sábado, 21 de fevereiro de 2009

Nuno Álvares Pereira vai ser canonizado no dia 26 de Abril

O Papa Bento XVI anunciou hoje a canonização este ano de dez beatos, entre os quais o carmelita português Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, segundo um comunicado do Vaticano.
Nuno Álvares Pereira integra, ao lado de quatro italianos, o primeiro grupo, que será canonizado no próximo dia 26 de Abril. Os quatro italianos são o padre Arcangelo Tadini (1846-1912), fundador da Congregação das irmãs operárias de Sagrada Família, a religiosa Caterina Volpicelli (1839-1894), fundadora da Congregação das Ancelles do Sagrado-Coração, o teólogo Bernardo Tolomei (1272-1348), fundador da Congregação do Mont-Olivet, e Gertrude Caterina Comensoli (1847-1903), fundadora das Irmãs Sacramentinas.
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SÓCRATES na inauguração da Plataforma Portuária

Ministro das Obras Públicas, primeiro-ministro, presidente da APA e secretária de Estado dos Transportes
Nos últimos 50 anos, nunca se investiu tanto no Porto de Aveiro
A Plataforma Logística Portuária de Cacia foi ontem inaugurada, em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, e que contou com a presença do Ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, e da Secretária de Estado dos Transportes, entre outras individualidades. José Sócrates sublinhou a “importância que este investimento do Porto de Aveiro tem, desde logo para a economia regional”: “A valorização do Porto de Aveiro é absolutamente decisiva para que a região possa ganhar mais atractividade económica e maior competitividade” – afirmou o líder do governo, acrescentando: “Quero sublinhar também a importância que este investimento tem para o conjunto da economia nacional. Esta obra não é apenas uma obra regional” – disse. “Nos últimos 50 anos nunca tivemos um período em que o Estado tivesse investido tanto no Porto de Aveiro. Estamos a recuperar o tempo perdido, porque não fazia o mínimo sentido não estar, o Porto de Aveiro, dotado de uma ligação ferroviária. A isto chama-se investir na performance logística do País e na melhoria da competitividade de um porto que é absolutamente essencial para o conjunto da economia nacional” – continuou José Sócrates, considerando significarem, “estes últimos três anos e meio, um período de ouro para o Porto de Aveiro”.
Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro

COMO RECONHECER DEUS?

Há relativamente pouco tempo, coloquei esta pergunta a um grupo de crentes: "Se Deus lhe aparecesse, dizendo 'aqui estou, sou eu o Deus', como o reconheceria?" As respostas, no meio de imensa perplexidade, foram muito interessantes. Que Deus não pode aparecer directamente. Que ninguém, como diz a Bíblia, pode ver Deus. Que Deus é inobjectivável. Que se manifesta indirectamente: nas pessoas, nos acontecimentos, no esplendor da beleza - aqui, recordei a exclamação de uma sobrinha minha com 11 anos, nos Alpes, numa tarde irradiante de Sol sobre a neve e as montanhas todas à volta: "Parece Deus!" Que, para os cristãos, Jesus é a revelação de Deus. Que a experiência de Deus se dá nas experiências-cume de plenitude. Que lhe pediriam um milagre claro, que se visse e o credenciasse. Ele devia manifestar o seu poder. Quando se fala de Deus, a questão nuclear é saber de que Deus é que se fala. Que se quer dizer quando se diz Deus? O mais comum é associar Deus ao poder. Deus deve ser, antes de mais, a omnipotência. Deus deve ser infinitamente bom e poderoso, mas sobretudo poderoso. No entanto, a mística Simone Weil, cujo centenário do nascimento se celebra este ano, preveniu: "A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo." Por isso, "é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura". Afinal, a revelação de Cristo é essa: Deus é puro amor. O escândalo: "Eu não vim para ser servido, mas para servir." Não se nega a omnipotência divina. O Poder de Deus, porém, não é Dominação e Espectáculo, mas Força infinita criadora. O Deus de Jesus é o Deus- amor, o Deus-origem-infinita-pessoal-criadora. A modernidade, pela secularização, quis herdar a omnipotência divina, postergando a bondade. A crise que está aí hoje visível no universo económico-financeiro é mais funda, pois é uma crise de civilização, cuja raiz é esta herança religiosa. Neste contexto, referindo-se à Igreja, o teólogo X. Pikaza recria de modo alegórico o passo evangélico da cura da sogra de Pedro. Na alegoria, a sogra de Pedro é a Cúria Romana. Jesus chega e cura-a. E depois, alegoricamente? A Cúria (sogra), que significa casa, corte do Kyrios ou Senhor, estava doente. A casa de Pedro é o Vaticano, um Estado, e quem manda é a Cúria, como ainda recentemente se mostrou no caso dos lefebreveanos. Não protege o Papa, mas impõe-se a ele. Ela "sofre de inércia, de poder". Jesus cura a Cúria para que, como a sogra de Pedro, se ponha a servir os outros. Que consequências teria a cura da Cúria Romana, que funciona há dez séculos enquanto os Pedros (Papas) vão mudando? Como Jesus, que, segundo o Evangelho, cura as pessoas diante da casa de Pedro, a Cúria curada veria gente que viria para curar-se. Sobretudo gente mais pobre e perdida (os "endemoninhados", os doentes). Agora também lá vão muitos, mas "vão curar-se ou em busca de prebendas?" Ainda segundo o Evangelho, Jesus saiu de noite, para rezar e ir ao encontro das pessoas também noutros lugares. Na alegoria, Jesus parte porque não quer ficar fechado na casa de Pedro. Jesus não tem "Cúria". Também Pedro e os funcionários da Cúria têm de sair da sua casa, da Cúria, para ir à procura de Jesus, conhecer o mundo e cuidar dele. A Igreja está em crise e precisa de conversão. Neste sentido, há 15 dias, a propósito da "falta de vocações", o director do DN, num texto subordinado ao título "Os erros da Igreja", exemplificados nos escândalos dos padres pedófilos, a intransigência quanto aos métodos de planeamento familiar, "declarações absolutamente estúpidas" como as do bispo Williamson a negar o Holocausto, alguns investimentos dúbios no plano dos negócios, escrevia que o resultado é que "a religião vai desconfiando dos seus missionários e o ambiente não aconselha a 'vocação'". E João Marcelino concluía: "Um dia pagaremos bem caro a crescente desagregação desse factor de união ocidental, bem patente sobretudo na Igreja Católica mas que também afecta todo os ramos do cristianismo." Anselmo Borges, in DN

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ílhavo bebe água de boa qualidade


Análises confirmam elevada qualidade da nossa água

A Câmara Municipal de Ílhavo, à semelhança dos anos anteriores, voltou a receber Parecer Positivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), relativamente ao Programa de Controlo de Qualidade da Água do Município. A lei obriga a que sejam efectuadas análises em número representativo e que cubram toda a rede de abastecimento, de acordo com uma listagem de parâmetros, a fim de se apurar se água tem qualidade para ser consumida pelos munícipes.
Com base nos resultados obtidos com as análises já efectuadas, foi confirmada a elevada qualidade da água distribuída pelos serviços municipais, para cada uma das suas zonas de abastecimento. Para mais informações consultar site da Câmara Municipal (www.cm-ilhavo.pt), área do Ambiente, no subitem do Abastecimento de Água.

