sexta-feira, 30 de Junho de 2006
Hospital de Aveiro com nova "URGÊNCIA"
Investimento de 3,5 milhões de euros
Hospital de Aveiro
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As melhorias saltam à vista assim que se entra no serviço, visto que passam a estar contempladas entradas diferenciadas para a urgência de adultos e crianças, e os bombeiros também passam a ter uma área de apoio para os períodos de espera.
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TEATRO NA GAFANHA DA NAZARÉ

A GAFANHA DA NAZARÉ
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Radiografia da Igreja Católica na Europa

Secretários das Confe-rências Episcopais da Europa estiveram reu-nidos na Eslovénia e estão preocupados com o acompanhamento pastoral dos migrantes
Os secretários das 34 conferências episcopais da Europa estiveram reunidos em Ljubljana, na Eslovénia, para analisarem a “radiografia do estado da Igreja Católica na Europa”. "Notámos uma enorme variedade de situações” – disse à Agência ECCLESIA D. Carlos Azevedo, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
No decorrer dos trabalhos, verificou-se que existem conferências episcopais com mais de 250 bispos (Itália) e o caso da Eslovénia - a anfitriã do encontro - que passou recentemente de três para seis dioceses. “Múltiplas situações como é o caso da Escandinávia com cinco países e sete idiomas onde os bispos para se entenderem falam uma língua que não é nenhum idioma deles: inglês ou alemão” – sublinhou o representante português.
Ao nível de parcerias entre estes organismos, D. Carlos Azevedo referiu o papel desempenhado pela COMECE que acompanha o Parlamento Europeu nas grandes decisões políticas “ e vai chamando a atenção dos governos para estas questões”.
Durante quatro dias (24 a 27 deste mês), os secretários reflectiram também sobre o ecumenismo em ordem a preparar a próxima assembleia ecuménica que será em Sibiu (Roménia), no próximo ano. A questão do Matrimónio também foi abordada – “desde a situação da Espanha que é a mais drástica até à variedade enorme de outras situações” – e as preocupações sobre o desenrolar deste processo na Europa. Com a constante mobilidade humana existente na Europa, os secretários das conferências episcopais estão “preocupados com acompanhamento pastoral dos imigrantes” – avançou D. Carlos Azevedo. Portugal espelha “um pouco o que é mais grave noutros países”.
Apesar da relação dos cristãos com os muçulmanos estar “mais estudada”, o secretário da CEP sublinhou que existem países onde os colégios católicos recebem cerca de 80% de alunos muçulmanos. “No futuro isto traz problemas delicados” – realçou.
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António Marujo fala ao Correio do Vouga

"O meu fascínio
é com a pessoa
de Jesus"
António Marujo, do Público, recebe no dia 6 de Julho o prémio europeu de “jornalista religioso do ano”. A cerimónia decorrerá na Catedral da Igreja Lusitana (Anglicana), no Largo de Santos-o-Velho, em Lisboa. É a segunda vez que o jornalista com origens em Aveiro recebe o prémio.
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Imprecisões e debate ético

IMPRECISÕES
E DEBATE ÉTICO
- O EMBRIÃO
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quinta-feira, 29 de Junho de 2006
Um artigo de D. António Marcelino
EXAME DE
Celebram-se neste tempo de encerramento do ano pastoral, o Dia da Igreja Diocesana e o Dia da Comunidade Paroquial, convocando para a sua celebração festiva todos os diocesanos e paroquianos para que convivam, partilhem, cresçam no conhecimento mútuo das suas pessoas e actividades apostólicas e revejam o caminho andado e vivam uma experiência eclesial. Tão grande significado têm estes dias que, na Diocese e nas suas comunidades, não se programam outras actividades que possam dispersar os cristãos e, na própria paróquia, o “Dia da comunidade” permite alterar o ritmo dominical normal, a fim de convocar a todos para um mesmo local e celebração.
Os acontecimentos eclesiais que marcam o sentido comunitário da Igreja, merecem sempre uma especial atenção. São importantes para assinalar, pelo contributo que dão, a mudança de mentalidade e de atitudes, em relação à Igreja de Cristo, visível na Igreja Diocesana, confiada ao ministério do Bispo, seu pastor, o qual, pela força do Espírito, a conduz no amor, segundo critérios essenciais, como são o Evangelho e a Eucaristia.
A nenhum cristão bem informado passa despercebido que a concepção conciliar da Igreja tem o seu acento fundamental na Igreja de Comunhão.
A hierarquia, que durante séculos, por razões históricas, que quase abafaram as evangélicas, apareceu como referência eclesial, aparece agora, no Concílio Vaticano II, como um serviço essencial à missão da Igreja, Povo de Deus chamado a reconhecer Jesus Cristo como seu fundamento e empenhado em aumentar e comunicar a vida que dele recebe. O desígnio de Deus realiza-se numa comunidade de fé e fraterna que é sacramento ou sinal deste desígnio e, ao mesmo tempo, instrumento da união íntima dos crentes com Deus e da construção da unidade no mundo.
Comunhão e unidade são expressões que ajudam à compreensão da Igreja, no que ela tem de essencial, e ao seu crescimento, dando sentido de verdade e de consistência à sua missão.
Todos os acontecimentos marginais, que minimizam ou escurecem o sentido destes dias, eminentemente comunitários pelo que exprimem e fomentam, significam uma perda na acção pastoral e um voltar atrás no sentido e na urgência de construção, em unidade, da Igreja de Comunhão.
O Dia da Comunidade Paroquial tem sentido e futuro se parte de uma participação alargada no Dia da Igreja Diocesana ou a ele conduz, como experiência eclesial, maior e mais significativa. A razão é óbvia. A Diocese não é a soma das paróquias, mas a Igreja particular em que está e opera a Igreja de Cristo e na qual todas as comunidades, paroquiais ou outras, encontram a sua verdade, na comunhão e na unidade. Os padres são colaboradores necessários do Bispo que preside à comunhão, e a sua acção pastoral só encontra uma total legitimidade, que de outro modo não existe, na união com ele e com os projectos comuns de edificação da comunidade e de vivência da comunhão
A Igreja de Cristo não é uma empresa onde cada um dos responsáveis tem os seus objectivos próprios e as suas estratégias pessoais ou grupais. Qualquer expressão, por generosa que seja, que não traduza a comunhão eclesial e a não fomente é pastoralmente espúria e negativa. Também na Igreja o individualismo cheira a cisma e divisão e nele não se pode comprometer o Espírito, que congrega na unidade, dá a Vida e a renova.
Neste final do ano pastoral, é necessário que todos os responsáveis, clérigos ou leigos, nos interroguemos sobre os passos dados em ordem à visibilidade da Igreja Comunhão, bem como à sua edificação com critérios teologicamente certos. O Dia da Igreja Diocesana e o Dia da Comunidade Paroquial são momentos propícios para avaliar, neste sentido e nas suas diversas expressões, o trabalho pastoral e apostólico de todo o ano.
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quarta-feira, 28 de Junho de 2006
Museu de Aveiro em obras
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CUFC: Cursos de viola
Quem gosta de cantar e animar um grupo tem agora a oportunidade de aprender a tocar viola. Basta arranjar uma. O curso de iniciação tem início dia 9 de Outubro e decorrerá às segundas-feiras, entre as 21 e as 23 h0ras, nas instalações do CUFC, até 18 de Dezembro.
O curso de aperfeiçoamento arranca dia 10 de Outubro e decorre às terças-feiras, entre as 21 e as 23 horas, também no CUFC, devendo terminar a 19 de Dezembro.
A jóia de inscrição (30 euros) será paga na primeira aula e destina-se a suportar as despesas do curso (aulas e material).
As Fichas de Inscrição estão disponíveis em dossier próprio (Mesa Hall CUFC).
Mais informações podem ser obtidas pelo Tel: 234 420 600
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Católicos em África
O Vaticano divulgou números relativos ao crescimento do número de católicos em África, adiantando que entre 1994 e 2004 esse número passou de 102.878.000 para 148.817.000, isto é, um crescimento de 30,86%. Em 1994 os cristãos representavam 14,6% da população africana, percentagem que, segundo os últimos dados da Santa Sé, chega agora aos 17%.
O aumento é ainda maior no caso dos padres diocesanos, que passaram de 12.937 para 31.259, ou seja, mais 58,61%.
Apresentado aos jornalistas os “Lineamenta" da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos – primeiro passo rumo à celebração de um segundo Sínodo para este Continente – o Cardeal nigeriano D. Francis Arinze frisou que “a África é o continente com a maior percentagem anual de crescimento para o Cristianismo em todo o mundo”.
O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos assinalou que “muitíssimos africanos recebem o Baptismo” e que, em vários países “os seminários e noviciados têm mais candidatos do que aqueles que podem acolher”.
Na sua intervenção, o membro da Cúria Romana falou dos desafios que se colocam à sociedade do seu continente, em especial questões como “a pobreza, a miséria e, sobretudo, a SIDA”.
D. Nikola Eterović, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, adiantou que os temas para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos serão “a reconciliação, a justiça e a paz”. O documento preparatório inclui um questionário que deve ser devolvido ao Vaticano até Novembro de 2008.
12 anos depois da I Assembleia deste tipo, a ideia de convocar outro encontro semelhante deve-se, segundo D. Eterović, “ao grande dinamismo da Igreja Católica na África”.
Como é habitual, os "Lineamenta" - publicados em quatro línguas: francês, inglês, português e italiano -, deveriam favorecer um amplo debate sobre o tema sinodal, com a ajuda do Questionário que se encontra no fim do documento.
O documento preparatório
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LIBERDADE RELIGIOSA
Relatório apresenta
«pontos negros»
da liberdade religiosa
no mundo
O relatório aborda a situação em 190 países ao nível dos direitos constitucionais e da legislação nacional em matéria religiosa e foi elaborado com base em testemunhos de representantes religiosos, documentos oficiais, dados de agências noticiosas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos.
Os extremismos da perseguição por motivos religiosos e das violações à liberdade de culto encontram-se referenciados ao longo de todo o relatório, que indica a ocorrência de assassinatos, atentados, sequestros e detenções de representantes religiosos ou de crentes.
Rogério Alves considera essencial “uma leitura atenta e uma reflexão ponderada” sobre os casos apresentados, lembrando que em muitas zonas do mundo “não se respira liberdade”.
Da leitura do relatório sobressaem, de facto, situações que o Bastonário classifica como “kafkianas”, com prisões arbitrárias, tortura e casos de pessoas como o deu uma senhora que, aos 96 anos, está na cadeia sem saber porquê. Rogério Alves não deixou de manifestar chocado pela “brutalidade” com que algumas pessoas são torturadas por causa da sua fé.
O relatório foi dividido por continentes e aponta os países onde aconteceu “algo de relevante” neste âmbito, como, por exemplo, na China, na Coreia do Norte, no Vietname, na Nigéria, no Sudão. O fundamentalismo islâmico e os países comunistas são apresentados como os "pontos negros" da liberdade religiosa.
O relatório não esquece, contudo, os Estados Unidos da América e alguns países da Europa, como a França, o Reino Unido, a Rússia e a Ucrânia. No Kosovo, líderes religiosos cristãos precisam mesmo de escolta das forças internacionais para se dirigirem a celebrações religiosas.
Particularmente delicada é a relação com o Islamismo, dado que aos atentados terroristas dos últimos anos se seguiu uma espécie de onda de violência anti-muçulmana.
A repressão começa no plano legal, nalguns casos com a proibição absoluta da profissão da fé, que levam à perseguição do tipo criminal, com prisões, violação de direitos cívicos, tortura.
O Bastonário da Ordem dos Advogados afirmou que, apesar de todos os aspectos negativos enumerados pelo relatório, é de notar que “apesar de todas as dificuldades, há pessoas que, através do seu testemunho de fé, vivem a sua vocação, encarando com alegria os riscos que lhes são dados enfrentar”.
“O relatório espelha o desafio desta necessidade de maior fraternidade nas confissões religiosas e nos seus fiéis. Hoje, com os fenómenos migratórios, temos cada vez mais países onde se misturam crenças religiosas”, assinalou, em declarações aos jornalistas, o Bastonário.
Maria Cavaco Silva, primeira dama, afirmou, por sua vez, que estas são realidades “que muitos tendem a ignorar”, prestando homenagem aos “mártires contemporâneos” e apelando à eliminação de “todas as formas de intolerância e discriminação” religiosas.
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terça-feira, 27 de Junho de 2006
Um artigo de António Rego
Sabe-se de quanta dor e morte foi atravessado este trajecto, conquistado mais com a alma do povo do que com a força das armas. Parece até que a arquitectura política do Estado de Timor tinha mais força simbólica do que real e que o tempo e a alma – repita-se – ofereceriam a consolidação dum projecto de identidade e independência sem reservas. Mas ninguém, minimamente avisado, ignorou as fragilidades e ameaças, internas e externas. O que agora aconteceu disso é a prova. O que se não adivinhava era que dos próprios protagonistas pudessem sair golpes rudes numa independência recente dum pequeno país que ainda amadurece as novas formas de viver.
A primeira tentação é a de desencanto pela causa em que tantos nos empenhámos e que ora padece de convulsões e desequilíbrios. Mas a segunda tentação pode ser pior: deixar o povo à mercê dos políticos que colocam as quezílias pessoais à frente da sobrevivência da sua Pátria. Como em outros momentos, não podemos abandonar Timor. Sobretudo o Povo que, mais uma vez, experimentou o arrepio do medo e a ameaça recôndita de ser entregue a qualquer ditador.
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É possível aprender a ser pai ou mãe
Jogaram à macaca, à cordinha e à cabra cega. Brincaram com marionetas. Imaginaram-se velhinhos numa fingida viagem ao futuro. Encarnaram actores e actrizes. Pode parecer estranho, mas os participantes destas actividades já ultrapassaram todos os trinta anos. São pais. E os exemplos enumerados foram experiências que destacaram. Viveram-nas no âmbito do Pais XXI, um dos poucos projectos de educação parental do país. O trabalho ganhou agora a forma de livro e é hoje lançado às 21h30, na Esplanada Orfeu, em Santa Maria da Feira.
Hugo Cruz e Inês Pinho, os psicólogos responsáveis pelo projecto, escreveram Pais - uma experiência. Os prefácios são de Daniel Sampaio, fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, e de Maria Emília Costa, professora catedrática da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Daniel Sampaio não hesita em recomendar o livro "a todos os pais e a todos os técnicos que se dedicam à intervenção junto das famílias". Afinal, a educação parental é uma das maiores reivindicações das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, um instrumento das medidas de protecção que tarda em chegar.
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“O futebol substitui no imaginário contem-porâneo o tema da guerra, e as guerras que hoje persistem são as dos desafios de futebol”
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Museu do Vaticano celebra 500 anos
O espólio dos museus do Vaticano é um dos mais interessantes e ricos do mundo, abrangendo obras de arte que representam não só a arte grega e romana do período clássico, como a das sociedades primitivas, e contam toda a história da cultura europeia até à actualidade. Estas obras de arte foram acumuladas através de ofertas e aquisições dos Papas que sempre foram grandes patronos de arte.
No tempo do Papa Júlio II (1503-1513), o pontífice mecenas que encomendou a pintura do tecto da capela sistina ao escultor, pintor e arquitecto Miguel Ângelo, foi descoberta no local denominado Colle Oppio em Roma a conhecida escultura Laocoonte, peça do período helenístico (período de transição entre a Grécia Clássica e o inicio do Império Romano). A aquisição deste conjunto escultórico, colocado no pátio de Belvedere no Vaticano em 1506, assinala o início da colecção de antiguidades clássicas dos Papas e a fundação os museus do Vaticano, que este ano celebram os seus 500 anos.
O espólio dos museus do Vaticano é um dos mais interessantes e ricos do mundo, abrangendo obras de arte que representam não só a arte grega e romana do período clássico, como a das sociedades primitivas, e contam toda a história da cultura europeia até à actualidade. Estas obras de arte foram acumuladas através de ofertas e aquisições dos Papas que sempre foram grandes patronos de arte. Em 1983, foram criadas as associações de patronos das artes dos Museus do Vaticano, inicialmente com capítulos na América e no Canadá e mais recentemente em Inglaterra, na Irlanda e na Escócia. Foi igualmente criado um capítulo para os países de língua portuguesa, que engloba Portugal Continental, Madeira, Açores, Brasil e restantes países de língua oficial portuguesa, que estiveram sob a influência cultural de Portugal e faziam parte do seu império ultramarino.
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Papa deixa conselhos para as férias
“Desejo renovar o apelo ao sentido de responsabilidade para a circulação nas estradas, recordando que conduzir de modo correcto é uma maneira concreta de respeitar a própria vida e a vida dos outros", apelou.
O Papa lembrou todos os que estão a estudar para exames e os que “no início do Verão partem em viagem para um período de férias".
Para Bento XVI, este período de descanso é um momento privilegiado para se aproximar de Deus e descobrir a beleza do mundo. Falando em polaco, o Papa desejou, ao despedir-se dos fiéis, que “este tempo vos aproxime de Deus e dos homens e vos permita conhecer a beleza do mundo”.
Após a sua viagem a Valência, para participar no Encontro Mundial das Famílias, Bento XVI viajará a 11 de Julho até à localidade de Les Combes de Introd, no Vale de Aosta (Alpes Italianos) para passar uns dias de descanso, que deverão durar até 28 de Julho.
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domingo, 25 de Junho de 2006
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Um artigo de Anselmo Borges, no DN
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Uma reflexão do padre João Gonçalves, pároco da Glória
A Fé ensina-nos e dá-nos pontos de referência; sabemos em que terreno nos movemos, para onde caminhamos e que apoios nos são oferecidos. É por isso que o homem de Fé vive com segurança, ainda que sempre à procura e sempre com novas interrogações. Apesar de tudo, nunca o Cristão se sente satisfeito, porque sabe que a plenitude é lenta e conquista de todos os dias.
In "Diálogo", 1079 - XII DOMINGO COMUM- Ano B
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Gotas do Arco-Íris - 23
Caríssimo/a:
Quando estas palavras correrem sob os teus olhos, já tudo terá passado e quase nem nos lembramos que o Verão pauta os nossos dias.
Contudo, hoje é dia de exames. Apesar disso, todos se preparam para uma grande noitada. É ver como as mercearias põem à disposição os ingredientes e até a sardinha é mercadoria de promoção.
Para mim, ontem foi dia de recordações. Passei por Aveiro e sua Ria... Beijei o seu ar e as suas neblinas, as suas águas e as suas terras.
E sem querer nem o prever, abracei a Capela de S. João, na Barra. Sim, o farol erguia-se, como sempre, imperativo e a convidar-nos para voos mais ou menos picados; a capelinha, perdida no meio das construções, só se deixa apanhar por quem a conheça...
E lá voei eu até aos tempos do nosso S. João, amigo, inocente e gaiteiro que nos fazia queimar todas as palhas de favas que restavam esquecidas ou guardadas para esta noite santa e mágica que, por momentos, nos varre o Natal. Certamente não estás à espera que te ponha a cantar e a bailar com as rusgas que passavam ali na estrada e que nem parecia virem a pé desde Aveiro, tal a animação; nem a mergulhar nas águas do mar que à meia-noite te puxa quase irresistivelmente.
Falemos de algo bem mais simples, calmo e sugestivo: a água de rosas.
Não consigo apanhar uma palavra que defina com rigor e verdade o que se passava; a cena transporta-nos a outros mundos, outros tempos, outros acreditares; talvez pulando até ao arco-íris.
Nada nem ninguém faz gestos ou profere palavras fora do comum; tudo tão rasteiro, tão sem-sentido, tão banal que não posso hoje compreender nem apagar o que sentíamos quando, na manhã de S. João, nos lavávamos com a água da bacia onde na véspera mergulháramos as mais belas e bem cheirosas flores dos nossos canteiros.
E é com este perfume e esta suavidade desta água, a que alguns chamávamos “água de rosas”, que vos saúdo com o ramo da cidreira.
Manuel
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sábado, 24 de Junho de 2006
Uma biblioteca natural na Universidade de Aveiro
Estamos em 1977. Ângelo Pereira, professor e investigador da UA inicia, juntamente com o colector António Marques, a recolha de exemplares com o objectivo de representar a flora da região de Aveiro. Estava criado o herbário do Departamento de Biologia da UA. Porém, com o passar dos anos, o âmbito regional deste projecto foi alargado. O Dr. Ângelo Pereira realizou, também, campanhas de colheita por exemplo no Parque Nacional da Peneda Gerês e no Parque Nacional da Serra da Estrela. Actualmente – sob a orientação da Dr.ª Rosa Pinho, responsável pelo herbário desde 1992 – dele fazem parte colecções regionais de vários pontos do país: Parque Arqueológico do Vale do Côa, Porto Santo, Paul de Arzila, entre outros. Também passaram a fazer parte do Herbário colecções da chamada flora ornamental, como por exemplo, a do Parque de Serralves.
Actualmente o acervo do herbário é constituído por cerca de 12 mil exemplares originais e 50 mil duplicados. O original é aquele que, do conjunto de quatro ou cinco exemplares recolhidos na saída de campo, demonstra ser o mais completo e perfeito, ou seja, o que tem caule, folhas, flores ou frutos e raízes. Os restantes são catalogados de ex herbarium, isto é, de duplicados. É com estes que os alunos de Biologia estudam e exploram; são os duplicados que participam em exposições e mostras, estabelecem permutas e são oferecidos a outros herbários ou instituições.
Os originais estão disponíveis para consulta, como se de um livro se tratasse e só em casos de investigações científicas abandonam o herbário. No entanto, quando tal acontece, há a certeza do regresso no prazo máximo de seis meses. Normalmente, os originais são consultados por especialistas nacionais e estrangeiros.
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Editorial de António José Teixeira no DN
À beira de completar 50 anos, a Fundação Calouste Gulbenkian é um dos melhores exemplos de como um legado valioso pode ser enriquecido e posto ao serviço do desenvolvimento.
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Escritores são depositários da língua
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Um poema de Adília Lopes
Nota 4
Se tu amas por causa da beleza, então não me ames!
Ama o Sol que tem cabelos doirados!
Se tu amas por causa da juventude, então não me ames!
Ama a Primavera que fica nova todos os anos!
Se tu amas por causa dos tesouros, então não me ames!
Ama a Mulher do Mar: ela tem muitas pérolas claras!
Se tu amas por causa da inteligência, então não me ames!
Ama Isaac Newton: ele escreveu os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural!
Mas se tu amas por causa do amor, então sim, ama-me!
Ama-me sempre: amo-te para sempre!
(a partir do poema de Friedrich Rückert
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In “Sur La Croix”
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Boa parceria entre RTP e UA
Programa da Universidade

