a ser frequentes os casos de padres que acabam por "desistir" ou enfrentam graves "crises" já depois de ordenados.
O assunto tem sido debatido em múltiplos fóruns de opinião, com a participação de grupos e movimentos da Igreja. São várias as causas e consequências deste cenário, e demasiado complexas para um simples texto de análise.
Admitindo o risco de uma abordagem demasiado superficial, limito-me a sublinhar que, num aparente paradoxo, esta "crise" de vocações na Igreja Católica coincide com o despertar do sentimento "religioso", numa sociedade cada vez mais plural e promotora do "indivíduo".
O modelo "piramidal", centrado no clero, que assegurou as "estruturas" locais da Igreja Católica durante muitos anos, é uma fórmula que há muito se diluiu na cultura urbana das liberdades adquiridas, dos direitos inalienáveis e dos deveres transversais.
Quando as hierarquias insistem na "estrutura" da "pirâmide" para organizar as comunidades urbanas de base, correm o risco de promover o distanciamento em relação ao homem contemporâneo. Incentivam a preguiça, centralizam responsabilidades que devem ser partilhadas e, na cegueira de um objectivo não devidamente participado, precipitam-se em dinâmicas de relacionamento comunitário que pouco contribuem para, verdadeiramente, congregar.
O homem urbano é formado e formatado por uma multiplicidade de estímulos culturais, assimilados no contexto do individualismo e da pouca disponibilidade. Construir hoje comunidade "religiosa", implica valorizar cada célula no seu âmago, para a tornar parte integrante de um "todo" fraternal.
As comunidades cristãs do século XXI são chamadas a um novo desafio de exigência espiritual e relacional, onde o "íntimo" e o "individual" ganham novo e maior relevo na senda do transcendente.
A "horizontalidade" não serve apenas para cumprir pressupostos democráticos - porventura os menos relevantes -, mas para valorizar o lugar que o "sagrado" ocupa em cada indivíduo e descobrir as "vias de acesso" de cada indivíduo à grande comunidade plural, com todas as suas implicações. Na consciencialização desta nova atitude poderá redesenhar-se a "comunhão" e o "serviço" na igreja.
Vive-se um tempo propício ao regresso às dinâmicas de pequenos grupos, cansados de ritos viciados pela rotina, mas sedentos do ritual da proximidade, da cumplicidade e da surpresa. É por aqui que o "sacerdote" assume a sua função maior, actuando à medida de cada "alma", onde o domínio do "inexplicável" é atraente e exclusivo dos ministros de qualquer culto ou fé, independentemente de serem celibatários ou casados.
O apelo de D. José Policarpo aos padres de Lisboa, preocupado com o envelhecimento do clero, é inequívoco: "Não hesiteis em limitar actividades, se for necessário, para reservardes tempo para a oração".

Tolentino Mendonça na Feira do Livro de Turim

Tolentino Mendonça,
poeta de eleição
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O padre e poeta madeirense José Tolentino Mendonça é um dos escritores portugueses presentes na Feira Internacional do Livro de Turim (6 a 8 de Maio), evento em que Portugal é o convidado de honra e que ficará marcado pela literatura e a música portuguesas.
A Feira do Livro de Turim é uma feira dirigida ao público, onde estão representadas essencialmente editoras italianas que promovem a venda de livros.
Ao longo da feira decorre uma programação literária intensa, distribuída por várias salas, que resulta da iniciativa da própria feira e de editores italianos.
Nascido no ano de 1965, em Machico, Tolentino Mendonça estudou no Seminário diocesano do Funchal e na Universidade Católica, em Lisboa, onde foi ordenado sacerdote em Julho de 1990, por D. Teodoro de Faria. Prosseguiu os estudos superiores em Roma, tendo desempenhado ainda o cargo de Reitor do Colégio Pontifício Português.
Poeta de eleição, José Tolentino Mendonça tem vários títulos publicados. Além dos livros de poemas - ("Os Dias Contados", 1990; "Longe Não Sabia", 1997; "A que Distância Deixaste o Coração", 1998) e do ensaio "As Estratégias do Desejo: Um Discurso Bíblico sobre a Sexualidade" (1994), “Baldios”,(1999) - Tolentino Mendonça é autor de uma elogiada tradução do "Cântico dos Cânticos" (1997) e de "Salmos", entre outros títulos.
O Pe. José Tolentino Mendonça foi distinguido com o Prémios Literários do P.E.N. Clube Português para prosa pela sua obra “A construção de Jesus” (Ed. Assírio & Alvim). O galardão, referente ao ano de 2004, é atribuído ex-aequo a Tolentino Mendonça e a José Gil, pelo seu best-seller “Portugal Hoje. O Medo de Existir” (Relógio d'Água).
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Fonte: Ecclesia

