terça-feira, 31 de Maio de 2005

FEIRA DO AMBIENTE no Carrefour - Aveiro

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A HERA - Associação para a Valorização e Promoção do Património está presente na Feira do Ambiente, organizada pelo Carrefour -Aveiro, no espaço da Galeria Comercial. Trata-se de um evento à escala mundial.
A Hera espera a sua visita. Passe por lá para ficar a saber mais sobre o Ambiente e sobre o Património Cultural.

DIA MUNDIAL SEM TABACO

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Os estudiosos hão-de explicar-nos, um dia, por que motivo um vício, com raízes antiquíssimas, se espalhou por todo o mundo, envolvendo gentes de todas as idades e de todos os estratos sociais. Isto, apesar de se saber, muito bem, que fumar é prejudicial à saúde e à bolsa.
Todos sabem que o tabaco é o principal responsável pelo cancro do pulmão, entre outros malefícios que provoca, mas nem assim as pessoas deixam de fumar, levando muitas outras a inalarem o fumo, tanto nos locais de trabalho como nos recintos públicos, nomeadamente cafés, bares e restaurantes, apesar da legislação o proibir. E nem a subida do preço dos maços de tabaco, uma constante nos mais diversos países, leva os fumadores a porem de lado o vício, tão pernicioso para todos.
Neste Dia Mundial Sem Tabaco, que hoje se comemora, seria bom que as pessoas reflectissem um pouco sobre o assunto e decidissem, de uma vez por todas, pôr de lado o tabaco. Não com cortes no número de cigarros que se consomem por dia, mas de forma radical, porque só assim haverá resultados palpáveis. O que acredita que pode deixar de fumar aos poucos, nunca deixará de o fazer. Conheço exemplos desses e também conheço quem foi capaz de renunciar ao tabaco, de forma decisiva, com êxito.

Para mais esclarecimentos, consulte o "site" da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

F.M.

Um artigo de António Rego

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Do alto de Subiaco

Poucas pessoas terão notado que o actual Papa, cerca de vinte dias antes de ser eleito, se havia deslocado ao Mosteiro Beneditino de Subiaco, para proferir uma conferência sobre a “Europa na crise das culturas”. Recebeu, nessa altura e nesse local, o prémio “S.Bento pela promoção da vida da família na Europa”. Poucas pessoas se terão apercebido, na hora do Habemus Papam, a razão íntima por que Ratzinger escolheu o nome de Bento XVI. Não foi uma inspiração circunstancial. Há muito que S. Bento e a Europa têm uma grande proximidade na percepção histórica e na sensibilidade do actual Papa.
O chumbo do Tratado Europeu, em França, não sendo uma catástrofe para a União Europeia, constitui um bom momento para relançar algumas questões sobre o nosso Continente, que alguma sofreguidão política e económica terá levado a diversos “saneamentos” históricos. O laicismo mórbido que se concretizou na negação da matriz cristã europeia, mina, sem o notar, a cultura da liberdade e da democracia, ao abjurar as suas raízes ou considerando-as, por mero oportunismo, apodrecidas. E, por essa via, definindo quem deve ou não pertencer à Europa.
“A Europa – disse Ratzinger em Subiaco - foi um continente cristão, mas também um ponto de partida para uma nova racionalidade científica... Foi na Europa que o cristianismo recebeu o seu impulso cultural e intelectual mais eficaz... mas foi, também, na Europa que se desenvolveu uma cultura que constitui a contradição mais radical não só do cristianismo mas também das tradições religiosas e morais da humanidade. Por isso a Europa está a atravessar uma autêntica prova de fogo... Daqui emerge a responsabilidade que nós, Europeus, temos de assumir neste momento histórico: no debate sobre a definição da Europa, não está em jogo uma batalha nostálgica de retaguarda da história, mas uma grande responsabilidade para a humanidade de hoje.”
Na crise da Europa não estará, visivelmente, o problema religioso. Mas quem risca do seu bilhete de identidade o nome de seus pais, parece não estar interessado em ser reconhecido como filho de boa gente.

Um artigo de António Martins da Cruz

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Portugal e a desordem europeia


Os franceses enganaram- -se na pergunta do referendo e a Europa entrou em crise. O voto da França compromete o futuro da Europa, para além de debilitar o próprio papel francês nos novos rumos europeus. As razões franco-francesas foram uma espécie de caldeirão do João Ratão onde os políticos de direita e de esquerda caíram. O paradoxo é que a França é não apenas o primeiro país fundador da União Europeia que vota não, como o próprio Tratado Constitucional Europeu é uma invenção francesa, imposta aos constituintes por Giscard d'Estaing. Que o diga Ernâni Lopes. Será interessante recordar que De Gaulle se demitiu de presidente em 1969 por uma questão referendária menos importante. E Chirac? A Europa foi vítima da França. Ou, como dizia o secretário-geral do PS francês na noite do referendo, a Europa foi vítima da desordem interior francesa. Para além do divórcio entre a França e a Europa e a dimensão interior do próprio referendo, apetecia-me dizer que o problema é da França. Infelizmente não é. Começa a ser útil, ou talvez necessário, olhar as coisas como elas são e não como nós gostaríamos que fossem.
(Para ler o texto na íntegra, clique DN)

Jorge Sampaio lança apelo ao "espírito patriótico" dos sindicatos e do patronato

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O Presidente da República, Jorge Sampaio, lançou ontem um apelo ao "espírito patriótico" das associações sindicais e patronais, para que convirjam na busca de uma solução para a "grave situação" das contas públicas, depois de se ter divulgado que o défice poderá atingir os 6,83 por cento este ano.
Em carta enviada ao Conselho Permanente de Concertação Social, que hoje se reúne com o Governo, Jorge Sampaio defende que a busca de uma solução para combater o défice "deve motivar" também "o conjunto dos agentes económicos e sociais" representados naquele órgão. Nesse sentido, o chefe de Estado deixa “um apelo ao espírito patriótico e ao sentido de responsabilidade das associações sindicais e patronais e, por seu intermédio, aos trabalhadores e aos empresários portugueses".
Jorge Sampaio sustenta que as "condições de resposta à crise orçamental e às suas causas mais profundas" serão "tanto melhores quanto mais forte for a capacidade de concertação entre o Governo e os associações representativas dos interesses económicos e sociais".
O Presidente da República chama a atenção para a "situação complexa" que o país vive e para os "esforços adicionais" que será necessário fazer, "no sentido de responder à necessidade de realizar um programa completo de consolidação orçamental e de responder às causas políticas, económicas e sociais do défice orçamental acumulado durante um período longo". "Essa grave situação constitui um problema nacional, cuja resolução deve motivar todos os portugueses, e, designadamente, o conjunto dos agentes económicos e sociais, que estão representados no Conselho Permanente de Concertação Social", escreve ainda Jorge Sampaio.

De Santo Agostinho, para reflectir

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Aquele Pão que vedes no Altar

Aquele pão que vedes no Altar,
consagrado pela Palavra de Deus,
é o Corpo de Cristo.
Aquele cálice, melhor, o que está dentro daquele cálice
consagrado pela Palavra de Deus,
é o Sangue de Cristo.
Por eles nos quis o Senhor Jesus Cristo
entregar o Seu Corpo e o Seu Sangue,
que por nós derramou,
para remissão dos nossos pecados.
Se os recebestes com as devidas disposições,
vós sois o que vós recebestes.
Realmente o Apóstolo diz:
"Embora sejamos muitos,
somos contudo um só pão e um só corpo."
Assim ele explica o Sacramento da Mesa do Senhor:
"Somos muitos, mas somos um só pão e um só corpo."
Com este pão se vos mostra
quanto deveis prezar e amar a unidade.
Porventura aquele pão foi feito de um só grão?
Não eram muitos os grãos de trigo?
Mas antes de chegarem a pão, estavam separados (...).
Ora convosco passou-se coisa parecida. (...).
Vejo o Baptismo e como que fostes amassados com água
para chegardes a esta forma de pão.

segunda-feira, 30 de Maio de 2005

AVEIRO: Visitas ao Património Cultural

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Canal central


O Pelouro de Preservação do Património Cultural da Câmara Municipal de Aveiro e o Instituto de Emprego e de Formação Profissional de Aveiro iniciaram, no passado dia 25 de Maio, nas instalações do Centro de Emprego de Aveiro, um Curso de Formação de Aperfeiçoamento de Visitas Guiadas ao Património Cultural de Aveiro.
As exigências dos turistas, no sentido de conhecerem mais sobre os locais que visitam, têm-se traduzido numa crescente procura de visitas guiadas junto dos serviços culturais da Câmara Municipal de Aveiro. Tal facto é encarado como o reflexo de uma maior consciencialização do valor do património cultural, como factor identitário e de um interesse por Aveiro, que ultrapassa a tradicional busca de um turismo de sol e praia.
De acordo com dados da Divisão de Museus e Património Histórico, entre os grupos que mais têm demonstrado interesse encontram-se as comunidades escolares que representam mais de 60 por cento das solicitações de visitas nos últimos dois anos. O papel relevante que a Escola desempenha nas questões patrimoniais, ao proporcionar o desenvolvimento da sensibilidade pelo assunto e enquanto detentora do saber histórico e artístico, justifica, em boa parte, os números, e estimula o sentimento de pertença e de identidade ao meio.
Não obstante a primazia escolar, a procura dos serviços da Câmara Municipal de Aveiro tem-se estendido a outros grupos que, imbuídos de motivações diversas, expressam um interesse em ir para além do que é facultado pelas publicações de cariz turístico e vêem na fruição do património uma forma de lazer e de aprendizagem privilegiada.
É tentando dar resposta a toda essa busca, aliada a um entendimento de que a comunidade local deve ter um papel interventivo nas iniciativas culturais, sob a forma de experimentação, que se propôs ao Instituto de Emprego e de Formação Profissional de Aveiro a realização desta formação de guias de visitas ao património de Aveiro.
Em simultâneo, está-se a fornecer um possível instrumento de trabalho e a contribuir para o alargamento do âmbito profissional a um grupo, cujo perfil se considera uma mais-valia na tarefa primeira de todos os cidadãos, de preservar e valorizar o património cultura, segundo princípios de voluntariado e da prossecução do bem comum.

Fonte: “site” da CMA

Tratado Constitucional da UE

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Um desafio aos cidadãos

No próximo dia 18 de Junho, pelas 9.30 horas, no CUFC, junto à Universidade de Aveiro, vai realizar-se uma jornada de reflexão sobre o Tratado Constitucional da União Europeia, que é, sem dúvida, um desafio para todos nós.
Será conferencista o professor doutor Luís Lobo-Fernandes, director da secção de Ciência Política da Universidade do Minho. Intervém, ainda, o professor doutor Carlos Borrego, da Universidade de Aveiro e presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz. A moderação é do eng. Vasco Lagarto, membro da Fundação Sal da Terra e Luz do Mundo e director da Rádio Terra Nova.

Um artigo de Sarsfield Cabral, no DN

REACCIONÁRIOS

Uma boa parte dos franceses que votaram "não" ao tratado constitucional europeu quis rejeitar o chamado ultraliberalismo. Ou seja, o capitalismo de tipo anglo-saxónico, por sinal eficaz no crescimento económico e na redução do desemprego, mas com menos protecções para os que estão empregados. Para defender o "sim", Chirac chegou mesmo a dizer que o liberalismo é pior do que o comunismo. E mostrou-se contra princípios básicos do mercado livre e da própria integração europeia, como a concorrência nos serviços por parte dos novos Estados membros da União.
Na Alemanha o populismo antimercado está também em alta. A globalização e as deslocalizações de empresas para a Europa de Leste puseram em causa a "economia social de mercado", com a co-gestão, salários generosos e um alto grau de protecção social. O "capitalismo renano" está ali a ceder terreno ao modelo anglo-saxónico, mais assente na bolsa. O problema é que, tanto em França como na Alemanha, o tão apregoado modelo social europeu não consegue taxas de desemprego abaixo dos 10% da força de trabalho.
As reacções anticapitalistas de franceses e alemães são defensivas. São ditadas pelo medo e pela incapacidade de adaptação às novas realidades da globalização e até de uma integração europeia alargada a novos Estados membros. O populismo antimercado da França e da Alemanha não aponta para reformas com futuro, mas para regressar artificialmente a um passado que não voltará. É uma atitude reaccionária, que nada tem a ver com o combate aos reais defeitos do capitalismo liberal nem com o desejo de outros modelos possíveis (como o escandinavo, que funciona). Algo semelhante, e dramático, aconteceu nos anos 30, com a escalada proteccionista. A integração europeia surgiu, também, para que tal jamais se repetisse.

ISCRA oferece cursos de pós-graduação

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Seminário de Aveiro


Ciências da Família e História das Religiões


No próximo ano lectivo, o Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA) oferece dois cursos de pós-graduação em Ciências da Família e em História das Religiões. As fortes tensões a que a Família tem sido sujeita “resultantes das mudanças sociais que se têm verificado nos últimos tempos, justificam, por si só, o aprofundamento das Ciências da Família, como ponto de partida para a realização da pessoa e para a humanização da sociedade” – sublinha um comunicado de imprensa do ISCRA.
Por outro lado, a dimensão “crescente dos conflitos religiosos a que assistimos em diversas partes do mundo tornam urgente a compreensão dos fundamentos da fé e o estudo e análise das diversas doutrinas e suas manifestações culturais, a bem da evolução do diálogo ecuménico e inter-religioso” – menciona.
As pós-graduações são dirigidas a titulares de um Bacharelato, Licenciatura ou equivalente em qualquer área, têm a duração de um ano lectivo e serão leccionados em horário pós-laboral.
As inscrições estarão abertas de 1 a 30 de Junho de 2005. Mais informações em www.iscra.pt ou contactar através do telefone 234 379 880, fax 234 379 887 ou do email iscra@netvisao.pt
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Dados do ISCRA
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Fundação: 29 de Junho de 1989
Instalações: Seminário de Santa Joana Princesa, Aveiro
Presidente: D. António Baltasar Marcelino, Bispo de Aveiro
Directora: Doutora Deolinda Serralheiro, snsf
Protocolos: com o Instituto Superior de Ciencias Religiosas a Distância “San Agustín, patrocinado pela Universidade Pontifícia de Comillas (para a Licenciatura em Ciências Religiosas a Distância)
Cursos: Licenciatura em Ciências Religiosas a Distância, Plano de Formação Sistemática e Curso Básico de Ciências Religiosas
N.º de alunos: cerca de 250, dos quais, 110 frequentam a Licenciatura em Ciências Religiosas a Distância.
Fonte: ECCLESIA

RECONCILIAÇÃO entre cristãos



O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos Cristãos propôs aos Ortodoxos um sínodo de reconciliação e, juntamente com os filhos da Reforma Protestante, uma aliança a favor da redescoberta das raízes cristãs. O Cardeal Walter Kasper fez estas propostas no Congresso Eucarístico Nacional Italiano, que decorreu em Bari.
No início da sua intervenção, o cardeal alemão recordou que, em Bari, “cidade ponte entre Ocidente e Oriente, lugar do túmulo de São Nicolau, o santo da caridade reconciliadora, venerado tanto no Oriente como no Ocidente”, teve lugar em 1098 um sínodo de bispos gregos e latinos. “Por que não esperar que aqui, em Bari, mil anos depois do sínodo de 1098, em 2098 (e por que não antes?), possamos celebrar de novo um sínodo de bispos gregos e latinos, um sínodo de reconciliação?”, perguntou.
O novo pontificado de Bento XVI, assegurou, “deu-nos a esperança de que estas expectativas não são utopias”.
“Esperamos de coração, e eu estou profundamente convencido de que, depois dos grandes esforços e dos importantes passos de João Paulo II, o novo Papa Bento XVI aplane e abra o caminho para uma perspectiva assim”, acrescentou.
O Cardeal Kasper reconheceu que ortodoxos e católicos “são herdeiros da cultura europeia comum e têm os mesmos valores éticos que são fundamentais para o bem das nossas sociedades e para os seus homens”.
Nesse sentido, apontou como próximo passo, rumo à plena comunhão, a formação de “uma aliança a favor da redescoberta das raízes cristãs da Europa”. “Uma aliança – indicou – para nos ajudarmos mutuamente a favor dos valores comuns e de uma cultura da vida, da dignidade da pessoa, da solidariedade e da justiça social, pela paz e pela salvaguarda da criação”.
O Cardeal Kasper abordou ainda a questão do ministério petrino (do Bispo de Roma), que constitui uma das dificuldades para o avanço do ecumenismo. “Por que não reflectir juntos sobre uma osmose entre o princípio de sinodalidade e o de colegialidade e o princípio petrino, que, precisamente nas semanas passadas, mostrou a sua força espiritual?”, desafiou.

Fonte: ECCLESIA

domingo, 29 de Maio de 2005

Um poema de Sabastião da Gama

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Oração de Todas as Horas


Agora,
que eu já não sei andar nas trevas,
não me roubes a Tua Mão, Senhor,
por piedade!
Voltar às trevas não sei,
e sem a Tua Mão não poderei
dar um só passo em tanta Claridade.

Pelas Tuas feridas minhas, pelas tristezas
de Tua Mãe, Jesus,
não me deixes, no meio desta Luz,
de pernas presas...

Não me deixes ficar
com o Caminho todo iluminado
e eu parado e tão cansado
como se fosse a andar

LEGIÃO DE HONRA para Manoel de Oliveira

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Manoel de OLiveira

Exemplo de invejável juventude


No próximo dia 3 de Junho, o realizador português Manoel de Oliveira vai ser condecorado pelo Presidente da República Francesa, Jacques Chirac, no palácio do Eliseu, com a Legião de Honra. Será mais uma distinção a juntar a tantas outras que tem recebido, ao longo da sua carreira de cineasta.
Manoel de Oliveira, o mais idoso dos realizadores no activo do mundo, com os seus 96 anos, continua, com uma serenidade impressionante, a trabalhar e a mostrar que, parando, pode ser o fim.
Falar, hoje e aqui, do nível da sua extraordinária obra cinematográfica, não está nos meus horizontes, que isso fica para os críticos de cinema. Apetece-me, no entanto, apontar o seu exemplo de tenacidade e de vida a todos quantos, aposentados, se remetem a um não fazer nada, a ficar pelos cafés, calados ou a discutir banalidades futebolísticas e pouco mais, enfim, morrendo aos poucos e desligados do mundo.
Manoel de Oliveira não pára, apesar da sua provecta idade, exibindo uma capacidade de trabalho invulgar e uma lucidez de espantar. Ouvi-lo na Rádio ou na TV e lendo as entrevistas que dá é um prazer para toda a gente sensível. E não podemos, mesmo, ficar indiferentes à sua cultura multifacetada e aos seus conceitos de arte, sobretudo da área que domina com mais profundidade e que é o cinema.
O autor de “Aniki Bobó”, “Vale Abraão”, “Non ou a Vã Glória de Mandar”, “Douro, Faina Fluvial”, “A Carta” e de “Le Soulier de Satin”, entre tantos outros filmes, vai, como sempre disse, continuar a filmar, dando-nos um exemplo de invejável juventude.
F.M.

Reportagem de Jesus Zing, no JN

Reitora da Universidade de Aveiro
critica Ministério


A reitora da Universidade de Aveiro (UA), Helena Nazaré, lamentou, na cerimónia de entrega de diplomas que assinalou o "Dia da Universidade", que o financiamento do ensino superior só seja "capaz de premiar a quantidade".
(Para ler o texto na íntegra, clique JN)

Um artigo de Diogo Pires Aurélio, no DN

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Mexer ou não mexer no Estado

Chegaram, finalmente, as tão faladas e, ao mesmo tempo, receadas medidas do Governo para reduzir o défice. Apoiado, na generalidade, pelos economistas, contestado por vários dos sectores atingidos, o receituário anunciado pelo primeiro-ministro é, no entanto, apesar da sua dureza e da coragem política que denota, encarado por muita gente como um soporífero que talvez não chegue sequer para o objectivo imediato de cumprir em tempo útil as obrigações decorrentes do PEC.
Tal como acontecera com Durão Barroso e a política protagonizada por Manuela Ferreira Leite, o anúncio das medidas de combate ao défice, em particular a subida de impostos, que num como noutro caso vieram ao arrepio dos objectivos repetidos em campanha eleitoral, fez-se acompanhar por uma alegação de ignorância quanto à verdadeira dimensão do défice existente.
(Para ler o artigo na íntegra, clique DN)

POSTAL ILUSTRADO

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Gaivotas descansam em cima do marégrafo,
na Praia da Barra

sábado, 28 de Maio de 2005

CORAGEM PODE EVITAR ESTAGNAÇÃO

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José Sócrates





Duarte Lima: “Há que ter a frontalidade de o dizer, sem subterfúgios ou meias palavras: as duras decisões anunciadas esta semana no Parlamento pelo primeiro-ministro, José Sócrates, revelam uma invulgar coragem política para os nossos costumes.”

Mário Bettencourt Resendes: “ [Sócrates] faltou à palavra dada na campanha eleitoral, mas com isso é provável que tenha poupado aos portugueses mais alguns anos de estagnação económica e social.”

Para grandes males, grandes remédios



Penso que Portugal estava mesmo a precisar, há muito, de alguém que não brincasse com coisas sérias e que não adiasse por mais tempo a construção de estruturas políticas, económicas e sociais, que servissem de base a um país moderno, justo e solidário.
Moderno, para acompanhar, de forma dinâmica e responsável, os seus parceiros da UE, sabendo-se que Portugal se encontra na cauda da carruagem do progresso; Justo, acabando de uma vez por todas com portugueses-filhos (os trabalhadores do sector públicos) e portugueses-enteados (os trabalhadores do sector privado); Solidário, fazendo com que os ricos paguem mais, para que os mais pobres paguem menos.
É certo que a perda de regalias é normalmente mal aceite, mas também é verdade que, num país em crise, se torna impossível equiparar os dois sectores de um dia para o outro, olhando só para os que estão na mó de baixo.
A coragem de Sócrates vai ter muitos inimigos e até creio que alguns dos que votaram no PS já estarão arrependidos. Porém, se se pensar um bocadinho, temos de convir que, para grandes males, grandes remédios. E se estes remédios, agora anunciados, resultarem, todos ficaremos a ganhar.
Fernando Martins

"O MUNDO DE SOFIA"

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Um Livro para todas as idades


No “Mil Folhas” desta semana (Suplemento literário do "PÚBLICO"), Carlos Ademar Fonseca, autor de “O caso da rua Direita”, editado pela “Oficina do Livro”, diz no “Inquérito”, em resposta a uma pergunta sobre o último livro que ofereceu, que “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder, está nas suas preferências. Isto porque, como sublinhou, “é um verdadeiro manual de Filosofia, que devia ser obrigatório por decreto. É magnífica a metáfora do insecto que passa a vida a cirandar sobre a pele do coelho e que um dia resolve subir por um pêlo acima e, à medida que subia, alargava os seus horizontes, e quando chegou ao cimo do pêlo maravilhou-se com a paisagem”.
Li esta obra, editada pela “Presença”, em 1995, ano em que saíram quatro edições, em Portugal. Encantei-me, então, com a aventura em que embarquei através da história da Filosofia, na companhia de Sofia e de uma personagem misteriosa. Era e é um livro fundamentalmente para jovens, que os adultos também podem e devem ler. Carlos Ademar Fonseca recomenda-o a pessoas no fim da adolescência ou a jovens adultos. Eu li-o já cinquentão e não me arrependi nada.
F.M.

