Gente disponível para servir a sociedade
Como é sabido, vamos ter eleições autárquicas no próximo dia 9 de Outubro. As campanhas estão em marcha, com vivacidade, umas, e algo mornas, outras, mas suficientemente visíveis para nos garantirem que a democracia está saudável.
Ao olhar para os cartazes e para os desdobráveis dos diversos Partidos, não posso deixar de reconhecer que o nosso País está cheio de gente disponível para defender os seus ideais e os projectos dos seus Partidos, que apostam, sem dúvida, num mundo mais justo e mais fraterno, numa mais alta qualidade de vida para todos.
Gente conhecida e menos conhecida, gente jovem e menos jovem, uns pela primeira vez nestas andanças e outros há décadas em luta constante por uma sociedade mais democrática, de mais justiça social, de mais solidariedade, de menos desigualdades, todos aí estão dispostos a dar o seu melhor pelo bem da comunidade a que pertencem, sem esperar nada em troca, a não ser o gosto de servir.
Ao respeito pelo dever cívico de votar, temos de juntar o respeito por todos estes cidadãos, homens e mulheres, que sacrificam, quantas vezes, a sua vida profissional e alguma tranquilidade familiar para servir o bem comum. É nosso dever e até obrigação, pois, votar nesse dia. Porém, nunca de olhos fechados, mas em obediência aos princípios que defendemos e aos valores que enformam a nossa sociedade, princípios e valores ligados ao bem, à justiça social, ao progresso sustentável, à verdade, à liberdade, à solidariedade e à paz.
Eu sei que é difícil, por vezes, discernir onde está tudo isto nos manifestos eleitorais dos Partidos políticos. Mas há sempre a possibilidade de olhar para os candidatos e para a sua credibilidade, para a sua capacidade de trabalho, para a sua honestidade intelectual e cívica, para a sua disponibilidade para o diálogo e para saber ouvir as pessoas. Pegando em todos estes elementos, com calma, saberemos, no dia 9 de Outubro, votar em consciência.
Fernando Martins
terça-feira, 20 de setembro de 2005
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Vaticano defende mudança de rumo na ONU
A ONU TEM DE SE RENOVAR PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS DO MOMENTO PRESENTE
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, levou até à cimeira de chefes de Estado e de Governo na ONU um pedido de mudança de rumo na acção das Nações Unidas.
“Este organismo, como qualquer realidade humana, sofreu muito desgaste no decorrer destes 60 anos. Há agora uma convicção comum de que deve renovar-se, enfrentando os grandes desafios do momento presente”, disse em Nova Iorque.Explicando que a ONU “não é um supergoverno, mas o resultado da vontade política de cada um dos países membros”, o Cardeal Sodano classificou, em nome dos católicos de todo o mundo, as Nações Unidas “como uma instituição cada vez mais necessária para a paz e o progresso de toda a humanidade”.
A renovação, afirmou, deve oferecer a todos os povos “uma instituição moderna, capaz de proferir determinações e de fazê-las respeitar”. Nesse sentido, apelou à criação de instrumentos jurídicos internacionais para o desarmamento e para o controlo do armamento, para a luta contra o terrorismo e o crime transnacional e para a cooperação efectiva entre as Nações Unidas e os organismos regionais, a fim de resolver as situações de conflito.
“Este é um apelo importante que chega até nós por parte de homens e mulheres decepcionados por promessas feitas e não cumpridas, por resoluções adoptadas e não respeitadas”, lamentou.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)
Um artigo de João César das Neves, no DN
Olha, afinal é fácil, Portugal!
Olha, Portugal, vou dar-te uma escolha. Podes optar entre estimular a economia, entrando em prosperidade, ou, em vez disso, irmos os dois beber uma cerveja e conversar de futebol. São duas coisas fáceis, sem dificuldades. É só escolher. Que me dizes?
Queres estimular a economia, sair da crise e ter abundância e riqueza? Muito bem! Nada mais simples! Vais ver que se consegue sem quaisquer problemas.