Um poema de José Tolentino Mendonça

Pico Ruivo Todo o verão amontoei pedras e as dispersei
vigiava nuvens e sombras pelas fajãs a mesma solidão perigosamente transcrita naquele cinzento avermelhado sob as escamas do céu urzes sobrevivendo à dura estação duas ou três cabras, uma tenda túneis, atalhos, águas geladas por aí nos conduz a travessia a folha e a flor pertencem ao vento um olhar (ainda o meu?) persegue-as entretido na grande subida mais abaixo, quando principiava a vereda manchas de líquenes cobriam de igual modo o nome dos lugares onde iremos e dos lugares onde não chegaremos

EUROPA MAIS JUSTA

Bispos da UE
pedem sociedade
mais justa na Europa
A Comissão dos episcopados católicos da UE (COMECE) publicou hoje a sua mensagem para o Dia da Europa (9 de Maio), na qual pede aos responsáveis comunitários que não poupem esforços para construir uma sociedade mais justa.
Os prelados apelam, ainda, ao renovar do debate sobre o futuro da Europa, particularmente em face do desinteresse demonstrado por muitos cidadãos.
Na sua mensagem, os Bispos referem que a UE tem de “colocar o ser humano e a sua dignidade inalienável no coração dos seus esforços para construir uma sociedade justa”, assinalando que este processo deve decorrer tendo em maior consideração “a fé cristã e as convicções éticas de muitas pessoas na Europa”.
A COMECE espera um novo movimento, por parte das instituições comunitária, para ganhar novamente a confiança dos cidadãos europeus, criando “estruturas melhores e mais democráticas”.
O futuro Tratado Constitucional da Europa poderia, segundo os Bispos, resolver algumas destas questões, “estabelecendo uma política e um quadro legal uniformes para a União Europeia”.
A Igreja Católica, asseguram, “está preparada para dar a sua própria contribuição específica para moldar uma sociedade justa na Europa”.
A COMECE inclui representantes das Conferências Episcopais dos Estados-membnros da UE, para além de delegados da Bulgária, Croácia e Roménia com estatuto de observadores.
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Fonte: Ecclesia

Nazaré – Palco do Encontro das Praias

Encontro
e reencontro
sempre esperado
pelos
pescadores
A Nazaré vai ser, este ano, o palco do Encontro das Praias, uma iniciativa da Obra do Apostolado do Mar. Centenas de pescadores e demais marítimos, com suas famílias, vão marcar presença, no dia 28 de Maio, nesta jornada de convívio e de acção de graças, mas também de troca de experiências e de diversão, como garantiu ao SOLIDARIEDADE o padre Carlos Noronha, director nacional daquele sector pastoral da Igreja Católica. A recepção aos participantes começa no sábado com uma vigília, na igreja matriz, em jeito de acolhimento aos que chegarem na véspera. Pretende-se que nessa celebração, que inclui missa vespertina, os nazarenos criem um momento de intimidade e se preparem para receber, no domingo, a grande maioria dos pescadores e suas famílias, vindos do litoral português. Tudo se conjuga para que a missa do domingo proporcione uma grande vivência espiritual, num ambiente de festa. Cada praia apresenta os seus símbolos e estandartes, representativos das diversas paróquias que lhe estão ligadas, num ambiente colorida e festivo. Os cânticos são seguramente de sensibilidade marítima e com ligação a São Pedro, que “é apresentado como o grande veículo que conduz os homens do mar até Cristo”, como nos referiu o padre Carlos Noronha. No final da celebração e na hora de acção de graças vai ser evocada Nossa Senhora, que “faz a ligação a Jesus com a Igreja, por nosso intermédio”, sublinhou o director nacional da Obra do Apostolado do Mar. Depois vem o almoço organizado pela praia anfitriã, que vai ser, como se espera, uma excelente oportunidade de convívio e de partilha entre os pescadores, muitos dos quais apenas se conhecem via rádio. “Embora estejam todos nas mesmas águas, cada barco acaba por ser uma ilha, onde os marítimos vivem uma certa solidão”, frisou o padre Carlos. Quando surge uma ocasião, como esta, de se encontrarem em terra, todos gostam de manifestar a alegria que sentem por se conhecerem pessoalmente e ao vivo. “Aí há troca de experiências e de vivências e até propostas mútuas, em termos de convívio e de trabalho, realmente muito salutares”, lembrou o nosso entrevistado. A tarde do Encontro das Praias vai ser, como de costume, muito animada. Não faltam grupos musicais ou folclóricos, convidados pela organização ou em representação das praias participantes, com suas danças e cantares típicos, bem ao gosto dos pescadores. A espontaneidade e a alegria, as conversas do encontro ou do reencontro, os petiscos que a gente do mar tanto aprecia e tão bem sabe confeccionar, de tudo um pouco vai estar neste Encontro, no dia 28 de Maio, na Nazaré. As representações das praias são sempre preparadas pelas paróquias com ligação à Obra do Apostolado do Mar, nomeadamente através dos Clubes Stella Maris, diocesanos ou paroquiais, e de associações que apoiam espiritual, social e culturalmente os homens do mar e suas famílias. Fernando Martins
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Foto: Padre Carlos Noronha

