domingo, 26 de abril de 2009
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 128
sábado, 25 de abril de 2009
Onde estavas no 25 de Abril?
35 anos depois
25 de Abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Grândola Vila Morena: a canção da liberdade
Alunos de EMRC "cortaram" as ruas em Aveiro
O símbolo de Nuno Álvares
Tanto drama na comunicação social
Hoje ouvi um desabafo de pessoa amiga sobre os noticiários das nossas TVs. Diz que as más notícias já cansam.
Eu sei que o nosso mundo está cheio de coisas más, com guerras, desastres, assaltos, mortes. Também há, é certo, notícias e reportagens agradáveis: gente solidária, artistas que transmitem alegria, projectos inovadores, vitórias em vários domínios, imagens belíssimas, sons que tranquilizam, culturas que nos enriquecem… Mas, realmente, o que nos fere é o negativo, o triste.
Como inverter este estado de coisas na nossa comunicação social? Será difícil, até porque é preciso educar para novas mentalidades. O negativo terá o seu lugar, mas urge mostrar também, com destaque, o positivo.Ruas da Gafanha da Nazaré: João XXIII
Alargamento de escolaridade até ao 12.º ano
O Governo anunciou que vai alargar a escolaridade obrigatória ao Ensino Secundário (12.º ano), o que significa a entrada de mais 30 mil alunos nas nossas escolas. Ao mesmo tempo, garantiu que as instalações e os professores existentes são suficientes para este acréscimo de alunos.
Tenho alguma dificuldade em entender esta conclusão. Das duas, uma: ou o Governo não sabe fazer contas ou temos pelo País escolas a mais e professores que, nos estabelecimentos de ensino, não trabalham. Expliquem-me por favor como é que 30 mil alunos não exigem mais professores e mais salas? Vejam bem: não são mais três mil alunos! Genéricos gratuitos para pensionistas com rendimentos inferiores ao salário mínimo
Cronologia da vida de Santo Condestável
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré pronto para nova temporada de Folclore
Dias de Propaganda
1. A propaganda está a sair à rua. Este ano, por todas as conjunturas, tanto sociais como eleitorais, será ano (daqui em diante) repleto de slogans e pensamentos políticos, uns mais brandos outros mais fortes. Parece que a cada dia que passa a crispação típica que tanto fragmenta os possíveis consensos se vai avolumando. Diz-se mesmo que para os lados lisboetas do marquês de Pombal, cenário e personalidade propícios a grandes mensagens, a propaganda eleitoral ocupa o espaço das divulgações habituais das festas de Lisboa. Não se sabendo até onde haverá lugar para todos, o que parece certo é que o local das festas parece ficar comprometido. Em todos os escaparates se vai gizando e aplicando o cartaz no melhor espaço, naquele sítio em que quem passa tem mesmo que dar “de caras” com o candidato “x” ou “y”.
2. E o entusiasmo será tanto e tão grande que, a certa altura, a campanha e os seus materiais de divulgação – grande investimento neste ano de três eleições – vai mesmo avançando para territórios para além do espaço público. Este gosto da liberdade de partilhar a mensagem (im)pondo o slogan e a figura a todos é a nova estrada que se fortalece pelo marketing, enquanto se parece continuar a correr o perigo de empobrecer no conteúdo. É verdade que a ansiedade é um dado humano e transversal a todos os quadrantes da vida em sociedade, e que, por vezes, poderá ser mesmo difícil manter a serenidade e elegância na postura… Mas tem-se assistido a patamares de linguagem e irritação que deitam a perder toda a escola de virtudes e de bom gosto e senso nas coisas da “causa pública”.
3. Os portugueses esperam (?), como hábito (!), destas fases das campanhas esclarecimentos claros, aprofundados, com pausas para nos ouvirmos, com oportunidades de reconhecimento do bem feito, com realismo e humilde maturidade de autocrítica para saber-se que se errou aqui ou ali. Tão diferente do ruído turbo e não clarividente que parece insistir em nos acompanhar. E depois, quem arruma os cartazes?
