sexta-feira, 30 de setembro de 2005

FILARMONIA DAS BEIRAS REGRESSA AOS PALCOS

TEATRO AVEIRENSE: CONCERTO DE ABERTURA DO "FESTIVAIS DE OUTONO"
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No dia em que se comemora o Dia Mundial da Música – 1 de Outubro -, a Orquestra Filarmonia das Beiras recomeça a sua actividade regular com o Concerto de Abertura do «Festivais de Outono». No palco da sala principal do Teatro Aveirense vão estar, a partir das 21h30, os elementos da Orquestra para, juntamente com a orquestra de sopros e o Coro do Departamento de Comunicação e Arte da UA, executarem «As Estações», de Franz Joseph Haydn. Este concerto assinala o regresso aos palcos da Orquestra Filarmonia das Beiras que, depois de um interregno de 11 meses, está agora praticamente apta a brindar toda a região centro do país com uma série de espectáculos de qualidade inquestionável. A Orquestra integra actualmente os 20 músicos que quiseram continuar no projecto e, de acordo com o Maestro António Vassalo Lourenço, deverá estar a funcionar em pleno até ao final do ano, não só com a integração dos músicos necessários ao modelo artístico que se pretende para uma orquestra com as características da Filarmonia das Beiras, mas também com a agenda de concertos mensais restabelecida. Em Fevereiro de 2006, a Orquestra Filarmonia das Beiras vai retomar o programa «Música nas Escolas», pretende avançar para um conjunto de concertos comentados e vai associar-se às três grandes efemérides musicais que assinalam o ano: as comemorações dos 250 anos do nascimento de Mozart e os 100 anos de nascimento dos compositores Fernando Lopes Graça e Armando José Fernandes.

Fonte: Universidade de Aveiro

Um artigo de António Rego

Posted by Picasa Os fabricantes de ciclones
- Amanhã temos bom tempo? Eis uma pergunta que sempre irritava o meu amigo meteorologista.”Mas o que é o bom tempo? ”, perguntava. E logo vinha uma dissertação sobre o sol e a chuva, o calor e o frio, o vento e a bonança. E como se entrejogam estes elementos com acertos geológicos tecidos em milhares de milhões de anos, dentro duma harmonia que se não concilia com as nossas contagens nervosas e apressadas.
Para nosso pragmático uso consideramos bom tempo os dias de sol, de estrada seca e visível para que o nosso carro deslize à velocidade confortável, sem recursos a abs de emergência. Possivelmente a nossa concepção optimizada de meteorologia integra-se na nossa comodidade imediata, sem nos interessarmos minimamente com o equilibro de conjunto em que se enquadra o nosso planeta e a pequena aldeia que habitamos.
Esquecemos a nossa pertença a um sistema complexo, e a nossa responsabilidade directa no equilíbrio ou desequilíbrio da morada das nossas vidas.Fomos aprendendo, ao longo deste ano, que o bom tempo não é o que parece.
Mesmo estimando o nosso céu azul, a maravilhosa luz que nos embala e as suaves brisas que inebriam o nascer e o declinar de cada dia, olhamos com desolação para as nossas terras ressequidas, as albufeiras rebaixadas e sem brilho, os rios sem alegria no seu curso e os jazigos de água impotentes para matar a sede das populações. Nada se recomporá sem uma chuva intensa e um vento capaz de a gerar e mover, sem uma espécie de toque de violência que sempre acompanha os ritmos descompensados da terra.Que podemos fazer?
Pedir a Deus que olhe por nós. E tentar compreender a complexidade das cadeias que envolvem o nosso planeta e em cuja coerência se encontra o conjunto de equilíbrios que desejamos. Mas há um terceiro ponto que é de consciência. Que responsabilidade tem cada um de nós no contributo para os equilíbrios necessários do sistema que nos sustenta a vida? Até que ponto somos fabricantes de ciclones nas nossas opções de consumo, na nossa ignorância interesseira sobre as causas de aquecimento do planeta, e que contribuem, como se sabe, para um progressivo aumento das catástrofes naturais. E a nossa maneira de construir cidades, ocupar leitos de rios, violar sequências geológicas que funcionariam muito melhor no respeito pelas leis internas da sua harmonia?
Nem sempre o benefício imediato é o melhor. O equilíbrio da Terra é um problema político, económico, cultural e ético. Mesmo que a nossa assinatura não esteja no Acordo de Quioto, está nas nossas mãos o presente e o futuro do Planeta.

CNIS preocupada com o alargamento dos horários de funcionamento escolar

Medida pode levar ao encerramento de equipamentos sociais
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) está preocupada com o alargamento dos horários de funcionamento escolar, imposto pelo Despacho da Ministra da Educação. De acordo com o organismo, as implicações da medida no funcionamento dos Centros de Actividades Tempos Livres (ATL’s) da rede solidária podem provocar o encerramento de equipamentos sociais e a consequente perda de mais de 5000 postos de trabalho.
Em entrevista ao programa Ecclesia, o presidente da CNIS, Pe. Francisco Crespo, explica que “a medida foi anunciada em Maio, pelo que não nos apanhou de surpresa”, mas não esconde a “preocupação”.“O que está em causa é o despacho do Ministério da Educação que anuncia o alargamento do horário escolar para as crianças do 1º ciclo, com o ensino do inglês e actividades extra-curriculares que deveriam ser feitas nos estabelecimentos escolares”, explica.
Apesar de esta ser uma medida a que as IPSS “não se opõem, em princípio”, a discussão relaciona-se com o esquecimento “de quem vive no terreno há dezenas de ano, a trabalhar, a fazer aquilo que o despacho vem agora propor”.
O Pe. Crespo lembra que as Instituições de Solidariedade desempenham um trabalho fundamental “nas actividades extra-curriculares e mesmo no ensino do inglês e outras línguas, para além do transporte, sempre em ligação com a família e pensando no bem-estar das crianças”.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

Século XXI: pobreza extrema inexplicável

Mãe e cinco filhos morrem numa barraca em chamas Século XXI. Ano 2005 depois de Cristo. Mais de 30 anos de democracia. Ano 20 da entrada de Portugal na UE. Mãe e cinco filhos morrem numa barraca em chamas, no Bairro do Fim do Mundo, no Estoril, Cascais, onde vive gente chique e onde há muita riqueza. Era uma família guineense que tinha vindo para Portugal à procura de uma vida melhor. Por ironia do destino, estava à espera de realojamento num bairro social. Seria para breve. Mas foram todos para o cemitério, perante a dor dos seus familiares e compatriotas que vivem no mesmo bairro. Nas mesmas condições. Sem água, sem luz, sem saneamento. Na miséria que a sociedade portuguesa lhes ofereceu. Isto tudo dá que pensar. Que gente somos, que comunidades criamos, que condições de vida oferecemos a quem vem viver connosco. A quem é dos nossos. Que justiça social queremos, que justiça social construímos, que justiça social pregamos, que justiça social ensinamos aos mais jovens, que justiça social defendemos para um futuro próximo. Os nossos políticos prometem tudo e mais alguma coisa, sobretudo agora, que temos eleições à porta. Novos arruamentos, novos espaços de lazer, novos apoios a instituições. Mas o povo pobre, o que vive na miséria extrema, o que não têm água, nem luz, nem saneamento, nem pão para comer, esse vai continuar esquecido, perdido nos bairros do fim do mundo. Até que venha um incêndio e destrua tudo. E atire para o cemitério quem teve a ousadia de sonhar com uma vida melhor. Fernando Martins

Um poema de Sebastião da Gama

Posted by Picasa CANÇÃO INÚTIL Nunca o Mar me quis ter nas suas ondas enrolado e perdido. Sou o Poeta das manhãs fecundas: vivo me quer o Mar, para cantá-las. Ó Mar, onde se acaba tudo que é vão! Ó Mar feito do nada dos regatos e dos rios efémeros! Saibam minhas manhãs a maresia! Haja ranger de cordas de navios e searas de limos e de peixes, haja a violência harmónica das ondas nas manhãs que dão cor aos meus poemas! Tudo fala verdade ao pé do Mar. Mesmo as nuvens são velas que se rompem, castigadas de um Sol que é vento puro e que tem o direito de passar. Andam gaivotas tontas à deriva (acenos da ternura da Manhã…). Tinem, nos estaleiros, marteladas. E os motores monótonos, os gritos dos homens e das aves, o inquieto verbo do Mar, nas rochas espalmado a todos os minutos, desde há séculos, tudo revela a esplêndida verdade de ao pé do Mar, em tudo que é do Mar, a Vida estar desperta. É o ar da Manhã, hálito alegre do Mar, que enfuna as velas orgulhosas desta canção poético-marítima. Religiosamente aqui desfio meu rosário de vagas. Canção inútil! Clarim que anunciou a Madrugada depois de a Madrugada ter florido… In "Cabo da Boa Esperança"

Faleceu a Dra. Cecília Sacramento

Cecília Sacramento



Cecília Sacramento, 
professora e escritora de muito mérito, 
continuará com os seus admiradores e amigos