CHOQUE

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Há gente avisada que nunca é ouvida

Esta semana, os portugueses sofreram um choque com o anúncio da subida de impostos para se tentar diminuir o défice das finanças públicas, que pode atingir os 6,83 por cento do PIB (Produto Interno Bruto), até ao fim deste ano, se nada se fizer para o reduzir, segundo revelou uma comissão presida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.
No fundo, esse anúncio não foi uma surpresa, porque toda a gente já sabia que Portugal está numa situação difícil, mas a verdade é que ninguém gosta de acreditar no pior, mesmo quando a realidade está à vista de todos.
Este problema do défice público não é de agora, muito menos dos últimos Governos. Já vem detrás, mesmo dos Governos de Cavaco Silva, sobretudo quando o Estado começou a aumentar, desmedidamente, os encargos com a administração pública e com outras despesas correntes. E também quando iniciou uma política de regalias sociais aos seus servidores, aos políticos e ex-políticos, quando fez obras incompatíveis com a nossa dimensão e capacidades, quando, enfim, começou a gastar, no dia-a-dia, mais do que recebia dos impostos dos portugueses.
Há muito que os mais avisados têm vindo a chamar a atenção para a necessidade de se reduzirem as despesas correntes, como única forma de equilibrar as finanças públicas, já que os rendimentos são curtos e os hábitos de muitos portugueses estão marcados pelo princípio de que é correcto enganar o Estado, fugindo ao fisco.
É sabido, por exemplo, que a grande maioria das empresas portuguesas apresenta prejuízos no fim do ano, boa forma de não pagar impostos. E no entanto, essas empresas continuam a laborar, como se tudo estivesse bem, sem que haja, por parte dos Governos, quem vá saber o que se passa.
O pior, porém, veio agora, com o primeiro-ministro a dizer que tem mesmo de subir os impostos, para tentar debelar a crise. Ninguém gostou, claro, porque se vai mexer no bolso de cada um, sobretudo dos trabalhadores que nunca puderam escapar às malhas do fisco. Os mais frágeis, afinal.
No entanto, há analistas que alertam para outras soluções, sem que aparentemente ninguém os ouça. Medina Carreira é um deles. Diz ele, por exemplo:
Para quê tantos deputados? Metade não bastaria para discutir as nossas leis? E para quê tantos Ministérios? Doze não seriam capazes de coordenar as políticas governamentais? E porquê um sem-número de assessores dos ministros e de autarcas, a todos níveis? E para quê o TGV e um novo aeroporto, quando há cidades, vilas e aldeias sem acessos mínimos? E para quê tantos estádios de futebol para o Euro 2004, se alguns estão sempre às moscas? E para quê os submarinos, se os nossos militares estão mais vocacionados para colaborar na manutenção da paz? E porquê o escândalo de alguns políticos ficarem com subvenções vitalícias, ao fim de 12 anos de trabalho? E porquê as reformas milionárias, num país pobre?
Responda quem souber.
Fernando Martins

sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Voltar a CHAVES, para matar saudades

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Ponte romana

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Na capital do Alto Tâmega, com amigos

Voltar a Chaves, mesmo que só um dia, é sempre um prazer. Encontro amigos, calcorreio ruas que há anos me foram familiares, nos tempos em que por lá fazia campismo com a família, aprecio jardins cuidadosamente tratados, contemplo monumentos carregados de história e respiro o ar puro do Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes, no dizer poético, mas autêntico, de Miguel Torga.
Na quinta-feira, dia do Corpo de Deus, fui encontrar a capital do Alto Tâmega com toda a sua beleza e conviver com gente solidária, que sabe cultivar amizades através dos tempos. O motivo da minha visita foi a comunhão solene de uma criança, a Alexandra, que há anos tive o privilégio de baptizar, na qualidade de diácono. E foi muito bom recordar outras estadas em Chaves, cujos recantos e pessoas tive a dita de conhecer de perto.
Foi então, com muita satisfação, que voltei a apreciar a igreja de Santa Maria Maior, a Igreja Matriz, como é conhecida. Templo românico, mas muito alterado nos meados do século XVI. Ao lado, lá está a Igreja da Misericórdia, do Estilo Barroco, onde um dia participei numa missa que durou uns 20 minutos. O sacerdote, velhinho, celebrou sentado para não se cansar muito.
Olhando à volta, como podia ficar indiferente à Torre de Menagem, resto do primitivo castelo mandado construir por D. Dinis, no século XIV. Ruas estreitas, medievas, circundam a praça principal, a Praça Camões (Segundo José Hermano Saraiva, Luís de Camões teve as suas origens em Vilar de Nantes, Chaves, de onde eram naturais os seus avós), que mostra a Câmara Municipal, o Museu e a estátua de D. Afonso, Conde de Barcelos, Duque de Bragança e Senhor de Chaves, filho ilegítimo de D. João I, o de Boa Memória. Senhor de Chaves, que casou com a filha de D. Nuno Álvares Pereira, que lhe deu fortuna.
Depois, foi a vez de contemplar a ponte romana que atravessa o rio Tâmega, construída entre o século I e o século II da nossa era, que ainda conserva intactos 12 arcos, que teimam em desafiar o tempo. Duas colunas, epigrafadas, são símbolos de gentes que ocuparam e viveram na Aquae Flaviae, a Chaves de hoje, tornada famosa pelo imperador Flávio Vespasiano, que ali chegou atraído pelo ouro da Serra da Padrela.
O Forte de São Francisco, o Forte de São Neutel, igrejas e capelas, palacetes e jardins, de tudo um pouco nos oferece esta cidade que aceita como visitantes mais frequentes os nossos amigos espanhóis. Mas o que mais projecta a Capital do Alto Tâmega, desde a antiguidade até aos nossos dias, é, sem dúvida, a oferta termal. Balneário moderno, com águas bicarbonatadas, sódicas e hipertermais, das mais quentes da Europa (73º), garante cura a muitas maleitas.
Estar em Chaves é recordar visitas a Espanha, em especial a Feces de Abajo, a aldeia fronteiriça que nos desafiava a experimentar, em espírito de aventura que os mais novos tanto apreciavam, os caminhos dos contrabandistas, para comprar caramelos, chocolates… entre outras coisas, mas também para beber coca-cola, bebida na altura proibida pelo doutor Salazar.
Estar em Chaves é ter o gosto de saborear o seu genuíno presunto, os pastéis quentinhos com o nome da cidade, e o folar típico, como não há outro. E daqui ainda se saía à procura do vinho dos mortos, em Boticas, da Chega de Bois, em Montalegre, da Pedra Bolideira, na estrada que leva a Bragança, dos Castros da Curalha e de Carvalhelhos, este em Boticas. Sempre em excursões familiares, onde se cultivava o prazer da descoberta.
Melhor que tudo, porém, estar em Chaves é conviver com gente estruturalmente sã e aberta, com uma capacidade enorme para preservar amizades. Afinal o Reino Maravilhoso que Miguel Torga tão bem pintou, reino de pedras e montanhas, de tradições e de gente determinada que sempre disse que “Para cá do Marão, mandam os que cá estão”.
E ao falar dos transmontanos, o poeta da Criação do Mundo, dos Contos da Montanha, do Diário, dos Bichos e de Portugal, entre tantas outras obras, diz que são “fiéis à palavra dada, amigos do seu amigo, valentes e leais (…), ufanos da alma que herdaram”.
Fernando Martins


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De Miguel Torga


Chaves, 6 de Setembro de 1986

Miradoiro

Não sei se vês, como eu vejo
Pacificado,
Cair a tarde
Serena
Sobre o vale,
Sobre o rio,
Sobre os montes
E sobre a quietação
Espraiada da cidade.
Nos teus olhos não há serenidade
Que o deixe entender.
Vibram na lassidão da claridade.
E o lírico poema que me acontecer
Virá toldado de melancolia,
Porque daqui a pouco toda a poesia
Vai acontecer.




Chaves, 26 de Agosto de 1990

Visita sacramental a S. Caetano, um santo fronteiriço que tem na terra os serviços administrativos modelarmente organizados. “Meta as esmolas nos petos” – avisam os letreiros. E lá estão as tulhas para os cereais, a grade para os galináceos, e o orifício aberto na parede granítica da capela para encarreirar a pecúnia. Peregrino anual e céptico, não peço ao orago graças que sei que não pode conceder a um mau romeiro. Bebo-lhe a água gelada da fonte de três bicas, regalo os olhos na paisagem aberta e larga, espreito o cemitério visigótico precariamente preservado e fico satisfeito. Mas volto sempre, e sempre com a mesma curiosidade e disponibilidade emotiva. A minha bem-aventurança começou quando abri os olhos no mundo e há-de acabar assim, quando, já cansado, de tanto o ver e surpreender, os fechar.

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Chaves: Torre de Menagem

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Chaves: Igreja matriz,
em dia de 1ª comunhão

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Chaves: Igreja romana de Outeiro Seco

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Chaves: Pedro Bolideira. Ao partir-se em duas, uma parte da pedra ficou pousada num ponto único, que permite a oscilação. Qualquer pessoa que empurre no sítio certo faz oscilar a famosa pedra.

quarta-feira, 25 de Maio de 2005

No Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes

Amanhã, dia do Corpo de Deus, andarei pelo Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes. No regresso, darei conta do que vi.
F.M.

Um artigo de D. António Marcelino

Um processo educativo
harmónico e sério

A educação é, frequentemente, tema de discussão na praça pública. Temos de nos interrogar porquê, dado que não há eco sem grito, nem barulho sem algo que o motive. Desta vez, e mais uma vez, é a educação sexual que se faz e se defende que provoca críticas, denúncia e movimentação.
Educar é uma arte e um desafio apaixonante para todo o educador. Para o educando, é um processo crescente de dignificação, valorização abrangente, aprendizagem concreta de relações mútuas, integração assimilada de valores, desenvolvimento harmónico de dons e capacidades, naturais e adquiridos, que vão tendo investimento na vida real, até à responsabilização pessoal.
Educar é dar alma à vida. Missão que exige uma inter-relação, digna e respeitosa, entre educador e educando, e uma especial atenção ao ambiente de vida e de acção, porque também este tem uma função educativa. A informação cultural e a transmissão sistemática do saber escolar são sempre elementos integrantes e meios importantes, que servem de suporte e de itinerário a um projecto educativo com sentido humano e social.
A vida vai-nos ensinando que, na educação, o mais determinante são os educadores. Não é que recaia sobre eles uma responsabilidade absoluta, como é óbvio, pois só se pode dar quando há alguém disposto a receber. Está, porém, na mão do educador, quem quer que ele seja, contribuir, de modo singular, para a estruturação harmónica da pessoa e, por via desta, para a edificação de uma sociedade de gente nova e participativa.
Os educadores têm de sentir-se vocacionados e preparados para a missão de educar. Não podem pensar que são mestres e sabedores incontestados. Há que saber lidar com um respeito sagrado pelos educandos, manter uma dignidade pessoal que os qualifique, estar dispostos a promover e cultivar parcerias com outros intervenientes no processo educativo, interiormente abertos para reconhecer e corrigir erros, disponíveis para reflectir e aprender com aqueles que são o seu cuidado diário.
A educação sexual é necessária. Qualquer que seja a modalidade de ajuda, não cabe a mercenários, nem a grupos voltados para impor os modelos que justificam as suas opções de vida, estimulando outros a ir pelo mesmo caminho, nem meros informadores pessoalmente mal formados. Não se pode fazer à revelia de responsáveis que não se podem ignorar, como os pais ou os encarregados de educação, de valores culturais e éticos, de modelos que estimulam a crescer e a viver, com decoro, dignidade, senso e vergonha.
De quando em quando, lá vem à luz do dia o que neste campo se vai fazendo na noite das distracções procuradas, consentidas e pagas. O que o Expresso informou e o que por aí se diz e se faz, neste campo, é, em muitos casos, verdadeiramente grave.
A sexualidade é um dinamismo fundamental da pessoa. Não se pode degradar. Há que ajudar a assumi-la e a integrá-la, porque não se trata de um instinto animal.
Quando tudo é natural, dispensa-se a educação. Os animais sabem defender-se, as pessoas são educáveis, desde o ventre materno. Aí começa, naquela relação única de mãe - filho, a desenvolver-se a maravilha da vida relacional ou de ser-com-os-outros, para poder crescer e viver. Este processo acompanha-nos na vida, com base numa relação afectiva, crescente e consequente, que dá sentido à sexualidade, como valor superior assumido, no casamento, quando preparado com cuidado, no celibato, quando livremente aceite.
Quem faz da vida uma banalidade, nunca poderá ajudar outros a descobrir e a contemplar os horizontes novos, belos e libertadores, ao alcance de todos, quando educados correctamente, ou em processo de uma educação, harmónica, séria e digna.

FEIRA DO LIVRO EM AVEIRO




É preciso aumentar o gosto

pelos livros e pela leitura


Como os meus leitores certamente já sabem, está a decorrer, em Aveiro, na Praça Marquês de Pombal, a Feira do Livro. Não é uma feira como tantas outras que se realizam por aqui e por ali, porque esta pode iniciar em muitos a paixão pelos livros.
Uma Feira do Livro é sempre, à partida, um incentivo à leitura, tanto mais importante quanto é certo que Portugal é um dos países da Europa onde menos se lê. Sendo assim, tudo quanto se fizer para incutir nos portugueses hábitos de leitura é muito bom.
Importa agora que os meus leitores aproveitem a ocasião para contactar de perto com os livros, na tentativa de descobrirem algo que os seduza, isto é, que os leve mesmo a ler a obra ou as obras compradas.
Ao mesmo tempo, os mais velhos ou mais conhecedores do que se vai publicando, devem sensibilizar os mais novos para a aquisição de livros, numa tentativa, muito saudável, de aumentar, entre nós, o gosto pela leitura.
Nesse sentido, é necessário mostrar, a quem não lê com regularidade, que os livros são, afinal, dos nossos melhores amigos, quando bem escolhidos: Estão sempre disponíveis, tanto nas horas boas como nas horas más, ensinam-nos sem enfado, divertem-nos quando precisamos de descontrair, mostram-nos outras terras, outras gentes e outras culturas, revelam-nos sentimentos e emoções, enriquecem-nos a alma, alimentam a nossa capacidade criativa e tornam-nos mais solidários nesta aldeia global em que vivemos. Por isso, aqui fica a minha sugestão para que visitem a Feira do Livro de Aveiro.
F.M.

Bispos do Centro querem combater a desertificação


D. Manuel Felício

Combater a desertificação
através de uma pastoral interdiocesana


Combater a desertificação através de uma pastoral interdiocesana é uma aposta dos bispos do Centro do País, nomeadamente de Aveiro, Coimbra, Guarda, Viseu, Portalegre e Castelo Branco e Leiria-Fátima.
Os problemas sociais das dioceses do centro estiveram em destaque na reunião dos bispos daquelas dioceses, realizada na cidade da Guarda. A situação que mais preocupa estes pastores é a desertificação, "um processo em marcha que despovoa muitas das nossas terras", disse à ECCLESIA D. Manuel Felício, Bispo da Guarda. Para fazer face a esta realidade - aponta o prelado - "temos alguns contributos e alguns estudos que estão a ser feitos". Mas lamenta: "damos conta de que não vamos travar este processo."
Se actualmente as grandes cidades (Porto e Lisboa) têm cerca de 40 por cento da população, nos próximos dez anos "terão cerca de 60 por cento", garantiu o prelado. "A formação e a informação são essenciais nesta luta", referiu. "Temos que dar o nosso contributo para que as pessoas dêem conta de que, mesmo estando nos grandes centros, só têm vantagens em não destruir os contactos com as suas origens", afirma D. Manuel Felício.
Como as pessoas foram "feitas para viver", o Bispo de Guarda refere que "a qualidade de vida dos grandes centros não atinge, nem de longe nem de perto, os níveis" destas zonas. A criação de condições, "sobretudo de carácter patrimonial", são fundamentais para a fixação destas populações. Neste processo de desertificação, " existem pontos de referência que não sofrem esta sangria". E exemplifica: "temos centros populacionais nas nossas dioceses que aumentam mas, às vezes, em prejuízo das aldeias que estão próximas." Nos programas pastorais, sobretudo na hora de redistribuir o clero, "temos de privilegiar estes lugares que continuam a ser procurados pelas pessoas".
Na recta final dos anos pastorais, os bispos do centro do País têm consciência de que não podem "abandonar ninguém, nem que seja uma pessoa que esteja no cabo do mundo", mas, por outro lado, também "não podemos ignorar os movimentos populacionais", frisa D. Manuel Felício. As directivas vão para uma pastoral "muito menos por conta própria e muito mais em Igreja". E adianta: "no nosso caso uma pastoral interdiocesana." As dioceses do centro têm "toda a vantagem em apoiar-se mutuamente", disse.

Centro Cultural da Gafanha da Nazaré: Cultura Popular

A HERA-Associação para a Valorização e Promoção do Património organizou um espectaculo de Cultura Popular Europeia - "III Encontro de municipalidades-Membros da AEMA", que se realizará no proximo sábado, dia 28 de Maio, às 21.30 horas, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. O evento contará com a participação de Grupos de Cultura Popular da Bélgica, Croácia, Grécia, Itália, Espanha e Portugal.

terça-feira, 24 de Maio de 2005

António Guterres é o novo alto comissário da ONU para os refugiados

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O antigo primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, foi escolhido para o cargo de alto comissário para os refugiados das Nações Unidas, tendo agora de abandonar o posto de presidente da Internacional Socialista, que ainda ocupa neste momento. Guterres sucede ao holandês Ruud Lubbers.
O anúncio oficial vai ser feito esta tarde.

Um artigo de António Rego

TESTEMUNHAS DA HISTÓRIA

Talvez valha a pena voltar um pouco atrás. E revisitar, com alguma distância e serenidade, o passado mês de Abril. A partir de Roma foram transmitidos factos e notícias que marcarão certamente a história dos meios de comunicação social da nossa época. Não falaremos das técnicas utilizadas, das horas de emissão, das páginas preenchidas, das fotos carregadas de efeitos, das análises e comentários sobre a Igreja que proliferaram pelos grandes media do planeta. Ninguém se sentiu de fora, estivesse ou não de acordo com os factos (ainda há quem se arrogue o direito de estar acima das evidências) e interpretações que escorreram sobre algo que não deixou o mundo indiferente: a morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI.
Os media envolveram e foram envolvidos, andaram atrás dos acontecimentos e foram acontecimento, gerando uma cadeia sequencial de causas e efeitos que nem os próprios controlaram.
E no meio de tudo isto o facto religioso. Por isso a oportunidade de algumas perguntas:
- Teria sido possível liquidar, pelo silêncio, estes acontecimentos?
- A exibição do religioso não terá surgido como seta provocatória da indiferença secular?
- Estaremos perante o simples facto do todo João Paulo II e Raztinger terem sido oiro sobre azul para a sofreguidão de audimetria dos media?
- Terá sido este o acontecimento mais forte do início do século, cuja narrativa se transformou em acção catequética única da Igreja Católica a nível planetário?
Muitas mais perguntas são possíveis. Mas nunca se poderá esquecer a importância desta lição da Igreja dada ao mundo e do mundo dada à Igreja. Foi um pacto de interesse comum pelos grandes valores espirituais do Ocidente que se foram revelando progressivamente nos rituais e palavras que os media seguiram e transmitiram profusamente. E não se diga que foram os códigos secretos (Da Vinci ou não) do Vaticano que geraram todo esta procura inexplicável. Foi, antes, o sentido profundo da vida dum homem como João Paulo II, que não se entende sem o cristianismo, ou duma Igreja que se perpetua e renova na eleição dum novo Pontífice.
Todos, do lado da Igreja e dos media, temos que ensinar e aprender estas lições da história de que somos protagonistas e testemunhas. Ser protagonista da história é um privilégio e uma responsabilidade.

SCHOENSTATT: Peregrinação de doentes


Santuário de Schoenstatt

No próximo domingo, dia 29 de Maio, vai realizar-se uma peregrinação ao Santuário de Schoenstatt, com início marcadao para as 10 horas, sendo a organização da Equipa Diocesana dos Visitadores dos Doentes e dos responsáveis paroquiais.
Do programa constam bons motivos de interesse, para além do convívio de que todos os participantes poderão usufruir, no ambiente sereno e tranquilizante do Santuário. Todos poderão, também, encontrar-se com Nossa Senhora, que ali está sempre disponível para acolher quem a Ela se dirige.
O encontro termina com a Eucaristia, presidida pelo Padre João Gonçalves, coordenador diocesano da Pastoral da Saúde. A bênção final será às 16.30 horas.


Globalização desregulada entrava desenvolvimento justo


A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) promoveu no passado dia 21 de Maio a conferência “Por uma cidadania activa na construção de um desenvolvimento justo e sustentável", na qual se contestaram os efeitos perniciosos de uma globalização desregulada.“Estamos em fase de profundas transformações na economia e na sociedade, que não poderão ficar entregues, exclusivamente, à mera lógica dominante da maximização do lucro e dos interesses financeiros dos actores mais poderosos, como presentemente vem sucedendo”, assegura a CNJP.
O papel do mercado, “um elemento axial da economia contemporânea”, esteve no centro da reflexão, tendo-se considerado que o mesmo não é tudo: “o mercado é incapaz de resolver o impacto negativo das flutuações económicas; o mercado não corrige as desigualdades de rendimento ou a excessiva concentração do poder económico empresarial, antes tende a agravá-las; o mercado pode ser muito ineficiente na afectação de recursos entre as actividades que geram custos ou benefícios externos, assim como não garante a provisão de bens públicos e bens de utilidade social indispensáveis ao próprio desenvolvimento da economia e ao progresso social”.
Os elementos privilegiados na reflexão apresentada pela CNJP foram a economia do conhecimento no processo de globalização em curso e sua incidência na mudança de paradigma económico-social; a importância de novas vias de regulação social, quando desaparecem, ou grandemente enfraquecem, as unidades organizativas formais; o alcance de um novo conceito de empresa como bem social e de responsabilidade social da empresa.
A conferência ressaltou também a importância crescente de que se reveste uma “cidadania activa”, participante e responsável do nosso futuro colectivo. “A complexidade com que se desenvolve a economia e a sociedade e a aceleração com que ocorrem as mudanças exigem que exista, por parte dos cidadãos e cidadãs, um regular acompanhamento responsável dos processos de mudança em curso e permita uma previsão atempada de novos problemas emergentes e provisão dos meios para lhes fazer face”, defende a CNJP.
Fonte: Ecclesia

Falta de sinalização pode dificultar acesso às praias

A falta de sinalização para as praias no nó da A25 com a A17, junto ao estádio municipal de Aveiro, tem prejudicado os comerciantes das praias da Barra e da Costa Nova. Quem o garante é João Marcelino, da Associação dos Amigos da Praia da Barra (AAPB), afirmando que o fluxo de turistas «baixou significativamente, tal como a utilização dos parques de campismo, restauração e hotelaria», após a abertura ao tráfego automóvel do troço da A17 até Mira.Para o dirigente dos Amigos da Praia da Barra, esta situação deve-se à falta de sinalização para estas praias, que é inexistente na intersecção da A17 com a A25. No local, alega João Marcelino, onde deveria estar colocado um sinal de trânsito a indicar «Praias» e «Porto de Aveiro», pode-se ler somente «Aveiro», o que faz com que quem não conheça a região nem a nova auto-estrada «possa ficar um tanto perdido e sujeito a ir dar uma volta até Mira, ou em última instância até à Figueira da Foz».
(Para ler o texto na íntegra, clique Diário de Aveiro)

Um artigo de Sarsfield Cabral, no DN



O mito


As inovações tecnológicas têm dado enormes impulsos ao crescimento económico. Recorde-se o papel da máquina a vapor na primeira revolução industrial, no séc. XVIII. Mas a tecnologia, por si só, não leva ao desenvolvimento. Existiu essa ilusão nos anos 60, quando os computadores começaram a ter importância. Nesse tempo de forte crescimento das economias (em Portugal, não houve outro semelhante) não faltou quem pusesse todas as esperanças nas novas tecnologias. As quais, pensava-se, não só iriam trazer a prosperidade e a democracia, como o fariam ultrapassando a querela ideológica entre capitalismo e comunismo. Uma via consensual, evitando a luta de classes e até o combate às corporações imobilistas. Uma solução indolor, sem exigir grandes esforços nem afrontamentos. A tecnologia mudaria o mundo por nós era só deixá-la funcionar.
A ilusão durou pouco. Os choques petrolíferos dos anos 70 abalaram o optimismo do progresso. O mesmo optimismo que acreditava ir o crescimento económico eliminar a pobreza. Viu-se. Mas o fascínio pela tecnologia é persistente. António Guterres esperava da informática e da Internet a reforma da Administração pública que politicamente não conseguia promover.
Pela mão de Sócrates, a tecnologia está de novo na berlinda. Será que voltou o mito de que as novas tecnologias resolverão os nossos problemas? Há esse risco, de facto. Mas o primeiro-ministro moderou o entusiasmo pelo choque tecnológico que manifestara antes das eleições. A sua atitude parece agora mais sensata. O plano tecnológico é um passo indispensável, mas não milagroso, numa economia como a nossa, assente na fraca qualificação das pessoas e nos baixos salários. Algo que não dispensa a política, única maneira de vencer os interesses instalados. Tal como no défice orçamental.