Alexandre CruzPróximas eleições: Nota Pastoral dos Bispos Portugueses
A Festa da Páscoa e as festas religiosas populares
Vão celebrar-se, nos próximos meses e em todos cantos e recantos onde haja igreja ou capela, as festas religiosas tradicionais. Não há santo que não tenha a sua festa, mesmo que a devoção por ele não seja tanta que a justifique.
A tradição pesa muito na história de um povo, mesmo quando a vida dispersou a sua gente por outras terras. Se a tradição se vem da lonjura do tempo, de avós e bisavós, o respeito e a fidelidade em a cumprir não se discutem. Nada conta mais. Nem leis dos bispos, imposições dos padres, crises sociais, morte de vizinhos. É festa, é festa.
O bairrismo dos lugares, a emulação dos mordomos, o que se viu noutros lados, o que a televisão mostra servem de inspiração ao programa da festividade, publicitado em cartazes de gosto duvidoso, onde se misturam santos com cantores e conjuntos musicais, missas e procissões com arraiais e tômbolas.
O povo precisa da festa porque é dura a vida de todos os dias. Mas as festas, por aí fora, são cada vez menos festas do povo que as criou. Os olhos são postos agora nos forasteiros, na gente que vai de fora e se dispõe a pagar, não para honrar o santo, que muitos nem sabem quem é ele, mas para ver o artista conhecido, ouvir o conjunto de renome, encontrar clima propício a um maior gozo nem sempre honesto.
Muitas festas tradicionais já pouco mais têm de religioso que o nome do santo, que ainda ali aparece como motivo para as ofertas da gente mais velha lá da terra, que é a que ainda conserva alguma devoção e faz promessas. Muita outra gente da comissão, anda mais preocupada em que não falte tempo para o leilão e para a música, porque as despesas são muitas. Até já pede que as coisas da igreja se reduzam à missa e à procissão, uma vez que esta não pode deixar de ser. Assim, não se demore muito com coisas só de alguns e, ao fazer das contas, não haja prejuízos por causa da religião…
Uma ocasião de encontro de familiares e de amigos, que fazia vir à terra desde longe os que por lá andavam, foi-se tornando num momento de discutíveis misturas e barulho, que faz sair alguns dos que lá vivem à procura de terras mais sossegadas, impedindo até que venham à festa os que nunca faltavam. Afinal, deixou de ser a festa da terra com a sua mística e originalidade, para ser uma igual a todas as outras.
Importa-se tudo: ornamentações, conjuntos, pessoas. O de fora é que dá lustro à festa.
Porque se chegou aqui? Não faltam razões: o empobrecimento do sentido religioso nas pessoas, nas famílias e na comunidade, a invasão do profano, sempre passageiro e efémero, a publicidade aguerrida e teimosa de muitos intermediários do espectáculo… Tudo foi descentrando as pessoas do essencial da festa e debilitando os laços que, em momentos privilegiados como este, as uniam e tornavam solidárias.
Qualquer festa, com sentido cristão, não pode deixar de se reportar à Festa, a Páscoa de Cristo. Dela flui, de modo natural, verdadeira alegria, abertura fraterna, partilha espontânea, vontade de prosseguir, valorização do sagrado, expressões de gratidão e confiança. Sem descobrir e viver a Páscoa, qualquer festa religiosa perde o sentido.
A festa cristã repete-se em cada Domingo, dia pascal por excelência; nas celebrações sacramentais, acontecimentos pascais, por isso mesmo de Vida que nasce e cresce, se alimenta e recupera, se comunica e se compromete; na acção apostólica, gratuita e generosa; na solidariedade para com os mais pobres de todas as formas de pobreza.
