Foi o vento
Foi o vento cortante como gume,
Que me fez companhia nessa espera
Em que só a saudade mais austera
Me falava de ti, como um queixume.
Foi o vento que trouxe o teu perfume
Nessa clara manhã de Primavera,
E, então, eu senti, que antes de quimera,
Eras rosa vermelha em fogo e lume.
E os dias se passaram a correr
Num tempo de alegrias e prazer
Como só haveria em pensamento.
E essa ardente harmonia em nossa vida
Foi repartida ao mundo, a toda a brida,
Por esse arruaceiro que é o vento!
Domingos Freire Cardoso
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Um poema de Domingos Cardoso: Foi o vento
Foi o vento
Foi o vento cortante como gume,
Que me fez companhia nessa espera
Em que só a saudade mais austera
Me falava de ti, como um queixume.
Foi o vento que trouxe o teu perfume
Nessa clara manhã de Primavera,
E, então, eu senti, que antes de quimera,
Eras rosa vermelha em fogo e lume.
E os dias se passaram a correr
Num tempo de alegrias e prazer
Como só haveria em pensamento.
E essa ardente harmonia em nossa vida
Foi repartida ao mundo, a toda a brida,
Por esse arruaceiro que é o vento!
Domingos Freire Cardoso
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