quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os governos, em geral, têm tendência para se tornarem totalitários



O regresso à ditadura?
O caso do ensino privado

António Marcelino

Quando se esquecem exigências democráticas ou se impede que elas funcionem, abre-se a porta ao ditador. Já foi assim na antiga Grécia, onde a democracia nasceu. Foi assim ao longo dos séculos. É também assim nos tempos que correm. O governo socialista, em campos bem determinados como o ensino, a solidariedade social, a saúde, com o medo que provoca nos da sua cor que dissentem, passou a agir como novo ditador. Não ouve, não reflecte, não acolhe, desconhece a realidade, embrulha e deturpa a verdade, julga-se único para decidir e decide a seu belo prazer. Faz tábua rasa do povo e da história, nega-se a procurar com parceiros obrigatórios soluções de consenso, rasga acordos bilaterais assinados, volta costas a quem realiza trabalho de qualidade, só agrada a clientelas discutíveis, vive obcecado pelo poder, dá péssimo exemplo de democracia e de isenção a quem tem o encargo de governar.
Uma situação, que se vem tornando cada dia mais grave, refere-se ao menosprezo pela iniciativa privada. A cidadania, esclarecida e aberta, é um direito e um dever de todos. Permite enriquecer o bem comum nacional com propostas e respostas adequadas, surgidas num contexto de respeito por exigências legais justas. Foram sempre os governos totalitários que destruíram a democracia, desprezaram e impediram a legítima iniciativa privada. O Estado Social, de contornos megalómanos, sonhado e defendido por ideologias coloridas e pelo povo que só quer benefícios, com respostas impossíveis para os problemas, está condenado ao fracasso. A história assim o tem mostrado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Campanha Limpar Portugal vai ser reeditada este ano


«No ano passado, mais de 100 mil pessoas limparam o país, de Norte a Sul, num só dia, 20 de Março. Por que não 200 mil em 2011? É este o repto que o núcleo dinamizador da campanha Limpar Portugal está agora a lançar aos portugueses.
O primeiro passo já foi dado pelo núcleo da campanha em Braga, que lançou o ontem o desafio através da Internet e de redes sociais. O dia escolhido este ano é 19 de Março. Em Braga, voluntários vão limpar os bosques do concelho. Não irão fazer o mesmo trabalho que no ano passado, quando grande parte do esforço foi dirigido para remover entulhos. “Não continuaremos a fazer o serviço que cabe às autoridades fazer”, afirma Paulo Pimentel Torres, um dos líderes da campanha. Este ano, será uma actividade “soft e educativa”, concentrada nos plásticos, vidros, colchões, móveis e outros objectos que continuam a ser abandonados um pouco por todo o lado.»

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Bar-Restaurante no Jardim Oudinot

Réplica da primitiva Guarita



A Câmara de Ílhavo deliberou adjudicar a Conceção, Instalação e Exploração do Bar-Restaurante do Jardim Oudinot, junto ao Ancoradouro e integrando a réplica da Guarita, ao concorrente “In Tocha In Hotelaria, L.da”.
A ponderação dos critérios de adjudicação teve por base a solução arquitetónica apresentada, as condições de manutenção e limpeza das instalações sanitárias públicas existentes na envolvente e do parque de merendas, bem como a renda mensal mais vantajosa.
A autarquia ilhavense pretende que sejam criadas novas dinâmicas e vivências no Jardim Oudinot, rentabilizando o edifício da Guarita, apostando na conquista de mais visitantes a este espaço, pela prestação de novos serviços, bem como assegurar com a máxima qualidade a limpeza e manutenção do parque de merendas e dos sanitários públicos disponibilizados na envolvente ao Bar/Restaurante.

