terça-feira, 13 de setembro de 2005

REFORMA DA ONU EM RISCO?

Posted by Picasa Cimeira mundial: não há acordo sobre direitos humanos e reforma da ONU Os EUA anunciaram hoje o fracasso das negociações sobre a reforma administrativa das Nações Unidas e a Comissão de Direitos Humanos. A falta de consenso ameaça ensombrar as comemorações dos 60 anos da ONU, que começam dentro de dois dias em Nova Iorque. Há três semanas que diplomatas de vários blocos regionais negoceiam sete temas não consensuais sobre a reforma da ONU, com vista à elaboração de uma declaração final a ser aprovada pelos mais de 150 chefes de Estado e de Governo que são esperados na cimeira mundial. Contudo, quando as discussões estavam já numa fase avançada, várias delegações opuseram-se às alterações propostas para a Comissão de Direitos Humanos, revelou afirmou Rick Grenell, porta-voz da delegação norte-americana na ONU. Segundo o representante, “vários Estados-membros” opuseram-se a que os membros do futuro Conselho dos Direitos Humanos – destinado a substituir a desacreditada comissão – sejam eleitos por uma maioria de dois terços da Assembleia-Geral, insistindo na eleição por maioria simples. Ainda segundo o responsável, os mesmos países rejeitam que os candidatos a um lugar no conselho tenham que cumprir critérios muito precisos em matéria de direitos humanos. (Para ler mais, clique "PÚBLICO")

COMPÊNDIO DO CATECISMO COM BOA PROCURA

Edição portuguesa do Compêndio do Catecismo já chegou às bancas
A edição do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, que chegou às bancas no passado dia 22 de Agosto, tem tido uma boa procura. A tradução portuguesa, a cargo da CEP, foi aprovada pela Congregação para a Doutrina da Fé no passado dia 14 de Julho. O Arcebispo Angelo Amato, secretário do referido Dicastério, concedeu então autorização à publicação desta obra na nossa língua.
A edição foi confiada à Gráfica de Coimbra que, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, explica ainda que, “dada a importância da obra, pareceu-nos oportuno preparar uma edição de bolso”, disponível, igualmente, a 22 de Agosto. Esta edição, com a mesma disposição gráfica, pretende ser “mais cómoda e económica, permitindo assim uma maior difusão”. Ambas as publicações têm tido, até ao momento, “uma grande procura”, segundo a Gráfica de Coimbra.
O lançamento do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, em 28 de Junho passado, gerou uma onda de interesse sobre a nova exposição do essencial da doutrina e da moral católicas. O presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo da CEP, D. António Marto, explicou que estamos na presença de “uma síntese que torna mais acessível ao público, que quer fazer uma leitura mais rápida, as verdades essenciais da fé proclamada, vivida, celebrada e rezada”.
Ao longo de quase 300 páginas, o leitor é confrontado com aquilo que Bento XVI define como “uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica. Ele contém, de maneira concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja”, uma espécie de vademecum “que permita às pessoas, aos crentes e não crentes, abraçar, numa visão de conjunto, todo o panorama da fé católica”.
Como o Catecismo, também o Compêndio se divide em quatro partes, de acordo com as leis fundamentais da vida em Cristo. A primeira parte, intitulada “A profissão da fé”, é uma síntese da fé professada pela Igreja Católica, retirada do Símbolo Apostólico ilustrado com o Símbolo Niceno-Constantinopolitano (217 perguntas). A segunda parte, intitulada “A celebração do mistério cristão”, apresenta os elementos essenciais da celebração sacramental e litúrgica (perguntas 218 a 356). A terceira parte, intitulada “A vida em Cristo”, chama a atenção o empenho que os baptizados têm de manifestar nas suas atitudes e nas suas opções éticas de fidelidade à fé professada e celebrada (357-533). A quarta parte, intitulada “A oração cristã”, apresenta uma síntese vida de oração (534-598).
O Compêndio começa com o Motu Proprio promulgado por Bento XVI para a aprovação e publicação do mesmo, e com uma breve introdução do então Cardeal Joseph Ratzinger, datada do último domingo de Ramos (20 de Março de 2005), a quem João Paulo II tinha confiado, em 2003, a presidência da comissão de redacção.
O livro inclui um duplo apêndice, no qual se apresentam as “Orações Comuns” (desde o sinal da Cruz até ao acto de contrição) e “Fórmulas da doutrina católica” (os sete dons do Espírito Santo, as obras de misericórdia, as bem-aventuranças, etc.), também em Latim.
FONTE: ECCLESIA