Efemérides aveirenses

24 de Maio

1956Foi solenemente inaugurado o novo edifício da Escola Industrial e Comercial de Aveiro, no Bairro do Liceu, com a presença do ministro das Corporações e Previdência Social, em representação do Governo.

1972Faleceu em Fátima a Madre Maria de S. João Evangelista de Lima Vidal – no século, Zulmira de Lima Vidal – irmã do Arcebispo D. João Evangelista de Lima Vidal, que nascera em Aveiro e, de 1930 a 1937, exercera o cargo de superiora-geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

1982Faleceu em Lisboa o ilustre aveirense Dr. Mário Duarte, homem de fino trato, grande desportista e prestigiado diplomata: desempenhou o cargo de embaixador de Portugal em Cuba, na Alemanha, na França, no Brasil e no México.
Fonte: Calendário Histórico de Aveiro

segunda-feira, 23 de Maio de 2005

PRAIA DA BARRA: Obelisco

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Obelisco precisa de uma intervenção condigna

O obelisco que se encontra no centro da praceta junto aos Pilotos da Barra precisa de uma intervenção condigna. Construído e inaugurado no tempo do regime do chamado Estado Novo, alguém, depois do 25 de Abril, destruiu as inscrições originais, sem que ninguém até hoje as tenha mandado repor.
Eu sei que nas revoluções se procura destruir tudo o que possa recordar o passado que se combateu. Será legítimo, para uns, e ilegítimo, para outros. De qualquer modo, penso que não podemos apagar da história o que os nossos antepassados fizeram, bem ou mal. O que está bem deve ser respeitado e o que está mal deve ser corrigido e explicado.
Não alinho com os iconoclastas que teimam em acreditar que, destruindo símbolos, tudo fica resolvido. Não fica. O importante é educar para a verdade, assente sempre na democracia e no respeito por quem tem ideias diferentes.
Neste caso, penso que o obelisco, mesmo com as inscrições, não prejudicava ninguém e poderia, com elas, ser ponto de partida para se falar da História Pátria, enaltecendo os regimes que dignificaram o povo português e condenando os que o prejudicaram e vilipendiaram.
O que proponho? Muito simplesmente, isto: reponham as inscrições ou limpem o obelisco dos caracteres que ainda lá estão.
Assim como está, não está bem, penso eu.
F.M.

SANTÍSSIMA TRINDADE: Texto de Alexandre Cruz

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Purificar a ideia de Deus

1. Inscrita no mais profundo do ser humano a 'procura da verdade', esta só é inteiramente saciada na busca de Deus... Sejam quais forem os caminhos do conhecimento, ciência e técnica, só a projecção 'para além de si mesmo', o desejo da transcendência, a esperança (e a procura da sua raiz) e o sentido de viver é que dará uma verdadeira e autêntica identidade que completa e diviniza a pessoalidade. Procurar Deus é também purificar o Homem!
2. A Igreja celebrou no domingo, desde (sensivelmente) o ano 1350, a FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE. Estamos, assim, ainda que a razão humana não conheça a totalidade do mistério, no centro nevrálgico da identidade de Deus e na aventura humana que O procura. Deus - absoluta verdade, convivência, fraternidade - não é solitário, Deus é família! "O Senhor é cheio de misericórdia!"
3. À pergunta: "porque nasce inscrito no ser humano o desígnio da unidade, o laço do amor, a sede de paz?" Já desde os tempos antigos que se estudava e imaginava como seria a família de Deus... O Pai Criador em comunhão íntima (indivisível) com o Filho Jesus, e uma força comunicacional de tal maneira intensa que, qual taça cheia do champanhe mais puro, está permanentemente a transbordar para nós, que bebemos dessa FONTE INESGOTÁVEL DO AMOR QUE DEUS É. E para que não falte nenhum elo na unidade (por essência), então o Espírito Santo é essa ponte permanente entre o Pai e o Filho, que gera nos dias da nossa vida, na nossa consciência, o espírito do bem...
4. Falarmos da SANTÍSSIMA TRINDADE... é ficarmos calados! E no silêncio meditativo apreciarmos, acolhermos Deus...pela criatividade admirável (do Pai) da natureza, até ao topo da comunicação do Seu amor à Pessoa humana (no Filho), e ao segredar do sopro da esperança interminável (do Espírito Santo). Dissemos 'tudo' e não dissemos ‘nada’..."Deus ama tanto o mundo!..."

domingo, 22 de Maio de 2005

HINO DA PARÓQUIA DA GAFANHA DA NAZARÉ


Nossa Senhora da Nazaré


Senhora da Nazaré,
Tu és a nossa Mãe.
Senhora Mãe de Jesus,
Tu és a nossa luz.

Uma terra junto à ria,
nascida do Senhor,
com a alma de Maria
espalharemos o amor.

Pelos caminhos da luz,
conduzidos pela mão,
guiados para Jesus,
no caminho do perdão.

Unidos no amor de Deus,
partiremos ao altar,
Senhor do alto dos Céus,
vinde, vinde nos salvar.

Os gafanhonazarenos
a Teus pés vêm prostrar-se,
cantando alegremente,
Teu filho vimos louvar.



Igreja Matriz: Postal Ilustrado - 4

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Torre sineira

Igreja Matriz: Postal Ilustrado - 3

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Adro: Escadaria

Igreja Matriz: Postal Ilustrado - 2

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Adro da igreja: Nossa Senhora da Nazaré

Igreja Matriz: Postal Ilustrado - 1

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Pia baptismal

Bênção e dedicação do altar e da igreja matriz da Gafanha da Nazaré




D. António Marcelino:

"Um templo sagrado não é uma casa qualquer"


D. António Marcelino presidiu no sábado, 21, na Gafanha da Nazaré, à cerimónia da bênção e dedicação do altar e da igreja matriz, depois das obras de restauro por que passou e que ultrapassaram os dois milhões de euros. A remodelação foi profunda e denota um bom gosto que valoriza ainda mais a sobriedade que marca todo o conjunto, com a bonita e primitiva imagem de Nossa Senhora da Nazaré a sobressair na decoração fronteira da capela-mor, de talha dourada.
No momento da bênção, o nosso Bispo lembrou a importância do altar, ao sublinhar que "a dádiva de Cristo, a eucaristia", parte dele. Também recordou o significado da mesa da Palavra, o ambão, e do sacrário, para adoração do Santíssimo Sacramento e para recolhimento.
"Um templo sagrado não é uma casa qualquer", disse D. António, que enalteceu também a beleza conseguida pelo pároco, Padre José Fidalgo, e seus mais directos colaboradores, salientando que "Deus tudo merece". E acrescentou: "O Padre José Fidalgo fez tudo com muito amor."
O Bispo de Aveiro realçou o mérito de ter sido recuperada a traça inicial da igreja matriz. Louvou, ainda, todo o toque "de arte, amor, perfeição e beleza" posto nas obras de restauro deste templo, numa perspectiva de melhor "servir uma paróquia com a dimensão e a importância que tem hoje a Gafanha da Nazaré".
Ao dirigir-se às autoridades presentes (Governador Civil, Filipe Neto Brandão; presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves; e presidente da Junta de Freguesia, Manuel Serra) o nosso Bispo frisou o bom relacionamento com todas elas, "como não podia deixar de ser", referindo que "a Igreja de Deus é um projecto sempre em construção", e que "o Senhor é louvado, na medida em que O servirmos, servindo os outros".
Para o Padre José Fidalgo, a construção de paredes é tarefa normalmente fácil. Importante é mesmo seguir o mandamento do Senhor, "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei", para que nesta terra [Gafanha da Nazaré] "não haja divisões nem querelas", disse.
Adiantou que as enormes despesas do restauro da igreja matriz foram suportadas pelo povo, não deixando de apelar ao Governo e às autarquias para que ajudem de forma mais significativa, porque "o dinheiro nas nossas mãos cresce mais". O templo e o complexo anexo, com poucos trabalhos por concluir, inserem-se num projecto - frisou o Padre Fidalgo - de construção de uma comunidade "verdadeiramente humana, nas vertentes cultural, social e religiosa".



Alicerces antigos

recebem templo moderno

A igreja agora restaurada assenta na primitiva, que foi inaugurada em 1912. No fundo, para quem olha, trata-se de um templo novo, tal é a magnitude das obras levadas a cabo. Foi respeitada a traça original, com realce para a torre sineira e para a cor branca, tão típica da região das Gafanhas. O arco maior, que separa a nave principal da capela-mor, é da primeira igreja
O corpo do templo apresenta-se bem decorado, garantindo espaço para 500 pessoas sentadas. O material utilizado, granito e madeiras de qualidade, via-sacra que casa bem com todo o ambiente, vitrais e iluminação funcional mostram o cuidado colocado neste projecto, que há-de perdurar no tempo.
Um elevador servirá idosos e deficientes e a escadaria exterior, com alguma imponência, empresta uma certa beleza à frontaria da matriz da Gafanha da Nazaré. O adro, de granito e com grades, e ajardinado lateralmente, acolhe a estátua da padroeira, de bronze.
Há dois auditórios, salas diversas, para catequese e reuniões, cartório paroquial, sala de audiovisuais, gabinetes, sacristia e sanitários. Como curiosidade, registe-se a existência de uma sala, ligada à nave central, alimentada por um circuito interno de televisão, sobretudo para os pais com filhos mais barulhentos poderem continuar a participar nas cerimónias.
O templo possui aquecimento central, aparelhagem sonora afinada e um órgão de tubos. A capela do Santíssimo ocupa um espaço lateral, resguardado, que convida à meditação. Como pormenor a destacar, há o brasão da paróquia em diversos locais, nomeadamente nos bancos, com as marcas do povo que tem feito a Gafanha da Nazaré, através dos tempos, ligado ao mar e à agricultura.
Fernando Martins

NB: Leitor atento alertou-me para algumas incorrecções, o que agradeço, a saber: O órgão não é de tubos, mas electrónico, "Viscount Prestige 1", com acoplamento de duas caixas de tubos, num total de quatro registos; os vidros das janelas são pintados e não "vitrais"


sábado, 21 de Maio de 2005

Matriz da Gafanha da Nazaré

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Bênção e inauguração
da restaurada igreja matriz

Hoje, pelas 17.30 horas, será inaugurada e benzida a igreja matriz da Gafanha da Nazaré, em cerimónia presidida pelo Bispo de Aveiro, D. António Marcelino.
No fim do dia, darei notícia do acontecimento, neste meu espaço.

ZÉ PENICHEIRO


Costa Nova


Embora oriundo da Aldeia de Candosa e muito ligado à Figueira da Foz, Zé Penicheiro tem a alma cheia da Ria da Aveiro e suas gentes, que retrata como ninguém. Presentemente radicado em Aveiro, continua a mostrar a sua sensibilidade, através de traços que reflectem linhas, sombras e horizontes da nossa região, que poucos vêem como ele.
Hoje, oferecemos uma foto do quadro "Costa Nova", acrílico sobre tela, de Zé Penicheiro. Voltaremos ao artista em breve.

Um poema de Albano Martins

SECURA VERDE

É verde esta secura, como é verde
a raiz duma planta que secou.
Posso ter o corpo aberto
e não mostrar o que sou.

Meus versos podem ser tristes
e eu ter profunda alegria.
Aves nocturnas que buscam,
inquietas, a luz do dia.

Leonardo Boff: Papa começou bem


Leonardo Boff


O ex-sacerdote e teólogo brasileiro Leonardo Boff, uma das vozes mais críticas aquando da eleição do Cardeal Joseph Ratzinger como Papa, considera que Bento XVI deu "bons sinais" até agora, revelando ter esperanças de que ele volte a ser um "liberal".
Em Abril deste ano, Boff tinha dito que, como cristão, aceitava e respeitava a decisão, fruto da eleição dos Cardeais, mas que seria difícil "amar este Papa, por causa da sua posição em relação à Igreja e ao mundo". Agora, durante um debate na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, admitiu que "a promessa de dialogar com as outras religiões é um dos bons sinais que Bento XVI lançou, porque o fundamentalismo é um problema que marcou judeus, muçulmanos e católicos".
"Imagino que as pressões das mulheres - que são a metade do mundo -, dos divorciados - que devem ser a outra metade -, e de todos aqueles que usam preservativos - que devem ser dois terços -, podem levar o novo Papa a ser novamente o teólogo liberal que já foi no passado", apontou.
Considerando que o Cristianismo é, sobretudo, uma religião do terceiro mundo, Boff disse que "chegou a vez dos bárbaros, das periferias". "O meu sonho é ver Ratzinger com a camisa vermelha, caminhando ao lado dos militantes do Movimento Sem-Terra", declarou.
Leonardo Boff recordou que, em 1969, Joseph Ratzinger o ajudou com dinheiro e com a sua recomendação a uma editora, para publicar a sua tese de doutoramento. "Naquele tempo, eu era seu admirador", confessou.

Fonte: Ecclesia



Famílias em estado de falência

Se o País fosse uma empresa há muito que tinha declarado falência. Ano após ano com resultados negativos, uma dívida que não pára de aumentar, trabalhadores desmotivados e sem um desígnio, não há nação que resista.O País precisa de resolver o problema da contabilidade, mas verdadeiramente urgente é investir no futuro. Temos - governantes e cidadãos - de acreditar no choque tecnológico. É preciso ir para além do turismo em que vivemos e recebemos quem nos visita.
(Leia este artigo, no DN)

sexta-feira, 20 de Maio de 2005

Movimento de Schoenstatt levou crianças a Fátima


Crianças na Capelinha das Aparições

Obrigada, Maria,
por seres minha Mãe


Ao final da manhã de hoje, cerca de quatrocentas crianças de vários colégios e escolas estiveram em Fátima em peregrinação de acção de graças. Tratou-se da "4.ª Peregrinação de Acção de Graças pela visita da Mãe Peregrina", organizada pelo Movimento Apostólico de Schoenstatt.
As crianças entraram no Recinto pelo lado sul, dirigindo-se, em procissão, até ao cimo do Recinto e, a partir de lá, em direcção à Capelinha das Aparições, onde participaram na Eucaristia das 12.30 horas, presidida pelo Padre Francisco Sobral, que acompanhava o grupo.
Durante a celebração eucarística, as crianças ofereceram a Nossa Senhora vários trabalhos feitos por elas durante a permanência da imagem da Virgem Peregrina de Schoenstatt nas suas casas, escolas e catequeses.
"É com muita alegria que vimos hoje aqui, ao teu Santuário de Fátima, para agradecer a visita que fizeste às nossas casas, às nossas escolas e às nossas paróquias, através da imagem de Graças da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Estamos aqui porque aprendemos a rezar com os Pastorinhos de Fátima... E agora que já chamaste para junto de ti a pastorinha Lúcia e o Papa amigo de Fátima, sabemos que cada vez mais temos amigos no céu a ajudar-te a olhar por nós", referiram as crianças, pela voz de uma educadora responsável, no início da eucaristia.
Os miúdos, com idades compreendidas entre os 3 e os 11 anos, frequentam os seguintes estabelecimentos de ensino: Centro Infantil de São Gerardo, Cheche de Santa Maria de Belém; Colégio Bom Sucesso, Colégio Santa Maria, Escola Luís Madureira e Escola S. Francisco de Assis.
Associaram-se a esta celebração quarenta crianças do Colégio de S. Teotónio, de Coimbra, tendo participado na celebração um total de 1700 pessoas.
"Obrigada Maria por seres minha mãe; por vires ao meu encontro e me quereres tanto bem. Ensina-me a rezar e a saber pedir perdão, a rir e a amar e a levar-te no coração", rezaram as crianças, no final da Santa Missa, no momento da consagração a Nossa Senhora.
Esta tarde, as crianças assistiram, no Centro Pastoral Paulo VI, à peça de teatro "O Exército da Paz", pelo Clube de Teatro da Escola Luís Madureira.
Schoenstatt é um movimento da Igreja Católica para a renovação cristã do mundo, com uma finalidade pedagógica e apostólica: a formação de um homem novo, construtor de uma nova sociedade.
Fonte: Santuário de Fátima

VIRGEM MARIA: Católicos e Anglicanos de acordo





"MARIA: Graça e Esperança em Cristo"

A Igreja Católica e a Comunhão Anglicana colocaram ontem um ponto final nas disputas teológicas sobre o lugar e a importância de Maria na vida cristã com a declaração conjunta "Maria: Graça e Esperança em Cristo".
Anglicanos e Católicos afirma, juntos, que "Maria foi a mãe biológica de Jesus, que ela era virgem e que Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo".
O documento, apresentado na cidade norte-americana de Seattle, é o fruto do trabalho da Comissão Internacional Anglicano-Católica (ARCIC, siglas em inglês). Aos Católicos é pedido que tenham mais "cuidado" nas suas práticas de devoção à Virgem Maria, mas fica claro que honrá-la e pedir a sua intercessão não são práticas que possam separar as duas Igrejas.
"Acreditamos que não há nenhuma razão teológica para divisões eclesiais nesta matéria", refere a declaração. Embora muitos apresentem a devoção mariana como uma prática católica ou ortodoxa, as suas raízes na Escritura e na Tradição fazem dela uma parte da herança anglicana, como esclarecem as Igrejas.
Os dois calendários litúrgicos assinalam grandes acontecimentos da vida de Maria e as orações anglicanas falam da "sempre Virgem" e da "Mãe de Deus Incarnado".
Foi a partir desta crença comum no que diz respeito à Virgem Maria que as duas partes partiram para um texto que aborda os dogmas marianos da Imaculada Conceição e da Assunção "num contexto comum", apesar da polémica que dividiu as Igrejas durante 150 anos.

(Para ler o texto na íntegra, clique ECCLESIA)

CENTRO DE ACOLHIMENTO INFANTIL DE AVEIRO



Uma instituição

para nos fazer reflectir

Um Esgueira, há uma instituição para nos fazer reflectir. Trata-se do Centro de Acolhimento e Emergência Infantil de Aveiro, uma das valências da Cáritas Diocesana, que se encontra a celebrar o XV aniversário da sua criação. Destina-se a acolher e a apoiar crianças em risco, quantas vezes marginalizadas ou maltratadas pelas próprias famílias. Também acolhe crianças oriundas de ambientes normais, que ajudam as menos felizes na sua integração social.
A Cáritas Diocesana pretende dar a conhecer este seu trabalho, aproveitando a passagem das celebrações do XV aniversário do Centro de Acolhimento, para mostrar, ainda, as suas dificuldades, nomeadamente ao nível da concretização do sonho de conseguir novas instalações. Novas e mais adequadas, para dar resposta a projectos que urge implementar, tudo para bem das crianças a seu cargo.
Assim, de Maio a Novembro, vão desenvolver-se diversas acções, esperando-se a participação das pessoas, sobretudo das mais sensíveis a estas problemáticas.

21 de Maio - 16 horas, na Sé de Aveiro, Missa de Acção de Graças, presidida por D. António Marcelino.
- 17 horas, no Salão D. João Evangelista, Lanche com participação lúdica das crianças.
14 de Junho - Espectáculo para crianças com o grupo "Família Galoró".
9 de Julho - Sarau de Ginástica, com a participação do Ginásio "Gim Line", no Centro Cultural e de Congressos.
8 de Outubro - Jornadas sobre "A Família e a Criança em risco", no Auditório do Seminário de Aveiro.
8 de Novembro - Espectáculo musical, no Teatro Aveirense.


Um artigo de Teresa Soares Correia, no Correio do Vouga

:

Das vantagens dos intercâmbios


Observando os comportamentos dos alunos que participam em intercâmbios escolares, conclui-se que desenvolvem determinadas competências e atitudes muito mais rapidamente que outros que não se vêem confrontados com tais parcerias. De facto, assim, ampliam as suas competências de sociabilização, de autonomia e de literacia.
Ultimamente, do vocabulário empresarial, chegou à Escola a ideia de competência, que, a nível internacional, se distribui por três categorias:
1. Interagir em grupos socialmente heterogéneos, o que é bem visível em intercâmbios escolares, no mesmo país, ou noutro.
Quando se viaja para outra Escola, ou quando se recebe alguém no nosso ambiente escolar, num período de tempo relativamente alargado, alunos e professores desenvolvem, sem dúvida, uma série de atitudes e constatam inúmeras características que os unem e distinguem, simultaneamente. O mesmo sucede com as famílias que alojam colegas dos seus educandos. Um exemplo concreto prende-se com os hábitos alimentares.
Confrontados com a alimentação de outro país ou lugar, não só aprendemos a gostar do que é nosso, como também descobrimos a capacidade de apreciar outros paladares. Com a arquitectura e a natureza passa-se o mesmo. Ficamos mais atentos ao que nos é mostrado ou ao que mostramos, para depois tomarmos consciência do que nos é próprio.
Outro aspecto interessante relaciona-se com a necessidade de cooperação e resolução de conflitos. Rapidamente, os participantes neste tipo de intercâmbios descobrem características que os unem e aspectos que lhes desagradam. A solidariedade face a um problema e a urgência em resolvê-lo, para que a reunião não seja um fracasso, são aprendizagens que se concretizam.
2. Agir autonomamente é uma das competências que se pede aos participantes em intercâmbios. Este aspecto deve ter sido desenvolvido a priori, mas é in loco que é posto em prática.
3. Usar instrumentos como as Línguas, a literacia e as TIC é a terceira categoria a ter em conta. Aqui, nota-se que o domínio da Língua Materna e de uma ou duas Línguas Estrangeiras tem de ser praticado. De facto, no final de alguns dias de comunicação, os alunos manipulam com maior facilidade a Língua Estrangeira, porque a necessidade lhes aguçou o engenho. Aqui, relembro algumas crónicas e outros artigos que apontam o dedo às Escolas Portuguesas, por não promoverem a exposição oral e a destreza da argumentação.
Não posso concordar totalmente com tais artigos. Se, por um lado, há muitos Programas disciplinares – não vou fazer uma lista, que seria fastidiosa, pois são quase todos – que preconizam a apresentação oral e o debate; por outro, nos intercâmbios, os alunos e professores preparam apresentações, na maior parte das vezes, em várias Línguas Estrangeiras, servindo-se das TIC.
Por fim, talvez o mais importante destes intercâmbios resida na consciência da nossa “portugalidade”. A ideia que os outros têm de Portugal depende da ideia que nós transmitimos de Portugal. Parece demagogia, mas não é.
De facto, há anos que faço a mesma experiência: quando se começa um trabalho de parceria com países da União Europeia, a maior parte dos alunos e professores têm uma ideia bizarra de Portugal: é uma província de Espanha e a língua que falamos é o castelhano. No final dos intercâmbios, confessam-nos que, afinal, mudaram a ideia que tinham de Portugal! Para melhor!

