sábado, 22 de novembro de 2014

A ria é um enorme pólipo



«A ria é um enorme pólipo com braços estendidos pelo interior desde Ovar até Mira. Todas as águas do Vouga, do Águeda e dos veios que nestes sítios correm para o mar encharcam nas terras baixas, retidas pelas dunas de quarenta e tantos quilómetros de comprido, formando uma série de poças, de canais, de lagos e uma vasta bacia salgada. De um lado o mar bate e levanta constantemente a duna, impedindo a água de escoar; do outro é o homem que junta a terra movediça e a regulariza. Vem depois a raiz e ajuda-o a fixar o movimento incessante das areias, transformando o charco numa magnífica estrada que lhe dá o estrume e o pão, o peixe e a água de rega. Abre canais e valas. Semeia o milho na ria. Povoa a terra alagadiça, e à custa de esforços persistentes, obriga a areia inútil a renovar constantemente a vida. Edifica sobre a água, conquistando-a, como na Gafanha, onde alastra pela ria, aduba-a com o fundo que lhe dá o junco, a alga e o escasso, detritos de pequenos peixes…»

Raul Brandão
“Os Pescadores”

Reformados, eméritos, etc.

Crónica de Anselmo Borges no DN
«Há muito que me pergunto porque é que uns são reformados, outros jubilados, outros eméritos, outros pensionistas ou aposentados. Pus-me no encalço das palavras, à procura do seu sentido originário. O que aí fica é o resultado, confesso que um pouco apressado, desse exercício.»

Nota: Para ler neste blogue na próxima segjunda-feira

A mim o fizestes

Reflexão semanal de Georgino Rocha

 A herança futura chega 
em cada momento de bondade 
dispensado a quem necessita

Cenário majestoso realça a importância da figura central e contrasta com a simplicidade dos convocados, a sobriedade das alegações, a contundência da sentença. A solenidade da grande assembleia é patente: anjos rodeiam o homem que está sentado num trono de glória, nações inteiras aparecem dos cantos da terra, o universo converge no mesmo espaço e testemunha o acontecimento. A acção a realizar é extraordinariamente simples, semelhante à de um pastor que, ao cair da tarde, ou ao chegar o tempo invernoso, recolhe o rebanho, separando as ovelhas dos cabritos. Mt 25, 31-46.

A imagem pastoril ilustra, de forma acessível e eloquente, a mensagem que Jesus pretende “passar” aos discípulos de todos os tempos: a opção pelo futuro constrói-se no presente, a semente contém, em gérmen, a árvore, a relação solidária vive-se em atitudes concretas, a glória do Pai brilha nos gestos de fraternidade, a atenção aos “pequeninos”, a quem a vida não sorriu por malvadez humana, manifesta o reconhecimento de quem se identifica com eles e por eles vela com a máxima consideração.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Eva Cristina não saberia viver sem música

Eva Cristina Ribau
e o prazer de ensinar a cantar


Eva Cristina Ribau


Liturgia sem boa música é uma tristeza

«Liturgia sem boa música é uma tristeza», garante Eva Cristina Ribau em entrevista ao Timoneiro, quando referiu a importância da “rainha das artes” na vida das pessoas. «Todos nós estamos envolvidos pela música: o tique-taque do relógio, a trovoada, o caminhar na rua, o vento que zune e tantos outros sons que nos enchem os ouvidos», sublinha.
Começou a gostar de música desde sempre e aos seis anos a mãe matriculou-a na escola de música. E conta que, em pequena, quando foi operada, sua mãe notou que ela batia com os dedos na perna engessada, como se estivesse a tocar piano. Deduziu que a Eva teria inclinação para a música. E assim foi o princípio de uma vida dedicada às artes musicais. Por isso, conclui a professora Eva, «os pais devem observar os filhos desde pequenos, no sentido de identificarem alguns sinais que indiciem certas propensões».


Candura

Crónica de Maria Donzília Almeida



“A admiração
 é a ingenuidade da inteligência.”

Berilo Neves

Para cativar a atenção e o interesse dos alunos, hoje em dia, o professor tem de fazer malabarismos, que noutra épocas se atribuiriam apenas aos acrobatas circenses.
Dadas as solicitações a que está sujeito o aluno, na concorrente escola paralela, caberá ao professor superá-las, se quer conquistá-lo para o contrato pedagógico.
Assim e para conquistar os alunos para o assunto da aula, a teacher recorreu a uma nova estratégia, na abordagem da matéria desse dia.
Ia ensinar as criancinhas a dizer a morada em Inglês e para isso usaria a 1.ª pessoa: My address is…. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Recordando São Pedro de Moel



Na minha coleção de fotografias digitalizadas, que é um caos autêntico, encontro frequentemente imagens de viagens que fiz, de museus que visitei, de paisagens que contemplei e de tudo o que me tocou: um poema, uma árvore, pessoas, monumentos e tanta... tanta coisa. O que importa é pegar nisso e reviver momentos agradáveis, renascendo o desejo de voltar. Recordar não é reviver?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Bom Jesus de Braga

Crónica de Maria Donzília Almeida




Santuário do Bom Jesus


Durante a minha efémera permanência em terras minhotas e quando ares primaveris convidavam a um passeio dominical, o Bom Jesus de Braga impunha-se como um destino apetecido e ali mesmo à mão. À sombra de frondosa vegetação, aspira-se o ar puro que enche os pulmões, enquanto a mente se perde numa contemplação e reflexão retemperadoras da alma.
Nesta cidade, a natureza e a arte de André Soares e do coronel Vila-Lobos combinam-se para fazerem deste local um verdadeiro ex-libris da cidade dos Arcebispos.