Na segunda-feira, pouco antes das quatro da tarde, amigos e familiares deram-me a triste notícia, via telemóvel, do falecimento e funeral da Dra. Cecília Sacramento, professora e escritora a quem tantos devem muito. 
Conhecida e respeitada por todos os que com ela privaram de perto, alunos, professores, intelectuais, políticos e gente anónima, Cecília Sacramento cativava pelo seu porte sóbrio, mas elegante, pelo trato afável que aproximava as pessoas, pelo sorriso sereno, pela cultura que possuía, e pela capacidade de diálogo, aberta a todos, independentemente das posições políticas, sociais e religiosas de cada um. 
Pessoalmente, jamais esquecerei esta minha professora de Português, que me soube incutir, com que arte e paciência!, na meninice e na juventude, o gosto pelos livros, pela leitura e pela escrita. Ficará para sempre comigo a sua palavra doce, o seu sorriso que reflectia tranquilidade, a atenção que dispensava a todos e a forma como sabia ouvir, mas ainda a sua cultura superior e em especial a sua bondade. 
A Dra. Cecília Sacramento, que personificava a delicadeza em todas as circunstâncias, também foi uma mulher sofredora, mas nunca nas aulas mostrou abertamente o que lhe ia na alma, quando seu marido (o médico, escritor e político Mário Sacramento) era perseguido e preso pela PIDE. Apenas um semblante mais tenso, que denotava a tristeza que de todo não conseguia esconder dos alunos, revelava o drama tantas vezes sentido e calado. 
Com Cecília Sacramento, morreu também a escritora que mais profundamente se mostrou ao público depois de se aposentar do ensino. Aos seus admiradores, que os vamos encontrar entre os muitos alunos que teve e que acompanhou ao longo da vida, mas também entre quantos apreciam a arte de bem escrever, Cecília Sacramento legou obras como Uma flor para Manuela, Apenas uma luz inclinada, O rasto dos dias, Por terra batida e Palavras de luz, entre outras. Nelas, a escritora mostra a sua inquietação pelas injustiças sociais e a procura de um mundo melhor, enquanto retrata vivências pessoais (decerto reais, umas, e ficcionadas, em parte, outras), cenas escolares e alunos que com ela se cruzaram e a quem ensinou caminhos de cidadania e de fraternidade. 
Cecília Sacramento foi ainda uma mulher crente, não ligada oficialmente a qualquer Igreja, e muito generosa, sobretudo atenta aos que mais precisam. Nessa linha, doou, por exemplo, às Florinhas do Vouga, o produto da venda de um livro que escreveu. Nesta curta evocação, em que não posso nem quero esconder a minha gratidão pelo muito que me ensinou e pelas marcas que incutiu no meu espírito, peço a Deus que dê à minha querida professora a paz eterna que ela bem merece. 

Fernando Martins

Cá estou, de novo

Depois de uma curtas férias, cá estou de novo para recomeçar os contactos diários com os meus leitores, se Deus quiser. De todos, continuo a esperar a dedicação habitual, bem como as sugestões e as colaborações que acharem oportunas, mas sempre pela positiva.
Fernando Martins

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Ausente, mas sempre presente

Em descanso, por uns dias
Durante uns dias estarei em descanso, que nem só de trabalho vive uma pessoa.
Se motivos e oportunidades tiver, mas também se houver boa disposição, cá estarei, mesmo de fugida, em contacto com os meus amigos leitores, neste mundo maravilhoso da blogosfera.
Cumprimentos
Fernando Martins

domingo, 25 de setembro de 2005

CONGRESSO: "Responsabilidade por um ensino de qualidade"

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DO DIREITO DA EDUCAÇÃO vai realizar o seu 1º Congresso de Direito da Educação nos próximos dias 14 e 15 de Outubro de 2005, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, dedicado ao tema "RESPONSABILIDADE POR UM ENSINO DE QUALIDADE".
(Para mais informações, clique aqui)

Um soneto de Reinaldo Matos

Posted by Picasa CÂNTICO DAS FLORES Reserva tempo p’rás pequenas coisas E pequenos prazer’s de cada dia: P’ra ouvir o doce cântico das flores No canto singular dum passarinho. Reserva sempre tempo, dia a dia, P’rás mais humildes e pequenas coisas, E canto singular dum passarinho Far-se-á ouvir num cântico de flores. Sim, tira tempo p’rás pequenas coisas: Reserva tempo, quando não tens tempo, E ocupa o tempo, quando o tempo abunda, – P´ra descobrir’s e conquistar’s o mundo Nas coisas ínfimas que dão prazer, Autêntica alegria, paz e amor.

BISPOS DA EUROPA E DOS EUA CONTRA OS MEDOS DE HOJE

Episcopados da Europa e dos EUA debateram "O desafio da segurança global e a governação"
Os Bispos da UE e dos EUA, reunidos em Bruxelas para um encontro sobre as relações transatlânticas, pediram que a Igreja Católica assuma responsabilidades para dissipar “os medos de hoje”.“Há muitos medos que atravessam o mundo de hoje.
O horizonte não parece sereno e as incertezas aparecem não só aos cidadãos, mas também aos políticos de elevada responsabilidade”, alertam os membros da Comissão dos episcopados católicos da UE (COMECE) e da Conferência Episcopal dos EUA (USCCB).
Numa mesa redonda consagrada ao tema “O desafio da segurança global e a governação”, os prelados referiram que “neste contexto crescem as responsabilidades da Igreja, chamada a favorecer o diálogo e a sustentar a paz e a esperança no mundo.D. John Ricard, presidente da USCCB, explicou que “após os atentados do 11 de Setembro, passámos por uma fase difícil de confrontos crescentes, com as guerras que se lhes seguiram, e assistimos a um paradoxo: no nosso país respira-se um forte sentido de vulnerabilidade, apesar de sermos a única superpotência que existe no plano político e militar”.
O prelado lembrou que a Igreja Católica levantou a sua voz “contra a guerra preventiva e o unilateralismo político”, referindo que agora “é tempo de promover a paz, que não é só ausência de guerra, mas também tutela dos direitos humanos e compromisso pela justiça”.
Os participantes sublinharam o papel fundamental da ONU para prevenir conflitos e manter a paz, apesar de reconhecerem nela “limites e dificuldades nesta fase política”.
Relativamente à luta contra o terrorismo, os episcopados pedem “um compromisso no plano político e pedagógico, para remover as causas que estão na origem de situações de injustiça”.
Fonte: Ecclesia

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DE TURISMO

Viagens e transportes: do mundo imaginário de Júlio Verne à realidade do século XXI
A celebração do Dia Mundial do Turismo, fixada para 27 de Setembro próximo, oferece ao Sumo Pontífice Bento XVI a oportunidade de transmitir um cordial pensamento a quantos fazem parte do vasto mundo do turismo, e de lhes demonstrar a solicitude pastoral da Igreja. É interessante o tema escolhido pela Organização Mundial do Turismo para esta ocasião: Viagens e transportes: do mundo imaginário de Júlio Verne à realidade do século XXI.
Consultar o novo atlas geográfico
Júlio Verne, homem de letras, viajante e escritor de ardente imaginação, inteligentemente soube conjugar nos seus escritos fantasia e conhecimentos científicos do seu tempo. De facto, as suas viagens, reais ou imaginárias, constituíram um convite a consultar o novo atlas geográfico e um desafio à responsabilidade humana ao enfrentar os limites que não podiam mais ser dissimulados.
No final do século XIX, na sua incrível viagem, Verne superava estes limites impostos pela cultura dominante e por uma visão que fazia do Ocidente europeu o todo. Também hoje existem obstáculos a superar se se quiser que a oferta turística, fruto de viagens e transportes, seja alargada a todos. Novas e inéditas possibilidades de viagens, com meios de transporte cada vez mais modernos e velozes, podem transformar o turismo numa providencial ocasião para compartilhar os bens da terra e da cultura. Um século após a morte de Júlio Verne muito do que ele imaginou tornou-se acessível e assumiu forma concreta. Está a realizar-se o sonho de um turismo sem fronteiras, que poderia contribuir para criar um futuro melhor para a humanidade.
Exigências éticas conexas com o turismo
Contudo, é necessário ter sempre em consideração as exigências éticas conexas com o turismo. É importante que quantos têm responsabilidade neste âmbito políticos e legisladores, homens de governo e das finanças se empenhem a favorecer o encontro pacífico entre as populações, garantindo segurança e facilidade de comunicação. Os promotores, organizadores e quantos trabalham no sector turístico estão chamados a produzir estruturas que o torne saudável, popular e economicamente sustentável, tendo sempre bem claro que em cada actividade, e portanto também no turismo, a finalidade principal deve permanecer sempre o respeito pela pessoa humana, no contexto da busca do bem comum. Quem viaja por turismo deve ser motivado pelo desejo de encontrar os outros, respeitando-os na sua diversidade pessoal, cultural e religiosa; deve estar pronto a abrir-se ao diálogo e à compreensão e com os próprios comportamentos veicular sentimentos de respeito, solidariedade e paz.
O papel das comunidades cristãs
Além disso, de notável realce é o papel das comunidades cristãs: ao acolher os turistas devem comprometer-se a oferecer-lhes a possibilidade de descobrir a riqueza de Cristo encarnada não só nos monumentos e obras de arte religiosa, mas na vida diária de uma Igreja viva. Também as viagens, desde o início do Cristianismo, permitiram e facilitaram a difusão da Boa Nova em todas as partes do mundo.
Ao desejar que o próximo Dia Mundial do Turismo traga os esperados frutos, Sua Santidade Bento XVI garante uma recordação na oração e de bom grado envia a todos a Bênção Apostólica. Aproveito a ocasião para me confirmar com sentimentos de distinto obséquio.
Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano
Fonte: ECCLESIA