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

FUTURO DO CRISTIANISMO

Posted by Picasa Foto de um "site" brasileiro Em busca de um Cristianismo para o século XXI
O lugar do Cristianismo no século XXI foi o tema que reuniu no passado fim-de-semana, em Valadares (Gaia), um grupo de prestigiados filósofos, sociólogos e outros pensadores. A iniciativa não passou despercebida nos meios de comunicação social e assumiu-se como um momento diferente de reflexão sobre o espaço teológico e as suas implicações na definição da sociedade em que vivemos.“Deus no século XXI e o futuro do Cristianismo” foi o mote para as várias conferências, que passaram por temas tão diversos como o diálogo ecuménico e inter-religioso, o papel da mulher, a democracia, a globalização, a bioética ou Karl Marx. Em comum o facto de serem desafios que o Cristianismo e os cristãos têm de assumir.
“O futuro do Cristianismo passa por assumir os grandes desafios da humanidade”, refere, em declarações ao programa ECCLESIA, o Pe. Anselmo Borges, organizador deste evento, que assinalou os 75 anos da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN).
“A globalização, a genética, as neurociências, os media, todas essas questões devem ser assumidas pelos cristãos, porque os desafios à humanidade são os desafios à Igreja, aos cristãos e nomeadamente aos católicos”, acrescenta.
O Pe. António Couto, Superior Geral da SMBN, explicou à ECCLESIA que a ideia de um Congresso nasceu da constatação de uma série de factos relacionados com a vida da Igreja. “O que nós notamos, cada vez mais, é que a mensagem dos padres muitas vezes não passa. Para passar talvez tenhamos todos de reflectir, não só pela palavra dita, mas também pela palavra que eu devo dizer: Deus não fala só pelos profetas, fala nos profetas”, aponta. Sobre o leque de personalidades escolhidas, este responsável assegura que a intenção era “que o Congresso, por ser muito aberto, chegasse a outras pessoas, porque isso também é ser missionário”.
Os Missionários da Boa Nova são o único instituto exclusivamente missionário de fundação portuguesa. A pedido do Episcopado Português, foi fundado em 1930 pelo Papa Pio XI. É constituído por padres e leigos que se consagram por toda a vida à actividade missionária.
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

VIDA NO VENTRE MATERNO

National Geographic mostra «Vida no Ventre»
O documentário "Vida no Ventre", produzido pela National Geographic, com imagens s da vida intra-uterina desde a concepção até ao nascimento, vai ser hoje apresentado no canal National Geographic, na TV Cabo, pelas 20h00 (www.tvcabo.pt/TV/ProgramacaoTv.aspx?programId=1542303&channelSigla=NG ).Segundo Fernando Castro, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, esta “é uma excelente oportunidade para se gravar e divulgar essa gravação, sobretudo a quantos continuam a afirmar que a vida humana começa mais tarde, pelo que deve ser permitido matar-se essa vida, contra toda a evidência científica que salta aos olhos de todos neste documentário”.A versão em qualidade Internet pode ser vista em www.apfn.com.pt/documentario/index.htm
Fonte: Ecclesia

BENTO XVI pede combate contra as desigualdades

Posted by Picasa Bento XVI PAPA QUER REPOSTAS ESPECÍFICAS PARA OS PROBLEMAS DA POBREZA, DA DOENÇA E DA FOME
O papa Bento XVI manifestou o desejo de que saiam respostas específicas para os "problemas urgentes", de pobreza extrema, doenças e fome, da Cimeira Mundial da ONU, que começa depois de amanhã em Nova Iorque.
Num discurso proferido após a oração dominical do Angelus, o Papa recordou que o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, o representará, na qualidade de convidado para a cimeira, que debaterá temas relativos à paz mundial, desenvolvimento e reforço da ONU.
Bento XVI fez votos para que os mais de 170 chefes de Estado e de Governo encontrem "soluções idóneas" e "medidas concretas" para os problemas mais urgentes derivados da extrema pobreza, doenças e fome, "que afligem grande número de povos".

Fonte: Diário de Notícias

PORTUGAL: Mais uma vez na lista negra

Portugal na lista negra da violência contra as crianças susana leitão
A UNICEF estima que todos os anos morrem 3500 crianças nos países ricos, vítimas de violência física e negligência. Em Portugal, a situação é bastante grave. A UNICEF coloca o nosso País no topo da lista negra, com uma média de quatro mortes por violência física e negligência em cada 100 mil crianças. Exemplos disso são o Daniel, a Catarina e a Vanessa, os três casos mais recentes de maus tratos . Todos resultaram em morte, todos foram vítimas de violência continuada por parte de familiares.
O Daniel, de seis anos, morreu na segunda-feira passada devido a uma infecção interna provocada pelos repetidos abusos e violações do seu padrasto. Ao que tudo indica, o Fábio, o companheiro da mãe de Daniel, batia-lhe e depois abusava sexualmente da criança. Daniel era surdo profundo, amblíope, e deficiente motor.
A Vanessa, de cinco anos, foi encontrada morta a boiar no rio Douro, em Maio de 2005. Os agressores foram mais uma vez os familiares, neste caso o pai toxicodependente e a avó. Segundo o relatório médico, havia já lesões anteriores, o que indicia um cenário de maus tratos regulares. Os ferimentos que motivaram a sua morte terão sido infligidos três dias antes, não lhe tendo sido prestada qualquer assistência médica durante esse período.
(Para ler mais, clique Diário Notícias)

