domingo, 22 de outubro de 2006

Gotas do Arco-Íris – 36

CORES DE AVEIRO
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Caríssimo/a: Será que as cidades têm cor? Quem souber que responda; eu apenas sei que a minha Aveiro é toda ela uma aguarela que sempre me encantou e seduziu... De todas as povoações beijadas pela Ria, Aveiro foi a que mais profundamente se deixou invadir pelas marés; e, assim sendo, encantamento e sedução os atribuia ao sal, aos nevoeiros e neblinas, às nortadas e calmarias. Porém, o Congresso sobre Arte Nova e os livros que me surgiram, mostraram-me que ... E mais escrevi, abrindo o livro de Amaro Neves: «A Arte Nova em Aveiro e seu Distrito». Dizia também que pegando-me pela mão, me levou a admirar fachadas e a espreitar o interior de prédios e casas e solares e palácios aí me revelando a cantaria, a carpintaria, passando à serralharia (aquele gradeamento da varanda com uma borboleta em ferro forjado, na “vila Cecílio”...), ao estuque, ao mobiliário, à pintura, à azulejaria. Realçava eu as “cores arte nova”, com “tons verdes e amarelos vivos... vermelho de intenso colorido... azuis e brancos de gradações diferentes...”, enfim, “cores vivas e geralmente contrastantes”... Nesse instante o sistema operativo do computador deixou de responder, e quedei-me como se estivesse encostado àquela parede a abrigar-me da chuva. Que me resta fazer: esperar que a chuva passe ou avançar? Avancei e ... tudo o que havia escrito se apagou. E agora onde ia encontrar a luz e a cor que se espraiam e nos levavam a subir os empedrados antigos, ruas e vielas acima, a caminho do Liceu ou da Escola Comercial? Sendo-me impossível apresentar-te o meu escrito, fica o convite para que montes na buga e te surpreendas, em cada esquina, com as cores de Aveiro! Manuel

sábado, 21 de outubro de 2006

LÍNGUA PORTUGUESA

ESTAMOS SEMPRE
A APRENDER
As Línguas vivas, que estão sempre a crescer, podem levar-nos a ter dúvidas. Por isso, quem quiser falar e escrever correctamente a Língua Portuguesa tem de estar atento, para se actualizar.
Aqui ficam duas sugestões muito úteis:
Na RTP1, pode ver, à sexta-feira, o programa "Cuidado com a Língua";
No "PÚBLICO on-line" há, também, uma rubrica que pode consultar, intitulada "Dúvidas Linguísticas".

JOÃO PAULO II em desenho animado

O PAPA AMIGO
DA HUMANIDADE
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A vida do Papa João Paulo II vai poder ser vista em desenho animado. Um DVD multilingue, com o título de "João Paulo II - o Amigo de toda a humanidade", vai mostrar a quantos o admiraram o que foi a sua caminhada até aos fim dos seus dias à frente dos destinos da Igreja Católica, marcando, de forma indelével, os destinos do mundo dos homens de fé e amantes da paz. Trata-se de um trabalho produzido pela Cavin Cooper Productions, com a colaboração do Centro Televisivo Vaticano. Além da parte de animação, o DVD inclui um documentário onde o Papa Wojtyla fala de si próprio. Este vai ser um DVD que não deixará de ser apreciado por gente jovem e menos jovem.

PRIVILÉGIOS

OS PRIVILÉGIOS
NÃO FAZEM SENTIDO
NUMA SOCIEDADE
DEMOCRÁTICA
Para mim, numa sociedade democrática, os privilégios não fazem sentido. Viola, a meu ver, o princípio de que a Lei é igual para todos. Portanto, sem excepções.
Toda a gente sabia, penso eu, que os futebolistas tinham um regime especial, tendo por base, alegadamente, que essa profissão é de vida curta.
Se têm uma vida curta, o que em princípio é verdade, também é verdade que alguns ganham muitíssimo mais do que os trabalhadores de outras áreas. E depois, há futebolistas que, depois de arrumarem as botas, continuam ligados ao mundo do futebol.
Numa altura em que se pede a todos os portugueses que se unam para que Portugal deixe de ser um país deficitário, será justo que os jogadores deixem se ser privilegiados, pagando os impostos como todos os cidadãos.
Mais ainda: há hoje muitos trabalhadores que, por ficarem numa situação de desemprego, acabam as suas carreiras profissionais muito cedo, sem terem hipótese de retomar o trabalho.