POSTAL ILUSTRADO

Posted by Picasa GAFANHA DA NAZARÉ: Jardim 31 de Agosto Oferta aos gafanhões emigrantes
Estou convencido de que há muitos gafanhões dispersos pelo mundo, que não vêm às Gafanhas há bastante tempo. Alguns deles, decerto, já não terão presente na memória espaços que outrora frequentaram com assiduidade. Por isso, vou passar a oferecer a todos, com alguma regularidade, imagens deste recanto paradisíaco, beijado pela ria e pelo mar.
Fernando Martins

sábado, 24 de setembro de 2005

DIOCESE DE AVEIRO PEREGRINA A FÁTIMA

Fazei tudo o que Ele vos disser
– O amor à Palavra de Deus Dois mil diocesanos de Aveiro estão hoje, 24 de Setembro, como peregrinos no Santuário de Fátima, local onde rezaram, esta manhã, pela “graça da conversão” e “pela renovação das comunidades e da Igreja Diocesana de Aveiro”. Na Eucaristia, celebrada no Recinto de Oração, D. António Baltasar Marcelino sublinhou, durante a homilia, que a Diocese de Aveiro estava em Fátima em peregrinação, e não em turismo ou por um acaso, e convidou os seus diocesanos a encontrar no testemunho de Maria – Fazei tudo o que Ele vos disser – o exemplo para seguir Jesus Cristo, isto porque “quando fazemos o que Deus nos manda, estamos no caminho do bem”. “Tenhamos amor à Palavra de Deus porque é a maneira de saber o que Deus nos pede, nos manda e nos dá”, pediu. Fazer o que Deus nos manda, sublinhou o Prelado, é o “caminho para a graça interior, para o milagre, quando os pequenos gestos podem ser bálsamos e luz para os outros”. “A nossa Diocese precisa de cristãos a sério, de devotos de Maria que a imitem, que queiram imitar os seus caminhos”, afirmou o Bispo de Aveiro. Para D. António Marcelino o importante da vinda ao Santuário de Fátima é a tomada de decisão para a conversão. “Só vem a Fátima quem quiser ficar mais perto de Deus, quem tem vontade de se converter, quem aqui quer conhecer Jesus Cristo, porque Ele é o único salvador. (…) Fátima é para descobrir Cristo, na Sua pessoa, na Sua mensagem e missão”, disse, explicando que a conversão “é graça de Deus, mas ninguém se converte se não se quiser converter”.

Fonte: Santuário de Fátima

JN assinala mil páginas de actualidade religiosa

Posted by Picasa ESPAÇO COM SENTIDO ECUMÉNICO
O “Jornal de Notícias” (JN) publica no próximo Domingo (25/09/05) a milésima página de "Religião". Um comunicado, assinado por Rui Osório, lembra que “tudo começou na Páscoa de 1986, em 10 de Março de 1986. Na altura, o JN tinha, praticamente todos os dias, páginas temáticas”. “Não admiraria se publicasse uma dedicada à ‘Religião’, como agora se chama, sucedendo a ‘Actualidade Religiosa’, como se designava ao princípio e durante anos.
O que então se propunha, ideário que ainda mantém, era ‘a dimensão social e cultural do fenómeno religioso que interessa a crentes e mesmo a não crentes’”, acrescenta a nota.
O espaço privilegia a informação, seja no tema principal, seja nas breves notícias, e tem também espaço para a opinião, assinada, quase sempre, pelo responsável pela edição, Rui Osório. Há ainda um breve espaço, "Estante", para informar sobre livros ou revistas que os autores e editores enviam expressamente, seja os de interesse teológico-pastoral, espiritual ou cultural.
“A página acompanhou a evolução gráfica do JN, quer quanto ao tamanho do jornal quer quanto ao seu grafismo. Atenta ao fenómeno religioso, nas vertentes informativa e de opinião, nunca quis ser um tratado sobre religiões, para ajudar os leitores numa eventual escolha, mas noticiar sobre aquelas que têm mais peso na sociedade portuguesa, privilegiadamente a católica, mas sempre com sentido ecuménico e obedecendo aos imperativos do diálogo inter-religioso, visto na perspectiva de movimento de índole cultural e com reconhecido impacto na vida das pessoas e das sociedades”, escreve Rui Osório.
Fonte: ECCLESIA

Um texto do padre João Gonçalves

A hora de chegar
Deus não tem relógio; nem precisa de calendário; o tempo não conta, para Quem é Senhor de todo o tempo.
Nós, sim; temos urgência em não estragar o tempo que nos é dado; sentimos que é preciso não perder nem o tempo, nem as oportunidades; porque o tempo tem valor de eternidade; perdê-lo, pode ser motivo de outras perdas, também irrecuperáveis, tal como os minutos ou os segundos.
Por vezes estamos por aí nas praças da ociosidade; a fazer tempo, ou a estragá-lo; como se já tudo estivesse feito; ou, então, como quem só conta com o trabalho dos outros...
Deus passa; aceita a humildade de bater à nossa porta e de esperar, pacientemente, que Lhe demos licença de entrar; e, se o fizermos, Ele faz festa connosco; e no silêncio e no decorrer da “ceia”, vai-nos revelando os segredos da tranquilidade e da paz.
Ele não tem pressa; nem paga melhor aos que chegarem mais cedo. Pagará sempre, bem, àqueles que vêm, decididos, com vontade firme de ficar. Porque a lógica de Deus é diferente da nossa maneira de ver ou de julgar.
O que Ele quer é o nosso sim convicto, sincero, autêntico e generoso, com a vontade firme de acertar nos Seus caminhos, tão diferentes dos nossos.
Estamos à procura; mas Ele está perto de quantos O invocam com sinceridade.
In "Diálogo", 1040 - XXV DOMINGO COMUM

CUFC: Apresentação do MJD em Aveiro

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AS PESSOAS É QUE CONTAM No dia 28 de Setembro, quarta-feira, pelas 21 horas, vai ser apresentado em Aveiro, no Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), junto ao Campus Universitário, o Movimento Juvenil Dominicano (MJD). Trata-se de uma apresentação aberta a toda a zona centro do País. O MJD é um movimento de grupos de jovens leigos que vivem o seguimento de Jesus, segundo o carisma de S. Domingos de Gusmão, dentro da Família Dominicana. Estes jovens, estando associados a comunidades de Frades ou Irmãs Dominicanas, procuram novas formas de fidelidade ao Evangelho, seguindo os passos de Domingos de Gusmão. Aquilo que pretendem é apenas mostrar a possibilidade de um mundo novo, em que a Paz a Justiça possam ter lugar, como instrumentos fundamentais nesta BUSCA DA VERDADE do mundo e no mundo, através do estudo, da pregação, da oração e da vivência da fraternidade... Não pretendemos esgotar as vias, mas apenas recriar aquelas que nos surgem no caminho, como dom de Deus. Juntos, leigos, frades e Irmãs, estamos presentes, como Família que somos, nos mais diversos sítios. Apostando na partilha, não receamos o sorriso, a festa, o poder amar sem entraves as pessoas, porque são elas que contam para nós. O MJD está presente e activo em 25 países do mundo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Media de inspiração cristã devem ter uma agenda própria

A POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DO BEM COMUM
As Jornadas da Comunicação Social, que hoje se concluíram em Fátima, deixaram um apelo aos Media de inspiração cristã para que não se tornem reféns da agenda mediática.
Num painel dedicado ao “tratamento da actualidade política” nos MCS de inspiração cristã, José Luís Ramos Pinheiro, gestor da RR, afirmou que os Media têm de procurar elaborar uma agenda própria de acontecimentos, e de ser responsáveis, na difusão de conteúdos de informação política.
Nesse sentido, lamentou que, “hoje em dia, os portugueses em geral surjam algo distanciados da Política. Das suas áreas de interesse não consta a vida política”.“A Comunicação Social e as conversas diárias confundem Política com alguns políticos e os seus comportamentos. Muitas vezes cai-se em generalizações injustas para a maioria dos políticos”, frisou.
Na mesma linha se pronunciou o Pe. João Aguiar que, durante muitos anos, desempenhou o cargo de director do “Diário do Minho”. O agora presidente do Conselho de gerência da RR defende que é necessário escapar à “desconfiança permanente” relativamente aos políticos.
“A política é uma nobre arte, uma vocação e uma missão ao serviço do bem comum. A saúde da democracia passa pela estima aos que assumiram a responsabilidade da vida política”, explicou.
Esta atitude faz com que os Meios de Comunicação Social de inspiração cristã tenham de saber “ser claros na opinião e objectivos na informação, independentes política e economicamente”.
Ramos Pinheiro indicou que a quantidade de informação multiplicou-se e que, “nessa avalanche informativa, é mais fácil denunciar do que anunciar; o debate sobre aspectos pessoais sobrepõe-se ao das ideias; a necessidade de agir sobrepõe-se à indispensabilidade de reflectir”. Para este responsável, é preciso evitar o “jornalismo de moda”, subordinado às audiências ou sensacionalismo.
Notícias/opinião
Os quatro intervenientes foram unânimes em afirmar que é imprescindível “não confundir notícias com opinião”. Francisco Sarsfield Cabral, comentador, assegurou que “uma informação credível e séria não implica que não haja posições”, desde que se saiba distinguir opinião e notícia. “A imprensa escrita terá excesso de opinião, mas o pior é misturar as duas coisas”; sustentou.
Na RR, explicou José Luís Ramos Pinheiro, “a opinião editorial tem peso, não é escondida, mas tem um espaço próprio para apresentar a visão cristã sobre a vida”.
Segundo o Pe. Armando Duarte, antigo presidente da Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC), as rádios locais são, neste contexto, as mais livres, “porque fazem o seu trabalho sem estarem subordinadas a pressões”.Essas “pressões” são particularmente sentido no período eleitoral, em que todos procuram um espaço privilegiado.
O Pe. João Aguiar apresentou vários episódios que revelaram a pressão a que o director de um jornal é sujeito e o Pe. Armando Duarte apontou o dedo a “tentações de domínio monopolista” que procuram afastar as rádios de inspiração cristã do seu dever de “esclarecer os eleitores e debater ideias”.
O antigo director do Diário do Minho defendeu, para este tempo de intensa actividade política, “um olhar sereno, sem preconceito, mas realista”.

