Por Maria Donzília Almeida
O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado, todos os anos, no dia 8 de Junho.
Os Oceanos cobrem dois terços da superfície da Terra e por meio da interacção com a atmosfera, litosfera e biosfera desempenham um papel importante na configuração das condições climáticas que tornam a vida possível no nosso planeta. Os oceanos não são, somente, o habitat de um vasto número de plantas e animais, mas também fornecem comida, energia e múltiplos recursos aos seres humanos.
Os oceanos são ainda o principal regulador térmico do planeta, absorvendo mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas atividades humanas.
A celebração aos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992.
Em 1994 a comunidade internacional deu um passo importante para a proteção dos oceanos, particularmente através de um decreto oficial da Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar. Um dos principais assuntos, além da preservação da fauna e da flora, é a protecção das populações de algumas espécies como o atum, tubarão, peixe espada e merlin.
Portugal tem uma situação geográfica privilegiada, no que concerne à sua relação com o mar. Tem costas largas e, em grande parte da sua extensão, é afagado pelas águas temperadas desses mares... ”nunca dantes navegados”.... até os Portugueses terem dado o pontapé de saída e terem partido à sua conquista.
Apesar de, neste momento andarmos nas bocas do mundo, pelas piores razões, o que me acalenta a esperança é que fomos, outrora, o alfobre de grandes homens! De grandes poetas! Isso não me deixa esmorecer o ânimo e impede que a rejeição do meu país se instale, nestes tempos tão adversos. Chamar-me-ão lírica... mas teimo em acreditar que ainda havemos de conseguir erguer a cabeça e continuar a epopeia dos grandes heróis!
Gosto muito duma Pessoa chamada Fernando, de quem recito, desde a meninice, nas festas do liceu e em variadas circunstâncias, o poema relacionado com o tema em epígrafe.
Mar Português
Ó
mar salgado, quanto do teu sal
São
lágrimas de Portugal!
Por
te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos
filhos em vão rezaram!
Quantas
noivas ficaram por casar
Para
que fosses nosso, ó mar!
Valeu
a pena? Tudo vale a pena
Se
a alma não é pequena.
Quem
quer passar além do Bojador
Tem
que passar além da dor.
Deus
ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas
nele é que espelhou o céu.
Fernando
Pessoa,
in Mensagem
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08.06.2012