ABORTO - 3

D. José Policarpo esclarece declarações à comunicação social sobre o aborto
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Posição do Patriarca
de Lisboa sobre o aborto
As minhas respostas à comunicação social, que me interpelou sobre a hipótese de um novo referendo sobre o aborto, foram incorrectamente utilizadas por alguns meios de comunicação e mesmo por forças políticas e parecem ter gerado confusão e mesmo indignação em algumas pessoas. Parece-me, pois, necessário retomar as afirmações aí feitas, com uma clareza que não permita interpretações ambíguas ou desviadas. 1. Comecei por afirmar, o que parece que ninguém ouviu, que a doutrina da Igreja sobre esta matéria, não mudou e nunca mudará. De facto, desde o seu início, a Igreja condenou o aborto, porque considera que desde o primeiro momento da concepção, existe um ser humano, com toda a sua dignidade, com direito a existir e a ser protegido. 2. Afirmei, de facto, que a “condenação do aborto não é uma questão religiosa, mas de ética fundamental”. Trata-se, de facto, de um valor universal, o direito à vida, exigência da moral natural. Com esta afirmação não foi minha intenção negar a sua dimensão religiosa. A mensagem bíblica assumiu, como preceito da moral religiosa este valor universal, dando-lhe a densidade do cumprimento da vontade de Deus. Não é só por se ser católico que se é contra o aborto; basta respeitar a vida e este é, em si mesmo, um valor ético universal. É claro que o respeito pela vida é uma exigência da moral cristã, porque está incluído no quinto mandamento da Lei de Deus: “Não matarás”. Porque é um preceito da moral cristã, violá-lo é um pecado grave. Mas o Decálogo, estabelecido, pela primeira vez no Antigo Testamento, por Moisés, consagrou como Lei do Povo de Deus, alguns dos valores humanos universais, que interpelam a consciência mesmo de quem não é religioso. E de facto, na presente circunstância, há muitos homens e mulheres que, não sendo crentes, são contra o aborto porque defendem a dignidade da vida, desde o seu início.
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Leia todo o comunicado
do Patriarca de Lisboa

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

NOVO BISPO DE AVEIRO

Do semanário MiraDouro, de Cinfães, transcrevo, com a devida vénia, duas expressivas referências ao novo Bispo de Aveiro
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D. António Francisco dos Santos
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Aspectos e figuras da nossa terra:
Desta vez a nossa homenagem vai para uma personalidade dos tempos presentes, para uma referência moral, cultural, eclesiástica e de esperança, que é o Dr. António Francisco dos Santos, nomeado já Bispo da Diocese de Aveiro, cargo de que, em 8 de Dezembro próximo, tomará posse. Pessoa simpática e contida, mas sabedora e construtiva, é, na verdade, uma referência intelectual e humana de rara expressão na nossa terra e mesmo na região e país. A nossa homenagem, de estima e apreço, com votos das maiores felicidades futuras. Que o bem de todos, nós, será. A foto é da nossa autoria, de há uns anos atrás, na Gralheira. M.C. Pinto
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A D.António Francisco dos Santos,
novo Bispo de Aveiro Santo Padre, por Deus iluminado, Pensou em D. António, outra vez, Por ser cheio de fé, culto e cortês, P’ra exercer, em Aveiro, o apostolado. Com muita inspiração e sensatez, D. António foi, pois, nomeado, Para dar ao seu novo episcopado, O seu saber, amor e honradez. Aveiro pode, assim, estar contente, Por Santo Padre, com gosto, lhe dar Um Bispo com bondade e inteligente. Parabéns, sem poderem mais findar. Deus guie o bom Amigo, sabiamente, No Projecto que quer executar. Albino H. A. Brito de Matos Setembro de 2006

ABORTO - 2

Vamos alimentar o diálogo
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Para alimentar o diálogo, de forma sadia, aqui torno mais visível um comentário feito ao meu spot com o título "Ao correr da pena... ou do teclado".
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"É cientificamente falso que um aborto "deixa traumas para toda a vida em quem o faz".
Um parto é muito mais traumatizante (em termos físicos e de risco de vida), embora não tenha a carga emocional de culpabilização que é ideologicamente inculcada a quem aborta.
Devemos tentar utilizar uma linguagem com conceitos precisos e sustentados em estudos filosóficos, éticos, mas também médicos e científicos (de que "traumas" estamos a falar?)e não embarcar em meras impressões ou conceitos ambíguos.
Falar da "natureza" é outro conceito falacioso, porque na natureza, uma parte significativa das fecudações redundam em abortos espontâneos. Aliás, na própria gestação de um embrião, produzem-se fenómenos naturais de destruição de outros potenciais embriões.
Estudar e investigar os diferentes aspectos do assunto em discussão ajudam a enquadrar melhor o problema."

Rui Falcão

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Uma explicação

Gostei da sua participação no diálogo que se pretende animar à volta deste tema tão complexo. O silêncio é que é perigoso. Tenho ouvido e lido, de alguns testemunhos de mulheres que provocaram ou aceitaram o aborto (Hoje mesmo o ouvi na rádio), que jamais esquecerão o dia em que se dirigiram à casa onde abortaram. Claro que haverá gente que aborta e se fica a rir. Também admito que muitas ficarão alegres por se verem livres do feto. Também se sabe que há abortos não desejados, espontâneos. Mas não é desses que estamos a falar. Estamos a falar dos que são desejados e feitos, conscientemente, pelas mulheres, decerto por razões muito fortes... ou simplesmente porque não querem ter os filhos... O diálogo vai continuar... F.M.