quinta-feira, 3 de abril de 2014

No baú da memória...

Crónica de Maria Donzília Almeida

Casa de Serralves

O Porto como cidade multicultural sempre foi um pólo de atração para estrangeiros vindos de vários quadrantes do mundo.
Evoca-se aqui o grande afluxo de famílias inglesas que se fixaram no Porto, no século XVIII, ligadas à produção e comercialização do, mundialmente afamado, vinho do Porto.
A vida da alta burguesia inglesa foi fielmente tratada por Júlio Dinis, no século XIX, no seu conhecido romance “Uma Família Inglesa”.
Com paladar suave, encorpado e doce, o Vinho do Porto é a bebida escolhida para apadrinhar as mais diversas comemorações, não faltando em nenhuma casa portuense e portuguesa.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

“O Deus das Maravilhas — por cientistas da NASA”




Este livrinho, de apenas 55 páginas, vem acompanhado de um DVD e tem por título “O Deus das Maravilhas”. Um DVD que é um regalo para os olhos e para o espírito, tal é a força das imagens do planeta que habitamos, com mar e rios, céu luminoso ou estrelado, galáxias e mundos sonhados e estudados, montanhas e glaciares, tempestades e serenidades, enfim, o mundo vegetal e animal e o ser humano como rei, criado à imagem e semelhança de Deus. O universo com todas as suas grandezas incomensuráveis para o comum dos mortais vem até nós pelos sublinhados e explicações de cientistas credenciados, dos mais variados quadrantes, com a Palavra de Deus por valiosíssima companhia. 
O DVD que acompanha o livro tem uma história bonita: «Foi oferecido ao Carmelo de Aveiro por uns amigos, ligados à investigação científica, D. Joana, Srs. José e Domingos Garcia Y Garcia, com licença para o reproduzir.» 
As Irmãs do Carmelo «ficaram maravilhadas» e decidiram fazer cópias para oferecer aos amigos e benfeitores «como prenda do Menino Jesus». Depois nasceu esta edição com a sugestão de que poderemos «fazer as cópias» que quisermos, obviamente para servirem de prendas para muitos outros.
São diversos os cientistas que refletem sobre as maravilhas de Deus, e logo nas primeiras páginas o Dr. John Whitcomb convida cada leitor: «acompanhe-nos enquanto exploramos a mensagem da Criação, da Consciência e a Glória de Deus.» E quem o acompanhar nesta viagem há de encontrar no caminho o Poder de Deus, O Deus da sabedoria, Grandes são as obras do Senhor, E Deus disse: façamos o homem à nossa imagem e semelhança, Deus da Justiça, Deus do Amor. Por fim, a Oração “Louvai ao Senhor, todos os seus servos” (Cântico de Daniel — 3,57-88.56).

“O Deus das Maravilhas — por cientistas da NASA”, 
edição do Carmelo de Aveiro, 
dezembro de 2013

Fernando Martins

ÁGUAS MIL EM ABRIL

"EM ABRIL, ÁGUAS MIL"

Nota: Os provérbios têm muito ou tudo da experiência ou sabedoria popular. E este ano, para já, temos a chuva, tal como este provérbio diz. Vamos esperar que tudo mude para melhor, mas por enquanto temos a chuvinha, com regularidade, para manter as albufeiras cheias, com água para uns anos. Depois se verá o que virá...

A VAIDADE

"O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em ação."

Fernando Pessoa (1888-1935)





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terça-feira, 1 de abril de 2014

A vida é curta

«Os homens dizem que a vida é curta, 
e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim»

Jean Jacques Rousseau (1712-1778),
 filósofo e escritor francês

O SONHO

Crónica  de Maria Donzília Almeida



I have a dream” frase lapidar, atribuída a Martin Luther King, foi proferida no dia 28 de Agosto de 1963, na áurea década de 60 em que eu estava no dealbar da minha juventude. Iniciava o discurso que haveria de marcar a história americana, quando não a história universal, no qual falava da necessidade de união e coexistência pacífica entre negros e brancos nos EUA.
Tendo como palco os degraus do Lincoln Memorial em Washington D.C. integrando a Marcha de Washington pelo emprego e pela liberdade, foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis.
O orador teve um desfecho trágico, mas o poder do seu sonho galvanizou uma plateia de mais de duzentas mil pessoas que apoiava a causa.
Sendo um dos motores da atividade humana, tal como Gedeão disse, “O sonho comanda a vida!”