Universidade de Aveiro
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Papa defende modernidade enraizada em valores humanos
Bento XVI
Bento XVI deixou, no Vaticano, um alerta sobre os perigos da modernidade. O Papa defendeu que “uma modernidade que não esteja enraizada em autênticos valores humanos está destinada a ser dominada pela tirania da instabilidade e da perda”.Recebendo, no Vaticano, os Bispos da Lituânia, Letónia e Estónia em visita “ad Limina”, o Papa falou, em especial, dos problemas que se colocam às famílias dos nossos dias.
“Ao lado de núcleos familiares exemplares, existem, muitas vezes, outros sinais da fragilidade dos laços conjugais, da praga do aborto e da crise demográfica, da pouca atenção à transmissão dos autênticos valores aos filhos, da precariedade do trabalho, da mobilidade social que enfraquece os laços entre as gerações”, lamentou.
Nesse sentido, Bento XVI espera que cada comunidade eclesial seja “um ponto de referência e dialogue com a sociedade na qual está inserida”. Aos Bispos pediu que sejam sempre “defensores corajosos da vida e da família”.
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Crianças ajudam na recolha de armas
CNJP
prepara iniciativa
para campanha de
desarmamento

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), juntamente com outras entidades da sociedade civil, irá “participar na campanha de recolha de armas que será feita ao abrigo da nova lei das armas. Esta decorrerá de finais de Agosto a finais de Novembro” – disse à Agência ECCLESIA Fernando Roque de Oliveira, um dos responsáveis do Observatório sobre a produção, comércio e proliferação de armas ligeiras. O convite para esta participação partiu do Secretário de Estado da Administração interna, José Magalhães, durante as audições públicas promovidas pela CNJP sobre “Por uma sociedade segura e livre de armas”.
O Observatório esteve reunido ontem (22 de Junho) para decidir como será feita essa entrega de armas. “Mesmo que seja de forma anónima e discreta está relacionada com a mudança de mentalidades” – realçou este responsável. E acrescenta: “uma forma de conseguir este objectivo é através das crianças”. Para tal, este observatório irá realizar um espectáculo com a participação de crianças. O fio condutor deve predispô-las contra a “utilização de armas” mas que “passem também a palavra às famílias”.
A campanha de recolha será durante três meses e o observatório pensa concretizar este evento a meados de Outubro. “Mobilizar crianças fora do período escolar é difícil” e é necessário dar tempo “para que elas se preparem e ensaiem” – salienta Fernando Roque. O primeiro passo está dado agora “iremos identificar o espaço onde haja crianças disponíveis a participar nesta iniciativa”. As crianças serão veículos transmissores da mensagem e “acredito que seja o campo mais fértil para mudar as mentalidades” – concluiu. A próxima reunião deste observatório será a 14 de Setembro.
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sexta-feira, 23 de Junho de 2006
"CULTURA: Tudo o que é preciso saber"
Os deuses gregos. A Ilíada e a Odisseia. A Bíblia. A história grega e romana. A emergência do cristianismo. A Idade Média. Carlos Magno. O Renascimento. Lutero e Calvino. As guerras religiosas. O Iluminismo. As guerras mundiais. As grandes obras da literatura europeia. A história da pintura. A historia da Música. A Filosofia. Marxismo e liberalismo. A ciência. Freud. Sociedade tradicional e moderna. A evolução da família. O feminismo. A linguagem. A gramática. As identidades nacionais. A inteligência, o talento e a criatividade.
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quinta-feira, 22 de Junho de 2006
Empresários e gestores cristãos no CUFC

