Um poema de Diogo Bernardes
É TEMPO QUE DEIS O PEITO
É tempo que deis o peito,
sacratíssima Senhora,
a vosso filho que chora.
Chora tremendo de frio,
num presépio reclinado,
de todo desabrigado.
Até de feno vazio:
achegai-lhe o peito pio,
sacratíssima Senhora,
porque já por ele chora.
Diogo Bernardes (1532 - 1605)