Toda a gente acalenta sonhos e vai lutando para a realização dos mesmos. É bom sonhar, pois dizem alguns entendidos que o homem só envelhece quando os sonhos dão lugar aos lamentos.
Faz parte intrínseca da condição humana, sonhar... e é muito salutar.
Neste contexto do sonho, também eu alimentei, ao longo dos tempos, um pequeno... grande sonho, dependendo da perspetiva.
Segundo Fernando Pessoa “O Homem é do tamanho do seu sonho!” logo perante a lógica pessoana, está aí justificada a minha pequena estatura.
Possuir um esquilo como animal de estimação foi crescendo como intenção, acabando por se tornar um sonho, avolumando-se, com o passar do tempo. Parece que os meus gostos/sonhos se materializam em criaturas de reduzidas dimensões, tal como na súbita aparição do patinho real, há duas semanas.
Nos Estados Unidos, um país pioneiro em muita coisa, o squirrel (cuja sonoridade é muito semelhante à nossa palavra esquilo) já é considerado animal de estimação. Com temperamento social e pacífico, limpo e sem produzir mau cheiro, seria uma ótima ideia para embelezar o meu bosque.
Dado o meu gosto por esta espécie de roedor, fiquei a saber que os seus dentes incisivos precisam ser desgastados, pois crescem continuamente. Galhos ou cascas de árvores ajudam no controle, distraem o animal e são abundantes no bosque.
Muito vivaz, o esquilo não pára quieto. Gosta de fazer ninhos com qualquer material que encontra pela frente, diverte-se com brinquedos e sobe e desce rampas, quando ao seu alcance, no seu habitat. De dia ou à noite, tem como hábito alternar períodos de vigília com descanso. A expectativa de vida do bichinho é de apenas três anos, com possibilidade de atingir, no máximo, quatro anos, o que muito me entristece.
Por esse mundo fora, deliciei-me a observar espécies de esquilos, nos parques londrinos, a fazerem as delícias dos transeuntes. Apreciadores de sementes, era vê-los de pé, nas patinhas posteriores, a descascar com perícia os amendoins que lhes atiravam e que eles devoravam num ápice.
Na Índia, proliferam nos parques naturais e correm à nossa frente, esgueirando-se por entre arbustos e plantas como se fizessem fintas aos turistas. Com uma cauda farfalhuda para um corpinho minúsculo são uma prenda com que a natureza nos afaga.
Conhecendo a divina Providência estes meus gostos e agora que os dias estão a crescer e a hora mudou, contemplou-me com a dádiva de um casalinho de esquilos castanhos de cauda listrada... que irão fazer as delícias do meu olhar... e de tantas criancinhas!
 Já noutros tempos, estacionavam os seus velocípedes para a contemplação das cabrinhas anãs, especialmente na altura em que as crias de palmo e meio começavam a cabriolar, graciosamente, pelo bosque.


01.04.2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Grandes Aveirenses


Aveiro, Canal Central (Foto FM)


Inspirado pelo programa televisivo dos “Grandes Portugueses”, o Correio do Vouga pediu a 10 figuras de relevo da atualidade que escolhessem cinco grandes aveirenses. Como critérios, o nosso jornal sugeriu que considerassem aveirenses, além dos naturais de Aveiro (mesmo que não tivessem desenvolvido a sua ação na cidade), os que nasceram noutro local, mas que viveram na cidade da Ria a parte mais significativa das suas vidas, ou seja, os que Aveiro fez seus. Aqui ficam os eleitos. Na próxima semana, o Correio do Vouga apresentará dados biográficos de algumas personalidades que neste número são apenas nomeadas.

Fernando Martins

Anterior diretor do Correio do Vouga, escolheu: D. João Evangelista de Lima Vidal; José Estêvão; Homem Cristo; Jaime de Magalhães Lima e Antónia Rodrigues

D. João Evangelista de Lima Vidal. Primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, depois de muitos anos ao serviço da Igreja e do País. Foi, para mim e para muitos, de uma importância crucial na restauração da Igreja Aveirense. Como Bispo da Diocese de Aveiro, soube abrir caminhos para uma sociedade mais cristã e, por isso mesmo, mais fraterna. Mostrando grande amor à Igreja e aos aveirenses, soube intervir na sociedade, com oportunidade e poesia, falando e escrevendo com rara sensibilidade sobre as nossas gentes e coisas.

José Estêvão. Grande orador parlamentar, foi, sem dúvida, pela sua intervenção cívica e política, um arauto dos interesses de Aveiro e sua região. Pelo dinamismo que sempre pôs em tudo o que fez, pela visão com que levou o Estado a abrir caminhos de progresso entre nós, pelo exemplo de envolvimento na coisa pública, ainda hoje a sua coragem e a sua acção são recordadas em Aveiro.

Homem Cristo. Jornalista e pedagogo, político e cidadão, representou, pela sua tenacidade e espírito aguerrido, coragem e exemplo, todo o Povo de Aveiro. Lutando incansavelmente pela liberdade, pela justiça, pela educação e pela verdade, deixou-nos um ótimo testemunho de vida. Defensor de causas, batia-se com coragem em sua defesa, quando sentia que eram importantes para as pessoas e instituições, mesmo que diretamente não lhe dissessem respeito.

Jaime de Magalhães Lima. Escritor e pensador, político e conferencista, agricultor e ecologista, contemplativo e homem bom, foi e é, tanto quanto posso perceber, uma das figuras mais veneráveis de Aveiro. Amante da natureza, crente fervoroso e cultor do espírito franciscano, foi amigo e confidente de figuras gradas do seu tempo. Homem de cultura universal, multifacetado na vida e na arte de escrever, defendeu as suas ideias em inúmeros livros, revistas, jornais e conferências.

Antónia Rodrigues. Heroína de Mazagão, foi uma mulher aventureira, encarnando, de maneira original, o espírito determinado da alma aveirense. Disfarçando-se de grumete, combateu com tal tenacidade, em Mazagão, ao ponto de ser considerada(o) o “terror dos mouros”. A sua coragem foi reconhecida por Filipe II e o seu exemplo foi cantado por escritores e artistas.

Ver outras propostas:  CV - Fevereiro 1, 2007 

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