sábado, 5 de novembro de 2005
Um poema de Cabral do Nascimento
AMO O SILÊNCIO
Amo o silêncio e as vozes que insinuam,
Meigas ciciam, musicais, veladas,
Fracas, serenas, pálidas, cansadas,
Doces palavras que no ar flutuam.
Amo o silêncio e a luz difusa… E amo
A tarde cor de cinza, a chuva calma,
E o mar sem ondas, liso como a palma
Da minha mão aberta… E em cada ramo
Das árvores sem folhas, amo os verdes
Musgos pendentes, flácidos, em tiras…
Assim, minh’alma extática, suspiras,
Meu coração tranquilo, assim te perdes!
Rude fragor do mundo, sombra fria,
Passa de largo! Não me acordes, não!
Deixa correr a fonte da ilusão,
Enche-me a vida de melancolia…
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Publicação em destaque
PELA POSITIVA CHEGOU AO FIM
Saudações especiais para todos os amigos leitores. Terei de seguir outros caminhos porque parar é morrer. Fernando Martins
Os meus blogues
-
O maior lago de água doce dos Açores situa-se nas crateras vulcânicas da Ilha de São Miguel. O lago é composto por duas lagoas – uma verde...
-
De Arganil, rumei a Piódão, uma Aldeia Histórica que é uma referência nacional. Foram 41 quilómetros por estrada que serpenteia a Serra do A...
-
A Varina da Murtosa, foto publicada no livrinho "Os Povos do Baixo Vouga", de Jaime de Magalhães Lima, aqui fica para não se pe...
Sem comentários:
Enviar um comentário