Igreja deve assumir desafio do diálogo na actividade política

ACTIVIDADE POLÍTICA NOS MÉDIA DE INSPIRAÇÃO CRISTÃ
O arranque das Jornadas da Comunicação Social, promovidas em Fátima pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, decorreu esta tarde sob o signo do debate relativo à “actividade política na comunicação social de inspiração cristã”.
Na introdução do encontro, o presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente, começou por tecer “considerações cristãs sobre a actividade política”, partindo da “Nota sobre a participação dos católicos na vida política”, publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé, então presidida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI.O prelado defendeu um “sim à participação cívica” e um “não ao diálogo vazio (pós-modernismo light, relativismo moral, culturalismo, etc)”.
“As sociedades democráticas são as mais exigentes a nível da participação, com fundamentação permanente do que temos para dizer ou para propor”, alertou. Criticando o “seguidismo das modas” que vai atrás de “correntes que não estão pelo lado das realidades normativas prévias, naturais”, D. Manuel Clemente assinalou que temas como o aborto, a eutanásia, a defesa do embrião e da família, a liberdade de educação, a tutela social dos menores, a libertação de novas formas de escravidão, a liberdade religiosa, a paz construtivamente entendida ou a recusa da violência e do terrorismo são “exigências éticas fundamentais”.
Estas exigências partem de “uma base comum da natureza humana, da humanidade, ainda antes de serem valores confessionais propriamente ditos”.
Neste diálogo dentro da sociedade, a Igreja deve dizer “sim à laicidade, não ao laicismo”. Quem afirma que os propósitos religiosos não têm cabimento no debate social e político “deixa de fora uma componente fundamental de muitas vidas”.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

Um artigo de D. António Marcelino

Promessas eleitorais e dignificação das campanhas
Em clima de pré-campanha eleitoral, com a memória já requentada das últimas eleições para a Assembleia da República, justifica-se uma reflexão serena, mesmo que ela chegue tarde ou não chegue mesmo, a quem esta poderá interessar de perto. No fundo, tratando-se de um contributo à sanidade da vida política e ao exercício correcto da cidadania, uma opinião, apenas uma opinião livre, pode sempre interessar a mais pessoas.
Campanha sem promessas não dá votos, costuma dizer-se e repetir-se. Ouvi há poucos dias o Primeiro Ministro dizer que “os compromissos eleitorais são para cumprir”. Era uma justificação para o referendo sobre o aborto antes das presidenciais, fruto de uma promessa eleitoral. A verdade, porém, é que outros compromissos derivados de promessas eleitorais, não se cumprem, nem se podem cumprir. Quem nessa altura faz promessas sabe muito bem que assim é. Perante esta realidade, parece que o mais importante é reflectir sobre o que se promete e o seu interesse para o conjunto da comunidade. De quem se propõe governar, a qualquer nível, espera-se sempre e muito legitimamente, um testemunho de sensatez, de verdade, de respeito pelo eleitorado e pelos outros candidatos.
A democracia constrói-se com a aceitação respeitosa das diferenças, não com discursos sonantes, nem com ataques pessoais. A diferença pode sempre enriquecer. Falar do outro, como se fosse um inimigo a abater, divide sempre, fere inutilmente, levanta muros, promove suspeitas, inquina relações, destrói uma sociedade onde todos têm direito a viver e participar.
Uma campanha eleitoral é, entre nós, normalmente um espectáculo desagradável e nada edificante, pelo que se diz e como se diz e pelo que se promete. Contados os votos, lá vêm palavras de felicitação com sorrisos de circunstância, mas, para trás, ficaram feridas difíceis de curar e lama difícil de limpar. Vêm, depois, as promessas para cumprir. Então, se elas ainda se recordam, mudam-se leis, fazem-se acordos, multiplicam-se desculpas, arranjam-se culpados, para tentar responder. E o povo? Pelo que vamos vendo, conta pouco ou conta cada vez menos.
A pobreza, segundo a Oikos, uma organização não governamental, séria e prestigiada, ameaça 20% da população portuguesa. Acrescenta que “o desempenho das políticas sociais nos últimos anos não tem sido muito encorajador”. E, diz ainda que “ Portugal é também o país de toda a União Europeia onde é maior a desigualdade na distribuição de rendimentos”. Um fatalismo? De modo nenhum. É preciso dizê-lo alto e em bom som.
Em campanhas eleitorais, nacionais ou autárquicas, poucas vezes se ouve a leitura serena da realidade concreta e se fala de propostas de solução possível para deficiências e males. Temos mais vocações de tribunos argutos, que gente capaz de aterrar e de se comprometer apenas com o que faz falta. O que se vê então? Mais promessas para deslumbrar, que empenhamento no bem comum. Mais ânsia de prestígio pessoal e partidário, que espírito de serviço aos outros.
Felizmente não é sempre assim, nem sempre, nem com todos os candidatos. Mas o que fica no povo, pelo que viu e ouviu, não vai muito além desta imagem triste e empobrecida. A classe política tem o dever de se prestigiar. As campanhas eleitorais são uma boa ocasião. Não se diga que a respeitar os outros candidatos não se ganham eleições. Para ganhar e para perder é preciso dignidade e só esta vai para além do acto eleitoral.

FESTA DA SENHORA DA SAÚDE

Posted by Picasa Costa Nova Costa Nova em festa
É já tradição a festa da Nossa Senhora da Saúde, na Costa Nova, que se comemora há mais de 100 anos. Realiza-se anualmente, no último fim-de-semana de Setembro, e conta com a presença de milhares de visitantes, vindos de todo o país.Este ano, mantêm-se os moldes, só muda o reportório de espectáculos. Nas noites de hoje e amanhã, a partir das 22 horas, o recinto será animado pelos grupos «Século XXI» e «Diapasão», respectivamente. No domingo, a festa recomeça logo pelas 9 horas, com a missa religiosa, seguindo-se a procissão, tão bem conhecida pelos seus cerca de 500 metros. A romaria continua à tarde com o grupo «Estrelas Incomparáveis», a partir das 15 horas, e à noite com o «Liders», pelas 22 horas. Além disso, e para completar, não faltará o fogo de artifício, na Ria, pelas 23 horas. No último dia, segunda-feira, será a vez dos grupos «Solitários» e «Fax» subirem ao palco. O primeiro, pelas 15 horas, e o outro a partir das 22 horas.
(Para ler mais, clique Diário de Aveiro)

CUFC: UM NOVO ANO!

Posted by Picasa CUFC MENSAGEM DE BOAS-VINDAS
É a alegria do regresso, é a total novidade, é um novo ano! REGRESSO de quem vem continuar o seu curso no sempre exigente estudo, ou na retoma das actividades de quem faz da sua casa a Academia, no trabalho de leccionar (transmitir conhecimento e ajudar a FORMAR PESSOAS), ou nos múltiplos serviços que tornam viva a nossa cidade do conhecimento. Todos com a certeza de que cada ano é um desafio…à subida da ‘montanha’, onde a gestão sábia do caminho terá de criar oportunidades de encontro, uns com os outros, num desenvolver de horizontes para além do ‘canudo’, fazendo crescer a outra face da vida! NOVIDADE para quem começa esta aventura do Ensino Superior, ou para os que vêm dos Programas de Cooperação (PALOP) e os estudantes da mobilidade europeia, ERASMUS. As boas vindas especiais para quem chega à casa aveirense que os acolhe, em cidade onde o rasgar da ria, no diálogo criativo entre a terra e o mar, querem fazer de todos pessoas que procuram sempre ‘coisas novas’! O CUFC - Centro Universitário Fé e Cultura, no contexto da Diocese de Aveiro em complementar proposta humana e de Sentido de Vida para as Pessoas da Academia, como desde as suas quase duas décadas de existência, procurará acompanhar, propor, desafiar… dizendo que o caminho da felicidade está sempre acima daquilo que vemos, calculamos ou tocamos, que tem de haver algum tempo para algo mais, que, no fim de tudo, “Deus é o Futuro do Homem!” Cabe-nos saudar a força das parcerias múltiplas, aos mais variados níveis, num crescente gosto em ‘dar as mãos’, sintoma de Humanidade e algo que a todos nos fortalece na construção de COMUNIDADE diária. Um ano se (re)abre também nas pontes situadas com a Pastoral Juvenil, Vocacional, Educacional, Human(a)itária, viva! Um bom Ano Académico para todos! Vivamos a coragem da Fé! Tudo terá mais significado, as cores do curso terão maior beleza, a ‘causa’ de um mundo novo fará de todos incansáveis investigadores!
A Equipa CUFC