Quem faz a produção e a prosperidade são as empresas e os trabalhadores. E o que é que elas têm de fazer para isso? Muito simples precisamente aquilo que fazem todos os dias. Procurar oportunidades de negócio, investir, trabalhar e lançar os seus produtos. É a actividade normal e é desse esforço que sai a riqueza de todos os países. É uma tarefa exigente e complexa, mas muito simples de identificar. Faz isso e a crise acaba.
Não me venhas com desculpas! Nem a China, nem o preço do petróleo, nem os riscos do mercado, nem a incompetência dos políticos. Isso não são dificuldades, é a própria natureza do problema. Claro que é custoso! Achas que alguém te pagaria se a tarefa fosse agradável e elementar? Sempre foi assim e sempre será. Em todos os tempos existiram barreiras dessas; quando não era isto, era aquilo. O teu pai e o teu avô enfrentaram coisas muito piores, com instrumentos muito mais fracos que os teus.
Aliás, as épocas más, como esta, até são vantajosas. São os tempos em que os azelhas saem, os bons empresários e trabalhadores vêem as boas oportunidades e a necessidade aguça o engenho. Julgas que as empresas só existem para os anos prósperos? Se achares que o desafio da iniciativa, imaginação e trabalho é de mais para ti, podemos sempre ir à cerveja e à conversa.
Mas, se quem faz são as empresas, quem fala sobre progresso e recuperação é o Governo. Esse é que está aflito. E, afinal, é tão simples obter tal coisa! Quer o Governo estimular a economia? Quer ter um surto de crescimento económico? Nada mais fácil! Desça a sério os impostos. Corte os regulamentos estúpidos e os obstáculos à produção das empresas e trabalhadores. Faça isso e vai ver resultados imediatos. Muito mais rápidos e eficazes que os investimentos mirabolantes e programas pomposos que anda a congeminar.
(Para ler mais, clique Diário de Notícias)
MEDICAMENTOS GENÉRICOS MAIS CAROS?
A Associação Nacional de Farmácias diz que doentes estão a pagar mais pelos genéricos
O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, vai fazer hoje um apelo ao ministro da Saúde para que clarifique "a confusão gerada entre os doentes sobre os preços dos medicamentos". Em conferência de imprensa, Cordeiro vai apresentar um estudo que dá conta que os doentes estão a pagar mais pelos medicamentos genéricos.
A tomada de posição do líder da ANF acontece depois de, nos últimos dias, terem entrado em vigor dois diplomas que alteraram as regras de comparticipação e estabeleceram a descida de seis por cento dos preços dos medicamentos subsidiados pelo Estado.
Para provar que algumas das alterações vão ter um impacte negativo no bolso dos portugueses, João Cordeiro vai apresentar um estudo segundo o qual o fim da majoração de dez por cento na comparticipação dos genéricos custará "mais 4,2 milhões de euros", por trimestre, aos utentes.
Os genéricos tinham até agora uma comparticipação acrescida em 10 por cento, para estimular o seu consumo. A alteração das regras de comparticipação - que entrou em vigor no passado dia 10 - implicou o fim deste apoio.
(Para ler mais, clique PÚBLICO)
domingo, 18 de setembro de 2005
Senhora dos Navegantes — Um pouco de história
Foto de arquivo: Senhora dos Navegantes preside à procissão. Partida do Porto Bacalhoeiro, pelas 14 horas de hoje, para o Forte da Barra, onde se celebra a eucaristia e há festival de folclore. A não perder
A procissão pela ria
dá um outro encanto à festa
Numa tentativa de sensibilizar os historiadores gafanhões, e não só, para se debruçarem, com entusiasmo, sobre o passado do nosso povo no que diz respeito à Festa da Senhora dos Navegantes, nada melhor do que começar por um pequeno texto que extraímos da Monografia da Gafanha do Padre João Vieira Rezende, que foi pároco da Gafanha da Encarnação. Diz assim:
“No Forte, freguesia da Gafanha da Nazaré, começou a ser construída em 3 de Dezembro de 1863 a capela de Nossa Senhora dos Navegantes, sob a direcção do exímio engenheiro Silvério Pereira da Silva, a expensas dos Pilotos da Barra, sendo então piloto-mor um tal senhor Sousa. Custou 400$000 réis. Na parede está fixada uma lápide que diz: «Património do Estado». Há de interessante e invulgar nesta capela as suas paredes ameadas e a ombreira da porta principal, de pedra de Ançã, lavrada em espiral com arco em ogiva. Celebra-se a sua festa na última segunda-feira de Setembro com enorme concorrência de forasteiros das Gafanhas, de Ílhavo, Aveiro e Bairrada.