Em louvor de Tolentino Mendonça

Ou o exemplo 
de uma poética 
da espiritualidade



Durante anos decisivos da sua existência ao serviço da Igreja e da cultura em Portugal, o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) foi orientado e movido pelo Padre José Tolentino Mendonça, que o conduziu com a força tranquila do exercício cristão dos seus talentos de inteligência e sensibilidade.
O rosto e a travessia do SNPC refletiram, pois, o perfil e a atitude de um Diretor não preocupado em ter presença espetacular ou intervenção ostensiva no terreno (ciente, aliás, de que «nenhum nome/ serve jamais para dizer/ o fogo»), mas empenhado na eficiência discreta e no gesto inspirador de uma autêntica poética da espiritualidade.
Graças a Tolentino Mendonça, o SNPC foi durante anos ajudando a descobrir o sentido nos «intervalos do silêncio», que os atos e as palavras guardam. No confronto com «o assombro e a tensão inerentes à vida» foi apontando ou abrindo caminhos de "via spiritus" e "via pulchritudinis" para o valor divino do humano.
Com a contenção que impera na sua obra lírica, com a densidade de sugestões reflexivas que dela ressalta para as suas crónicas e para as suas homilias, a sua condução do SNPC ensinou a ver o implícito e a ler o flagrante segundo uma gramática do assentimento, na «partilha/ do furtivo/ lume».
Iniciados nesta poética da espiritualidade, vamos cultivar o seu exemplo!

José Carlos Seabra Pereira
Diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Publicado em 18.11.2014


Nota: Faço minhas as palavras certas e oportunas do novo Diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Tive o prazer de me encontrar algumas vezes com o padre e poeta Tolentino, cujos escritos me habituei a ler e a meditar a partir deles. Continuarei a saborear os seus livros à medida que forem publicados. Presentemente estou com o mais recente, "A Mística do Instante", que me conduz por caminhos que eu nunca havia calcorreado. E com que prazer tenho encontrado paisagens de corpo e alma, com tonalidades de puro deleite! Do padre Tolentino muito teremos ainda de esperar porque a sua riquíssima sensibilidade está atenta à vida que vale a pena ser vivida.

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Mordomias sem sentido


Cavaco Silva, quando terminar o mandato,
passa  a ter gabinete neste palácio

«Como ex-Presidente da República, Cavaco Silva vai ter direito a um gabinete, uma secretária, um assessor e carro com motorista e combustível. Este era, aliás, o último orçamento em que poderia incluir verbas para a despesa com obras num futuro gabinete. Na proposta que está na Assembleia da República, estão 700 mil euros destinados a obras de conservação e restauro, mas nem todo o dinheiro é para o futuro gabinete. Parte será para pequenas obras no Palácio de Belém, no Museu da Presidência da República ou no Palácio da Cidadela.»

Ler no Observador


NOTA: Confesso, com toda a franqueza, que não entendo certas leis, como esta que dá direitos especiais aos ex-Presidentes da República, sendo certo que, terminados os seus mandatos, passam à situação de homens (ou mulheres, se fosse o caso) comuns. Homens comuns, com liberdade para intervirem na vida, na política, na cultura, na solidariedade, nas artes e em tudo, afinal, tal como um normal reformado ou aposentado. Até podiam ficar livres para missões especiais a pedido do Presidente da República em exercício.
Portanto, para quê e porquê gabinete próprio em palácio, com secretária (pessoa), assessor, carro, motorista e combustível? Será que ele não tem casa própria, carro, não sabe conduzir, e não terá dinheiro para o combustível? Francamente.



Indivíduo livre


“Se o indivíduo é passivo intelectualmente, 
não conseguirá ser livre moralmente”

Jean Piaget, 1896 - 1980

Lírica do Ciborgue



o ciborgue habita
debaixo da tua pele

pouco a pouco
ele toma conta
de todos os teus
sentidos e não sentidos

com os olhos ele vê
as cores que não há
nos ouvidos
músicas silenciosas
pela pele os toques
tocam nas coisas
imponderáveis
na boca os sabores
sabem de cor
os desgostos do gosto
no nariz
os odores são
as dores que sobem
desde a raiz
e no todo teu corpo
eles inauguram
os movimentos
que são teus pensamentos
na mágica do leve
levitarás em breve
nos espaços
abstratos
de todos os teus atos
trilhões das tuas células
serão sutilmente alteradas
e as funções
dos teus órgãos
serão novas
quando já não terás
um só eu
mas vários eus
que nem sequer
serás
é com eles
que para sempre
viverás
para além do óbvio
Homo Sapiens Ciborgue
irmão de mim próprio

E. M. de Mello e Castro
"Lírica do Ciborgue"

Nota: Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dia Nacional do Mar celebrado em Ílhavo