Efeméride aveirense

:

1938 - O cardeal Eugénio Paceli, Secretário de Estado do Vaticano e futuro Papa Pio XII, comunicou confidencialmente a D. João Evangelista de Lima Vidal que o Papa Pio XI havia dado o seu consentimento ao plano definitivo da reconstituição da Diocese de Aveiro.
1985 - A Câmara Muncipal de Aveiro deliberou que se aplicassem painéis artísticos na rua de Belém do Pará e na rua de Coimbra, da autoria de Vasco Branco, e na rua do Clube dos Galitos, da autoria de Cândico Teles.

Fonte: Calendário Histórico de Aveiro

Um poema de José Tolentino Mendonça

Os amigos


Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura


Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis


Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor



In De Igual Para Igual

Morte de João Paulo II e eleição de Bento XVI


D. José Policarpo


Patriarca de Lisboa louva

trabalho dos jornalistas

Num encontro com jornalistas, D. José Policarpo, Patriarca de Lisboa, louvou o trabalhos dos media aquando do falecimento de João Paulo II e da eleição de Bento XVI, considerando mesmo que se tratou de uma cobertura de "qualidade acima da média". Porém, não deixou de sublinhar que "houve algumas situações marcadas pelo imediatismo", enquanto outras revelaram "jornalistas menos informados". No entanto, frisou, "a cobertura foi boa".
D. José salientou que as reportagens se revestiram de grande qualidade técnica, tendo os trabalhos jornalísticos sido desenvolvidos, "na maior parte dos casos, até com uma grande emoção".
O Cardeal de Lisboa disse que o Patriarcado analisou a torrente de noticiário produzido por 120 jornais nacionais, diários, semanários, jornais regionais e revistas e chegou aos números 1035 notícias, 189 dossiês especiais e mais de 170 artigos de opinião sobre o tema.
No final do encontro, os jornalistas presentes defenderam uma maior divulgação das actividades da Igreja e alguns deles admitiram dificuldades na descodificação da linguagem religiosa.

DOENTES: Listas de espera para cirurgias aumentam


O actual Governo herdou uma lista de espera para cirurgia que ultrapassava as 193 mil pessoas no final de Janeiro último, mais cerca de 100 mil do que o total estimado em meados de 2002, noticia esta sexta-feira o Público.
Quando o Governo PSD/CDS-PP tomou posse, em Abril desse ano, o número de pessoas inscritas para cirurgia estimava-se em cerca de 90 mil. Contudo, com a decisão de aumentar o número de patologias elegíveis de 13 para 68, a lista de espera cresceu para 123 mil pessoas.
Mas, segundo o Público, nem tudo são más notícias, uma vez que o tempo médio de espera rondava no princípio deste ano 272 dias, cerca de nove meses, muito menos do que o que acontecia na tutela do anterior ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira.
Os números constam do relatório preliminar da auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas (PECLEC) lançado pelo Governo liderado por Durão Barroso.
O relatório preliminar do TC revela que 93,5% das 123 mil pessoas em espera foram operadas durante os dois anos do PECLEC (até ao final de Outubro de 2004), mais de metade das quais no horário normal de trabalho dos hospitais.
Este facto pode explicar que não tenha sido esgotada a verba do programa: dos cerca de 220 milhões de euros disponibilizados para o efeito em 2003 e 2004, foram gastos apenas 122 milhões, refere ainda o jornal.
Fonte: Diário Digital

quinta-feira, 19 de Maio de 2005

AVEIRO: A maior Feira do Livro de sempre


Praça Marquês de Pombal


Milhares de livros à espera de leitores

No próximo sábado, vai ser inaugurada, em Aveiro, na Praça Marquês de Pombal, a Feira do Livro, que será a maior de sempre da região. Conta com a participação de 58 expositores, 28 livreiros e 126 editoras, segundo anunciou o vereador da Cultura da autarquia aveirense, Pedro Silva. Anunciou, também, que em 2006 a Feira terá um novo formato, fundamentalmente para se aproximar das Feiras de Lisboa e do Porto. Nessa linha, adiantou que a organização do certame poderá ser entregue aos editores, ao mesmo tempo que será criada a figura do Comissário.
Entre 21 de Maio e 5 de Junho, a bela Praça Marquês de Pombal vai servir de palco de milhares de livros, para todas as idades e para todos os gostos, a preços especiais, sobretudo nos chamados Livros do Dia, ao mesmo tempo que haverá uma animação cultural a condizer.
Dois dias serão dedicados aos alunos das escolas do concelho, com programação adequada, e em momentos a anunciar serão lançados 19 livros, alguns de escritores aveirenses. O Cine-Clube e o Grupo Poético farão o lançamento de duas revistas, mas ainda haverá música, em especial de jazz.
Pedro Silva frisou que o interesse de tantos editores se deve ao sucesso comercial das últimas edições.
F. M.

Um artigo de Acácio Catarino, no Correio do Vouga

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Contra o desemprego:
(1) - triângulo básico



1. Na luta contra o desemprego (ou, pela positiva, a favor do emprego), há várias frentes de acção a ter em conta. Esta reflexão aborda apenas a primeira, que tem como centro a família (ou a pessoa isolada, se for esse o caso).Tal frente pode designar-se por triângulo básico, tendo como “lados” a família, o trabalho e a educação. Há que revalorar a família como centro nuclear e dinamizador do processo educativo e do projecto laboral de cada um dos seus membros.Outrora, a família constituía (além do mais) uma unidade económica de produção, distribuição e consumo, mais ou menos complexa. Hoje aparece, neste aspecto, quase só como unidade de consumo. No entanto, continua a ser muito elevado o número de empresas familiares e de famílias-empresa. Bem vistas as coisas, a grande maioria das famílias vive intensamente esta dimensão económico-laboral, em especial na luta pela subsistência, na procura e melhoria de emprego, na realização de projectos de vida, no esforço educativo...
2. A vertente laboral faz parte integrante do processo educativo, tal como este faz parte do trabalho. O trabalho não é redutível à educação, e esta não é redutível ao trabalho. No entanto, há coincidência parcial entre uma realidade e a outra. E, sobretudo, importa frisar que não existe educação sem trabalho nem trabalho sem educação.É, por isso, recomendável que, desde tenra idade, o trabalho (incluindo, em especial, o trabalho de brincar, de experimentar, de criar actividades lúdicas ou outras, e bem assim as responsabilidades pessoais na família) seja assumido como verdadeira educação e esta como verdadeiro trabalho (embora se trate de realidades diferentes).
3. Na fase escolar, impõe-se que se mantenha uma estreita ligação entre o mundo académico e o laboral análoga à que existe, por exemplo, com o meio ambiente e com a história. É indispensável que a escola vá ao mundo laboral, às empresas (e outras entidades empregadoras) e que o mundo laboral entre na escola.Escola e mundo laboral deveriam complementar-se e cooperar cada vez mais, com a participação das famílias. Nada deveria obstar a que a escola ouvisse depoimentos e “lições” de empresários e trabalhadores, e promovesse exercícios académicos baseados na realidade e problemas dessas empresas. Nalguns casos, a escola até pode con-tribuir para o desenvolvimento das empresas e para a abertura de novos horizontes.Também nada deveria obstar a que os empresários e os trabalhadores se pronunciassem acerca da adequação dos saberes escolares ao mundo laboral. E este poderia receber, da escola, complementos significativos de formação.Família, escola e trabalho podem (e devem) convergir e cooperar, sob pena de se destruírem.

Um artigo de Sarsfield Cabral, no Diário de Notícias

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TEATRO


Durante a campanha eleitoral de 2002 Durão Barroso acusou o Gover- no socialista de descontrolar as contas do Estado, apontando um défice que ele estimava andar pelos 5% do PIB. Entretanto, prometeu um choque fiscal, para baixar impostos. Tendo ganho as eleições, Barroso pediu a uma comissão presidida por Vítor Constâncio para apurar o valor real do défice em 2001. Surpresa e escândalo! Afinal o défice era de 4,1%, furando o limite do Pacto de Estabilidade (3%) mas inferior ao denunciado pelo PSD. A prometida descida de impostos transformou- se em subida do IVA.
Teatro semelhante acontece agora, desta vez com o PS a governar. Na campanha eleitoral e até hoje como primeiro-ministro, Sócrates desdramatizou o desequilíbrio das contas públicas. Antes, Santana Lopes fizera pior considerou resolvido o problema, proclamando o fim da austeridade. Em Novembro, o PS criticou o Orçamento de Santana e Bagão Félix por demasiado optimista, no que não foi muito original. Entretanto, houve eleições e uma longa paragem governativa (excepto para alguns negócios). E temos o petróleo bem acima das previsões orçamentais e a economia -- portuguesa e europeia - quase a estagnar. Assim, as contas do Estado só poderiam piorar, como se percebe. O ministro das Finanças já apontara há dois meses para um défice superior a 6,5%. Qual é, então, a surpresa se o défice apurado por Constâncio for de 7% ou mesmo um pouco mais?
Finge-se agora grande espanto porque antes se desvalorizou o problema, prometendo facilidades - não subir impostos, Scut, benefícios sociais, etc. Vai, pois, ser penosa a pedagogia das "medidas difíceis". É que este repetido teatro dos políticos já enjoa e não engana ninguém. As falsas surpresas talvez só iludam aqueles que as fabricam e se autoconvencem com as suas fantasias.

Bento XVI assegura que Deus está próximo da humanidade


Bento XVI

Papa convidado a visitar a Rússia

Bento XVI assegurou que Deus está próximo da humanidade, sobretudo dos pequenos e indigentes, "para levantar o pobre e levar conforto aos necessitados e aos que sofrem".
Apresentando uma catequese sobre o Salmo 112 aos cerca de 25 mil peregrinos reunidos para a audiência geral da quarta-feira, o Papa falou do "olhar amoroso e do compromisso eficaz" de Deus sobre os mais pobres dos pobres. "Deus é bem diferente pela sua grandeza, mas ao mesmo tempo é muito próximo das suas criaturas que sofrem", explicou.
No dia em que João Paulo II completaria 85 anos, o seu sucessor exortou todos à oração do Rosário, que classificou como "oração evangélica, que ajuda a compreender os mistérios fundamentais da história da salvação".
No final da audiência, Bento XVI saudou os pais de Terri Schiavo, a norte-americana que deixou de ser alimentada artificialmente a 18 de Março, por decisão judicial, e morreu na Florida no dia 31 de Março. O Papa passou entre os fiéis que dele se aproximaram e cumprimentou-os com um aperto de mão.
Bob e Mary Schindler tinham sido ontem recebidos no Vaticano pelo Cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
Nno Vaticano, o arcebispo de Moscovo, D. Tadeusz Kondrusiewicz, celebrou uma Missa na cripta onde está sepultado João Paulo II, para um grupo de católicos russos. Os peregrinos convidaram Bento XVI a visitar a Rússia.


quarta-feira, 18 de Maio de 2005

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS


Navio-Museu Santo André

Bom motivo para visitar um museu

Ocorre, hoje, 18 de Maio, o DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS. Bom motivo, em minha opinião, para se visitar o museu da terra, se não se puder ir mais longe. Ao menos esse.
"Museus, Pontes entre Culturas" é o tema proposto para reflexão, numa perspectiva de dar mais visibilidade aos museus menos frequentados, também eles fundamentais para assegurar a preservação das suas colecções e dos seus patrimónios culturais. Mas ainda para implementar a sua aproximação às pessoas, para quem eles existem.
O tema recorda-nos que os museus podem e devem ser ponto de encontro de povos com heranças culturais diversas
Hoje, há muitos museus que deixaram de ser meros depósitos de peças de arte e quantas vezes de velharias sem interesse de maior, para se tornarem espaços culturais e de transmissão de saberes, unindo gentes de gerações diferentes e proporcionando uma troca relevante de conhecimentos, ligando o passado ao presente e alicerçando o futuro.
Além das exposições permanentes, normalmente a alma dos museus, agora os espaços museológicos oferecem, com regularidade, outras mostras de arte, para além de proporcionarem momentos artísticos, que são mais um incentivo para atrair visitantes.
Felizmente, nas nossas cidades e vilas, e até em muitas aldeias, há museus para todos os gostos, a preços acessíveis, não havendo razões válidas para as pessoas, jovens e menos jovens, deixarem de os visitar. No DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, as entradas são gratuitas. Aproveite, pois, para visitar um museu da sua região.
:
Recomendo para hoje,
em especial, na região centro:
-
Museu de Aveiro
Museu Marítimo de Ílhavo
Museu da Vista Alegre
Museu de Egas Moniz, em Avanca
Casa Gafanhoa, na Gafanha da Nazaré
Navio-Museu Santo André, na Gafanha da Nazaré
Museu de São Pedro, na Palhaça
Museu do Caramulo
Museu Grão Vasco, em Viseu
Museu da Guarda

Fernando Martins


Um artigo de D. António Marcelino

Os crucifixos das escolas
e as alminhas das estradas...

Quando há anos saudei o Dr. Manuel Alegre, então responsável do Ministério da Comunicação Social, para lhe desejar o melhor êxito, num campo ainda muito armadilhado mas de grande alcance público, tinha eu, ao tempo, igual responsabilidade no mesmo sector da Conferência Episcopal Portuguesa. Recebi dele um cartão de agradecimento, muito expressivo e gentil. Nele me dizia que o PS sempre respeitaria a Igreja, pois tinha consciência de que a história de Portugal não se pode fazer, sem ter presente a acção da Igreja ao longo dos séculos.
A Igreja era, então, tida como uma benemérita do povo, que atravessava o tempo. As pessoas cultas, crentes ou agnósticas, respeitam, sem favor, a verdade histórica e percebem nela o entrelaçado que a tece e o dinamismo que a comanda. Só por cegueira ou preconceito, se pode turvar água limpa que jorra e corre para bem de todos.
Apareceu há tempos uma associação, da qual não se discute a legitimidade de ser o que quiser, com o objectivo, por exigência do laicismo, de apagar sinais do cristianismo, conspurcar a acção histórica da Igreja, fazer tábua rasa de valores morais e religiosos da nossa tradição e cultura. O alvo é sempre a Igreja Católica, como se os seus membros responsáveis fossem um grupo de bandoleiros que pretendem impedir a luz e os ventos que sopram da Europa laica. E o braço político, temerário e submisso ante pequenos grupos aguerridos, parece entrar na campanha, tão pobre de cultura, como de cidadania.
Agora, é a caça aos crucifixos que, depois da Revolução de Abril, ainda se vêem em algumas escolas do Estado. Temo-los visto, aqui e ali, por vezes limpos e com flores, e, também, com pó e teias de aranha. Vá lá limpá-los quem é pago pelo estado laico!...
O Crucifixo! O mais significativo gesto de amor da história humana, com sinais de séculos na bandeira nacional, agora ofende o laicismo!... A senhora Ministra já deu ordens para que se saiba das transgressões, se tomem providências, se acabe com o escândalo do que resta ainda de sinal religioso nas escolas. A inquirição, segundo a denúncia feita, atinge ainda os que permitem estranhos a falar de Deus nas escolas. O grande problema da educação em Portugal é, então, a existência de sinais religiosos que desorientam crianças e não respeitam o laicismo de todos! Os professores que educam crianças concretas, em terras e famílias concretas, não podem ter critérios educativos próprios, a menos que sejam critérios laicos… O Estado é o dono das crianças e seu protector. Os pais que não se metam onde não são chamados, tanto mais que há agora gente laica, que ninguém conhece, preocupada com os seus filhos…
A associação está tão zelosa por defender “o espaço público que garanta a laicidade de todos”, que não me admiro que venha a pedir também a retirada dos símbolos religiosos da bandeira nacional, onde estão desde há séculos, e a exigir a destruição das “alminhas”, devoção do povo “ignorante”, espalhadas por essas estradas do país, a poluir os horizontes de todos e a incomodar os não crentes incómodos. Não me admiro que se mova uma cruzada que expurgue das vias publicas tudo quanto é nome de santo, de igreja e convento, e se ordene um bota abaixo de estátuas de gente ligada à religião cristã, porque as ruas e praças de todos são precisas agora para personagens da família laica a promover, gente de que ninguém conhece pai nem mãe, nem feitos que mereçam honras… Um vendaval de zelo anti cristão, mais sofisticado que o da I República, que prometeu acabar com a religião em poucas gerações…
Tudo em nome da Constituição da República. Esta consagra, de facto, a separação da Igreja e do Estado ou o Estado não confessional. Todos aceitamos ser este um regime actual e benéfico. Mas é isto o “estado laico”, que parece querer uma guerra religiosa, tão tola como fora do tempo? Se entramos num regime pidesco que, sob pretensão de legalidades, se põe a agir, desprezando o bom senso e o povo que não é órfão e sabe o que quer, certamente que não é a paz o que procuram ou pretendem os novos laicos.

REGIÃO CENTRO quer mais energias renováveis


Energia eólica na Serra do Caramulo


Há energias disponíveis na região

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) vai implementar projectos que visem o aproveitamento de energias renováveis. Para isso, vai apostar nos fundos comunitários, procurando desenvolver as negociações possíveis e indispensáveis.
Pedro Saraiva, presidente da CCDRC, que apresentou ontem o projecto "QUERER 2013 - O centro do futuro", adiantou ao JN que se pretende construir, ao longo de 2005, os contornos daquilo que "venha a ser o futuro da Região Centro", a partir de 2007.
Pedro Saraiva salientou que o projecto "QUERER 2013" está já a ser desenvolvido, mesmo sem se conhecerem "os instrumentos disponíveis", o que até considera vantajoso porque, desta forma, os estudos não são feitos em função do dinheiro.
Aquele responsável pela CCDRC lembrou, ainda, que na Região Centro há energias renováveis disponíveis, o que é uma mais-valia para a qualidade dos seus projectos.


Um artigo de Sarsfield Cabral, no Diário de Notícias

FUNDAMENTALISMO
:
Em Topeka, Kansas, uma espécie de tribunal vai decidir se a teoria da evolução de Darwin deve ou não ser ensinada naquele estado americano. O caso recorda a condenação, em 1925, de um professor do Tennessee por ter ensinado essa teoria. Mas a coisa agora é mais séria, embora não vá ninguém preso. Cristãos fundamentalistas mobilizaram-se nos EUA para banir das escolas o darwinismo ou, pelo menos, colocá-lo em dúvida. Em seis estados já o conseguiram.
Como qualquer outra tese científica, a teoria evolucionista não é intocável nem imune à crítica ela serve de explicação até ser desmentida pelos factos e surgir outra teoria melhor. Só que a maioria dos fundamentalistas protestantes que defendem o "criacionismo", contra Darwin, não o faz por razões científicas, mas porque lê a Bíblia de forma literal. A mesma que leva a julgar que Deus criou o mundo em sete dias, há apenas dez mil anos. Ou que a Palestina pertence aos judeus por direito divino.
Na Europa a questão foi há muito ultrapassada. A Igreja Católica, por exemplo, não tem problemas com as ideias de Darwin, que são geralmente aceites na comunidade científica mundial. E nenhum católico europeu adulto faz uma leitura literal da Bíblia. Os fundamentalistas fazem-na porque se sentem inseguros num mundo em rápida mudança agarram-se à letra, ainda que o resultado seja absurdo. É por medo e, afinal, por falta de fé autêntica que se autoconvencem de que possuem toda a verdade, na sua formulação definitiva. Dir-se-ia que, para eles, Deus não é transcendente e infinito, nem deve sempre ser descoberto em novas dimensões, na sua eterna juventude. É um Deus fechado, para dar segurança. Mas não parece o Deus de Jesus Cristo. A ideia superficial de que os americanos são muito religiosos deve ser repensada.

AVEIRO: Convento do Carmo abre-se à cidade

"Apresentar o convento no contexto da história cidade e da Ordem do Carmo” é o principal objectivo do ciclo de conferências «Um convento na cidade» promovido pela Ordem do Carmo na cidade aveirense. Inaugurado no passado dia 3 Abril, este espaço renovado passa “a ser também um espaço de cultura” – disse à Agência ECCLESIA Frei João Costa. A anterior residência encontrava-se em estado de degradação e, no seu espaço, foi construído um convento moderno e funcional, com a residência da comunidade, hospedaria e salas de trabalho.
Os padres carmelitas estiveram em Aveiro até à expulsão das ordens religiosas; e regressaram, anos depois, à cidade e à sua igreja. O antigo convento, que foi, até há pouco, pertença da Câmara Municipal, foi de novo entregue à Ordem. Estão em estudo obras de adaptação para actividades ligadas ao carisma da Ordem e à guarda do património artístico existente.
À beira dos quatro séculos, o convento tem “muitas histórias para contar” e fundou outros dois: Santarém e do Buçaco. E acrescenta: “vale a pena visitar a mata do Buçaco que foi plantada pelos frades”.
No passado dia 14 de Maio, as primeiras duas conferências abordaram os seguintes temas: “Um convento com histórias para contar” e “(A)riscar um convento”. Frei João Costa refere mesmo que aquele convento teve uma “das melhores boticas (Farmácia) da cidade”. À portaria do convento, os pobres “vinham receber um pãozinho e curar as feridas”. A religião “não é só rezar” mas estar “também aberto ao outro”. E finaliza: “a pior doença da actualidade é as pessoas não terem tempo”.As próximas conferências serão dias 19 e 28 de Maio.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

terça-feira, 17 de Maio de 2005

Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados


António Guterres


Candidatura de António Guterres

bem posicionada

A comunicação social tem noticiado que a candidatura do antigo primeiro-ministro português, António Guterres, ao cargo de Alto-Comissário para os Refugiados da ONU está a ficar bem posicionada. Hoje mesmo, vai encontrar-se com Kofi Annan, numa altura em que se sabe que os Estados Unidos também estão a simpatizar com a ideia de o apoiar, juntando-se a tantos outros países que já se declararam a favor da candidatura do nosso compatriota.
António Guterres é, como muitos saberão, um homem de formação católica e desde jovem interessado pelas questões sociais. A sua entrada na política terá sido, como muitos garantem, uma forma de levar mais longe esse interesse pelos desprotegidos da sorte.
Pessoalmente, gostaria mais de o ver a desempenhar essas funções, a nível internacional, do que a ocupar o cargo de Presidente da República, precisamente por sentir que junto dos refugiados seria bastante útil, tendo em conta a sua formação e a sua sensibilidade, para procurar soluções de mais justiça para gente que tanto sofre.
Aliás, na sua actual posição de presidente da Internacional Socialista, António Guterres conhece bem o mundo e os dirigentes a quem terá de recorrer, para descobrir ajudas imediatas e eficazes, que respondam aos apelos de quem se encontra numa situação delicada.
O homem simples e o humanista cristão, que é o antigo primeiro-ministro de Portugal, ficaria muito bem à frente dos destinos do ACNUR (Alto-Comissariado da Nações Unidas para os Refugiados), ao mesmo tempo que poderia realizar-se mais como pessoa e como político, desde sempre empenhado nas questões sociais e na ajuda a quem mais necessita.
F.M.