Fonte: CMI

UTOPIAS

Utopia:

1. projeto de governo que,
a ser exequível, asseguraria a felicidade geral
2. projeto imaginário, irreal

Dos dicionários

As notícias que nos chegam sobre as reformas implementadas por Raul Castro em Cuba vêm provar que as utopias, muito bonitas e quiçá importantes, acabam, as mais das vezes, por deixar rastos de sofrimento e miséria. Tem sido assim na Cuba de Fidel Castro como foi na URSS e países satélites. Mais: Em quase todos os países liberais de mercado livre.
Se é certo que Fidel fez bem em combater o regime corrupto e ditatorial de Fulgêncio Batista, também é verdade que não soube retirar-se a tempo, dando liberdade aos seus compatriotas para optarem por um sistema político capaz de proporcionar mais felicidade para todos. Ficou enquanto pôde, numa postura cega à pobreza que o rodeava, para lá das muralhas do bem-estar em que vivia.
Seu irmão Raul, agora no poder, terá chegado à conclusão de que a utopia da revolução cubana não assegurou a felicidade geral, mostrando à evidência que as ideias de Fidel, levadas à prática, não passaram de um projeto irreal. Os desempregados que se multiplicam, os míseros salários que a maioria recebe e a pobreza que grassa por toda a parte provam que é preciso ter muito cuidado com utopias…
E de algumas podemos dizer: faliu o socialismo real, o comunismo; faliu o capitalismo e o liberalismo puro; faliram os fascismos e ditaduras. E que nos resta? Quem descobre por aí um regime democrático, mas com justiça social? Onde estará esse regime por que todos aspiram? Mais uma utopia?

FM

Quem dizem que é a Igreja?



O ex-director do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, vai estar hoje no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), pelas 21 horas, para mais uma "Tertúlia à Quarta", para responder à questão "Quem dizes os homens que é a Igreja Católica". Trata-se de uma iniciativa do ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas), em parceria com o Centro Universitário e com o semanário Correio do Vouga.
Quem não puder participar na tertúlia, pode acompanhar o que ali se passa pelo canal de TV Online da Diocese de Aveiro, http://www.diocese-aveiro.pt/tvonline.asp

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bento XVI: Não diz tudo o que pensa, mas dá a impressão que nada do que pensa fica por dizer


Um Papa tímido e sem medo

António Rego




Será exagero, ou talvez não. A entrevista que Bento XVI concedeu ao jornalista Peter Seewald diz mais sobre a sua visão do mundo, da história e do hoje, que o conjunto dos seus discursos. Exprime melhor a sua fé que os seus tratados de teologia. Define melhor o homem, o padre, o cidadão e o Papa que as imagens televisivas mais próximas dos momentos solenes do Sumo Pontífice. Porquê? Porque abre o coração de Joseph Ratzinger a um olhar íntimo, não esquematizado por ele mas pelas observações e perguntas que o jornalista lhe lança, envolvendo-o sempre na sua história pessoal e não na esfinge a que muitas vezes a imagem pública o condena.~

Apoio do Estado aos colégios é insuficiente

 
Bispo de Aveiro defende opção livre dos pais na escolha das escolas para os seus filhos
 
O Bispo de Aveiro diz que a alteração à lei que regula o apoio do Estado aos colégios privados vai dificultar a ação dos referidos colégios no ensino. A Lei foi promulgada pelo Presidente da República e a redução dos financiamentos de uma média de 114 mil euros por turma ao ano é reduzido para 80 mil. D. António Francisco Santos diz que é uma redução que causa problemas de gestão e que a Igreja crítica. “Não ficou satisfeita. Temos quatro colégios no espaço diocesano que vivem sob este acordo de contrato de associação que vão passar por muitas dificuldades e nós continuamos a defender a opção livre por parte das famílias para escolherem a escola que desejam para os seus filhos. Pensamos que o estado tem obrigação de dar a todos as mesmas possibilidades a as escolas particulares prestam serviço público. Por isso, continuaremos a bater-nos para ser possível esse direito e essa liberdade”, justifica D. António Francisco Santos.


Fonte: RTN