quarta-feira, 26 de julho de 2006

Nasceu para mudar mentalidades

Aluno da UA
cria site
para D-eficientes
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Tem 24 anos, estuda Novas Tecnologias da Comunicação na UA, e é o autor do recém-criado site D-eficiente que «pretende modificar mentalidades e a forma de agir das pessoas com necessidades especiais». Trata-se de Pedro Monteiro, um jovem com paralisia cerebral desde os cinco meses de idade.
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A guerra

Com mais
de dois mil anos
da era cristã
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Olhando friamente para esta guerra que ferve, fico pensativo: como é possível que, com mais de dois mil anos da era cristã, os homens não sejam capazes de se entender? Israelitas e árabes odeiam-se de morte, precisamente na terra onde Jesus nasceu.
Penso que por ali, por onde Jesus caminhou e falou, ensinando regras de sã convivência, apoiadas no mandamento que nos deixou (amai-vos uns aos outros como eu vos amei), será difícil haver um entendimento nas próximas gerações. Os radicalismos de ambas as partes, a incapacidade de perdoar e os ódios ancestrais não deixarão que a paz seja uma constante para aqueles povos.
Se é verdade que os terrorismos árabes não podem ser compreendidos e justificados pelo mundo, o mesmo mundo também não pode aceitar que Israel massacre um país, o Líbano (os antigos fenícios, navegadores e comerciantes), destruindo-o e matando um povo indefeso. Os ataques das tropas israelitas estão a ser desproporcionados, apesar dos argumentos de que pretendem acabar com os terroristas. Israel não quererá desaparecer do mapa. Mas sabe que, se perder a guerra, o Estado hebraico não terá hipótese de sobrevivência. Daí o desespero com que luta há tantos anos, numa região que lhe é hostil.
Toda a gente pede o fim da guerra. Toda a gente reclama o diálogo. Contudo, nada se vislumbra e o conflito ainda pode vir a alargar-se, com o envolvimento da Síria e do Irão. Depois será o caos na terra onde Jesus nasceu e viveu.
Fernando Martins

As férias estão aí

Arrais Gabriel Ançã
Conhecer a história
As férias podem ser uma boa oportunidade para conhecer a história. Se as gozar na Costa Nova, praia famosa da Gafanha da Encarnação, no concelho de Ílhavo, procure saber quem foi o Arrais Gabriel Ançã.
O seu busto, voltado para a Ria e de costas para o Mar, onde ele foi herói, é um convite para descobrir o que fez este ilhavense e por que razão foi homenageado.

Um artigo de António Rego

A Terra Santa
Como ler as palavras e os silêncios desta guerra que se não define? Como entender um conflito que se apresenta algumas vezes como defesa, outras como ataque, que se diz contra um Hezbollah que não é uma terra, um país chamado Líbano e outro, Israel, que é muito mais que um país? Não estamos perante um confronto convencional. Há entrelaçadas implicações étnicas, políticas, económicas, ideológicas, culturais, religiosas, com toda a sequela de ameaças e hipóteses de alastramento em várias frentes. Não é possível abordar Israel e países vizinhos, sem lembrar um povo eleito, uma terra prometida recheada de grandes personagens e lugares bíblicos que preenchem o cenário religioso de tantos povos. E sentir, ao mesmo tempo, que muitos desses lugares, em vez do significado sagrado duma história única, se tornaram palco de medo para os herdeiros duma terra “onde corre leite e mel”, éden, calvário e sepulcro vazio do Ressuscitado. Por isso Israel, para além dum país independente, é uma pátria onde três Religiões – as grandes religiões monoteístas - se revêem na sua história: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Jerusalém, por exemplo, é a cidade ícone do encontro de Deus com o homem e o cenário dos maiores acontecimentos religiosos do cristianismo. Quando se lê a Bíblia e em especial o Novo Testamento depara-se, a cada passo, com um acontecimento, uma palavra, um milagre ligados a um lugar concreto que tão cruamente hoje se sente despojado da sua definição para ser apenas mais um palco banal de bombas ou “rockets” que ninguém deixa em paz. A Terra Santa está praticamente fechada para guerra. Os peregrinos, sobretudo judeus e cristãos, sentem-se mais distantes da sua Jerusalém que é muito mais que uma cidade de animação urbana ou turística. É um lugar sagrado, uma espécie de “santo dos santos”, tabernáculo dos acontecimentos que sustentam a fé de várias religiões. Ao longo do tempo tem-se perguntado muitas vezes porquê esta espécie de maldição sobre uma Cidade e uma Terra com uma vocação única para o encontro de Deus com o homem? Muitas são as tentativas de resposta. Nenhuma perfeita ou acabada. Que se não esqueçam, ao menos, as perguntas.

terça-feira, 25 de julho de 2006

ECUMENISMO

Católicos, Luteranos
e Metodistas fazem
história no ecumenismo
O dia 23 de Julho fica na história do ecumenismo: o Conselho Metodista Mundial aderiu à Declaração conjunta católico-luterana sobre a Doutrina da Justificação, de 1999. George H. Freeman, secretário-geral do Conselho Metodista Mundial, afirmou na ocasião que se estava a pisar “um novo território”, abrindo as portas para “o futuro das relações ecuménicas”. O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, e o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Ismael Noko, marcaram presença no acto, que teve lugar na Coreia do Sul. Os seguidores de Wesley, reunidos na sua 19ª Conferência Mundial, assinalaram o momento com uma ovação de pé. O Cardeal Kasper disse que esta assinatura representa “um dos maiores feitos do diálogo ecuménico” e citou Bento XVI para falar deste acordo entre as três Igrejas como “uma plena e visível unidade na fé”. A Declaração conjunta é o resultado de décadas de diálogo e é, para o membro da Cúria Romana, “um dom de Deus”. Samuel Kobia, secretário-geral do Conselho Ecuménico das Igrejas e pastor metodista, sublinhou que este acontecimento é “um passo gigante para superar as divisões entre os cristãos”. O Conselho Metodista Mundial agrupa Igrejas metodistas de 132 países, com um total de 75 milhões de fiéis, aproximadamente. A Declaração visa colocar um ponto final numa polémica com vários séculos relativamente à “salvação”, conceito fundamental da fé cristã. No século XVI, a interpretação e aplicação contrastantes da mensagem bíblica da justificação constituíram uma das causas principais da divisão da Igreja ocidental, o que também se expressou em condenações doutrinais. O magistério da Igreja Católica, confirmado no Concílio de Trento, coloca duas condições à salvação humana: a graça divina e as boas obras. Lutero ensinava que só a graça divina era necessária. Todas as partes confessam, agora que “somente por graça, na fé na obra salvífica de Cristo, e não por causa de nosso mérito, somos aceites por Deus e recebemos o Espírito Santo, que nos renova os corações e nos capacita e chama para boas obras".
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Fonte: Ecclesia

As férias estão aí

Gaivota descansa

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Ao lado do burburinho da praia, com gente a ocupar todos os palmos de areia branca e limpa, a gaivota também quis descansar um pouco. Indiferente aos olhares de quem passava e aos disparos das máquinas fotográficas, ali estava e ali ficou quando passei e registei para a minha história a sua tranquilidade.

As férias estão aí

Praia da Barra: Calor aperta
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Quem há por aí que não goste de apanhar um pouco de sol, refrescado pela maresia? As férias convidam a isso mesmo. A Praia da Barra, na Gafanha da Nazaré e concelho de Ílhavo, mostra à saciedade que o mar continua a atrair os portugueses. E ainda bem, porque é uma riqueza que temos de aproveitar.