Um artigo de João César das Neves, no DN

Posted by Picasa João César das Neves A vida da cidade que já não é
Nova Orleães já não é. Uma cidade inteira, das mais simbólicas e ricas do mundo, desapareceu debaixo do desastre esmagador. De um dia para o outro, a terra do calor e ritmo, a combinação única de culturas, a personalidade incomparável deixou de ser. The Big Easy já não há.
Será certamente reconstruída, mas a nova Nova Orleães nunca será a velha Nova Orleães. Os novos sítios não substituirão os antigos recantos. O cheiro da tinta fresca cobrirá três séculos de História. Sobretudo, as vidas perdidas que deram vida à velha Nova Orleães nunca mais regressarão. A nova Nova Orleães será certamente grande e bela, terá certamente calor e ritmo, mas não será mais Nova Orleães. Nova Orleães já não é.
Perante o desastre, a cultura mediática entrega-se à tarefa mais ociosa e inútil denunciar responsáveis e ralhar com culpados. Faz assim em todos os desastres naturais. Nos fogos florestais portugueses, como no tsunami natalício do Índico ou no furacão de Nova Orleães. A culpa é dos ministros, dos interesses económicos, dos presidentes da câmara ou dos presidentes nacionais. O Governo tem culpa da seca, do envelhecimento, da desertificação. Perante a calamidade, discute-se política e exigem-se meios técnicos. Como se isso fosse a causa e a solução. Claro que houve erros e faltam recursos. Claro que se exigem reforços e novas medidas. Mas há algo que vai muito para lá disso tudo.
Esquecem que, por melhores que sejam os detectores de maremotos ou furacões, por mais fortes que sejam os diques ou os bombeiros, por mais que limpemos as matas ou compremos aviões, há uma dimensão irredutível e inelutável na nossa vulnerabilidade. O poder humano é minúsculo perante a catástrofe.
Plínio e todo o Império Romano ficaram chocados com a destruição de Pompeia em 24 de Agosto de 79. Voltaire e todo o Iluminismo ficaram chocados com a destruição de Lisboa em 1 de Novembro de 1755. Agora todos ficámos chocados com a destruição de Nova Orleães em 29 de Agosto de 2005. Vulcões, terramotos, furacões. Não melhorámos muito em dois mil anos. Quando a nação mais rica e poderosa de todos os tempos perde uma das suas grandes cidades em poucas horas, tem de haver algo muito para lá disto tudo.
O que há para lá disso é a suprema estupidez de perder uma cidade em poucas horas. Toda a beleza, toda a elevação e elegância, todo o fervilhar e animação, todo o calor e ritmo, toda a vida de Nova Orleães já não é. Esta é a suprema estupidez que fica para lá de todos os debates. Mas esta estupidez é a estupidez de toda a vida.
O que aconteceu a Nova Orleães em poucas horas é o que acontece a todas as cidades ao longo do tempo. A velha Roma já não é, tal como a velha Pompeia. A velha Lisboa já não é, a de ontem como a de 1754. Os que morrem pacificamente hoje nas suas camas não são, tal como Nova Orleães. A suprema estupidez é a perda, a mudança, o fim a que tudo está sujeito. Nada há mais certo que a morte. Subitamente ou devagar; e por vezes a agonia lenta é ainda mais estúpida que a súbita. O fim é a suprema estupidez de toda a vida.Mas o sentido de tudo advém da sua finalidade, tal como a razão da viagem é o destino. A perda e o sofrimento ganham significado pelo que vem depois. A horrível dor de parto justifica-se pelo nascimento. O cirurgião que amputa não é estúpido, porque salva o corpo todo. O semeador que enterra comida não é tonto, porque ela germina. A morte só é estúpida se nada vier depois. Vista apenas do lado de cá, a vida é estúpida porque morre. Vista a partir daquilo em que morte a transforma, a vida ganha sentido. Como a semente.
Todos os tempos, todas as culturas, sempre compreenderam que a vida, toda a vida, só tem sentido quando vista depois da morte. Quer o fim seja lento, quer súbito, como Nova Orleães, a vida só ganha sentido quando ultrapassa a morte. Esta é uma verdade universal, presente em todas as culturas. Todas, menos esta estúpida cultura mediática que vê desaparecer Nova Orleães sem perceber para onde ela foi.

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