No dia 10 de maio de 1984, faleceu o grande ciclista português Joaquim Agostinho, porventura o maior ídolo daquela altura. Ainda hoje, 27 anos após a sua morte, são recordados os seus feitos, quer na volta a Portugal, quer nas volta à França. Homem simples, iniciou-se no ciclismo um pouco tarde, com 25 anos, mas nem por isso deixou de impor pela sua determinação e coragem. Faleceu vítima de uma queda na volta ao Algarve, depois de dez dias de coma.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Urge redefinir o que entendemos por prosperidade
Não contar só com a ganância do padeiro
José Tolentino Mendonça
Um dos clássicos da economia moderna, Adam Smith, resumia desta maneira pragmática o funcionamento do sistema económico: devemos o nosso pão fresco diário não ao altruísmo do padeiro, mas à sua ganância. É graças à ambição do ganho, que os bens de que precisamos chegam às prateleiras dos supermercados. Esse dado é, de resto, comummente aceite e consensualmente aceitável.
O facto que hoje se coloca, sempre com maior urgência, é, porém, de outra natureza. Claro que não perde validade a justa expectativa de que a atividade laboral produza o seu lucro, mas o que se coloca às nossas sociedades é a questão da sua capacidade para resolver, ainda que de modo não completamente perfeito, os desequilíbrios que elas próprias geram e que ameaçam a sua preservação. Ora, este processo de reajuste e maturação do sistema não parece que possa ficar unicamente dependente daquilo que Adam Smith chamou “a ganância do padeiro”.
Hospital da Figueira da Foz: estátua que faz pensar
Junto ao Hospital da Figueira da Foz, na Gala, com mar à vista, pude apreciar hoje esta estátua, simples, que nos leva a pensar. Num estilo figurativo e, por isso, muito acessível, mostra a dor, o desânimo, o conformismo ou a dúvida marcada pela incerteza do futuro. Sem adornos, no meio da pedra branca, qual mar sereno, é um convite à reflexão. Votos de rápidas melhoras para os doentes que por ali passam.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um livro de Tiago Pitta e Cunha: “Portugal e o Mar”
A Fundação Francisco Manuel dos Santos lançou mais um trabalho — “Portugal e o Mar” — que se enquadra perfeitamente nos seus objetivos de «conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público». Trata-se de um ensaio esclarecedor e bastante oportuno. Ainda não cheguei ao fim, mas apetece-me sugerir a sua leitura. Na Introdução pode ler-se:
«… a sensação de alívio que se sentiu com a decisão de substituir o mar pela Europa, que foi uma decisão de ruptura com pelo menos quinhentos anos de História de Portugal, tem vindo nos últimos anos a esmorecer. Com efeito, essa decisão, que foi então encarada como uma decisão altamente libertadora e progressista, dado o corte que fazia com o passado, começa hoje, no que respeita ao abandono do mar, a ser vista como uma desvantagem.»
Gafanha da Nazaré: Travessa dos Bons Senhores
Travessa dos Bons Senhores
A Travessa dos Bons Senhores, na Cale da Vila, começa na Rua D. Manuel Trindade Salgueiro e não tem saída. Ali moravam os familiares da Tia Catrina (Catarina), entre outras pessoas. Um dia, estes foram à Junta de Freguesia requerer nome para a sua rua. Apresentaram várias propostas, com toda a naturalidade, e entre elas surgiu este nome, na sequência da afirmação de que nela morava gente boa. Os chefes de família seriam, do que não duvidamos, Bons Senhores. E foi esta designação que mais empenho mereceu dos requerentes. Não será uma travessa, mas está bem assim, apesar de tudo.
domingo, 8 de maio de 2011
Subscrever:
Comentários (Atom)




