quinta-feira, 6 de outubro de 2005

PROBLEMAS TÉCNICOS

Alguns problemas técnicos impedem-me de comunicar com os meus leitores, com a regularidade e a eficácia que gostaria de manter. A todo o momento espero regularizar a situação.
F.M.

Um artigo de Maria Santos, no DN

Relançar a campanha 'Pobreza Zero'
Muitos portugueses têm vindo, ultimamente, a ser "tocados" pela campanha "Pobreza Zero", uma acção internacional desencadeada por cerca de 900 organizações não governamentais de de-senvolvimento, oriundas de 70 países. Esta campanha faz apelo a cada um de nós, para uma participação mais activa e solidária na luta contra a pobreza. Foi assim que o recente concerto dos U2 em Lisboa representou, sem dúvida, um importante impulso para as iniciativas da Oikos (Associação de Cooperação e Desenvolvimento, coordenadora da campanha em Portugal, a decorrer desde Julho, e que pode ser acompanha- da através do site www.pobrezazero.org). As pulseiras brancas (símbolo internacional da luta contra a pobreza) também têm sido distribuídas amplamente no nosso país, e um manifesto-apelo da sociedade civil para uma acção global contra a pobreza no mundo - subscrito por milhares de cidadãos - foi entregue, no passado dia 9 de Setembro, no Gabinete do primeiro-ministro.
Participar, actuar, exigir dos governos o cumprimento das promessas estabelecidas na Declaração do Milénio, ou seja, concretizar os oito objectivos específicos para o desenvolvimento mundial, aprovados pelas Nações Unidas, em 2000, é uma tarefa que nos deve mobilizar a todos! Não podemos esquecer que, então, chefes de Estado e de Governo, entre os quais o nosso, declararam solenemente a sua determinação política de, até 2015, reduzirem para metade a fome e a pobreza extrema. É certo que faltam ainda dez anos para se cumprirem as premissas estabelecidas nos Objectivos do Milénio, esse "catálogo" de compromissos que incorpora algumas das recomendações das conferências mundiais realizadas entre 1992 e 1996, com destaque para a Cimeira da Terra (Rio de Janeiro, 1992), a Conferência sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994) ou a Cimeira Mundial sobre Alimentação (Roma, 1996).
(Para ler todo o artigo, clique DN)

Um artigo de Sarsfield Cabral, no DN

CATALINA
Consta que Catalina Pestana abandonará a Casa Pia de Lisboa em Dezembro. Não por vontade própria, mas porque o ministro do Trabalho e da Segurança Social não desejaria mantê-la como provedora. Custa a acreditar que isto seja verdade, por duas razões.
Primeiro, e mais importante, porque Catalina tem sido o grande apoio dos jovens que testemunham pela acusação no julgamento em curso. E de apoio precisam eles. Foram vítimas de crimes horrorosos, o que está fora de dúvida. Têm sido alvo de múltiplas e às vezes ferozes pressões para se calarem. E a lentidão do processo, com todas as chicanas utilizadas (lembram-se das célebres declarações para memória futura, que nunca se concretizaram?), poria os nervos em franja a qualquer um. Não admira que vários desses jovens vivam há anos numa situação psicológica de grave instabilidade, que já levou a tentativas de suicídio. Ninguém pode garantir que tudo o que os rapazes dizem seja verdade - nem pode garantir o contrário, que seja tudo mentira. Mas uma coisa é certa o Estado é responsável pela tragédia destas vidas, que estavam a seu cargo. Tem agora obrigação de, pelo menos, não fragilizar ainda mais os jovens envolvidos no processo, retirando-lhes o seu principal apoio.
Depois, afastar Catalina Pestana em pleno julgamento é uma enorme insensatez política, porque a decisão será vista como uma vingança do PS. Este processo incomodou altas figuras socialistas, tornando Catalina Pestana - que até é de esquerda! - malvista no partido. Pior não faltará quem interprete o afastamento de Catalina como uma maneira de perturbar o julgamento. O Governo diz que estão a ser cumpridas todas as leis quanto à provedora. Mas a actual indefinição não contribui para um julgamento sereno. O problema não é jurídico. É moral e político.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

A RIA É UM DESAFIO

A RIA DE AVEIRO
É UM DESAFIO CONSTANTE Uma tarde amena é sempre um motivo forte para deixar tudo e correr para a beira-ria. Hoje à tarde foi assim e não faltou gente atraída pela laguna aveirense, ali na Costa Nova.
O fresquinho da maresia foi um regalo para muitos. O feriado foi bem aproveitado por muitos, pois o 5 de Outubro, implantação da República, pouco ou nada diz ao comum das pessoas.