Nesse dia Aveiro é um deserto por se terem deslocado para ali muitos dos seus habitantes. A procissão ao sair do templo segue por sobre o molhe da Barra e regressa pela estrada sul que vem do farol. A festa é promovida pela Junta Autónoma da Barra.”
POSTAL ILUSTRADO - 1
Capela do Forte da Barra
Capela de Nossa Senhora dos Navegantes
“No Forte, freguesia da Gafanha da Nazaré, começou a ser construída em 3 de Dezembro de 1863 a capela de Nossa Senhora dos Navegantes, sob a direcção do exímio engenheiro Silvério Pereira da Silva, a expensas dos Pilotos da Barra, sendo então piloto-mor um tal senhor Sousa. Custou 400$000 réis. Na parede está fixada uma lápide que diz: «Património do Estado». Há de interessante e invulgar nesta capela as suas paredes ameadas e a ombreira da porta principal, de pedra de Ançã, lavrada em espiral com arco em ogiva. Celebra-se a sua festa na última segunda-feira de Setembro com enorme concorrência de forasteiros das Gafanhas, de Ílhavo, Aveiro e Bairrada. Nesse dia Aveiro é um deserto por se terem deslocado para ali muitos dos seus habitantes. A procissão ao sair do templo segue por sobre o molhe da Barra e regressa pela estrada sul que vem do farol. A festa é promovida pela Junta Autónoma da Barra.”
In Monografia da Gafanha, do padre João Vieira Rezende
sábado, 17 de setembro de 2005
CIÊNCIA VIVA EM AVEIRO
Fábrica - Centro de Ciência Viva reabre a 15 de Outubro
A Fábrica - Centro de Ciência Viva de Aveiro reabre ao público a 15 de Outubro depois de um período de paragem para concretizar a primeira fase de um conjunto de obras necessárias. A intervenção, em curso desde 15 de Agosto, consiste na substituição de parte do telhado do edifício, pintura exterior e instalação de um elevador, que servirá de complemento às escadas já existentes. As obras traduzem-se num investimento na ordem dos 500 mil euros.Paulo Trincão, director da Fábrica, conclui que a intervenção visa «tratar da aparência de parte do edifício» que noutros tempos albergou a Companhia Aveirense de Moagens.Na próxima temporada, a Fábrica contará também com uma nova sala, onde é permitido fazer teatro e espectáculos de música. A obra começou antes do encerramento temporário das instalações e está quase concluída.Para o dia da reabertura do espaço está prevista uma sessão solene que incluirá a assinatura de um protocolo com o patrocinador principal do Centro de Ciência Viva, designadamente a empresa Pascoal.Numa segunda fase, o edifício deverá ser sujeito a outras obras que não carecem do seu encerramento temporário, assegura Paulo Trincão.
(Para saber mais, clique Diário de Aveiro)
POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL
Sociedade Civil deve assumir responsabilidades na luta contra a Pobreza e Exclusão Social
O Convento da Arrábida recebeu esta semana mais um “Encontro da Arrábida”, dedicado ao papel das instituições da sociedade civil na luta contra a pobreza e a exclusão social.
O coordenador do encontro, Edmundo Martinho, explica ao programa Ecclesia que estes dias “demonstram a importância nuclear das organizações cívicas nesta área, promovendo políticas de inclusão”.
