Por iniciativa da Câmara de Ílhavo, o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré vai entrar em obras, ainda este ano, como anunciou a Rádio Terra Nova. Esta obra insere-se num projecto mais alargado daquela autarquia, que visa dotar o concelho de mais e melhores equipamentos culturais. Espera-se, agora, que os arquitectos e outros técnicos sejam mais felizes na concepção de um espaço que proporcione um mais amplo conjunto de actividades culturais, oferendo funcionalidades e comodidades a quem o frequenta.
sexta-feira, 28 de março de 2008
A ÁRVORE E A FLORESTA

Sem qualquer suporte científico, verifico que, quando alguém procede à leitura de um jornal ou revista, tem uma curiosidade, quase inata, em procurar as “frases do dia”, da “semana”, ou do “mês”, que mais não são do que uma pequeníssima parte retirada de um assunto mais amplo, vasto e profundo.
Porém, não vejo, nestes comportamentos (nem a tal me atreveria), qualquer aspecto mais ou menos positivo que possa prejudicar ou ajudar, séria e eficazmente, quem tem este costume de leituras. Creio é que é preciso ir mais longe!
Não deixa, no entanto, de ser um hábito e, provavelmente, uma necessidade para muitos leitores, funcionando como um bálsamo e um revigorador espiritual, cujo efeito é o da pessoa sentir que não está só no mundo – num mundo em que todos os assuntos podem fazer parte das ditas frases – e em que há sempre alguém que está com ela, que a compreende e conforta, mesmo não a conhecendo.
Procura-se, mesmo, decorar aquela(s) frase(s) que mais nos aconchegam, para as transmitir, o mais fiel possível, aos outros. Tudo soa a boa nova: os diagnósticos, finalmente, foram feitos e as soluções, para muitos problemas, já foram encontradas.
Quase tudo é possível lá caber, pelo que, cada frase, parece ter sido feita mesmo à medida das necessidades de quem a lê.
Todas as nossas críticas, desejos, insatisfações, expectativas, e provavelmente muito mais, estão lá! Parece haver algo mágico em tudo isto!
Assim, não é de admirar que surjam, através destas leituras, sentimentos, mais ou menos generalizados, em alguns leitores, de que alguém já encontrou a fonte milagrosa da cura, a panaceia para todas as dificuldades e – muito melhor, se tal for possível – alguém já é capaz de ser o centro de um unanimismo sagrado, capaz de resolver, de uma vez por todas, os males que possam afectar e afligir a vida de cada um.
Bem sei que pode haver alguma dimensão caricatural nestas palavras, mas também reconheço que a verdade possível de cada realidade vai, e tem mesmo que ir muito, para além de frases ou fórmulas feitas, sejam elas do “dia”, da “semana” ou do “mês”.
Se assim não for, tem-se o caminho aberto para a cultura da demagogia, das promessas fáceis e para a manipulação pessoal e colectiva, ainda que possa não ser essa a intenção do ou dos seus autores.
O sentido crítico da pessoa tende a desaparecer, e nada mais se questiona, pelo que a intolerância instala-se, sem se dar por isso. Já não é preciso acreditar em mais nada!
Claro que não se trata de pôr tudo em dúvida, (era o que mais faltava) muito menos de querer (como se eu tivesse algum poder para tal) em contribuir para uma sociedade paralisante e asfixiante.
Trata-se, isso sim, de lembrar que é preciso, é mesmo muito urgente e necessário, ir para além das palavras enlatadas, que nos tendem a servir, com a melhor das intenções.
Assim como a crítica, as divergências de opinião, os confrontos de ideias, sérios e leais, entre outros exemplos, fazem parte, integrante e indispensável, da continua construção de uma cidadania de verdade, com direitos e deveres para todos, lembro o que Fernando Pessoa escreveu: “O mundo, à falta de verdades, está cheio de opiniões.”
Na sua sabedoria proverbial e ancestral, o povo diz que “de boas intenções está o inferno cheio”. Desejo, humildemente, dizer a este mesmo povo que, ao continuar a ler as tais frases “emolduradas”, não se esqueça que é mais fácil dar uma opinião do que procurar o bem e a verdade, em nome de todos, numa atitude de compromisso assumido e transparente.
Vítor Amorim
MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