CELEBRAÇÃO DA REPÚBLICA

Discurso do Presidente Jorge Sampaio
Celebramos hoje o dia em que um movimento nacional quis erguer no nosso país um regime dos cidadãos e para os cidadãos, um regime republicano. O dia da República, em que celebramos esse gesto fundador de 1910, é dia de regresso aos valores políticos permanentes em que assenta o nosso regime, para à sua luz reflectirmos, em conjunto, sobre os nossos problemas e a melhor forma de os resolver. É o dia, em suma, de exame de consciência do funcionamento das nossas instituições democráticas. A República foi, é, tem de ser, o único regime em que a sociedade civil se institucionaliza para defender o bem comum, por oposição aos regimes de dominação pessoal e aos regimes oligárquicos, nos quais o poder se organiza para impor os interesses de um déspota ou de uma minoria. Por isso o Estado republicano não é separável da comunidade política, pois o Estado é o conjunto dos cidadãos. Esse princípio deve ser respeitado não só por quem exerce as responsabilidades do poder, e está obrigado, pela ética republicana, a servir apenas o interesse público, mas também por cada cidadão, que detém uma parte do poder político e partilha uma responsabilidade comum na defesa do interesse geral. Os valores republicanos, em que assentam a democracia portuguesa e o conjunto das democracias representativas, permanecem actuais. A liberdade, a igualdade e a fraternidade são os marcos que definem o quadro essencial da nossa acção política. Sem esses valores, ficam prejudicadas as razões profundas que nos levam a querer viver em conjunto e a partilhar os objectivos comuns que nos identificam como Portugueses. A liberdade, a igualdade e a fraternidade afirmam-se hoje de novo no mundo, mas, ao mesmo tempo que se afirmam, são atacadas com violência. Não tenho dúvidas de que há lugar, no espaço público português para uma expressão mais forte desses valores, traduzidos, contemporaneamente, em direitos de cidadania.
(Para ler todo o discurso, clique aqui e vá para actualidade presidencial)

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Um artigo de Francisco Perestrello, na Ecclesia

Cinema Português em Foco
Em data recente a Fundação Gulbenkian subsidiou a formação de 25 novos realizadores (e realizadoras), suportando o custo de um curso no Reino Unido. Sendo um curso de curta duração irão entrar em breve no mercado de trabalho e, também, no mercado da arte. Virão carregados de esperança e prontos para dar o seu melhor.
Todos sabemos que para se atingir alguma notoriedade no cinema é necessário navegar no campo da longa metragem e conseguir que esta ou estas encontrem sala para estreia comercial, evitando o mergulho directo na televisão ou no vídeo, o que dará uma projecção bem mais limitada. E, em sala, Portugal estreia entre uma dezena e uma dezena e meia de longas metragens em cada ano, mesmo que se tenha em conta o lento crescimento numérico que se tem verificado nos últimos tempos. Teme-se, assim, que não será fácil a absorção de 25 novos cineastas, qualquer que seja a sua preparação e valor.
Entretanto estrearam, nos últimos dois meses, apenas dois filmes portugueses. Foram eles «Um Rio...», que embora mal recebido pela crítica se encontra ainda em exibição em 7 salas, e «Alice», a primeira obra de Marco Martins que se reveste de um interesse muito especial em função do tema.
O argumento de «Alice» revela o esforço de um pai e o sofrimento de uma mãe a quem uma filha de 4 anos desapareceu sem deixar rasto. Todos os meios possíveis são utilizados por um pai desesperado, que instala câmaras fotográficas em prédios de Lisboa para colher imagens dos transeuntes e, eventualmente, encontrar por aí uma pista sobre o paradeiro da filha.
Nuno Lopes, também ele sem experiência no cinema, é um actor que nos transmite bem a dureza da situação em que o protagonista se encontra e nos dá a dimensão de um drama que, infelizmente, atinge muitas famílias pelo país fora. É um filme sombrio, até pela forma como a luz e a cor são utilizados em cada imagem, em cada sequência. É um trabalho com densidade dramática e uma análise cuidada de um problema humano.
Um filme português bem fora do estilo e dos géneros que por cá em geral são adoptados.