A iniciativa foi uma oportunidade para se analisar e reflectir em torno dos objectivos da ONU de reduzir para metade o número de pobres no Mundo até 2015. Só em Portugal estima-se que haja cerca de um milhão de pobres, ou seja, 20% da população, situação agravada pelos fluxos migratórios dos PALOP e, também, do Leste Europeu.
Edmundo Martinho aponta para o “potencial imenso” que as organizações da sociedade civil representam em Portugal, “sobretudo se pensarmos que este conjunto representam milhares e milhares de pessoas que voluntariamente oferecem o seu esforço para que a vida dos portugueses seja melhor”.
Este responsável admite a existência de dificuldades “no relacionamento entre instituições do sector social e do Estado, as questões do voluntariado e do profissionalismo, os modelos de financiamento”. Acima destes problemas, contudo, o coordenador do encontro aponta a “vontade destas instituições em continuarem a sua luta contra a pobreza e a exclusão”.
Sobre os vários programas direccionados para estas áreas, Edmundo Martinho sugere que todo o esforço “seja orientado no sentido da qualificação e do combate à exclusão”.“Os recursos têm de ser canalizados, cada vez mais, para as pessoas que deles necessitam verdadeiramente”, acrescenta.
As organizações representadas na Arrábida apresentavam uma configuração variada no que diz respeito à “qualidade da intervenção”, podendo-se detectar uma qualificação crescente no modo como as mesmas trabalham. “Embora em muitas circunstâncias o estilo inicial tenha muito que ver com a vontade de bem fazer, é certo que progressivamente as organizações vão percebendo que é preciso acrescentar outros tipos de métodos, capacidade técnica, qualificação”, conclui Edmundo Martinho.
A 1 de Outubro acontece o Encontro "Instrumentos de Gestão para o Terceiro Sector”. O objectivo deste encontro é fornecer a todos os que nele participarem uma abordagem geral da gestão de instituições sem finalidade lucrativa, orientada para a aquisição de instrumentos e o aperfeiçoamento dos métodos de actuação dos seus responsáveis. Pretende-se atingir um público-alvo que já tenha algum contacto com este sector (funcionários, voluntários, dirigentes, etc.), contribuindo para o esclarecimento de dúvidas que se colocam todos os dias em sectores chave da gestão destas instituições.Mais informações em www.foriente.pt/pt/encontros
Fonte: ECCLESIA
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
EFEMÉRIDE AVEIRENSE: D. Manuel de Almeida Trindade
Há 43 anos, João XXIII nomeia D. Manuel de Almeida Trindade Bispo de Aveiro Em 1962, concretamente no dia 16 de Setembro, faz hoje 43 anos, o Papa João XXIII, de saudosa memória, nomeou para Bispo de Aveiro D. Manuel de Almeida Trindade.
Na bula de nomeação, o Santo Padre considerou o novo bispo aveirense como “sacerdote de verdadeira e sólida piedade e de invulgar talento e experiência”. A ordenação episcopal ocorreu em 16 de Dezembro do mesmo ano, tendo resignado em 20 de Janeiro de 1988. Sucedeu-lhe o então Bispo Coadjutor, D. António Marcelino. Com o título de Bispo Emérito de Aveiro, foi residir para o Seminário de Coimbra, onde havia sido aluno, professor e reitor. Ali continua, ainda hoje, mantendo-se, como sempre o fez, ao serviço do Povo de Deus, colaborando em tudo o que lhe é possível fazer.
No entanto, é justo sublinhar o dom de escrever e de publicar livros, sobre temas variados, que nos levam a reviver acontecimentos e pessoas que o marcaram durante a sua permanência entre nós, e não só. Ainda recentemente, como aqui já divulgámos, publicou mais uma obra, “Fundo de Baú”, que reflecte vivências, enquanto nos mostra a sua cultura teológica, pastoral e humana, a sua capacidade de entender o mundo e de compreender e admirar os que com ele se cruzaram na vida.