Fonte: Newsletter da CMI

Fórum da Juventude aberto à colaboração com as escolas

ESPAÇO COM VIDA PARA TODOS OS JOVENS

Fórum da Juventude da Gafanha da Nazaré tem porta aberta no Centro Cultural. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Ílhavo, que aposta em oferecer aos jovens, entre os 12 e os 19 anos, um ambiente acolhedor, denominado “A tua nova casa”, como nos referiu Paulo Costa, vereador da autarquia ilhavense, para este sector.

O vereador do Pelouro da Juventude frisou que tem havido a preocupação de colaborar “o máximo possível com as escolas”, e que o Fórum tem cerca de 1700 inscritos nas mais diversas áreas criadas para os seus utentes. Ainda referiu a importância dos cursos e concursos, enquanto lembrou que é sempre valorizado o princípio de que os jovens podem avançar com ideias e projectos de sua iniciativa.
Quem entra neste espaço percebe facilmente que ali há vida. Paredes decoradas, uma exposição de pintura de uma jovem artista gafanhoa, computadores, revistas, gente que chega e que sai, com rostos que denunciam interesse.

Cartazes variados anunciando eventos e sinais claros da sensibilização para o ambiente e para a reciclagem, tudo nos diz que rapazes e raparigas ali podem encontrar propostas importantes para a sua formação.

Paulo Costa adiantou-nos que o Fórum vive o dia-a-dia numa perspectiva de “estimular os jovens para que descubram e desenvolvam as suas capacidades”. E a propósito, sublinha que os artistas mais novos podem apresentar naquele espaço “a sua primeira exposição”, momento único na vida de qualquer pessoa.

Mas não se julgue que o Fórum da Juventude se limita a proporcionar um ambiente capaz de levar os seus utentes a descobrirem as suas capacidades. Ali funciona também o Serviço de Apoio à Formação e ao Emprego, paralelamente com Cursos de Informática e com as Oficinas Criativas.

As Oficinas, que abrangem uma pluralidade de temas, vão permitir experiências enriquecedoras nas áreas da Fotografia, da Trapologia, das Artes Florais, do Teatro, da Dança e da Língua Gestual, entre outras. A participação nestas oficinas está dependente de inscrição e no final cada jovem receberá o respectivo Certificado de Participação. O Fórum da Gafanha da Nazaré funciona de segunda a sexta-feira, das 10 às 12.30 horas e das 12.30 às 18 horas. Fernando Martins

Regresso da Pesca


O regresso da pesca, na manhã de ontem, mostra a serenidade do pescador. De pé, sem ondas que o incomodem, o pescador olha quem o aprecia, à entrada da barra de Aveiro. Paredões e pedregulhos completam o enquadramento, com o azul da água salgada e o pequeno barco que volta da faina a sobressaírem. Agora vai ser a venda do peixe e o descanso, ao fim de uma noite de trabalho árduo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Praia da Barra:

É Preciso Encontrar Soluções Definitivas

Na Praia da Barra, o mar voltou a atacar, chegando a ameaçar bares e a deixar as populações preocupadas. A praia viu fugir-lhe parte das suas areias, tão importantes para a época balnear que se aproxima a passos largos. A questão é cíclica e não há, aparentemente, técnica que resolva o assunto de vez. Mas também é verdade que, se o mar ataca, o homem contra-ataca. A reconstituição do areal está em curso, com máquinas escavadoras e camiões a laborarem em pleno. Pelo que já se sabe, 50 mil metros cúbicos de areia estão a ser movimentados, apesar de as ondas, com alguma frequências, surgirem ameaçadoras. Mas a vontade humana de garantir a praia para os milhares de veraneantes que nos visitam, ano após ano, e tranquilizar as populações é mais forte. Durante duas semanas, os mais cépticos podem confirmar a azáfama que por ali vai, graças à intervenção oportuna da Câmara de Ílhavo, que fez chegar ao Instituto da Água (INAG) as suas inquietações. E segundo este instituto, está a ser seguido o princípio de recolocar na praia a areia que o mar dali retirou, nos últimos tempos. Daí que, como presenciámos, a máquina escavadora tenha andado a trabalhar com as lagartas assentes no oceano. É garantido que esta situação se tem repetido ao longo dos tempos, o que obrigou os responsáveis a responderem com obras e mais obras, bem patentes aos olhos de todos. Mas de um dia para o outro, com ventos fortes e chuvas intensas, marés vivas e correntes que ninguém esperava, tudo se torna frágil face à força das ondas que atacam sem piedade. Paredões mar adentro, reforço com pedras e blocos de cimento, reposições dos areais e preservação das dunas têm sido as respostas aos ataques do Atlântico. Porém, não se julgue que este fenómeno se verifica apenas na Praia da Barra. Costa Nova e Vagueira, para falar somente do que está mais perto de nós, também têm sido vítimas da fúria das ondas. O INAG, segundo informações que colhemos, vai voltar a intervir na Barra, espera-se que antes da época balnear, não só para reforçar o areal, mas também para emprestar mais consistência à zona dunar. Nessa altura, está prevista a colocação de mais de um milhão de metros cúbicos de areia. Entretanto, Carlos Borrego, docente da Universidade de Aveiro e especialista em questões ambientais, em declarações à Rádio Terra Nova, alerta para a necessidade de se encontrarem soluções definitivas, de forma a deixar tranquilas as populações. Fernando Martins

Superar Interesses, Enfrentar Dificuldades

"Se cada vez mais se faz tábua rasa da dignidade de cada pessoa e da igualdade radical de todas, independentemente da sua raça, língua, cor ou religião; se o bem comum deixou de ser norma orientadora das leis e das decisões políticas; se teimamos em falar mais de direitos que de deveres; se os valores morais e éticos sofrem alterações à revelia da objectividade; se tudo passa a ser classificado segundo interesses e ideologias inconsistentes; se o agradar passou a ter mais importância que o servir e o trabalhar, então ninguém pode estranhar que o vazio social, que se foi implementando, atinja os deveres de justiça, as relações laborais, as regras da convivência, o apreço exagerado pela riqueza, a cultura da solidariedade e da responsabilidade, a discriminação pessoal."
António Marcelino
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Dia Luminoso

CÉU AZUL O dia luminoso que hoje nos foi dado mostra um céu azul que indicia a fuga do frio para breve. E no céu azul diviso ao longe muito longe dois traços que se cruzam reflectindo uma harmonia que saúdo. Ela aí está como riqueza oferecida neste dia luminoso.

Crónica de um Professor...

