domingo, 21 de maio de 2006

Gotas do Arco-Íris - 18

Gaivotas

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BORRELHOS
vs. CEGONHAS
Caríssimo/a: Dizia-me o meu Amigo: - Se tu olhasses bem, tinhas visto que eu não estava! Curioso: olhar para ver. E eu olhei e não vi nada. As bicicletas voavam pela estrada. O pedalar era rijo que uma chuvada se anunciava e as tramagueiras ficavam distantes. Havia que chegar lá antes de ficarmos como pintainhos: todos molhados. Abrigados, vimos o saltitar agitado de manchas pardas junto à borda da Ria. Eram os borrelhos... Fixar o horizonte, olhar e apreciar o seu bailado inconstante era a fascinação dos momentos que antecediam a chuvada... A sorte foi alguma: a chuva só nos molhou por fora que as tramagueiras mais uma vez foram o nosso escudo... Os borrelhos já se tinham ido... Agora eram as gaivotas que atraíam o nosso olhar na sua mancha ao longo do muro da marinha. E nós bem víamos como as penas do seu corpo se mexiam com o vento. E hoje? [Onde estão os estudantes-ciclistas a caminho da Gafanha para Aveiro? E as marinhas de sal? Será que os borrelhos e as gaivotas ainda lá estão?] Hoje, circulando pela A25, impõem-se-nos as cegonhas altaneiras no cimo das suas plataformas. A velocidade permite olhar mas será que nos deixa ver e ouvir? Como nos ficam longe as cegonhas; e os borrelhos e as gaivotas já voaram para o mundo das recordações. Enquanto rabisco estas palavras soltas, o melro canta, canta. E o melro é preto e o seu bico amarelo. Mas onde é que já vi esta combinação de preto e amarelo? Será que o canto do melro tem a ver com a subida do Beira-Mar? Quem o souber que mo diga. Manuel

sábado, 20 de maio de 2006

Citação

"Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé."
Simone Weil,
in "Carta a um homem religioso"

Papa critica uniões de facto e aborto

Bento XVI em Valência
para celebrar a beleza
e a fecundidade
da família

O Papa Bento XVI lançou hoje novo ataque contra as «uniões de facto» e o aborto, ao receber o novo embaixador de Espanha junto do Vaticano, a menos de dois meses de uma viagem a Valência para o V Encontro Mundial da Família. «A igreja proclama, sem reserva, o direito primordial à vida, desde a concepção até ao seu fim natural», disse, em espanhol, Bento XVI, na mensagem a Francisco Vazquez, embaixador de Madrid junto do Vaticano. O Papa defendeu também o «direito a nascer, a formar uma família e viver no seio dela, sem que esta seja suplantada ou ofuscada por outras formas de instituições diferentes», numa alusão ao reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que entrou em vigor em Julho de 2005 em Espanha. Bento XVI adiantou que a sua deslocação a Valência, a 8 e 9 de Julho, será a ocasião de «celebrar a beleza e a fecundidade da família fundada no matrimónio, a sua altíssima vocação e seu imprescindível valor social». As palavras do Papa podem ser vistas como uma crítica ao aborto, à eutanásia e aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, ou ao reconhecimento jurídico de uniões de facto. Bento XVI manifestou ainda o desejo de que as relações entre Espanha e a Santa Sé «sejam reforçadas e que progridam, reflectindo o respeito e o afecto de tantos espanhóis pelo Papa».

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Fonte: EXPRESSO On-line

Colaboração dos leitores

A Casa do Silêncio
O silêncio
vive numa casa
onde a música
entra quase
sem pedir licença.
: in GOMES, José António (coord.) (2000). Conto Estrelas em Ti. Porto: Campo das Letras (ilustrações de João Caetano). : Colaboração enviada por Sara Silva

FAMÍLIA

Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social lembra:

"É fundamental conciliar

trabalho e família" ::

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social considerou crucial para o futuro das políticas sociais na Europa a conciliação entre o trabalho e a família. Segundo Vieira da Silva, o objectivo de conciliar a vida profissional e familiar é estratégico para uma sociedade mais desenvolvida, igualitária e com uma economia mais competitiva.
Vieira da Silva defendeu ser necessário reforçar uma abordagem pró-igualitária das relações familiares. Nessa abordagem, explicou, é fundamental a partilha de responsabilidades entre os pais e as mães nas tarefas familiares e a criação de condições para que os trabalhadores possam conciliar as suas funções profissionais com os apoios que prestam às famílias.
Em Portugal, acrescentou, têm sido tomadas várias medidas com esse objectivo, como sejam o alargamento das licenças de maternidade e paternidade suportadas pelo sistema público de segurança social.
Contudo, Portugal, que regista um declínio acentuado nas taxas de natalidade, é ainda referenciado em estudos europeus como um dos países que menos assistência presta à família e onde o abono familiar é dos mais reduzidos da Europa dos 15.
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Um poema de Eugénio de Andrade

:: Diz homem, diz criança, diz estrela. Repete as sílabas onde a luz é feliz e se demora.
Volta a dizer: homem, mulher, criança. Onde a beleza é mais nova.

Um artigo de Francisco Sarsfield Cabral, no DN

A lei e as questões de consciência
Os problemas éticos estão na ordem do dia. Por um lado, a moral católica deixou de ser sociologicamente dominante em Portugal, tornando problemáticas velhas certezas. Por outro, os avanços da ciência trouxeram questões novas, sobre as quais não há doutrina formada.
Temos agora uma sociedade pluralista, que se ufana de já não viver sob as hegemonias culturais do passado, embora seja duvidoso que não as haja substituído por outras hegemonias mais subtis. Então, dir-se-á, cada um decida consoante entender. A moral é uma questão privada, de consciência, requerendo decisões do foro íntimo de cada um. O que é que os outros, e em especial o Estado, têm a ver com isso?
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