D. Manuel, apesar da sua avançada idade, não pára de trabalhar, ensinando a todos que, em todas as idades, não nos podemos nem nos devemos acomodar, alinhando com os que nada fazem. Um dia, antes da cerimónia de lançamento de mais uma obra sua, perguntei-lhe o que é fazia quando acabava um livro. “Começo logo outro” – respondeu-me prontamente. Deste meu espaço, felicito D. Manuel por tudo quanto nos deu, por tudo quanto continua a dar-nos.
Fernando Martins
SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE
"O AMBIENTE E NÓS"
No âmbito da SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE, a HERA-Associação para a Valorização e Promoção do Património programou para amanhã,17 de Setembro, o ateliê "O AMBIENTE E NÓS", uma actividade de sensibilização ambiental.
A acção, que conta com o apoio da Camara Municipal de Aveiro e será monitorizada pelos biólogos da HERA, será realizada, a partir das 14 horas, no JARDIM DA BAIXA DE S. ANTÓNIO (Aveiro).
Todos os interessados podem participar.
Um poema de Guilherme de Saint-Thierry
PARA TI SENHOR
Para Ti Senhor
se dirigem os meus olhos,
assim o seja sempre.
Para Ti, em Ti e através de Ti
encontram sentido as tensões da minha alma;
quando declinarem as minhas forças,
que nada são,
clame por Ti tudo o que em mim desaba.
Esconde-me, peço-Te, no abrigo dos Teus olhos.
Põe-me em segurança na Tua tenda,
longe da rixa das línguas.
In ROSA DO MUNDO, com tradução de José Tolentino Mendonça.
Guilherme de Saint-Thierry é um poeta do século XII.
Um artigo de Vicente Jorge Silva, no DN
REGRESSO
Regresso de férias trazendo na bagagem a memória de um livro apaixonante, O Mundo de Ontem - recordações de um europeu (edição 2005, Assírio & Alvim). Foi a primeira vez que li Stefan Zweig, apesar de o nome me ser familiar, desde a infância, na velha biblioteca do meu pai, em capas de gosto duvidoso e traduções incipientes que logo me desencorajaram. Zweig tinha a fama de ser um escritor "menor" - que o próprio, aliás, assumia - embora fosse o autor de língua alemã mais lido e traduzido no mundo inteiro nos anos 30 e 40 do século XX. Em todo o caso, o seu destino cruzou-se com algumas das figuras maiores do tempo, de Freud a Romain Rolland, passando por Gorki, Joyce, Rilke ou Valéry. Um destino trágico de judeu austríaco, apátrida e exilado, que terminaria em 1942 com o seu suicídio no Brasil, pouco depois de ter concluído estas memórias.
O Mundo de Ontem faz-nos viajar numa cavalgada alucinante, desde a alvorada do século e o esplendor de Viena a que se seguem épocas de cataclismos devastadores, entre a primeira Grande Guerra e a segunda, tendo pelo meio as terríveis crises austríaca, alemã e europeia e o início da barbárie nazi. É um testemunho de sonhos sucessivamente devastados pela imprevidência e a demência dos homens e que se foram transformando em pesadelos de puro horror.
Tempos e mundos passados? Sim, decerto. Mas tempos e mundos que ainda hoje nos interpelam com uma veemência dolorosa, como se tivessem deixado uma ferida aberta que tarda em cicatrizar. Espírito cosmopolita, sonhador incansável de uma Europa sem fronteiras, Zweig antecipou a visão e a consciência de um mundo globalizado. Este mundo futuro, exposto a novas catástrofes, guerras e ameaças, tantas vezes incapaz de aprender com o passado e correndo de olhos vendados para outras fatalidades. Li O Mundo de Ontem enquanto as imagens do Katrina desfilavam na televisão.
