quinta-feira, 23 de junho de 2022

D. Manuel II decreta criação da Freguesia e Paróquia

23 de Junho de 1910

Se há datas marcantes na vida das comunidades, a criação da uma Freguesia e Paróquia é uma delas. Os primeiros passos da vida dos gafanhões, com estatuto de comunidade organizada, sob o ponto de vista civil e religioso, nos areais da então denominada Gafanha, registam uma data fundamental.
D. Manuel II assina um decreto em 23 de Junho de 1910, que começa assim:
«Tendo subido à Minha Real Presença a representação em que muito habitantes do logar da Gafanha, freguesia d’O Salvador, de Ílhavo, no concelho d’esta denominação, distrito administrativo de Aveiro, e diocese de Coimbra, pedem a creação de uma freguesia no referido no logar da Gafanha, tendo ali a sua séde…»
Depois de vários considerandos, o Rei determinou que, «pelos meios competentes se proceda à creação de uma nova parochia com a sede no logar da Gafanha, que será desanexada d’O Salvador de Ílhavo».

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Hoje é Dia da Liberdade Religiosa

Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República, lembra, em artigo de opinião publicado no Diário de Notícia, que hoje é Dia da Liberdade Religiosa. E sublinha: 

"Esta liberdade não se circunscreve à escolha entre as religiões. É, crucialmente, a liberdade de decidir ter ou não ter religião, ter e deixar de ter religião, mudar de religião, opinar sobre o fenómeno e as fés religiosas, examinar criticamente os seus fundamentos e pretensões, sem ser impedido ou penalizado por isso. E, não menos importante, é a liberdade de cada um e cada uma, nas decisões que lhe digam respeito, não ter de se conformar, total ou parcialmente, se o não quiser, com os preceitos da sua religião."

Serra da Boa Viagem

 
Os serviços do Google têm o dom e o cuidado de nos levar a recordar o nosso dia a dia de há anos. Hoje veio com as minhas memórias de uma visita que fizemos à Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz. Dia límpido que me permitiu registar esta imagem que aqui partilho. Se lá puder voltar, tentarei saber se tudo se mantém como em 2021, no mês de Junho.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Chegou o Verão



Chegou o Verão. Veio no dia certo, 21 de Junho, e terminará em Setembro. Isto, segundo o que determina o estabelecido. E vamos aproveitá-lo ao máximo porque não sabemos o que nos reserva o futuro. Com as alterações climáticas provocadas pelo homem, não sabemos realmente o que nos oferece este Verão.
Tempo de lazer, de festas, de praia, de campo, de convívios, de descanso, de passeios, de leituras, de encontros e desencontros, de tudo um pouco, mas será também um tempo de reflexão com vista a um futuro de mais paz.
Bom Verão para todos, com saúde e otimismo

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Os melhores do mundo

Crónica de Bento Domingues
no PÚBLICO de domingo

1. Junho é um mês muito português. No dia 10, celebramos o Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e a festa litúrgica do Anjo da Guarda de Portugal. Os dias 12 e 13 são dedicados a Santo António, o santo português mais conhecido em todo o mundo. No dia 24, celebramos S. João Baptista, no dia 29, a festa de S. Pedro. Há uma rima que sintetiza este mês: “Primeiro vem Santo António / depois, S. João / por fim, vem S. Pedro / para a reinação”.
Este ano, também no dia 10, o Presidente da República homenageou, em Londres, um grande nome da pintura portuguesa conhecida em todo o mundo, Paula Rego, falecida a 8 deste mês (1935-2022) e anunciou que será condecorada a título póstumo em Lisboa.
Foi um outro Presidente da República, Jorge Sampaio, que convidou Paula Rego para contar a história de Nossa Senhora para a capela do Palácio de Belém que aceitou de imediato: “Desde que comecei a pintar que estava à espera desse convite”. Pouco tempo depois, nascia o Ciclo da Vida da Virgem Maria.
No Museu da Presidência da República, no Palácio de Belém, está patente ao público uma exposição dedicada a Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004) sobre o seu percurso de cidadã na esfera pública. Foi sempre uma católica militante.
Desde o dia 6 de Junho, no âmbito das comemorações do centenário de José Saramago (1922-2010), a Biblioteca Nacional apresenta uma mostra bibliográfica e documental que celebra o percurso de escrita do autor, com o título A Oficina de Saramago.

sábado, 18 de junho de 2022

RIA DE AVEIRO vista por Murilo Mendes

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Eis os longos lençóis brancos das salinas mais o inesperado jardim de palmeiras desta sem cartazes Aveiro, exótica no contexto da geografia portuguesa. Salinas e palmeiras! A bordo dum barco minúsculo, giramos a delícia de descobrir, na claridade gratuita, pequena franja de Oriente inserido num plano de paisagem da Holanda. O barqueiro seguro em camisa da Nazaré manobra servindo-se de mínimos calculados gestos.
Quase salta ao nível da rua o peixe azul ou vermelho.
As não-inquietantes aveirenses riem recíprocas, quem sabe saberão a sal.
Nada electrónico, nada «arrabbiato», esconjurando eventualmente o mal do século nuclear, na distante Aveiro, sem haveres, em outra dimensão política, eu viveria saboreando ovos moles, atento aos longos e longes lençóis brancos de sol cómodo e suas salinas.

Roma, 1966
MURILO MENDES


Murilo Mendes (1901-1975) haverá escrito os seus versos, denominados «Aveiro», em 1966. Casado com Maria da Saudade Cortesão, filha de Jaime Cortesão – outro nome a ilustrar uma antologia aveirense –, é de crer que o Poeta visitasse a cidade das «salinas palmeiras» vindo de S. João do Campo, nos aros de Coimbra. A reger em Roma a cadeira de estudos brasileiros, não se torna despropositado supor que, num período de férias em Portugal, demandasse uma urbe tão próxima do ninho familiar.

In "Aveiro e o seu Distrito"

O Papa Francisco vai resignar?

Crónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias

É evidente que o Papa Francisco foi e é uma bênção para a Igreja e para o mundo e a História não vai esquecê-lo.

A notícia percorreu mundo e nenhum dos grandes meios de comunicação social internacionais terá ignorado a notícia sobre a possibilidade de o Papa Francisco resignar em breve, abrindo caminho à sua sucessão à frente da Igreja Católica. Isso concretamente a partir do momento em que foi visto numa cadeira de rodas e em que se viu obrigado a adiar a sua viagem nos princípios de Julho à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul.
Para os rumores sobre a renúncia contribuíram sobretudo três factores.
Em primeiro lugar, sabe-se que Francisco está doente, sofre concretamente de dores no joelho da perna direita, que o impedem de estar em pé e o obrigam a andar em cadeira de rodas e de bengala. Ora, ele próprio já dissera a propósito de uma operação ao intestino: "Sempre que o Papa está doente corre brisa ou furacão de conclave"; de qualquer forma, acrescentou, "não lhe tinha passado então pela cabeça renunciar." De qualquer modo, já em 2014 afirmou que "Bento XVI não é caso único", o que faz pensar que não exclui a resignação no caso de se sentir impossibilitado de exercer o cargo.