"IGREJA AVEIRENSE"

Nova Revista na Diocese de Aveiro “Igreja Aveirense”
A Comissão Diocesana da Cultura propõe-se publicar semestralmente os documentos da Igreja Aveirense que se destaquem pela sua importância histórica e pastoral. Em “Nota Informativa” enviada oportunamente ao Correio do Vouga e ao boletim de Informação Pastoral anunciava este propósito que correspondia a um desejo, expresso várias vezes em instâncias diocesanas, designadamente no Conselho Presbiteral, e a que o nosso Bispo deu plena anuência. Esta publicação vem preencher uma lacuna grave: a de conservar em arquivo documental a vida da Igreja diocesana, na multiplicidade das suas manifestações mais expressivas: Documentos e Textos Episcopais, actos da Cúria, programas de Vigararias, Secretariados e Movimentos, iniciativas de pastoral de conjunto nos arciprestados e nas «unidades pastorais», e noutras formas que se revelem particularmente significativas. Por isso, a Comissão solicitou e continua a solicitar a todos os responsáveis por estas áreas pastorais o envio de «relatos breves» de pessoas e de factos dignos de registo, de projectos em realização, e de sugestões que julguem importantes para que a revista corresponda aos objectivos que se propõe alcançar. Pede igualmente que façam a indispensável divulgação pelos meios que julgarem mais adequados e que colaborem generosamente com a sua oferta para custearmos as despesas, sempre incómodas. Preservando a memória histórica, a Comissão acredita contribuir para a construção de um futuro melhor, mantendo vivo o projecto que no presente se vai fazendo realidade por graça de Deus, a acção da Igreja e o esforço de cada um e de todos. Georgino Rocha

IMIGRANTES: Portugal dificulta reagrupamento familiar

Portugal é um dos 16 países que ainda não aplicaram a directiva europeia sobre o "direito dos imigrantes ao reagrupamento familiar", cujo prazo terminou ontem. A Comissão alertou os países em falta e promete "tomar as medidas processuais apropriadas". A directiva sobre o reagrupamento familiar é mais abrangente do que a legislação portuguesa e aplica-se a todos os imigrantes que residam legalmente num país da UE há pelo menos um ano. Inclui os filhos de casamentos anteriores do imigrante, desde que o progenitor com quem partilhe a guarda da criança dê autorização; e aos solteiros de maior idade, que sejam incapazes de assegurar o seu sustento. Já há muito que as organizações vocacionadas para o apoio aos imigrantes vêm denunciando esta situação, sem que os nossos governantes as oiçam, o que não podemos deixar de lamentar, tanto mais que se prega entre nós, com alguma insistência, o respeito pela família. Por isso, este nosso alerta, numa altura em que urge provocar uma mobilização geral, no sentido de se respeitarem os direitos de quem optou pelo nosso País para encontrar uma vida melhor. Fala-se muito, com alguma razão, é certo, do sentido humanista dos portugueses, mas a verdade é que, por vezes, nos esquecemos de dignificar as pessoas. Os imigrantes, que afinal estão na base do progresso económico e social de Portugal, precisam da nossa solidariedade a todos os níveis, pois é sabido que a família unida está na base do equilíbrio das pessoas, equilíbrio esse que é fundamental ao bem-estar e ao rendimento profissional dos trabalhadores.
Fernando Martins
Fonte: Ecclesia

Um artigo de António Rego

Onde está o aborto?
No excesso de ruído que nos invade está instalada a confusão geral sobre o aborto. Desde as variáveis de nome para atenuar agressividades ou acentuar perspectivas ideológicas, passando por alterações no enfoque da duração do feto, início de vida, até à definição de vida humana, pessoa, licitude e descriminalização. E nada disto é simples nos envolvimentos filosóficos, biológicos, legais e humanos que acarreta, seja qual for a opinião de quem, em última análise, suporta as consequências últimas desta complexa teia: a mulher. Ou melhor, a vida inocente que em nada disto tem a palavra, como não teve na chamada à existência.
Estamos perante uma situação humana que não pode flutuar ao vento dos humores e engenhos políticos circunstanciais que engrenam, com jogos de poder, estratégias de agenda política ou cartazes de comício. A vida humana é, em si, suficientemente sagrada para se preservar de gritarias e falácias, onde se diz mais o que convém dizer, do que aquilo que mais respeita a pessoa.
Andámos, nos últimos tempos, com atabalhoamentos de calendário do Referendo sobre o aborto, sem o povo perceber se o que está em causa é o Presidente da República (este ou o próximo), o Governo, as oposições, o tapete político para exigir pronunciamentos que embaracem as próximas presidenciais (já suficientemente baralhadas), com uma pressa enervada em referendar o que o povo já referendou. (Se o povo tivesse dito sim ao aborto, quem se atreveria a exigir agora outro Referendo? Que aconteceu realmente de novo de então para cá, que vicie e anule a escolha popular que já foi feita?).
Sem nada disto resolvido, uma outra questão (lebre?) se levantou: ”decidir o aborto em duas semanas”, como é titulado a quatro colunas na imprensa. E uma chuva de novas confusões cai sobre a opinião pública. A Ordem dos Médicos acha a medida do Governo “bem intencionada mas impraticável”. Outros ginecologistas e obstetras têm diferente opinião, chegando a dizer-se que “seria um escândalo haver médicos que de manhã são objectores de consciência nos hospitais públicos, e à tarde deixam de o ser nas clínicas privadas”. De que aborto estamos a falar? Já houve referendo e não notámos nada? Já está decidido o que “deve” ser? Já se legisla com presunção de vitória?
De tudo isto, o mais grave é desordem à volta da palavra aborto - como se se tratasse duma ligeira indisposição digestiva após alguma refeição mais lauta.Estamos perante uma questão humana gravíssima – a vida - que se não pode envolver em desarrumações de consciências elásticas, acomodadas a todas as situações.

