O G8 (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Rússia), o grupo dos oito países mais ricos do mundo, resolveu perdoar a dívida dos países mais pobres, estimada em muitos biliões de euros. Com esta medida, poderão ser beneficiados, com cerca de 33 mil milhões de euros, 20 países, 14 dos quais são africanos. Destes, há quatro PALOP (Países Africanos e Língua Oficial Portuguesa), nomeadamente Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e Angola. Para além dos agora contemplados, há mais 24 na lista de espera.
Não se julgue, porém, que esta oferta vai ser feita sem critérios. Os países a beneficiar terão de provar que são capazes de combater a corrupção, de seguir uma boa governação e de assumir projectos de desenvolvimento. Não será fácil, para alguns, fazer prova do que se lhe exige.
No entanto, esta foi, em minha opinião, uma medida de largo alcance social e político, se os países pobres passarem a ser estimulados e ajudados. Não há tanta gente pobre a quem tanto se dá e que nunca consegue sair da situação de miséria?
Aqui aplica-se o velho ditado do provérbio chinês, de que mais vale dar ao pobre uma cana para pescar, em vez de se lhe dar o peixe. Contudo, de nada servirá a cana, se não se souber pescar e se não houver hábitos de trabalho.
F.M.
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