Empresários
e gestores cristãos
criam núcleo
em Aveiro
A iniciativa decorre no próximo dia 26 de Junho, segunda-feira, no Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC) às 21.30 horas, com o apoio e iniciativa do Bispo da Diocese e de um grupo de empresários locais, sendo orientado por dirigentes ACEGE.
A ACEGE é uma associação de homens e mulheres de empresa, que partilham entre si valores cristãos e procuram aplicá-los no desenvolvimento da sua vida profissional. Com estatutos aprovados em 1998, a associação é herdeira da UCIDT – União Católica de Industriais e Dirigentes de Trabalho, criada em 1952, e está filiada na UNIAPAC – Union internationale chrétienne des dirigeants d’entreprise.
A associação tem por fins, entre outros, aprofundar, difundir e aplicar na prática a doutrina da Igreja Católica relativa à vida empresarial e às instituições empenhadas em promover a paz social e o desenvolvimento.
Do seu trabalho destaca-se a publicação do “Código de Ética”, assinado já por mais de 500 empresários e gestores.
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Um poema de Armor Pires Mota
Preciso das palavras
como da lua e do vento
para me desnudar,
no antigo tormento
ou lúcida ânsia
de inteiro em mim me achar.
Preciso das palavras,
do seu ouro e fragrância,
e dos nenúfares amarelos
para no meu rio acordar
as luminosas águas da infância.
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Um artigo de D. António Marcelino
SERÁ TUDO
Vi com entusiasmo a democratização do ensino e as escolas mais perto das pessoas; vi com alegria muita gente humilde a fazer cursos superiores e a ocupar lugares cimeiros em instituições sociais; pareceu-me ver que o interesse pela cultura já ia, em alguns, para além do emprego futuro, sempre justificado, como é óbvio, e estava ganhando lugar em mais gente do que a privilegiada de outras eras e classes sociais.
Ao longo de meses, a preocupação inicial pelo ensino e pela escola foi redobrando. Desde há tempos, já podemos falar de anos, me vai parecendo, no entanto, que, em campo de tanta responsabilidade, mais dominam a superficialidade, a perturbação e o pessimismo, do que a preocupação de construir com objectividade, realismo e esperança e em colaboração clara. As últimas medidas do Ministério, se aparecem com algum realismo em aspectos diversos do diagnóstico dos problemas emergentes, aparecem, também e muitas vezes, desadequadas e provocando lutas evitáveis, que prejudicam o entendimento e a cooperação, ante os problemas que se torna urgente enfrentar.
Nunca será medida acertada levantar muros e provocar suspeitas e divisões entre pais e professores. Nem entregar os problemas mais graves e salientes, bem como as suas soluções, apenas a técnicos jovens, com conhecimentos estreitos em relação ao passado, e horizontes que parecem não ter nem balizas, nem regras, em relação ao futuro. Não creio que se resolva o problema da matemática com dois professores por turma, nem o do português, clamando que os alunos não raciocinam e que é preciso fazê-los raciocinar… Como não me parece ver os alunos do básico todos bem comportados e aliviados por não terem trabalhos de casa, ou bem preparados para a vida porque aprendem no jardim-de-infância a mexer no computador ou a falar inglês, com uma ajuda de um professor importado de uma qualquer escola de línguas, pondo de lado tantos de igual saber, com horário zero nas escolas do Estado. Ou fiquem melhores alunos e cidadãos quando, por força de um laicismo cego, se dificulta o ensino da educação moral e religiosa nas escolas básicas, com os pais a pedi-la para os filhos.
Tudo isto me parece não passar de mezinhas baratas de quem não vai ao fundo das questões, vive à margem da vida real e não tem a visão larga e liberta de querer mesmo proporcionar uma educação com os valores, indispensáveis a uma vida séria e honesta.
Um dia, o meu professor de matemática, homem sábio das coisas da vida, perante a minha interrogação de que servia a matemática para quem queria apenas ser padre, respondeu-me assim: “A matemática, meu rapaz, serve para lubrificar a inteligência.” Nunca mais o esqueci, porque a vida me tem mostrado que a nossa gente nova está hoje mais influenciada pelo que anestesia a inteligência e dispensa de raciocinar. Daí a dificuldade da matemática e do português, o considerar-se dispensável a filosofia e fazer da história contrapeso cultural, que ocupa uma menosprezada faculdade, a memória…
As coisas por onde passa a vida não são tão fáceis como se pode pensar, mas parece que se pensa cada vez menos, nas coisas que fazem parte da vida.
Creio que não vamos a parte nenhuma, neste como noutros campos, se não se desfaz o fosso que separa as cúpulas das bases, e se não aproveita o saber de muita gente que não aprendeu apenas nos livros. Ter o poder, não é sempre ter o saber, em exclusivo.
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RELIGIÕES EM PORTUGAL
Um contributo para a compreensão do fenómeno religioso em Portugal. É desta forma que a socióloga Helena Vilaça caracteriza a obra "Da Torre de Babel às Terras Prometidas".
A publicação, lançada no Porto, resulta de um trabalho de pesquisa sobre o pluralismo religioso em Portugal, uma forma de conhecer a evolução do fenómeno no nosso país.
Helena Vilaça, socióloga e autora do livro, diz tratar-se de um tema que tem sido pouco estudado e justifica: "Porque é uma sociedade quer do ponto vista religioso e estatístico, quer do ponto de vista cultural, profundamente católica". O tema da pluralidade está presente no título - "Da Torre de Babel às terras prometidas": Cada grupo religioso constrói a sua «terra prometida», independentemente da crença que a pessoa possa ter", sublinha a socióloga.
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Fogos florestais
"O combate aos incêndios é um desafio colectivo e por isso apelo à consciência e sentido de responsabilidade dos portugueses para que actuem de forma a diminuir os riscos" de incêndios, afirmou o Presidente da República, acrescentando que, nesse sentido, é necessário o "cumprimento das regras e orientações, sendo essa a responsabilidade de todos".
Em visita ao Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), em Carnaxide, Cavaco Silva disse que "aos bombeiros e protecção [civil] exige-se muito, mas cada um dos cidadãos tem o dever de contribuir para actuar e ajudar a fazer face ao flagelo que são os incêndios", referiu o chefe de Estado.
O Presidente da República destacou o esforço de melhoramento da organização, meios e coordenação do SNBPC.
"Hoje, estamos melhor preparados para atacar à nascença os fogos que podem surgir, mas nunca podemos garantir os controlo de todos os fogos", declarou.
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quarta-feira, 21 de Junho de 2006
Prevenir Riscos Naturais
Estrutura congrega
Universidade e entidades públicas
Nasce no Porto
centro para estudar
e prevenir
riscos naturais
A Universidade do Porto (UP) criou um centro de investigação para estudar e prevenir riscos naturais, tendo em conta a importância crescente desta problemática nas sociedades contemporâneas.
O Centro de Estudos de Risco da Universidade do Porto (CERUP) insere-se numa «lógica de reforço da capacidade institucional da Região Norte no domínio da relação entre riscos naturais e tecnológicos, património e ordenamento», explica a UP em nota informativa.
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Parceria UA, CMA e TA
Chama-se "Viver Aveiro", é de distribuição gratuita, tem uma periodicidade mensal e pode encontrar-se em quiosques, juntas de freguesia, hotéis e outros espaços da cidade.
A agenda cultural engloba informações relativas a dança, cinema, colóquios, feiras e festas, exposições, música, espectáculos infanto-juvenis, teatro, livros e leituras, e dedica ainda um espaço a informações sobre a oferta de restauração e alojamento na cidade.
De acordo com o Vice-Reitor da UA, Prof. Manuel Assunção, a cidade passa a dispor de “um livrinho que permite às pessoas de Aveiro e aos seus visitantes terem uma ideia concreta, integrada e actual sobre a oferta cultural da cidade. Não se trata apenas de compilar as propostas dos vários agentes parceiros, mas de caminhar para a concepção da oferta cultural de forma integrada, para termos propostas complementares em vez de sobreposições”.
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21:38
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Mais apoios para quem mais precisa
Esta é uma das propostas que constam do último documento que o ministro Vieira da Silva entregou aos parceiros sociais.
Também os abonos das crianças de famílias monoparentais podem crescer e os órfãos vão ver as pensões aumentadas.
As pensões para os órfãos de pai ou mãe vão aumentar em 25 por cento, no caso de um descendente, 40 por cento quando forem dois, ou 50 por cento quando houver três ou mais filhos sem um dos progenitores.
Quanto aos cônjuges sobrevivos, o Governo quer introduzir o princípio da diferenciação positiva, o que implica a apresentação da prova de rendimentos.
Para as pensões de invalidez, o Governo propõe o aumento no caso de grande ou total incapacidade dos indivíduos. Mas também quer rever o regime de acumulação de pensão de invalidez com rendimentos do trabalho, de forma a que as pessoas que tenham condições físicas, continuem no mercado de trabalho.
Quanto aos portadores de deficiência, o Governo quer diferenciar a atribuição da prestação em função da idade: menores ou maiores de 18 anos, grau de deficiência e rendimentos do agregado familiar.
Finalmente, também os filhos de famílias monoparentais podem receber um abono um pouco mais alto do que o normal. Em média, 10 por cento a mais, mas tendo em conta os rendimentos do agregado familiar e a sua composição.
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21:27
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Barra e Costa Nova com Bandeira Azul
Praias
com qualidade
para todos
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Um artigo de António Rego
O fato de ver a Deus
É por isso que as festas religiosas são significativas. Representam, visivelmente, um acontecimento que entra na memória não apenas dos que recebem um sacramento mas na própria comunidade que acolhe e rodeia. Quem dera que dessa semente fosse extraído todo o fruto. Sabemos porém que nem os que partem nem os que ficam apagam facilmente a memória desse acontecimento.
O fato da Comunhão ou do Crisma, é obviamente um elemento menor neste todo. Mas não é um simples elemento de estima pessoal. É uma valorização celebrativa que se enquadra num ritual mais vasto e mais profundo.
E chegamos ao ponto: um momento de evangelização em que se devem investir as melhores energias na preparação catequética, litúrgica e na personalização de cada participante como se fosse o único. Um momento singular de aproximação aos grandes mistérios e à experiência de percepção dos símbolos cristãos.
É um fim de ano pastoral. Mas merecedor de toda atenção porque há ritos e gestos que ficam para o futuro. Da sua memória dependerão muitos afectos e rejeições no campo da fé.
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terça-feira, 20 de Junho de 2006
Um poema de Adília Lopes
Um anjo
está contigo
quando te alegras
Sempre
um anjo
está contigo
E
o arco-íris
brilha
como a água
que corre
edição
do Secretariado
Nacional da Pastoral
da Cultura
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DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS
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Liberdade Religiosa
Da condenação
A liberdade religiosa significa, de forma sintética, o direito de não ser forçado nem impedido - por indivíduos, grupos ou Estado - de assumir e praticar a sua crença religiosa. Não se limita aos actos internos e privados de crença e culto, mas também aos externos e colectivos, não só de culto, mas também de apostolado e de projecção cultural, pressupondo o reconhecimento legal - às autoridades públicas compete definir os limites do exercício deste direito, tendo em vista unicamente a ordem pública.
O reconhecimento desta liberdade foi-se fazendo a partir das ideias que eclodiram na Revolução Francesa e que, até pela falta de isenção com que eram proclamadas, suscitaram da parte da Igreja as mais severas críticas, nomeadamente, o Syllabus, de Pio IX, 1848 - já antes a liberdade religiosa tinha sido condenada por Gregório XVI na encíclica "Mirari vos" de 1832.
Entre as teses condenadas, pelo Papa Pio IX (1846-1878) no Syllabus (anexo à encíclica "Quanta cura"), incluíam-se algumas como "é livre a qualquer um abraçar o professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira"
Na encíclica "Quanta cura" criticavam-se os que "não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por Nosso Predecessor, de feliz memória, de 'loucura' (Mirari Vos) de que a 'liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades constituídas".
Fonte: Leia mais na Ecclesia
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"Planeta Água", no Navio-Museu Santo André

Navio-museu Santo André
::
"Planeta Água"
- Fotos de Paulo Magalhães
Até ao próximo dia 30 de Junho pode visitar, no Navio-Museu Santo André, a exposição "Planeta Água", fotos da autoria de Paulo Magalhães. Esta manifestação cultural, inaugurada aquando das comemorações do Dia do Porto de Aveiro, a 3 de Abril de 2006, resultou de uma parceria entre as seguintes entidades: Museu Nacional Machado Castro, Conselho da Cidade de Coimbra, Museu Marítimo de Ílhavo e APA- Administração do Porto de Aveiro,S.A.
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Um artigo de Alexandre Cruz
2. O impensável à luz do bom senso está aí e é delicioso atractivo para a polémica que vende; quer o lugar do “silêncio” do não dar importância nem alimentar questões inflamadas que possam beliscar a sagrada liberdade de expressão, quer o lugar da “palavra” de inquietação e indignação pelo futuro cada vez mais indignificante em termos humanos que antecipamos em “lavar as mãos” e abrimos palco ao “lixo”. E não se pense que são questões de religião, de forma alguma, são as colunas referenciais e essenciais da sociedade que estão em questão; nesta peça em causa, em que se “encena livremente o que se quer sem ninguém ter nada a ver com isso” está a encenação “Me cago en Dios” em que o cartaz apresenta uma sanita aberta, da qual saem (ou para a qual entram) vários símbolos religiosos: uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, um Buda, um crucifixo, uma bandeira com o Crescente Vermelho.
3. Agora dizemos nós: não tenhamos ilusões, hoje, com todo o respeito pela liberdade de arte – mas também com a nossa liberdade de apreciar ou não… - nesse local “baixo” estão estes símbolos; amanhã serão outros que “merecerão” pela arte (que é sempre “emblema” do sentir) esse destaque: serão os símbolos e brasões das instituições, as bandeiras dos países e das cidades; e depois, o que falta? Faltam as pessoas, as crianças e os idosos nesse local, … E depois ainda, na era da clonagem humana, avançamos com encenações teatrais com órgãos de autópsia, ou com espectáculos da morte ao vivo (como já acontece em casos extremos polémicos na aplicação de pena de morte nos EUA, em que a concorrência vale milhões para a melhor imagem de sofrimento humano…). E, enganando-nos a nós próprios, chamamos a isto liberdade… Degradante realidade esta que às custas da “liberdade de tudo” estamos a construir. Que pensará um filho adolescente irreverente do título da peça espanhola? Ou a criança do bairro de lata? Chamando pelos nomes: será que em situação de educação da sua “liberdadezinha”, ao ver onde “colocam” Deus, onde colocará ele os pais, o professor, os colegas? Aos que estão nas fronteiras educativas não será este o “sinal” de que vale tudo já nada tendo valor…?! E depois admiramo-nos das inseguranças…
4. Neste escrito temos a noção do terreno de fronteira delicada que pisamos. Às vezes para algumas mentalidades menos sensíveis deste mundo parece que o objectivo primordial será apagar os restos da “ética da responsabilidade” e colocar no seu lugar sempre uma liberdade de tudo, sem fronteiras, que acaba por perder a validade, passando a ser incolor…fazendo do vazio o seu tesouro. Tempos estes que vivemos que nos desafiam grandemente a nunca “lavar as mãos”, naquilo que é o mal a apagar e o bem a edificar. Sublinhamos novamente que não se trata de questões de religião, até porque o “Absoluto de Deus” está acima de toda a possível mesquinhez artística; todavia, na relação com as questões sensíveis (da religião) temos a “prova dos nove” dos índices de maturidade, profundidade, sensibilidade e responsabilidade humanas. E é aqui que o panorama nos levanta inquietações: pelo andar da carruagem, e no caminho do individualismo exacerbado da “peça” de cada um, a banalização educativa de tudo e de todos e das próprias instituições que conduzem à desagregação social estão garantidas. Não será tanto assim? Depende do “ideal” que nos comanda…
5. Quanto mais formos banalizando os referenciais dos valores da consciência, já em “tempos sem tempo” para conversar e em contextos tecnologicamente mais difíceis para um diálogo de gerações, tanto mais difícil se tornará uma educação e convivência saudável capazes de promover uma maior cooperação entre todos para o bem comum. Será que é mesmo necessário criar instâncias de regulação (para gerar as fronteiras) da liberdade de expressão, da arte, da vida de cidadania? Queremos acreditar que não! Mas mal vai quando, pelo “défice da responsabilidade” (que seria de pressupor), esta questão ganha oportunidade premente. Ainda: talvez seja de dar valor ao que tem valor e merece todos os dedicados apoios e não prestigiar o apoio à vulgaridade. Por muito que nos custe e sensível que seja dizê-lo temos de o referir pois é a verdade. A dita peça teatral, hino à baixa liberdade sem limites, em realização até Agosto próximo, conta com apoio de todos os contribuintes (pelo Ministério da Cultura nos diversos serviços, Centro Cultural de Belém, Instituto das Artes, Embaixada de Espanha e Câmara Municipal de Lisboa).
6. É possível melhor? Só pode ser possível melhor! Mas para esse ideal mais edificante triunfar o papel dos referenciais e elites da sociedade terão de se colocar ao caminho nessa procura do “sonho”, não permitindo, com todo o respeito, espaço ‘ourado’ para a nulidade. Quanto a nós dissemos somente o que dissemos, em liberdade, sendo único motor destas linhas a inquietude de um ideal humano sempre maior. Uma qualidade que se quer de vida social merece arte maior. Será caso para dizer, do-mal-o-menos, venha o Futebol!
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"A Economia Marítima Existe"
17 DE JUNHO, NO AUDITÓRIO DO MMI

Museu Marítimo de Ílhavo
::
Apresentação
do livro
"A Economia Marítima Existe"
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segunda-feira, 19 de Junho de 2006
"APÓSTOLO DO BEM"

Figuras das artes
prestam tributo
ao Padre Américo
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Proposta do “EXPRESSO”
Conhecer a Reserva
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domingo, 18 de Junho de 2006
II Jornadas da Pastoral da Cultura
::
"Numa sociedade como a nossa, o regresso ao paganismo é irrecuperável, porque as nossas comunidades estão profundamente marcadas pela herança cristã", disse D. Manuel Clemente nas Jornadas da Pastoral da Cultura. Referiu também que vivemos “um cristianismo com pouca Páscoa”, quando é certo que a vivência quaresmal de muitos é bastante intensa.
Decorreram em Fátima, no último fim-de-semana, as II Jornadas da Pastoral da Cultura, à volta do tema “Do tempo livre à libertação do tempo”, promovidas pela Comissão Episcopal para a Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. A organização foi do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, tendo participado cerca de 40 pessoas, em representação de algumas dioceses, congregações, movimentos e outras instituições da Igreja Católica.
D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e o padre José Tolentino Mendonça, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), coordenaram os trabalhos, ajudando os participantes na reflexão urgente e necessária, face aos desafios impostos pelas novas tecnologias de comunicação, numa linha da intervenção pastoral, sobretudo ao nível do entretenimento.
José Bragança de Miranda, ensaísta, e Rita Espanha, investigadora, sublinharam que as novas tecnologias de comunicação representam uma viragem cultural nos tempos de hoje, tendo acrescentado que a evolução tecnológica é mais rápida do que “a capacidade de nos adaptarmos a ela”.
Sendo certo que a utilização das novas tecnologias leva à diversificação e ampliação das capacidades individuais e colectivas de comunicação, foi lembrado que elas também alteram a relação de todos com o real, porque entram nas nossas casas, quando antes se limitavam às fábricas, como referiu Bragança de Miranda.
O mesmo conferencista salientou que a Terra está a ser inundada por imagens e sons, comandados pela “inteligência” própria dos objectos que os produzem, e o ausente torna-se presente graças às novas tecnologias. Entretanto, contestou as teorias que defendem “o fim do crescimento" em vários sectores, na certeza de que a vitória desta ideia nos levaria ao governo dos ditadores.
Para Rita Espanha, a relação do nosso corpo com a natureza não foi alterada pelo mundo tecnológico, apesar dos avanços e recuos. Garantiu por isso que, nas mais diversas circunstâncias, permanece a indispensável intervenção das pessoas nos comportamentos e nas relações.
Foi sublinhado nestas jornadas que a indústria do entretenimento é cada vez maior e mais poderosa, “ocupando quem trabalha e quem não trabalha”, no dizer de Bragança de Miranda.
Ao nível pastoral, o padre Tolentino Mendonça sublinhou que a mensagem cristã tem de usar uma “linguagem cultural”, e que o silêncio dos cristãos é “imediatamente ocupado numa sociedades democrática”. Referiu que, face às tradições que morreram, gostamos muito de as “vestir”, para lhes darmos vida, sendo urgente assumir que a “tradição cristã não é uma beleza morta”. “Na experiência cristã há um lastro de vida que pode ser vivificador para a construção do mundo”, disse o director do SNPC.
No encerramento das Jornadas, D. Manuel Clemente frisou que, "numa sociedade como a nossa, o regresso ao paganismo é irrecuperável, porque as nossas comunidades estão profundamente marcadas pela herança cristã". Referiu que vivemos “um cristianismo com pouca Páscoa”, quando é certo que a vivência quaresmal de muitos é bastante intensa.
D. Manuel Clemente defendeu a ligação permanente entre pastoral, cultura e erudição, apontando o Padre Luís Archer (galardoado este ano com o Prémio Padre Manuel Antunes), como paradigma da intervenção da Igreja no mundo da ciência e da investigação.
Fernando Martins
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Um artigo de Anselmo Borges, no DN
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Uma boa e original ideia
Primeiro Café Cristão
A ideia é originária do Canadá e surge agora em Portugal, na paróquia da Amora, na diocese de Setúbal. O primeiro Café Cristão vai abrir no próximo dia 24 de Junho e conta com a presença de D. Gilberto Canavarro dos Reis, bispo da diocese, que presidirá à missa de inauguração e bênção solene do espaço.
São cerca de 400 metros quadrados, destinados ao convívio e a “comunicar o amor de Deus a cada pessoa que lá vai”, disse à Agência ECCLESIA António Manuel Andrade, um dos responsáveis por este projecto.
“A ideia surge como resposta aos desafios da Nova Evangelização”, explicou, e como resultado de uma outra actividade da paróquia de Amora que procurava ir ao encontro de jovens de rua, com problemas de alcoolismo e toxicodependência.
A actividade desenvolvida com estes jovens foi dando os seus frutos e, salienta, “reconhecemos a falta de um lugar onde pudéssemos fazer algum acolhimento, de forma mais organizada”.
Depois de alguma procura, o espaço apareceu e, com o auxílio da comunidade paroquial, encontraram um espaço que a partir do próximo fim-de-semana vai estar, diariamente,aberto ao público, como “projecto de evangelização dirigido aos jovens”, frisa.
De domingo a quinta, o café cristão abre das 16 às 23 horas, e às sextas e sábados encerra cerca de uma hora mais tarde, devido aos concertos de música ao vivo que estão previstos. Neste espaço, poder-se-á encontrar, para além de um serviço de café com cerca de 80 mesas, música, actividades ligadas às artes, dança, teatro, colóquios, e apoio escolar.
Uma capela vai estar ainda à disposição dos jovens “que vão sendo sensibilizados para a fé, de modo a que possam receber o sacramento da reconciliação”, acrescentou António Manuel Andrade.
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Um poema de Adília Lopes
Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a vida
porque achamos
que não presta
Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a fé
porque achamos
que é pirosa
:
In "Sur La Croix",
edição
do Secretariado
Nacional
da Pastoral
da Cultura
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Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes

