sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fenómeno Religioso em debate

Fórum de debate vai juntar profissionais
do fenómeno religioso Um encontro plural e elucidativo da vontade que os jornalistas que trabalham o fenómeno religioso têm de se juntar e reflectir sobre esta área da informação. Foi desta forma de os organizadores avaliam a realização do encontro «Entre a vertigem e o silêncio – porque (não) há espaço nos media para o religioso», que juntou na Universidade Lusófona, jornalistas, investigadores e “pessoas sensíveis à questão mediática”. O final do encontro apontou a necessidade de os jornalistas se comunicarem num espaço comum e trocarem ideias e reflexões. António Marujo, jornalista do jornal «Público» e um dos organizadores do encontro, explica à Agência ECCLESIA que o objectivo cimeiro era “levantar a possibilidade de, a partir daqui, se fazer algo mais”. Objectivo conseguido e a desenvolver através da participação num blogue, “uma plataforma virtual” e da organização de acções esporádicas “sem a complicação de uma associação que obriga a formalidades que, de facto, não queremos”. Manuel Villas-Boas, jornalista da TSF, avança que o blogue será um ponto de encontro “para nos conhecermos nas nossas diferentes ideias, para motivarmos outros e para nos irmos corrigindo mutuamente porque há dias de menor felicidade nas nossas intervenções”. O jornalista radiofónico afirma que “todos os jornalistas que têm áreas definidas precisam de se entender no seu campo”. No caso do fenómeno religioso adianta que “não precisam de ser crentes, não precisamos da fé única mas das diferenças. Importa que sejam honestos intelectualmente para todos nos entendermos nas diferenças e na expressão de outras sensibilidades, quer religiosas ou culturais”. A ignorância no tratamento do fenómeno religioso, nas redacções, entre jornalistas, mas também entre as instituições foi uma das questões em análise.
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Mar ataca… Homem contra-ataca

O que o mar dá pode roubar de um dia para o outro
O mar ataca e o homem contra-ataca. Sempre foi assim. O que o mar dá pode roubar de um dia para o outro. Mas o ho-mem, que quer o que é bom, volta a construir o que o mar destruiu. Desde que me conheço, a regra do jogo é esta. O mar, que deu o areal, resolveu levá-lo um dia destes. Mas o homem, que o quer, não esperou nada. E hoje, com sol re-confortante, assisti à reposição da areia na praia da Barra.

António Neves - Aguarelista

Aguarelista das paisagens quentes

O Aguarelista António Neves apresenta amanhã, sábado, às 17 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, o livro onde ilustra o seu percurso de mais de vinte anos dedicados exclusivamente à pintura. São mais de duas centenas de páginas onde a criatividade, evolução, e o amor às belas paisagens portuguesas, desde o Tejo, Douro e Vouga, bem como as paisagens quentes do Alentejo, e também do Brasil, surgem num rigor pictórico que tem feito com que António Neves já seja considerado o aguarelista das paisagens. Neste livro também surgem textos de consagrados críticos e amantes das artes plásticas, como: Milton Alencar (Secretário da Cultura de Cabo Frio e Cineasta), Gaspar Albino, Edgardo Xavier e Luís Carlos Patraquim, além do Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves.



Adriana Calcanhoto

Lindíssimo poema de Ferreira Gullar, musicado por Fagner e cantado por Adriana Calcanhoto.

Mar

Mar encrespado! Rugindo Atroando Bramindo! .......
Mar revoltado... Galgando Cuspindo A espuma salgada Arrojada Na praia Dourada Serena! É imponente A tua frescura Mas impotente A tua bravura Contra a falésia dura.... Mª Donzília Almeida

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Picos de sensibilidade, confrontos sem ideias, oportunidades mediáticas

A crise que vivemos não é apenas económica
"A crise que vivemos não é apenas económica. É ideológica, democrática, de sentido, de relação e incapacidade de respeito mútuo e de diálogo construtivo. Por tudo isto é, também, uma crise de ética e de valores morais que vai subvertendo os projectos e planos, necessários para que a vida pessoal e social tenha sentido e progrida. Como chegámos aqui, é uma pergunta pertinente que pode e deve levar a uma reflexão necessária e consequente. Nunca se chega de um salto, mas degrau a degrau." António Marcelino