A DEFESA
Não, não tinha medo de ser abalroada pelo autocarro escolar e ir desta para os anjinhos! Atirara, em tom provocatório, àquele aluno, que a interpelara acerca da sua colagem ao autocarro que conduzia os alunos para a Escola. E, como a missão dum professor, cá na terra, é fazer felizes (!?) os seus alunos, sabia a teacher que sem a sua acção pedagógica a "charingar-lhes" o juízo, eles iriam dar pulos de contentes, com a libertação de mais um incómodo, uma obrigação!!! Bela forma de testar a sua popularidade! No seu pequeno percurso para a Escola, várias vezes a teacher se postava, atrás do autocarro escolar, tão coladinha a ele, que suscitou a pergunta... naquela criatura, que observava todos os gestos, actos e decisões da “sora”. Na verdade, os seus olhos inquiridores, dum verde-água cristalino encadeavam a teacher, que não conseguia resistir ao seu ar matreiro... Chega a ser perturbadora a limpidez e transparência do seu olhar! - Vai ser mais um arrasa-corações, daqui a uns tempos! Decretaram a teacher e o DT, em conciliábulo!! Um coro de vozes se ergueu imediatamente, a contestar aquela afirmação, liderado pelo Kevin. A sonoridade britânica do nome, associada a uma carinha laroca, havia conquistado a teacher! Uma cabeleira farta, a emoldurar-lhe o rosto de feijão miúdo, fazendo inveja a tantos carecas incipientes, os óculos de correcção, na crista da moda, semiescondidos, haviam despertado a simpatia e a ternura maternal, que o envolviam no seu amplexo pedagógico. A reciprocidade dessa afeição, despertou nele a responsabilidade duma defesa intransigente! Ma não era o único a bater-se em defesa da “mártir”! Outros, tomando o partido da defesa, engrossaram as suas fileiras, contra as intenções suicidas(!?) da teacher! Lá estava também o Paulinho, aquela criaturinha cândida, defensora dos valores da família... que havia, dias atrás, anunciado com circunspecção, que o seu cão, guarda da casa, acabara de ser pai! O DT e a teacher sorriram com bonomia, ao ouvir aquela notícia da boca dum aluno tão responsável, com tanta naturalidade! Nem todos comungavam desta facção, pois apareceram rapidamente os detractores, que apodaram de graxistas os correligionários do menino Kevin! No fim dessa aula, despediram-se alguns com um beijinho na face da teacher e... foram avisando que não se colasse tanto ao autocarro escolar!
Mª Donzília Almeida 18.02.09

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aveirenses Ilustres: D. Manuel de Almeida Trindade

No dia 26 de Fevereiro, quinta-feira, entre as 18.30 e as 19.30 horas, vai ser homenageado o antigo Bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade, falecido em Agosto do ano passado. A homenagem insere-se no âmbito do Ciclo Aveirenses Ilustres e terá lugar no auditório do Museu da Cidade. O palestrante convidado vai ser o actual Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos.

Celebrar a República sem reabrir feridas

Nada será feito para dividir os portugueses
As comemorações oficiais do centenário da República querem “mobilizar” a sociedade portuguesa, sem reabrir quaisquer feridas do passado. A garantia foi hoje dada por Artur Santos Silva, presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), durante a conferência de imprensa que serviu para apresentar o programa comemorativo. Este responsável frisou que há que evitar uma “visão passadista”, contrapondo-lhe uma preocupação prospectiva, descobrindo elementos que possam ser úteis na construção do futuro do país. Neste sentido, Santos Silva assegurou que nada será feito para “dividir os portugueses”, saudando como um facto “extremamente positivo” a presença de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, entre os membros da Comissão Consultiva da CNCCR.
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Laura Vaz em Moçambique

Voluntária com grande espírito de serviço
Li a notícia, no Correio do Vouga, da partida da Laura Vaz para Moçambique, onde vai trabalhar, durante um ano, como voluntária. Já aposentada, não assumiu um resto de vida, curto ou longo, acomodada em atitudes passivas. Conheço o seu entusiasmo e a sua alegria de viver, tantas vezes em tarefas para os que mais precisam. Sempre com o seu sorriso contagiante. E se é certo que poderia continuar por aqui, envolvida em inúmeras actividades, a verdade é que a Laura vai mesmo deixar-nos, com a convicção de que, em Moçambique, fará mais falta. Ali vai trabalhar com crianças, com a vivacidade que lhe conhecemos, com o espírito de serviço que a caracteriza. Vai com muitas ideias, mas nem a noção de que nem tudo será possível fazer a demove de partir, com um gosto pela vida e pelo bem-fazer que tem de mexer connosco. Boa viagem e bom trabalho, Laura. Por cá ficaremos à espera de notícias tuas. Que vais ter muito que contar, do muito que hás-de fazer, lá isso vais.
Fernando Martins

Praia da Barra

(Clicar para ampliar)
Cada Dia Cada Paisagem
Cada dia cada paisagem é a melhor recomendação para quem visita a Praia da Barra. O que é preciso é olhar. Hoje apreciei diversas cenas. Esta foi uma delas. Os pára-quedistas, descarregados no ar pelo avião, até parece que vão cair no mar, mesmo à boca da barra. Mas não. O dia está lindíssimo, com sol brilhante, mas ainda não apetece mergulhar no oceano. Esse treino virá para o Verão. Sabe-se lá se os pára-quedistas, um dia qualquer, em tempo de paz ou de guerra, terão mesmo de descer para as águas, de um rio ou de um mar!

António Lobo Antunes

Sobre a origem da escrita:
«Será Deus que escreve pela nossa mão?»
Sobre a origem da escrita e da inspiração literária, interrogava-se em entrevista recente António Lobo Antunes: "Até que ponto o livro é do autor ou ele foi apenas um meio de que o livro se serviu para existir? É um problema que sempre se me pôs enquanto leitor em relação aos grandes livros. A Guerra e Paz é feita pelo Tolstoi ou através do Tolstoi? A grande literatura, a grande pintura e a grande música é feita pelos autores dos livros, dos quadros ou das sinfonias ou por uma outra entidade que, por hipótese, é comum a todos e que toma diferentes tonalidades consoante a personalidade?" – Mas que outra entidade é que poderia ser? – perguntou-lhe o entrevistador – "Não sei, será Deus que escreve pela nossa mão?" (DN, 16.02.2009) Escreveu P. António Vieira: "O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê. Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há-de amar o amor para ser fino? Amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam é agradecido. Quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino." Paulo Pires do Vale In Pastoral da Cultura

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mensagem Quaresmal do Bispo de Aveiro

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Uma Igreja renovada na fidelidade e no amor :
Na sua Mensagem Quaresmal, o Bispo de Aveiro, D. António Francisco, lembra que é na Páscoa de Jesus que somos chamados a viver a “nobreza dos seus sentimentos, a audácia dos seus gestos, a entrega corajosa da sua paixão, a alegria jubilosa da sua ressurreição.” Recomenda, depois, que “A Quaresma surge como um tempo especial para contemplarmos o modelo de vida que Jesus nos comunica”, o que constitui “uma oportunidade privilegiada para intensificarmos a renovação da Igreja diocesana”, no sentido de a tornar, “no mundo, farol de esperança para todos”, servindo “com desvelo os mais pobres.”
Pode ler toda a Mensagem aqui

Acordo Ortográfico deverá entrar em vigor ainda neste semestre

"O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou hoje que o novo acordo ortográfico deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2009, mas tudo depende de negociações com os outros países da CPLP. "Estamos em conversações com os outros países da CPLP [como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe] para ver se encontramos uma data para o adaptar nos documentos oficiais, nas imprensas nacionais e que os diários oficiais [Diário da República] dos vários países passem a adoptar a ortografia do novo acordo ortográfico", disse Pinto Ribeiro. O ministro falava em Lisboa no final do lançamento do FLIP 7, uma ferramenta informática criada pela empresa Priberam que permite uma conversão automática do português de Portugal e do Brasil de acordo com as novas normas ortográficas dos dois países. Esta ferramenta está já a ser testada na Imprensa Nacional Casa da Moeda, entidade responsável pela edição do Diário da República (DR). Assim que o acordo ortográfico entrar em vigor em Portugal, todos os documentos oficiais terão de obedecer às novas regras da escrita em língua portuguesa. Com a ferramenta informática FLIP 7, quem escrever em português terá a opção de converter automaticamente o texto segundo o novo acordo ortográfico, sejam as normas do Brasil sejam as de Portugal."
Leia mais no Público

Fome de Primavera?