Um artigo de António Rego

A ESPERANÇA NA ECONOMIA


Proclamar sempre a esperança, mesmo quando o barco está a afundar-se? Dizer aos músicos que continuem a puxar pelos arcos do violino para que os passageiros se não apercebam da tragédia? Ou contar a história real para que se salve o possível, mesmo em pranto, em vez de tudo se perder sob alegres falsetes duma melodia alienante?
Não estamos bem quanto a contas de família. A afirmação não vem dos críticos azedos que nada mais sabem dizer. Vem de técnicos, de contas rigorosas de somar e diminuir, que nada têm a ver com a nossa fraqueza geral em matemática. O deve e haver do nosso país face ao mundo económico é negativo. E grave.
Acho graça aos cronistas diários das bolsas que, com frequência, acusam o PSI-20 ou Nasdaq, de sentimento negativo. Cá está o outro dado. As contas não são tão frias quanto parecem. Têm sentimento – diz-se. E esse sentimento traduz-se em estimular ou desestimular o investimento, a compra ou venda, o negócio que se faz com a tal esperança de que do outro lado exista alguma animação para entrar na acção e no risco. Ou seja: em economia – dizem alguns – nunca se deve mandar calar os violinos, mesmo que o barco tenha rombos sérios e previsões ajuizadas de que pode afundar-se. A movimentação descontrolada dos passageiros pode acelerar a tragédia. A depressão nunca produz bons efeitos.
O dono do Café, o pequeno empresário, o trabalhador médio, o pequeno gerador de economia, não se revêem na lei da oferta e da procura, nem lêem os relatórios dos técnicos do Banco de Portugal ou da Mongólia. Sentem a vida a desandar ou a equilibrar-se, entre as queixas que fazem nos seus jogos de negócio, tal como um jogador de futebol que se faz magoado sem ninguém lhe tocar. Ou cai lesionado mas ninguém acredita porque o queixume faz parte da função negocial.
Em que ficamos? A economia é um planeta à parte, com a sua gramática, técnica, sedução, ilusão, engano e resultados ocultos? Ou uma actividade que se integra num todo da comunidade, para ela voltada e não apenas para o proveito individual de cada uma das quintas que cada qual, de costas voltadas para o mundo, procura cultivar?
Daí a pergunta: em economia, o que é realmente a esperança?

Um poema de Daniel Faria

Cruz, rosa
Dos ventos sem direcção que não seja o centro. Coluna
Sustentada pelos braços como um amigo que chega. Rosa
De orvalho e sangue para o corpo trespassado pela sede. Árvore
Que bebe do homem. Árvore
Em silêncio onde escutamos a palavra
Em carne viva. Verbo
Tão inteiro que se fez espelho.

In Homens que são como lugares mal situados

POSTAL ILUSTRADO

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Aveiro: Paços do Concelho

Crianças maltratadas: Portugal nos primeiros lugares

Portugal, a nível mundial, é o sexto país com maior número de mortes de crianças por maus-tratos, segundo revelou a presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens, Dulce Rocha.
A responsável citou um relatório da UNICEF, publicado em 2004, considerando «horrível» que Portugal conste nos primeiros lugares num ranking de 26 países.Como reacção, Dulce Rocha defendeu um «maior investimento» na defesa dos direitos das crianças, sendo que a necessidade de clarificar o conceito de perigo é um factor importante.
«Se valorizarmos a relação afectiva que a criança estabelece com os seus prestadores de cuidados, será a prevalência da relação afectiva sobre a biológica» afirmou a responsável no seminário «Justiça de Proximidade».
Dulce Rocha exigiu do novo Governo «uma grande discussão» na área da defesa dos direitos das crianças, dizendo que «não é admissível que já tenhamos determinados conhecimentos e não os utilizemos na lei.

Portugal: o problema financeiro é grave

O Governador do Banco de Portugal considera que é necessário tomar medidas “difíceis” para combater o défice orçamental do Estado. Sem revelar números, Vítor Constâncio reiterou que o problema é “mais grave” do que previa em Janeiro.
“As medidas são necessariamente difíceis, diversificadas, abrangentes e portanto exigem bastante pedagogia para que os portugueses possam compreender plenamente a situação, que se apresenta com dificuldade”, afirmou o economista, no final de um encontro com o Presidente da República, no Palácio de Belém.Vítor Constâncio realçou que a resolução do problema é uma tarefa “necessariamente para alguns anos”, mas que se afigura incontornável. “Nós temos que resolver este problema financeiro para que nos possamos dedicar plenamente às tarefas do crescimento económico”, apontou. O governador do Banco de Portugal afirmou ainda que o caminho para a consolidação financeira deve ser traçado pelo Governo, escusando-se, por isso, a especificar iniciativas concretas: “Não vou falar de medidas (…) cabe ao Governo defini-las”.
Fonte: PÚBLICO

Biografia de Bento XVI já publicada em Portugal

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Com a chancela da Editorial Presença, será publicada hoje, dia 17 de Maio, a biografia do novo Papa, intitulada "O Papa Bento XVI - O Guardião da Fé".
As únicas obras existentes no nosso mercado referiam-se, até agora, a ensaios e um conjunto de entrevistas do então Cardeal Joseph Ratzinger.
Da autoria de Andrea Tornielli, jornalista italiano, esta biografia aborda questões tanto do foro profissional como pessoal. Por que linhas orientadoras se regia o novo Papa? Em que consistia a sua acção pastoral? Que mensagem queria passar aos seus congéneres e aos milhares de fiéis?
Publicada originalmente em 2005, esta é uma biografia actualizada sobre o percurso do Papa, com constantes referências biográficas e trechos dos textos do próprio.

Fonte: Ecclesia



Portugal em baixo nas Políticas Familiares

Ao nível das políticas familiares, “os países do Norte da Europa estão mais desenvolvidos” – é o resultado do «Estudo comparativo das políticas familiares na Europa dos 15», apresentado no II Serão Nacional da Família, em Lisboa, dia 14 de Maio. Em declarações à Agência ECCLESIA Joana Pereira, uma das autoras do estudo juntamente com Maria Luisa Toledo Gomes, salientou que “a Dinamarca tem condições de defesa das famílias muito superiores a Portugal”. A própria cultura portuguesa não “tem muita sensibilidade de as próprias empresas fomentarem medidas de apoio à família”. E acrescenta: “se um pai, apesar da licença de paternidade estar legislada, pede 5 dias a entidade patronal fica um pouco reticente”.
Esta falta de sensibilização “é um problema gravíssimo” – critica Joana Pereira. Ao efectuar o estudo, a investigadora refere que “não estamos em último lugar no ranking dos 15” mas “Portugal, Espanha, Grécia e Itália” são os países mais preocupantes. No topo está a Dinamarca porque tem “uma política que ajuda a família”.
Para inverter esta lógica, Joana Pereira pede uma “consciencialização do Estado” e a fomentação “do trabalho em part-time”. Tópicos que promovem a família.Se não existir uma “boa conciliação” entre o papel familiar e profissional, o trabalhador “não rende a 100%”. As empresas “não têm essa noção” quando exigem “o trabalho ao fim de semana” – denuncia. Factores que fazem com que Portugal tenha “uma taxa de natalidade baixíssima”. E conclui: “as políticas têm de dar as mãos e valorizar a família”.

LSJ - LUZ E SEMENTE DE JESUS



SER FERMENTO DA BOA NOVA


LSJ - Luz e Semente de Jesus é um grupo de jovens que, em espírito de amizade, alegria e verdade, se empenha, com dinamismo, em ser fermento da Boa Nova de Jesus Cristo, no meio do mundo. Nessa linha, todos os seus membros procuram responder ao desafio de Jesus, esforçando-se por ser luz no mundo, e por viver e semear a Sua PALAVRA.
Encontram-se, quinzenalmente, para reflectir e orar, e, mensalmente, para conviver e partilhar experiências, normalmente com o auxílio de convidados. Tudo acontece na Casa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, perto da Universidade aveirense e junto do ISCAA (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro), em espírito de abertura à comunidade envolvente.
Também colaboram em actividades promovidas pelo CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura) e pelo MJD (Movimento Juvenil Dominicano), desenvolvendo uma colaboração mútua com as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.
Por outro lado, participam em campanhas de solidariedade, voluntariado e espiritualidade, enquanto festejam, em conjunto, os momentos fortes do Natal e da Páscoa.
No fundo, os encontros do LSJ procuram ser espaços de abertura aos outros e à novidade das coisas, de encontro e de debate, com propostas de carácter cultural, artístico e pastoral.

segunda-feira, 16 de Maio de 2005

D. Manuel Clemente diz que é pelo caminho que se dialoga

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D. Manuel Clemente

INDEFINIÇÕES


É o tempo delas, de facto. Se não fosse a contradição dos termos, definiriam o tempo presente, culturalmente falando.
Peço desculpa, por juntar o testemunho pessoal: no último ano fui repetidamente convidado para falar sobre dois temas nas mais variadas instâncias, das académicas às paroquiais: as raízes cristãs da Europa e O Código Da Vinci… Em qualquer dos casos, é de indefinição que se trata. Ou, se quisermos, de questões de identidade.
Quanto às raízes cristãs da Europa, sabemos como João Paulo II repetidamente as lembrou, a propósito do primeiro esboço constitucional europeu, que acabou por esquecê-las. Injustamente, porque, além do (muito) mais, é uma questão de óbvia geografia, física e cultural. A Europa de que falamos hoje constituiu-se na Alta Idade Média pela progressiva adesão ao Cristianismo de vários chefes e povos “bárbaros”. Tal adesão recortou o espaço em que nos situamos, do Atlântico aos Urais, do Mediterrâneo ao Mar do Norte. E deu-lhe uma “alma”, mais ou menos distinta, mas com inegável referência evangélica. Diga ou não diga, negue ou afirme, pelo modo de se situar face aos outros e ao Mundo. Aí estão precisamente as “raízes”.
Com O Código Da Vinci, de Dan Brown, a questão é outra, mas de indefinição também. Antes de mais, do próprio estatuto da obra, que tanto se diz romance como reivindica base histórica. Tudo a (des)propósito da pretensa descendência de Jesus e Maria Madalena, que urgiria resgatar para com ela afirmar também uma feminilidade perdida… Mas a interrogação põe-se necessariamente, sobre o repetido êxito editorial dum livro onde não é difícil encontrar parágrafos em que os erros bíblicos e históricos se distribuem linha a linha… E ainda sobre a perturbação que tem causado em muitos crentes, que se deixam abalar por um texto tão inconsistente e medíocre.
- Afinal, perguntaremos, de que europeus se tratava acima e de que cristãos se fala agora?
Culturalmente, concluiremos, a tarefa é enorme. Inadiável também. Porque importa “cultivar” solidamente a todos e a cada um. Com informação sempre acrescentada e bases consistentes. Progredir doutro modo é impossível, porque não se caminha sem firmar um pé. E é pelo caminho que se dialoga também. Mesmo que a definição evolua.
:
NB: Texto publicado no "site" da Comissão Episcopal da Cultura

No Centro Cultural e de Congressos

Encontro de Coros

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Centro Cultural e de Congressos de Aveiro

No próximo dia 18 de Maio, pelas 21.30 horas, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, vai realizar-se um Encontro de Coros. Participam o Coro do Conservatório de Música de Aveiro, o Coral de São Pedro de Aradas, o Grupo Coral A Cantata, o Coral da Vera Cruz, o Orfeão Universitário de Aveiro, o Coral Poífónico de Aveiro e o Coro de Santa Joana. Este é um elenco de muito nível, o que garante, à partida, um espectáculo imperdível, para os amantes da música e para os que, não o sendo tanto, apreciam a arte e a beleza.

DECO defende restrições à publicidade

Ir às compras com uma criança significa, muitas vezes, comprar produtos que nem imaginava existirem. E isto acontece porque as televisões abusam da publicidade destinada às crianças, anunciando alimentos que prejudicam a saúde, como bolos, bolachas, cereais e lacticínios com muito açúcar, aperitivos salgados e bebidas com corantes, denuncia a Deco. A associação de consumidores acusa as televisões e anunciantes de não cumprirem a lei e exige restrições durante o horário infantil.
(Para ler o texto na íntegra, clique DN)

Um artigo de Sarsfield Cabral, no Diário de Notícias

MAL E CULTURA


Um documentário transmitido há dias pela ARD, estação pública de televisão da Alemanha, veio abalar a imagem ainda hoje corrente de Albert Speer, o arquitecto que chegou a ministro do Armamento de Hitler. Tradicionalmente considerado como um gentleman nazi, Speer era visto sobretudo como um inofensivo homem de cultura, que tinha excelentes relações pessoais com o Führer. Sabe-se, agora, que ele participou activamente na organização do Holocausto e que até enriqueceu com bens tirados a judeus. Mas o facto de A. Speer se ter revelado um "organizador do mal" não contradiz o facto de ele ser uma pessoa culta.
Vem isto a propósito da questão levantada por Manuel de Lucena (DN do dia 10) sobre se Hitler era ou não culto. "Sendo a cultura, para muita gente, depois da 'morte de Deus', o sumo Bem, como poderia ser culto este homem no qual, mais do que em qualquer outro, terá encarnado o Mal? Não obstante, lá que a seu modo ele foi bastante culto - muito mais, em todo o caso, do que grande parte dos nossos actuais políticos - eis o que se me afigura inegável."
Concordo com Manuel de Lucena. Só não vejo qualquer incompatibilidade entre a cultura e o mal. A barbárie do nazismo e do Holocausto aconteceu num dos países mais cultos do mundo - não foi no "terceiro mundo" ou na atrasada Rússia. Já aqui lembrei que alguns torcionários nazis eram grandes melómanos. E inúmeros músicos, pintores, poetas, romancistas de primeiro plano, como pessoas foram autênticos estafermos, gente de baixo estofo moral. A cultura é algo excelente, claro. Mas, por si só, ela não defende ninguém do mal. Até pode refinar o mal. Quem espera da cultura a perfeição moral engana-se. O belo e o bem talvez se encontrem algures. Mas, pelo menos por enquanto, eles não coincidem neste mundo.

domingo, 15 de Maio de 2005

"Mário Soares: os poemas da minha vida"


Mário Soares


Com o "PÚBLICO" de sábado, foi distribuído um livro que se lê com muito agrado. Trata-se de "Mário Soares: os poemas da minha vida", o primeiro de uma colecção dedicada à poesia. A ideia foi sensibilizar os leitores do "PÚBLICO" para a leitura de poemas, através de escolhas feitas por diversas personalidades da vida pública portuguesa. Para começar, tivemos o ex-Presidente Mário Soares e depois virão Freitas do Amaral, Marcelo Rebelo de Sousa, Urbano Tavares Rodrigues, Maria Barroso e Vasco da Graça Moura, entre outros. Cada um fará a selecção dos melhores poemas que leu na vida, mostrando, dessa maneira, a sua sensibilidade ou os seus gostos.
Estou em crer que muitos comprarão os livros só pela curiosidade de ficar a conhecer as preferências poéticas das personalidades convidadas a entrar num "jogo" de sedução, para levar os eventuais leitores a olharem um pouco mais para a poesia.
Diz Mário Soares, no prefácio, que a poesia é "o veio mais rico, original e fecundo da literatura portuguesa. Críticos e historiadores de literatura, portugueses e estrangeiros, são unânimes nesta opinião. Realmente, desde as Cantigas de Amigo, de Amor, de Escárnio e Maldizer (...), até à novíssima poesia, publicada já no nosso actual século XXI, esse veio poético, de alta qualidade e beleza, tem estado sempre presente, na abundância dos seus diferentes géneros. É por isso, seguramente, que a língua portuguesa tem sido tão marcada pela poesia, no seu desenvolvimento sempre em expansão".
Em minha opinião, esta colecção é para ser feita e para ser lida, na certeza de que haverá alguns poemas repetidos. Tão belos são eles.
Para além dos poemas escolhidos, o leitor pode contar com notas breves sobre os autores seleccionados.

E agora um poema

BUCÓLICA

A vida é feita de nadas
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombras de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga

Dia Internacional da Família

Medidas urgentes para a família
ficaram na gaveta

Famílias numerosas querem abonos actualizados e bilhetes especiais para transportes. CGTP-IN defende o pagamento a 100% da maternidade.
(Para ler no
DN)

POSTAL ILUSTRADO

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Foto de Crixtina,
pseudónimo artístico de Dora Bio

Matriz da Gafanha da Nazaré

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INAUGURAÇÃO E BÊNÇÃO

Sábado, dia 21 de Maio, às 17.30 hoas.
Cerimónia presidida pelo nosso Bispo,
D. António Marcelino.

sábado, 14 de Maio de 2005

Serviços Comunitários de Proximidade

O ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou hoje em Braga a criação de serviços comunitários de proximidade "para dar resposta às necessidades dos idosos que exijam cuidados continuados".
"Os serviços promoverão a articulação entre centros de saúde, hospitais, unidades de cuidados continuados e paliativos e instituições de apoio social", explicou o ministro, que falava no encerramento do 11º Congresso Nacional de Medicina Interna, em Braga.
(Para ler o texto na íntegra, clique aqui).

RIA DE AVEIRO está esquecida?


Ria de Aveiro


Gabinete de Gestão tarda em aparecer

Há muito que se fala de um Gabinete de Gestão Integrada da Ria de Aveiro, para, de uma vez por todos, deixar de haver vários a mandar e poucos a resolver os problemas, complexos, da laguna aveirense. E os mais atentos a esta questão sabem que, aquando da visita do Presidente da República à região, se falou do assunto, tendo Jorge Sampaio dito, com ênfase, que o problema do Gabinete de Gestão tinha mesmo de se equacionar com urgência, para bem da Ria.
Cansado de esperar, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, solicitou ao Presidente Sampaio uma audiência, para discutir o assunto, na esperança de que tudo se resolva o mais depressa possível.
Toda a gente sabe que isso é matéria da área governativa, mas também ninguém ignora que o Presidente da República pode dar uma ajuda significativa, chamando a atenção do Governo para a situação.
Mas Ribau Esteves não se fica por aqui e critica o Presidente por ter devolvido ao Governo, por duas vezes, o diploma que prevê a criação do Gabinete de Gestão Integrada da Ria de Aveiro, sem que saibamos a razão. Pode ser que o autarca ilhavense esclareça o assunto com o Presidente Sampaio e que a nossa Ria tenha o que merece, para garantir um futuro mais próspero.
F. M.

Mês de Maio, Mês do CORAÇÃO

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Para pensar e... agir


Existem em Portugal mais de três milhões de hipertensos, mas apenas 1,6 milhões têm conhecimento de que estão doentes. Segundo os resultados finais de um estudo sobre prevalência de hipertensão, "Portugal tem uma taxa elevada de acidente vascular cerebral, para o qual a tensão alta é o maior factor de risco". Segundo o estudo, apenas 411 mil doentes estão controlados.
Fonte: DN

SEMANA DA VIDA

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Violência familiar e social
nas preocupações da Igreja



Atenta às várias dimensões da Família actual, muitas das quais urge (re)evangelizar, a Comissão Episcopal da Família pensou ser oportuno propor para a Semana da Vida de 2005 (de 15 a 22 de Maio) uma reflexão sobre as múltiplas formas de violência a que a Família está, hoje, exposta, tanto a partir de dentro, por parte dos seus membros, como a partir de fora, nos vários âmbitos em que a Família se insere ou aos quais está, inevitavelmente, ligada.
Assim, propôs como tema Respeita o outro, diz não à violência. Trata-se de levar a uma tomada de consciência alargada face a todas as formas de violência que se opõem à vida concreta, vida esta que se afirma e cresce naquele que a justo título foi chamado "Santuário da Vida", isto é, a Família. Dessa tomada de consciência surgirão mais e melhor qualificados defensores da Vida, pelo respeito do outro, pela defesa da Não-Violência, pela defesa da Família.
(Para ler o texto na íntegra, clique aqui)

sexta-feira, 13 de Maio de 2005

PAPA exige Igreja missionária





Europa tem de assumir responsabilidades
pelos males da África

O esforço de evangelização dos missionários e missionárias europeus em África ficou manchado, segundo Bento XVI, pela "exportação" da corrupção e da violência para esse continente.
"Temos de confessar que a Europa exportou não só a fé em Cristo, mas também toda a espécie de vícios, o sentido da corrupção, a violência que devasta o continente", lamentou o Papa numa sessão de perguntas e respostas com o Clero de Roma, na Basílica de São João de Latrão.
Falando aos católicos de todo o mundo, Bento XVI frisou que "a nossa responsabilidade é que a exportação da fé seja mais forte do que a exportação dos vícios".
"Fazemos comércio com as armas, abusamos dos tesouros desta terra e nós, cristãos, devemos ainda mais fazer com que a fé seja a força que resista a estes vícios", declarou o Papa, respondendo à interpelação de um sacerdote africano.
Manifestando o sonho de "uma África cristã feliz, um grande continente do novo humanismo", Bento XVI destacou a responsabilidade pelos outros continentes, "onde o Cristianismo se apresenta como a força do futuro".
Entre os outros temas abordados pelo Papa estiveram a atenção pelos mais pobres e a exigência de uma Igreja sempre missionária. "Nós, cristãos, temos de estar disponíveis para dar razões da nossa fé: sabemos que essa linguagem está distante das pessoas de hoje e só nos poderemos aproximar delas se a sua linguagem se transformar em nós, para encontrar respostas", indicou.
"Os sacerdotes, os religiosos e as religiosas devem saber escutar, com alma aberta a Cristo e à humanidade de hoje, escutar todos os problemas e as dificuldades que se apresentam à fé", acrescentou. Citando as palavras do filósofo Romano Guardini, Bento XVI sublinhou que "a essência do Cristianismo não é uma ideia, mas uma pessoa".

Fonte: Ecclesia

FÁTIMA - 13 de Maio

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Foto do "site" do santuário de Fátima


D. José Policarpo rejeita tornar
Santuário de Fátima
num "templo inter-religioso"


O cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarop, rejeitou hoje transformar o Santuário de Fátima num templo inter-religioso, reafirmando a pureza da mensagem de Nossa Senhora de Fátima, em directa obediência à hierarquia católica.
(Para ler o texto na íntegra, clique PÚBLICO)

Foi aberto o processo de beatificação de João Paulo II


João Paulo II


No decorrer da audiência ao clero romano, que decorreu esta manhã na Basílica de São João de Latrão, o Papa Bento XVI anunciou a abertura da causa de Beatificação do Papa João Paulo II. Publicamos o texto do Rescritto da Congregação para as Causas dos Santos, assinado pelo seu presidente e secretário

Por instância do Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, o Sumo Pontífice Bento XVI, consideradas as peculiares circunstâncias expostas, na audiência concedida ao mesmo Cardeal Vigário Geral no dia 28 do mês de Abril deste ano de 2005, dispensou do tempo de cinco anos de espera após a morte do Servo de Deus João Paulo II (Karol Wojtyla), Sumo Pontífice, para que assim a causa de Beatificação e Canonização do mesmo Servo de Deus possa ter início imediatamente. Não obstante qualquer coisa que pudesse acontecer em contrário.
Dado em Roma, da sede desta Congregação para as Causas dos Santos, no dia 9 do mês de Maio, A.D. 2005.