A ausência de sentido cristão de festas que por aí se fazem é denunciada pela sua insensibilidade às crises sociais, ao sofrimento e até ao luto que emerge em dia de festa do lugar, ao desgoverno das despesas que esquecem as necessidades do dia-a-dia da paróquia ou do lugar. Festas que atordoam e esqueceu as que pacificavam e uniam. Simples leis não invertem o processo. Quantas vezes, para não criar mais problemas, até a Igreja passa ao lado e faz o seu caminho. A festa é útil e necessária, mas não assim. Dia Mundial do Livro - O livro é um amigo
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Centro de Estudos de História Religiosa investiga implantação da República
Jardim Oudinot vai ter Bar e Restaurante
O tempo e os Valores
1. A cultura precisa de tempo. O que nos fica depois do exame ou das tarefas práticas é esse rasto de luz e de sabedoria que o tempo não apaga. A sociedade actual, embora mergulhada na pressa agitada para sempre chegar primeiro, sente a carência genuína e afectiva do saborear do tempo da vida. Saboreia quem aprecia, mas para apreciar é precisa aquela distância crítica que não se aprende só nos livros, mas que se vai construindo como fio condutor de tudo o que somos como pessoas e eco dos envolvimentos a que pertencemos na comunidade. Existem muitos prémios em Portugal dedicados à área da cultura, um deles é o «Prémio Padre Manuel Antunes», atribuição que procura fazer perdurar o homem da cultura e intuição futura que foi Manuel Antunes (1918-1985) e a escola de interpelação ética que nos legou.
2. Em edições anteriores foram reconhecidos de mérito recebendo o galardão da entidade organizadora eclesial (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura) o poeta Fernando Echevarria (2005), o cientista padre Luís Archer (2006), o cineasta Manoel de Oliveira (2007) e a professora de Estudos Clássicos Maria Helena da Rocha Pereira (2008). Este ano a atribuição recai sobre o autor de «A Espuma do Tempo – Memórias do Tempo de Vésperas» (2008), o professor Adriano Moreira (n.1922). Da palavra do júri sublinha-se uma vida cívica intensa que teve «a preocupação por inscrever a política num horizonte axiológico, que tenha a Pessoa como valor fundamental». Acrescenta a atribuição o reconhecimento do «percurso intelectual e cívico de uma figura que tem qualificadamente contribuído para a dignificação da vida pública portuguesa».
3. Acima dos méritos pessoais, como é timbre de quem vive a generosidade como sentido de serviço comunitário, seja esta também uma oportunidade inadiável de reflexão para uma axiologia política, isto é: um conjunto de valores ou “pilares” edificadores do bem comum.
Alexandre Cruz A espuma do tempo
Talvez não haja muito que contar, meus filhos, porque não são muitas as coisas que aconteceram, no espaço de uma sempre breve vida, que valha a pena reter e transmitir. Ao contrário, a arte de esquecer a inutilidade em que se traduz a maior parte das inquietações que consomem o nosso tempo, reduz as recordações a tão pouco que muitas vezes se contam num gesto, e sem palavras.
É assim que os que se amam, e até os que se odeiam, adoptam uma espécie de código secreto e breve que resume num instante anos de convívio. Porque quase tudo se concentra num resumo sem grande importância, depois de ter parecido que justificava canseiras demoradas, debates prolongados, vigílias de angústia, pontos finais. Nisso se gasta a maior parte daquilo que chamam o nosso tempo, e que é simplesmente a nossa vida, que é em unidades de vida que o tempo se mede. Entretanto, descura-se o essencial nos nadas a que não sabemos que nos obriga. É por isso que os livros de memórias tantas vezes parecem mais um protesto do que um testemunho, às voltas com a espuma do tempo, tempo perdido, tempo doado, unidades de vida.
Páginas consagradas ao tempo perdido, repletas das anotações raivosas do que não a valia a pena ter sido dito ou feito, e que teimam em nos fazer partilhar numa espécie de vingança indiscriminada contra as gerações futuras. Não gostaria de recordar nada que se inspirasse numa fraqueza humana, nem de contar senão aquilo que anda ligado, na minha experiência, às pessoas e coisas que me pareceram tocadas pelo sopro da sobrevivência.
Adriano Moreira
In A Espuma do Tempo - Memórias do Tempo de Vésperas, Ed. Almedina O CAIXILHO: Exposição de Fotografia de Carlos Mendes
terça-feira, 21 de abril de 2009
ÍLHAVO: Santa Casa da Misericórdia comemora 90 anos
Nós, Sri Lanka
1. Se no 11 de Setembro 2001 muito se sublinhou a consciência generalizada ocidental de que «hoje todos somos americanos», se diante do gigante Tsunami da Ásia (29-12-2004) foi um facto a solidariedade global em que todos «nós» estivemos envolvidos e que, até pelas proximidades recriadas, contribuiria para tirar as lições do que é a «condição humana» como obrigação de na terra construir a paz, se… então poderemos dizer que «nós» estamos em todo o lado. Não fisicamente (a física quântica ainda não o permite!) mas espiritualmente, pois a gestão do tempo e espaço nas novas formas de comunicação vai-nos mostrando que mesmo para os sistemas mais fechados os muros vão caindo, as barreiras físicas vão-se esbatendo ficando «nós» diante uns dos outros em ordem à convivência.
