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domingo, 17 de outubro de 2010
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 206
PELO QUINTAL ALÉM – 43
Caríssima/o:
A ERVA DAS PAMPAS
A
Américo, Oliveiros e
todos os Companheiros do Esteiro Pequeno
Caríssima/o:
a. Pelo nome que aí vai nem todos a reconhecerão, mas depois de ver a imagem não custa nada ... penhachos ... macios...
Um dia, levei com intenção de plantar no quintal uma plantinha ainda tenra e mesmo a pedir que dela cuidassem... Só que a recusa foi formal e convincente:
- Essa planta é uma praga... Por favor, não a plantes!
Contrariado e contristado, obedeci... Hoje dou-lhe carradas de razão. E aqui fica a minha admiração por quem há quase cinquenta anos já tinha a visão (que a experiência lhe dava!...) do que acontece nos nossos dias.
e. Muitos não saberão, mas a minha “amizade” para com os 'macios' vem dos tempos do Esteiro Pequeno. Que maravilhosas plumas nos tentavam no cimo dos tufos que cresciam desmesuradamente! E que cortes profundos as folhas dentadas serravam nos nossos dedos desprotegidos quando fazíamos mais uma tentativa para as cortar! Mas era um espectáculo de cor e de movimento que nos era proporcionado naqueles 'jardins' que marcaram a nossa infância. Talvez os senhores dos gabinetes tivessem compreendido melhor a mágoa (mesmo a angústia...) que os vizinhos dos Esteiros sentiram quando viram as máquinas a destruir esses 'tesouros' oferecidos pelos senhores da Junta se tivessem, algum dia, participado nas nossas aventuras e desventuras... E na 'réplica' estendida à população ficariam bem alguns exemplares destas plantas (embora se reconheça que deve ser muito difícil conseguir a riqueza cromática desses tempos).
i. Erva gigante, chegando a 2,5 metros de altura,as suas inflorescências parecem-se com grandes plumas e podem ser de coloração branca, amarelada ou arroxeada, formadas principalmente no verão. As folhas são longas, lineares e com bordas cortantes.
Recortei as frases que se seguem e me ajudaram a encontrar o sortilégio que vivíamos em cada dia da nossa infância:
Meditação para este domingo
Quantos cabelos há na sua cabeça?
As vidas da maior parte de nós são habitadas e empatadas por uma série de medos: medo de abandono, medo do embaraço, medo da rejeição, medo da dor, medos de perdas e humilhações de toda a espécie. E demasiadas vezes deixamos que esses medos nos paralisem e impeçam a nossa personalidade de crescer. E até nos podem levar a ceder ao que sabemos estar errado. “Vou perder o meu trabalho”, dizemos, “os meus amigos, a minha posição na comunidade, a minha vida, a não ser que ceda e faça o que a minha consciência diz que não devo fazer.”
Na maior parte dos casos, o medo conduz a pecados de omissão – não fazer o que os nossos corações dizem que temos de fazer. Jesus sabia disso e convida-nos a outro olhar. “Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. Mais ainda: até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros” (Lucas 12, 6-7). De facto valemos, pelo que temos de confiar na imensidão do afeto paterno de Deus por nós.
O que é que Deus promete àqueles que confiam nEle? Será imunidade face às feridas e à má sorte? Infelizmente, não. O que Deus promete é que aconteça o que acontecer, incluindo o mais terrível dos desastres, Ele nunca nos deixará sozinhos e desprotegidos. Ele permanecerá junto de nós, caminhará conosco e dar-nos-á o que precisamos para fazer o que é necessário. Poderemos ter de entregar as nossas vidas mas Deus não permitirá que sejamos esmagados ou destruídos.
Por isso não temos nada, absolutamente nada a temer, se caminharmos com Ele e confiarmos nEle. Esta é a promessa de Deus e Ele cumpre sempre a sua palavra.
P. Dennis ClarkIn Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.)
15.10.10
sábado, 16 de outubro de 2010
Artur Santos Silva em entrevista ao PÚBLICO
Entrevistas sobre o futuro
PÚBLICO
"Se não conseguirmos consenso,
seremos um país marginal"
Dizer a verdade e gerar consensos, outra coisa seria imperdoável. É esta a fórmula que Artur Santos Silva defende para evitar mais uma oportunidade perdida.Por Teresa de Sousa
«A razão principal é que as elites portuguesas - e o país em geral - não reclamam outros políticos, não reclamam melhores políticos. Poderíamos simplesmente dizer que temos os políticos que reflectem o que é a sociedade portuguesa. Não estou nada de acordo com isso. Acho é que há uma inércia, uma passividade nas elites portugueses, que não reclamam, não intervêm, não exercem, no fundo, as chamadas "liberdades positivas". Que a liberdade não é só a liberdade negativa - eu não quero que toquem na minha esfera, nos meus direitos. A liberdade são direitos e são obrigações. A obrigação de participar para construir um país melhor é um dever daqueles que são os melhores e os mais preparados.»
Ricos pagam só 11 por cento da austeridade
«As medidas de austeridade de que o Governo lança mão para 2011, anunciadas ao longo de três planos apresentados durante este ano, vão ter um impacto total de 11.500 milhões de euros, dos quais só cerca de onze por cento é que vão ser pagos pelas classes mais abastadas.»
Ler mais no Público
Um poema de Clara Sacramento
ERRO NA PAISAGEM
Todos somos seres errantes
e a paisagem
é a certeza
de estarmos sós
Aprendi a paisagem horizontal
Na lonjura mortal do infinito
Nela encontro
Os seres suaves
só ela persiste
no silêncio dos espaços
Nós erramos
verticalmente
efémeros
como as árvores
Clara Sacramento
"Antologia de Poetas Ilhavenses", organizada por Jorge Neves
SOMOS RESPONSÁVEIS PELA NATUREZA E PELO SEU FUTURO
Via Láctea
Passados 13 700 milhões de anos, nós
Anselmo Borges
Muitos tentaram a escala. Agora, leio-a em Leonardo Boff, no Fraternizar. Comprimindo os mais de 13 000 milhões de anos do universo num ano cósmico, ficamos espantados com os resultados do cálculo para o aparecimento dos seres até nós.
No dia 1 de Janeiro, ocorreu o Big Bang. No dia 1 de Março, surgiram "as grandes estrelas vermelhas que depois explodiram e, dos seus elementos, lançados em todas as direcções, formou-se o actual universo". No dia 8 de Maio, surgiu a Via Láctea, uma entre milhares de milhões. No dia 1 de Outubro, nasceu a Terra. No dia 29 de Outubro, a vida irrompeu no seio de um oceano primevo. A 21 de Dezembro, apareceram os peixes. A 28 de Dezembro, às 08.00, os mamíferos. No mesmo dia, às 18.00, voaram os pássaros. No dia 31 de Dezembro, às 17.00, nasceram os nossos antepassados pré-humanos, os antropóides. No mesmo dia, às 22.00, entra em cena o ser humano primitivo, o australopiteco. No mesmo dia, às 23.00, 28 minutos e 10 segundos, surgiu o ser humano de hoje, o sapiens-sapiens, com consciência reflexiva. No mesmo dia, às 23.00, 59 minutos e 6 segundos, nasceu Jesus Cristo. No mesmo dia, às 23.00, 59 minutos e 59,59 segundos, viemos nós ao mundo. Impressionante, não é?
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