quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Timoneiro inicia publicação em dezembro de 1956


O Timoneiro nasceu por iniciativa dos párocos das comunidades das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo, respetivamente, Padres Domingos José Rebelo dos Santos, António Augusto da Silva Diogo e José Soares Lourenço, em Dezembro de 1956. Publicava-se mensalmente e a sua tiragem inicial era de 1500 exemplares. Aliás, sempre se publicou com essa periodicidade, embora por vezes houvesse alguma irregularidade. 
Em “Palavras de Bênção”, D. João Evangelista de Lima Vidal sublinhou que este jornal [Timoneiro] quer ser apenas «o eco fiel e solícito do comando central do navio, o emissor das suas vozes, da sua doutrina, dos seus mandamentos, e assim um fator autêntico, no meio, da católica comunhão da Igreja». E acrescenta: «Aos que não são da casa poderá não interessar, nem muito nem pouco, o que lá se diz no jornal da água que corre no chafariz, do barulho que se fez de noite e não deixou dormir o doente, da qualidade e do número dos foguetes que estoiraram na festa, da racha que apareceu na torre, do que se anda já a pensar para a missa nova do padre António ou para a chegada do já doutor, o filho do regedor; bocadinhos deliciosos, no entanto, verdadeiras pérolas da literatura clássica para aqueles que outra água não têm que beber, senão a água do chafariz, para aqueles que têm pena do doente que não dorme as noites, para os amigos ou para os contrários dos fogueteiros, para os que fazem parte ativa da comissão do culto ou da fábrica paroquial, para aqueles por onde há de passar o cortejo festivo que há de acompanhar à capela ou o neomédico à sessão de honra na Junta de Freguesia. São todos estes, eu digo todos, assinantes forçados.» Tal como então, o nosso jornal continua a interessar sobretudo aos que «são da casa», no dizer saboroso de D. João Evangelista.

Fernando Martins 

A Caminho do Natal - 12






Quando poderemos
dizer que é Natal?


Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando os preparativos todos se avizinharem do fim
segundo o mapa que nós próprios estabelecemos
ou quando nos acharmos pequenos e impreparados,
à espera do que vai chegar?
Quando, seguras de si, as mãos se fecharem
sobre tarefas e embrulhos
ou quando se declararem simplesmente disponíveis
para a reinvenção da partilha e do dom?

Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando os símbolos nos saciarem com o seu tilintar encantado
ou quando aceitarmos que tão só eles ampliem
o tamanho da nossa sede?
Quando nos satisfizer o vento que sopra de feição
ou quando avançarmos entre contrários
provados pela aspereza e pelo silêncio
unicamente movidos por uma confiança maior?

Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando a fronteira do calendário ritualmente nos disser
ou quando, hoje e aqui, o nosso coração ousar?



José Tolentino Mendonça


Na Ecclesia

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Piadas que cheiram mal


Como está pobre o humor em Portugal...
António Marcelino

Cada vez têm menos humor os humoristas profissionais, qualquer que seja o meio de comunicação de que se servem. Quem gargalha de pulmões abertos a uma boa anedota acha estes senhores sensaborões, repetitivos. Claro que há sempre uma plateia que lhes bate palmas, não sei se com convicção.
Num jornal diário, chegada a sexta-feira, é uma avalanche de humoristas a quererem divertir os leitores. Vêm em grupo, como se muitos tivessem mais graça. Claro que o prato do dia são os políticos. Com pimenta quanto baste, a fuga tem sempre aberta a porta para outros horizontes, em que a piada, não raro, cheira mal.
Há um humorista que tenta, com voz melíflua, fazer humor na rádio a horas de luxo. Um jornalista da casa disse-me um dia que, lá dentro, ninguém entendia esta predileção pelo dito cujo. Mas a verdade é que ele lá continua. Com frequência tenta fazer graça da religião. Como não é ele que escreve os textos, o seu humor é feito por procuração, mostrando que tanto quem escreve como quem transmite não deve muito à originalidade e deve ainda menos à fada que os inspira.
Precisamos muito de momentos de bom humor. Mas este não se encomenda. Que saudade dos bons tempos, em que o humor era mesmo humor, e o riso nada tinha de amarelo, mas era salutar e tonificante!

Li no Correio do Vouga

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A Caminho do Natal - 11


Jovens ao encontro de Jesus (meu arquivo pessoal)


Deus nos dê Festas Alegres

Deus nos dê Festas Alegres
Com seu Divino Amor
A Virgem Nossa Senhora
Deu à luz o Redentor
Cantemos nossas canções
Para visitar Jesus
Vamos ver Sua lapinha
Cheia da Divina luz

(Coro)

A Gafanha da Nazaré
É esta a sedutora
Damos Graças ao Menino
E á Virgem Nossa Senhora

O Presépio enfeitado
Nos espera e nos seduz
Para prestar homenagem
Ao que a Virgem deu à luz
Vamos indo pastorinhos
Com toda a nossa alegria
Visitar o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

(Coro)

Vamos indo piedosos
Cada qual com sua oferta
Oferecer ao Menino
Que é dia da Sua festa
É o nosso Deus Menino
O Rei dos pobrezinhos
Oferecer-Lhe ofertas
Dos humildes pastorinhos.

(Coro)

No “Reportório da Gafanha”,
Compilação de Manuel Olívio da Rocha

Frank Sinatra: My Way

Por sugestão de Maria Donzília Almeida


Dedicado a Frank Sinatra


Neste dia..........
12.12.1915

Sinatra

Donzília, a aniversariante

Dedicado a Frank Sinatra...

Nasci depois de ti.....
Neste dia!
No mesmo século vivi.....
A tua pujança me inspirou
A tua alegria me contagiou...
Lutaste pelos teus ideais
De grandiosidade,
De fraternidade
E rejeitaste
A mediocridade!
Chegaste ao apogeu
Quando esta alma apareceu...
Atingiste altos patamares,
Atravessaste os mares
Para, só,  levares
A força da tua música
Aos cantos do mundo!
Encantaste...
Multidões
Enfeitiçaste,
Galvanizaste,
Que se renderam
Perante a intrépida força
Dum Americano...
E eu, neste ano
Lembro-me de ti!
Pois, ó grande Frank
Eu renasci!

Mª Donzília Almeida
12.12.2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São Bento: Uma das 16 estações mais bonitas do mundo

Foi hoje recordado num programa de televisão

Cenas do Douro (foto do meu arquivo)

«A estação de caminhos-de-ferro de São Bento, no Porto, foi referenciada pela edição da Internet da revista norte-americana Travel+Leisure, como uma das "16 estações mais bonitas do mundo", lista onde também figura a estação de Maputo, em Moçambique.

A revista de turismo e lazer, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente bonito -- e traz-nos à memória a arquitectura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar."


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