Amaya Sumpsi Langreo com Fernando Caçoilo

Prémio Octávio Lixa Filgueiras
 para Amaya Sumpsi Langreo

O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) assinalou o Dia Nacional do Mar no passado dia 15 de novembro, com diversas atividades, de que destacamos uma visita especial e restrita aos bastidores do Aquário de Bacalhaus e uma sessão de Histórias e Novelas Marítimas dinamizada por Miguel Horta.
Na sessão comemorativa do Dia Nacional do Mar, foi apresentado o número dois da Revista ARGOS do MMI, procedendo-se depois à divulgação dos vencedores da segunda edição do Prémio Octávio Lixa Filgueiras do Museu de Ílhavo. No final da tarde, os presentes foram brindados com uma Conversa de Mar, em que participaram Pedro Adão e Silva e João Catarino, autores do guia "Tanto Mar - À descoberta das melhores praias de Portugal”.
A revista ARGOS do MMI é dedicado à museologia marítima e à herança cultural que os museus desta temática  procuram preservar e transmitir. E neste número houve a intenção de editar um volume capaz de questionar os sentidos da museologia marítima que se pratica em diversos países e em museus que, pelo facto de serem marítimos, têm afinidades próprias de comunidades de gentes do mar.

Quando a ponte do Forte da Barra ruiu

Recordando um desastre

Ponte do Forte da Barra



Esta fotografia da antiga ponte do Forte, que ligava a Gafanha da Nazaré às Praias da Barra e da Costa Nova, leva-me a recordar um desastre que, por pouco, não provocou vítimas. A velha ponte, de madeira, mostrava de quando em vez sinais de alguma fragilidade, o que exigia redobrados cuidados. 
A “Auto Viação Aveirense”, que fazia os transportes de passageiros entre Aveiro e as praias, obrigava, com alguma regularidade, todos os passageiros a passarem a pé de um lado para o outro, tanto nesta ponte como na ponte da Gafanha, na Cale da Vila, que permitia a ligação a Aveiro. Saíam do autocarro para o retomar do outro lado da ponte, quer chovesse quer fizesse sol. 
No dia 5 de Julho de 1951, pelas 10 horas, porém, o desastre aconteceu na ponte do Forte. Quando o camião do senhor Manuel Ramos, conhecido por Manuel Russo (ou Ruço?) ia a passar, com cinco toneladas de areia, a ponte ruiu. O proprietário e condutor conseguiu sair de imediato, mas o filho Francisco Ramos, que o acompanhava, ficou debaixo de água durante quatro minutos e meio, segundo lhe afiançou o então mestre Augusto, encarregado da Junta Autónoma do Porto de Aveiro (JAPA). 

Misericórdia de Ílhavo tem novo provedor

Fernando Maria e Álvaro Ramos

Álvaro Manuel da Rocha Ramos é o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, sucedendo a Fernando Maria Paz Duarte. 
O novo provedor é natural de Ílhavo, tem 71 anos e foi Técnico Oficial de Contas. Felicito o provedor eleito, desejando-lhe um mandato profícuo para bem da comunidade do concelho de Ílhavo, área de atuação da Misericórdia. A tomada de posse será no dia 9 de janeiro.
Não podia deixar de felicitar, também, o meu amigo Fernando Maria que cessa funções naquele dia, pelo trabalho desempenhado, de muito mérito, enquanto exerceu as funções de provedor. 

Fonte: Diário de Aveiro. Foto do mesmo jornal

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Obelisco na Praça Comendador Carlos Roeder


Moral, vítimas e Deus

Crónica  de Anselmo Borges 
no DN


Vínculo inevitável 
entre moral e religião 
dá-se pela esperança, 
sobretudo quando se pensa
 nas vítimas inocentes

Após conflitos e condenações, a Igreja reconheceu a legítima autonomia das realidades terrestres, o que significa que, por exemplo, a ciência, a medicina, a política, a economia se regem pelas suas própria leis, sem a tutela da religião. Sobretudo quando se olha para o mundo islâmico, fica bem patente a importância desta autonomia nomeadamente na política, exigindo a separação da Igreja e do Estado.
Também a moral é autónoma. Aliás, na perspectiva cristã, autonomia e teonomia acabam por coincidir, na medida em que, se Deus cria por amor, então a plena e adequada realização humana, que deve constituir a norma e o critério da acção humana boa, coincide com a vontade de Deus, cujo único interesse são as criaturas totalmente realizadas: a vontade de Deus é o bem da criatura. 

domingo, 16 de novembro de 2014

"Correio do Vouga" começou neste dia



1930 — Tendo como director o Dr. António de Almeida Silva e Cristo, como editor o Padre Alírio Gomes de Melo e como administrador o Padre Dr. António Fernandes Duarte e Silva, começou neste dia a publicar-se o semanário católico Correio do Vouga (Vd. 1º número deste jornal; João Gonçalves Gaspar, A Diocese de Aveiro – Subsídios para a sua História, pg. 466) – J.

“Calendário Histórico de Aveiro”
de António Christo e João Gonçalves Gaspar

Nota: Senti vontade  de evocar os tempos em que dirigi este semanário, enfrentando desafios dia a dia ultrapassados, porém nem sempre como desejaria. Uma verdade não posso olvidar: contei com preciosos colaboradores e bons amigos.Um dia, se Deus me der vida e saúde, voltarei ao assunto. Para já, felicito quantos o dirigem e nele trabalham e colaboram, com o espírito da renovação permanentemente animado.

Regresso à barbárie?

