quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Aveirenses Notáveis" de Rangel de Quadros


«Com esta publicação tenho em vista três fins principais: - Dar mais glória à terra em que nasci; incitar alguém a que me siga o exemplo, emendando então quaisquer inexactidões involuntárias e escrevendo com a pureza e rigor de linguagem, para que não tenho habilitações; e, finalmente, animar os aveirenses, contemporâneos e futuros, a que imitem aqueles cujos nomes são dignos de memória, porque esses indivíduos se enobrecem, assim como enobrecem as famílias e a terra, que lhes fora berço.»

Rangel de Quadros
"Prólogo" do livro "Aveirenses Notáveis"

A informação está ao alcance de cada um




Revoluções que abanam 
e mudam a história

António Marcelino

Começo por uma frase que pede reflexão: “Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo da produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças sociais e culturais”. São palavras de Bento XVI, a propósito do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, recentemente celebrado. 
As chamadas revoluções não têm todas a mesma repercussão social e humana, ainda que tragam consigo algo de novo que deixa algumas marcas na história das pessoas, porventura só num país ou noutro. Há, porém, revoluções que abanam a história e mudam o seu rumo. Foi o caso da revolução industrial da qual todo o mundo beneficia, e estoutra das comunicações, com realce para a Internet e suas possibilidades, que nos leva a sentir que o mundo acorda cada dia diferente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Recordando Ella Fitzgerald


Ella Fitzgeral morreu neste dia de 1996


Bispos portugueses defendem prioridade do “bem-comum”...

Dizem os bispos portugueses:

«Verificámos que alguns líderes políticos, no calor da disputa eleitoral, referiram a Doutrina Social da Igreja para secundar as suas propostas políticas. Tinham o direito de o fazer, pois a vastíssima doutrina da Igreja sobre a sociedade pode, realmente, inspirar programas de governação. É nessa perspetiva que ousamos, neste momento particularmente delicado do nosso País, sublinhar os seguintes aspetos:»


Ler comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa aqui

ADIG quer ser reativada


Sede da Junta de Freguesia

A ADIG — Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré vai reunir os seus sócios em Assembleia Geral, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, no próximo dia 21 de junho, pelas 21 horas, com o objetivo fundamental de a reativar.
Criada há anos com a intenção clara de cuidar dos valores, tradições e demais interesses desta terra, trilhando caminhos próprios e sem a pretensão de atropelar ninguém, já que as autarquias e outras associações e instituições também se ocupam de causas semelhantes, a verdade é que uma certa modorra se instalou no seu seio, porém não tão forte que fosse capaz de a matar. Por isso, a ADIG aí está empenhada em voltar ao trabalho, que auguramos próximo e fértil, pois todos não seremos de mais para levar a bom porto esta barca, que é a Gafanha da Nazaré.
Da agenda consta informações pela direção, presidida por Óscar Fernandes, apresentação de listas candidatas aos cargos dos corpos gerentes, seguindo-se a respetiva eleição. O convite, lançado pelo presidente da Assembleia Geral, João Alberto Roque, é extensivo aos associados e a todos os que o desejarem ser.

Terra à Vista

Santa Maria Manuela

Terra à vista...

Maria Donzília Almeida

A navegar, há muito tempo, o mesmo da gestação de um aluno (!?), neste mar encapelado, que é o ensino, em que as intempéries assolam, a cada passo, a “embarcação” e a calcular pelo tempo da viagem, vislumbra-se já, para breve, terra firme, terra à vista! 
Irmanados todos, no mesmo barco, cooperando para o êxito das manobras, todos os tripulantes soltam as velas e desafiando Eolo, navegam, à bolina. 
A proximidade do mar, na geografia das Gafanhas, a banhar-nos a costa (Nova) e a espevitar a energia dos nossos alunos daí oriundos, está subjacente a esta analogia. 
Nesta fase da navegação, em que os dias de primavera se esgotam no calendário e o verão já espreita, tímido, atrás das orvalhadas da manhã e das ventanias de fim de tarde, aqui estamos, nós, os professores, a limar as últimas arestas. Os diamantes brutos que nos foram depositados, em mão, sofrem o último polimento...e em breve partirão, para o “cruzeiro” a que têm direito. Para uns, será o descanso merecido, a que podem, com toda a propriedade chamar férias, para uma seca, outros, aqueles que deixam de ter alvos a atingir com o seu tiroteio verbal e quórum para alinhar nas suas piratarias! 

Igreja Portuguesa premeia o compositor Eurico Carrapatoso

Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes 2011


Eurico Carrapatoso

A música de Deus

José Tolentino Mendonça

A Igreja Portuguesa premeia um maravilhoso criador contemporâneo, o compositor Eurico Carrapatoso. Na próxima sexta-feira, em Fátima, D. Manuel Clemente, Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, entregará o galardão “Árvore da Vida/Padre Manuel Antunes” a um dos nomes mais importantes da nossa cena musical. Eurico Carrapatoso tem assinado um reportório de invulgar qualidade, num país como o nosso que valoriza ainda pouco o grande contributo cultural e humano que as artes, e nomeadamente as artes musicais, representam. É de toda a justiça iluminar um percurso que, além do mais, sempre tem tentado um diálogo com o nosso cancioneiro tradicional e tem procurado, de forma inspirada, a voz de poetas emblemáticos Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner ou António Manuel Pires Cabral.