Marçal Grilo: “As famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber”

Não se fazem alterações sem os professores
Segundo o PÚBLICO, o ex-ministro da Educação Marçal Grilo defendeu, em Castelo Branco, que o sector em Portugal necessita de "menos Ministério e mais escola, menos sindicato e mais professores". Para o ex-responsável da pasta da Educação, é necessário, entre outras tarefas, mobilizar os professores. "Tenho a sensação de que há algum desalento, é preciso ganhá-los, porque não se fazem alterações significativas sem os professores", disse, acrescentando: "o que não significa que não haja reformas de fundo, que não haja reformas que afectem alguns direitos adquiridos pelos professores". Segundo Marçal Grilo, os docentes aceitam tudo o que lhes for apresentado com racionalidade num processo negociado e acertado. "É preciso diminuir o papel do Ministério e aumentar o papel das escolas. As escolas têm que ser ouvidas e ter voz, os sindicatos devem ter o papel de pugnar pelos interesses sindicais dos professores e os professores têm que ter uma voz (...) no seu relacionamento com os pais e com os estudantes", defendeu. Falando à margem de uma conferência sobre Ambiente, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, Marçal Grilo considerou ainda que nos últimos anos a família tomou consciência da importância da Educação. "Finalmente, o país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber", disse o ex-governante.

Scorsese quer filmar a história de dois missionários portugueses

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Parte da rodagem será feita na Nova Zelândia
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O realizador Martin Scorsese planeia filmar Silence, a história de dois jesuítas portugueses que viajam para o Japão no século XVII, numa época em que os cristãos eram perseguidos no país.
Com argumento de Jay Cocks (A Idade da Inocência, Gangs de Nova Iorque), o filme adapta o livro de Shusaku Endo Silêncio (Dom Quixote, 1990). Daniel Day-Lewis e Benicio del Toro estão a negociar a sua participação no filme, assim como Gael Garcia Bernal.
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Dia Mundial do Doente: 11 de Fevereiro

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Sofrimento pode ser caminho de redenção
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Celebra-se hoje, como já referi neste meu espaço, o Dia Mundial do Doente. Celebra-se, não só ..para meditarmos sobre o tema e sobre todo o incómodo que a doença provoca, mas também para se olhar para quem sofre. O Bispo de Aveiro, na sua mensagem para este dia, sublinha que o sofrimento pode transformar-se em "caminho de redenção".

Maria Barroso na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Amanhã, dia 12, Maria Barroso estará na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, para falar de um tema importantíssimo – A arte de bem envelhecer –, já que é conhecido o drama de muita gente, mal começam a manifestar-se os sinais da velhice. O encontro está agendado para as 19 horas, na Biblioteca da Escola, conforme li na RTN. Estarão presentes os presidentes da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, e da Junta de Freguesia, Manuel Serra. Sendo certo que há muitos jovens que envelhecem muito cedo, enquanto há idosos bastante novos, temos de reconhecer que o assunto interessa a todos.

Santa Sé lembra Darwin e a Teoria da Evolução

Bíblia e teorias evolucionistas não são incompactíveis
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Foi apresentado, esta Terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Congresso in-ternacional "Evolução biológica: factos e teorias". O evento será realizado em Roma, de 3 a 7 de Março, na Universidade Pontifícia Gregoriana. Na conferência de imprensa estiveram presentes, entre outros, o Presidente do Conselho Pontifício da Cultura, D. Gianfranco Ravasi, e o jesuíta e professor de Filosofia da Gregoriana e coordenador do encontro, Padre Marc Leclerc. Na sua intervenção, o Pe. Leclerc afirmou que nenhum universitário, católico ou não, pode permanecer indiferente a dois eventos que se celebram este ano: o bicentenário do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da sua obra "A Origem das Espécies".
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Instituto da Água vai repor areia na Barra