RESSURREIÇÃO DA ONU
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, considera que é hora da “ressurreição da ONU”, numa altura em que a instituição comemora 60 anos da vida
::
Considerando que as Nações Unidas atravessaram uma crise nos últimos anos, o responsável vaticano afirma que a cimeira de chefes de Governo e de Estado que decorre em Nova Iorque já mostrou “muito boas” ideias para a reforma da ONU, como a de “intervenção humanitária” ou a “Comissão para a edificação da paz”.“É melhor tarde que nunca. Já passaram sessenta anos desde o distante dia 26 de Junho de 1945, quando nascia esta organização para aplicar os princípios enunciados no preâmbulo de seu Estatuto: salvar as futuras gerações do flagelo da guerra, reafirmar os direitos fundamentais do homem e contribuir ao desenvolvimento dos povos”, refere o Cardeal Sodano em entrevista ao jornal italiano “La Stampa”.
“Viram-se frutos concretos, mas também é um dever destacar que a história destes sessenta anos ficou marcada pelo flagelo das guerras e de crimes contra a humanidade, bem como pela miséria e a fome. Recordo que depois da tragédia de Bósnia se escreveu um livro com o título provocador ‘A ONU morreu em Sarajevo’; agora chegou a hora da sua ressurreição”, acrescenta.
O Secretário de Estado do Vaticano mostra a sua satisfação pelo desenvolvimento do conceito de “responsabilidade de proteger”, lembrando que “João Paulo II foi um dos pensadores que mais impulsionaram, particularmente nos anos noventa, a necessidade de que a comunidade internacional estabeleça a possibilidade de uma intervenção humanitária em ajuda de populações indefesas agredidas”.
“A Santa Sé pede aos Estados que tenham a coragem de aplicar as decisões tomadas a este respeito. Deste modo, poder-se-ão remediar situações nas quais as autoridades nacionais não querem ou não podem proteger as suas próprias populações”, aponta.
Em relação ao futuro das Nações Unidas, o Cardeal Sodano defende que elas “não devem ser um organismo petrificado, mas uma instituição viva, que responda às necessidades actuais”.
Fonte: ECCLESIA
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
TURQUIA CONVIDA O PAPA PARA UMA VISITA
Bento XVI
Papa convidado a visitar um país de maioria muçulmana
A Turquia, de maioria muçulmana e nação candidata a ingressar na União Europeia, anunciou hoje ter convidado o Papa Bento XVI para uma visita ao país no próximo ano, na sequência de um desejo expresso pelo Vaticano de que o Sumo Pontífice pudesse estar presente num festival cristão agendado para Novembro, em Istambul.
O Patriarca Bartolomeu, líder da Igreja Ortodoxa, tinha já convidado Bento XIV para estar, a 30 de Novembro, nas festas do Dia de Santo André, em Istambul, mas segundo a imprensa turca, as autoridades não concordavam com o "timing" para a visita."O Presidente convidou o Papa Bento XVI para uma visita oficial à Turquia em 2006", indica um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros turco. Se o líder católico aceitar o convite, tornar-se-á o segundo Papa a visitar a Turquia, depois da visita de João Paulo II em 1979.
Antes de se tornar Papa, o cardeal Ratzinger tinha manifestado publicamente a sua oposição à entrada da Turquia na União Europeia porque o Islão, dominante naquele país (99 por cento da população), tem uma cultura diferente da Europa, maioritariamente cristã.
No seu comunicado, a Turquia indica que a visita papal permitira a Bento XVI observar "o actual ambiente de tolerância intercultural na Turquia, baseado em liberdades fundamentais individuais".
Fonte: Jornal "PÚBLICO"
Jornadas Missionárias
Igreja em Portugal perdeu dimensão missionária?
A paixão missionária que levou os portugueses a anunciar o Evangelho nos quatro cantos do mundo, ao longo de séculos, estará a desaparecer? A questão passa pela cabeça de muitas pessoas e estará, certamente, sobre a mesa durante as próximas Jornadas Missionárias Nacionais que o Centro Paulo VI, em Fátima, vai acolher, de 16 a 18 de Setembro.
