domingo, 29 de setembro de 2013

Francisco, um amigo lá de casa

Crónica de Bento Domingues no PÚBLICO de hoje

«Em seis meses de pontificado 
não aconteceu nada de extraordinário 
e aconteceu tudo o que é essencial»

«A ressurreição do obviamente humano e cristão, nos gestos e nas palavras do Papa Francisco, depois dos artificiosos muros levantados, nas últimas décadas, por condenações e propaganda — ocultando crimes financeiros e comportamentos pedófilos — tornou-se a mais pacífica, profunda  e surpreendente revolução do nosso tempo.»


NOTA: Para ler toda a crónica manhã.

sábado, 28 de setembro de 2013


Generosidade de um país com tanta pobreza


Timor-Leste decidiu oferecer um milhão de dólares a Portugal, recentemente devastado pelos incêndios florestais. Esta generosidade de um país ainda com tanta pobreza destina-se a apoiar as vítimas dos incêndios. Dá para pensar.



O que pensa Francisco: 7. sobre a morte

Anselmo Borges



Para o Papa Francisco, a morte não é tabu. "Quando somos novos, não olhamos tanto para o fim, valorizamos mais o momento. Mas lembro-me de dois versinhos que a minha avó me ensinou: "Olha que Deus te está a ver, olha que te está olhando; olha que hás-de morrer e que não sabes quando." Passados 70 anos, não consigo esquecê-los. Ela inculcava-me a consciência de que tudo acaba, de que devemos deixar tudo bem. No meu caso, penso todos os dias que vou morrer. Não me angustio por isso, porque o Senhor e a vida prepararam-me. Vi morrer os meus antepassados, e agora é a minha vez. Quando? Não sei."

O otimismo do homem



"As circunstâncias podem quebrar os ossos de um homem; mas nunca foi demonstrado que elas tenham que quebrar o otimismo de um homem"

Gilbert Keith Chesterton (1874 – 1936)

Deixa-te convencer




“Deixa-te convencer” é exortação velada e insinuante que encerra a parábola do rico Epulão e do pobre Lázaro. “Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos”. Esta resposta está posta na boca de Abraão como ponto final a um diálogo persuasivo sobre o valor das coisas vistas da “outra margem do rio”, sobre a importância de saber aproveitar as oportunidades que o tempo nos proporciona, sobre a articulação consequente que existe entre a fase presente da vida e o futuro definitivo.

Deixa-te convencer, pois a vida é só uma, no tempo e na eternidade, embora com ritmos diferentes, tem uma dignidade própria que se manifesta progressivamente nas opções que fazemos e nas atitudes que assumimos, nas relações que criamos e alimentamos e nas associações que organizamos, na sociedade que constituímos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Domingo é dia de grandes decisões


Domingo, 29 de agosto, é dia de grandes decisões. Os portugueses com direito a voto vão escolher os seus autarcas, aqueles que hão de contribuir, com as suas opções e em representação dos que os elegeram, para o bem-estar das populações. Sublinhe-se que os eleitos serão, quer se queira ou não, os legítimos representantes do povo. E deles se espera que sejam dignos dos anseios das populações, no esforço contínuo de lhes proporcionarem a qualidade de vida a que têm direito.
Votar em consciência pressupõe conhecer as propostas dos candidatos aos diversos cargos, tentando descortinar o que é possível fazer, para além das promessas propagandísticas irresponsáveis e irrealizáveis, em que alguns políticos, dos mais variados quadrantes, são férteis, na ânsia de ocuparem a cadeira do poder a qualquer preço.
Uma vez fechadas as urnas, formulo votos de que os portugueses saibam aceitar e respeitar os vencedores, cabendo a estes honrar os vencidos. Afinal de contas, todos os candidatos apostaram na defesa dos seus valores, das suas convicções, dos seus ideais.

Fernando Martins



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