Crónica de Frei Bento Domingues 

Se uma religião tiver a pretensão 
de ser a única verdadeira, 
ficam todas sob ameaça


1. Voltaram, há dias, a interrogar-me, em tom de exame e desafio: se existe um só Deus – segundo o credo monoteísta – porque não se unem numa mesma religião judeus, cristãos e muçulmanos? Presume-se que Deus não possa estar em concorrência consigo mesmo.
Como qualquer cristão, tenho de estar pronto a dar razão da minha esperança, com mansidão e sem arrogância, como recomendou S. Pedro (1Pr 3,15), mas não estou obrigado a ser ingénuo. A pergunta não abriga apenas pouca informação acerca da longa história dos chamados monoteísmos. Recomendo, no entanto, La bibliotheque de Dieu: Coran Evangile, Torah (1). É uma biblioteca escrita e comentada por humanos durante muitos séculos. Nem sempre tem ajudado a pensar e a viver a aventura humana com esperança. A sua leitura fundamentalista foi e continua a ser usada, com demasiada frequência, para matar em nome de Deus. A teologia do diabo exige o recurso permanente ao poder económico, político e religioso (Lc.4,1-13). Os seres humanos sabem que sem poder bélico e o seu comércio, as guerras perderiam o encanto das conquistas.

Monumentos: Mestre Mónica


A Nau vista por D. João Evangelista

Nau Portugal
«Já estou velhinho, já sinto o frio da cova nos pés. É natural que nos meus longos anos, expostos de mais a mais às ondas, nem sempre calmas, do destino que Deus me marcou ao nascer, eu tenha sentido pancadas terríveis no peito, capazes de o quebrarem, de o fazerem em pó, se não se tornasse em bronze indestrutível a mísera carne que o Senhor predestinou para o mais agitado dos apostolados, o apostolado das almas. Às vezes até parece que a vaga passa por uma tal forma por cima da cabeça que nos prega para sempre no fundo de tenebrosos abismos, e não mais voltamos à tona d’água a rivedere le stelle, como dizia o Dante ao fim do Inferno.
Tudo pareceu porém ontem diluir-se, e como que perder-se nas recordações longínquas a ponta mais aguda e mortífera dos seus espinhos, a gota mais amarga do meu veneno, ao golpe imprevisto, mil vezes trágico, que me esmigalhou a alma na Gafanha da Nazaré.
Parecia uma noiva, a nau Portugal, pronta a entrar na Igreja, com a coroa da glória na fronte e o manto de virgem a arrastar na história. Eu passei-lhe a mão pela quilha, ávida de cortar para a frente as águas, de fazer espuma ao passar, como quem faz uma festa na face de um filho, como quem beijaria, a transbordar de ternura, os olhos da sua mãe. E, senti, nessa carícia, bater lá dentro o coração da Pátria; eu ouvi, assim encostado o ouvido à proa altiva do barco, a voz de oito séculos que se não calava. Eu dei-lhe a bênção do meu ritual, mas dei-lhe ainda mais talvez – quem sabe se não me fez irreverente o delírio! – a bênção do meu amor. Estava-me a parecer que, se eu fosse embrulhado para a terra numa dobra daquela bandeira, nenhum verme me tocaria, até o peito morto teria vibrações misteriosas no túmulo.

sábado, 15 de novembro de 2014

Moral, vítimas e Deus

Crónica de Anselmo Borges no DN

Após conflitos e condenações, a Igreja reconheceu a legítima autonomia das realidades terrestres, o que significa que, por exemplo, a ciência, a medicina, a política, a economia se regem pelas suas própria leis, sem a tutela da religião. Sobretudo quando se olha para o mundo islâmico, fica bem patente a importância desta autonomia nomeadamente na política, exigindo a separação da Igreja e do Estado.
Também a moral é autónoma. Aliás, na perspectiva cristã, autonomia e teonomia acabam por coincidir, na medida em que, se Deus cria por amor, então a plena e adequada realização humana, que deve constituir a norma e o critério da acção humana boa, coincide com a vontade de Deus, cujo único interesse são as criaturas totalmente realizadas: a vontade de Deus é o bem da criatura.

NB: Crónica completa na segunda-feira

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Dia Mundial da Diabetes | 16 de novembro





A Câmara Municipal de Ílhavo, em parceria com a Unidade de Cuidados na Comunidade Laços de Mar e Ria (Centro de Saúde de Ílhavo), promove amanhã, domingo, 16 de novembro, entre as 10h00 e as 12h00, no Pavilhão Municipal da Gafanha da Encarnação, um conjunto de ações no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Diabetes.
Destaque para uma sessão de sensibilização para a saúde sobre exercício físico e diabetes, com início previsto para as 10h00, seguida de uma aula de zumba. 
Pretende-se com esta iniciativa proporcionar uma manhã diferente para os diabéticos e os seus familiares.


Pode ler mais sobre a Diabetes aqui


RESPONSÁVEIS E ACTIVOS

Uma reflexão de Georgino Rocha




Juízo severo, sentença drástica. Quem o poderia imaginar? (Mt 25, 14-30) O desfecho da parábola dos talentos é surpreendente, desconcertante. O “chamado” servo mau não faz mais do que proceder de acordo com as regras do tempo e do modo de ser do seu patrão: aceita o encargo, guarda com cuidado o talento e apresenta-o, sem desfalque, no regresso do senhor, acompanhando a entrega com uma justificação plausível. O seu comportamento está motivado pelo modo de ser do patrão: ter medo de quem é severo, saber de antemão que não pode falhar, pois ele quer colher onde nada semeou. Por isso manteve a rotina e fez como era hábito: escolher um local seguro, enterrar cuidadosamente o objecto recebido, gravar na memória esse local e, tranquilo, descansar aguardando o momento da reposição.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cidadãos lançam «Observatório para a Liberdade Religiosa»