Paisagem da ria de Aveiro
Eu não sei se é fome de Primavera ou cansaço de um Inverno chuvoso e frio o que sinto. Só sei, e bem, é que ontem e hoje pude, por alguns momentos, dispensar as casacas e sobretudos para andar por aí, saboreando um sol acariciador. E foi muito bom. De tal modo, que me apeteceu partilhar esta satisfação com os meus amigos. Deixei a minha tebaida, pus de lado algumas leituras, fechei o rádio e olhei, sôfrego, a luminosidade dos dias, o calor que me aconchegou, o rosto de gente alegre. Deu para perceber que, realmente, a Primavera está a caminho. Ainda falta? Claro. Mas ela há-de vir com toda a sua beleza.
FM

Grupo Desportivo da Gafanha

Presidentes do GDG e da Junta de Freguesia
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Algumas Notas Históricas
"Espera-se que o brilho e a importância da remodelação e ampliação deste complexo desportivo, com as obras agora inauguradas, sejam o motor e o arranque definitivo para o Centro de Estágios do Parque Municipal de Desporto e Lazer da Colónia Agrícola, que transformará todo este espaço numa zona ainda mais apetecível e da maior relevância para a prática desportiva na nossa região."
Ler algumas Notas Históricas aqui

Gerar vínculos de confiança

"São muitos os que se reclamam donos das receitas certas para obstar à situação. Infelizmente, não raro são os mesmos que de algum modo sempre protagonizaram as intervenções nesta área fundamental do convívio comunitário, independentemente do tempo e do seu sabor. É certo que o problema não se resolverá apenas com o esforço da comunidade nacional. Mas estar à espera que o mundo resolva sempre os nossos problemas caseiros é um erro. Vale a pena lembrar a cada um que tem aqui um papel a desenvolver."
João Soalheiro
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Remodelação do Complexo Desportivo do GDG

Incentivo para se fazer mais e melhor
Bênção do Complexo Desportivo
As obras de ampliação e remodelação do Complexo do Grupo Desportivo da Gafanha (GDG) foram inauguradas hoje, 15 de Fevereiro, em cerimónia presidida pelo autarca ilhavense, Ribau Esteves, na presença dos dirigentes do clube, prior da freguesia e demais autoridades. Como seria de esperar, largas dezenas de atletas do GDG, com os seus seccionistas e treinadores, desfilaram, por classes, emprestando um colorido muito expressivo à festa. O presidente da Câmara de Ílhavo frisou que este empreendimento importou em 700 mil euros, não tendo havido qualquer comparticipação estatal. Disse que se trata de um conjunto de infra-estruturas digno de uma terra que “continua a crescer cada dia que passa”, inserindo-se num projecto mais vasto, que é o Centro de Estágio, vocacionado para receber “equipas de várias modalidades, de âmbito nacional”. Com esta ampliação, o Complexo Desportivo passa a contar com mais dois campos de futebol de onze (um de relva sintética e outro pelado), bem como de espaços de apoio e de acesso.

Descerramento da placa alusiva à inauguração

Ribau Esteves lembrou que o GDG tem agora de rentabilizar estes equipamentos, tanto na formação de cidadãos como de atletas, que sejam “símbolo da Gafanha da Nazaré e do Município de Ílhavo”. Importa, salientou, que “os jovens cresçam de forma saudável”, desenvolvendo “os dons que Deus lhes deu”. Garantiu que o clube tem dirigentes “trabalhadores e honestos”, mas não deixou de avisar que a Câmara continua a exigir “retorno”. Nessa linha, adiantou que “temos de ser bons na vida; não podemos ficar na mediania”. Assim, pediu ao GDG que aposte na formação humana e desportiva, mas também que aponte os seus objectivos para atingir as divisões nacionais.
Presidentes da CMI e do GDG
Manuel Serra, presidente da Junta, homenageou todos os que ao longo dos últimos 51 anos contribuíram para que o clube chegasse ao que é hoje. Depois de recordar, a traços largos, os melhoramentos introduzidos no complexo desportivo ao longo do tempo, manifestou o desejo de que esta inauguração “seja o motor e o arranque definitivo para o Centro de Estágio do Parque Municipal de Lazer, assente na Colónia Agrícola”. Acrescentou que este projecto, quando concluído, há-de tornar esta zona “ainda mais apetecível”, para a prática desportiva na nossa região. Por sua vez, António Pinho, presidente do GDG, começou por homenagear com um minuto de silêncio o sócio número um, capitão Guerra, que foi neste dia a enterrar. Assumiu que os momentos altos, e até os menos bons, que enriqueceram a história do clube, já com mais de 50 anos de vida, “fazem parte da nossa memória”, levando-nos “a acreditar no futuro”.

Desfile de atletas

Com mais de 600 atletas, nas modalidades de futebol, futsal, basquetebol e atletismo, para as mais diversas faixas etárias, António Pinho garantiu que estas obras “são um incentivo para se fazer mais e melhor”, na área do desporto. Mas não ignorou que tudo isto só foi possível, graças à boa relação institucional com a Câmara Municipal de Ílhavo e com a Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré. Da cerimónia, constou a justa homenagem ao dirigente Ernesto Mónica, que tem servido o clube, há mais de 30 anos, mas que promete continuar, porque gosta muito de futebol, disse. Três atletas do clube, das camadas infantis e juvenis, receberam o Prémio da Correcção Desportiva. No final, o prior da freguesia, padre Francisco Melo, procedeu à bênção do Complexo Desportivo e de todos os que o utilizarem. Muitas centenas de pessoas assistiram depois a jogos para as mais variadas idades, nos campos acabados de inaugurar. A festa foi valorizada pela participação da Filarmónica Gafanhense, que apresentou alguns números do seu vasto reportório. Fernando Martins

PESCA: vício para um milhão de portugueses

O PÚBLICO oline revela que a pesca é o vício de um milhão de portugueses. Diz que "Um em cada dez portugueses tem o vício da pesca. São um milhão os que, todos os anos, compram a respectiva licença para, no mar ou em água doce, faça sol ou caia chuva, darem satisfação a uma actividade que movimenta milhões de euros. O negócio, apesar da crise, floresce, ao ponto de existirem mais de 300 estabelecimentos especializados na venda de material. Há imprensa especializada e até se viaja para outros continentes na esperança de sentir a cana vergar com o peso recorde de um peixe". É obra.

