domingo, 24 de outubro de 2010

João Silva: Repórter de guerra ferido no Afeganistão

João Silva continuou a fotografar
mesmo depois de ter ficado com pernas
em parte decepadas por mina
 
O fotógrafo português João Silva, detentor de passaporte sul-africano, perdeu parte das pernas e sofreu hemorragias internas devido à explosão da mina que pisou no Afeganistão; mas mesmo assim continuou a tirar fotografias enquanto os paramédicos o tratavam, contou o jornal para o qual trabalha, o “The New York Times”.
 
Ver mais no PÚBLICO
 
 
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A propósito desta notícia, dramática, em que o repórter português João Silva sai bastante ferido, vem a talho de foice uma página do livro GUERRA SEM FIM, de Dexter Filkins, como retrato de uma cena de guerra.



 
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PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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"Marinha Portuguesa: Nove Séculos de História"



 “Marinha Portuguesa: Nove Séculos de História”,
um livro do Comandante Rodrigues Pereira

No próximo dia 27, decorre no Museu da Marinha em Lisboa, a apresentação de mais um livro do Comandante Rodrigues Pereira denominado Marinha Portuguesa – Nove Séculos de História.
Hoje como dantes o mar permanece como elemento fundamental para o futuro do país. Assim foi feito no séc. XX, com a criação da ZEE e assim será neste século com a concretização do projecto de alargamento da plataforma continental, sempre com a Marinha na missão de garantir aos portugueses o uso do seu mar.
A História da Marinha é uma História de Portugal vista do mar porque não é possível dissociar o mar dos acontecimentos fundamentais da História do país.
Neste livro reúnem-se, pela primeira vez, os acontecimentos mais importantes do nosso passado de quase nove séculos e como afirma no prefácio o Almirante Melo Gomes”…. A sua falta era sentida não só pelos marinheiros como pelos historiadores e investigadores que agora passam a dispor de uma obra de referência que apresenta também uma importante iconografia relacionada com o nosso passado.



NOTA: O Com. Rodrigues Pereira nasceu em Lisboa no ano de 1948,  tendo entrado para a Escola Naval em 1966. Foi promovido a Capitão-de-mar-e-guerra em 1999 e passou à Reserva por limite de idade em 2005.
Prestou serviço em diversas unidades navais, em várias missões, nomeadamente, na Guerra do Golfo e Iraque. Foi Capitão do Porto de Aveiro de 1995-98,  secretário da Comissão Cultural da Marinha, comissário das Exposições do Dia da Marinha em Cascais, Ílhavo, Viana do Castelo e Figueira da Foz e, desde 2006, exerce as funções de Director do Museu da Marinha em Lisboa.
Actualmente é Professor na Escola Naval e na Universidade Autónoma de Lisboa, sendo autor de vários livros relacionados com a História da Marinha Portuguesa, com destaque para os volumes das Campanhas Navais de 1793-1823.
É Presidente da Assembleia Geral dos AMI (Amigos do Museu de Ílhavo) e é Confrade de Honra da Confraria Gastronómica do Bacalhau.

Carlos Duarte




TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 207

PELO QUINTAL ALÉM – 44

O DIOSPIRO

A
meu irmão Zeca e
João Maria Pereira Júnior

Caríssima/o:

a. Ora cá está uma fruta que, nesta época, nos ocupa na apanha e na distribuição pelos familiares e amigos. Plantámos cinco árvores e, em ano de boa produção, não há paciência nem energia para contrariar a rápida maturação...
Como costumávamos dizer: “Louvada seja a fartura...”

e. Curiosamente, não conhecemos nenhuma destas árvores pelos quintais da Gafanha; o nosso primeiro contacto com esta fruta alaranjada foi à porta do Liceu de Aveiro... apenas com a vista já que os tostões que custava nos proibiram a prova... Era fruta rara e vendida como guloseima pelos vendedores de rebuçados e caramelos...

i. Um diospiro possui o tamanho aproximado de uma maçã, porém assemelha-se muito com o tomate.
Quando verde, é amargo e adstringente. Depois de amadurecido, a sua polpa fica macia e muito saborosa.
Os diospiros são geralmente consumidos ao natural sem casca, com canela ou em recheio de tartes, em compotas, batidos, saladas, no iogurte ou secos no desidratador.
O diospiro pode também ser usado para a produção de vinagre, proporcionando alto rendimento em mosto para fermentação, do qual resulta um produto de qualidade muito boa. A grande vantagem do processo é que ele permite o aproveitamento dos frutos que normalmente são descartados, permitindo a obtenção de 60 litros de vinagre com elevada graduação acética, a partir de 100 kg de frutos maduros.

o. Fruta de sabor doce e agradável, contém vitamina A, B1 e B2, além de quantidade considerável de fibras que regulam as funções intestinais.
A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, evita infecções, auxilia o crescimento e faz parte da formação do esmalte dos dentes.
A vitamina B1 tonifica o músculo cardíaco e ajuda a regular o sistema nervoso e o aparelho digestivo.
A vitamina B2 é essencial ao crescimento, evitando ainda a queda de cabelos.