2. A noção de que somos cidadãos do mundo poderá dizer que somos «nós, europeus», «nós, portugueses», «nós, humanos» … Este sentido de se estar em comunhão universal, sofrendo com os problemas da humanidade (das pessoas) e acolhendo as suas alegrias e conquistas, poderá concretizar um dos elementos mais estudados, a designada «expansão universal da consciência». É nesta noção muito aberta e clara que, por exemplo, nunca se ouviu falar tanto de determinados assuntos ou certas localidades como após acontecimentos incontornáveis que recolocam povoações, pessoas e interesses no mapa global. Quem não se lembra de no natal de 2004 todos «estarmos» na Ásia, no rescaldo das comoventes imagens do Tsunami da Ásia e de correntes de solidariedade, de conhecermos localidades de países como a Malásia, o Sri Lanka e tantos outros.
3. Hoje, mesmo «nós, europeus» temos de nos descentralizarmos de nós próprios e especialmente «estamos» com as populações civis do Sri Lanka, em que 40 mil pessoas fugiram de zona de combates e dos guerrilheiros Tigres Tamil, apontando a Human Rights Watch, no terreno, para «um banho de sangue». Afinal, «porquê»? Já bastava o banho do mar de 2004… Falta de memória?
Alexandre CruzPrémio Padre Manuel Antunes para Adriano Moreira
Um ícone da radicalidade
2009, o ano da Astronomia
Reinvenção da Solidariedade
segunda-feira, 20 de abril de 2009
De Israel para o meu blogue e para o mundo
- Conforme prometido, aqui estou a enviar-lhe algumas notícias, de modo a que, de vez em quando, possa seguir as nossas viagens e sentir, como eu sinto, o prazer e a honra de ver a nossa bandeira desfraldada nos mais distante recantos deste mundo. - Apesar da nossa Marinha de Comércio (e de Pesca) ter desaparecido quase completamente, é de louvar o facto de alguns armadores estrangeiros manterem os seus navios registados na Bandeira Nacional, dando assim emprego àqueles que ainda gostam de fazer do Mar a sua profissão.
- O ARION é um navio considerado pequeno na escala de navios de passageiros, com 117 metros de comprimento e 16 de boca. Tem uma velocidade de cruzeiro de 16 nós e uma capacidade máxima de 340 passageiros e 135 tripulantes. - Iniciámos a temporada no dia 10 de Abril, escalando algumas das mais bonitas Ilhas Gregas, como Santorini, Mykonos e Rhodes, entre outras. Estamos esta semana a efectuar um cruzeiro de 7 dias com saída de Athenas, passando por Alexandria e Port Said, Egipto. Hoje estamos em Israel, para a sempre fantástica e tão desejada visita à Terra Santa (Jerusalém). - Amanhã estaremos em Limassol, (Chipre), depois Turquia. Voltaremos a Santorini e terminamos em Piraeus . - Sairemos no dia 24 para o mar Adriático, onde passaremos o Verão, com Cruzeiros pela costa da Croácia, Montenegro, Eslovénia e Itália. - Voltarei ao seu contacto com mais notícias do Adriático, no próximo mês, ou antes, se se justificar. Um muito obrigado pela companhia que o seu Blog me oferece, a mim e para todos os que estão longe. Um abraço José Vilarinho (Comandante)
Nota: Aspecto do navio comandado pelo José Vilarinho. Clicar nas fotos para ampliar.