ÍLHAVO: Concurso de fotografia

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"Olhos sobre o Mar - 2005"

Os interessados em participar no concurso de fotografia "Olhos sobre o Mar - 2005", promovido pela Câmara Municipal de Ílhavo, devem entregar os seus trabalhos até 15 de Junho, podendo cada um concorrer com três fotos. O tema a abordar tem de ser o Mar, a cores ou a preto e branco, estando o concurso aberto a amadores e a profissionais.
"Olhos sobre o Mar - 2005" é de âmbito nacional e haverá prémios para os três primeiros (250 euros, 150 euros e 100 euros). Para a melhor fotografia do concelho de Ílhavo, o prémio é de 125 euros.
As 50 melhores fotografias serão expostas no Navio-Museu Santo André.
É bom recordar que em cada um de nós há sempre um fotográfo à espera de desabrochar, bom motivo para darmos o salto. E também é verdade que, quando fotografamos, aprendemos a olhar o mundo que nos rodeia de outra maneira.

Teatro no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré

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Não fique em casa.
Cultive-se!
Vá ao teatro!!!

Um poema do Bocage

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Já Bocage não sou!

Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente impia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!

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NB: Em 2005, celebram-se duas datas, referentes ao poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, natural de Setúbal: 240 anos do seu nascimeto e 190 anos da sua morte.
Bocage, também conhecido por Elmano Sadino, não é, como muitos pensam e dizem, o poeta das anedotas. Ele é, de facto, um grande poeta português, cultor do soneto como poucos, e senhor de uma grande sensibilidade. E talvez essa sensibilidade tenha sido apurada pelo infelicidade de uma vida difícil.
Penso que Bocage merece que todos os portugueses leiam os seus poemas.

Matriz da Gafanha da Nazaré



Inauguração em 21 de Maio,
às 17.30 horas


No próximo dia 21 de Maio, sábado, pelas 17.30 horas, será inaugurada e benzida a igreja matriz da Gafanha da Nazaré, em cerimónia presidida por D. António Marcelino.
Pelo que se pode ver, a azáfama é grande, para que no dia marcado tudo esteja concluído para a festa, que deve contar com a participação de todos os gafanhões e outros residentes na cidade.
O exterior mostra que houve bastante bom gosto nas obras de restauro e de profunda remodelação, com muito respeito pela traça original, típica, na região, do início do século XX.

quinta-feira, 12 de Maio de 2005

Santa Joana vista por D. João Evangelista




Cidade e Diocese de Aveiro

recordam padroeira


Hoje lanço um desafio aos amigos de Santa Joana, padroeira da Cidade e Diocese de Aveiro, no sentido de descobrirem quem escreveu sobre a sua vida e santidade e o que disseram. Seria interessante saber-se mais sobre a nossa padroeira, para que os vindouros continuem a honrá-la, a 12 de Maio, e não só, dia da sua partida para o Pai. Como estímulo, socorro-me do livro "Aveiro, suas gentes, terras e costumes", que mais não é do que uma selecção de textos de D. João Evangelista de Lima Vidal, organizada pelo Padre João Gonçalves Gaspar e publicada em 1967, com edição da Junta Distrital de Aveiro.
Diz, D. João, ao referir-se à lição da Princesa Joana:

"Não há dúvida de que S. Francisco de Assis teria alma para renunciar, não apenas a um lugar de mercador ou de caixeiro na casa paterna, mas a uma realeza, a uma coroa, a um ceptro, a todas as grandezas e vaidades do mundo; objectivamente, não fez um sacrifício tão grande como Santa Joana que, por amor de Deus e para poder dizer ao mundo que não, renunciou a um trono e, em vez de ser uma rainha, foi uma serva! Todos os escritores de Santa Joana são unânimes em dizer que a escolha de Aveiro não teve outro propósito senão recolher-se a prófuga dos Paços Reais de Lisboa ao mosteiro mais pobre que se conhecia por esse tempo na Pátria. O seu túmulo é grandioso, é certo; mas lá dentro, daquelas cinzas humilhadas pela pobreza voluntária, pela penitência, pelos sacrifícios, sai cá para fora, através de todos aqueles mármores, de todos aqueles mosaicos, de todo aquele esplendor tumular, o grito desconcertante da alma da Santa: - Não!
O nosso mandato no mundo é fazermo-nos semelhantes a Cristo; não a Cristo com arminhos ao ombro, não a Cristo sentado em leito das voluptuosidades - isso não é Cristo - mas a Cristo pregado na cruz. E tudo o que seja uma traição a este mandato, um esquecimento desta missão, que oiçam a voz que clamam daqui, do fundo deste sepulcro, as cinzas da Santa: - Não!"
F. M.

Notas:

A Princesa Joana, filha de D. Afonso V e de D. Isabel, nasceu a 6 de Janeiro de 1452, tendo sido baptizada oito dias depois. Nessa altura, foi declarada herdeira do trono. Faleceu em Aveiro, em 12 de Maio, cerca das duas horas da madrugada, e a sua morte causou grande consternação. A notícia espalhou-se tão rapidamente, diz o Calendário Histórico de Aveiro, que, momentos depois, a igreja de Jesus estava apinhada de fiéis.

Em 4 de Abril de 1693, a Princesa Joana foi beatificada e em 1711, no dia 23 de Outubro, os seus restos mortais foram transladados para o túmulo de mármores polícromos, que pode ser aprecido no Museu de Aveiro.

No dia 12 de Abril de 1774, foi criada a Diocese de Aveiro e em 5 de Agosto de 1808, o Bispo de Aveiro, D. António José Cordeiro, considera oficialmente Santa Joana como Protectora de Aveiro.

A Diocese de Aveiro foi extinta em 4 de Setembro de 1882, tendo sido restaurada em 11 de Dezembro de 1938. Em 5 de Janeiro de 1965, o Papa Paulo VI declara oficialmente Santa Joana como Padroeira da Cidade e da Diocese de Aveiro.


Obra do Apostolado do Mar

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Monumento ao pescador,
em Buarcos

Stella Maris de Buarcos
acolhe bem quem vem

José Filipe Lucas, licenciado em História e responsável pelo Stella Maris de Buarcos, garantiu ao SOLIDARIEDADE que a direcção procura sensibilizar os funcionários e colaboradores para a ideia de que a função principal de uma instituição como esta é "acolher bem quem vem, seja de que condição social for, seja de que país for". O mais importante "é que todos sejam bem recebidos", tanto marítimos e seus familiares como outras pessoas, num espaço de convívio e lazer, criado nos anexos da igreja matriz de São Pedro, por iniciativa do seu pároco, padre Carlos Augusto Noronha, também director Nacional da Obra do Apostolado do Mar.
(Para ler toda a entrevista, clique SOLIDARIEDADE)

Um artigo de Sarsfield Cabral, no Diário de Notícias

De volta

Vêm aí as conclusões da Comissão, presidida por Vítor Constâncio, a quem o Governo solicitou uma estimativa do défice orçamental previsível para 2005, na base do Orçamento do Executivo anterior. Sabe-se que o défice de 2004, sem re- ceitas extraordinárias, foi de 5,2% do PIB. E para este ano o ministro das Finanças já referiu valores acima de 6%. A questão do défice vai assim voltar em força, até porque em Junho o Governo apresenta o seu Orçamento Rectificativo para o corrente ano. E aí terá de tomar decisões difíceis.
O primeiro-ministro quis acabar com a chamada obsessão do défice. Sócrates repetiu vezes sem conta que o essencial é a economia, não as finanças públicas. Para Jorge Coelho, a grande mensagem do discurso do Presidente da República no 25 de Abril terá sido essa o que importa é o crescimento económico, não o défice (uma interpretação assaz discutível das palavras de Sampaio). Compreende-se: uma economia a crescer traz mais receita fiscal, o que permitiria - mais uma vez! - conter o défice esquecendo a redução da despesa. Foi o que se passou, com a preciosa ajuda da baixa dos juros, no primeiro Governo de Guterres.
Só que a economia portuguesa esboçou uma retoma no primeiro semestre de 2004, mas a partir daí estagnou, ou quase. E o pouco que cresce deve-se ao consumo interno, não ao investimento nem às exportações. A melhoria na cobrança de alguns impostos, intensificando a luta contra a evasão fiscal, não chegará para travar o défice. E a flexibilização das regras de Bruxelas sobre o défice induz a menos rigor. Ora, com ou sem Pacto de Estabilidade, o actual défice prejudica o País. Terá de se cortar na despesa, no momento em que vários ministros clamam por mais verba. Sócrates ainda poderá vir a lamentar a desdramatização que fez do défice.

HERA: Uma associação que aposta na promoção cultural


Cegonha preta



Fábio Carbone, arqueólogo especializado em Turismo Cultural e do Património e presidente da HERA, Associação Juvenil que tem como objectivos a valorização e promoção do património cultural e ambiental, sublinhou, em "conversa" on-line comigo, que esperam a colaboração de todos para levarem por diante aqueles propósitos. De todos, significa das autarquias, de associações e outras organização, e das pessoas em geral, nomeadamente das que acreditam ser importante cuidar do que nos foi legado pelos nossos antepassados e pela natureza.
Assim, a HERA, uma ONG (Organização Não Governamental) vai apostar em desenvolver projectos de sensibilização, em organizar eventos e em fazer levantamento de situações, estando nos seus objectivos desenvolver parcerias com as mais diversas entidades, sempre atenta a uma actuação na base do desenvolvimento sustentável.
A última actividade da HERA, denominada "Recuperação de Aves feridas", realizou-se no âmbito do Projecto "Património para as Crianças", de uma parceria com o Hospital Infante D. Pedro de Aveiro.

Bênção dos Finalistas na Universidade de Aveiro




"No coração de cada um, lá mesmo no mais fundo a que podemos chamar o nosso 'jardim secreto', a alegria, como o desejo de a usufruir, é a planta de raízes mais resistentes, que aí é acolhida. Ela resiste a todas as intempéries da vida, mesmo quando trazem no seu bojo tristezas, fracassos, e tudo o mais que traduz desencorajamento e morte. Mas a semente da alegria, que se identifica como uma imorredoura fome de felicidade, calada por momentos breves ou por tempos mais largos, reaparece, de novo, a iluminar o caminho e a estimular o dia que se levanta. Ela está inscrita nos nossos genes e há-de ser companheira eterna da nossa decisão de sonho e de procura." Estas foram palavras de D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, na Eucaristia da Bênção dos Finalistas, que se celebrou no domingo, com a participação de cerca de nove mil pessoas, entre alunos e seus familiares e amigos, reitora, professores e funcionários.
Nesta Festa dos Finalistas, organizada pelo CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), em que sobressaiu a alegria dos finalistas, por terem chegado ao fim de uma caminhada longa e difícil, o prelado aveirense sublinhou que, "Um curso que se termina, não pode deixar de ser um curso que continua ou um novo curso que se começa. Curso é sempre caminho, marcha, movimento. A morte está no parar. A vida está na esperança e na decisão que faz ir mais longe".
D. António ainda frisou, ao salientar a importância do serviço aos outros, que, "Quem não tiver tempo para os outros, deixará de o ter para si próprio. Quem não experimentar a alegria fecunda de dar aos outros, deixará de sentir a alegria do que tem de seu. Quem não jogar a vida em favor dos outros, acabará por depreciar a sua própria vida".
F. M.






ORAÇÃO DE COMPROMISSO

Passo a passo o ser humano cresce
e deposita no futuro o sonho e a esperança
de que o dia de amanhã traga consigo mais felicidade
do que
a sentida no momento presente,
sem se aperceber que a maior parte das vezes
ela está mesmo ao seu lado.
De facto o ser humano é um ser privilegiado
se pensarmos que só a nós nos foi dada
a possibilidade de amar, partilhar e sonhar...
É neste sentido que surgem os amigos,
aqueles com quem rimos, chorámos,
partilhámos e sonhámos...

Nesta caminhada universitária,
são vários os conhecimentos que nos são inculcados:
Literários, Artísticos, Científicos...
E se estes são particulares e específicos de cada curso,
o saber da vida, o saber amar, o saber partilhar,
aproveitar o tempo, e sonhar... são comuns a todos nós!
Porque todos integramos uma grande família!
E para adquirir estes saberes
não precisamos de consultar bibliografias infindáveis,
porque eles residem dentro de cada um de nós!
Basta que cada um se predisponha a realizar a sua descoberta...

Hoje, somos nós aqueles que concretizam mais um sonho,
e neste dia de felicidade queremos escrever o compromisso para o nosso futuro!
E se somos pequenos diante de tantas missões deste mundo,
o essencial é a nossa vontade de viver e de construir uma humanidade mais bela!
Na verdade, o projecto que celebramos no dia de hoje
não é só um sonho nosso que se realiza,
mas o ideal dos nossos pais, avós e restante família que, onde quer que estejam,
estão com certeza a viver este momento connosco!
É o sonho da Universidade, Ensino Superior, construir pessoas felizes
e servidoras dos outros através do conhecimento aprendido!

Nesta hora, elevamo-nos com humildade até ao nosso maior amigo,
o maior companheiro da nossa viagem, que não acaba,
mas tem um novo início aqui!
Pedimos-Te, aqui, hoje, Deus-Amor-Paz,
presente em todos os corações e Religiões da Humanidade,
Jesus Cristo, nosso Mestre Pessoal,
que faças de todos nós teus companheiros de embarcação
e, juntos, convidaremos a felicidade e o amor a remarem
e o sonho a tomar o leme dos nossos rumos...
e, se às vezes naufragarmos, como sempre,
nem que às vezes nos esqueçamos, sabemos que estarás connosco!

Assim, nesta nova etapa de vida é nosso compromisso:
(todos dizemos)
Amar, auxiliar, perdoar e respeitar o próximo nas suas diversidades,
em todos os nossos passos futuros, construindo, tijolo a tijolo,
um mundo mais justo;

Enfrentar, com confiança, os obstáculos e quedas, tendo a certeza
que Tu estás no leme e não nos deixas afundar;

Aplicar as aprendizagens adquiridas, de forma justa, honesta, digna,
de modo a zelar pelos valores e dignidade humana, tantas vezes esquecida,
e preservar o mundo que para nós criaste;

Dar o que existe de melhor em nós, sem esperar recompensa,
vivendo e transmitindo a criatividade da fé que temos em Ti;

E não permitas, Senhor, que esqueçamos o verde da esperança,
que hoje enche os nossos corações, e auxilia-nos a cumprir o que assumimos,
perante todos, neste maravilhoso dia!

Ámen!

Marinho Antunes em entrevista à ECCLESIA

"Manifestações da religiosidade
estão em mutação"


Para ler e pensar as festas e devoções em Portugal é imprescindível olhar para o conjunto de dados provenientes de três estudos: uma sondagem no Continente sobre a religiosidade dos portugueses - 3 e 4 de Julho de 1999, Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa; um inquérito exaustivo às paróquias portuguesas, elaborado para o Centro de Estudos Sociais e Pastorais da Universidade Católica; uma sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da UCP, para o Público, RTP e RDP, nos dias 29 e 30 de Abril de 2000, em todo o Continente.Em entrevista à Agência ECCLESIA, o sociólogo Marinho Antunes fala dos estudos efectuados e do caminho que falta percorrer.
:
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 11 de Maio de 2005

Educação Moral e Religiosa católica




Contributo
para um novo humanismo



Na altura das matrículas queremos chamar a atenção dos pais ou encarregados de educação e dos jovens para o lugar importante da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) na formação global dos alunos das nossas escolas. Esta disciplina cuida do desenvolvimento harmonioso de todas as dimensões da pessoa humana, dirigindo-se não só às faculdades intelectuais mas também à capacidade social, moral e espiritual. Educa para os valores, ajuda a encontrar um projecto de vida, contribui para definir um sentido para a existência pessoal, promove a relação comunitária.
Responde, portanto, a muitos problemas e preocupações que, actualmente, se colocam na educação. De facto, conhecemos hoje um grande desenvolvimento técnico, uma oferta abundante de bens de consumo, uma dispersão de propostas lúdicas mas, paralelamente, verificamos um certo vazio interior, o crescimento do individualismo, o desinteresse pelo bem comum. Aumentou a qualidade de vida material mas falta frequentemente uma vida com qualidade, ou seja, com sentido e projecto, com valores, com esperança. Para tornar felizes os nossos jovens não bastam os bens materiais e os conhecimentos. São indispensáveis também a cultura, a ética, a sã convivência, a esperança e o amor.
Este é o contributo da EMRC.
Certamente que os pais e educadores estão interessados em transmitir aos filhos e educandos tudo o que pode enriquecer a vida deles. Nesse sentido, o património moral e espiritual do cristianismo é um alicerce seguro de humanismo, de fraternidade, de sentido da existência, de dignidade da pessoa humana e de responsabilidade. A situação cultural da Europa, neste início do novo milénio, torna necessária e preciosa esta fonte de cultura e de moral. Procurem os pais e educadores matricular os filhos nesta disciplina. Aos pais pertence decidir a orientação moral da educação dos filhos. É uma riqueza que lhes podem dar.

Lisboa, 2 de Maio de 2005
Os Bispos da Comissão Episcopal da Educação Cristã
Manuel Pelino, José Alves, Jacinto Botelho e António Marto


No CUFC: "Família e amor, na doença e na morte"


CUFC


No próximo sábado, dia 14, pelas 21.30 horas, vai ter lugar, no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), um colóquio, subordinado ao tema "Família e amor, na doença e na morte". Esta é mais uma iniciativa integrada nas celebrações do Dia Internacional da Família, com organização da ADAV (Associação para a Defesa e Apoio à Vida) e da APFN (Associação Portuguesa das Famílias Numerosas).
Edna Gonçalves, do IPO do Porto, falará sobre "Medicina, cuidados paliativos e famílias", João Loureiro, da Faculdade de Direito de Coimbra, abordará "Questões éticas e jurídicas", e Emília Carvalho, do Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, debruçar-se-á sobre "Apoio Domiciliário e Segurança Social".
A oportunidade dos temas programados para esta acção é mais do que evidente, agora que tanto se fala da legalização da eutanásia.
A entrada é livre.

Um artigo de D. António Marcelino

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Pragmatismo e moralismo


Há problemas humanos e sociais, de solução difícil, que todos os dias incomodam. A toxicodependência, o alcoolismo, a sida, as muitas e variadas formas de miséria, o desemprego, a insegurança, a loucura na estrada, a violência em todas as dimensões, a situação de muitos idosos. Estes e muitos outros, os problemas de nós todos.
A procura, a qualquer preço, de resultados imediatos, mostra depressa que é cada vez menos válida e consistente a sua solução. Não há praxis acertada, quando vazia de conteúdos e razões que norteiam um projecto sério, a prosseguir com objectividade, no tempo e com tempo. Mas, entre nós, a tentação de tudo resolver depressa é real.
Já se vai dizendo que o que é preciso é pragmatismo. O moralismo não leva a nada. Porém, os verdadeiros pragmáticos não só não dispensam as ideias e os princípios éticos como sentem necessidade de reflectir sobre eles e o seu alcance, ao avaliar e ao tentar a solução dos problemas. Os primeiros fizeram do seu método filosófico o único critério para julgar a verdade de qualquer ciência e doutrina. Todo o pensamento, assim diziam, existe para a acção e o valor das ideias é apreciado consoante a influência nas atitudes e comportamentos e o modo como os orientam e controlam.
O que se propõe, se é periférico às pessoas, porque não as respeita na sua verdade, capacidade e ritmo, ainda que com algum resultado imediato, não passa de ilusório e passageiro. Os pragmáticos sérios procuram traduzir, em prática exequível, conteúdos a promover e valores a preservar, não se vergando ao êxito fácil e aos louvores.
Uma acção responsável não pode ser fruto de voluntarismo, nem pode ser valorada à base de uma eficiência rápida, nem dos apoios da comunicação social de turno.Hoje vive-se e proclama-se o propósito de ser pragmático em tudo, porque não se pode perder tempo, nem deixar que os problemas apodreçam. É esta uma tendência muito forte dos políticos frenéticos, encaixados nos poucos anos de poder que têm à sua frente. Não se pode perder tempo a estudar nem a avaliar o que já se fez. Há que fazer de novo, mudar os nomes, multiplicar os projectos, esquecer as pessoas. Doença crónica.
Na educação, na saúde, na economia, nos problemas mais prementes, há que saber distinguir o que tem de se resolver já e que ver as causas que produzem e multiplicam os males. Os problemas sérios não se compadecem com soluções de feira, nem com mezinhas que dão para todos os males. O que por aí se lê e se ouve, mesmo por parte de pessoas e serviços oficiais, é confrangedor. A política muda, mas os homens são iguais.
Matar a fome de muitos anos, nem cura o faminto, nem gera riqueza.
A mudança de atitudes é um processo lento, porque é um processo educativo, que propõe valores e estimula novos comportamentos. Se não se enfrenta a realidade, apenas se adiam e escondem os problemas graves, que estão na praça pública.
“Usa o preservativo e acabará a sida; despenaliza o aborto e terminam os abortos clandestinos; multiplica as salas de chuto, dá seringas novas, logo dirás adeus à toxicodependência; promove cursos de formação acelerada e não haverá desemprego; multiplica e agrava as coimas e terás a estrada sem acidentes; aumenta as pensões de velhice e dá passeios aos idosos e sentir-se-ão amados; tira as crianças e os jovens das instituições, dá-os às famílias e logo eles serão felizes; canoniza a homossexualidade e serás moderno; acaba com o ensino privado e o estatal terá mais qualidade; esquece o que disseste ontem e nega se for caso…” Cá está o pragmatismo político, sem ética e sem ideias. Em nome da modernidade. Para bem da pátria. Para subir na tabela dos países evoluídos. Para ganhar votos.
Muitos há que não afinam por este diapasão. Aceitam o incómodo da verdade, respeitam e promovem os direitos das pessoas, são pragmáticos com ideias.
Felizmente.

