segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ainda a transferência do Bispo de Aveiro para o Porto

Texto de João Paulo Costa no JN

Transferência de D. António Francisco 
indignou a região de Aveiro

D. António na Gafanha da Nazaré
(foto do meu  arquivo)


Um dia antes do anúncio oficial da transferência do bispo de Aveiro para a Diocese do Porto, quatro padres de Aveiro foram a Lisboa falar com o Núncio Apostólico, o diplomata da Santa Sé em Portugal, a quem manifestaram a "surpresa, indignação e tristeza pela saída de D. António Francisco", confirmou ontem o JN. A conversa com o monsenhor italiano Rino Passigato foi uma última tentativa para evitar a mudança de D. António, mas a decisão estava tomada, pois nesse mesmo dia já tinha aceite o convite do Papa para assumir o Porto.
Esta iniciativa dos padres espelha a tristeza que a transferência de D. António está a provocar nos 10 municípios que compõem a Diocese de Aveiro. "Amado pelo seu povo", como o próprio afirmou anteontem na primeira despedida, D. António deixa saudades não apenas nas 101 paróquias que governava.
"Estou triste pela saída de D. António, apesar de compreender a sua importância para um distrito amigo como o do Porto", afirmou ao JN o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). Ribau Esteves lembra a preocupação que "este bispo do povo sempre mostrou junto dos órgãos do Poder para ajudar quem mais precisa", levando a CIRA a convidá-lo para integrar o seu Conselho Consultivo. "Aceitou e marcou presença, numa atitude inédita em Portugal, e que mostra a excecionalidade de D. António", acrescenta o também autarca de Aveiro.

 "Levam-nos o que é bom"

Também os fiéis não escondem o mau momento. "Levam-nos tudo quanto é bom. É um bispo que cativa muito, é dinâmico e foi incansável nas celebrações da Missão Jubilar", diz Lucília Teiga, de Ílhavo. A proximidade com que lidava com os jovens, nas celebrações eucarísticas, é também ressalvada. "A minha neta fez o crisma com ele e todos os jovens adoraram a forma como ele os abordou e cativou", conta ao JN Dina Vidal.

Com Salomé Filipe

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Reforma Financeira


«Uma reforma financeira que tivesse em conta a ética exigiria uma vigorosa mudança de atitudes por parte dos dirigentes políticos, a quem exorto a enfrentar este desafio com determinação e clarividência, sem esquecer naturalmente a especificidade de cada contexto. O dinheiro deve servir, e não governar! O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem a obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los. Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano.»


Papa Francisco, 
em A Alegria do Evangelho

JUSTIÇA

«Há pessoas neste mundo que gastam todo o seu tempo à procura da justiça, não lhes sobrando tempo algum para a praticarem»

Henry Billings Brown 
(1863-1913),
 juiz norte-americano 

QUEM SÃO OS ZELOTAS?

Crónica de Frei Bento Domingues 
no PÚBLICO

1. Reza Aslan (1) nasceu no Irão, vive nos USA e é apresentado como um investigador, um académico e um escritor de renome internacional. A sua obra, O Zelota, surge com o propósito de recuperar o Jesus da história, o Jesus antes do cristianismo. A tese é simples: Jesus foi um revolucionário judeu que, há dois mil anos, atravessou a província da Galileia reunindo apoiantes para um movimento messiânico, com o objectivo de estabelecer o Reino de Deus, mas cuja missão falhou quando, após uma entrada provocatória em Jerusalém e um ataque descarado ao Templo, foi preso e executado por Roma pelo crime de sedição.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Com D. António Francisco

Um testemunho do Padre Georgino Rocha

D. António Francisco e Padre Georgino Rocha
(Foto FM)

COM DOM ANTÓNIO FRANCISCO

Desde a sua chegada, surpreendeu-me o seu modo de olhar as nossas "coisas". Era um olhar diferente, transparente, assertivo. Depois, esse olhar fez-se proximidade, amizade. ajuda e serviço que mobilizava energias um pouco adormecidas. Veio a seguir a visão do futuro próximo da diocese, do seu seminário, da Casa Sacerdotal, do seu plano de pastoral e da missão jubilar que coroava a festa dos 75 anos da restauração. Via-se claramente que a adesão ia crescendo e os dinamismos surgidos germinavam e exigiam continuidade e novo suporte. A reorganização das estruturas, a actualização das normas pastorais e a renovação de procedimentos... surgiam como garantia do espírito novo. Acompanhei e participei, também pela rede virtual, esta onda crescente.
A Dom António devo uma atenção especial pela sua compreensão, carinho e presença insistente e paciente. Gostei sinceramente de colaborar com Ele de modo habitual e nas tarefas específicas que me pediu. Guardo no coração a pedagogia vivida: chegar como quem aprende, observar como quem se maravilha, acompanhar como quem aceita ritmos diferentes, ponderar como quem quer tomar decisões acertadas, situar-se à frente, no meio ou atrás como quem preza sobretudo a comunhão, rasgar horizontes como quem sonha com o futuro emergente no quotidiano e no modo como é vivido.
Com Dom António Francisco. o presente faz-se um hoje que importa apreciar e viver. Bem-haja. E que continue a ser Bispo que entre nós se manifestou de forma tão qualificada. Um abraço amigo!

D. António Francisco e as portas da fé

Novo Bispo do Porto acredita 
que diálogo entre Igreja e sociedade
passa pelos «umbrais da arte»




«O diálogo entre a Igreja e a Sociedade passa, mais vezes do que imaginamos, pelos umbrais da arte e aí se abrem as portas da fé, porque a arte e a cultura transportam em si um ministério profético», sublinhou o prelado em 2013 no texto de apresentação da exposição “Diocese de Aveiro – Presente e Memória”.

Para o até agora bispo de Aveiro, uma das poucas dioceses portuguesas com um setor da Pastoral da Cultura formalmente instituído, a relação dos católicos com outras perspetivas atravessa «necessariamente» os «caminhos abertos da Cultura, em que a Igreja soube tantas vezes ser pioneira».

«Estejamos também nós disponíveis para fazer deste diálogo franco um serviço e um tesouro sem esquecer nunca que a arte transporta em si um ministério profético», apelou então D. António Francisco dos Santos.

Ler o texto de Rui Jorge Martins aqui 

O que pensam os católicos sobre a Igreja?

Crónica de Anselmo Borges 



1- A Bendixen & Amandi realizou, entre Dezembro de 2013 e Janeiro de 2014, com 12 038 fiéis adultos de 12 países maioritariamente católicos dos cinco continentes, para a Univisión, a principal televisão em espanhol dos Estados Unidos, uma sondagem sobre temas importantes na e para a Igreja. Fiabilidade: 95%.

Alguns resultados, com dissonâncias entre a doutrina e a opinião e vivência dos fiéis. a) Anticonceptivos: 78% a favor; 19% contra; 3% não responderam. b) Ordenação sacerdotal das mulheres: 45% a favor; 51% contra; 4% não responderam. c) Casamento dos padres: 50% sim; 47% não; 3% não responderam. d) Aborto: 8% deve permitir-se sempre; 65% nalguns casos; 33% nunca; 2% não responderam. e) Quanto ao casamento homossexual, há acordo com a doutrina: 66% contra; 30% a favor; não responderam 4%. f) Como avalia o trabalho do Papa Francisco? 41% excelente; 46% bom; 5% medíocre; 1% mau; 7% não responderam.