domingo, 26 de junho de 2011
Um livro para esta semana: "O Tesouro escondido"
«A Beleza é que atrai, faz deslocar o coração, toma e transfigura. Temos, por isso, de ultrapassar o silêncio a que uma certa estação racionalista, mesmo dentro da teologia e da espiritualidade cristã, a votava. Reconciliemo-nos com a Beleza, deixemo-nos transformar interiormente por ela.»
José Tolentino Mendonça
“O Tesouro escondido — Para uma arte da procura interior”
FAMÍLIA: Ponto de encontro de alegrias e preocupações
Família, tema nunca esgotado,
mesmo num mundo secularizado
António Marcelino
«Repensar a acção da Igreja com a família e em seu favor, tem cada vez mais exigências de conhecimento e discernimento da realidade que a envolve e dos dinamismos sociais e culturais que a atingem. Não se pode esquecer que a família tem uma dimensão humana e social que a dimensão religiosa e sacramental tem de reconhecer e respeitar para que a possa enobrecer.»
Reflexão para este domingo: Há mais alegria em dar do que em recebe
FICAR EM NOSSA CASA
Georgino Rocha
Esta feliz expressão pertence a uma mulher, sem nome identificado, que vivia em Sunam. Sabe-se que era uma distinta senhora, atenta ao que acontecia, casada, sem filhos. Vendo passar Eliseu, o coração segreda-lhe: É um santo homem de Deus. E vai dizê-lo ao marido. Decidem convidá-lo para descansar em sua casa e comer com eles.
O acolhimento, a conversação, a união em torno à mesa, proporcionam-lhes uma experiência de felicidade tal que resolvem construir um quarto onde ele pudesse hospedar-se, sempre que por ali passasse. Eliseu anuiu e assim fazia, satisfazendo o desejo diligente do casal.
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 243
DE BICICLETA ... ADMIRANDO A PAISAGEM – 26
O ÁS DE PEDAL!
“... e de louco, todos temos um pouco”.
Venha o primeiro que tenha coragem de lhe atirar uma pedra!?...
«Lá fora, avistou Zé Paulo em acrobacias de ás do pedal.
Quando a fantasia lhe dava para isso, nunca mais sabia como ia acabar. Ao vê-lo voar, de cabeça baixa, rente ao guiador, André pressentiu um novo desastre. E não se enganou.
- Não sejas maluco, perde essa mania de imitar os corredores da Volta a Portugal- suplicou, baixinho, na esperança de que o amigo captasse a mensagem.
Qual quê! Lançado em grande velocidade, ou não fosse o sábado o dia ideal para provas mexidas, Zé Paulo imaginava-se na última tirada da prova maior do nosso ciclismo. Neste faz-de-conta vivido na pista, o contra-relógio individual era a oportunidade de reconquistar a camisola amarela. Fosse lá alguém dizer-lhe o contrário.
sábado, 25 de junho de 2011
S. João na Gafanha da Encarnação
Com arquinho e balão os marchantes desfilaram
Maria Donzília Almeida
Com arquinho e balão
Os marchantes desfilaram
Na vila da Encarnação
E o público encantaram!
As meninas donairosas
Com pares bem alinhados
Cheias de cor, glamourosas
Em movimentos ritmados
O tecido dos namorados
A marcha engalanava
E em passos bem ensaiados
A música muito ajudava!
DA
A vila da Encarnação deu cartas, na noite de 24 de Junho. Uma mostra de marchas populares, das freguesias vizinhas, teve lugar no largo da igreja que fora devidamente sinalizado para o evento.
Sem ser, propriamente uma tradição destas terras, a comemoração dos santos populares, em marchas, está aqui a copiar-se o que é genuinamente português, embora de outras cidades. O mesmo não acontece com o fenómeno do carnaval, em que se fez uma importação direta do espetáculo carioca.
Reportando-me aos meus tempos de meninice, os santos populares coincidiam com a chegada do verão e de temperaturas mais agradáveis. Nos campos, as mulheres afadigavam-se na rega do milho, que por esta altura estava com a bandeira cheia de pólen. Era altura de “arriar a bandeira” como se dizia em gíria agrícola. Pelo meio do milho alto e sobrevoando as nossas cabeças, a zumbir, apareciam sazonalmente, uns besouros de tamanhos grandes e asas estriadas, os maiores, que faziam inequivocamente o anúncio da chegada da nova estação. Desconhecendo as taxonomias de classificação zoológica, o povo com o seu enorme pragmatismo, batizou estes insetos de: S. pedros, os maiores de asas às riscas; S.joões. os mais pequenos de asas de cor uniforme. Faziam um zumbido forte, característico e pousavam, muitas vezes virando-se ao contrário; se não tivessem patinhas, eu diria que “de pernas para o ar”!
Subscrever:
Comentários (Atom)