Cientista e Padre
Luís Archer
distinguido
O júri, constituído por D. Manuel Clemente, Padre José Tolentino Mendonça, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre João Aguiar, director da Rádio Renascença, João Bénard da Costa, escritor, Maria Teresa Dias Furtado, professora da Universidade de Lisboa, e padre Hermínio Rico, director da revista “Brotéria”, quis homenagear o “homem de ciência e grande humanista, nos seus 80 anos de vida”.
Luís Archer, depois dos estudos de Filosofia e Teologia, doutorou-se nos Estados Unidos em Genética Molecular, após o que introduziu em Portugal, no Laboratório Molecular do Instituto Gulbenkian da Ciência e na Universidade Nova de Lisboa, o ensino e a investigação daquele ramo científico. Ainda foi pioneiro, no nosso País, no estudo da Bioética, tendo representado Portugal em várias comissões do Conselho da Europa, da OCDE e da União Europeia. “É há muitos anos uma das vozes mais autorizadas e respeitadas na discussão pública das problemáticas bioéticas, e muitos dos que hoje suportam as instituições que fazem reflexão e divulgação neste campo reconhecem-se como seus discípulos”, lê-se na justificação do júri.
Publicou centenas de trabalhos de investigação, ao mesmo tempo que leccionou em muitas universidades em Portugal e no estrangeiro. “A excelência do seu contributo científico é reconhecida pelo seu estatuto de membro das Academias das Ciências de Lisboa e de Nova Iorque, entre outras”, como sublinha o júri.
D. Manuel Clemente refere que o Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes contemplou, este ano, um “homem da ciência e grande humanista”, mas ainda o sacerdote que nunca deixou de intervir nas áreas da teologia e da filosofia com elevado nível, mas também com muita humildade.
Fernando Martins
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Futuro mais humano e mais justo
Portugal tem uma rede social de iniciativa privada bastante ampla, cuja disponibilidade para servir os mais carenciados é por demais conhecida. Há lares para idosos e para menores sem família, há creches, jardins-de-infância e ATL para a ajuda indispensável aos pais que trabalham, há centros de dia e de noite para idosos sem familiares próximos e disponíveis para o atendimento de que necessitam, há misericórdias e outras instituições sempre abertas a quem mais precisa, nomeadamente deficientes, pobres, doentes e marginalizados que enchem o universo de tantas carências que subsistem na nossa sociedade.
Novos modelos de apoio social vão surgindo, ao sabor das necessidades dos mais desfavorecidos, como sinal de um povo atento, que sabe e quer cuidar dos seus pobres, como sempre o fez através dos tempos. Porém, nem sempre de forma programada e abrangente, o que produz lacunas na rede social do nosso País.
Nessa linha, o Presidente da República, Cavaco Silva, alertou há dias para a premência de todos lutarem contra a exclusão, fazendo da inclusão “uma causa nacional”, com o envolvimento de todas as forças políticas e sociais. Assim, urge implementar a solidariedade em rede para a partilha de saberes e de disponibilidades, tendo como objectivos o apoio importante, direi mesmo fundamental, a um número cada vez maior de pobres envergonhados ou esquecidos, onde as novas tecnologias podem exercer um papel inquestionável.
Por outro lado, reconhece-se que se torna imperioso implementar o espírito de vizinhança, um tanto ou quanto a cair em desuso nos grandes centros urbanos, como forma de desenvolver o sentido de entreajuda e de convívio entre todas as gerações, contrariando o isolamento e a solidão dos idosos e doentes, sobretudo dos mais abandonados pelas suas próprias famílias.
É sabido que a sociedade actual tem gerado novas situações de pobreza. O desemprego é uma constante para muitos e uma ameaça para outros tantos, criando instabilidade e desespero nas famílias. E por mais subsídios que o Estado atribua, normalmente diminutos para a maioria dos desempregados, a verdade é que a insegurança profissional não pode ser ignorada nas nossas comunidades. Nessa linha, as instituições de solidariedade têm de estar mais atentas e disponíveis para enfrentarem novos problemas sociais, criando valências e preparando funcionários capazes de responder a desafios urgentes, não ficando acomodadas a estatutos com décadas de existência e nem sempre de acordo com as exigências sociais que vão nascendo, muitas delas provocadas pela deslocalização de grandes empresas, que deixam à míngua famílias inteiras.
Contudo, se é importante que as instituições de solidariedade social estejam sensíveis para responder a novas e dramáticas situações de pobreza, não é menos importante educar as novas gerações para a solidariedade social, única forma de garantir um futuro mais humano e mais justo para todos.
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Gotas do Arco-Íris - 22
Caríssimo/a:
Há dias mostrou-me os pés... Credo!, nem aqueles pobres mendigos do Senhor dos Milagres ostentam tais e tantas deformações.
As mãos são um novelo de entorses, que já nem os dedos deixam dobrar!
A cara é toda ela dominada por um bigode que assusta os mais ousados...
O corpo já se inclina e se dobra sobre si próprio.
Enfim, nada nesta criatura é cativante; ainda pior é que é caturra, teimoso e convencido. Bah! Em nada concorda connosco, refila e quer ter sempre a última palavra... (E o pior é que às vezes tem razão!)
E não vale a pena «querer dourar a pílula» (aliás, nem ele deixaria...); se este é o retrato, punhamos-lhe a moldura!
[E tu dirias: que lindo quadro ficará para levar para o sótão!...]
Mas o curioso é que a moldura não assenta; por mais voltas que se dê ao quadro, não há posição, cola, cravo ou prego que consigam segurar, prender, posicionar esta figura que, qual andarilho (do Senhor?!...), não se detém ou hesita para ser agradável e útil a quem lhe indicia um gosto ou uma necessidade... E não é compreensível como os seus pés vencem o tempo e o espaço (por mais pedregoso que seja...) até atingir o que perseguia para sanar uma fome ou dar um prazer festivo!
Das suas mãos, torcidas, tortas, tolhidas, saem as mais bonitas grinaldas de flores, naturais ou artificiais; as dobras do papel que embrulha o seu presente têm tanto da sua pessoa que, qual doce ou prenda do coração, se guardam e quase se veneram como algo de muito querido...
Por cima do seu bigode, ficam uns olhos que sorriem como ninguém e que fazem esquecer as diabruras do Mundo; atraem as crianças e cativam a todos sem artificialismos e com a sua simplicidade...
O seu corpo parece curvar-se, para mais facilmente nos poder abraçar...
E é assim o meu Amigo que muito mais é e tem para além do seu nome... Certamente que o António Manuel não mais me perdoará, pois vou expô-lo à ganância e usura dos amigos do alheio (e eu ver-me-ei na dificuldade de o manter a meu lado)...
Para além de tudo [e como eu lho cobiço!...] o que aí fica, e que é tanto, ele tem UM CORAÇÃO DE OURO!
Um abraço para todos vós meus Amigos, do
Manuel
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quinta-feira, 15 de Junho de 2006
Um poema de Cacilda Celso
Não creias, não, ó Pátria, no destino,
Constrói-o antes tu, por tua mão.
Caminhos de trabalho ou desatino
-Verás onde te leva a tua opção…
Agora, meu país, não és menino
Tu sabes já de cor tua lição.
Se em ti tu confiares, vaticino
Que irás dar que falar como nação.
Tu fazes teu melhor com qualidade
Se buscas tuas forças na união
E encontras energias na vontade.
Desiste de viver numa ilusão.
Desiste da apatia e da saudade
- Ó Pátria, dá-lhe de alma e coração!
(do livro, ainda inédito, Pátria 2005)
:
Fonte: Primeiro de Janeiro, de hoje
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Biólogo português resolve problema ético?
Descoberta portuguesa
O biólogo português José Silva, do Instituto de Investigação de Células Estaminais, em Edimburgo, na Escócia, identificou um gene que reverte células adultas em estaminais. A descoberta poderá evitar práticas destrutivas de embriões e a clonagem.
O jornal Público explica, na sua edição de hoje, que o gene que protagonizou uma experiência científica se chama Nanog, que quer dizer, em gaélico, "terra dos sempre jovens". José Silva mostrou como este gene pode levar células adultas — que já se tornaram células da pele, por exemplo — a uma espécie de regresso ao passado celular, transformando-as em células estaminais embrionárias.
Ao contrário das células adultas, que já se diferenciaram, as estaminais dos embriões têm a capacidade de originar todos os tipos de células de um organismo. Até agora, para obter células estaminais embrionárias era preciso criar e, depois destruir, embriões humanos com cinco a seis dias de desenvolvimento.
O trabalho de José Silva, de 31 anos, é um passo importante para contornar os problemas éticos, pois conseguiu obter células estaminais embrionárias sem recurso à clonagem, nem à criação e destruição de embriões. Levou células estaminais adultas do cérebro e células já perfeitamente diferenciadas da pele e do timo — de ratinhos — a converterem-se em estaminais embrionárias, como demonstra hoje num artigo na edição on-line da revista Nature.
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Um poema de Sebastião da Gama
::HOJE DEUS É VERDADE
Hoje Deus é Verdade!
Hoje até o mistério da Trindade,
modos de amar a Deus, preceitos, dogmas, ritos,
tudo quanto quiserem, eu aceito.
Passem p’ra cá papel e tinta. (Se preferem,
escreverei a sangue este notícia).
Sem demora nenhuma!
Convicto, ardente, alegre, cumpro a vossa
formalidade inútil
e corro a olhar Deus de mais pertinho.
Hoje Deus é verdade!
Não é mais a imagem na parede
que ouve, por convenção, as nossas mágoas,
criou, por convenção, terras e águas,
por convenção aplaca a minha sede,
que tudo faz e tudo quer e tudo pode,
por convenção.
(E a quem, também por convenção,
fingindo que acredito que tudo pode e tudo quer e tudo faz,
rezo, pela manhã e à noite, distraído…)
Hoje Deus é verdade como o Sol!
A imagem mexeu-se na parede
sem ser por convenção.
Não sei se ela me disse ou me não disse
que todas as verdades, mesmo as mais pequeninas, aceitasse,
mas cá vou aceitando quanto queiram:
modos de amar a Deus, preceitos, dogmas, ritos…
Vivam (que eu deixarei, condescendente)
nada pode ofuscar esta verdade
de hoje Deus ser verdade como o Sol.
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Portugal no roteiro dos sítios cluniacenses da Europa
A importância do universo monástico no nosso país é visível desde a ocupação muçulmana, atura em que garantiu a permanência do cristianismo. A ordem de Cluny foi importante não só no povoamento do reino, mas também pela sua dedicação ao apostolado, um dos motores espirituais da Reconquista.
O primeiro mosteiro cluniacense masculino em território português é o de São Pedro de Rates (Porto, Póvoa de Varzim), o qual constitui, na opinião de especialistas, um "monumento nuclear da nossa arte românica".
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Papa agradece

Cristo de pintor
oureense
no Vaticano
Uma obra de arte de Jorge Melo, médico e pintor oureense, faz parte da galeria de arte sacra do Vaticano. A tela, que representa Cristo crucificado, foi pintada em 2004, e entregue recentemente, ao Papa, através da Nunciatura Apostólica em Portugal.
"Sua Santidade o Papa Bento XVI apreciou vivamente esta devota homenagem. O seu cordial reconhecimento, acompanhado dos melhores votos de felicidades e graças divinas para o senhor Jorge Manuel e seus entes queridos numa particular Bênção Apostólica", pode ler-se na missiva, de reconhecimento, enviada pelo Vaticano ao pintor português.
Além da carta, Jorge Melo recebeu também as insígnias papais, em sinal de reconhecimento. Para o artista é “uma honra imensa estar representado no santuário mundial do expoente máximo da arte sacra”.
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Um artigo de António Rego
Tenho andado atento às múltiplas reflexões que nos últimos tempos têm aparecido sobre dois temas aparentemente inocentes: o tabaco e o futebol. E noto que, tanto os dependentes de um como de outro… fumo, gélidos e implacáveis na análise de questões filosóficas, políticas, sociais, etc... deixam derreter toda a lucidez perante o facto de o seu vício ou o seu clube, ou apenas o futebol, autorizarem toda a parcialidade de olhar, dispensando qualquer esforço de objectividade. Basta ouvir alguns relatos e comentários do futebol que nem admitem a pergunta se o tom de voz, o ritmo narrativo, a vontade indisfarçável de que o resultado esteja do seu (do nosso) lado, tudo autoriza. Muitos comentadores imparciais não aceitam que nesta matéria se não seja parcial…
Com a polémica sobre a proibição de fumar em recintos fechados, públicos ou de empresas, as reacções são semelhantes, mas particularmente notórias nos fumadores inveterados que confessam publicamente o seu vício como direito constitucional… etc, etc, considerando fundamentalismo execrável qualquer restrição a este inocente balancear do “bota fumero ” seja na direcção de quem for.
Ficaria por aqui, com a complacência de quem não concorda mas compreende uma dependência aparentemente invencível. Também me parece que há pregadores anti-tabagistas cujo tom de sermão irrita mais do que convence… Mas em todos os segmentos da vida isso acontece um pouco. O problema é que há preconceitos novos ou antigos, que se utilizam da mesma forma. Ou seja: (Há) acontecimentos de carácter social, cultural, artístico e mesmo religioso que se analisam com o inebriamento cego do preconceito clubista, que autoriza e até aconselha toda a casta de aleivosias em nome da liberdade - da sua liberdade de dizer, desenhar ou representar. A essa sombra tudo se cria, tudo se perde, nada se transforma. O que os outros recebem como fumo tóxico ou como agressão à sua construção interior de referências, é secundário. Logo que se bolse toda a ingestão de azedumes, frustrações e raivas, fique a grei em paz, que a liberdade, para isto, está disponível, e até dá jeito.
Existe a objectividade de visão e análise? Penso que não. (Não vamos entrar pelo labirinto do “pós estruturalismo, hermenêutica, semiótica ou desconstrução”!!). A linguagem é imperfeita, ninguém tem o plano geral e próximo de todos os acontecimentos. Mas a honestidade é acessível. Mesmo a grandes dependentes do tabaco, do clubismo… e congéneres.
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quarta-feira, 14 de Junho de 2006
Em Vagos: Dia da Igreja Diocesana
No dia 25 de Junho, no Santuário de Santa Maria de Vagos, vai celebrar-se o Dia da Igreja Diocesana, em torno do tema “Conhecer Mais, Servir Melhor”. Pretende-se, este ano, que cada arciprestado mostre a sua especificidade humana e religiosa, nas “tendas arciprestais”, que abrem às 10 horas.
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ÍLHAVO: Museu com muitos visitantes