Padre Miguel: Contacto do Brasil, com carinho
FM
"Sr. Fernando Martins, um grande prazer em escrever-te. Gostaria de parabenizar pela belíssima entrevista com o padre Miguel Lencastre em seu blog, no encontro apetecido. Sou psicóloga brasileira, admiradora da vida missionária do padre Miguel, que recentemente participei da celebração dos seus 80 anos, no santuário da Mãe Rainha em Olinda/Brasil. Muito desejo estar em junho em Portugal, para a celebração lusa. Mas, no Blog encantou-me a forma como conseguiste descrever um encontro tão querido, como qualquer um de nós, ao encontrar o querido Padre Miguel. Sinto-me sempre confortada quando reencontro aquele santo homem. Em minhas pesquisas, encontrei o seu Blog que passará a ser a minha leitura habitual. Parabéns e um grande abraço, do Brasil, com carinho. Deus nos abençoe, sempre!"
Jeovanna Saldanha - Recife/PE/Brasil jeosaldanha@hotmail.com
domingo, 19 de abril de 2009
Gafanha da Nazaré: Cidade há oito anos
A cultura da polivalência
Leonardo da Vinci
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 127
Júlia I
sábado, 18 de abril de 2009
Padre Miguel Lencastre: o encontro sempre apetecido
Conheci o Padre Miguel numa data imprecisa, anterior a 1970. Tinha sido ordenado presbítero em 1966 e passava na altura pela Gafanha da Nazaré, julgo que a convite do Padre Domingos Rebelo dos Santos, prior da freguesia. Foi no Café Central, na hora da bica, que o Padre Domingos mo apresentou. Desde aí, fiquei a saber um pouco da sua vida e a apreciar a capacidade de diálogo e empenho apostólico que ainda cultiva.
Entre Junho de 1970 e Setembro de 1972 exerceu, entre nós, o cargo de coadjutor da paróquia, assumindo, em Abril de 1973, a paroquialidade da Gafanha da Nazaré. Deixou essa missão em Outubro de 1982, sendo substituído pelo Padre Rubens Severino.
Como sacerdote de Schoenstatt, conhece meio mundo, ao serviço dos ideais que aceitou já adulto. Um simples telefonema foi o suficiente para acertarmos a hora do encontro. E da conversa que mantivemos, ao jeito de matar saudades, que eu tanto aprecio, registei algumas notas que aqui partilho, como simples homenagem que, na minha óptica, ele bem merece.
Quando estou com o Padre Miguel, é certo e sabido que aprendo alguma coisa, marcadamente inédita. Vejam só: hoje aprendi dele que podemos, se quisermos, descobrir, por cálculos mais ou menos lógicos, o dia em que passámos a viver no ventre de nossa mãe. Pois o Padre Miguel, que completa 80 anos em 12 de Junho próximo, dia em que pela primeira vez terá sentido a luz do dia, vai lá para trás, nove meses, para assinalar a sua concepção. Regista o 12 de Setembro, altura em que começou a viver, no seio de sua mãe, em perfeita comunhão com ela e dela recebendo as bases fundamentais da própria personalidade que foi desenvolvendo ao longo de tantos anos. Iniciou, portanto, nessa data, as comemorações do seu 80.º aniversário. Porque o 12 de Junho está já reservado para outros encontros, estabeleceu o 20 de Junho para celebrar o 80.º aniversário no Mosteiro da Batalha, junto à estátua de D. Nuno Álvares Pereira, padroeiro do seu sacerdócio e por quem nutre muita devoção. Recorda, a propósito, que D. Nuno foi o grande obreiro do conceito de patriotismo, com as lutas que travou, à frente do povo português, contra as pretensões do rei de Castela, assegurando a nossa independência. Por isso, estará, se Deus quiser, na cerimónia de canonização, que ocorre em Roma, no próximo dia 26 de Abril.
– Passar a escrito a sua autobiografia, o Livro da sua Vida;
– Continuar o seu trabalho com o Terço dos Homens, no Brasil, onde já há meio milhão de homens que o rezam, semanalmente, nas suas paróquias e capelas;
– Promover a unidade, cada vez mais forte, da família, através do restauro da casa onde nasceu, berço onde começou o Movimento de Schoenstatt, em Portugal;
– Por último, ou o primeiro objectivo, esforçar-se por atingir a santidade. Não sabe, concretamente, qual vai ser o mais difícil de conseguir, mas espera que todos se realizem. Resta-me desejar ao Padre Miguel Lencastre que daqui a uns tempos possamos chegar à bonita conclusão de que tudo foi alcançado.
