de Anselmo Borges

A questão que o ser humano é para si mesmo mostra-se paradoxal. Por um lado, é inevitável: o abismo insuperável entre o que espera e quer ser e o que realmente alcança, obriga-o a perguntar: o que sou?
Que ser é esse que é entre ser e não ser e que nunca é plenamente? Por outro lado, a questão é insolúvel, porque, para conhecer-se, o ser humano precisava de saltar para fora de si em ordem a poder ver-se de fora, objectivamente. Ora, precisamente este salto é impossível.