Museu
é o sétimo
em número
de visitas
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Um artigo de D. António Marcelino
Ele está, merecidamente, a caminho dos altares, sem pressas, nem atropelos. A sua obra está aí à vista, a pedir meças a qualquer outra do género, com os resultados, a confiança e a admiração de todo o país. O método pedagógico, inovador e objectivo, objecto de teses de doutoramento e de estudos sérios, provado pela sua eficácia ao longo de muitas décadas, mostra que, na educação, quando não há entrega incondicional por parte do educador e um coração sensível e aberto, nunca haverá processo educativo válido e que ajude a crescer.
O estado, na tentação de se julgar dono de tudo, até das pessoas, descura o essencial e agarra-se ao acidental. Técnicos, muitos deles imberbes, de ideias feitas e horários reduzidos, não ouvem ninguém porque já sabem tudo, não aceitam senão o que sai das suas cabeças iluminadas. Assim se chegou ao menosprezo pelas beneméritas Casa do Gaiato e, logicamente, pela sua alma dinamizadora, os Padres da Rua. Talvez para cobrir ineficiências e fracassos das obras congéneres oficiais, de que a comunicação social dá notícia abundante, de desgoverno e de misérias.
O resto é feito por uma justiça que ninguém entende. Condena e dá publicidade, sem ouvir a parte acusada, que tem sempre muito a dizer e direito a fazê-lo. Tudo se passa a partir de queixas de adolescentes e jovens, ressabiados porque não suportaram, para seu bem, nem normas de disciplina, nem castigo merecido. Gente nova, soprada por adultos sem escrúpulos, que no jeito farisaico de quem não mostra nem a mão nem o rosto, empurra, atira a pedra e faz barulho para que se ouça e se veja onde ela cai.
Os Padres da Rua são heróis diários que incarnam o carisma providencial do Padre Américo e têm o dever de o defender e salvaguardar, homens a quem, no dia a dia, só conforta o sentido evangélico na sua vida e a consciência de uma doação, sem horas nem limites. Milagre que só o amor explica, mas que incomoda quem não é capaz do mesmo, nem de compreender o sentido destas vidas singulares. O estado, em vez de realçar e apoiar a grandeza de testemunhos tão eloquentes, parece querer abafar esta luz, dando atenção a críticas e acusações de quem jamais entenderá o que é educar com amor, pessoas para a vida. Assim se pode calar e destruir um património, que será sempre uma referência educativa de qualidade, para, em troca, encaixar um carisma único, em moldes legais uniformizados e falhados.
Muitas perguntas se impõem: Quem são as crianças que vão parar às Casas do Gaiato? Quais são os resultados de um processo educativo que tem dezenas de anos e milhares de beneficiados? Que custos teve o Estado com esta educação? Quantos e quem são os que, nas Casa do Gaiato se dedicam, dia e noite, comparados com as dezenas de funcionários bem pagos para cuidar de uma dúzia ou menos de internados em estabelecimento públicos, a que agora chamam “colégios”? Quem prestou e presta atenção e proporciona amor às centenas de crianças, retiradas da rua e do lixo, sem família ou de famílias degradadas, que se vão transformando em profissionais competentes, esposos e pais exemplares, cidadãos de mão cheia, senão a Casa do Gaiato que as recebeu, amou e ajudou a crescer para a vida e é a única que chora os que se perdem, porque o tribunal lhos retirou para entregar a gente irresponsável? Por acaso, um castigo exemplar, na hora exacta e com o apoio de quem acompanha e ama, como tantas vezes nos fizeram os nossos pais, alguma vez foi para nós traumatizante? Se “quem dá o pão, dá a educação”, porque este chinfrim farisaico da justiça, da comunicação social, dos organismos do estado, da opinião pública manobrada, a atacar, com ódio e desprezo, as Casa do Gaiato?
Estou e sempre estive com os Padres da Rua, e muito especialmente neste momento em que são injustiçados e caluniados.
Há passos a dar? Ouça-se quem já deu muitos e está na luta diária. Só assim serão mais válidos os que, porventura, devem ainda ser dados, para um maior bem.
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terça-feira, 13 de Junho de 2006
Santo António

Outros Portugueses
houve que ficaram
na História do Mundo
Não posso nem devo ficar calado.
“Um só Deus,
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Sardinhada no Stella Maris

Santos Populares
lembrados
no Stella Maris
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segunda-feira, 12 de Junho de 2006
Um poema de Luís de Camões

Alegres campos, verdes arvoredos
Alegres campos, verdes arvoredos,
Claras e frescas águas de cristal,
Que em vós os debuxais ao natural,
Discorrendo da altura dos rochedos;
Silvestres montes, ásperos penedos,
Compostos em concerto desigual:
Sabei que, sem licença de meu mal,
Já não podeis fazer meus olhos ledos.
E, pois me já não vedes como vistes,
Não me alegrem verduras deleitosas
Nem águas que correndo alegres vêm.
Semearei em vós lembranças tristes,
Renegando-vos com lágrimas saudosas,
E nascerão saudades de meu bem.
::
Luís de Camões (1524/25 – 1580
:
Fonte: Público on-line
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ÍLHAVO: Marchas Sanjoaninas

Santos Populares
não são esquecidos
::
PROGRAMA
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Solidariedade social em Aveiro

PRESIDENTE
DA UDIPSS-AVEIRO
EM ENTREVISTA
Carlos Alberto Lacerda Pais, gestor de empresas e ligado à solidariedade social há um quarto de século, assumiu mais um mandato à frente da UDIPSS-Aveiro (União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Aveiro), não só por ter pendentes assuntos que gostaria de ver resolvidos, mas também por querer concretizar alguns projectos. Mais ainda: por não aparecer, ao fim de um ano de diligências, uma equipa jovem e dinâmica que quisesse liderar a União.
Para ler toda a entrevista, clique SOLIDARIEDADE
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Figueira da Foz por estes dias
FIGUEIRA DA FOZ



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Pobreza tem muitas causas
Entrevista ao Jornal da Madeira de Alfredo Bruto da Costa, Presidente do CES e Vice-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz
É preciso promover o conceito de “cidadania mundial” a favor do bem-comum, tal como defende a Doutrina Social da Igreja há mais de 40 nos, a partir de João XXIII. A pobreza tem uma dimensão moral que não pode ser ultrapassada sem a necessária mudança de mentalidades a vários níveis. O emprego instável e a sustentabilidade da segurança social não se resolvem apenas por intermédio de factores económicos ou financeiros, mas sobretudo através de uma “filosofia política”, em que se garanta “o grau de solidariedade que cada sociedade está disposta a dar”, segundo Alfredo Bruto da Costa ao Jornal da Madeira.
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MISÉRIA EM ÁFRICA
desinteresse do mundo
com a miséria em África
O jornal do Vaticano, “L’Osser-vatore Romano”, denuncia na sua edição de hoje em italiano a indiferença do mundo perante as tragédias humanitárias que se vivem no continente africano.
“Distraído de forma culpável, o mundo continua a ignorar a tragédia que quotidianamente se vive na África”, afirma o diário, num artigo que tem como título “África, o escândalo da miséria”.
“A cada dia que passa morrem 800 crianças africanas, simplesmente porque as suas famílias não podem pagar a consulta médica ou tratamentos sanitários de base. Bastaria muito pouco para salvá-las”, alerta o “Osservatore Romano”.
O jornal do Vaticano lembra que “bastaria assumir os gastos de saúde que, ainda que sejam poucas moedas para os critérios ocidentais, pesam como chumbo para os orçamentos das famílias africanas”.
“Apesar dos bons propósitos manifestados em várias ocasiões nas conferências internacionais, na África, o escândalo da miséria continua a matar vítimas inocentes”, refere-se.
O OR cita o relatório “Paying with their lives” (Pagando com as suas vidas), publicado por Save the Children, a maior organização internacional independente para a defesa e promoção dos direitos humanos. Na cúpula do G8 de 2005- recorda um comunicado da organização- os governantes assumiram o compromisso de trabalhar com governos africanos para que estes possam garantir tratamentos gratuitos nos países ou áreas mais pobres do mundo, mas desde então 250 mil crianças já morreram,
O artigo do OR conclui lançando um apelo para que os países mantenham o compromisso de “aumentar as ajudas ao desenvolvimento e de incrementar o acesso à saúde em alguns dos países mais pobres”.
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domingo, 11 de Junho de 2006
Um artigo de Anselmo Borges, no DN

A presença real
de Jesus Cristo
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Uma reflexão do padre Georgino Rocha
Acontece este episódio em Galileia, terra onde “tudo começou”. Também agora, vai recomeçar uma nova fase. Qualitativamente diferente. Defini-tivamente envolvente.
Obrigado, Senhor Jesus, por esta nova fase tão expressiva e surpreendente. Para ti e para nós. Mostras-te como Senhor, o único que pode tudo, em toda a parte e para sempre. Recorres a títulos próprios de Deus. Usas uma linguagem ousada, nunca ouvida. Queres ter discípulos em todos os povos. Defines os horizontes do trabalho dos teus apóstolos. Estabeleces as regras fundamentais que devem observar. “Ide, ensinai, baptizai quem acreditar. Fazei tudo isto em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Dás, assim, início à missão que comporta uma dupla realidade: introduzir o ser humano na intimidade divina e fazer conhecer quem é Deus: uma família de pessoas. É admirável, Senhor, esta verdade que desperta e mobiliza a nossa vocação fundamental: somos filhos de Deus pelo baptismo, partilhamos a sua mesa na eucaristia, assumimos a parceria da sua missão de “gerir o mundo”, cultivando a sintonia de sentimentos e celebrando os sacramentos de serviço, designadamente o matrimónio e a ordenação.
Senhor Jesus, a dignidade humana encontra aqui o seu alicerce mais sólido. O único definitivamente válido. O único que revela o valor relativo de todos os outros, ainda que oficializados em solenes declarações. Todos somos irmãos em humanidade. Cada um é chamado a fazer-se irmão pela vida nova que tu ofereces e queres fazer chegar sempre mais longe. A ninguém pode ser negada ou destruída esta dignidade que tem as suas raízes no próprio coração de Deus.
E este Deus é uma família de pessoas. Cada uma tem nome próprio: Pai, Filho e Espírito Santo. Que bom, Senhor, seres tu a dizê-lo! Ninguém teria tal ousadia. Os nomes indicam também as funções que elas realizam. Vivem em comunhão plena, em relação recíproca constante, em dádiva permanente. Não anulam as diferenças, mas integram-nas em admirável e fecunda harmonia. São, Senhor Jesus, a Santa Tri-Unidade ou a Santíssima Trindade, a fonte escondida e inesgotável da vida presente e futura.
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10 de Junho

Valores
e Símbolos
que temos
de cultivar
O dia 10 de Junho continua a ser o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Mesmo sem o apoio popular, já que o povo está mais voltado para as alegrias que o Futebol lhe possa dar, é bom que o Presidente da República insista em programar a celebração do 10 de Junho. Apesar da notória indiferença dos nossos compatriotas pelos feriados nacionais, algo ficará dos discursos de circunstância proferidos nos actos comemorativos, em que se celebra Portugal, o nosso maior poeta épico e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, onde vão perpetuando a nossa língua, os nossos costumes e as nossas culturas, ao mesmo tempo que alimentam as saudades pelo torrão natal.
Eu não sei se nas escolas, nas famílias, nas instituições e nos clubes de cultura e recreio se fala do Dia de Portugal, com uma preocupação pedagógica, aos mais novos. E se não, julgo que seria importante que de futuro os programas anuais contemplassem esse propósito, para não ouvirmos, como já ouvi, os maiores disparates sobre o que se celebra no Dia 10 de Junho.
Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas merecem, de facto, que nos debrucemos sobre os valores e os símbolos que eles têm para nos oferecer. Se não o fizermos, perderemos muito da nossa identidade, como povo e como Nação.
Fernando Martins
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Citação
“Estou firmemente convicto de que o convívio com os livros reforça a nossa inteligência e acentua os valores éticos e sociais que são essenciais para a vida em comunidade. Foi pelos livros que aprendi o valor da liberdade e da coragem, da frontalidade e da ousadia, da dignidade e do respeito pelos desfavorecidos. Foram os livros que me ensinaram a sonhar, sorrir, chorar, sofrer, gozar, perder e ganhar; afinal, foram os livros que me ensinaram a viver.”
no PÚBLICO de sexta-feira
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Gotas do Arco-Íris - 21
Caríssimo/a:
Madre Teresa de Calcutá é interpelante e, na sua figura pequena e frágil, consegue colocar pedras seguras ao longo do difícil caminhar da Humanidade. Já assim Francisco de Assis e tantos e tantas que se apagaram para que refulgisse a Luz...
Há dias tropecei com algumas das suas palavras que me fizeram parar um pouco e rever os últimos anos da minha existência... Ri-me com vontade quando ela afirma que “o teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha”... E depois não pára: “quando não possas caminhar, usa a bengala. Mas nunca te detenhas! Faz com que, em lugar de pena, as pessoas sintam respeito por ti.”
Claro que eu podia escrever isto, mas sendo da Madre Teresa tem outro peso...
Pois bem, é com esse peso que te quero deixar; mas antes permite que recorde três datas relativas à nossa Terra:
Há 150 anos, no dia 1 de Junho de 1856, foi fundada a Sociedade Musical, na Murtosa, orientada por Agostinho António Leite.
Em 1861, no dia 30 de Abril (já passaram 145 anos), foi a conclusão dos trabalhos da construção da estrada da ponte do Estaleiro ao Forte, ou seja daquela rua a que pomposamente chamamos Avenida de José Estêvão...
E em 1881, há 125 anos, a 24 de Dezembro, era criada a escola feminina da Gafanha da Nazaré...
Será que «espanadores precisam-se» para arejarmos as nossas teias de aranha?!
E bons Amigos, não façamos como uma vizinha que mora já ali e me disse que tinha vergonha de andar com a bengala: se precisarmos de uma bengala, encomendemos duas... para andarmos mais direitos!
Manuel
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quinta-feira, 8 de Junho de 2006
BARCELONA: Obra-prima de Gaudí
Rigol ressaltou que a obra arquitetónica não será somente um lugar de oração, mas "um ponto de encontro da religiosidade, arte e cultura".
Joan Rigol disse à imprensa que assim que o tecto da nave central da Igreja for coberto (fechando o tecto da nave à altura do cruzeiro, da abside e da parte interior da fachada principal, actualmente descobertos) e a autorização do Arcebispo for dada, o grande sonho de Gaudí (1852-1926) será realizado. O artista foi enterrado na cripta da basílica, em 1926.
A imponente obra que Antoni Gaudí deixou inacabada é, apesar disso, o exemplo mais representativo da genialidade do arquitecto catalão.
Os trabalhos iniciaram-se em 1883, e as partes pessoalmente concluídas Gaudí foram a Cripta Neo-Gótica, parte da abside e a fachada da Natividade. Das quatro torres desta última, o autor apenas viu concluída a dedicada a São Barnabé.
Após a morte do arquitecto, os trabalhos continuaram, mas em 1936, durante a guerra civil Espanhola, os desenhos e maquetas deixados por este foram destruídos por um incêndio, tendo o projecto sido retomado mais tarde em 1952.
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HERA apresenta...
::"O MEU HERBÁRIO"
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BUSS – Balcão Único de Solidariedade Social