Há tempos, passeando descontraidamente pelo paredão, na Praia da Barra, numa tarde calmosa, olhei para um pescador que ali estava, descontraído, de cana na mão, à espera que o peixe picasse. Parei. O pescador, talvez desejoso de meter conversa, vira-se para mim e pergunta: - Ó amigo, sabe quem é o padroeiro dos pescadores? Assim apanhado de surpresa, atirei: - Se calhar é o S. Pedro. Porquê? - indaguei. - É que eu vim do Porto de madrugada e ainda não pesquei nada. Ajude-me aí a rezar-lhe para eu chegar a casa com uns peixitos... Ri-me com vontade e lá o aconselhei a passar pelo supermercado, onde normalmente há peixe fresco. Afinal, o vício da pesca, que deve ser bom, tem destas coisas: pachorra que baste para estar de cana na mão, horas a fio, quantas vezes sem ver a cor do peixe. FM

Forte da Barra de Aveiro

Há obras prometidas...
UM POUCO DE HISTÓRIA
Sobre o Forte da Barra, escrevi uma curtas notas no meu blogue Galafanha, onde vou guardando algo que diz respeito às Gafanhas. Nesse meu espaço, há lugar para textos e achegas dos meus amigos, desde que fundamentados. Assim eles venham.
FM

Generosidade

O amor ao próximo e à vida está enraizado no íntimo de cada ser humano
A generosidade marcou presença ontem na igreja matriz da Gafanha da Nazaré. 690 pessoas, um pouco de todo o lado, deram sangue, com vista a descobrir-se um dador compatível de medula óssea, para uma menina que sobre de leucemia. Outras não puderam satisfazer o seu desejo por falta de meios necessários à recolha. Ficou a boa intenção e a certeza de que o amor ao próximo e à vida está bem enraizado no íntimo de cada ser humano. Parabéns para todos…
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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 118

BACALHAU EM DATAS - 8

Padre Rezende

AFINAL A MONOGRAFIA DA GAFANHA TAMBÉM...
Caríssimo/a:
Temos navegado por águas de profundos saberes. Hoje resolvi fazer uma abordagem mais terra-a-terra, aquilo a que podemos chamar as nossas águas, já que há muitos, muitos anos na Monografia da Gafanha, do senhor Padre João Vieira Rezende, na sua 2.ª edição, correcta e aumentada, de 1944, li algo a que, na altura, confesso, não dei muita importância. Será que neste novo contexto me dirá coisas novas? Vejamos: «Segundo o P.e Carvalho da Costa, são antigas as construções navais em Aveiro. Regressemos ao século XVI. Os navios de Aveiro faziam naquele século comércio com a Inglaterra, Irlanda, Flandres e Ilhas, mas uma grande parte deles armava-se para a pesca de bacalhau à Terra Nova, iniciada cerca de 1500. Por volta de 1700, , o P. Carvalho da Costa dizia na sua Corografia Portuguesa: “Por esta comodidade se fabricavão outro tempo em Aveyro tantas embarcaçoens, que sahião (como diremos) sessenta naos para a pescaria da Terra nova; & mais de cem carregadas de sal para diversas partes. Depois ficando a barra com pouco fundo se foy diminuindo a navegação, & commercio: com que atégora se fabricávão aqui poucos navios; & entravam só alguns Portuguezes, Inglezes, & Galegos; mas como Aveyro está já porto seguro, se espera que brevemente torne a ser porto rico” Desta passagem concluíu-se, erradamente, que o pôrto de Aveiro tinha no século XVI, 160 navios. O sr. Dr. Francisco Neves prova que o êrro era possível. Devemos ter como mais seguro e elucidativo o que em 1648 se escreveu, referente àquele século, na Memória dos capítulos que Sebastião Soares da Fonseca ha-de propor a Sua Magestade que Deus Guarde. Lia-se nesse escrito, que existiu na Câmara de Aveiro: "Que nesta vila , quando antigamente tinha 46 ou 50 navios que iam á pescaria do bacalhau…” Êste documento é mais concludente àcêrca do número de navios de Aveiro e indica-nos o que seria o movimento marítimo do seu pôrto.» [MG 183/4] Lá mais para diante, na página 341, acrescenta: «Quando em 1504 alguns navegantes da Bretanha e da Normandia aportaram à Terra Nova, já lá encontraram colónias de pescadores de Aveiro e de Viana. Em 14 de Outubro de 1506, um alvará de D. Manuel ordenava que se pagasse a dízima da pesca da Terra Nova. Este imposto chegou a render em Aveiro 4.000$900 réis. Um documento existente no Arquivo Municipal de Aveiro, diz que em 1572 se secou e beneficiou bacalhau entrado na barra desta vila.» [MG, 341] Afinal a Monografia da Gafanha também se debruçou sobre a pesca do bacalhau ao longo dos tempos e fê-lo com tal rigor que muitos estudiosos se servem das suas fontes e águas cristalinas para as suas navegações. Assim sendo, curvo-me, mais uma vez, mui respeitosamente, perante esta fígura que deixou marcos perenes a balizar as nossas memórias. Saibamos nós ser dignos seguidores do seu espírito de busca e de pesquisa e consigamos exprimir-nos com a sua humilde exactidão. Manuel

sábado, 14 de fevereiro de 2009

BENTO XVI E OBAMA

Já uma vez aqui referi que há anos, na Suíça, fui a Ecône visitar o Seminário da Fraternidade S. Pio X, fundado pelo arcebispo dissidente Marcel Lefebvre. Após uma longa conversa com um padre, aliás simpático, da Fraternidade, tornou-se claro para mim que o problema era muito mais complicado do que propriamente a Missa em latim. O núcleo da questão era o Concílio Vaticano II e a revolução operada em problemáticas fundamentais, como a liberdade religiosa, os direitos humanos, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso. Os recentes acontecimentos vieram confirmar essa minha convicção. Em 1988, Lefebvre tinha sido objecto de excomunhão pelo Papa João Paulo II por ter ordenado, sem autorização da Santa Sé, quatro bispos, também eles automaticamente excomungados. Numa estratégia de cedências, o Papa Bento XVI foi dando passos de aproximação à Fraternidade. Assim, logo em 2005, recebeu o líder, bispo Bernard Fellay. Em 2007, autorizou a celebração da Missa em latim segundo o rito tridentino. Tudo culminou com a assinatura do decreto de reintegração dos quatro bispos na Igreja, divulgado no essencial no dia 21 de Janeiro e publicado no dia 24. Quando se pensava que se chegaria ao termo do cisma, rebentou a bomba. As declarações do bispo Richard Williamson em entrevista à televisão pública sueca, negando o Holocausto, provocaram, como não podia deixar de ser, um terramoto: "Creio que não houve câmaras de gás. Penso que 200 a 300 mil judeus pereceram nos campos de concentração, mas nem um só nas câmaras de gás", que serviriam apenas para desinfecção. Ergueram-se protestos veementes de bispos e cardeais, de judeus também e ao mais alto nível, podendo ficar em causa a própria visita anunciada de Bento XVI a Israel. A chanceler alemã, Angela Merkel, interveio, exigindo explicações. O próprio Papa, por desejo expresso da chanceler, telefonou-lhe, pronunciando-se com toda a clareza contra o negacionismo. Mas os estragos estavam feitos. Só a título de exemplo: segundo uma sondagem do Emnid, 67% dos católicos alemães pensam que o Papa alemão causou danos à imagem da Igreja, pedindo 56%, entre eles o presidente da Conferência Episcopal, R. Zöllitsch, que Williamson, que ainda se não retractou, volte a ser excomungado. Teme-se que muitos católicos na Alemanha abandonem a Igreja Católica. Perante o escândalo, há quem ponha em dúvida a autoridade moral do Papa para a continuação na direcção da Igreja. Afinal, para lá dos erros de gestão na condução do processo, reconhecidos pelo Vaticano, o nervo da questão foi a atitude tíbia e dúbia na exigência aos integristas do reconhecimento pleno do Concílio Vaticano II. Note-se a coincidência de datas, quando se pensa que precisamente no dia 25 de Janeiro se celebrava o cinquentenário do anúncio por João XXIII da convocação de um Concílio ecuménico, precisamente o Vaticano II. Afinal, qual é o lugar primeiro da comunhão na Igreja: a obediência formal ao Papa ou o respeito real pela História e a memória das vítimas, pelos direitos humanos, pela liberdade religiosa, pelo diálogo inter-religioso? Talvez mal aconselhado ou porque a Cúria lhe sonegou informação, Bento XVI acabou, de qualquer forma, por provocar um incêndio que contribui para maior descredibilização da Igreja. Neste contexto, o teólogo Hans Küng, pensando em Obama que, após Bush, abriu os Estados Unidos e o mundo a uma nova esperança, reconhece que na Igreja Católica as coisas são diferentes, "vendo muitos o Papa Bento XVI como outro Bush". Ora, o que faria um Papa, se agisse com o espírito de Obama, pergunta Küng? Afirmaria que a Igreja se encontra numa "crise profunda". Avançaria com uma nova esperança para uma Igreja renovada, com um ecumenismo revitalizado, diálogo com as religiões mundiais, uma avaliação positiva da ciência moderna. Rodear-se-ia dos mais competentes, mentes independentes, e não de yes-men. Iniciaria imediatamente por decreto as medidas reformadoras mais importantes e "convocaria um Concílio Ecuménico para promover uma mudança de rumo". Anselmo Borges

