terça-feira, 17 de março de 2026

Ruas da Gafanha da Nazaré

Rua Santa Helena 

Na Gafanha da Nazaré, encontra-se a rua que homenageia Santa Helena, a mãe do imperador Constantino, nascida provavelmente em Drepamin (na Bitínia, junto ao Golfo da Nicomédia, na atual Turquia, cidade mais tarde chamada Helenópolis) e convertida ao cristianismo, tal como o seu filho, o qual, como imperador, concedeu a liberdade de culto aos cristãos no ano 313. 
Aos 78 anos de idade, Helena realizou uma peregrinação à Terra Santa, onde mandou construir as basílicas da Natividade, em Belém, e da Ascensão, no Monte das Oliveiras, iniciativa que inspirou Constantino a construir a Basílica da Ressurreição. 
A Igreja Católica festeja Santa Helena a 18 de agosto.

C.F.

Nota: Cardoso Ferreira, um jornalista que conheço há bons anos,  continua a publicar curiosidades da nossa terra. Sobre a Cafanhada Nazaré, tem duvulgado diversdas notas alusivas  às nossas ruas, com curiosidades interessantes. Obrigado, Cardoso. 

sábado, 14 de março de 2026

"CAGARÉU" - O humor é preciso




O "Cagaréu", uma brochura de 2000, saltou do meio de livros, para me pedir que a divulgasse, tornando o mundo menos macambúzio.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Alçada Baptista — Uma história

Quando, por volta de 1960, se descobriu petróleo em Angola, o ministro do Ultramar de então correu pressuroso à Presidência do Conselho com a novidade:
— Senhor Presidente, há petróleo em Angola.
Salazar olhou-o, desconfiado:
— O quê! Tens a certeza?
O Ministro entusiasmado, dizia que sim, que sim, que as reservas permitiriam uma exploração rentável, que as ramas eram de qualidade.
Salazar suspirou contrafeito:
— Só me faltava mais esta!

In A cor dos dias 

NOTA:  Reler Alçada Baptista é um prazer.

Bibliotecas

Livraria Lello - Porto

Tive uma vida muito ligada aos Livros e Bibliotecas. Para além das tarefas que lhe estavam associadas, nomeadamente a divulgação e animação, ficou a paixão pela leitura e pelos livros como objetos apaixonantes. Ainda hoje, já vão muitos anos, persistem esses dois amores.
Com o acesso público e aberto aos livros, revistas e jornais digitalizados, ficarão as bibliotecas reduzidas a uma espécie de lugar exótico do passado? Estou em crer que sim, mas ainda haverá lugar para estudiosos e curiosos, julgo eu…

quarta-feira, 11 de março de 2026

Marcelo Rebelo de Sousa

O Prof. Marcelo foi o nosso Presidente da República durante dois mandatos, dez anos. Na minha modesta opinião, cumpriu dignamente a missão, que não posso nem devo analisar, porque não estou à altura disso. Sei, no entanto, que não falta quem se atreva a criticá-lo, porque há gente para tudo.
Li que tenciona renunciar a direitos económicos próprios das funções que exerceu, mas está garantido, que não ficará indiferente ao mundo que o rodeia. E continuará a dormir pouco, como é da sua natureza.
Os meus desejos é que seja feliz. O Prof. Marcelo bem o merece.

terça-feira, 10 de março de 2026

sábado, 7 de março de 2026

PÁRA E PENSA — As mulheres na Igreja

Crónica semanal de Anselmo Borges

1. Retorno ao tema, pois é de actualidade candente e amanhã, 8 de Março, é o Dia Internacional da Mulher; faço-o, solidarizando-me com todos os que lutam contra a misoginia da Igreja — atendendo à data, nomeadamente muitas associações de mulheres apresentaram protestos —, e retomando o que já aqui escrevi em 2011: “As mulheres têm motivo para estar zangadas com a Igreja, que as discrimina. Jesus, porém, não só não as discriminou como foi um autêntico revolucionário na sua dignificação, até ao escândalo.”

Veja-se a estranheza dos discípulos ao encontrar Jesus com a samaritana, que tinha tudo contra ela: mulher, estrangeira, herética, com o sexto marido, mas foi a ela que se revelou como o Messias. Condenou a desigualdade de tratamento de homens e mulheres quanto ao divórcio. Fez-se acompanhar — coisa inédita e mesmo escandalosa na época — por discípulos e discípulas. Acabou com o tabu da impureza ritual. Estabeleceu relações de verdadeira amizade com algumas. Maria Madalena constitui um caso especial nessa amizade: ela acompanhou-o desde o início até à morte e foi ela que primeiro intuiu e fez a experiência avassaladora de fé de que o Jesus crucificado não foi entregue à morte para sempre, pois é o Vivente em Deus, está vivo em Deus para sempre como esperança e desafio para todos os que crêem nele, a ponto de Santo Tomás de Aquino e outros, apesar da sua misoginia, a declararem a “Apóstola dos Apóstolos”, precisamente por causa do seu papel fundamental na convocação dos outros discípulos para a fé na Ressurreição: na morte, não caímos no nada, pois entramos na plenitude da vida em Deus, Deus de vivos e não de mortos. Aliás, já São Paulo, na Carta aos Romanos, pede que saúdem Júnia, “Apóstola exímia”.