Solidariedade em rede
Para o nosso entrevistado, este consórcio nasceu por todos os parceiros acreditarem que, nos tempos que correm, se tornar urgente a solidariedade em rede, para se chegar a mais gente. E se é verdade que todas as instituições vivem a solidariedade em relação às pessoas, também é imperioso fazer com que as instituições cultivem a solidariedade entre si, adianta-nos Tiago Lagarto.
“Neste momento, o nosso raio de acção está demasiado limitado, existindo poucos cidadãos, instituições e empresas registados no portal do projecto, que mora em http://www.bussocial.org/”, frisa o nosso entrevistado. O registo é indispensável, quer para quem deseja oferecer bens e serviços, quer para quem pretende recebê-los. O processo de registo é facílimo e gratuito, ao mesmo tempo que viabiliza uma iniciativa de grande alcance social, totalmente voltada para quem cultiva o gosto de dar e para quem precisa de receber.
As ofertas, que têm de ser registadas no BUSS, não acarretam para quem dá e para quem recebe qualquer despesa, “a não ser o tempo que é preciso para quem oferece e para quem quer receber se encontrarem; a partir daí, é necessário ir buscar os bens oferecidos ou ter uma porta aberta para os acolher”, esclarece. E acrescenta: “por exemplo, ainda não temos nenhuma instituição no Porto que seja capaz de receber as ofertas que têm sido doadas nessa cidade.”
O portal não faz, neste momento, nenhum serviço de transporte ou de armazenamento dos bens (aceitam-se ofertas), porque a sua função apenas se situa ao nível do estímulo da troca e da implementação da solidariedade on-line. “Depois dos contactos estabelecidos através do BUSS, as instituições e os cidadãos têm de se entender para se concretizar a doação e a recepção”, refere Tiago Lagarto.
“A solidariedade em rede – lembra – cultiva a máxima de que ‘o que não serve para um pode servir para outro’, sendo certo que nem sempre o primeiro tem conhecimento de alguém que possa necessitar de um bem que já não lhe serve para nada, na empresa ou em casa.”
Adianta que, frequentemente, pessoas, instituições e empresas atiram para o lixo ou inutilizam objectos que podem ser muito úteis para outros. “Este conhecimento de que um bem ainda pode servir só pode existir se houver a noção de que estamos em sociedade e que há necessidades diferenciadas nas comunidades”, refere.
No BUSS, os objectivos sublinham que “não há apenas partilha de bens, mas há ainda partilha de conhecimentos e de disponibilidades; não podemos pensar que somente temos objectos para oferecer, porque o nosso tempo também pode e deve ser partilhado”, acrescenta o nosso interlocutor. Nessa linha, o portal pode dar uma ajuda, registando as ofertas de horas livres que cada cidadão pretende oferecer à comunidade.
Neste momento, o CNE, que é uma escola de valores em que avulta a solidariedade, apenas está representado pelo Agrupamento nº 588 da Gafanha da Nazaré, “mas os órgãos regionais já estão por dentro do assunto”. Em breve, vai ser dinamizada uma iniciativa de divulgação do projecto dentro do Escutismo, “para trazermos mais Agrupamentos e mais jovens a esta rede”, salienta Tiago Lagarto. “O BUSS pretende implementar – garante – acções educativas junto daquela organização juvenil, no pressuposto de que o CNE tem na solidariedade um dos valores mais fortes.”
“O BUSS não quer substituir nada nem ninguém; somente deseja facilitar a vida a todos. Há, de facto, algumas dificuldades por parte de certos sectores da nossa sociedade em aderirem às novas tecnologias, mas também há resistências ao conceito de solidariedade”, enfatiza o nosso entrevistado. Essas dificuldades e resistências, “que são um perigo”, devem levar-nos a insistir e a acreditar que “é possível e urgente facilitar a vida às pessoas e às instituições”, numa época em que as preocupações nos absorvem e nos levam a esquecer ou a ignorar os outros, sobretudo os que mais precisam.
Quanto aos bens a ofertar, Tiago Lagarto dá como exemplo o facto, hoje muito frequente, de empresas e famílias reformularem os seus sistemas informáticos e outros equipamentos, bem como mobiliário, não sabendo, normalmente, o que hão-de fazer deles. Urge, então, dizer a todos que “esses bens afinal ainda poderão ser muito úteis a pessoas ou instituições”. Refere que os ofertantes podem até usufruir da Lei do Mecenato, porque as instituições beneficiadas passam recibo.
Quanto aos bens alimentares, aponta um caso recente: “Uma empresa tinha um lote de cereais para bebés, cujo prazo de validade estava em vias de caducar. Feito o registo da doação, o lote dos cereais foi entregue a uma instituição, que resolveu partilhar a oferta com outras instituições, por não ter capacidade para consumir tudo nos prazos estabelecidos.”
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Um artigo de D. António Marcelino
A prova de que a linguagem “direita e esquerda” é redutora e perde cada dia mais sentido está no facto de que anda tudo baralhado. Agora já se diz que o governo de esquerda faz política de direita, como se titula, com displicência, de direita, o que há socialmente de mais progressivo, como o respeito pela vida e pela família, bem como pela promoção e pela defesa de uma e de outra. Também se teima em rotular a Igreja de direita retrógrada, ela que é a instituição que há mais tempo e de modo mais organizado e persistente, promove a acção social em favor de todos e é quase a única que está viva e activa em campos sociais difíceis, que ninguém quer, nem deseja. Do mesmo modo são de direita conservadora as propostas de cariz ético, indispensáveis no campo da investigação e das novas tecnologias com dimensão antropológica.
Classificar de direita ou de esquerda a actividade social, institucional e humana por razões meramente ideológicas e políticas, quando a realidade contradiz os conceitos e a acção se reduz a palavras fáceis, é inverter todo o sentido de uma responsabilidade social alargada e marginalizar instituições e pessoas, úteis e comprometidas, em favor de amigos e de interesses que surgem logo quando o vento é favorável.
Já chega de marcar passo para ficar sempre colado ao mesmo chão. Ao lado muitas coisas vão desabando, enquanto se discute tudo para se saber o que é de direita ou de esquerda. Ver a sociedade apenas pela janela de uma ideologia de valor relativo ou de uma política limitada nos seus postulados e objectivos, é empobrecer cada vez mais a mesma sociedade, e continuar a levantar muros, onde é urgente derrubar os que restam.
Mais do que discutir o campo da direita ou da esquerda, é importante pensar, correctamente, os problemas que afectam as pessoas e as suas vidas, unir esforços e gerar consensos e compromissos para lhes procurar a solução possível.
Há problemas graves como a educação com sucesso futuro na escola e na família, a marginalidade juvenil, a instabilidade no trabalho, a insegurança de pessoas e bens, a crescente miséria material e moral, o decréscimo acentuado da natalidade, a instabilidade conjugal e familiar, o escandaloso clientelismo partidário, o poder incontrolável da comunicação social, a apatia dos jovens, frente a um futuro cada vez mais fechado, o desencorajamento e o pessimismo generalizados, a situação injusta e deprimente de muitos idosos que a família de sangue já “matou” e esqueceu, a loucura anestesiante do desporto por parte de gente que não o pratica, o aumento do custo de vida e das coisas essenciais, sem outro horizonte de que amanhã será pior, tudo problemas conhecidos, que não se compadecem com o marcar passo de discussões pouco menos que inúteis.
Não há saída para estes problemas se se passar o tempo a pôr rótulos e a aproveitar as situações mais difíceis e problemáticas, para ataques mútuos, sem uma acção conjunta que se enriqueça com as diferentes sensibilidades e propostas. Em quadrantes ideológicos diversos há gente séria e honesta, solidária e generosa, que quer colaborar na procura do bem comum, em aspectos bem concretos e difíceis do mesmo. O tempo é de acção orientada.
Quem tem mais púlpito nos meios de comunicação, sejam políticos ou outros agentes sociais privilegiados, nem sempre parece preocupado em abrir janelas para novos horizontes de vida e de acção. Há quem diga que é incultura. Não o será sempre.
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quarta-feira, 7 de Junho de 2006
Desenvolvimento Sustentável
Curso de Verão AURN com inscrições abertas

Universidade de Aveiro
«Desenvolvimento Sustentável:
Estratégias para o Século XXI»
Os destinatários são profissionais ou estudantes que frequentem estudos superiores. As palestras serão proferidas por especialistas de reconhecido mérito nas respectivas áreas e complementadas com visitas de estudo.
Os temas focados serão: As conferências mundiais e os pilares do desenvolvimento sustentável; Protocolo de Quioto e seus Mecanismos; Política e instrumentos de ambiente na União Europeia; Poder político, comunidades locais e desenvolvimento sustentável; e Desenvolvimento Sustentável: que Futuro?
As inscrições terão uma taxa de inscrição no valor de 475 euros, incluindo aulas, visitas e actividades relacionadas com os cursos, documentação de apoio, o transporte local, almoços e coffee-breaks (de segunda a sexta-feira) e jantares de abertura/encerramento. Os funcionários docentes e não docentes da UA, professores do ensino secundário e alunos usufruem de um desconto de 20 por cento (inscrição: 380 euros).
Informações mais pormenorizadas poderão ser solicitadas à UNAVE, através do Tel.: 234 370 833, Fax: 234 370 835 ou através do E-mail: correio@unave.ua.pt. Os candidatos poderão ainda obter informações acerca dos cursos ministrados nas outras universidades pertencentes à AURN em http://www.cursosdeverao.aurn.pt
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CASAMENTO

Número de matrimónios
em 2005
desce para
níveis da década
de 1940
O número de casamentos em Portugal continuou a baixar pelo sétimo ano consecutivo sendo que em 2005 ocorreram apenas 48.667, número que só tem paralelo com os anos 1940, avança o Diário de Notícias.
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11:33
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Programa de Enriquecimento Curricular
O objectivo deste plano é garantir que todas as escolas do 1.º ciclo funcionam até às 17h30 - por um período mínimo de oito horas diárias, o que até agora não acontecia em todas - e que têm uma oferta variada para ocupar os tempos dos meninos para além das 25 horas semanais de actividades curriculares que lhes são leccionadas.
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Manipulação genética