Projeto integra especialistas 
como o jornalista e investigador Joaquim Franco 
e o professor Alexandre Honrado




«Um grupo de cidadãos ligados à investigação, comunicação e jornalismo decidiu criar um Observatório para a Liberdade Religiosa a fim de monitorizar a sociedade nesta área e sinalizar casos de discriminação.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os impulsionadores do projeto explicam que o objetivo é constituir “um instrumento isento e independente” de análise à Liberdade Religiosa, num tempo em que “quer em termos nacionais quer internacionais”, este campo pede uma resposta mais efetiva.
Ao nível do país, a ameaça vem sobretudo da “situação bastante frágil” das instituições, devido à crise, e da falta de uma regulação mais efetiva das relações entre empregadores e empregados, sobretudo os que estão ligados a minorias religiosas.»

Ler  mais aqui

NOTA:O problema da liberdade religiosa continua a ser pertinente, apesar de vivermos em democracia. Há sempre alguém que defende a liberdade, desde que seja a sua liberdade. E quando se fala de liberdade religiosa não falta quem acuse as religiões de serem causadoras de guerras e conflitos de toda a ordem. Fanátivos houve sempre e sempre os teremos, quer no âmbito teligiosos quer politico e social. E são eles, com a sua visão do mundo, que querem à sua maneira, que provocam as guerras e alimentam perseguições, sem qualquer respeito pelo pensar e agir dos seus concidadãos. É claro que apoio, com todas as minhas forças, o Observatório para a Liberdade Religiosa. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manuscritos do Vaticano online em HD


A fundação Digita Vaticana é uma das "casas" do arquivo de manuscritos da Biblioteca Apostólica do Vaticano que estão classificados como de grande valor histórico. Soube-se hoje que 4 mil manuscritos da Biblioteca do Vaticano vão ficar disponíveis online em HD. Uma excelente notícia para os historiadores e curiosos. 

Li aqui

11 detidos por suspeitas de corrupção


Nota:Às vezes somos surpreendidos com notícias destas. Fala-se muito de corrupção, mas ficamos com a impressão de que ninguém vê os corruptos. E quando alguns crimes, que o são como a corrupção,  envolvem gente de posses (BES E GES, por exemplo), mandam-nos tranquilamente para casa com cauções. A nossa Justiça é ou parece realmente injusta.  

"Xanana desmascarado"...?

Xanana foi "desmascarado", 

Nota: A ser verdade, caiu um herói para mim e para muitos portugueses. Entusiasmou o país e guiou o povo timorense até à independência. Será que não há mesmo heróis puros?

A Igreja é a minha casa





D. Manuel Martins
Bispo emérito de Setúbal
In "Pregões de esperança", ed. Paulinas
Publicado em 12.11.2014




A IGREJA É A MINHA CASA

A Igreja é a minha casa
Sim, é a minha casa.
Esta Igreja onde eu nasci e onde quero morrer.
Nela me sinto bem. Nela gosto de estar.
Aqui, eu penso, projeto, sonho, alimento-me.
Aqui, rezo, recordo, choro, zango-me,
encontro-me.
Aqui sofro, aqui canto.

A Igreja é a minha casa.
Gostaria, tantas vezes, de a ver
mais acolhedora,
mais aberta,
com mais espaços para outras pessoas
(não é ela comunhão e sacramento?),
mais gratuita,
mais convidativa.

A Igreja é a minha casa,
E tenho pena que
feche portas,
condene sem coração,
corte com quem procura...

Eu amo muito a Igreja,
porque a Igreja é a minha casa.
Com defeitos?
Com a ruga dos anos?
Às vezes azeda?

Mas é a minha casa!
Então, porque lhe quero muito,
vou pintá-la de fresco,
vou rasgar-lhe mais portas,
vou torná-la mais simpática,
mais disponível,
mais atenta.
Vou fazer com que cante mais a beleza da vida,
perca o medo e salte para o mundo,
grite os valores e os direitos
das pessoas e dos povos.

A Igreja é a minha casa.
Se eu quiser,
se tu quiseres,
se nós todos quisermos,
todos virão a ela
e todos nela se sentirão bem.
Porque ela é o rosto de Deus.
Porque Deus habita nela.

Li aqui

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Philae pousou com sucesso no cometa 67P

Extraordinária conquista da ciência


Esta missão histórica poderá ajudar 
a perceber a origem da vida na Terra


«Dez anos depois da sonda Rosetta ter sido lançada e de ter chegado junto do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a 6 de Agosto de 2014, o modulo robô Philae foi separado de Rosetta esta manhã e efectuou uma viagem de 7 horas até aterrar com sucesso no cometa.»

Li aqui, por sugestão do Google

Monumentos: Aos homens da nossa terra


terça-feira, 11 de novembro de 2014

SEMANA DOS SEMINÁRIOS


Seminário de Santa Joana Princesa,
uma joia da arquitetura da década de 50 do séc. passado

Está a decorrer, até 16 de novembro, domingo, a Semana dos Seminários, cuja importância no seio da comunidade católica é por demais evidente. No seio da comunidade católica, de forma direta, e na comunidade humana, de forma indireta, já que, os que passam por estas casas de formação, sejam eles sacerdotes ou simples ex-alunos, saem profundamente enriquecidos pelos conhecimentos adquiridos e sentido humanista da vida.
Por observação pessoal de ambas as situações, atrevo-me a dizer que os seminários preparam para a vida pessoas com espírito solidário, compreensivas, abertas ao mundo, cultas e com sentido das responsabilidades sociais e políticas.

