quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dia Aberto em museus - 14 de Junho

Museu Marítimo de Ílhavo 
Navio-Museu Santo André 
Centro de Religiosidade Marítima



O próximo domingo (14 de junho) será Dia Aberto no Museu Marítimo de Ílhavo, no Navio-Museu Santo André e no Centro de Religiosidade Marítima.
As visitas nesses três polos museológicos podem ser realizadas gratuitamente no período das 10h às 13 horas (última entrada 12h15), e das 14h às 18 horas (com a última entrada pelas 17h15).

DIA DE PORTUGAL - 10 de Junho


O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é celebrado a 10 de junho, data da morte do poeta Luís de Camões. Este dia presta homenagem a Portugal, aos portugueses, à cultura lusófona e à presença portuguesa espalhada por todo o mundo.
Sendo certo que alguns portugueses, de todas as idades e estratos sociais, pouco ou nenhum interece manifestam por esta efeméride, a verdade é que a nossa Pátria merece toda a atenção. Direi mais: Toda a devoção! Daí o amor que lhe é devido.

SÓ PARA ABRIR O APETITE

AS armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
 
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.


Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.


NOTA: De OS LUSÍADAS, de  Luís de Camões
 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Jazz na Gafanha da Nazaré


O Festival de Jazz Bernardo Sassetti é um projeto itinerante que promove o encontro entre público, músicos, professores e estudantes, proporcionando um espaço de criação, escuta e formação no panorama do jazz em Portugal.
A edição de 2026 passa por Ílhavo. O guitarrista austríaco Wolfgang Muthspiel e o Tomás Marques Trio atuam na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré, no dia 12 de junho, às 21h30. Bilhetes a 12 euros.

NOTA: Das Redes Sociais

domingo, 7 de junho de 2026

Somos livres?

Esta é a pergunta decisiva. De facto, se não somos livres, o que se chama dignidade humana pode ser uma convenção, mas não tem fundamento real. Mas quem nunca foi assaltado pela pergunta: a minha vida teria podido ser diferente? Para sabê-lo cientificamente, seria preciso o que não é possível: repetir a vida exactamente nas mesmas circunstâncias. Só assim se verificaria se as “escolhas” se repetiam nos mesmos termos ou não. Não há dúvida de que a liberdade humana é condicionada. Mas ela existe ou é uma ilusão? Não vêm agora neurocientistas dizer que, mediante dados da tomografia de emissão de positrões e da ressonância magnética nuclear funcional, se mostra que afinal as nossas decisões são dirigidas por processos neuronais inconscientes?
De qualquer modo, em 2004, destacados neurocientistas também tornaram público um “Manifesto sobre o presente e o futuro da investigação do cérebro” – cito Hans Küng, no seu Der Anfang aller Dinge (O princípio de todas as coisas) -- revelando-se prudentes no que toca às “grandes perguntas”: “Como surgem a consciência e a vivência do eu? Como se entrelaçam a acção racional e a acção emocional?

Paço Ducal de Vila Viçosa


 Já lá vão uns anos! Andámos pelo Alentejo e visitámos Vila Viçosa. Eu e a Lita ficámos encantados com o que pudemos apreciar. Agora, com o peso dos anos, limitamo-nos a recordar. Recordar não é reviver?

Escrever ao ritmo das marés

Tenho para mim que os escritores são como os cavadores. Quer uns quer outros, se cruzarem os braços, ficam incapazes de trabalhar. Daí, o esforço que terão de fazer no dia a dia para não perderem o ritmo. É por isso que a esta hora da noite, cerca da uma hora da manhã, estou a preparar um texto, curto embora, para o meu Pela Positiva.

Dia a dia vou sentindo, pelo número de visitantes, que há centenas de leitores do que edito, quantas vezes ao ritmo das marés. Porém, os comentários não são o que eu esperava. Gostaria, por isso, que não ficassem pela simples leitura. Avancem, por conseguinte, por favor, com sugestões que me levem a buscar informações úteis para todos.

sábado, 6 de junho de 2026

Para recordar...

De  cada popa se vê um Portugal diferente



“É certo que de cada popa se vê um Portugal diferente, conforme a latitude: verde e gaiteiro em cima, salino e moliceiro no meio, maneirinho e a rilhar alfarroba no fundo. Camponeses de branqueta e soeste a apanhar sargaço na Apúlia, marnotos a arquitectar brancura em Aveiro, saloios a hortelar em Caneças, ganhões de pelico a lavrar em Odemira, árabes a apanhar figos em Loulé.
Metendo o barco pela terra dentro, é mesmo possível ir mais além. Assistir, em Gaia, à chegada do suor do Doiro, ver transformar em húmus as dunas da Gafanha, ter miragens nos campos de Coimbra, quando a cheia afoga os choupos, fotografar as tercenas abandonadas do Lis, contemplar, no cenário da Arrábida, a face mística da nossa poesia, ou cansar os olhos na tristeza dos sobreirais do Sado. Mas são vistas… Imagens variegadas dum caleidoscópio que vai mudando no fundo da mesma luneta de observação.”


Miguel Torga, in PORTUGAL

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