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

VERDADE E JUSTIÇA

Posted by Picasa Humanidade deve procurar «verdade e justiça», diz Bento XVI

Bento XVI disse ontem que Deus está presente “no meio do seu povo”, como um “cidadão que vive entre os outros cidadãos as contingências da história”, desde que a humanidade se compromete pela “verdade e a justiça”.
Na audiência geral da manhã de ontem, no Vaticano, o Papa apresentou uma catequese sobre o Salmo 131, na qual reflectiu, mais uma vez, sobre o tema da presença de Deus na história e na “vida social”.
Tomando como exemplo o juramento de David, Bento XVI explicou que “à promessa do dom de Deus, que não tem nada de mágico, deve responder a adesão fiel e actuante do homem, num diálogo que entrelaça duas liberdades, a divina e a humana”.
No final da catequese, o Papa acrescentou algumas palavras ao texto preparado, referindo que “no Salmo aparece e transparece o mistério de Deus que habita no meio de nós, que se revelará plenamente com a Incarnação. A sua fidelidade é a nossa confiança, a nossa alegria nas mudanças da história”.
Na saudação em língua portuguesa, o Papa cumprimentou os peregrinos “com votos de que esta romagem até à cidade dos Apóstolos Pedro e Paulo avive, em todos vós, o fervor espiritual e o zelo apostólico para fazerdes amar Jesus Cristo na própria casa e na sociedade”.
Fonte: Ecclesia

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Sócrates promete aumentar qualificações de um milhão de portugueses até 2010

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai desenvolver o programa "Novas Oportunidades", que tem como metas principais aumentar as qualificações de um milhão de portugueses e triplicar a oferta de cursos técnicos e profissionais até 2010. José Sócrates fez este anúncio no seu discurso de abertura do debate mensal na Assembleia da República - o primeiro depois das férias parlamentares de Verão."É verdade que Portugal tem outros problemas que merecem a atenção e aos quais estamos a dar resposta - a crise orçamental, a reforma do Estado e a dinamização económica -, mas, verdadeiramente, o problema crítico para a competitividade de Portugal tem a ver com a qualificação das pessoas", sustentou o chefe do Governo.
De acordo com o primeiro-ministro, o programa "Novas Oportunidades" terá sobretudo dois eixos: o primeiro vocacionado para a educação de adultos; e o segundo dirigido ao objectivo de promover a "expansão das formações técnicas e profissionalizantes no sistema de ensino".
(Para ler mais, clique PÚBLICO)

No Seminário de Santa Joana Princesa

LAICISMO E INDIFERENTISMO No anfiteatro do Seminário de Santa Joana Princesa, em Aveiro, vai decorrer, nos dias 28 e 29 de Outubro, uma Jornada sobre “LAICISMO E INDIFERENTISMO”, organizada pelo Secretariado Diocesano do Ensino Religioso nas Escolas, Centro Universitário Fé e Cultura, Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro e Correio do Vouga. Em torno do tema-base “Laicismo e Indiferentismo”, a reflexão debruçar-se-á ainda sobre “liberdade” ou “défice de liberdade”, contextos sociológicos actuais, compreensão da liberdade e transmissão da identidade cultural. Vasco Pinto de Magalhães, do Centro Universitário Manuel da Nóbrega, e Madalena Abreu, do ISCA – Coimbra, abordarão “Os contextos sociológicos, na liberdade atraiçoada?”, bem como “Indiferentismo social, laicismo militante … o vazio futuro?”. Manuel Alte da Veiga, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, e D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, dissertarão sobre “A verdadeira liberdade, na urgente trans-MISSÃO da Cultura, no sentido da vida e da fé”, incidindo sobre “Os valores, a educação, a cultura, que identidade na pluralidade?" e sobre “O horizonte profundo da vida, que lugar social hoje?”
A moderação é de Querubim Silva, director do Correio do Vouga, semanário diocesano que está a comemorar as suas Bodas de Diamante. As inscrições devem ser enviadas para Centro Universitário Fé e Cultura, Campus Universitário, Apartado 323, 3811-901 AVEIRO, ou pelo telefone 234420600.

D. António Marcelino em entrevista ao Correio do Vouga

Posted by Picasa D. António Marcelino "Sempre me norteou uma vontade de conciliação"
D. António completa os 75 anos, agora a idade limite para apresentar ao santo Padre a “carta de disponibilidade”. Sente-se em “fim de carreira”?
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Sinto-me sereno e tranquilo ao entrar nesta fase concreta em que os anos contam. Não é um “fim de carreira”, mas a preparação para viver, em igual dedicação a Deus e à Igreja, os meses ou anos que posso estar ainda à frente da Diocese. Um servidor do Evangelho, presbítero ou bispo, está marcado, por força da escolha e do dom de Deus, recebido na ordenação, por uma disponibilidade gratuita, total, sem condições e para toda a vida, à Igreja e aos irmãos. Por isso continua em missão, independentemente do lugar onde está, do cargo que exerce, dos anos e das capacidades que tem.
Em total comunhão com o Papa, nem outra coisa se pode esperar de um bispo, aguardo a expressão da sua vontade, como tradução do querer de Deus em relação à minha vida.
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Setenta e cinco anos de vida, cinquenta anos de Padre e trinta anos de Bispo. Um longo e diversificado percurso. Sente-se como quem deixa pegadas de paz e sementes de crescimento nas pessoas, nos grupos, nas instituições que fizeram estas suas vidas?
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Sempre me norteou uma vontade de conciliação, construção de paz e colaboração, entre as pessoas, as comunidades, as diferenças legítimas, religiosas, políticas, sociais. Não é sempre fácil permanecer neste projecto, mormente quando o campo em que nos situamos é apoiado por critérios antagónicos, porque vêem e julgam com critérios meramente humanos e eu, como não pode deixar de ser, com critérios evangélicos ou iluminados pela fé. Posso dizer que não tenho ressentimentos de ninguém e o meu interior está pacificado em relação a todos quantos passaram pelo meu caminho e, porventura, com momentos de tensão e de divergência.
O crescimento das pessoas esteve sempre em mim, como propósito e projecto de vida. Ainda na Diocese onde fui ordenado padre há 50 anos, empenhei-me em escolas de formação de leigos em Portalegre, Castelo Branco e Abrantes, em levar os documentos conciliares a toda a parte, em dar à formação lugar cimeiro nas actividades que me foram confiadas. Dei colaboração no pós-concílio a muitas diocese do país e dediquei, durante anos, as minhas férias a Moçambique, Angola e Guiné, em cursos de formação. Aproveitei a presidência das comissões episcopais para lançar as Jornadas Nacionais da Pastoral Social, da Pastoral Familiar e do Apostolado Laical, todas elas em vigor.
Na Diocese, todos sabem da minha preocupação nesse sentido. Estão nesta linha a criação do Instituto Superior de Ciências Religiosas (ISCRA), a formação básica, acção regular de formação junto dos agentes pastorais (catequistas, professores, chefes do CNE…) e a insistência “obsessiva” junto dos padres pela sua formação contínua. A semente foi lançada e continua a ser lançada. Da sua fecundidade só Deus sabe e a Igreja receberá os seus frutos. Assim espero.
(Para ler toda a entrevista, clique Correio do Vouga)

DIOCESE DE AVEIRO: Abertura do novo ano pastoral

A Igreja ao serviço das pessoas e da sociedade
Como vem sendo habitual, far-se-á a abertura do novo Ano Pastoral no próximo dia 5 de Outubro, com uma assembleia no Seminário, que inicia às 9h30, prevendo-se o encerramento pelas 17h.
Estão convocados para esta assembleia os presbíteros e diáconos, os consagrados, religiosos e leigos, e os responsáveis dos secretariados, serviços, movimentos apostólicos e instituições da Igreja, bem como os representantes dos conselhos económicos e pastorais e das equipas arciprestais. Outros diocesanos, que o desejem, podem também participar.
Depois de ouvidos os órgãos diocesanos de participação, optamos por um Plano de Pastoral Trienal com referência à continuidade do Ano Eucarístico e à comemoração dos 40 anos da Constituição Conciliar “Igreja no mundo contemporâneo”.
O tema geral para o Triénio será: “A Igreja ao serviço das pessoas e da sociedade”.Neste ano de 2005/2006, o lema do Ano foi assim formulado:
“ A Igreja serva e pobre, em estado de missão e conversão, que celebra e se alimenta da Eucaristia, dá testemunho de Jesus Cristo no mundo concreto, que cada dia procura conhecer e amar.”
O segundo ano pastoral será dedicado à evangelização da comunidade familiar e o terceiro à pastoral social, como serviço aos mais pobres.
Conto com a maior participação de todos os convocados, pois um plano diocesano de pastoral não só é orientador dos planos paroquiais e das outras instâncias da vida pastoral da Diocese, mas é também um instrumento de união e comunhão na vida e na acção da Igreja Diocesana.
António Marcelino,
Bispo de Aveiro