UM APELO

João Martins Júnior 
foi um sobrevivente 
do "Maria da Glória"

Um escritor meu amigo está a preparar um livro sobre o naufrágio do Maria da Glória. Precisa de colher dados sobre um dos sobreviventes, José Martins Júnior, natural da Cale da Vila, Gafanha da Nazaré, onde nasceu a 13 de junho de 1918. Era filho de João Martins e de Olívia de Jesus Imaginário. Deseja saber o que fez ele depois do naufrágio.Terá estado, na altura, como outros, na América. Depois, terá regressado a Portugal.

S. MARTINHO: 11 DE NOVEMBRO

Crónica de Maria Donzília Almeida
 


O dia amanheceu cinzento. Do plúmbeo céu bátegas grossas caíram a anunciar a continuidade das condições meteorológicas dos dias anteriores.
Ah... mas hoje não é dia de S. Martinho? Ocorreu-me, num relance, à memória a crença popular na esperança/promessa de um dia de sol. Mas este ainda há pouco se foi embora, presenteando-nos com dias estivais, num Outono já consumado. Em Outubro, as temperaturas estiveram acima dos valores habituais para a época fazendo lembrar os convidativos/relaxantes dias de férias.
Será que a tradição já não é o que era, ou o santo está zangado com as tropelias que o homem tem feito, nomeadamente no que concerne ao ambiente? Neste campo, muitos estragos têm sido cometidos, em nome da civilização, do avanço tecnológico, da luta desenfreada pelo poder.
Longe vão os tempos em que as estações ocorriam de acordo com o calendário e uma pequena trégua em meados de Novembro sabia sempre bem.

HÁ MUITA GENTE QUE ADOECE...

"Quando o homem rejeita a verdade, adoece"

(Romano Guardini, 1885 - 1968)

Nota: Percebe-se por que razão há tanta gente doente, sobretudo em classes sociais que tinham a obrigação de assumir, em todas as circunstâncias, posturas de verdade.


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MONUMENTOS: Faina Maior


Para não ficarem esquecidos e para os nossos emigrantes ou filhos de emigrantes os fiquem a conhecer

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

STELLA MARIS DE AVEIRO

1985:10  de novembro

D. Manuel assina a ata da cerimónia
«Na freguesia da Gafanha da Nazaré, a Obra do Apostolado do Mar inaugurou a primeira fase do edifício do Clube «Stella Maris», para acolhimento dos marítimos que demandam o porto de Aveiro ou nele se ocupam em quaisquer profissões (Correio do Vouga, 8 e 15-11-1985) – J.»

Calendário Histórico de Aveiro, 
de António Christo  e João Gonçalves Gaspar


Stella Maris está hoje desativado


Em 10 de novembro de 1985, foram inauguradas por D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo de Aveiro, as novas instalações do Clube Stella Maris, da Obra do Apostolado do Mar. Tratava-se da primeira fase das obras programadas, que importou em 13 mil contos. Esta primeira fase foi constituída por sala de refeições, bar, cozinha, escritório, receção, armazém, 15 quartos com casas de banho e um salão para reuniões. Houve um subsídio, em 1982, do Secretário de Estado dos Assuntos Sociais, Bagão Félix, e apoios das Câmaras Municipais de Aveiro e Ílhavo. 
A direção era presidida por Carlos Sarabando Bola. 
Diga-se ainda que o Stella Maris se traduziu, na altura e durante muito tempo, num significativo apoio aos homens do mar e suas famílias. Hoje está desativado, esperando-se o aproveitamento daquele espaço,

HAWKING E FRANCISCO

Crónica de Anselmo Borges 
no DN de sábado



1 Que disse o cientista inglês Stephen Hawking? "Antes de termos entendido a ciência, o lógico era crer que Deus criou o universo, mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. Não há Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a ciência."
Pensa que o homem acabará por entender a origem e a estrutura do universo. "De facto, já estamos perto de conseguir este objectivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana." Por isso, julga que a exploração espacial deve continuar e os grandes avanços científicos e tecnológicos neste domínio poderão "evitar o desaparecimento da Humanidade, graças à colonização de outros planetas".

domingo, 9 de novembro de 2014

A GAFANHA ERA UM LENÇOL DESOLADOR DE AREIA BRANCA




«[A Gafanha] Era um lençol desolador de areia branca, de dúzias de quilómetros quadrados, que os braços da laguna debruavam a norte, a leste e a poente, isolando do contacto da vida a solidão árida do deserto.
Lá dentro, longe das vistas, bailavam as dunas, ao capricho dos ventos, a dança infindável da mobilidade selvagem dos elementos em liberdade.
Brisas do mar e brisas da terra, ventos duráveis do norte em dias de estabilidade barométrica, e rajadas violentas de sudoeste a remoinharem no céu enfarruscado de noites tempestuosas, eram quem governava o perfil das areias movediças cavadas em sulcos e erguidas em dunas de ladeiras socalcadas a miudinho.
Era assim a Gafanha do tempo dos nossos bisavós: deserto enorme de areia solta, a bailar, ao capricho dos ventos, o cancan selvagem de uma liberdade sem limites.
Um dia, não longe ainda, um homem atravessou a fita isoladora da Ria e pôs pé na areia indomável. Não sabe a gente se o arrastava a coragem do aventureiro, se o desespero do foragido. De qualquer modo, ele fez no areal a sua cabana, à beira da água, e principiou a luta de gigantes do Gafanhão contra a areia.»