"O Instituto da Água vai repor, "o mais rapidamente possível", areia na praia da Barra para evitar que o mar continue a avançar de forma a colocar em risco os bares de praia, revelou o director de obras do INAG, João Costa. O quadro vivido nos últimos dias na praia de Ílhavo é "anormal", diz João Costa, que se baseia nas informações de quem conhece a zona, para a considerar "único nos últimos 30 anos". Na origem da situação, revela, "está o temporal que nas últimas quatro semanas, de forma persistente, tem fustigado a zona, com ondas que vão dos 3,5 a 16 metros". Esta agitação marítima, diz João Costa, "tem sobrelevado o nível médio das águas junto às praias, com as fortes correntes de retorno a retirarem a areia da praia"."
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Scolari despedido

Não percebo grande coisa de Futebol, mas sempre vou entendendo alguma coisa. Por exemplo, que os treinadores, sobretudo quando as suas equipas não ganham, são normalmente os maus da fita. E também sei que, como disse alguém há muito tempo, cá no nosso País, um treinador pode passar de "Bestial a Besta", de um dia para o outro. Um herói entre nós, conseguiu pôr Portugal de bandeira nacional a desfraldar ao vento, pespegada em todos os cantos, até apodrecer queimada pelo sol e esfarrapada pelos ventos. Foi para Inglaterra para ganhar muito dinheiro, e conseguiu. Despedido sem honra nem glória, receberá 17 milhões de euros, diz a comunicação social. Em tempo de crise, não será nada mau. Execelentes férias vai ter Scolari. Mesmo que, como treinador, tenha sofrido uma grande derrota moral. O Futebol é assim.

O gigantesco segredo do cristão

Teria razão Kierkegaard quando defendia que o cristianismo olha para a história tomando o ponto de vista da alegria? Aparentemente não. O poeta Baudelaire lembra que, nos relatos dos Evangelhos, nem por um momento, Jesus sorri (expressando, no entanto, outro tipo de paixões), recuperando uma citação de São João Crisóstomo: «Ele chorou algumas vezes, mas nunca se riu». Este aforisma ganhará em Nietzsche contornos de suspeição generalizada sobre o cristianismo moderno: o cristianismo surgiria mais credível se os cristãos parecessem satisfeitos. Encontra-se, de facto, a ideia culturalmente difusa de uma ausência de alegria nos textos sagrados, na teologia e no viver cristãos, que vincariam sobretudo o peso da exigência moral e o fantasma das culpabilidades. Sem dúvida, tal deriva de uma leitura insuficiente da proposta cristã, que é, desde o princípio, o anúncio de «uma grande alegria» (Lc 2,10). O escritor G.K. Chesterton, conhecido também pelo seu bom-humor, desmente os que dizem que o paganismo é uma religião de alegria e o Cristianismo uma religião de tristeza: «O comum dos homens viu-se forçado a ser alegre no que dizia respeito às pequenas coisas, mas triste no que se refere às grandes. No entanto não é próprio da condição humana ser assim. O homem é mais ele próprio, o homem é mais semelhante ao homem, quando a alegria é a coisa principal que se encontra nele, e a tristeza é uma coisa acidental. A melancolia devia ser um inocente entreacto, uma terna e fugitiva moldura do espírito, ao passo que a alegria deve ser a constante pulsação da sua alma… A alegria é o gigantesco segredo do cristão». A alegria não é um produto de consumo rápido, nem é uma questão cuja procura se possa substituir ou calar no coração Humano, deixando-a apenas à estratégia comercial das indústrias do entretenimento. «Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos”» (Lc 10,21). Um dos dramas da hora presente é ser tão estreito o cânone da felicidade. José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

“São precisos professores que gostem de ler"

Graça Barbosa Ribeiro entrevistou Carlos Reis, especialista em Estudos Portugueses e coordenador dos novos programas de Português destinados aos alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, para o jornal PÚBLICO. A dado passo da entrevista, que pode ser lida naquele diário, em edição online, na página 10, Carlos Reis diz que, “Para termos alunos que gostem de ler são precisos professores que gostem de ler, que entendam a literatura como um domínio de representação cultural com uma grande dignidade e com uma enorme capacidade de nos enriquecer do ponto de vista humano. Claro que isto ultrapassa, em muito, a esfera de actuação de quem prepara programas de Português, e está intimamente relacionado com a actual crise das Humanidades”. Já aqui escrevi isto várias vezes. Mas é melhor ler a entrevista no PÚBLICO.