NATAL: Boas-Festas de amigos

Posted by Picasa DEUS CONNOSCO
Meu Caro Amigo:
Quando estamos prestes a celebrar o nascimento do Verbo que se fez Homem, em que somos convidados a reviver este novo aniversário do “Deus connosco”, num sentimento de esperança e alegria renovada, desejo-lhe expressar o meu reconhecimento fraterno pelo que tem feito, ao longo destes largos meses, através do blogue “Pela Positiva”, que, em boa hora, criou. Fazer um balanço do que foram estes meses do blogue, perspectivar e traçar novas etapas e objectivos para este, são, entre outros elementos, preocupações e desafios que, estou certo, o meu Amigo tem sempre presente. Neste momento, desejo que este reencontro com o Deus-Menino seja sinal de exultação da Sua Mensagem e um convite para a festa. “Alegrai-vos sempre no Senhor! Que a vossa mansidão seja conhecida de todos os homens. O Senhor está próximo!” ( Filipenses 4,5). Vítor Amorim

terça-feira, 20 de setembro de 2005

CINEMA: Classificação na TV

Posted by Picasa O espectador deve ter acesso à classificação prévia dos filmes que passam nas televisões
Há muito que os filmes estreados em Portugal são alvo de uma classificação etária, o mesmo acontecendo com os que são editados em vídeo, DVD, ou qualquer outro suporte. A excepção, desde sempre, situa-se no campo da televisão, que só a partir de 1998 passou a ser sujeita de forma consistente à obrigação de divulgar as classificações quando atribuídas anteriormente pela Comissão de Classificação de Espectáculos (CCE). Filmes estreados em televisão sem passagem anterior por outros meios têm apenas as limitações da Lei quanto ao limite horário de apresentação, aplicadas por cada canal sob sua própria responsabilidade, em função sobretudo do seu grau de violência. Tal tem levado, muitas vezes, a pesadas multas aplicadas pela Alta Autoridade para a Comunicação Social, por apreciação dos filmes a posteriori.
Numa iniciativa louvável de clarificação de um sistema tão limitado e de resultados irregulares, iniciou a TVI um processo de apreciação interna de todos os programas apresentados, permitindo que a classificação se estenda muito para além dos filmes e que o espectador tenha acesso a uma informação prévia do escalão etário para que cada programa se entende adequado.
Tudo leva a crer que esta iniciativa se virá a estender aos restantes canais de televisão, pelo menos aos de transmissão aberta, já que o cabo corre sobre estruturas menos flexíveis, com maiores dificuldades em adoptar medidas de fundo que envolvam um considerável volume de mão-de-obra.
Nesta primeira abordagem televisiva do complexo campo das classificações etárias a TVI adoptou uma grelha próxima da que se encontra em vigor na CCE, com ligeiras diferenças nos escalões e alguma influência do sistema em vigor nos Estados Unidos para o cinema, com a referência ao acompanhamento por parte dos pais para idades inferiores, com a indicação AP. Todos, 10, 12, 16 e 18 anos são os limites etários adoptados.
Francisco Perestrello
Fonte: Ecclesia

Um artigo de António Rego

Posted by Picasa António Rego O padroeiro dos políticos
Completam-se, no próximo mês de Outubro, cinco anos sobre a constituição e declaração por João Paulo II, de S. Tomás Moro como patrono dos governantes e políticos. Qualquer simples biografia nos dá a imagem dum homem culto, sagaz, com capacidades governativas e políticas singulares. Nascido em Londres soube, primeiro, governar a sua própria casa na família que constituiu e na forma como reunia filhos, genros, noras e netos.
Foi chanceler do Reino e, mais tarde, no reinado de Henrique VIII, eleito pela primeira vez para o Parlamento. Construiu uma carreira brilhante em serviços administrativos, missões diplomáticas, como Juiz Presidente dum importante tribunal e Presidente da Câmara dos Comuns. De moral indefectível, era aberto e divertido, de erudição extraordinária. Em momento particularmente difícil empenhou-se na promoção da justiça e travou com vigor os que procuravam os seus interesses em detrimento dos mais débeis. O texto do Papa que o constitui patrono dos políticos salienta a “firmeza inamovível com que recusava qualquer compromisso contra a própria consciência”. É sabido que entrando em conflito com Henrique VIII foi, primeiro, condenado à pobreza e ao abandono e depois, por sentença do tribunal, decapitado. Em 1535.
A chamada de atenção para este homem, canonizado quatrocentos anos após sua morte, reconduz-nos à observação da vida política como acto de nobreza, com todas os valores e energias que merece uma causa pública, um serviço à comunidade, a defesa de princípios, a integridade associada à liberdade interior.Não faz qualquer sentido colocar na primeira linha dos atributos políticos a ausência de escrúpulos, a habilidade para dizer e desdizer, ou mesmo a opacidade em ideias e princípios, por troca duma eficácia imediatista, com fins à vista sem reserva de meios.
Nesta operação complexa é tão importante o empenhamento ético dos políticos como das populações que elegem. Os políticos saem do povo e deles são reflexo. Por isso ambos constroem a cidade a partir da dignidade inalienável da consciência - ”o centro mais secreto e o santuário do homem”, como diz o Concílio. Exactamente para aqui é chamado S. Tomás Moro, como padroeiro dos políticos. E neste momento em que se definem e discutem perfis de elegíveis para diversas áreas do poder.

Eleições autárquicas

Gente disponível para servir a sociedade Como é sabido, vamos ter eleições autárquicas no próximo dia 9 de Outubro. As campanhas estão em marcha, com vivacidade, umas, e algo mornas, outras, mas suficientemente visíveis para nos garantirem que a democracia está saudável. Ao olhar para os cartazes e para os desdobráveis dos diversos Partidos, não posso deixar de reconhecer que o nosso País está cheio de gente disponível para defender os seus ideais e os projectos dos seus Partidos, que apostam, sem dúvida, num mundo mais justo e mais fraterno, numa mais alta qualidade de vida para todos. Gente conhecida e menos conhecida, gente jovem e menos jovem, uns pela primeira vez nestas andanças e outros há décadas em luta constante por uma sociedade mais democrática, de mais justiça social, de mais solidariedade, de menos desigualdades, todos aí estão dispostos a dar o seu melhor pelo bem da comunidade a que pertencem, sem esperar nada em troca, a não ser o gosto de servir. Ao respeito pelo dever cívico de votar, temos de juntar o respeito por todos estes cidadãos, homens e mulheres, que sacrificam, quantas vezes, a sua vida profissional e alguma tranquilidade familiar para servir o bem comum. É nosso dever e até obrigação, pois, votar nesse dia. Porém, nunca de olhos fechados, mas em obediência aos princípios que defendemos e aos valores que enformam a nossa sociedade, princípios e valores ligados ao bem, à justiça social, ao progresso sustentável, à verdade, à liberdade, à solidariedade e à paz. Eu sei que é difícil, por vezes, discernir onde está tudo isto nos manifestos eleitorais dos Partidos políticos. Mas há sempre a possibilidade de olhar para os candidatos e para a sua credibilidade, para a sua capacidade de trabalho, para a sua honestidade intelectual e cívica, para a sua disponibilidade para o diálogo e para saber ouvir as pessoas. Pegando em todos estes elementos, com calma, saberemos, no dia 9 de Outubro, votar em consciência. Fernando Martins

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Vaticano defende mudança de rumo na ONU

A ONU TEM DE SE RENOVAR PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS DO MOMENTO PRESENTE
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, levou até à cimeira de chefes de Estado e de Governo na ONU um pedido de mudança de rumo na acção das Nações Unidas.
“Este organismo, como qualquer realidade humana, sofreu muito desgaste no decorrer destes 60 anos. Há agora uma convicção comum de que deve renovar-se, enfrentando os grandes desafios do momento presente”, disse em Nova Iorque.Explicando que a ONU “não é um supergoverno, mas o resultado da vontade política de cada um dos países membros”, o Cardeal Sodano classificou, em nome dos católicos de todo o mundo, as Nações Unidas “como uma instituição cada vez mais necessária para a paz e o progresso de toda a humanidade”.
A renovação, afirmou, deve oferecer a todos os povos “uma instituição moderna, capaz de proferir determinações e de fazê-las respeitar”. Nesse sentido, apelou à criação de instrumentos jurídicos internacionais para o desarmamento e para o controlo do armamento, para a luta contra o terrorismo e o crime transnacional e para a cooperação efectiva entre as Nações Unidas e os organismos regionais, a fim de resolver as situações de conflito.
“Este é um apelo importante que chega até nós por parte de homens e mulheres decepcionados por promessas feitas e não cumpridas, por resoluções adoptadas e não respeitadas”, lamentou.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