Joaquim Matias,
in Arquivo do Distrito de Aveiro,
vol IX, página 317


QUADRO DE SÃO GONÇALINHO ARREBATA FIÉIS E COLECIONADORES

Texto de Sandra Simões e Foto da Paulo Ramos,



«Júlio Pires foi o pintor convidado pela Mordomia São Gonçalinho 2015/2016 para pintar a obra em honra do Santo. Ausente no Brasil, numa residência artística, nem a distância inibiu o artista ilhavense de aceitar o desafio e dar largas à imaginação e ao talento artístico, que já lhe fez conquistar vários prémios de pintura.
Dados os ingredientes principais: a história do santo, a sua religiosidade, a tradição das cavacas, o empenho das Mordomias, o lado pagão das festas, a fé que passa de geração em geração... coube depois ao artista pôr tudo isto e mais alguma coisa numa tela e o resultado foi ontem apresentado publicamente. A sessão decorreu no bairro da Beira Mar (Bar Bombordo), acompanhada, essencialmente, por coleccionadores das litografias de São Gonçalinho, ávidos por conhecer a deste ano.»

ESTE PAPA É INCORRIGÍVEL

Crónica de Frei Bento Domingues 


“Digamos juntos, de coração: 
nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, 
nenhum trabalhador sem direitos, 
nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”




1. Eu deveria observar algum tempo de jejum em relação ao estilo, aos temas e aos conteúdos das intervenções pastorais de Mario Bergoglio, mas não me apetece nada precipitar a Quaresma.
Não é, todavia, para o defender ou ceder à desnecessária apologia de alguém que precisa mais de seguidores do que de admiradores. Conheço a oração, “Senhor, ilumina-o ou elimina-o”, as acusações de ser “comunista” e de usar os métodos do “prec” na reforma da cúria, de abusar da noção de hierarquia das verdades e de estar a perder, por palavras, gestos e atitudes, a tradicional dignidade de um “verdadeiro” Santo Padre. Há quem discuta a legitimidade da sua eleição e não só.

UM DIA DE CHUVA


 Com Miles Davis em fundo

Hoje, domingo, 9 de novembro, desejo sentir-me com a tranquilidade necessária para refletir. Sem movimento cá por casa, que todos os filhos e netos têm as suas ocupações, será bom partilhar com a Lita sonhos ainda por realizar, sonhos esses que alimentam os nossos quotidianos.
Desde muito jovem que me dei bem com a chuva, menos quando ela é torrencial. Chuva que cai de mansinho, sem vento que a empurre, que bate nas vidraças levemente, é lenitivo para momentos de recordações agradáveis que ao longo da vida experimentei. O menos agradável fica lá fora.
Também gosto de ler embalado por essa chuva. Ler o que me faz pensar e sonhar. Ler o que me leva a viajar. Ler o que me educa. Ler o que me diverte. Ler o que me informa e forma. Ler o que me abre novas portas a mundos desconhecidos. Ler o que me serena o espírito. Ler o que desperta para novos horizontes. Ler o que me acorda para caminhos de esperança. Ler o que me mostra a ternura de Deus.
Um domingo assim será um domingo abençoado.

Fernando Martins



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Basílica de São João de Latrão

Uma reflexão para este domingo




«“Durante cerca de duzentos e cinquenta anos, o Império Romano perseguiu os cristãos com grande dureza e crueldade. O édito de Milão, assinado por Licínio e Constantino em 313, concede-lhes a liberdade de culto. Puderam escancarar as portas das casas onde até aí celebravam a Eucaristia em segredo. Puderam fazer Igrejas. O imperador Constantino mandou construir para os cristãos um templo semelhante aos grandes edifícios públicos do Estado, as basílicas.»

Pode ler mais aqui 


sábado, 8 de novembro de 2014

A PACIÊNCIA



Nós devíamos todos aprender com os pescadores a ter paciência. Iscar, atirar a linha da cana de pesca à água e esperar, esperar e voltar a esperar que o peixe se distraia e caia na tentação de morder o isco, que pode ser morte certa. Mas às vezes as horas passam e nada. Nem um peixito para amostra. Um dia destes, um pescador, cansado de nada apanhar, disse para quem o quis ouvir, com um sorriso nos lábios, que ia telefonar para o restaurante para saber se havia leitão. Eu, que estava junto dele, sorri e disse: 
— Então eu pensava que o senhor só gostava de peixe e vai comer leitão? 
E ele de pronto atalhou: 
— Só gosto de peixe às vezes!

HAWKING E FRANCISCO

Da crónica de Anselmo Borges
no DN de hoje



Afinal, Deus continua a ser notícia. O que é facto é que os media mundiais não deixaram de fazer ampla referência às declarações recentes do famoso físico Hawking e do Papa Francisco sobre a fé em Deus.
1. Que disse o cientista inglês Stephen Hawking? "Antes de termos entendido a ciência, o lógico era crer que Deus criou o universo, mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. Não há Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a ciência."
(...)

Nota: Leitura no DN só para assinantes. Provavelmente, talvez na segunda-feira, no meu blogue.