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Para acabar com os acidentes rodoviários?

O Governo de José Sócrates aprovou a utilização de sistemas de videovigilância, para efeitos de fiscalização rodoviária. Esta é mais uma tentativa para fazer reduzir, de forma acentuada, os acidentes rodoviários em Portugal.
A PSP e a GNR vão receber novos equipamentos que lhes permitam aceder ao cadastro do condutor e inserir, directamente, a multa no sistema da Direcção Geral de Viação.

AVEIRO: "Festival de Outono"

 UA - Painel de Zé Penicheiro 

 AVEIRO: Capital da música, até 5 de Novembro

Chama-se «Festivais de Outono», é uma iniciativa da Universidade de Aveiro e da Fundação João Jacinto de Magalhães, com o apoio da Câmara Municipal e do Teatro Aveirense. Vai inundar Aveiro com uma série de concertos de diferentes géneros, épocas e estilos musicais e juntar artistas de grande relevo nacional e internacional.
A não perder, entre 1 de Outubro e 5 de Novembro, em várias salas de espectáculo da cidade.

(Para ficar a saber mais, clique aqui)

Um artigo da vice-presidente da Comissão Europeia, no DN

FALEMOS DA EUROPA...
A União Europeia chegou a um impasse? A Constituição vai entrar pela calada? Como podemos reforçar a democracia na UE? Quais os problemas que a Europa pode ajudar a resolver? Estas perguntas legítimas, que muitos se colocam, merecem uma resposta franca.
É um facto que o processo de integração europeia sofreu um grave revés com a rejeição da Constituição Europeia pelos eleitores franceses e holandeses. Embora seja pouco provável que o Tratado Constitucional entre em vigor num futuro previsível, as ambições que transmite - uma União mais democrática, mais transparente e mais eficaz - continuarão a constituir uma importante referência. É também indiscutível que o futuro deste tratado só poderá ser decidido de forma democrática.
A actual situação não é fruto do acaso. Não existem análises, diagnósticos ou remédios simples. Mas uma coisa é certa - se os cidadãos europeus não acreditarem que "a União Europeia é feita para eles e por eles", o projecto europeu corre o risco de sofrer não só um impasse mas talvez mesmo um retrocesso.
(Para ler todo o texto, clique DN)

Seminário de Santa Joana Princesa: LAICISMO E INDIFERENTISMO

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Liberdade ou défice cultural?
Nos dias 28 e 29 de Outubro, vai realizar-se no Seminário de Santa Joana Princesa, em Aveiro, uma jornada sobre "Laicismo e indiferentismo", aberta a todos os interessados. Para conhecer o programa e para poder inscrever-se, clique aqui.