Um artigo de João César das Neves, no DN

Posted by Picasa Olha, afinal é fácil, Portugal!
Olha, Portugal, vou dar-te uma escolha. Podes optar entre estimular a economia, entrando em prosperidade, ou, em vez disso, irmos os dois beber uma cerveja e conversar de futebol. São duas coisas fáceis, sem dificuldades. É só escolher. Que me dizes?
Queres estimular a economia, sair da crise e ter abundância e riqueza? Muito bem! Nada mais simples! Vais ver que se consegue sem quaisquer problemas.
Quem faz a produção e a prosperidade são as empresas e os trabalhadores. E o que é que elas têm de fazer para isso? Muito simples precisamente aquilo que fazem todos os dias. Procurar oportunidades de negócio, investir, trabalhar e lançar os seus produtos. É a actividade normal e é desse esforço que sai a riqueza de todos os países. É uma tarefa exigente e complexa, mas muito simples de identificar. Faz isso e a crise acaba.
Não me venhas com desculpas! Nem a China, nem o preço do petróleo, nem os riscos do mercado, nem a incompetência dos políticos. Isso não são dificuldades, é a própria natureza do problema. Claro que é custoso! Achas que alguém te pagaria se a tarefa fosse agradável e elementar? Sempre foi assim e sempre será. Em todos os tempos existiram barreiras dessas; quando não era isto, era aquilo. O teu pai e o teu avô enfrentaram coisas muito piores, com instrumentos muito mais fracos que os teus.
Aliás, as épocas más, como esta, até são vantajosas. São os tempos em que os azelhas saem, os bons empresários e trabalhadores vêem as boas oportunidades e a necessidade aguça o engenho. Julgas que as empresas só existem para os anos prósperos? Se achares que o desafio da iniciativa, imaginação e trabalho é de mais para ti, podemos sempre ir à cerveja e à conversa.
Mas, se quem faz são as empresas, quem fala sobre progresso e recuperação é o Governo. Esse é que está aflito. E, afinal, é tão simples obter tal coisa! Quer o Governo estimular a economia? Quer ter um surto de crescimento económico? Nada mais fácil! Desça a sério os impostos. Corte os regulamentos estúpidos e os obstáculos à produção das empresas e trabalhadores. Faça isso e vai ver resultados imediatos. Muito mais rápidos e eficazes que os investimentos mirabolantes e programas pomposos que anda a congeminar.
(Para ler mais, clique Diário de Notícias)

MEDICAMENTOS GENÉRICOS MAIS CAROS?

A Associação Nacional de Farmácias diz que doentes estão a pagar mais pelos genéricos
O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, vai fazer hoje um apelo ao ministro da Saúde para que clarifique "a confusão gerada entre os doentes sobre os preços dos medicamentos". Em conferência de imprensa, Cordeiro vai apresentar um estudo que dá conta que os doentes estão a pagar mais pelos medicamentos genéricos. A tomada de posição do líder da ANF acontece depois de, nos últimos dias, terem entrado em vigor dois diplomas que alteraram as regras de comparticipação e estabeleceram a descida de seis por cento dos preços dos medicamentos subsidiados pelo Estado.
Para provar que algumas das alterações vão ter um impacte negativo no bolso dos portugueses, João Cordeiro vai apresentar um estudo segundo o qual o fim da majoração de dez por cento na comparticipação dos genéricos custará "mais 4,2 milhões de euros", por trimestre, aos utentes.
Os genéricos tinham até agora uma comparticipação acrescida em 10 por cento, para estimular o seu consumo. A alteração das regras de comparticipação - que entrou em vigor no passado dia 10 - implicou o fim deste apoio.
(Para ler mais, clique PÚBLICO)

domingo, 18 de setembro de 2005

Senhora dos Navegantes — Um pouco de história



Foto de arquivo: Senhora dos Navegantes preside à procissão. Partida do Porto Bacalhoeiro, pelas 14 horas de hoje, para o Forte da Barra, onde se celebra a eucaristia e há festival de folclore. A não perder

A procissão pela ria 
dá um outro encanto à festa

Numa tentativa de sensibilizar os historiadores gafanhões, e não só, para se debruçarem, com entusiasmo, sobre o passado do nosso povo no que diz respeito à Festa da Senhora dos Navegantes, nada melhor do que começar por um pequeno texto que extraímos da Monografia da Gafanha do Padre João Vieira Rezende, que foi pároco da Gafanha da Encarnação. Diz assim: 
 “No Forte, freguesia da Gafanha da Nazaré, começou a ser construída em 3 de Dezembro de 1863 a capela de Nossa Senhora dos Navegantes, sob a direcção do exímio engenheiro Silvério Pereira da Silva, a expensas dos Pilotos da Barra, sendo então piloto-mor um tal senhor Sousa. Custou 400$000 réis. Na parede está fixada uma lápide que diz: «Património do Estado». Há de interessante e invulgar nesta capela as suas paredes ameadas e a ombreira da porta principal, de pedra de Ançã, lavrada em espiral com arco em ogiva. Celebra-se a sua festa na última segunda-feira de Setembro com enorme concorrência de forasteiros das Gafanhas, de Ílhavo, Aveiro e Bairrada. 
Nesse dia Aveiro é um deserto por se terem deslocado para ali muitos dos seus habitantes. A procissão ao sair do templo segue por sobre o molhe da Barra e regressa pela estrada sul que vem do farol. A festa é promovida pela Junta Autónoma da Barra.” 
Tanto quanto sabemos, a capela que tem como padroeira Nossa Senhora dos Navegantes, no Forte da Barra, é o mais antigo templo das Gafanhas, mantendo com rigor a traça original, apesar das obras de restauro e conservação por que tem passado. Pequenina, ali está inserida, e bem, no complexo portuário que entretanto foi nascendo, dando, ao mesmo tempo, sinais de que vai crescer ainda mais. 
A Senhora dos Navegantes, que os nossos pescadores e mareantes tanto veneraram nos tempos dos nossos avós, não deixará, contudo, com a sua ternura de Mãe, de velar por quantos sulcam as águas do mar, não já na Faina Maior, que o bacalhau que comemos já é mais importado do que pescado pelos portugueses, mas sobretudo nos transportes marítimos e na pesca costeira. Espera-se também que a Senhora dos Navegantes olhe, atenta, para os que um dia hão-de recolher-se à Marina da Barra (se ela vier a ser construída) para fugir dos temporais ou para desfrutar das paisagens únicas que a Ria de Aveiro oferece. E já agora, que Ela inspire bom senso a quantos projectam a Marina, para que as populações ribeirinhas não venham a ser prejudicadas, antes possam usufruir de uma infraestrutura de nível internacional. 
Do texto do Padre Rezende, registamos, como ponto de partida para uma análise mais profunda, o pormenor, significativo, da construção da capela ter sido iniciativa e a expensas dos Pilotos da Barra, não se sabendo se houve, ou não, qualquer pedido ou sugestão das populações, entidades eclesiásticas, políticas ou autárquicas. Ainda seria curioso saber se o piloto-mor, o tal senhor Sousa, era pessoa da nossa região e ligada à Igreja. Por outro lado, seria interessante descobrir-se como apareceu aqui a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, como se escolheu a imagem e quem deu a sugestão para a confecção do rosto. Teria sido tudo trabalho do piloto-mor? 
O facto de as paredes do templo serem ameadas prende-se, compreensivelmente, à existência do Forte Novo ou Castelo da Gafanha, numa certa homenagem à defesa da zona das investidas por via marítima dos inimigos da Pátria. 
Debrucemo-nos, então, um pouquinho sobre a festa de Nossa Senhora dos Navegantes, que não tinha nada de procissões pela Ria de Aveiro. Essas vieram mais tarde, por iniciativa do Padre Miguel Lencastre, prior da Gafanha da Nazaré, que exerceu o cargo entre Abril de 1973 e Outubro de 1982. Tanto quanto nos diz a memória, a Festa da Barra (como também era conhecida) da nossa meninice, já lá vai meio século, tinha a marcá-la, como pormenor mais típico, a procissão até ao mar. Era sempre na última segunda-feira de Setembro, pois no domingo anterior realizava-se a festa da Senhora da Saúde, na Costa Nova. 
A festa de Nossa Senhora dos Navegantes atraía mais o povo de Aveiro e Gafanha da Nazaré e a de Nossa Senhora da Saúde era mais ao gosto das gentes de Ílhavo e Gafanha da Encarnação. A uma e a outra associavam-se os veraneantes a banhos nas praias da Barra e Costa Nova, respectivamente. No dia da festa, de manhã, tinha lugar uma procissão da igreja matriz da Gafanha da Nazaré para o Forte, sendo transportada em andor a imagem antiga de Nossa Senhora da Nazaré, com os membros da Irmandade que tem por patrona a padroeira da paróquia a prestarem-Lhe as devidas honras, com as suas opas brancas, murças azuis e bastão (pau a imitar uma vela de cera). 
Anos depois, chegaram a levar o andor com a imagem numa carrinha de caixa aberta, numa clara violação das tradições. A procissão até ao mar começava obviamente na capela e seguia pelo molhe que dá acesso à Meia-Laranja. Presidia o prior da Gafanha da Nazaré, incorporavam-se as irmandades e os “anjinhos” e o povo acompanhava atrás. Não faltava a música, os foguetes estralejavam e o colorido das opas e murças emprestavam dignidade ao acto. 
Na Meia-Laranja havia a bênção do mar e de quantos dele viviam ou nas praias apanhavam banhos de sol, voltando a procissão agora pela rua que ligava a Barra ao Forte, atravessando pela segunda vez a ponte de madeira que só os mais velhos podem recordar. Na Meia-Laranja, os veraneantes associavam-se com devoção ao gesto da bênção do mar e das gentes, recordando, talvez, quantos foram tragados pelas águas revoltas do mar embravecido. As gentes ribeirinhas sempre tiveram muito respeito pelo mar, ou não fosse ele o amigo que dá sustento ou destrói vidas indefesas. Por isso, a adesão dos povos da beira-mar aos festejos em honra de Nossa Senhora dos Navegantes. 
Como nota final, queremos realçar o facto de a Festa da Senhora dos Navegantes ter tido, durante muitos anos, como organizadores, a Administração e os trabalhadores da Junta Autónoma da Barra, depois Junta Autónoma do Porto de Aveiro, antecessoras, de certo modo, da actual APA (Administração do Porto de Aveiro). Os trabalhadores, muitos domingos antes da festa, percorriam as Gafanhas, Aveiro e Ílhavo, de saco ao ombro e de saca na mão, recolhendo donativos para as muitas despesas. Tudo se perdeu no tempo. Mas é com gosto que registamos o facto de a APA apoiar logisticamente a festa em Honra da Senhora dos Navegantes, associando-se ao Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que a organiza, à Paróquia e Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, ao Stella Maris (Clube do Apostolado do Mar), à Câmara Municipal de Ílhavo, ao Instituto Português da Juventude, ao povo amigo das tradições e a todos os que a tornam possível, agora com a procissão pela Ria, que lhe dá um outro encanto.