Um artigo de D. António Marcelino

PALAVRAS
E SENTIMENTOS
DESENCONTRADOS É curioso verificar como um acontecimento público a que toda a gente teve normal acesso, pode ter leituras bem diferentes, como que a dizer que a opinião se sobrepõe à verdade objectiva. O preconceito não vencido, a clivagem ideológica, a frustração por falta de identificação, a simpatia e a antipatia de quem presenciou por quem foi protagonista principal, os chavões tradicionais que ditam a orientação da comum observação e a consequente leitura, o reconhecimento a gosto ou acontragosto, a indiferença, tudo vem ao de cima para falar da mesma coisa. Muitas vezes para impor uma opinião ou para fazer opinião. Acontece, porém, que na praça pública da opinião publicitada também se encontram pessoas que são capazes de prestar preito à verdade do que se passou ou se ouviu, mesmo que não tenha sido do seu gosto ou na linha do previa e, porventura, desejava. A intervenção do Presidente da República no 25 de Abril, é um bom exemplo a confirmar as palavras desencontradas dos jornalistas, dos comentadores e dos diversos políticos. Certamente que um obstáculo que impede ou dificulta, por vezes até ao extremo, a possibilidade de compromissos comuns e conjugados no mesmo sentido, que permitam ir ao encontro de problemas graves e de todos, é esta sobreposição da opinião e do sentimento pessoal ou de grupo, à verdade objectiva e à procura do bem comum, como tarefa de todos. Ponha-se na ribalta das atenções e dos desafios a realidade da exclusão social que está à vista, do fosso entre ricos e pobres, da existência no mesmo contexto de muito ricos e muito pobres, de cidadãos privilegiados e de cidadãos marginalizados, e diga-se como pode ser possível sair desta situação ou de encontrar caminhos de esperança e de êxito, sem todos a jogar no mesmo sentido, enriquecido o caminho com as diversidades que enriquecem e não dividem. O que se pode esperar do individualismo exacerbado de muitos e das certezas de quem não admite outras além das suas e que, por isso, se nega a qualquer colaboração, está à vista: agravamento dos problemas sociais, aprofundamento do fosso de separação que esteriliza vontades e acções, número crescente de gente válida que vais achando que não vale a pena comprometer-se, porta com passadeira para que entrem e se instalem as inutilidades de cada regime, desprestígio da classe política, voltar costas à realidade que dói cada vez mais a muitos cidadãos, aumento e alargamento dos problemas do país, soluções de fachada para problemas sérios e graves… Governar em situação de crise é, também, ser capaz de ler a realidade com objectividade, de conciliar vontades e capacidades, de formular propostas válidas, exequíveis e motivadoras, de ter grandeza moral para queimar na ara do sacrifício purificador os interesses individuais e de grupos, de aceitar os erros com propósito de os corrigir, de ver nos outros colaboradores possíveis e não apenas adversários a vencer. Não presenciamos nós como na oposição política se critica com desfaçatez o que antes se fez no poder, e vice-versa? Sem esforço para reconhecer a verdade objectiva e as exigências que dela dimanam, nem se respeitam as pessoas, nem se acertam as propostas, nem é possível que todos se assumam como solidários na mesma causa. Somos do tempo em que se advogava a “terra queimada” e o “quanto pior melhor”. Mas nessa altura mais do que a procura do bem comum, contava a luta pelo poder próprio a qualquer custo. Com trinta e dois anos de decantada democracia, pensar do mesmo modo, é, no mínimo, uma condenada irresponsabilidade.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Dia Internacional da Família: 15 de Maio

:: Câmara de Aveiro
comemora
Dia Internacional da Família
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A Câmara Municipal de Aveiro promove um conjunto de actividades para celebrar o Dia Internacional da Família, que se comemora no dia 15 de Maio. As actividades têm início no dia 4 de Maio, prolongando-se até 26 do referido mês. No âmbito do Dia Internacional da Família, a autarquia aveirense pretende assinalar o evento, dando relevância a um conjunto de actividades desenvolvidas a nível local, durante o mês de Maio, pelas entidades públicas e privadas que, diariamente, desenvolvem a sua intervenção junto das famílias.
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(Para saber mais, clique Programa)