Um texto de Georgino Rocha

Um Cântico de Amor Hoje, Senhor, a tua palavra reveste a beleza de um cântico de amor. É dita em pleno coração de Jerusalém: O Templo. Os destinatários principais são os responsáveis pelo poder religioso e político, ansiosos por te apanharem e eliminarem. Apesar disso, tu não desarmas. Recorres à parábola – estilo literário muito próprio para comunicar, de forma narrativa e sábia, verdades sublimes – e, com o teu jeito típico, interpelares fortemente a consciência de quem te escuta. Fazes uma leitura actualizada das iniciativas que Deus toma para demonstrar o seu amor. Afirmas, com clareza e determinação, que não há correspondência da parte do povo. A responsabilidade – que era de todos – cabia sobretudo aos guias, sumo-sacerdotes e anciãos. Ilustras esta relação com a parábola da vinha, amorosamente tratada pelo seu dono, confiada a uns arrendatários capazes de lhe prestarem os cuidados devidos. Porém, chegado o tempo da colheita, ocorre o desencanto frustrante. Os arrendatários têm um comportamento reprovável: não entregam os frutos e matam os enviados do proprietário. Matam o próprio filho do dono da vinha. “Que fará o proprietário a estes assassinos?” – perguntas. “Tirará a vinha a esses miseráveis e entregá-la-á a outros para que dê os frutos esperados” – respondem. Senhor, a tua pedagogia revela-se eficaz. Os chefes entendem a mensagem e reagem com violência. Mas tu manténs a posição assumida e acrescentas: “Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza frutos”. Obrigado, Senhor Jesus, pela clareza da tua palavra. Este novo povo somos nós, os baptizados que vivem aquilo em que acreditam: O dono da vinha é Deus-Pai. A vinha é o mundo. Os cuidados da vinha são as formas de intervenção para que a sociedade seja expressão e factor de promoção da dignidade humana. Os frutos mais saborosos do amor são a verdade, a justiça, a solidariedade e a paz. O processo mais adequado é a educação, pois “todos somos responsáveis por todos”. A tua palavra, Senhor, põe a claro que o amor só é autêntico quando se faz serviço generoso e gratuito.

domingo, 2 de outubro de 2005

SÍNODO DOS BISPOS: Homilia do Papa

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Bento XVI denuncia en su primer Sínodo de Obispos "el destierro de Dios de la vida pública"
"Queremos poseer el mundo y nuestra vida de manera ilimitada. Dios es un obstáculo y, o bien se hace de Él una simple frase devota, o se le niega todo, desterrándolo de la vida pública, perdiendo todo su significado. La tolerancia que sólo admite a Dios como opinión privada pero rechaza el dominio público, la realidad del mundo y de nuestra vida no es tolerancia, sino hipocresía", ha manifestado el Papa. El pontífice ha declarado también que "donde el hombre es único dueño del mundo y propietario de sí mismo no puede existir justicia" y que "se puede echar a Dios de la viña y asesinarlo para gozar en solitario de los frutos que da la tierra, pero que esa tierra pronto será un terreno yermo". Benedicto XVI ha advertido además de que el juicio de Dios "también nos atañe a nosotros, a la Iglesia en Europa, a Europa y a Occidente en general".
(Para ler mais, clique aqui)

BENTO XVI ABRE SÍNODO DE BISPOS COM MISSA SOLENE

Posted by Picasa Sem bispos chineses, impedidos de deixar o seu país
O XI sínodo dos bispos, o primeiro do pontificado de Bento XVI, abriu hoje no Vaticano com uma missa solene presidida pelo Papa na Basílica de S. Pedro. Esta assembleia sinodal, instância consultiva encarregada de iluminar o Papa sobre questões que interessem à vida da Igreja católica, abriu sem a presença de quatro bispos chineses convidados por Bento XVI.
Os prelados - três bispos da Igreja católica "patriótica" colocados sob a autoridade do governo de Pequim e um representante da Igreja "clandestina" nomeado pelo papa - não obtiveram autorização para deixar a China.
O secretário-geral do sínodo, o bispo croata Nicola Eterovic, declarou ontem que o Vaticano não recebeu "qualquer resposta oficial", nem positiva nem negativa, por parte das autoridades de Pequim, ao convite do papa."Continuamos abertos à eventualidade da vinda destes bispos, que serão acolhidos como irmãos", acrescentou monsenhor Eterovic.
Joseph Ratzinger entrou na basílica de S. Pedro enquanto o coro entoava cânticos em latino. Acolhido com grandes aplausos pelos milhares de fiéis presentes, o sumo pontífice disse que o sínodo servirá para fazer uma reflexão sobre a Eucaristia.
(Para ler mais, clique PÚBLICO)

Um poema de Mo’ezzi

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OUTONO O outono montou a sua tenda branca sobre os montes; tiraram-lhes o tapete verdejante. O ramo do jasmim perdeu os seus adornos e a rósea olaia deixa cair as suas flores. O pálido marmelo amarelece; a romã cora; ó surpresa! terá um deles bebido o sangue do outro? Os jardins estão assombrados por negros saltadores: os negros corvos, com as suas vestes manchadas de pez. Esses bailarinos do outono começaram a agitar-se; as aves da primavera calaram os seus brancos concertos. Amáveis servidores, para festejar o equinócio, trazem os seus presentes ao afortunado príncipe. E o longínquo mar encarregou a nuvem de lhe lançar no trono, de presente, algumas pérolas. In Rosa do Mundo, tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo Nota: Mo’ezzi (1084 – 1147) é um poeta persa.