O Terrível Erro Estratégico

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"O erro económico de José Sócrates está em acreditar que o investimento público é bom em si mesmo. O primeiro-ministro demonstra uma fé cega na virtualidade imperativa dos projectos: basta anunciá-los e gastar dinheiro para a economia arrancar. Esquece que todo o dinheiro que gasta vai tirá-lo ao bolso dos contribuintes. Tal como o investimento privado, os projectos do Estado têm de ter utilidade e justificação. Aliás até têm de ter mais, pois usam o dinheiro dos pobres. Apostar milhões em obras faraónicas nunca resolveu nenhuma crise."

Padre Carreira das Neves: "Darwin é só da Terra"

O que podemos ainda aprender com «A Origem das Espécies»?

Padre Carreira das Neves - Marca uma nova época na concepção da Natureza, a nível biológico e cosmológico. O Universo biológico e humano deixa de ser interpretado à luz exclusiva da fé religiosa num Deus criador para ser interpretado à luz das leis científicas da natureza que originam as espécies da biologia natural e humana. Darwin parte do princípio da evolução em que as espécies mais fortes - por selecção natural - suplantam as mais fracas ao longo de séculos e milénios. Continua a representar, como cientista, o papel de um dos maiores símbolos do século XIX.
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Mar da Barra

(Clique nas fotos para ampliar)

O mar da Barra, na Gafanha da Nazaré, continua a dar dores de cabeça aos mais argutos técnicos. Quando se pensa que está tudo bem, de repente ele ataca com toda a sua bravura, não perdoando a quem encontra pelo caminho. Daí os receios de que ele chegue às habitações e às pessoas, ferindo-as de morte. Esperemos que não. Leia mais no DA de hoje.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

SINAL +

1. Celebra-se, no próximo dia 11 de Fevereiro, o Dia Mundial do Doente, com o necessário objectivo de olharmos, com outros olhos, para quem sofre, quantas vezes na porta ao lado da nossa. Eu sei que o sofrimento faz parte da vida e que ninguém, mais cedo ou mais tarde, escapa a situações de dor, física ou psicológica. Quem há por aí que não tenha experimentado no corpo ou na alma essa realidade? Também sei, por experiência própria, que nem todos temos facilidade em dialogar com os doentes, na tentativa de os ajudar a aceitar ou a suportar o sofrimento. Mas reconheço que se torna indispensável fazer um esforço para estarmos junto dos nossos familiares e amigos, em especial, nas alturas em que mais precisam de uma palavra amiga, de um sorriso acalentador e de gestos cúmplices que tornem mais leve a dor que sentem. O Santo Padre, na sua Mensagem para este dia, lembra, aos católicos e a todos os homens e mulheres de boa vontade, que “não podemos ignorar o incalculável número de menores que morrem por causas como sede, fome, carência de assistência sanitária, assim como os pequenos refugiados, que fugiram das suas terras com os pais em busca de melhores condições de vida. De todas estas crianças, eleva-se um silencioso grito de dor que interpela as nossas consciências de homens e cristãos”. É que a dor, afinal, está, com maior dramatismo, em muitas crianças, em todos os cantos do mundo. Para responder, de forma imperativa, a estes e outros casos, temos mesmo de sair dos nossos comodismos, agindo, por todos os meios ao nosso alcance, para que o mundo se torne mais solidário e actuante. Os que sofrem esperam por nós. 2. Tem sido notícia que o “Rei da Cortiça”, Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal, vai despedir 193 trabalhadores. Isto significa, mais coisa menos coisa, que outras tantas família vão engrossar o rol dos que passam a olhar o futuro carregado de nuvens negras. Alguns, como sublinharam e pela idade que têm, têm sérias dúvidas em encontrar outro emprego. O “Rei da Cortiça” tem inúmeras empresas, um pouco por todo o mundo, decerto com garantias de bons lucros. Teria – comentava eu para alguém – possibilidades de distribuir esses trabalhadores por outras empresas do grupo que tem dirigido, com sucesso, há muitos anos. Mas logo recebi, como resposta, que há empresários “que só vêem papéis e números. Para eles, não há homens e mulheres trabalhadores e dependentes, exclusivamente, dos magros salários que auferem ao fim do mês”. Pois é. O meu amigo tem razão. Fernando Martins

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