Crónica de um Professor...

Dia de S. Valentim
Não fora o S. Valentim trazer uma nota alegre e colorida, (vermelho e branco) (!?) a este Fevereiro tenebroso, e toda agente andaria de monco caído, desmotivada e deprimida. Na verdade, com uma chuva permanente há já mais de um mês, a fustigar-nos a paciência, um céu plúmbeo a pairar nas nossas cabeças, um sol arredio e envergonhado, qualquer pessoa, por mais positiva que seja, começa a entrar em “parafuso”! Mas...calma aí, que o dia de S. Valentim, padroeiro dos namorados, aí está a chegar, contrariando fortemente os desígnios do mês invernoso que nos quer vencer pelo desânimo. Nas escolas, o dia é comemorado entre os alunos, que se afadigam na troca de correspondência amorosa, mais ou menos movidos pelo Menino Cupido. O significado original da comemoração foi-se perdendo, já que, da amizade que envolvia as comemorações, derivou-se para o Dia dos Namorados, numa concepção redutora do sentimento! Amores consumados, “consumidos”, à boa maneira das Gafanhas, ou a consumar, todos têm a sua expressão, neste dia do calendário. Desde há muitos anos que a teacher assiste a este movimento de demonstração de afecto, que, para si, tem uma abrangência notável! O termo inglês, Be my Valentine, pode ser proferido por qualquer um, independentemente do sexo e da sua faixa etária. Comemora com os seus alunos a efeméride que eles acatam com todo o prazer e entusiasmo. Pudera! É nisso que eles são, verdadeiramente, bons! E, ao longo dos tempos, têm ajudado a teacher a fazer uma compilação de ditos e curiosidades, acerca do acontecimento. Serão referidos alguns desses factos, pelo insólito de que se revestem. -S. Valentim foi um sacerdote romano, médico que curou um epiléptico e uma cega. Protegia os Cristãos perseguidos pelo imperador Cláudio II que o mandou decapitar a 14 de Fevereiro de 269. -Pensa-se que o dia de S. Valentim teve a sua origem num festival romano de fertilidade, que tinha lugar na mesma data, em que os rapazes sorteavam o nome de raparigas solteiras, ofereciam presentes e se divertiam. -O Sr Valentine Card, que vive em Chelmsford, no Essex, Inglaterra, nunca se esquece do dia de S. Valentim. Faz anos a 14 de Fevereiro. -Muitos românticos europeus deslocam-se propositadamente à vila inglesa Lover, (Amante) para enviar os seus cartões de S. Valentim, para ficarem com o carimbo dos correios... bastante amoroso. -Um romântico australiano, Michael O’Conner, beijou arrebatadamente a primeira cliente do dia, na sua loja de Melbourne. Claro que se meteu em trabalhos e esteve quase a ir para a prisão. Porém, dez anos mais tarde, a mulher beijada deixou-lhe cerca de três mil contos em testamento, um agradecimento pelo melhor beijo da sua vida... - Ao longo de 61 anos, Meryl Dunsmore recebeu anualmente um cartão de S. Valentim enviado por um admirador desconhecido. Quando morreu, em Toronto, no Canadá, em 1998, alguém enviou um cartão anónimo à agência funerária. Dizia: "Descansa em paz, minha Valentina." - O multimilionário Aristóteles Onassis gastou cerca de 280 mil contos num cartão de S. Valentim, em ouro maciço cravejado de diamantes, embrulhado num casaco de vison, que ofereceu à cantora de ópera Maria Callas. M.ª Donzília Almeida

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fenómeno Religioso em debate

Fórum de debate vai juntar profissionais
do fenómeno religioso Um encontro plural e elucidativo da vontade que os jornalistas que trabalham o fenómeno religioso têm de se juntar e reflectir sobre esta área da informação. Foi desta forma de os organizadores avaliam a realização do encontro «Entre a vertigem e o silêncio – porque (não) há espaço nos media para o religioso», que juntou na Universidade Lusófona, jornalistas, investigadores e “pessoas sensíveis à questão mediática”. O final do encontro apontou a necessidade de os jornalistas se comunicarem num espaço comum e trocarem ideias e reflexões. António Marujo, jornalista do jornal «Público» e um dos organizadores do encontro, explica à Agência ECCLESIA que o objectivo cimeiro era “levantar a possibilidade de, a partir daqui, se fazer algo mais”. Objectivo conseguido e a desenvolver através da participação num blogue, “uma plataforma virtual” e da organização de acções esporádicas “sem a complicação de uma associação que obriga a formalidades que, de facto, não queremos”. Manuel Villas-Boas, jornalista da TSF, avança que o blogue será um ponto de encontro “para nos conhecermos nas nossas diferentes ideias, para motivarmos outros e para nos irmos corrigindo mutuamente porque há dias de menor felicidade nas nossas intervenções”. O jornalista radiofónico afirma que “todos os jornalistas que têm áreas definidas precisam de se entender no seu campo”. No caso do fenómeno religioso adianta que “não precisam de ser crentes, não precisamos da fé única mas das diferenças. Importa que sejam honestos intelectualmente para todos nos entendermos nas diferenças e na expressão de outras sensibilidades, quer religiosas ou culturais”. A ignorância no tratamento do fenómeno religioso, nas redacções, entre jornalistas, mas também entre as instituições foi uma das questões em análise.
Leia mais na aqui e aqui

Mar ataca… Homem contra-ataca

O que o mar dá pode roubar de um dia para o outro
O mar ataca e o homem contra-ataca. Sempre foi assim. O que o mar dá pode roubar de um dia para o outro. Mas o ho-mem, que quer o que é bom, volta a construir o que o mar destruiu. Desde que me conheço, a regra do jogo é esta. O mar, que deu o areal, resolveu levá-lo um dia destes. Mas o homem, que o quer, não esperou nada. E hoje, com sol re-confortante, assisti à reposição da areia na praia da Barra.