Um artigo de José de Matos Correia, no DN

A Joana e a Vanessa

Ainda não refeitos do choque provocado pelas circunstâncias que terão rodeado a morte e o desaparecimento do corpo da Joana, somos agora confrontados com o homicídio, também em condições de grande violência, da Vanessa. Indignámo-nos todos, genuinamente, com ambas as tragédias.
Porque roubaram a vida a dois pequenos seres que tinham pela frente uma existência inteira. Porque os actos praticados se revestem de uma maldade inimaginável. Porque os alegados responsáveis são familiares próximos, justamente aqueles de quem se esperaria que tudo fizessem para proteger as crianças a seu cargo.
Como normalmente sucede nestas ocasiões, o tema da violência sobre as crianças tornou-se objecto central das discussões.
Fizeram-se reportagens televisivas, escreveram-se artigos nos jornais, produziram-se análises variadas, promoveram-se debates, recordaram-se casos anteriores de contornos similares, alertou-se para o número elevado de jovens em risco.
Infelizmente, porém, sempre que cada novo crime ocorre constata-se que pouco ou nada mudou.
Penso, por isso, que é cada vez mais urgente que sejamos capazes de compreender os diversos planos em que temos de agir, pois só assim conseguiremos diminuir drasticamente os níveis da violência infantil.
O primeiro plano é, evidentemente, o do Estado. E não apenas pelo facto de uma das suas funções essenciais ser justamente a garantia da segurança das pessoas, em particular das mais vulneráveis.
É que um dos aspectos que mais me impressionaram nestas situações foi o registo burocrático do seu tratamento.
Desde a remessa de papéis de um lado para o outro aos sistemáticos atrasos e adiamentos, aos deficientes canais de comunicação entre os serviços públicos responsáveis, tudo aconteceu.
Em consequência, ficámos com a sensação, porventura injustamente, de que em Portugal os assuntos relacionados com a protecção de menores em risco constituem uma prioridade de segunda linha.
Devemos, assim, exigir ao Estado que se concentre mais e mais naquilo que são as suas tarefas indelegáveis em vez de, como tantas vezes sucede, se intrometer onde não é necessário nem chamado.
E o combate à violência de que as crianças são alvo é, certamente, uma dessas tarefas indelegáveis.
O segundo plano é o da sociedade. Embora reconhecendo que o Estado tem que desempenhar um papel central, não podemos cair no erro habitual de transferir para ele todos os encargos.
Uma sociedade que regista um tão elevado grau de desrespeito pelos direitos fundamentais das crianças é, evidentemente, uma sociedade doente. Nessa medida, cada um de nós deve ser convocado para o combate a estes dramas.
Não nos demitindo das nossas responsabilidades cívicas, ficando atentos aos sinais, intervindo junto das entidades competentes sempre que isso se justifique.
O terceiro plano tem que ver com a política criminal. Sei que é politicamente correcto elogiar, no plano dos conceitos e da medida das punições, a legislação penal portuguesa.
Por mim, tenho fundadas dúvidas acerca de muitas soluções vigentes, que frequentemente parecem mais preocupadas com os que cometem um crime do que com as vítimas ou com a defesa da própria sociedade.
E, em casos de homicídios de crianças, ainda para mais envolvendo a utilização de elevada violência, vale a pena ponderar seriamente se a pena aplicável é adequada à gravidade dos factos praticados.
Uma conclusão me parece, porém, impor-se.Desta vez, as coisas não podem mais permanecer na mesma.
Devemos isso aos milhares de crianças em risco, pois não podemos nunca esquecer que aquilo que para a generalidade de nós é uma estatística, para cada uma dessas crianças representa um martírio quotidianamente repetido.
Mas devemos isso também, muito especialmente, à memória da Joana e da Vanessa.

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA




É preciso combater
a promiscuidade sexual

Foi em 1993 que a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 15 de Maio como Dia Internacional da Família. Desde essa altura, a ONU tem celebrado este dia, chamando a atenção para determinadas questões que influenciam o dia-a-dia da Família. O tema para este ano é "Bem-estar da Família e HIV/SIDA".
A ideia é chamar a atenção para a doença que tem afectado de forma trágica e profunda muitas famílias. Os números são medonhos:
Em 2003 quase cinco milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV, o maior número de qualquer ano desde o começo da epidemia.
A nível mundial, o número de pessoas que vivem com HIV continua a crescer:
35 milhões em 2001
38 milhões em 2003
No mesmo ano, quase três milhões de pessoas morreram com Sida.
Mais de 20 milhões já morreram desde que os primeiros casos de SIDA foram identificados em 1981.
Em 2003, 15 milhões de crianças com menos de 18 anos ficaram órfãs, devido a HIV/SIDA, dos quais oito em cada dez vivem na África sub-sahariana. Ainda mais milhões de crianças vivem em lares com membros da família doentes e a morrer. Os efeitos da epidemia atravessam todos os aspectos da vida das crianças: o seu bem-estar emocional, segurança física, desenvolvimento mental e saúde em geral. Muitas vezes as crianças têm de deixar a escola para ir trabalhar, tomar conta dos pais ou irmãos e pôr a comida na mesa. Estas crianças estão muitas vezes mais em risco de subnutrição e de serem vítimas de violência, trabalho infantil exploratório, discriminação e outros abusos.
A chamada geração de órfãos sofre vulnerabilidades particulares e carece de atenção específica desesperadamente.
Estes números demonstram que ainda não se vislumbram frutos do enorme esforço económico dispendido pelos governos e outras instituições para suster o avanço desta pandemia, provavelmente por estarem a seguir estratégias erradas. Neste campo, o Uganda aparece como caso de sucesso, por ter apostado fortemente numa prevenção acertada, fundada no combate à promiscuidade sexual, com o envolvimento das autoridades ao mais alto nível.

Fonte: APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas)


ÍLHAVO: Festinha da Família

Integrada nas comemorações do Dia Internacional da Família, que se celebra no dia 15 de Maio, o projecto VIDA MAIS organizou uma Festinha da Família, que se realizará no Centro Paroquial de Ílhavo, no dia 17, pelas 14.30 horas.Nesta Festinha, vão participar 16 Lares de Idosos dos 21 que VIDA MAIS apoia, através do seu Serviço de Voluntariado. Trata-se de mais uma iniciativa que vai ao encontro dos menos jovens e às vezes dos mais esquecidos da sociedade, que bem merece toda a ajuda possível. A Festinha vai ser animada, pois está a ser preparada com muito cuidado, para que nada falte aos utentes dos lares participantes.

terça-feira, 10 de Maio de 2005

Peregrinos de Fátima: A força da Fé



Todos os anos, especialmente em Maio, as estradas portuguesas enchem-se de peregrinos a caminho de Fátima. Alguns repetem esta caminhada, ano após ano, em nome da fé que os anima. Determinados e convictos, sofrem no corpo a dureza da peregrinação, a maioria das vezes com um sorriso impressionante. Não são compreendidos por muitos. Eu respeito-os profundamente.
Em Fátima, apesar do cansaço, muitos ainda reúnem coragem para mais um esforço: de joelhos, arrastando-se, dirigem-se à Virgem, a quem agradecem graças recebidas. Indiferentes aos olhares de tantos, assumem, com devoção, os seus compromissos com Nossa Senhora.
Num tempo marcado pelo indiferentismo religioso, ainda há gente que nos dá muitos sinais da força da fé.
F.M.

Peregrinação a Fátima


Doentes de Barcelona, na peregrinação do mês passado

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, preside este ano à Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, no Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13.
D. José celebrará as eucaristias do dia 12 à noite, às 22 horas, e do dia 13, às 11 horas, ambas no Recinto do Santuário.

A peregrinação deste ano, no âmbito do tema pastoral escolhido para todo o ano de 2005, e na sequência da decisão tomada em 2000 - de se dedicarem os primeiros dez anos do novo milénio aos Mandamentos da Lei de Deus -, é "Não Matarás" (5.º Mandamento).

Até ao momento, inscreveram-se no Serviço de Peregrinos (SEPE) do Santuário de Fátima um total de 72 grupos, para participar na eucaristia internacional do dia 13: doze grupos de peregrinos vêm da Alemanha, 1 da Bélgica, 2 da Bolívia, 1 da Eslovénia, 5 de Espanha, 1 dos EUA, 7 de França, 1 de Gibraltar, 1 da Indonésia, 3 da Irlanda, 15 da Itália, 2 da Polónia, 8 de Portugal, 9 do Reino Unido, 1 do Sri Lanka e três grupos vêm da Suiça.

No dia 13, chega a Fátima um primeiro grupo de peregrinos daquela que é a maior peregrinação estrangeira organizada a Fátima, vinda de um só país: a 19.ª Peregrinação da Adoracíon Nocturna.
O grupo, vindo de Espanha, juntará na Cidade da Paz, de 13 a 17 de Maio, mais de três mil peregrinos.

Organizações pedem regularização de imigrantes


Imigrantes em Portugal


1. Encontra-se aberto o debate ao redor do "Livro Verde sobre uma abordagem da União Europeia em matéria de gestão da migração europeia", promovido pela Comissão Europeia. As organizações católicas, congratulando-se com esta iniciativa, realizaram recentemente um "seminário de estudo". As nossas posições foram apresentadas ao ACIME verificando-se que, sob alguns aspectos, coincidem com o parecer dessa Entidade governamental para a Integração.
Continuamos preocupados com a situação em que se encontra um grande número de imigrantes de países terceiros, na sua maioria lusófonos, a viver em Portugal e desejamos uma maior harmonização de políticas comuns na União Europeia: não minimal, não apenas funcional, mas humana e adequada à realidade, alicerçada em boas práticas de admissão, de condições de acolhimento, de regularização e integração graduais.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 9 de Maio de 2005

Costa aveirense está a recuar desde 1958


A costa aveirense tem recuado significativamente desde 1958, segundo um estudo da Universidade de Aveiro hoje divulgado e que defende a destruição dos esporões ou a recarga artificial das praias para contrariar a erosão.
Para ler na íntegra, clique PÚBLICO

DIA DA EUROPA - 9 de Maio





Abismo da Guerra não pode engolir
outra vez os povos europeus


O Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) assinala hoje o Dia da Europa com uma mensagem, onde se recorda o 60º aniversário do final da II Guerra Mundial e se assinala que "o processo de unificação europeia nasce da vontade de nunca mais voltar a cair no abismo da guerra".
O documento, assinado por D. Amédée Grab, presidente do organismo, observa que a ausência de conflitos armados não implica a ausência de "guerra", porque "a verdadeira paz, a justiça e a estabilidade social ainda faltam em muitas partes do nosso Continente".
Nesse sentido, os Bispo da Europa apontam para os recentes conflitos nos Balcãs para sublinhar que a paz é "frágil". "Temos a responsabilidade de fazer memória dos acontecimentos desumanos que caracterizam qualquer conflito, em particular junto das novas gerações, que não conheceram estes horrores", sentenciam.
Ainda hoje a Europa celebra o 55º aniversário da Declaração do 9 de Maio de 1950 e o presidente da CCEE lembra que, com esta declaração, "os países aderentes comprometeram-se a respeitar objectivos de paz, de progresso social, de desenvolvimento económico e de solidariedade".
Frisando que o final desta guerra europeia significou o fim da guerra mundial, os Bispos indicam que "hoje somos responsáveis para que a paz na Europa se transforme em paz mundial".
"Celebrar com coerência a Europa de hoje significa assumir o compromisso de fazer cessar as guerras que ensanguentam a Terra e que geram desespero, desastres ambientais, desagregação social, injustiça e pobreza", observam.
Moscovo acolhe hoje as comemorações do 60º aniversário da capitulação da Alemanha nazi com um intenso programa que conta com a presença de alguns dos mais destacados dirigentes mundiais.
Fonte: ECCLESIA

HERA precisa de voluntários

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Porto de Pesca

A Hera - Associação para a Valorização e Promoção do Património precisa de voluntários que possam colaborar na salvaguarda da natureza e valorização do património histórico, e não só, da região da Ria.
Os interessados podem dirigir-se por e.mail a esta associação cultural (hera.avpp@katamail.com).

Teatro no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré


Centro Cultural da Gafanha da Nazaré


"Cuidado, Chegou o Inspector!"

No próximo dia 21 de Maio, sábado, pelas 21.30 horas, vai ser apresentada a peça "Cuidado, Chegou o Inspector!", no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, pelo Grupo de Teatro do Orfeão de Águeda. Esta peça é uma adaptação de "O Inspector Geral", de Nicolai Gogol, e a encenação é de José Júlio Fino.
ciativa é da Juventude Apostólica de Schoenstatt e destina-se a angariar fundos para a participação de rapazes e raparigas do Movimento de Schoenstatt nas Jornadas Mundiais da Juventude, que decorrerão em Agosto, em Colónia, Alemanha. E também num grande encontro da juventude schoenstattiana, que terá lugar junto ao Santuário original, em Schoenstatt, perto da cidade alemã de Coblença, uma semana antes.
A organização recomenda o seguinte: "Se tens cara torta, não te vejas ao espelho."
Mesmo assim, vale a pena assistir, com alegria, a esta peça de teatro.

POSTAL ILUSTRADO - 3

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Forte, na Praça Luís de Albuquerque,
com a seguinte inscrição (mantenho a ortografia da época):

"Padrão commemorativo do 1º centenario do inicio da lucta dos povos deste concelho contra o jugo napoleonico os quais sob o comando do academico Bernardo Antonio Zagalo e associados aos voluntarios academicos e aos povos de Motemor e Tentugal puzeram cerco a este forte no dia 26 de Junho obrigando-o a render-se no dia seguinte.
Mandado fazer pela Comissão Administrativa
Figueira da Foz, 26 - 6 - 908
A Comissão Administrativa"

POSTAL ILUSTRADO - 2

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Figueira da Foz: Centro de Artes e Espectáculos, à esquerda,
e Museu, com Biblioteca Municipal, à direita

POSTAL ILUSTRADO -1

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Figueira da Foz: Praia do Relógio

FIGUEIRA DA FOZ


Oásis numa praia da Figueira da Foz


há muito que ver, para além das praias

Diz-se que a origem do nome Figueira da Foz está ligada a uma figueira que existia no cais da Salmanha, onde os pescadores amarravam os barcos. No entanto, Nelson Correia Borges afirma que figueira deriva de "fagaria" (abertura, boqueirão), foz deriva de "fauces" (Embocadura). Também Mondego, o célebre rio que na Figueira da Foz desagua, vindo da Serra da Estrela, resulta do pré-romano "moud" (boca) e "aec" (rio). Assim, ao pronunciar-se Figueira da Foz do Mondego, repetimos "boca da boca da boca do rio". Isto mesmo pode ler-se no "Guia EXPRESSO das Cidades e Vilas históricas de Portugal".
Deixemos estas curiosidades, para entramos noutras: os romanos deixaram por estes lados marcas da sua presença, como o atesta uma inscrição relativas ao imperador Octávio Augusto. Também se sabe que os sarracenos arrasaram a povoação em 717, muito antes da nacionalidade. Quem hoje, porém, visita a Figueira da Foz talvez nem queira saber do seu passado, que está carregado de história e de estórias, o que faz pena. Da pré-história e da sua história, por exemplo, podem falar-nos o Museu Santos Rocha, que não dispensa uma visita. Arqueologia e peças orientais, etnologia africana, cerâmica e vidro, escultura religiosa e outra, pintura de várias épocas, de tudo um pouco pode ser apreciado neste museu. Ao lado, com programação de qualidade, está o Centro de Artes e Espectáculos. Passe ainda pelo Palácio Sotto Mayor, mandado construir em 1900 e só terminado em 1920. É um edifício de cinco pisos, ao estilo parisiense, que mostra o modo de vida de gente endinheirada e de bom gosto. Há muito mais para ver, mas hoje fico-me por aqui.
Depois temos a praia, de areal enorme e convidativo, com decoração ajardinada, ao jeito de oásis, junto à Marginal, por onde caminham, habitualmente, os visitantes. É que a Figueira atrai muita gente pelas suas famosas praias, onde no Verão há lugar para todos.
Fernando Martins

domingo, 8 de Maio de 2005

Mais de 15 mil idosos à espera de vaga

Cerca de 15 mil idosos estão em lista de espera para entrar nos lares das Misericórdias de todo o País, nos quais existem 11.500 camas, actualmente ocupadas, revela um estudo divulgado hoje pela União das Misericórdias Portuguesas.
Para saber mais, clique
SOLIDARIEDADE.

Um poema de Nuno Júdice


PASSADO


Passou o vento, passou o dia,
passou a noite e a manhã,
passou o tempo, passou a gente,
passou cada hora de amanhã;

passou um canto esquecido
nos cantos de cada passo,
passou ao dizer que passo
sem se lembrar do compasso;


passou a vida como se nada fosse,
só passou e foi-se embora,
passou à pressa, sem demora,
e passou tudo a quem ficou;

e se mais não passou
no fim de tudo ter passado,
foi porque algo se passou
no último passo que foi dado


In Geometria Variável,

da Editorial Dom Quixote

Dia Mundial das Comunicações Sociais

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João Paulo II

Celebra-se hoje, 8 de Maio, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Por proposta de João Paulo II, o Papa de saudosa memória, os jornalistas católicos e todos os outros que acreditam nos valores cristãos podem reflectir sobre o tema que ele nos propôs: “Os meios de comunicação aos serviço da compreensão entre os povos.”
Quem vive o dia-a-dia da comunicação social percebe bem que nem sempre tem tempo para reflectir sobre o que faz ou não faz para mudar o mundo para melhor. Daí a importância de um dia especial para parar, para meditar e para avançar com novos e mais eficazes comportamentos jornalísticos, de modo a contribuir para uma sociedade mais justa. Não é fácil, mas vale sempre a pena tentar.
João Paulo II disse na mensagem que nos deixou, com data de 24 de Janeiro de 2005, festa de São Francisco de Sales, que os media, “o primeiro areópago do tempo moderno”, são, para muitos, “o principal instrumento informativo e formativo, de orientação e inspiração para os comportamentos individuais, familiares e sociais”. Também promovem a compreensão, dissipam os preconceitos e despertam o desejo de aprender mais.
Noutra passagem, João Paulo II lembra que os órgãos de comunicação social podem unir as pessoas, enquanto impulsionam mobilizações de ajuda em resposta a desastres naturais ou outros. “A velocidade com que as notícias viajam hoje aumenta a possibilidade de se tomarem medidas práticas em tempo útil para oferecer a melhor assistência. Desta maneira, os media podem conseguir um bem muito grande”.
Referiu ainda que “os comunicadores têm a oportunidade de promover uma autêntica cultura da vida, distanciando-se da actual conjuntura contra a vida, transmitindo a verdade sobre o valor da dignidade de toda a pessoa humana”.
Fernando Martins

sábado, 7 de Maio de 2005

Bênção dos Finalistas na Universidade de Aveiro

Festa na Alameda
para finalistas e familiares


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Estudantes da Universidade de Aveiro e de Escolas Superiores associadas vão viver amanhã, pelas 11 horas, a Festa da Bênção dos Finalistas. A cerimónia será presidida pelo Bispo aveirense, D. António Marcelino, esperando-se a participação de cerca de nove mil pessoas, entre estudantes e familiares.
Na mensagem que dirigiu aos finalistas, D. António Marcelino frisou que "um curso que se termina não pode deixar de ser um curso que continua ou um novo curso que se começa. Curso é sempre caminho, marcha, movimento. A morte está no parar. A vida está na esperança e na decisão que faz ir mais longe".
A organização desta festa, liderada pelo CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), convida toda a gente a participar na eucaristia da Bênção, que terá lugar na Alameda da Universidade de Aveiro, pelas 11 horas.

Bandeira Azul

Praias do Distrito de Aveiro
continuam a ser contempladas

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Praia da Barra

Praias do Distrito de Aveiro continuam a ser contrempladas com a Bandeira Azul, símbolo de qualidade. Isto significa que os veraneantes podem apostar, no próximo Verão, nas praias aveirenses. Para registo, aqui ficam as premiadas: Espinho (Frente Azul e Baía), Ovar (Esmoriz, Cortegaça e Furadouro), Ílhavo (Barra e Costa Nova) e Vagos (Vagueira).

Exposição de fotografia na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra

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Coimbra não tem nenhum "e", mas É dos Estudantes,
não tem nenhum "u", mas, dizem, a Universidade dá-lhe vida,
dizem que também a embalsama.
Não tem nenhum "f", mas gosta de se pavonear com Fitas,
de preferência muitas, todas da cor da alegria que carapaça as dores da Saudade.
Coimbra não tem nenhum "s"...
::
Na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, António Costa Pinto e Dinis Manuel Alves expõem fotografias artísticas. Pelo nível dos trabalhos apresentados e pelos seus autores, que dominam como poucos esta forma de expressão, vale bem um passeio à cidade dos doutores.
Para ver algumas fotos, clique Algumas Fitas.

sexta-feira, 6 de Maio de 2005

Um artigo de António Rego, na Ecclesia

O grande abraço dos media


Há factos que não vale a pena reter. Outros que convém não deixar fugir sem lhes saborear toda a essência. Refiro-me ao significado da história, mesmo da que fazemos, e se torna, por nossa arte, mestra da vida. Tudo ganha um tom para além das aparências.
Ao celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais temos presente o cruzeiro planetário que os media proporcionam estreitando o mundo num abraço familiar, dando significado ao enlace de culturas, raças, valores e projectos que são património comum da humanidade. A mega reportagem que o mundo inteiro seguiu sobre a fase final de João Paulo II e eleição de Bento XVI veio de novo centrar o próprio universo secular e laico num fenómeno religioso que é muito mais que uma máquina burocrática de poder. Percebeu-se, nesse todo, a proposta espiritual de uma comunidade unida e dispersa em todo o mundo – a comunidade cristã - que tem algo de decisivo a dizer ao homem de hoje, por vezes marcado por vezes pela angústia de tudo realizar, sem o conseguir, na estreiteza do tempo e na pressa do imediato.
Três documentos eclesiais marcam a celebração deste ano do Dia Mundial das Comunicações Sociais: a mensagem de João Paulo II sobre os Media como ponte cultural do nosso tempo; a Carta Pastoral escrita na mesma data dobre o “Rápido Desenvolvimento” do mundo e dos media, e um terceiro documento já do punho de Bento XVI dirigido as profissionais da comunicação, na primeira grande audiência que o actual Papa concedeu nos primeiros dias do seu Pontificado.
Um elemento une as três reflexões: a importância e a responsabilidade face ao mundo inteiro de quem constrói pontes de comunicação. É mais que uma viagem ocasional entre as margens do rio. É a ligação em rede da humanidade dispersa, marcada por milénios de diferenças, distâncias e incomunicabilidades. Eis o desafio: da dispersão fazer unidade, das diferenças, partilhas de enriquecimento mútuo, da aparente incapacidade de comunicação, a linguagem universal do encontro e conhecimento. Os media, hoje, mais que nunca têm ferramentas para essa construção. As grandes comunicações planetárias a partir de Roma foram disso prova inequívoca. A mensagem mais que proclamada em letra foi demonstrada… em directo.