Fernando Martins

POSTAL ILUSTRADO - 1

Posted by Picasa Capela do Forte da Barra Capela de Nossa Senhora dos Navegantes
“No Forte, freguesia da Gafanha da Nazaré, começou a ser construída em 3 de Dezembro de 1863 a capela de Nossa Senhora dos Navegantes, sob a direcção do exímio engenheiro Silvério Pereira da Silva, a expensas dos Pilotos da Barra, sendo então piloto-mor um tal senhor Sousa. Custou 400$000 réis. Na parede está fixada uma lápide que diz: «Património do Estado». Há de interessante e invulgar nesta capela as suas paredes ameadas e a ombreira da porta principal, de pedra de Ançã, lavrada em espiral com arco em ogiva. Celebra-se a sua festa na última segunda-feira de Setembro com enorme concorrência de forasteiros das Gafanhas, de Ílhavo, Aveiro e Bairrada. Nesse dia Aveiro é um deserto por se terem deslocado para ali muitos dos seus habitantes. A procissão ao sair do templo segue por sobre o molhe da Barra e regressa pela estrada sul que vem do farol. A festa é promovida pela Junta Autónoma da Barra.”
In Monografia da Gafanha, do padre João Vieira Rezende

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Posted by Picasa Foto de arquivo: Início da procissão, rumo ao Forte da Barra

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Posted by Picasa Foto de arquivo: Andor transportado por pessoas vestidas com trajes etnográficos

sábado, 17 de setembro de 2005

CIÊNCIA VIVA EM AVEIRO

Posted by Picasa Fábrica - Centro de Ciência Viva reabre a 15 de Outubro
A Fábrica - Centro de Ciência Viva de Aveiro reabre ao público a 15 de Outubro depois de um período de paragem para concretizar a primeira fase de um conjunto de obras necessárias. A intervenção, em curso desde 15 de Agosto, consiste na substituição de parte do telhado do edifício, pintura exterior e instalação de um elevador, que servirá de complemento às escadas já existentes. As obras traduzem-se num investimento na ordem dos 500 mil euros.Paulo Trincão, director da Fábrica, conclui que a intervenção visa «tratar da aparência de parte do edifício» que noutros tempos albergou a Companhia Aveirense de Moagens.Na próxima temporada, a Fábrica contará também com uma nova sala, onde é permitido fazer teatro e espectáculos de música. A obra começou antes do encerramento temporário das instalações e está quase concluída.Para o dia da reabertura do espaço está prevista uma sessão solene que incluirá a assinatura de um protocolo com o patrocinador principal do Centro de Ciência Viva, designadamente a empresa Pascoal.Numa segunda fase, o edifício deverá ser sujeito a outras obras que não carecem do seu encerramento temporário, assegura Paulo Trincão.
(Para saber mais, clique Diário de Aveiro)

POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL

Sociedade Civil deve assumir responsabilidades na luta contra a Pobreza e Exclusão Social
O Convento da Arrábida recebeu esta semana mais um “Encontro da Arrábida”, dedicado ao papel das instituições da sociedade civil na luta contra a pobreza e a exclusão social.
O coordenador do encontro, Edmundo Martinho, explica ao programa Ecclesia que estes dias “demonstram a importância nuclear das organizações cívicas nesta área, promovendo políticas de inclusão”.
A iniciativa foi uma oportunidade para se analisar e reflectir em torno dos objectivos da ONU de reduzir para metade o número de pobres no Mundo até 2015. Só em Portugal estima-se que haja cerca de um milhão de pobres, ou seja, 20% da população, situação agravada pelos fluxos migratórios dos PALOP e, também, do Leste Europeu.
Edmundo Martinho aponta para o “potencial imenso” que as organizações da sociedade civil representam em Portugal, “sobretudo se pensarmos que este conjunto representam milhares e milhares de pessoas que voluntariamente oferecem o seu esforço para que a vida dos portugueses seja melhor”.
Este responsável admite a existência de dificuldades “no relacionamento entre instituições do sector social e do Estado, as questões do voluntariado e do profissionalismo, os modelos de financiamento”. Acima destes problemas, contudo, o coordenador do encontro aponta a “vontade destas instituições em continuarem a sua luta contra a pobreza e a exclusão”.
Sobre os vários programas direccionados para estas áreas, Edmundo Martinho sugere que todo o esforço “seja orientado no sentido da qualificação e do combate à exclusão”.“Os recursos têm de ser canalizados, cada vez mais, para as pessoas que deles necessitam verdadeiramente”, acrescenta.
As organizações representadas na Arrábida apresentavam uma configuração variada no que diz respeito à “qualidade da intervenção”, podendo-se detectar uma qualificação crescente no modo como as mesmas trabalham. “Embora em muitas circunstâncias o estilo inicial tenha muito que ver com a vontade de bem fazer, é certo que progressivamente as organizações vão percebendo que é preciso acrescentar outros tipos de métodos, capacidade técnica, qualificação”, conclui Edmundo Martinho.
A 1 de Outubro acontece o Encontro "Instrumentos de Gestão para o Terceiro Sector”. O objectivo deste encontro é fornecer a todos os que nele participarem uma abordagem geral da gestão de instituições sem finalidade lucrativa, orientada para a aquisição de instrumentos e o aperfeiçoamento dos métodos de actuação dos seus responsáveis. Pretende-se atingir um público-alvo que já tenha algum contacto com este sector (funcionários, voluntários, dirigentes, etc.), contribuindo para o esclarecimento de dúvidas que se colocam todos os dias em sectores chave da gestão destas instituições.Mais informações em www.foriente.pt/pt/encontros
Fonte: ECCLESIA

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

EFEMÉRIDE AVEIRENSE: D. Manuel de Almeida Trindade

Posted by Picasa D. Manuel de Almeida Trindade
Há 43 anos, João XXIII nomeia D. Manuel de Almeida Trindade Bispo de Aveiro Em 1962, concretamente no dia 16 de Setembro, faz hoje 43 anos, o Papa João XXIII, de saudosa memória, nomeou para Bispo de Aveiro D. Manuel de Almeida Trindade. Na bula de nomeação, o Santo Padre considerou o novo bispo aveirense como “sacerdote de verdadeira e sólida piedade e de invulgar talento e experiência”. A ordenação episcopal ocorreu em 16 de Dezembro do mesmo ano, tendo resignado em 20 de Janeiro de 1988. Sucedeu-lhe o então Bispo Coadjutor, D. António Marcelino. Com o título de Bispo Emérito de Aveiro, foi residir para o Seminário de Coimbra, onde havia sido aluno, professor e reitor. Ali continua, ainda hoje, mantendo-se, como sempre o fez, ao serviço do Povo de Deus, colaborando em tudo o que lhe é possível fazer. No entanto, é justo sublinhar o dom de escrever e de publicar livros, sobre temas variados, que nos levam a reviver acontecimentos e pessoas que o marcaram durante a sua permanência entre nós, e não só. Ainda recentemente, como aqui já divulgámos, publicou mais uma obra, “Fundo de Baú”, que reflecte vivências, enquanto nos mostra a sua cultura teológica, pastoral e humana, a sua capacidade de entender o mundo e de compreender e admirar os que com ele se cruzaram na vida. D. Manuel, apesar da sua avançada idade, não pára de trabalhar, ensinando a todos que, em todas as idades, não nos podemos nem nos devemos acomodar, alinhando com os que nada fazem. Um dia, antes da cerimónia de lançamento de mais uma obra sua, perguntei-lhe o que é fazia quando acabava um livro. “Começo logo outro” – respondeu-me prontamente. Deste meu espaço, felicito D. Manuel por tudo quanto nos deu, por tudo quanto continua a dar-nos. Fernando Martins