António Neves - Aguarelista

Aguarelista das paisagens quentes

O Aguarelista António Neves apresenta amanhã, sábado, às 17 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, o livro onde ilustra o seu percurso de mais de vinte anos dedicados exclusivamente à pintura. São mais de duas centenas de páginas onde a criatividade, evolução, e o amor às belas paisagens portuguesas, desde o Tejo, Douro e Vouga, bem como as paisagens quentes do Alentejo, e também do Brasil, surgem num rigor pictórico que tem feito com que António Neves já seja considerado o aguarelista das paisagens. Neste livro também surgem textos de consagrados críticos e amantes das artes plásticas, como: Milton Alencar (Secretário da Cultura de Cabo Frio e Cineasta), Gaspar Albino, Edgardo Xavier e Luís Carlos Patraquim, além do Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves.



Adriana Calcanhoto

Lindíssimo poema de Ferreira Gullar, musicado por Fagner e cantado por Adriana Calcanhoto.

Mar

Mar encrespado! Rugindo Atroando Bramindo! .......
Mar revoltado... Galgando Cuspindo A espuma salgada Arrojada Na praia Dourada Serena! É imponente A tua frescura Mas impotente A tua bravura Contra a falésia dura.... Mª Donzília Almeida

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Picos de sensibilidade, confrontos sem ideias, oportunidades mediáticas

A crise que vivemos não é apenas económica
"A crise que vivemos não é apenas económica. É ideológica, democrática, de sentido, de relação e incapacidade de respeito mútuo e de diálogo construtivo. Por tudo isto é, também, uma crise de ética e de valores morais que vai subvertendo os projectos e planos, necessários para que a vida pessoal e social tenha sentido e progrida. Como chegámos aqui, é uma pergunta pertinente que pode e deve levar a uma reflexão necessária e consequente. Nunca se chega de um salto, mas degrau a degrau." António Marcelino

Marçal Grilo: “As famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber”

Não se fazem alterações sem os professores
Segundo o PÚBLICO, o ex-ministro da Educação Marçal Grilo defendeu, em Castelo Branco, que o sector em Portugal necessita de "menos Ministério e mais escola, menos sindicato e mais professores". Para o ex-responsável da pasta da Educação, é necessário, entre outras tarefas, mobilizar os professores. "Tenho a sensação de que há algum desalento, é preciso ganhá-los, porque não se fazem alterações significativas sem os professores", disse, acrescentando: "o que não significa que não haja reformas de fundo, que não haja reformas que afectem alguns direitos adquiridos pelos professores". Segundo Marçal Grilo, os docentes aceitam tudo o que lhes for apresentado com racionalidade num processo negociado e acertado. "É preciso diminuir o papel do Ministério e aumentar o papel das escolas. As escolas têm que ser ouvidas e ter voz, os sindicatos devem ter o papel de pugnar pelos interesses sindicais dos professores e os professores têm que ter uma voz (...) no seu relacionamento com os pais e com os estudantes", defendeu. Falando à margem de uma conferência sobre Ambiente, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, Marçal Grilo considerou ainda que nos últimos anos a família tomou consciência da importância da Educação. "Finalmente, o país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber", disse o ex-governante.

Scorsese quer filmar a história de dois missionários portugueses

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Parte da rodagem será feita na Nova Zelândia
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O realizador Martin Scorsese planeia filmar Silence, a história de dois jesuítas portugueses que viajam para o Japão no século XVII, numa época em que os cristãos eram perseguidos no país.
Com argumento de Jay Cocks (A Idade da Inocência, Gangs de Nova Iorque), o filme adapta o livro de Shusaku Endo Silêncio (Dom Quixote, 1990). Daniel Day-Lewis e Benicio del Toro estão a negociar a sua participação no filme, assim como Gael Garcia Bernal.
Leia mais aqui

Dia Mundial do Doente: 11 de Fevereiro

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Sofrimento pode ser caminho de redenção
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Celebra-se hoje, como já referi neste meu espaço, o Dia Mundial do Doente. Celebra-se, não só ..para meditarmos sobre o tema e sobre todo o incómodo que a doença provoca, mas também para se olhar para quem sofre. O Bispo de Aveiro, na sua mensagem para este dia, sublinha que o sofrimento pode transformar-se em "caminho de redenção".

Maria Barroso na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Amanhã, dia 12, Maria Barroso estará na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, para falar de um tema importantíssimo – A arte de bem envelhecer –, já que é conhecido o drama de muita gente, mal começam a manifestar-se os sinais da velhice. O encontro está agendado para as 19 horas, na Biblioteca da Escola, conforme li na RTN. Estarão presentes os presidentes da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, e da Junta de Freguesia, Manuel Serra. Sendo certo que há muitos jovens que envelhecem muito cedo, enquanto há idosos bastante novos, temos de reconhecer que o assunto interessa a todos.

Santa Sé lembra Darwin e a Teoria da Evolução

Bíblia e teorias evolucionistas não são incompactíveis
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Foi apresentado, esta Terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Congresso in-ternacional "Evolução biológica: factos e teorias". O evento será realizado em Roma, de 3 a 7 de Março, na Universidade Pontifícia Gregoriana. Na conferência de imprensa estiveram presentes, entre outros, o Presidente do Conselho Pontifício da Cultura, D. Gianfranco Ravasi, e o jesuíta e professor de Filosofia da Gregoriana e coordenador do encontro, Padre Marc Leclerc. Na sua intervenção, o Pe. Leclerc afirmou que nenhum universitário, católico ou não, pode permanecer indiferente a dois eventos que se celebram este ano: o bicentenário do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da sua obra "A Origem das Espécies".
Ler mais aqui

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Instituto da Água vai repor areia na Barra

"O Instituto da Água vai repor, "o mais rapidamente possível", areia na praia da Barra para evitar que o mar continue a avançar de forma a colocar em risco os bares de praia, revelou o director de obras do INAG, João Costa. O quadro vivido nos últimos dias na praia de Ílhavo é "anormal", diz João Costa, que se baseia nas informações de quem conhece a zona, para a considerar "único nos últimos 30 anos". Na origem da situação, revela, "está o temporal que nas últimas quatro semanas, de forma persistente, tem fustigado a zona, com ondas que vão dos 3,5 a 16 metros". Esta agitação marítima, diz João Costa, "tem sobrelevado o nível médio das águas junto às praias, com as fortes correntes de retorno a retirarem a areia da praia"."
Leia mais no JN

Scolari despedido

Não percebo grande coisa de Futebol, mas sempre vou entendendo alguma coisa. Por exemplo, que os treinadores, sobretudo quando as suas equipas não ganham, são normalmente os maus da fita. E também sei que, como disse alguém há muito tempo, cá no nosso País, um treinador pode passar de "Bestial a Besta", de um dia para o outro. Um herói entre nós, conseguiu pôr Portugal de bandeira nacional a desfraldar ao vento, pespegada em todos os cantos, até apodrecer queimada pelo sol e esfarrapada pelos ventos. Foi para Inglaterra para ganhar muito dinheiro, e conseguiu. Despedido sem honra nem glória, receberá 17 milhões de euros, diz a comunicação social. Em tempo de crise, não será nada mau. Execelentes férias vai ter Scolari. Mesmo que, como treinador, tenha sofrido uma grande derrota moral. O Futebol é assim.

