sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A nossa gente: António Cirino

ANGE 



Neste mês de fevereiro, em que se realiza o I Congresso Náutico – Embarque para o Conhecimento, dedicamos a rubrica a “nossa gente” ao dirigente associativo mais antigo na área do desporto náutico: António Cirino, Presidente da Direção da ANGE – Associação Náutica da Gafanha da Encarnação.
António Cirino nasceu a 25 de julho de 1946, na Gafanha da Encarnação, Município de Ílhavo. Estudou até à 4.ª Classe na Escola Primária Encarnação Sul e foi admitido na Escola Comercial de Aveiro, onde estudou até ao 4.º ano.
Entre 1964 e 1968, cumpriu o Serviço Militar na Marinha de Guerra, onde desde logo demonstrou uma grande apetência pelos desportos náuticos.
No final de 1968, com apenas 22 anos de idade, António Cirino emigrou para a França à procura de uma vida melhor. Viveu em Paris durante quinze anos, aliando o seu trabalho no ramo automóvel ao Associativismo. Para além de jogar futebol, foi Dirigente Associativo no Clube Saint Gracient.
Em 1983 regressou à Terra Natal, onde se instalou por conta própria com um negócio de reparação de automóveis (até 2001), a que se seguiu o trabalho de gestão no Estaleiro de Reparações Náuticas “Ponte Mar” (até 2012).

Foto do Dia — O banco

O banco

Normalmente gosto do mobiliário urbano, decorativo ou funcional. Decorativo porque enriquece com a sua beleza, discutível embora, os ambientes. Funcional porque serve de algum modo ao transeunte, turista ou não. 
Ontem vi este banco à entrada da Costa Nova, na Biarritz, branco como a neve, a desafiar-me ao descanso, depois de uma caminhada junto à ria. Sentei-me, mas logo tive de me levantar, por tão frio estar o assento. O sol batia-lhe quase em cheio, mas nem assim, por volta do meio-dia, o banco aqueceu. Porém, aqui fica o convite para que o usufruam, assim que o tempo dê uma volta para temperaturas mais agradáveis. A paisagem merece uma pausa na caminhada.

Jornadas de formação do clero de Aveiro

António Marujo e D. António Monteiro
«O Jornalista António Marujo apelou a uma formação mais ativa e intensa dos cristãos em relação à Doutrina Social que permita repensar toda a acção social da Igreja. Foi neste sentido que propôs que a Igreja deveria saber criar uma “alternativa aos modelos económicos e financeiros vigentes”, que assentasse nos principais pilares da doutrina social, como o primado do bem comum sobre a propriedade privada ou o primado da pessoa sobre o capital e que a instituição Universidade Católica deveria revestir na sua proposta uma verdadeira alternativa aos modelos económicos vigentes. Na sua partilha elencou algumas periferias da Evangelii Gaudium como a “cidade e a pastoral urbana”, a “multiculturalidade”, a “solidão”, a “religiosidade popular” e a “pobreza”. Estas periferias são um apelo à missão para que se  concretize o sonho do Papa Francisco de “chegar a todos”.»

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A um jovem poeta

Poema de Manuel António Pina




A um Jovem Poeta

Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser

que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças

como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.

Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.

in "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança"



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Camões e o Amor


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Podem visitar a Biblioteca do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré aqui

Foto do Dia — Reflexo


Para a minha idade, frio de rachar, como diz o nosso povo. Nem as águas da ria e do mar conseguiram amenizar a temperatura. Foi o que senti numa curta saída feita a correr. O sol, contudo, brilhava lá no alto, mas nem assim subiu a temperatura. Olhando a ria, captei esta imagem. Não é neve, não senhor. mas tão-só o reflexo dos raios solares nas águas serenas da laguna,

A tempestade

A Tempestade é um desenho original de Amadeu de Sousa Cardoso para o álbum "XX Dessins,1912". Num estilo que o impôs ao mundo como grande artista, esta  imagem está no meu computador para eu a apreciar quando o abro. A arte faz parte da vida do homem desde o tempo da pré-história. Cerca-nos por todo o lado, no que pisamos, vemos e sentimos. Contudo, com a pressa, nem sempre lhe damos o devido valor. E este desenho faz todo o sentido nesta terra de mar e ria, tão propícia a tempestades.