Fernando Martins
Crise e crítica na Igreja
Gafanha da Nazaré: Alterações de trânsito trouxeram incómodos
Misericórdia de Aveiro com "prejuízos operacionais elevados"
Para mim, VIVER É CRISTO
Acaba de me chegar às mãos o primeiro número, de uma série de oito, de para mim, VIVER É CRISTO. Trata-se de uma publicação de quatro páginas, da responsabilidade do Arciprestado de Ílhavo, para o Tempo Pascal, sobre São Paulo, precisamente por estarmos a viver o Ano Paulino, uma proposta do Papa Bento XVI.
Esta publicação oferece uma catequese adaptada do Papa sobre o Apóstolo, entre outros escritos históricos, e ainda um texto do próprio Paulo, que se dirige "a todos os amados que estão nas paróquias do arciprestado de Ílhavo". Este pequeno jornal reflecte, sem dúvida, um exemplar trabalho pastoral de âmbito arciprestal, sendo uma boa aposta para, em família, todos caminharem na procura de São Paulo, tentando descobrir a sua leitura da Boa Nova de Jesus Cristo, adaptada aos tempos que correm. A distribuição, gratuita, é feita nas missas dominicais. Crónica de um Professor…
Férias da Páscoa sexta-feira, 17 de abril de 2009
Cavaco duro como nunca para Governo e empresários
Artistas da Gafanha da Nazaré
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A insustentável leveza do Ter
GAFANHA DA NAZARÉ: Cidade há oito anos
Só Europa do leste tem crianças mais pobres que Portugal
Canonização de Nuno Álvares é uma festa de Portugal
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A CADA UM, CONFORME A SUA NECESSIDADE
Era assim entre os cristãos de Jerusalém. Os bens estão ao serviço das pessoas. O gosto legítimo de ter traz consigo o desejo de partilhar. A medida da distribuição é definida pelas necessidades e não pelas possibilidades. A atenção da comunidade centra-se nas pessoas individualizadas. A angariação de bens é fruto da consciência comum, da organização solidária, da funcionalidade da rede domiciliária. O exemplo destes cristãos fica como referência para todos os tempos.
A economia da comunhão tem aqui uma das suas principais fontes de inspiração: Ter em comum para chegar a cada um. De forma adequada, sem subterfúgios de qualquer espécie. Com honestidade consciente e transparente. O lucro, também legítimo eticamente, faz parte de um todo social que privilegia a pessoa na sua integralidade.
.
Aquele modo de proceder manifesta que todos se reconhecem membros da mesma família humana, que todos se amem com amor de doação, que todos estão dispostos a tudo em benefício de cada um. Manifesta igualmente que ninguém pensa que a posse legítima dos bens é apenas pertença privada ou serve somente para uso pessoal, mas antes que todos se consideram depositários e administradores de bens destinados a todos.
Os cristãos de Jerusalém adoptam este estilo de vida e de organização económica pela sua fé em Jesus ressuscitado. Se Jesus está vivo – e está, sem dúvida alguma -, os bens fazem parte do projecto de Deus e têm uma única finalidade: servir a dignidade do ser humano para que possa fazer desabrochar todas as suas capacidades e satisfazer todas as legítimas aspirações.
A fé em Cristo Jesus recria, dotando-a de uma força nova, a ética económica, seja qual for o modelo predominante, e abre horizontes de superação consistente a todas as crises. A relação com os bens está revestida desta novidade. Os cristãos são coerentemente testemunhas qualificadas dessa originalidade. De contrário, fica “congelado” o alcance da ressurreição de Jesus Cristo e hipotecada a força da esperança pascal.
Georgino Rocha
Seguidores
-
De Arganil, rumei a Piódão, uma Aldeia Histórica que é uma referência nacional. Foram 41 quilómetros por estrada que serpenteia a Serra do A...
-
Hoje já ganhei o dia "Beber quatro cafés por dia pode ajudar pessoas com mais de 60 anos a manter força, energia e mobilidade, reduzind...