O gigantesco segredo do cristão

Teria razão Kierkegaard quando defendia que o cristianismo olha para a história tomando o ponto de vista da alegria? Aparentemente não. O poeta Baudelaire lembra que, nos relatos dos Evangelhos, nem por um momento, Jesus sorri (expressando, no entanto, outro tipo de paixões), recuperando uma citação de São João Crisóstomo: «Ele chorou algumas vezes, mas nunca se riu». Este aforisma ganhará em Nietzsche contornos de suspeição generalizada sobre o cristianismo moderno: o cristianismo surgiria mais credível se os cristãos parecessem satisfeitos. Encontra-se, de facto, a ideia culturalmente difusa de uma ausência de alegria nos textos sagrados, na teologia e no viver cristãos, que vincariam sobretudo o peso da exigência moral e o fantasma das culpabilidades. Sem dúvida, tal deriva de uma leitura insuficiente da proposta cristã, que é, desde o princípio, o anúncio de «uma grande alegria» (Lc 2,10). O escritor G.K. Chesterton, conhecido também pelo seu bom-humor, desmente os que dizem que o paganismo é uma religião de alegria e o Cristianismo uma religião de tristeza: «O comum dos homens viu-se forçado a ser alegre no que dizia respeito às pequenas coisas, mas triste no que se refere às grandes. No entanto não é próprio da condição humana ser assim. O homem é mais ele próprio, o homem é mais semelhante ao homem, quando a alegria é a coisa principal que se encontra nele, e a tristeza é uma coisa acidental. A melancolia devia ser um inocente entreacto, uma terna e fugitiva moldura do espírito, ao passo que a alegria deve ser a constante pulsação da sua alma… A alegria é o gigantesco segredo do cristão». A alegria não é um produto de consumo rápido, nem é uma questão cuja procura se possa substituir ou calar no coração Humano, deixando-a apenas à estratégia comercial das indústrias do entretenimento. «Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos”» (Lc 10,21). Um dos dramas da hora presente é ser tão estreito o cânone da felicidade. José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

“São precisos professores que gostem de ler"

Graça Barbosa Ribeiro entrevistou Carlos Reis, especialista em Estudos Portugueses e coordenador dos novos programas de Português destinados aos alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, para o jornal PÚBLICO. A dado passo da entrevista, que pode ser lida naquele diário, em edição online, na página 10, Carlos Reis diz que, “Para termos alunos que gostem de ler são precisos professores que gostem de ler, que entendam a literatura como um domínio de representação cultural com uma grande dignidade e com uma enorme capacidade de nos enriquecer do ponto de vista humano. Claro que isto ultrapassa, em muito, a esfera de actuação de quem prepara programas de Português, e está intimamente relacionado com a actual crise das Humanidades”. Já aqui escrevi isto várias vezes. Mas é melhor ler a entrevista no PÚBLICO.

O Terrível Erro Estratégico

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"O erro económico de José Sócrates está em acreditar que o investimento público é bom em si mesmo. O primeiro-ministro demonstra uma fé cega na virtualidade imperativa dos projectos: basta anunciá-los e gastar dinheiro para a economia arrancar. Esquece que todo o dinheiro que gasta vai tirá-lo ao bolso dos contribuintes. Tal como o investimento privado, os projectos do Estado têm de ter utilidade e justificação. Aliás até têm de ter mais, pois usam o dinheiro dos pobres. Apostar milhões em obras faraónicas nunca resolveu nenhuma crise."

Padre Carreira das Neves: "Darwin é só da Terra"

O que podemos ainda aprender com «A Origem das Espécies»?

Padre Carreira das Neves - Marca uma nova época na concepção da Natureza, a nível biológico e cosmológico. O Universo biológico e humano deixa de ser interpretado à luz exclusiva da fé religiosa num Deus criador para ser interpretado à luz das leis científicas da natureza que originam as espécies da biologia natural e humana. Darwin parte do princípio da evolução em que as espécies mais fortes - por selecção natural - suplantam as mais fracas ao longo de séculos e milénios. Continua a representar, como cientista, o papel de um dos maiores símbolos do século XIX.
Leia mais aqui.

Mar da Barra

(Clique nas fotos para ampliar)

O mar da Barra, na Gafanha da Nazaré, continua a dar dores de cabeça aos mais argutos técnicos. Quando se pensa que está tudo bem, de repente ele ataca com toda a sua bravura, não perdoando a quem encontra pelo caminho. Daí os receios de que ele chegue às habitações e às pessoas, ferindo-as de morte. Esperemos que não. Leia mais no DA de hoje.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

SINAL +

1. Celebra-se, no próximo dia 11 de Fevereiro, o Dia Mundial do Doente, com o necessário objectivo de olharmos, com outros olhos, para quem sofre, quantas vezes na porta ao lado da nossa. Eu sei que o sofrimento faz parte da vida e que ninguém, mais cedo ou mais tarde, escapa a situações de dor, física ou psicológica. Quem há por aí que não tenha experimentado no corpo ou na alma essa realidade? Também sei, por experiência própria, que nem todos temos facilidade em dialogar com os doentes, na tentativa de os ajudar a aceitar ou a suportar o sofrimento. Mas reconheço que se torna indispensável fazer um esforço para estarmos junto dos nossos familiares e amigos, em especial, nas alturas em que mais precisam de uma palavra amiga, de um sorriso acalentador e de gestos cúmplices que tornem mais leve a dor que sentem. O Santo Padre, na sua Mensagem para este dia, lembra, aos católicos e a todos os homens e mulheres de boa vontade, que “não podemos ignorar o incalculável número de menores que morrem por causas como sede, fome, carência de assistência sanitária, assim como os pequenos refugiados, que fugiram das suas terras com os pais em busca de melhores condições de vida. De todas estas crianças, eleva-se um silencioso grito de dor que interpela as nossas consciências de homens e cristãos”. É que a dor, afinal, está, com maior dramatismo, em muitas crianças, em todos os cantos do mundo. Para responder, de forma imperativa, a estes e outros casos, temos mesmo de sair dos nossos comodismos, agindo, por todos os meios ao nosso alcance, para que o mundo se torne mais solidário e actuante. Os que sofrem esperam por nós. 2. Tem sido notícia que o “Rei da Cortiça”, Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal, vai despedir 193 trabalhadores. Isto significa, mais coisa menos coisa, que outras tantas família vão engrossar o rol dos que passam a olhar o futuro carregado de nuvens negras. Alguns, como sublinharam e pela idade que têm, têm sérias dúvidas em encontrar outro emprego. O “Rei da Cortiça” tem inúmeras empresas, um pouco por todo o mundo, decerto com garantias de bons lucros. Teria – comentava eu para alguém – possibilidades de distribuir esses trabalhadores por outras empresas do grupo que tem dirigido, com sucesso, há muitos anos. Mas logo recebi, como resposta, que há empresários “que só vêem papéis e números. Para eles, não há homens e mulheres trabalhadores e dependentes, exclusivamente, dos magros salários que auferem ao fim do mês”. Pois é. O meu amigo tem razão. Fernando Martins

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