Ministérios revêem regimes de assistência religiosa

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA EM HOSPITAIS, PRISÕES, FORÇAS ARMADAS E DE SEGURANÇA
As regras da assistência religiosa prestada em hospitais, prisões, Forças Armadas e de segurança deverão mudar em breve, de modo a incluir outras confissões para além da católica, que detém neste momento o monopólio da assistência paga pelo Estado. Foi já constituído um grupo interministerial, integrando representantes dos quatro ministérios envolvidos - Saúde, Justiça, Defesa e Adminis- tração Interna - para, em conjunto com a Comissão de Liberdade Religiosa (CLR) estudar "o enquadramento da assistência religiosa por outras confissões".
Actualmente, existem 198 capelães católicos incorporados nos quadros do Estado, distribuídos pelos hospitais, Forças Armadas e de segurança e prisões. Apesar de o direito à assistência religiosa neste tipo de estruturas, ditas de segregação, estar consagrado desde 2001 pela lei da liberdade religiosa em termos de igualdade para todas as confissões (igualdade que, defendem muitos juristas e constitucionalistas, estava já garantida na Constituição) e de alguns dos regulamentos sectoriais, como o dos Serviços Prisionais e o da PSP, fazerem menção à liberdade religiosa, só os capelães católicos gozam de acesso directo e são pagos por esse serviço. Os religiosos de outros cultos prestam esta assistência em regime de voluntariado e mediante autorização das entidades competentes.
A oportunidade deste novo enquadramento jurídico para a assistência religiosa surge na sequência da assinatura da nova Concordata entre Portugal e o Vaticano, em Junho de 2004, já que a anterior, celebrada em 1940, especificava a obrigatoriedade de o Estado português prover à assistência religiosa católica em diversas estruturas, nomeadamente nas Forças Armadas, através de corpos de capelães incorporados nos seus quadros. A nova Concordata limita-se a mencionar a obrigatoriedade de o Estado prover à assistência religiosa no mesmo tipo de estruturas, sem indicar nenhuma fórmula específica para o efeito.
(Para ler mais, clique DN)

Uma reflexão do padre João Gonçalves, da Glória

Tratamento de excelência
Deus ama cada um de nós como se fôssemos únicos; não há anónimos, nem perdidos, nem esquecidos; Ele, que nos criou por amor, é com amor que acompanha o nosso peregrinar, e é com amor que nos dá a mão, faz renascer em nós a esperança, e respeita os nossos ritmos de conversão, ainda que lentos ou turbulentos.
Mas o Senhor faz confiança em nós e espera que dêmos frutos de conversão, que hão-de manifestar-se em bons pensamentos, palavras e acções; não só em palavras, porque elas voam; e não só em pensamentos, porque o Cristianismo não é só para dentro, tem de manifestar-se em actos de coerência e compromisso.
Os profetas e os actos proféticos estão por aí em muito lado; Deus não se cansa de fazer alertas e de chamar à verdade. De facto, não faltam palavras, nem gritos, nem sinais a indicar caminhos. O que falta são ouvidos atentos, coragem e determinação.
A vinha foi-nos posta nas mãos; o mundo é nosso, e ninguém ouse demitir-se de ocupar o seu lugar. Fazer um mundo arrumado, criar condições para uma sociedade bela e harmoniosa, é obrigação de todos.
Deus, que nos dá um tratamento de excelência, não nos dispensa de tratarmos excelentemente a obra das Suas mãos.
in "Diálogo", 1042 - XXVII DOMINGO COMUM

IX Jornadas de Universitários Católicos

"REDESCOBRIR A CIDADANIA - CONTRIBUTOS PARA A MUDANÇA"
Por iniciativa do MCE (Movimento Católico de Estudantes), vão decorrer em Leiria, de 17 a 19 de Março de 2006, uma Jornadas para Universitários Católicos, abertas a todos os interessados na construção de um mundo melhor. O tema de fundo será "Redescobrir a cidadania - contributos para a mudança".
A organização conta com a parceria do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior.
(Para saber mais, clique SOLIDARIEDADE)

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