Reunidos em volta do tema “Eucaristia e Missão”, os participantes são convidados a reflectir sobre este binómio que marca a vida dos católicos, como explica à Agência ECCLESIA o Pe. Manuel Durães Barbosa, das Obras Missionárias Pontifícias.“Em Portugal, de maneira geral, a dimensão missionária não está muito explícita. O tema para o Outubro Missionário será, este ano, ‘Pão Repartido para o mundo’, procurando focar o aspecto de celebração que nos leva à partilha e à Missão”, afirma.“A vivência da Eucaristia leva à Missão, à dinâmica de levar Cristo Ressuscitado a todo o mundo, mas essa dimensão é muitas vezes esquecida por quem participa na Eucaristia”, acrescenta.
A escolha do tema, em Ano de Eucaristia e antes do Outubro missionário quer “levar as pessoas a reflectir sobre a importância da dimensão missionária da Igreja em Portugal”. À reflexão foi associado o Congresso Internacional da Nova Evangelização (ICNE), que Lisboa receberá no próximo mês de Novembro.Nesse sentido, foi pedida a D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar do Patriarcado, “uma reflexão sobre as implicações da celebração comunitária da Eucaristia num tipo novo de evangelização, não só no ICNE, mas também em todas as dioceses”.
“Esperamos que do conjunto das reflexões destas Jornadas Missionárias 2005 saia um conjunto de coordenadas e ideias-chave, que possam ajudar a Igreja em Portugal, indicando novos caminhos”, conclui o Pe. Durães Barbosa.
Dadores de Sangue em FÁTIMA
Nossa Senhora de Fátima
18 de Setembro - Domingo
Peregrinação Nacional dos Dadores Benévolos de Sangue
No dia 18 de Setembro, Domingo, numa organização da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES), tem lugar em Fátima a peregrinação nacional dos dadores benévolos de sangue.
O grupo, de mais de mil pessoas, participará na eucaristia dominical internacional, às 11 horas, no Recinto de Oração, presidida por D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo da Diocese de Leiria-Fátima.
Autarcas devem cumprir compromissos
A Associação Famílias escreve uma carta aberta aos candidatos autárquicos
“Promover medidas que favoreçam a conciliação entre o trabalho e a vida familiar” e “celebrar e/ou apoiar a celebração das grandes datas relacionadas com as Famílias: Dia do Pai, Dia da Mãe, Dia Internacional da Família e Dia Nacional dos Avós” – são duas medidas propostas pela Associação Famílias numa Carta aberta a todos os candidatos autárquicos.
Como se aproxima o período de campanha eleitoral, que culmina em 9 de Outubro com a (re)eleição de (novas) equipas de gestão das autarquias, este organismo sublinha na carta que espera “que os projectos sejam claros e os compromissos neles contidos sejam cumpridos. Por outro lado, o exercício consciente da cidadania pressupõe que os eleitores se informem e esclareçam antes do acto eleitoral. São estas duas condições essenciais da liberdade”.
Como instituição voltada para a Família, “sociedade anterior ao Estado e seu fundamento, queremos interpelar todos os interessados (Partidos, Coligações ou Independentes), a questionarem-se sobre qual o papel e importância que desejam atribuir às famílias, todas as famílias” – adianta. Para além das medidas referidas anteriormente, a Associação Famílias pede para que se apoie e incentive “a promoção de medidas de preparação para a conjugalidade e parentalidade”; crie “gabinetes de aconselhamento, orientação e mediação familiares”; “desenvolver projectos para a erradicação da pobreza” e “dar particular atenção para os gravíssimos problemas da habitação e desemprego”.
(Para ler mais, clique aqui)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Seguidores
-
De Arganil, rumei a Piódão, uma Aldeia Histórica que é uma referência nacional. Foram 41 quilómetros por estrada que serpenteia a Serra do A...
-
Hoje já ganhei o dia "Beber quatro cafés por dia pode ajudar pessoas com mais de 60 anos a manter força, energia e mobilidade, reduzind...



