entre o que digo e calo,
entre o que calo
e sonho,
entre o que sonho e
esqueço
a poesia.
Desliza
entre sim e não:
diz o que calo,
cala
o que digo.
Sonha o que esqueço.
Não é um dizer:
é um fazer.
É um fazer que é dizer.
Octavio Paz, 1914-1998
Saudações especiais para todos os amigos leitores. Terei de seguir outros caminhos porque parar é morrer. Fernando Martins
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