Ângelo Ferreira, responsável distrital pelo novo Movimento Esperança Portugal:
«Há clubismo na defesa dos partidos»
O partido que vier a ser criado com base no Movimento Esperança Portugal (MEP), recentemente constituído, poderá vir a concorrer às próximas eleições autárquicas em Aveiro. Em entrevista ao Diário de Aveiro e Aveiro FM, Ângelo Ferreira, um dos fundadores do MEP, adiantou que não exclui a hipótese de o grupo avançar com uma candidatura. «A situação política no seu todo não parece mobilizar muito as pessoas, os melhores recursos, as melhores disponibilidades, as melhores capacidades», diz o ex-presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, de 38 anos, prometendo um novo discurso político feito por «cidadãos comuns» e não por «estrelas ou vultos conhecidos»
Pode ler a entrevista no Diário de Aveiro de hoje
quinta-feira, 27 de março de 2008
Lição de Dalai Lama

O líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, já se manifestou contra o boicote aos Jogos Olímpicos, que vão decorrer em Pequim, na China, ainda este ano. E sobre o seu país, defende a autonomia democrática dentro da grande China.
Como pacifista, não podia aceitar nem seguir outra posição que não seja o diálogo, que a China rejeita. Como rejeita a liberdade, os direitos humanos e a democracia. Porque a guerra nunca leva a parte nenhuma, pode ser que os Jogos Olímpicos, com a mediatização que eles proporcionam e com o exemplo de fraternidade que estimulam, levem os dirigentes chineses a abrir as portas aos valores seguidos pelos homens e mulheres livres. Entretanto, Dalai Lama não desarma, ensinando que a paz se constrói com a paz. Da guerra só sabemos e bem que deixa marcas que o tempo nunca apagará.
Como pacifista, não podia aceitar nem seguir outra posição que não seja o diálogo, que a China rejeita. Como rejeita a liberdade, os direitos humanos e a democracia. Porque a guerra nunca leva a parte nenhuma, pode ser que os Jogos Olímpicos, com a mediatização que eles proporcionam e com o exemplo de fraternidade que estimulam, levem os dirigentes chineses a abrir as portas aos valores seguidos pelos homens e mulheres livres. Entretanto, Dalai Lama não desarma, ensinando que a paz se constrói com a paz. Da guerra só sabemos e bem que deixa marcas que o tempo nunca apagará.
FM
A Bíblia: entre culto e cultura

OUSAMOS SABER
Qual o livro bíblico que escolheria e porquê?
Armando Silva Carvalho, Poeta: O Livro de Job. Por razões muito pessoais da minha vida. Sobretudo isso. Sempre que o leio, Job ajuda-me a encontrar uma possibilidade de resistir.
Assunção Cristas, Professora Universitária: Escolheria o Livro dos Salmos, porque é poesia na Bíblia, na Revelação, e eu gosto disso. Porque está ligada à oração de Jesus e permite-nos partilhar a oração que foi a Dele.
Leia mais em "Observatório"
PRESSÃO CÍVICA PARA CORRIGIR OS PREÇOS
Está decidido que o IVA vai baixar, em Julho, 1%. Esquecendo a contradição do primeiro-ministro, porque não há ninguém que não se engane, vamos admitir que é muito boa esta descida. Será? Para já, não vai incidir sobre o que mais mexe com a bolsa do consumidor: o que se come no dia-a-dia. Depois, no meio de tantas subidas, em Julho, ninguém vai dar pela descida. E nada, tenho cá um palpite, vai passar a custar menos. Dou mesmo um doce a quem me provar o contrário. As empresas, essas sim, fazendo-se esquecidas, talvez acabem por ganhar uns euritos. E de eurito em eurito enche a galinha o papo. Estarei enganado?
Contudo, segundo o Público, “O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, avisou hoje que serão reforçados os mecanismos de vigilância para que a descida do IVA tenha consequências benéficas junto dos consumidores, mas apelou também à pressão cívica para que os preços sejam corrigidos”.
Cá para mim, se a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) se meter no assunto, com a eficiência com que tem trabalhado, talvez os consumidores venham a beneficiar. A ver vamos, como diz o cego.
FM
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