SANTA SÉ REAFIRMA
POSIÇÕES
SOBRE A FAMÍLIA
E A PROCRIAÇÃO
A Santa Sé denuncia, num novo documento, o risco de manipulação genética seja no que diz respeito ao “uso de embriões”, seja relativamente à “intervenção através da inseminação artificial ou a fecundação in vitro no processo de fecundação”.
A posição é assumida no documento do Conselho Pontifício para a Família (CPF), “Família e Procriação humana”, enviado aos episcopados de todo o mundo e divulgado pelo Serviço de Informação do Vaticano.
"O ser humano espera ser gerado e não produzido, chegar à vida não em virtude de um processo artificial, mas por um acto humano no sentido pleno da expressão", explica o CPF.
"A procriação deve acontecer sempre no interior da família", destaca-se.
O documento sublinha que “a procriação é o meio de transmissão da vida por uma união de amor entre homem e mulher”, pelo que deve ser “verdadeiramente humana”, isto é, “fruto do acto humano, livre, racional, responsável”.
No texto é feita uma referência às “insólitas uniões” entre homossexuais e aos “ataques violentos” contra a família e o matrimónio tradicional, considerando que os mesmos são um sinal do “eclipse de Deus”.
"Nunca como agora a instituição do casamento e da família foi vítima de ataques tão violentos", destaca o texto. "Neste clima cultural, os grandes desafios à família e à procriação responsável tornam-se cada vez mais ameaçadores: contra a família, pois o homem é concebido apenas como indivíduo, uma espécie de Robinson Crusoe; e contra a procriação responsável, pois o homem assim concebido deve tentar todas as possibilidades da ciência e da técnica para a produção de um novo homem", explica o CPF.
Segundo a nota explicativa do documento, a cargo de Fr. Abelardo Lobato, O.P., consultor do CPF, a intenção desta nova publicação é “ser objecto de estudo, tanto na sua doutrina, como na sua aplicação pastoral”.
A temática “família e procriação” é desenvolvida em quatro capítulos: “o que implica a procriação; porque é a família o único lugar apropriado para a mesma; o que se entende por procriação integral na família; que aspectos sociais, jurídicos, políticos, económicos e culturais implica o serviço à família”. Um último capítulo propõe duas perspectivas da Igreja sobre a família: a teológica e a pastoral.
O CPF relembra que o respeito pela pessoa e a sua dignidade levam, por parte da Igreja, “à condenação radical do aborto e à recusa da separação entre as duas dimensões, a unitiva e a procriativa, como a redução da sexualidade a mera função fruitiva”.
Fazendo referência ao Concílio Vaticano II, a João Paulo II, ao Catecismo da Igreja e ao recente Compêndio da Doutrina Social da Igreja, este documento quer “não só propor uma orientação doutrinal para o problema, mas também abrir portas para a investigação futura das questões que hoje são objecto de discussão”.
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Um artigo de António Rego
Plantel
Andam professores e alunos na recta final dum ano que tem muitos ângulos de observação. Mudaram os tempos, a concepção de autoridade, os métodos pedagógicos, os meios de investigação. Professores e alunos vão no mesmo barco, num mar por vezes conturbado, batido por ondas que nada têm a ver com o ensino, a aprendizagem, a cultura ou o conhecimento. O país mudou. Nas escolas básicas, secundárias e superiores, sente-se que o aprender não é o luxo de alguns mas a possibilidade de todos, apesar de não em todos os graus. Quem visita o nosso país, só por cegueira o não observa diferente, quase irreconhecível em relação ao que era como escolaridade há cinquenta ou sessenta anos. Há, entretanto, quem pense que as escolas são fábricas de ignorantes que não sabem ler nem escrever, nem soletram português ou riscam matemática que se veja. As saudades da tabuada deixam proferir juízos primários sobre a evolução do ensino no nosso país.
Tudo bem? Nem pensar. Mas não vale a pena dizer que nada melhorou nem evoluiu, batendo no ferro frio de que as crianças e jovens nada sabem.
Estamos perante mais um facto complexo e humano que se não resolve apenas com novos edifícios, modernização de métodos e pedagogias, ou meios tecnológicos modernos que oferecem a ilusão de posse total de ciências velhas e novas. Há dimensões de humanidade que nunca estão fechadas pois tanto professores como alunos são seres humanos com uma dimensão espiritual que dá altura a qualquer cultura e civilização.
Continuam de pé problemas graves como a escolha livre das escolas, a vocação dos professores, o ensino a alunos de maior complexidade, a personalização de cada estudante, a escola como complexo cultural e formativo do todo da pessoa. O fim de ano lectivo é um tempo de reconhecimento aos heróis e heroínas, que nos novos tempos aceitam a missão e profissão de revelar os saberes aos mais jovens. Os professores continuam a fazer parte do plantel dos nossos discretos heróis.
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Um artigo de Alexandre Cruz
As coisas são como são, mas também como as fazemos. E o certo é que a força popular fez do futebol o maior espectáculo dos tempos modernos. Goste-se ou não se goste, aprecie-se ou não as jogadas e os golos, mas a força que contagia está sempre garantida. E ninguém obriga ninguém, não há nenhum imperativo obrigatório que crie a necessidade de ver, acompanhar, apostar. É o gosto de cada um a comandar toda esta multidão planetária, ainda que depois cada um seja comandado por todo um enredo de circunstâncias e factores que fazem do futebol algo de quase “sobrenatural” em que tudo se compreende, tudo se compra e tudo se perdoa.
As emoções preparam-se para chegar ao rubro (seja na vitória seja na derrota) como se estivesse em causa a salvação nacional, dias imaginários que vêm encher de cor os dias tristes das mais variadas dificuldades ou mesmo os dias queimados dos incêndios da época que abriu com o mês de Junho. Mais que o futebol jogado no campo, a guerra da bola hoje é outra bem diferente. Contudo, “do mal o menos”, que seja em campos de futebol que as batalhas deste século sejam realizadas!
Trata-se de uma autêntica guerra de estrelas, impensável racionalmente…por isso já há muito tempo que a razão fugiu desta impressionante emoção. Cada chuteira, cada camisola, etiqueta, o mais insignificante pormenor vale milhões! O mundo “está” na Alemanha, cada segundo de publicidade vale ouro; está em jogo um investimento publicitário de mil milhões de euros, destes a FIFA arrecadará 258 milhões, em audiências de biliões “espaciais” de pessoas; entre nós, cada rádio e cada televisão tem pelo menos um hino, uma camisola; cada anúncio fala de bola, de vitória, da bandeira como símbolo de que desta é que vai ser. Não deixa de ser cómico que quando Portugal nos Sub 21 foi afastado (por mérito próprio!...) em viagem de carro eis que o hino futebolístico da rádio fortemente gritava “Portugal é campeão, Portugal é campeão!” Que coisa ridícula esta em que pomo-nos em bicos de pés, pensando que no mundo só nós é que existimos! Ao menos faça-se o hino a pensar na mediania, ou então crie-se também o hino da derrota!… Bom, que Portugal é campeão das expectativas e da envolvência emotiva ao redor deste “algo” que nos motive, lá isso é verdade!
Quando sabemos que no Brasil não há nenhum jornal diário de futebol e que a festa faz parte do samba no país campeão, comparando com os nossos diversos jornais diários dedicados à bola e à promoção exacerbada da bola, escabulhando tudo até ao insignificante pormenor que alimente polémica, então apercebemo-nos do estado das coisas. Damos importância demais ao que tem pouca importância, sobrevalorizamos o que não tem valor no verdadeiro sentido dos valores, tornamos deuses atletas que correm atrás da bola (sendo certo que têm mérito mas façam o que fizerem, nem que venha um cartão vermelho, estão sempre “na maior”!), ouvimos o treinador Mourinho como se fosse o salvador da honra e da auto-estima da pátria. Levamos o futebol a sério demais apurando tudo ao pormenor, e noutras matérias, definitivamente importantes, muitas vezes, perdemo-nos e afundamo-nos em meias tintas!
Hoje, estes minutos, há meio mundo a explorar as emoções e projectar todas as esperanças contra outro meio mundo! Não duvidemos, não somos os únicos a olhar o céu…este discurso vitorioso, ampliado pela força comercial e publicitária faz como que em todos os países todos sejam campeões! Agora o mais importante será não embarcar demais na vitória antecipada, até porque emoções rima com desilusões e depressões!
Naturalmente que desejamos aos nossos especialistas investigadores da bola, seres “sobrenaturais” (isentos de toda a mácula façam o que fizerem ou digam o refrão de banalidade que disserem, cumpram ou não com o fisco, façam ou não “algo” de bom a sério por este mundo – e tanta obrigação teriam para isso! -,…), desejamos o melhor caminho, a melhor dignidade possível nesta representação desportiva, como o mesmo esperamos de todas as modalidades desportivas, iniciativas e causas que nos iluminem.
Ao cidadão comum, que muitas vezes projecta em excesso toda a sua “esperança” no desporto Rei (que muito apreciamos!), mais vale a prudência que a euforia. Neste Mundial, como habitualmente, vamos perder! E no dia seguinte tudo continua como dantes, até porque é possível viver sem o futebol! Já agora, “não é por nada”, até seria bem interessante, depois da magnífica “jogada” do Euro 2004, que não perdêssemos nenhum jogo!... Mas para lá chegar ao triunfo, como em todos os campos da vida, não são os nomes das camisolas nem as bandeiras das casas que marcam o golo. É preciso humildade e espírito de sacrifício, o mesmo é dizer: colocar uma bandeira de motivação (esta, a chave da vitória) nas “pernas” e na vida de todos os dias!
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Um artigo de Maria José Nogueira Pinto, no DN
Educação:
- O mito de aprender fazendo; o mito da igualdade; o mito do professor amigo; o mito da educação sem memória.
Declararam-se também, maioritariamente, simplesmente fartos:
- Da falta de esforço; da falta de autoridade na aula; do excesso de especialização; da integração sem meios; da deterioração do ensino público.
Interrogo-me se, em Portugal, os professores (não só os "pedagogos", não os teóricos, não os sindicatos) não dariam do sistema português, dos seus mitos e ameaças, uma imagem aproximada.
Fiz toda a minha aprendizagem em escolas públicas. Descontando o muito que aprendi em minha casa, é-me hoje possível confirmar sem sombra de dúvida, o quê e o quanto me foi ensinado nessas salas de aula.
A escola do Estado Novo veio a ser acusada de mil e um defeitos, descrita como soturna e repressiva. Porém a minha geração, oriunda das mais diversas classes sócio-económicas, aprendeu. E guarda desse tempo uma memória mais banhada em ternura e nostalgia que marcada pela frustração ou revolta.
É certo que eram ainda muitos os que não chegavam lá. E se "chegarem todos lá" se tornou justamente um objectivo, a questão que se coloca é a factura a pagar por uma massificação sem qualidade e com os fracos resultados que conhecemos.
Os meus filhos passaram todos pelo ensino público que continuei a mitificar como uma experiência indispensável num processo escolar. Deram-se bem.
A última vez que fui a uma reunião de pais, o progenitor da pior aluna explicou-me que o facto de a minha filha ter boas notas se devia a nós termos uma biblioteca em casa e ele não. Pareceu-me uma justificação simplista mas elucidativa de um estado de espírito autojustificativo que marca, em grande parte, o conformismo dos pais em relação aos seus filhos estudantes.
Nos últimos 30 anos, a educação tem sido campo de experiências sucessivas, com leis e meias reformas, tornando cada geração uma grande cobaia, na qual se testam teorias e teimosias. Simultaneamente caíram intramuros escolares novos e agudos problemas sociais que deviam ter resposta a montante e a jusante, mas não têm.
A escola transformou-se num espaço multifunções, exigindo-se que faça tudo menos ensinar: intervenção social, psicologia, tratamento da pré-deliquência, substituição da rede familiar, prevenção da violência doméstica, remédio para o abandono, a subnutrição, a doença e ainda o esforço diário de contrariar uma cultura de irresponsabilidade e laxismo.
A classe dos professores é tida como uma das mais relevantes socialmente e, paradoxalmente, é uma das mais desrespeitadas. Para o que se lhes pede, são escassos os instrumentos de que dispõem para, com autoridade e eficácia, responder aos problemas daquele quotidiano.
Para quem, como eu, trabalha com os sistemas sociais no combate à reprodução geracional da pobreza e da exclusão, o qual só é possível num quadro de equidade no acesso a competências que permitam uma progressiva e efectiva autonomização pessoal, para que o filho de um pobre não seja fatalmente pobre, o filho de um imigrante cresça integrado, um filho da droga não se drogue, a filha de uma mãe adolescente não tenha um filho aos 14 anos, etc., etc., sabe bem que o sistema de educação é determinante.
Mas o sistema de educação é determinante para educar, para dar competências, preparando para a vida e para a autonomia, no saber pensar e no saber fazer, as novas gerações. Não é determinante para substituir a família, o atendimento social, o centro de saúde, a ocupação dos tempos livres ou as comissões de protecção de menores.
Tem sido assim. Os nossos indicadores são péssimos. Os resultados estão à vista, com bolsas de pobreza mais persistentes e um país no geral mal preparado para competir.
Estão à vista na nossa economia e nas nossas finanças públicas, nas nossas estatísticas e na nossa falta de norte e de inovação. Porquê, então, insistir neste modelo sem futuro que compromete todos os dias o mesmíssimo futuro português?
Fonte: DN de 2 de Junho
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terça-feira, 6 de Junho de 2006
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Marcelo Rebelo de Sousa RTP

Cavaco Silva saiu de Belém, apresentou-se como um ouvidor pelo país real. E só ouviu elogios. O professor também o vai elogiar?
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Um artigo de Francisco Perestrello, na Ecclesia
Nasceu então a classificação do Secretariado do Cinema e da Rádio, subordinada à moral cristã e amplamente divulgada pela Rádio Renascença e pelo Jornal Novidades. Evoluindo claramente ao longo dos anos tal classificação ainda hoje se mantém, através dos critérios em vigor para os Secretariados da SIGNIS, recente sucessora da Organização Católica Internacional do Cinema (OCIC).
Em meados dos anos 50 do século findo o Estado chamou a si a responsabilidade. Sem mútuas interferências em relação ao S.C.R., deste respigou as primeiras classificações para os muitos filmes já em circuito comercial, alargando a Comissão de Censura à função classificativa para as novas estreias.
Quer a informação estatal, hoje a cargo da Comissão de Classificação de Espectáculos, quer a subordinada aos critérios SIGNIS, têm essencialmente uma função puramente informativa, o que não impede que a Lei estabeleça que os anúncios dos filmes sejam acompanhados da respectiva classificação estatal.
Dá-se, no entanto, um fenómeno curioso. Enquanto os canais de televisão são severamente punidos quando apresentam um filme de violência antes das horas estabelecidas por Lei, os jornais diários publicam o cartaz de Cinema sem qualquer atenção às classificações atribuídas, generalizando "Maiores de 12 anos" para a maioria dos títulos apresentados, enquanto nas restantes classificações estarem certas ou não, é fruto de puro acaso.
Pegando, aleatoriamente, num jornal diário recente, verificámos que em 56 títulos 38 eram acompanhados de classificação errada, o que corresponde a 68 por cento.
Sabemos que os próprios exibidores muitas vezes não dão, à partida, uma informação correcta, mas esta, em lugar de ser corrigida tem vindo a ser agravada pela indiferença de quem divulga ao público uma informação que fica assim sem qualquer valor.
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Igreja aposta no diálogo com a Cultura

"DO TEMPO LIVRE
À LIBERTAÇÃO
DO TEMPO"
Um dos objectivos das Jornadas é a consolidação de uma rede de representantes das estruturas da Igreja activas no mundo da Cultura: Dioceses, Congregações e Ordens Religiosas, Movimentos e outras expressões eclesiais.
"As redes são vínculos de uma comum pertença, potenciam a partilha, tornam visível a comunhão. E, ao mesmo tempo, derramam a seiva, acendem o entusiasmo, facilitam o novo", aponta o Pe. Tolentino Mendonça, director do Secretariando Nacional da Pastoral da Cultura. Este responsável refere que as Jornadas são "uma etapa importante deste trabalho, ainda de sementeira, que a todos nos envolve".
"Estamos perante um ‘novo campo da acção pastoral’, com o que isso significa de auscultação concreta e paciente da realidade e de perspectivação corajosa de caminho", explica, citando o documento do Conselho Pontifício da Cultura "Para uma Pastoral da Cultura".
Participar nas Jornadas da Pastoral da Cultura é, segundo o Pe. Tolentino Mendonça, "uma oportunidade para conhecer leituras aprofundadas da realidade, trazidas por especialistas de relevo na Sociedade e na Igreja Portuguesas".
"Parece-nos ser, sobretudo, um tempo de troca e fortalecimento neste caminho conjunto, um espaço para cruzar iniciativas, para sondar possibilidades", acrescenta.
O programa dos dois dias inclui uma conferência sobre o tema "As novas tecnologias de informação representam uma viragem cultural?", um painel dedicado à "Cultura, Entretenimento e Intervenção Pastoral", uma performance sobre Espiritualidade e Arte Contemporânea intitulada "Uma bolha na água". Cabe ainda um momento de diálogo com D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Durante as Jornadas será feito o anúncio do vencedor da segunda edição do "Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes".
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Reconhecimento de competências
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domingo, 4 de Junho de 2006
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O Pentecostes é a festa de que gosto. É a festa de todos os sonhos, do mundo inacabado e do que há para cumprir no melhor das religiões. É a festa de todas as fronteiras que é preciso transpor: físicas, culturais e religiosas. Não para dominar, mas para descobrir que todos os seres humanos existem para cuidar uns dos outros, para responder à pergunta de Deus: ‘Que fizeste do teu irmão.’ É a festa do primeiro e do último sonho da humanidade.”
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Um artigo de Anselmo Borges, no DN

Secularização
e secularismo
A palavra secularização vem de saeculum, que, no latim clássico, significava "século" (período de cem anos) e também "idade", "época". No latim eclesiástico, adquiriu o significado de "o mundo", "a vida do mundo" e "o espírito do mundo", sendo por esta via que se chegou ao sentido da palavra "secularização".
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Gotas do Arco-Íris - 20
Caríssimo/a:
Vamos então até à Capitania levados pela mão do Professor Jaime Vilar:
«Pausa. Silêncio profundo com esboço de sorrisos nalguns rostos. O Comandante rompeu a expectativa:
– Quem foi que trouxe para aqui este homem?
– Fui eu, Senhor Comandante, avançou o Cabo autuante e testemunha do delito. Apanhei-o a fisgar e apreendi-lhe a fisga...
Seguiu-se breve diálogo entre o julgador e o réu:
- O senhor não sabe que é proibido fisgar?
Saiba Vossa Excelência que sim. Eu sou pobre. Não tenho família nem nada de meu. Engraxo e remendo calçado de pobres.Sou coxo e muito doente. Às vezes, falta trabalho. Tenho vergonha de pedir e não sei roubar... Preciso de comer. Como moro perto de uma ribeira, em alturas de aperto vou apanhar duas enguias para matar a fome. Depois, vim para aqui a pé por não ter dinheiro para o comboio e estou ainda em jejum. Não posso voltar para casa a pé.... São mais de 13 quilómetros...
- Leve-me este homem, ordenou o Comandante, e dê-lhe de comer e cem escudos para a viagem. Isso tudo do seu bolso...Está encerrada a audiência.
Na sala ficou um rasto de cheiro a farrapo podre e a catinga. Alguns presentes e o próprio Comandante levaram a mão ao nariz, enquanto o Abílio de peito cheio pelo triunfo sobre o Cabo-do-Mar, saíu da sala atrás do zeloso agente da autoridade marítima...
O Cabo Madeira acompanhou-o até uma tasca próxima, rilhando em silêncio os ossos do ofício, porque não podia rilhar os ossos do Abílio... Afinal de contas, o condenado fora ele, cabo-do-mar. O Abílio comeu e bebeu bem e recebeu ainda cem escudos para o regresso...
Na despedida, desenterrou de um esconderijo da véstia uma nota de cem escudos, dobrada em quatro, tomou-a entre o polegar e o indicador da mão direita, deu-a a cheirar ao cabo passando-lha três vezes pelo nariz, e, com um sorriso velhaco e sarcástico de homem vingado, desabafou:
- Estavam aqui, mas não são p'ra ti. Voltam para casa. Querias lã e foste tosqueado. Por causa de umas tristes enguias mostraste que não passas de um grande pato...
Daí em diante, procurava ostensivamente encontrar-se com o Madeira nas regulares rusgas que fazia por aquelas bandas, e, saboreando o gozo, desafiava-o com cínica zombaria: “Vou à fisga. Anda mais eu atrás de mim que eu digo-te p'ra onde vou. Depois leva-me à Capitania e tu pagas-me a viagem e enches-me a barriguinha...”
O Abílio viveu em paz enquanto pôde. Morreu há anos num Asilo das redondezas. Mas as memórias das suas habilidades e proezas perdurará entre a gente marinhoa que o conheceu, e só se apagará quando na Ria acabarem as enguias.»
Aqui está a minha homenagem ao professor Jaime Vilar e a minha gratidão pelo que fez pela Terra Marinhoa e pelas suas Gentes; aí fica a saudação amiga ao novo Capitão do Porto de Aveiro e a todos os seus colaboradores.
Será que o Abílio da Pega ainda anda por aí?
Manuel
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Uma reflexão do padre João Gonçalves, pároco da Glória
O Cristão tem uma tarefa permanente, que não lhe dá tréguas; podíamos dizer que, quem se entregou e decidiu viver segundo os critérios do Evangelho, está em permanente luta.
In"Diálogo", 1076 - PENTECOSTES- Ano B
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PENTECOSTES
::
VINDE, ESPÍRITO DIVINO
Vinde, Espírito Divino,
Celeste Consolador,
E realizai nas almas
As obras do vosso amor.
Vinde, Espírito Divino,
Com o dom da Sapiência,
Ensinar a distinguir
A verdade da aparência.
Vinde, Espírito Divino,
Com o dom da Fortaleza,
Fazer crescer nossa fé
Com invencível firmeza.
Vinde, Espírito Divino,
Vinde ao nosso coração,
A mostrar-nos o caminho
Que conduz à salvação.
Dai certeza aos nossos passos,
Luz aos nossos pensamentos,
Para que sejam conformes
Com os vossos mandamentos.
Para que todos unidos
No fogo da caridade
Sejamos irmãos, agora
E por toda a eternidade.
In “Livro das Horas”
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sábado, 3 de Junho de 2006
Papa pede mais obediência aos Movimentos Católicos