O ABORTO, de novo



Diz Maria José Nogueira Pinto, política e provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que “O referendo ao aborto seria urgentíssimo se as prisões estivessem cheias de mulheres condenadas por esse crime. Mas não. Estão cheias de toxicodependentes com doenças incuráveis e contagiosas”. De facto, é verdade. Quando há tantos problemas sociais a exigirem uma atenção especial, não se compreende lá muito bem que a comunidade nacional, com muitos políticos na liderança da causa do aborto, não tenha olhos para mais nada.
Argumentam que há muito abortos clandestinos e que é preciso acabar com esse estado de coisas. Como se isso fosse possível, assim de pé para a mão. Com a lei actual ou com outras, os abortos clandestinos vão continuar, apenas porque se trata de uma questão cultural. Penso que muitas mulheres que abortam o fazem na clandestinidade, simplesmente porque não têm coragem de o fazer às claras e por, no fundo, saberem que estão a cometer um erro grave.
A lei em vigor dá-lhes a liberdade de pedirem o aborto, em casos especiais e bem definidos, mediante acompanhamento médico e psicológico, mas nem assim as mulheres procuram estabelecimentos de Saúde para fazerem o aborto. Não compreendo, por isso, tanto barulho. A não ser que esse barulho se faça para atrair clientela e para confundir as pessoas.
Sabe-se que a Igreja Católica condena o aborto, como condena a eutanásia e a pena de morte, e que propõe a cultura da vida, contra a cultura da morte. Mas também se sabe que não pode nem vai impedir ninguém de pôr em prática a Interrupção Voluntária da Gravidez, muito menos os não católicos. Os católicos, porém, sabem que o não podem fazer, sob pena de pecarem gravemente.
Fernando Martins

"A felicidade dos idosos é um assunto nacional"



Está a decorrer, em Lisboa, o VII Congresso Nacional das Misericórdias, que terá por tema “Envelhecimento – Novos desafios do século XXI”. A propósito desse acontecimento, que trará, decerto, novos estímulos às instituições que apoiam os idosos, o Padre Vítor Melícias, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, defendeu, em entrevista ao “PÚBLICO” de ontem, conduzida pela jornalista Andreia Sanches, que “a felicidade dos idosos é um assunto nacional”.
Depois de afirmar que já se deram passos importantes na melhoria dos serviços aos idosos, Vítor Melícias sublinhou que ainda há muito a fazer, em especial ao nível dos cuidados continuados. Mas também se torna urgente formar técnicos, apostar na investigação de doenças e criar um espírito de cooperação entre Estado, famílias e instituições sociais, disse.
Vítor Melícias lembrou, nessa entrevista, que vamos ter uma sociedade cada vez mais idosa, e sublinhou que se torna importante que as pessoas, tendo mais anos, “Tenham condições para participar mais na vida da sociedade”. E acrescentou: “É preciso ter também consciência de que é um fenómeno positivo as pessoas durarem mais tempo. Só é negativo se não nos precavermos para que esse período seja bem vivido. O envelhecimento precisa de ser encarado como assunto nacional. A felicidade dos idosos é um assunto nacional.”
Disse que “é preciso que as famílias criem a consciência daquilo que é inevitável: que é preciso que tenhamos os nossos idosos mais tempo em casa, na família, em condições...”, tendo frisado que cada cidadão “tem o direito fundamental de não ser abandonado ou deixado sozinho perante a morte, a doença, a angústia, o sofrimento, como dizia François Mitterrand. Só quando não há condições para que esse direito seja exercido com dignidade é que se deve recorrer à institucionalização”.
Fernando Martins

quinta-feira, 5 de Maio de 2005

AVEIRO adere à Tarifa Familiar da Água



É com grande alegria que a APFN ( Associação Portuguesa das Famílias Numerosas) comunica a adesão da Câmara de Aveiro à Tarifa Familiar da Água , juntando-se, assim, aos Municípios de Lisboa, Porto, Coimbra, Sintra, Portimão, Ribeira Grande e Condeixa.
Trata-se de uma excelente prenda às famílias numerosas de Aveiro, nas vésperas da celebração do Dia Internacional da Família, que se comemora em todo o mundo no próximo dia 15 de Maio .
Esta medida não permite as famílias numerosas terem a água mais barata, mas, tão-só, poderem pagar a água ao mesmo preço que as famílias menos numerosas, uma vez que os escalões, com esta modalidade de tarifário, são em função da dimensão da família .
Mais pormenores sobre este tipo de tarifário, que está a ser promovido pela APFN junto das diversas autarquias, poderão ser consultados no Caderno 7 - Tarifa Familiar da Água para Consumo Doméstico, em
http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno%207a4.PDF.
A APFN espera que o exemplo de Aveiro, Lisboa, Porto, Coimbra, Sintra, Portimão, Ribeira Grande e Condeixa seja seguido rapidamente por bastantes mais autarquias como contributo para combater a baixíssima taxa de natalidade portuguesa, a que o governo central tem mantido absoluta indiferença.
A APFN recorda, a propósito, que 2005 é ano de eleições autárquicas, e esta medida é bem mais importante que a proliferação de rotundas, com ou sem estátuas no meio, que estão a surgir como cogumelos em todas as localidades.
Apesar de existirem, apenas, 7% de famílias com três ou mais filhos, 20% da população, ou seja 2.000.000 de portugueses, pertencem a famílias numerosas, que saberão, com toda a certeza, distinguir os autarcas que se preocupam com os verdadeiros problemas das famílias dos "outros".
A Direcção da APFN

Dia da Cortesia ao Volante


Comemora-se, hoje, o Dia da Cortesia ao Volante, uma iniciativa que pretende contribuir para a formação cívica dos condutores. Se todos fossem corteses no dia-a-dia, em todos os momentos da vida, as relações entre as pessoas seriam, sem dúvida, mais humanas.
Costumo dizer que, corteses corteses, só o somos, por tradição, nas vésperas de Natal. Aí, todos damos prioridade aos outros, automobilistas e peões, com um sorriso nos lábios, de satisfação, por conseguirmos ser delicados. Se é assim nessa altura do ano, por que razão não o somos todos os dias do ano?
Pretende-se, com este Dia, levar os condutores a terem mais calma quando andam nas estradas, a cultivarem o civismo e a aproveitarem as sinergias geradas pelo novo Código da Estrada, para se tornarem mais conscientes e mais responsáveis, já que os condutores portugueses têm sido considerados como dos mais transgressores das regras de trânsito, na Europa.
Este Dia da Cortesia ao Volante celebra-se pela primeira vez em Portugal e a ideia partiu da Associação de Cidadãos Automobilizados e da Liga contra o Trauma, através de uma campanha que tem por lema “A estrada não é um ringue de boxe”. A campanha também está a divulgar os 15 mandamentos do condutor, que apelam à calma, aos comportamentos de segurança, à não utilização do telemóvel e ao não consumo de bebidas alcoólicas, entre outros.
Aquelas associações propõem, muito simplesmente, que se comece hoje a pôr em prática estes mandamentos, para que, paulatinamente mas com garantias, possamos viver este espírito cortês durante todo o ano.
Fernando Martins

Um artigo de Jorge Pires Ferreira no Correio do Vouga

O estranho caso dos ateus praticantes


Já toda a gente ouviu falar dos católicos não praticantes, aqueles que, como já alguém disse, são “ciclistas não pedalantes”. Acreditam que vale a pena andar de bicicleta, mas não pedalam.
Com a eleição de Bento XVI, revelou-se uma outra espécie de pessoas: os ateus praticantes. Não acreditam em Deus nem na Igreja (ateus...), mas têm opiniões contundentes sobre os seus chefes e as suas questões internas (...praticantes). O Bispo de Aveiro referiu-se a eles na última semana: “Quando vemos pessoas que se dizem agnósticas a opinar sobre quem e como devia ser o papa e a mostrarem-se desiludidas com a eleição, estamos perante um contra-senso que se respeita, mas não se entende. Nostalgia, apreço pela acção da Igreja...?”
Curioso, nesses ateus ou agnósticos praticantes, foi que quase todos desenvolveram raciocínios do género: “Eu cá sou ateu/agnóstico, mas tenho a dizer que...”E disseram muito. A começar por Mário Soares, que ficou muito desiludido. Eis outras opiniões: “A vitória de Ratzinger é uma derrota clara para a Igreja Católica” (Luís Osório, A Capital). “A partir desta semana, o rosto da Igreja é o rosto da intolerância e do dogmatismo de Ratzinger” (Daniel Oliveira, Expresso). “Com a escolha de Joseph Ratzinger para Papa (...), preferiu-se dar um valente soco na renovação da Igreja” (Pedro Miguel de Almeida, Expresso). “Uma enorme desilusão, quando foi anunciado o nome de Joseph Ratzinger” (Armando Rafael, Diário de Notícias).Até José Saramago teve um súbito acesso de fé: “A inquisição subiu ao poder. Deus me acuda com o novo Papa” (El Mundo). João Pereira Coutinho, no Expresso, fez uma exegese perspicaz, aplicável a outros ateus: “Se Saramago, um ateu, afirma que Roma fez a pior escolha, isso significa que Roma não fez a pior escolha”. E Vítor Rainho, no mesmo jornal, concluiu: “Os ateus parecem ser os mais ofendidos com a escolha de Ratzinger”. Só um não ficou ofendido: “Como não sou de ‘obediência católica’ (...), não fiquei desapontado com a escolha”, mas aproveitou para dissertar longamente sobre a Igreja e a geopolítica europeia (“O Sacro Império e os continentes”, José Medeiros Ferreira, DN). E houve um que, “não sendo cristão”, gostou: “Haverá Cardeal mais inteligente, mais intelectual, mais apaixonado pelo pensamento humano do que Ratzinger?” (“Olhe que há conservadores bons”, Miguel Esteves Cardoso, DN).
Um ateu ou agnóstico a falar sobre a Igreja é estranho, mas ao mesmo tempo compreende-se. É estranho, porque seria como um católico pronunciar-se sobre a eleição do presidente de uma associação de ateus. É estranho, porque não gostam que a Igreja se intrometa nas suas vidas, mas gostam de se intrometer na vida da Igreja. Mas compreende-se, porque estamos numa sociedade em que todos têm direito à opinião. Mais, no caso da Igreja Católica, pode-se viver com ela ou contra ela, mas não sem ela. Os ateus/agnósticos tinham de falar dela, porque sabem que é a única instituição verdadeiramente global, que tem influência na vida das pessoas, que é como um farol para o mundo (a virtude dos faróis não é a mobilidade, a mudança; é a solidez e a constância). No fundo, têm-lhe um ódio de estimação. Estão atentos aos seus movimentos. E, quando a Igreja estiver doente, também eles vão sentir-se, pelo menos, ligeiramente constipados ou com uma dorzinha de cabeça.
O que os ateus praticantes fizeram foi uma grande confissão do poder (a luz do farol e não o edifício) e atracção da Igreja Católica. Uma grande prova de fé na Igreja Católica. Maior que a de muitos católicos... não praticantes.

Ainda o Centro Geriátrico da Figueira da Foz


Ontem, quando entrei neste meu espaço, disse que não sabia quanto iriam pagar, mensalmente, os utentes do Centro Geriátrico da Fundação Bissaya Barreto, da Figueira da Foz, que o primeiro-ministro considerou como um hotel, tal é o luxo e tais são as valências que oferece aos idosos.
Hoje, posso dizer, em adenda, que este centro se destina a qualquer cidadão com mais de 65 anos, altamente dependente, sendo as mensalidades “inferiores aos dos lares de idosos”. A garantia veio do director da Fundação, Luís Viegas do Nascimento, filho homónimo de Luís Viegas do Nascimento, sucessor do médico Bissaya Barreto, criador da Fundação. Referiu, ainda, que 11 das 80 camas do Centro Geriátrico ficam reservadas para a Segurança Social.
Trata-se, em suma, de uma instituição que pode vir a estimular muitas outras, no nosso País.
F.M.

PORTUGAL em maus lençóis



Em artigo publicado no “PÚBLICO”, ontem, Medina Carreira, especialista em assuntos fiscais, garante que, “Com a economia ‘possível’, queremos manter um Estado ‘impossível’. O aumento previsível da riqueza, na próxima década, não suportará o ritmo do agravamento actual das despesas públicas. Continuando ‘tudo’ como no período de 1995 a 2004, precisaríamos de atingir, em 2015, um ‘nível de fiscalidade’ de 50 por cento. Ou de crescer economicamente, durante uma década completa, à taxa real e anual média de 4,5 por cento. Nem os mais optimistas esperam tanto”.
Temos de reconhecer que o nosso país está em maus lençóis, na óptica de Medina Carreira, que há anos anda a denunciar os caminhos errados que as políticas têm seguido. O que mais me espanta é que ninguém o oiça, ao que parece, embora todos saibam que o que ele diz está certo.
Para a elaboração deste escrito, Medina Carreira baseou-se em “fontes abertas, conhecidas e identificadas”, de economistas de renome e de estudos credíveis, da “esquerda” e da “direita”, de “socialistas” ou “neoliberais”, de “conservadores” ou “progressistas”, de “revolucionários” ou “reaccionários”.
Depois de algumas considerações e análises, traça um quadro muito negro, porque, em sua opinião, “a economia portuguesa não crescerá a taxas médias anuais suficientes”, a fiscalidade “não atingirá os níveis indispensáveis” e não são prováveis “novos e felizes acasos, como os da baixa do custo do petróleo”. Assim, as prestações sociais “só poderiam manter o ritmo de expansão da última década, e até 2015, se houvesse o congelamento de todas as demais despesas correntes primárias, no seu montante actual”.
Não sei se este estudo de Medina Carreira vai cair em saco roto ou se vai aparecer por aí alguém que faça uma leitura diferente da realidade portuguesa. Ou ainda, se os nossos políticos serão capazes de estudar soluções que contribuam para tirar Portugal da situação delicada em que se encontra, sem “ferir” muita gente, principalmente a que costuma pagar a factura dos erros dos governantes.

"Saco de pedras"

Entretanto, no Editorial do “PÚBLICO” de hoje, o Director José Manuel Fernandes apresenta imagens interessantes para explicar o défice aos menos esclarecidos. Diz assim: “Três por cento do défice orçamental correspondem, mais ou menos, a três pontes Vasco da Gama. Seis por cento correspondem a seis pontes Vasco da Gama. Por cada ano que o Estado português gastar mais do que recebe acrescentará, por cada ponto percentual de défice, o custo de uma Ponte Vasco da Gama à dívida pública.
Há outra forma de apresentar estes números: por cada ponto percentual de défice cada português ficará corresponsável, pelos serviços que o Estado lhe presta ou não presta, por mais 135 euros da dívida pública. Este ano serão mais de 800 euros por que cada um de nós ficará responsável. Isto quando a dívida do Estado, a dividir por cada cidadão, deverá ultrapassar os nove mil euros. O que corresponde a um pouco menos de dois anos de salários mínimos.
É carregando este ‘saco de pedras’ às costas que o país enfrenta o futuro ...”
Fernando Martins

Acidentes rodoviários


O Presidente da República, Jorge Sampaio, tem andado em Presidência Aberta nas estradas portuguesas. Se há assuntos que a mereciam, há muito, os acidentes rodoviários eram um deles. Eram e são, porque no nosso País os acidentes na estrada continuam em alta, representando já três por cento do PIB (Produto Interno Bruto).
Das reportagens que os órgãos de comunicação social publicaram, sobressaem como principais causas dos acidentes rodoviários o excesso de álcool e o excesso de velocidade. A juntar a estas, apontam-se ainda a falta de civismo dos condutores portugueses, a irresponsabilidade de outros tantos e o incumprimento das regras de trânsito. É conhecido que depois de obtida a carta de condução, garantidamente a grande maioria dos condutores nunca mais releu ou estudou o Código da Estrada, nem há aulas, que eu saiba, para actualização de conhecimentos.
Jorge Sampaio alertou para a necessidade de se intensificarem as campanhas de sensibilização para o cumprimento das regras de trânsito, denunciando as infracções que se cometem nas estradas portuguesas. Mas ainda frisou que as campanhas não podem limitar-se a 15 dias, repetindo-se apenas seis meses depois. É preciso que se tornem constantes, para se acabar com os acidentes rodoviários e para que Portugal deixe de ocupar um lugar cimeiro nas listas dos países com mais acidentes na Europa.
F.M.

quarta-feira, 4 de Maio de 2005

Um artigo de Sarsfield Cabral no DN

PATERNALISMO

O Governo criou uma task force de apoio à reestruturação de empresas em dificuldade e a sectores com problemas de competitividade. É a concretização da chamada política de proximidade anunciada pelo primeiro-ministro, que quer salvar o maior número de empregos que puder. A intenção é louvável, sobretudo porque muita gente está a ficar desempregada e precisa de ajuda. Resta saber se esta ajuda é a mais adequada
Por muito que se esforce, o Estado não tem capacidade para apoiar individualmente cada empresa em dificuldade e com défice de competitividade é um universo enorme. Depois, as intervenções governamentais para salvar empresas não se têm mostrado entre nós muito eficazes - basta lembrar o caso Bombardier. E as intervenções salvadoras arriscam-se até a piorar as coisas, em vez de as melhorarem. É verdade que o Governo garante que só apoiará unidades com "potencial económico". Mas seria ingénuo pensar que o dinheiro público não irá, muitas vezes, prolongar artificialmente a vida de empresas inviáveis, atrasando a reaplicação dos recursos de forma mais produtiva. Mais: esta atitude paternalista do Governo tende a reforçar a tradicional dependência das nossas empresas em relação ao Estado, criando a ilusão perigosa de que o poder político tudo deve resolver.
Melhor seria que o Estado ajudasse as empresas naquilo que é essencial e constitui a sua missão básica. Que reformasse a administração pública, desburocratizando-a. Que pusesse a justiça a funcionar. Que pagasse a tempo e horas aos fornecedores. Que combatesse a economia paralela ou "informal", grande factor do nosso atraso segundo um célebre relatório da McKinsey. Daí, sim, deveria vir uma enorme ajuda às empresas e à modernização do País. Mas é mais fácil e mais mediática a via do paternalismo.

Florestas contam com mais 120 "vigilantes"

A iniciativa já vem de longe, desde 1989, dá pelo nome de «Eu sou vigilante da floresta» e é promovida pelo Lions Clube de Santa Joana Princesa. Uma vez por ano, por ano, este clube reúne várias dezenas de alunos na Quinta de São Francisco, em Eixo, e proporciona-lhes uma aula viva de como se deve respeitar a natureza e preservar as florestas. O encontro deste ano aconteceu ontem, e cerca de 120 alunos das escolas da Taipa, Eirol, Requeixo e Azurva foram recebidos por Margarida Casqueira, do Instituto Raiz, parceiro nesta iniciativa. Depois de uma introdução a noções de como as florestas são essenciais para o planeta, os factores de risco e regras básicas para a sua preservação, o grupo foi levado a percorrer um trilho da Quinta de São Francisco, dando especial atenção à colecção de mais de 120 espécies de eucaliptos ali existentes, grande parte deles plantados por Jaime Magalhães Lima e também várias espécies de acácias.
Para ler o texto na íntegra, clique Diário de Aveiro

Um artigo de D. António Marcelino

O espírito das leis e a democracia


Ouvimos, cá dentro e também lá fora, que as leis mais discutíveis que os governos vão propondo e se promulgam depois, são muitas vezes resposta a promessas de programas e campanhas eleitorais.
Todos sabemos que o tempo de eleições visa, acima de tudo, a conquista de votos e, nesse contexto, prometer é sempre fácil. O drama surge quando, em clima de maior serenidade e apreciação da realidade, há que dar ao povo uma resposta que implique novas leis. Drama ainda maior, quando a matéria em causa exige que se prevejam e apreciem, de modo responsável, as consequências negativas que podem advir de tais leis.
Um governo e um parlamento não legislam para os seus apoiantes e correligionários. Legislam para um país concreto, para todos, sem excepção. Isto obriga a que se procure a justiça e a perfeição possíveis, para que as leis visem o bem de toda a comunidade, não sejam fracturantes, ajudem a união possível de todos os cidadãos, sejam respeitadoras e promotoras de valores que a todos dizem respeito.Montesquieu, o famoso autor de “O espírito das leis”, deixou escrito que “ Tal é o efeito das más leis que são precisas leis ainda piores para travar as desgraças das primeiras.” Assim o vamos verificando. Podia-se romper o ciclo vicioso do “mal a atrair mal maior”, se se prestasse maior atenção à comunidade e se procurasse, com leis justas e inteligentes, não a satisfação dos pequenos grupos de pressão, mas o bem possível para o conjunto.
Não se poderá nunca dizer, a menos que se deturpe e degrade o sentido da democracia, que quem tem o poder em maioria o pode exercer de modo arbitrário e conforme o seu mundo de interesses e valores. Quem governa não é dono do povo, nem pode, por ter ganho eleições, desconhecer a história, apagar ou desprezar valores comuns, interpretar a seu modo os direitos humanos fundamentais, mudar a natureza das pessoas e das coisas, ganhar adeptos e conquistar as simpatias, à custa do sacrifício de muitos e da destruição do património cultural e moral. Governar é sempre servir.
Hitler, que agora é trazido à memória de todos nós, também ganhou, democraticamente, o poder. Foi uma maioria parlamentar que lhe deu azo a manchar de sangue e de ódio a história. Pode dizer-se que o nazismo foi fruto de uma democracia desvirtuada. E não só o nazismo.
Será que as consequências trágicas de leis de maiorias, como a actual lei do divórcio, a que se pretende para o aborto, as discricionárias em relação à família, só se poderão resolver com outras leis ainda piores?
Quem chega ao poder, qualquer que seja o tempo da chegada, ontem e hoje, não pode mostrar sabedoria mudando tudo. Às vezes, só o nome, mas já nem isso é inócuo. A democracia, que não é um regime perfeito, pode, como a história, proporcionar saber cívico a quem desejar aprender.

"BÍBLICA": Onde a Bíblia se faz vida




A revista “BÍBLICA”, editada da Difusora Bíblica, dos Franciscanos Capuchinhos, está no 51º ano de publicação. Como o nome indica, trata-se de uma revista que se dedica essencialmente a temas bíblicos ou com eles relacionados. Sai seis vezes por ano, tendo como Director Fernando Ventura e como Chefe de Redacção Lopes Morgado. São 50 páginas dedicadas às Sagradas Escrituras, em bom papel e com ilustrações excelentes.
No seu Estatuto Editorial, pode ler-se que tem por objectivo a iniciação e formação permanente dos leitores no livro da Bíblia, não beneficiando de quaisquer apoios económicos do Estado, incluindo o Porte Pago. É suportada apenas pelos seus assinantes e amigos, com quem quer manter uma relação de fidelidade e justiça, procurando servir-lhes um produto credível a todos os níveis.
O nº 298, relativo a Maio-Junho, oferece temas tão diversos como “Figuras Bíblicas” (Mical: do amor apaixonado à desilusão), “A Bíblia responde” (É possível perdoar sempre aos inimigos?) e “Movimento Bíblico” (Missão Bíblica em Gondomar, XXVIII Semana Bíblica Nacional e Já estamos em Timor-Leste), entre notícias e outros assuntos.
Quem, como eu, a lê desde 1961, não pode deixar de realçar a importância da revista BÍBLICA na formação dos crentes. Número a número, os seus leitores têm acesso a diversos temas de uma actualidade indiscutível, que reflectem a exegese mais recente. Além disso, há sugestões litúrgicas e o estímulo para que muitos participem em cursos que os Capuchinhos organizam todos os anos.
A tiragem da “BÍBLICA” é de 15 750 exemplares, mas merecia ter muitos mais assinantes, que se tornassem, de verdade, leitores e estudiosos assíduos da Palavra de Deus. O custo da assinatura anual é de 7, 50 euros, para Portugal, 11, 50 euros para a Europa, Macau, Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe. Para os países fora da Europa, a assinatura é de 14 euros. Há ainda os benfeitores que pagam mais do que está estipulado.
Para se tornarem assinantes, basta dirigirem-se à Administração, Rua São Francisco de Assis, Apartado 208, 2496-908 FÁTIMA.
Fernando Martins

Centro Geriátrico na Figueira da Foz


Por iniciativa da Fundação Bissaya Barreto, foi inaugurado hoje, na Figueira da Foz, um Centro Geriátrico, com capacidade para 80 utentes. Esta obra só foi possível graças a um protocolo assinado com a Segurança Social e representa um investimento de quatro milhões de euros.
Por aquilo que li, não se trata de um simples Lar de Idosos, onde os mais velhos por ali ficam a repousar, a comer e a dormitar nas salas de espera, com pouco ou nenhum envolvimento em actividades, que os faça sentirem-se gente.
Um Centro Geriátrico não será assim. Este, por exemplo, além das estruturas normais de alimentação e higiene, possui restaurante, biblioteca, fisioterapia e reabilitação, serviço de ocupação de tempos livres, circuito de manutenção e Internet, entre outras valências, sendo os utentes acompanhados por pessoal especializado.
Não sei qual será a mensalidade que cada idoso terá de pagar. Porém, nem assim deixo de sublinhar a inauguração deste Centro, por me parecer que pode servir de estímulo a tantos lares que não passam de depósitos de velhos, muitos deles conformados com uma vida sem sentido. Os nossos idosos precisam, a meu ver, de muito mais, porque a vida tem de continuar, apoiada continuamente em motivações que os façam rejuvenescer.
F.M.