LAVRADORES DE VILAR

Um livro de Francisco Gamelas


SER FELIZ

Crónica de Maria Donzília Almeida


“Being happy” – Ser feliz

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Quando os tem, ali ... na ponta do nariz!

Mário Quintana
                                


É o título de um livro que me saltou à vista, quando deambulava por uma zona comercial, na capital londrina. Despertou a minha curiosidade, tanto pelo significado, como pela informação adicional de que se tratava de um bestseller.
Esta cena ocorreu nos idos tempos de finais do século passado, 1995 e influenciou, profundamente, a minha mundividência, a partir de então.
É um tema muito pertinente, já que é um desiderato de todos sem exceção e também, simultaneamente uma frustração para tantos que a perseguem e nunca a alcançam. Mas.....será que há fórmulas para se atingir na vida aquele estado de supremo bem estar a que se apelida de felicidade?

FALAVA DO TEMPLO DO SEU CORPO

Uma reflexão semanal 
de Georgino Rocha



O gesto de Jesus, usando o chicote de cordas para expulsar os vendilhões do templo, seguido de diálogo que pretende ser esclarecedor, provoca tal “confusão” que é preciso o autor do texto vir dizer que “falava do santuário do seu corpo”. (Jo 2, 13-25). E não era para menos. O chicote do Messias, segundo uma expressão rabínica, constitui um símbolo da chegada dos tempos messiânicos: Pela purificação das intenções dos corações e pela reposição da função das coisas que, necessariamente, comportam aflição e sofrimento.

Ao ver o espectáculo do que acontecia – o mercado havia dominado o glorioso Templo de Jerusalém – enche-se de coragem e liberta os sentimentos mais impulsivos e vibrantes. E segue-se a acção demolidora das mesas de comércio, o menosprezo pelo dinheiro e a expulsão dos cambistas, a retirada dos animais e das aves. “Não façais da casa de meu Pai um covil de ladrões” – adianta como exortação e denúncia.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CHÁ COM HISTÓRIAS

Escola Básica da Gafanha da Encarnação, 
Bar dos Alunos, 
14 de novembro, 
18 horas



A equipa da Biblioteca Escolar, com a colaboração dos docentes de Educação Musical e Educação Especial, convida toda a comunidade educativa a participar em mais uma edição do nosso Chá com histórias, a realizar a 14 de novembro, pelas 18 horas, no bar dos alunos da escola sede.
Contará com a declamação de poemas por parte dos alunos do Clube de Escrita e  de todos os que o queiram fazer. Haverá um apontamento musical da responsabilidade de Educação Musical.
A docente Donzília Almeida fará a apresentação do seu livro, "Crónicas de um professor". Depois será servido um chá com bolinhos.


DIA NACIONAL DO MAR

Museu Marítimo de  Ílhavo, 
15 de novembro



«O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) assinala o Dia Nacional do Mar com diversas atividades ao longo do dia. Uma visita especial e restrita aos bastidores do Aquário ou uma sessão de Histórias e Novelas Marítimas dinamizada por Miguel Horta são duas propostas para o público familiar. Na Sessão Comemorativa destaque para a apresentação do número 2 da Revista do MMI, a ARGOS, esta edição dedicado à museologia marítima e à herança cultural que os museus que assim se definem procuram preservar e transmitir, e a sessão de entrega de prémios da segunda edição do Prémio Octávio Lixa Filgueiras do Museu Marítimo de Ílhavo. No final da tarde, convidamos para uma Conversa de Mar, com Pedro Adão e Silva e João Catarino, autores do guia "Tanto Mar - Á descoberta das melhores praias de Portugal".»

A SOLIDÃO

«A solidão buscada é o lugar onde melhor aprendi a encontrar-me»

Nélida Piñon, escritora brasileira 
citada por José Tolentino Mendonça no livro 
"A mística do instante — O tempo e a promessa"

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

NO MOLHE SUL DA PRAIA DA BARRA



NA RUA COMPRIDA

Na rua comprida
há gente que passa
e para
Há gente que corre
e conversa
Há gente de olhares distantes
e frios

Na rua comprida
há gente sozinha
e acompanhada
Há gente que procura
no murmúrio
a paz há tanto perdida

Na rua comprida
há gente triste
e alegre
Há gente que sonha
e acredita
que a vida
com alguém
é sempre mais bonita

CÂMARA DE ÍLHAVO COOPERA COM BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

Tudo quanto se faz 
pelos nossos bombeiros 
é de louvar




O Executivo Municipal deliberou aprovar o Acordo de Cooperação 2014 com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo, do qual se destaca uma transferência financeira de 50 mil euros, sendo 30 mil para a atividade corrente e 20 mil para comparticipação na aquisição de um veículo ligeiro de combate a incêndios.
A Câmara Municipal considera meritório o trabalho desenvolvido pelos Bombeiros, assumindo ainda o custo respeitante aos seguros do Pessoal dos Bombeiros, cujo valor ronda os oito mil euros, bem como um apoio financeiro de 33 mil e 200 euros, respeitante à Equipa de Intervenção Permanente.
Tudo quanto se faz pelos nossos bombeiros é de louvar, ou não estejam eles permanentemente na linha da frente na ajuda a quem mais precisa, mas também no combate a incêndios e no socorro durante as catástrofes naturais. Sempre sem regatearem esforços e sem medirem os perigos que correm.

Fonte: CMI

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