Propriedades: O Diospiro possui qualidades calmantes, febrífugas, antieméticas e laxativas. O seu uso é conveniente para os que sofrem de desnutrição, tuberculose, anemia, descalcificação, enfermidades das vias respiratórias, catarros da bexiga, transtornos intestinais, afecções do estômago e gastrite infantil.

sábado, 23 de outubro de 2010

REVISTAÚNICA dedicada ao mar

Trabalho gráfico de Hugo Marques
Foto de Luís Efigénio/NFACTOS

Foto da Coleção do Museu Marítimo de Ílhavo

O MAR: UMA PRIORIDADE NACIONAL

A  REVISTAÚNICA do Expresso desta semana é dedicada ao mar. Quem gosta de tudo quanto diz respeito ao mar vai, decerto, guardar este número, para ler com mais calma.
Há muito que o mar anda longe das preocupações dos nossos políticos e empresários. A UE cortou as asas aos portugueses, que não puderam ou não souberam reagir. A nossa frota bacalhoeira, de tantas tradições entre nós, desde há séculos, foi obrigada a apodrecer nos cais. Muitos trabalhadores tiveram que dar asas à sua imaginação para se adaptarem a outras vidas. Foi, de alguma forma, um dos maiores desastres do nosso país.
A revista inclui textos do Presidente da República, Cavaco Silva, e de economistas, artistas, desportistas, historiadores e cientistas, à volta de uma grande questão: Portugal e o mar: saída à vista? Para ler e pensar. Tudo com ilustrações belíssimas a condizer.
Em entrevista, Maria Damanaki, comissária europeia com a pasta dos Assuntos Marítimos e Pescas, diz que «É um sonho ter fronteiras comuns no mar da União Europeia», garantindo que «Uma política marítima integrada traz valor acrescentado a todos». Refere ainda que «Portugal é um dos países mais cooperantes nas questões marítimas», porque «Tem tradição e vontade política».
Numa reportagem, intitulada O regresso dos bacalhoeiros, afirma-se que, «Após mais de uma década de ausência, os bacalhoeiros portugueses regressaram aos mares gelados da Gronelândia e da Terra Nova, mas o bacalhau continua a ser um bem escasso». Congratulemo-nos, ao menos, com o regresso.
Por sua vez, no texto que escreveu, o Presidente Cavaco Silva termina assim as suas considerações, que tiveram como ponto de partida «O mar: uma prioridade nacional»:
«Na conjuntura atual, talvez mais do que nunca, sente-se a falta de desígnios nacionais que contribuam para dar mais coesão e mais autoestima aos portugueses. O mar, despojado de messianismos, enquanto ativo estratégico e económico nacional, poderá consistir num dos desígnios que hoje nos faltam. Do que é que hoje estamos à espera?»

FM

Nota: Com Acordo Ortográfico

NOVO TESTAMENTO: "Deus é amor incondicional"


SARAMAGO E DEUS

Anselmo Borges

Passado o rebuliço mediático, quereria escrever sobre o tema em epígrafe. Só sobre ele. Deixo, pois, as questões literárias, partidárias, políticas, incluindo a nódoa indelével daquele desgraçado despedimento de 22 jornalistas do DN por delito de opinião. Exijo-me este texto, até porque, numa entrevista a João Céu e Silva, Saramago se me referiu com admiração por ter lido e gostado do seu livro Caim: "Até fiquei surpreendido quando ouvi um teólogo - uma coisa é um teólogo e outra um padre -, Anselmo Borges, dizer que tinha gostado do livro".
Quem, no meu entender, melhor escreveu sobre o tema foi Eduardo Lourenço. Entre outras coisas, porque introduziu o pensar sobre o ateísmo até ao limite. "O que designamos por 'ateísmo', na sua literal acepção, significa, geralmente, mais do que o seu conteúdo dialecticamente negativo. Denota um relacionamento de grau nulo com o referente Deus. É tão impensável ou inacessível na sua ordem como a pura transcendência, que é conteúdo real ou imaginário de Deus. Ser ateu é só ser e estar 'sem Deus'. Perspectiva tão vertiginosa como a que a referência a Deus assinala, sob o modo de uma 'ausência' tão impensável como a de Deus e não menos 'abscôndita', só que mais dolorosa, que a da presença das presenças."

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