Novos
Movimentos Eclesiais
com Bento XVI
No encontro, estarão católicos que integram grupos como o Opus Dei, os Neocatecumenais, os Focolares, Comunhão e Libertação ou Renovamento Carismático Católico. Estes e outros movimentos são conhecidos por acentuarem a sua ligação ao Papa e por sublinharem aspectos como os princípios da moral tradicional católica.
Texto de António Marujo, no Público
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Tem sempre presente que a pele vai ficando enrugada, que o cabelo se torna branco, que os dias se vão convertendo em anos, mas o mais importante não muda! A tua força interior e as tuas convicções não têm idade. O teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada trunfo, há outro desafio. Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo. Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
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Um artigo de Francisco Sarsfield Cabral, no DN

A vida
não é só
trabalho
e dinheiro
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Igreja mais dialogante
::Papa quer Igreja
mais dialogante
com a opinião pública
Bento XVI defendeu no Vaticano que a missão dos meios de comunicação da Igreja é “construir pontes de compreensão e comunicação entre a experiência eclesial e a opinião pública”.
O Papa falava a mil e duzentos colaboradores (dirigentes, jornalistas e técnicos) de meios de comunicação que são propriedade da Conferência Episcopal Italiana – o quotidiano “Avvenire”, o canal televisivo SAT 2000, o circuito radiofónico InBlu e ainda a agência de notícias SIR.
Aos jornalistas católicos, Bento XVI deixou o desafio de dar “testemunho luminoso de profunda vida cristã, permanecendo sempre tenazmente unidas a Cristo para poderem ver o mundo com os olhos dele”.
“A fé cristã está aberta a tudo o que de verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honrado existe na cultura dos povos”, assegurou.
O Papa sublinhou a importância da função que os jornalistas católicos desempenham, em continuidade – disse – com o empenho de todos os católicos para “levar o Evangelho de Cristo à vida do país”. Nesse sentido, Bento XVI convidou todos a reflectir sobre as “relações entre fé e cultura”, observando que “a cultura do Ocidente tem vindo a distanciar-se, de modo cada vez mais acelerado, dos seus fundamentos cristãos”.
“Especialmente no período mais recente, a dissolução da família e do matrimónio, os atentados à vida humana e à sua dignidade, a redução da fé à experiência subjectiva e a consequente secularização da consciência pública mostram-nos com dramática clareza as consequências deste distanciamento”, apontou.
Aos media católicos pediu capacidade de “apoiar e promover as novas experiências cristãs que vão nascendo, ajudando-as a amadurecer uma consciência cada vez mais clara do seu enraizamento eclesial e do papel que podem desenvolver na sociedade e na cultura”.
Em conclusão, o Papa deixou votos de que os dirigentes, jornalistas e técnicos dos meios de comunicação social da Igreja sejam “protagonistas de uma comunicação não evasiva, mas amiga, ao serviço do homem de hoje”.
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Livro Religioso
pouca procura
nas Feiras
O universo editorial português tem sido marcado por um recente dinamismo no que diz respeito ao “livro religioso”, vendo nascer – a par das edições da UCP e outras editoras católicas – algumas colecções de livros que se propõem reflectir temas teológicos e associados ao fenómeno da Religião.
Num momento em que as cidades de Lisboa e do Porto se encontram a viver as suas Feiras do Livro, o programa ECCLESIA foi perceber de que tratam esses livros e a que público se destinam.
O Pe. Tolentino Mendonça, director da revista Didaskalia - da Faculdade de Teologia da UCP –, defende que é necessário contrariar a ideia generalizada de que em Portugal se faz teologia, e teologia a sério”, em áreas tão diferentes como a bioética, a história da arte, a exegese bíblica ou a teologia fundamental.
Alexandre Palma, teólogo e diácono do Patriarcado de Lisboa, apresentou no último número da Didaskalia, um levantamento sobre o dinamismo editorial na área da Teologia. Ao programa ECCLESIA explica que “o fenómeno religioso começa a despertar interesse para além dos ambientes mais tradicionais, de forma mais generalizada”.
Sinal disso é o aparecimento de publicações em editoras não tradicionalmente ligadas ao “livro religioso”. Para Tolentino Mendonça, “o fenómeno religioso passou do vitral para a montra”, permitindo que a Teologia, enquanto ciência humana, possa sair de um “círculo restrito”.
Neste contexto, assinala, é fundamental que os católicos correspondam ao desafio lançado pelas editoras e procurem as obras, até para encontrar respostas para “a formação da sua fé”.
Alexandre Palma lembra que várias das publicações que chegaram nos últimos tempos ao mercado “voltam-se para um público muito vasto, que se interroga sobre a sua caminhada de fé ou a procura de Deus”.
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sexta-feira, 2 de Junho de 2006
Um artigo de Cardoso Ferreira, no Correio do Vouga
Aveiro presente no "IAP XX"
Um aspecto da Universidade de Aveiro
O concelho de Aveiro está representado, com trinta imóveis ou conjuntos arquitectónicos, no “IAP XX – Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal”, elaborado pela Ordem dos Arquitectos, em parceria com a Fundació Mies van Der Rohe e o Instituto das Artes, co-financiado pelo Interreg III – SUDDE.
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Uma iniciativa do Movimento de Schoenstatt
Com contos escritos por crianças, pais, educadores e catequistas foi lançado o livro "Nossa Senhora na História da Nossa Vida". Os direitos revertem a favor das Missionárias da Caridade.
Tendo como editoras a Lucerna e Patris, a obra, prefaciada por João César das Neves, é coordenada por Mafalda de Mello e Castro e ilustrada de Maria Madalena Ogando.
"Nossa Senhora na História da Nossa Vida" foi concebido pelo Movimento Apostólico de Schoenstatt, no âmbito do trabalho na área educativa com crianças de todas as classes sociais e credos religiosos.
Na obra, dezenas de crianças, educadores e catequistas dão um contributo com o testemunho pessoal de fé a Nossa Senhora e como o exprimem na vida quotidiana.
A obra é composta por 15 contos que, segundo as editoras, tem como público-alvo os jovem os pais comprometidos com a cultura cristã e abordam temas como as diferenças culturais na escola, a integração das crianças com problemas de desenvolvimento ou deficiência.
Num registo mais espiritual, fala ainda sobre o valor da oração, a necessidade da fé e a importância do ser humano aos olhos de Deus.
O lançamento público foi no Museu de Marinha, em Lisboa, e contou com a presença do Bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, D. Manuel Clemente, e com João César das Neves, Henrique Mota, o editor da Lucerna, o editor da Patris e o director nacional do movimento de Schoenstatt.
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quinta-feira, 1 de Junho de 2006
Agustina Bessa-Luís no CUFC
::Agustina Bessa-Luís no CUFC
A escritora Agustina Bessa-Luís, uma das mais importantes figuras da literatura portuguesa contemporânea, vai estar no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), na próxima quarta-feira, 7 de Junho, pelas 21.30 horas, para falar sobre “A Vida, a Literatura, o Mundo…", em mais uma Conversa Aberta, do Fórum::UniverSal, seguida de diálogo. A moderação é de Dias da Silva.
A presença da autora de “A Sibila”, “O comum dos mortais”, “Um cão que sonha”, “Contos impopulares” e “Doidos e Amantes”, entre muitas outras e diversificadas obras, é uma mais-valia para este projecto mensal, organizado pelo CUFC e pela Fundação João Jacinto de Magalhães/Editorial UA.
A escritora estará no mesmo dia, no final da tarde, com jovens do Ensino Secundário, na Biblioteca Municipal de Aveiro.
Entradas livres.
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Um artigo de D. António Marcelino
O primeiro passou de raspão pela comunicação social, que depressa se calou. Do segundo, só me dei conta na imprensa estrangeira, pois não seria politicamente correcto ser sequer referenciado entre nós.
Ambos são fruto de iniciativas e medidas de governos legítimos da União Europeia, a Inglaterra e a Alemanha, e coincidem com grandes preocupações de um e de outro país, no que se refere à educação escolar e ao resultado da mesma em relação ao presente a o futuro dos alunos que frequentam as escolas.
O governo inglês levou ao Parlamento uma proposta de lei que foi aprovada, não obstante alguns votos contrários do partido que o sustenta, abrindo caminho para confiar a instituições particulares, (associações de pais, associações educativas, instituições religiosas, grupos organizados de professores e educadores…) as escolas estatais. A medida baseia-se na convicção de que as escolas particulares ou cooperativas, no conjunto do país, funcionam melhor e com melhores resultados que as oficiais. Certamente que haverá regras e exigências concretas para estas novas escolas.
A mentalidade estatizante, partidária ou não, reagiu de imediato à proposta de lei e à aprovação da mesma. Mas o governo de Sua Majestade, consciente do que fazia e mesmo das críticas, manteve a decisão e vai dar-lhe seguimento. A sua preocupação, muito legítima, não é de ordem partidária ou ideológica, mas de serviço ao bem comum, às famílias e às novas gerações.
O governo de Angela Merkel, ao apreciar a perda de valores éticos e morais da gente nova e a incapacidade de esta geração ser educada e enriquecida com valores indispensáveis à vida pessoal e em comunidade pelas escolas do Estado, propõe uma “Aliança para a Educação”, com a participação da Igreja Católica e da Igreja Evangélica, dado que estas são as grandes confissões religiosas do país. O argumento é claro: como dificilmente se podem adquirir valores consistentes na educação à margem dos valores religiosos, e se estes no país são, predominantemente, os valores do cristianismo, serão estas instituições que melhor poderão colaborar num processo educativo com futuro. Não se excluem outras confissões religiosas que, pela sua seriedade e consistência, possam também colaborar. A Ministra da Família, que apresentou e promove este projecto governamental, parte da experiência da sua própria família e do que deseja, como mãe, para os seus sete filhos. “As Igreja e suas associações, diz a ministra, são grandes aliados neste esforço comum por estabelecer em todo o país uma forte rede em ordem ao cuidado e à formação dos alunos, que se entrelaça e maneira muito particular com os direitos sociais e morais”. No mesmo contexto, diz ainda que “valores como respeito, fiabilidade, confiança e sinceridade são uma valia protectora que ajuda os nossos filhos a caminhar pelas sendas da sua vida” e explica que, “assim como se deve aprender bem a própria língua para depois poder aprender outras, é conveniente ter conhecimentos claros sobre a religião própria, para dialogar com outras confissões religiosas” e até, acrescento eu, com os que se dizem ateus ou agnósticos. Com uma forte decisão de proporcionar meios educativos válidos “num mundo cada vez mais inseguro e incontrolado, há duas coisas, diz Úrsula von der Leyen, a ministra, em que podemos influir pessoalmente que ganham cada vez mais importância: a família e a religião”.
É curioso como alguns políticos e intelectuais, sempre prontos para comparar o que se passa em Portugal e nos países mais evoluídos da Europa, desconheçam ou calem o que, em aspectos fundamentais da vida aberta ao futuro, se procura e tenta nesses países. A destruição da família, o relegar da religião, o marasmo da educação não terão nada a aprender com estes dois casos paradigmáticos, por cá ignorados ou rejeitados?
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Dia Mundial da Criança: Trabalho Infantil
HÁ CRIANÇAS
São crianças que não têm tempo de o ser, porque as circunstâncias da vida a isso as obrigam. Nasceram em enxergas ou berços paupérrimos e foram sobrevivendo em ambientes de pobreza, de fome, de miséria. E a sociedade, que tanto chora estas realidades e tanto jura combatê-las, não tem conseguido fazer muito do que seria desejável.
São crianças que não vão à escola, que não têm tempo para brincar, que talvez nem saibam rir, nem conviver com outras da sua idade, que têm de trabalhar para ajudar no sustento da casa. As últimas notícias mostravam crianças dessas a trabalhar para uma multinacional da moda, que já prometeu investigar o caso, por motivos de estratégia publicitária ou humanitária, quem sabe?
O que é importante é que as estruturas estatais e a sociedade saibam dar as mãos para resolver estes casos, com urgência.
Não estou aqui a fazer a apologia do não-trabalho. Acho que todos, novos e velhos, têm a obrigação de trabalhar, até porque o trabalho educa. Mas cada um deve trabalhar tendo em conta as suas idades, capacidades e aptidões. As crianças também: depois das aulas e das obrigações escolares, depois da hora de brincar e do descanso, elas bem podem e devem ajudar os pais nas lidas caseiras, sem violência. Agora terem de trabalhar para ganhar a vida, como qualquer adulto, é que não.
Que este Dia Mundial da Criança nos ajude a todos a enfrentar, com coragem e determinação, o drama das crianças que não têm tempo de o ser.
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Dia Mundial da Criança: Um poema de João de Deus
A menina está no berço
Tendo a mãe de se ausentar
Disse à filha mais velhinha:
“Fica tu em meu lugar
De guarda à nossa casinha;
A menina está no berço,
Embala-a suavemente.
Entretendo a inocente
Com esta cantiga em verso:
Passarinhos, vinde em bando
A ver anjinho tão lindo
Que a mana está embalando
Contente de o ver dormindo.”
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FILARMONIA DAS BEIRAS ENCERRA ANO LECTIVO NA UA
Hoje, às 21.30 horas, no Auditório do Departamento de Comunicação e Arte

O Concerto de Encerramento do Ano Lectivo de 2006 está agendado para esta Quinta-feira, 1 de Junho, às 21.30 horas, no Auditório do Departamento de Comunicação e Arte. A Orquestra Filarmonia das Beiras interpretará António Luís Miró, Fernando Lopes-Graça e Joaquin Rodrigo. A entrada é livre.
A Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB) apresenta um programa de música ibérica: Joaquin Rodrigo, o compositor espanhol mais importante da segunda metade do século XX; António Miró, compositor espanhol do século XIX, que fez carreira em Portugal; e Fernando Lopes-Graça que, este ano, tem vindo a ser celebrado pela OFB, já que se comemora os 100 anos do seu nascimento.
Integrado no encerramento do ano lectivo da Universidade de Aveiro, o concerto está marcado para as 21.30, no Auditório do Departamento de Comunicação e Arte, e será apresentado, no dia seguinte, nas Jornadas de Música de Lavra – Matosinhos, também pelas 21.30 horas.
A direcção será do maestro Rui Pinheiro, tendo como solistas o pianista Paulo Pacheco e os guitarristas Ivan Ivanovic e Michalis Kontaxakis.
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