No sábado passado, 4 de Julho, participei num almoço-convívio com antigos alunos do Ensino Primário, num restaurante da nossa terra. Para além do que se comeu e bebeu, com a natural parcimónia, o mais importante foi a alegria do convívio e as recordações de tempos idos que nos marcaram para a vida.
Mal vai o mundo se deixa perdidos, nas caminhadas da existência, os tempos da descoberta das letras e dos algarismos, dos livros e cadernos, da lousas e dos ponteiros, da pena com aparo, do tinteiro e da procura, muito pessoal, da caligrafia. Mas ainda dos livros feitos com o saber e arte de há mais de meio século.
Tenho tido o privilégio de conviver com antigos alunos de tempos a tempos, graças ao convite da equipa de que se destaca, nesta tarefa, o Serafim Pinto, que tudo pensa e organiza, para que a festa decorra com ordem e saudável alegria, deixando em todos o apetite de almoços ou quaisquer outras formas de evocar a felicidade de tempos das suas meninices e juventudes.
Olhando um a um, todos com as marcas indeléveis de tantos anos já vividos, evoco com natural saudade os tempos de meninos de mala às costas com livros, cadernos e lousa com ponteiros do mesmo material, para fazer contas e problemas, mas ainda para recomendações dos professores e professoras que lecionaram nas Escolas que frequentei como aluno e posteriormente como professor.
O almoço congregou alunos que lecionei na minha vida de professor do Ensino Primário na minha terra natal e em São Jacinto, onde trabalhei dois anos. Depois fui destacado para a Direção Geral da Educação Permanente, em especial para animar Bibliotecas e Educação de Adultos, no Distrito de Aveiro.
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