"SEMANA DA VIDA"

Nota Pastoral
da Comissão Episcopal do Laicado e Família
sobre a «Semana da Vida»
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"FAMÍLIA - AMOR E VIDA"
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"Sendo a Família o espaço privilegiado para se viver, celebrar, transmitir e educar para o dom e o valor da vida, convidamos as famílias cristãs e todos os homens e mulheres de boa vontade a darem as mãos e a congregarem esforços, para que, juntos, fomentem a cultura da vida. Ela reclama o acolhimento alegre e responsável da vida que nasce, o respeito e a defesa de cada existência humana, o cuidado por quem sofre ou passa necessidade, a solidariedade com os idosos e os doentes, a qualidade de vida, a responsabilidade com a segurança na estrada e no trabalho.Isto reclama, igualmente, que todos “se empenhem em que as leis e as instituições do Estado não lesem de modo algum o direito à vida, desde a sua concepção até à morte natural, mas o defendam e promovam” (EV 93). Não esquecemos as dificuldades humanas e sociais de muitos pais e famílias; porém, o direito à vida não é uma questão meramente religiosa ou confessional. É o primeiro e fundamental direito da pessoa humana que não pode estar sujeito à vontade do mais forte, nem ser sacrificado por regras democráticas que pretendem dar a aparência de legalidade à destruição dos mais frágeis. “Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política”
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Um artigo de Tiago Mendes, no Diário Económico

O valor da escassez
A democracia, ao permitir a alternância não conflituosa de quem está no poder, adequa-se à natureza humana: insatisfeita, oscilante, imprevisível
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Se há sempre mais vida para além de uma definição, esta é segura: a Economia é a ciência da escolha. Esta só tem relevância porque existem recursos escassos, como os bens que desejamos, o tempo que temos ou a informação que procuramos. Que a escassez determina criticamente o valor dum bem é uma evidência que atravessa o espaço e o tempo. Pensemos na forma como os ingleses endeusam o Sol e como os lisboetas vibram com um aceno de neve à sua porta, ou no estatuto que as especiarias tinham no tempo de D. Manuel I e aquele que hoje têm.
Numa economia de mercado, a escassez relativa dum bem reflecte-se espontaneamente no seu preço, um “sinal” que resume a informação relevante sobre procura e oferta. A forma eficiente e descentralizada como estes “sinais” surgem neste sistema económico é uma das suas maiores virtudes. É interessante perceber o papel que procura e oferta têm na determinação dessa escassez relativa dum bem ou serviço.
Pedro Mexia referia em crónica no DN (”O prestígio do Camões”, 17-05-05) como a periodicidade anual do prémio Camões lhe retirava valor. O raciocínio é simples. Sendo a procura (o conjunto de escritores lusófonos) mais ou menos fixa, é a oferta (a periodicidade dos prémios) que determina criticamente o valor relativo do prémio. A frequência demasiado elevada com que é atribuído enfraquece a distinção feita. O mesmo sucede com a corte de homenageados escolhidos por Jorge Sampaio (dois mil, ao que parece).
O futebol é um exemplo onde a fonte de valor é sobretudo a procura. A causa do seu sucesso à escala mundial não é tanto o poder do sentimento tribal, ou a conotação sexual do golo, mas sobretudo a escassez de golos. Quando um golo é difícil de marcar, gera-se uma tensão psicológica ideal, que culmina em grandes alegrias ou grandes tristezas. As grandes emoções que todos procuram. Se, por exemplo, se aumentasse o tamanho das balizas, os golos e as reviravoltas acrescidas fariam a emoção aproximar-se da do hóquei em patins. Aceitável, mas não retumbante. Na escassez “óptima” de golos reside a grande vantagem do desporto-rei.
Na imprensa, como nos ‘blogues’, o fenómeno repete-se. Quem escreve com uma grande frequência pode perder, na margem, algum valor. A curta e intensa vida do blogue “O Espectro” poderá ser parcialmente entendível à luz disto. A política também não foge à regra. Um político (que esteve) ausente ganha uma certa aura, o que ajuda a entender o papel das famosas “travessias do deserto”. A democracia, ao permitir a alternância não conflituosa de quem está no poder, adequa-se à natureza humana: insatisfeita, oscilante, imprevisível. Na política, como no desporto ou nas artes, valorizamos sempre mais o que rareia. Aquilo que não temos. Porque, inevitavelmente, o que é escasso é - ou melhor, torna-se - bom.
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Publicado no Diário Económico, a 3 de Maio de 2006.

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